
Crepsculo - V4 - Amanhecer

Stephenie Meyer



PREFCIO

Eu j tive muito mais experincias de quase morte do que era necessrio, isso no  exatamente uma coisa a qual voc se acostuma.
No entanto, enfrentar a morte novamente parecia estranhamente inevitvel. Como se eu realmente estivesse marcada pelo desastre. Eu escapei vez aps outra, mas ela
continuava vindo atrs de mim.
Ainda assim, essa vez era to diferente das outras.
Voc pode correr de algum que voc teme, voc pode tentar lutar com algum que voc odeia. Todas as minhas reaes eram direcionadas a esses tipos de assassinos
- os monstros, os inimigos.
Quando voc ama a pessoa que est te matando, no te restam opes. Como voc poderia correr, como voc poderia lutar, quando fazer isso machucaria o seu amado?
Se sua vida fosse tudo o que voc tem a dar ao seu amado, como voc seria capaz de no d-la?
Se fosse algum a quem voc realmente ama?

 1. Noivos
Ningum est te encarando, eu prometi a mim mesma. Ningum est te encarando. Ningum est te encarando.
Mas, como eu no conseguia mentir convincentemente nem para mim mesma, eu precisei dar uma checada.
Sentada esperando que os trs semforos da cidade ficassem verdes, eu olhei para a direita - em sua minivan, a Sra. Weber tinha virado o trax inteiro em minha direo.
Os olhos dela penetraram nos meus, e eu me inclinei pra trs, me perguntando porque ela no desviou o olhar ou pareceu envergonhada. Ainda era considerado rude encarar
as pessoas, no era? Ser que essa regra no era mais usada?
Foi ai que eu me lembrei que essas janelas eram to escuras que ela provavelmente nem tinha idia de que eu estava aqui, muito menos de que eu tinha pego ela olhando.
Eu tentei encontrar algum conforto no fato de que ela no estava realmente olhando pra mim, apenas para o carro.
Meu carro. Suspiro
Eu olhei para a esquerda e gemi. Dois pedestres estavam congelados na calada, perdendo a chance de atravessar a rua enquanto olhavam. Atrs deles, o Sr. Marshall
estava espiando atravs da janela de vidro de sua pequena loja de souvenirs. Pelo menos o nariz dele no estava pressionado contra o vidro. Ainda.
O semforo ficou verde e, na minha pressa de escapar, eu pisei no acelerador sem pensar - a forma normal que eu teria pisado pra fazer a minha velha caminhonete
Chevy sair do lugar.
Com o motor urrando como uma pantera, o carro saltou rapidamente pra frente que o meu corpo bateu no banco de couro preto, e meu estmago se comprimiu contra a minha
espinha.
"Arg!" Eu resfoleguei enquanto procurava pelo freio. Usando a cabea, eu apenas toquei no pedal. O carro parou completamente mesmo assim.
Eu no agentei olhar ao redor pra ver as reaes. Se antes havia alguma duvida sobre quem estava dirigindo este carro, agora j no existia. Com a ponta do meu
sapato, eu gentilmente baixei um centmetro do acelerador, e o carro seguiu em frente novamente. Eu consegui chegar onde queria, o posto de gasolina. Se eu no estivesse
enlouquecendo, eu no precisaria ter que vir  cidade. Eu estava me virando sem um monte de coisas ultimamente, como... (?) e cadaros, pra evitar ficar em pblico.
Me movendo como se eu estivesse numa corrida, eu abri o tanque, tirei a capa, passei o carto, e coloquei a mangueira no tanque em questo de segundos.  claro,
no havia nada que eu pudesse fazer para que os nmeros na bomba de gasolina andassem mais rpido. Eles... (?) fazendo barulhos, quase como se estivessem fazendo
aquilo pra me aborrecer.
O dia no estava bonito - um tpico dia chuvoso em Forks, Washington - mas eu ainda sentia como se um ponto se luz estivesse focado em mim, atraindo ateno para
o delicado anel na minha mo esquerda. Em vezes como essa, sentindo os olhos nas minhas costas, eu me sentia como se o anel estivesse piscando feito um anncio em
non: Olhe para mim, olhe para mim.
Era estpido me sentir envergonhada, e eu sabia disso. Alm do meu pai e da minha me, ser que realmente importava o que as pessoas estavam dizendo sobre o meu
noivado? Sobre o meu carro novo? Sobre a minha misteriosa entrada para a Ivy League? Sobre o meu carto de crdito preto e brilhante que parecia tingido de vermelho
no meu bolso de trs nesse exato momento?
", quem se importa com o que eles pensam?" Eu murmurei em voz baixa.
"Um, senhorita?" a voz de um homem chamou.
Eu me virei, e ento desejei no ter feito isso
Dois homens estavam parados ao lado de um jipe chique com caiaques novinhos amarrados no topo. Nenhum deles estava olhando para mim; os dois estavam olhando para
o carro.
Pessoalmente, eu no entendi. Mas eles, eu estava orgulhosa de saber distinguir os smbolos entre Toyota, Ford e Chevy. Esse carro preto escuro, brilhante, e bonito,
mas para mim era s um carro. "Eu lamento incomodar, mas ser que voc pode me dizer que carro  esse que voc est dirigindo?" o mais alto me perguntou.
"Um, Mercedes, no ?"
"Sim", o homem disse educadamente enquanto seu amigo mais baixinho rolava os olhos com a minha resposta. "Eu sei. Mas eu estava me perguntando, essa ... Voc est
dirigindo uma Mercedes Guardian?" O homem disse o nome com reverncia. Eu tive a sensao de que esse homem se daria bem com Edward, meu... meu noivo (realmente
no havia como fugir dessa verdade com o casamento a apenas alguns dias de distncia). "Eles ainda nem esto disponveis na Europa" o homem continuou. "Muito menos
aqui".
Enquanto os olhos dele traavam os contornos do meu carro - pra mim ele no parecia diferente dos outros sedas Mercedes, mas o que eu sabia? - eu pensei brevemente
nos meus problemas com palavras como noivo, casamento, marido, etc.
Eu simplesmente no conseguia coloca-las juntas na minha cabea.
Por outro lado, eu fui criada pra me contorcer s de pensar nos vestidos brancos e volumosos e nos buqus. Mas mais do que isso, eu simplesmente no conseguia conciliar
um conceito estvel, respeitvel, e chato de marido com o meu conceito de Edward. Era como comparar um arcanjo com um contador; eu no conseguia imagina-lo no papel
de uma pessoa normal.
Como sempre, assim que eu comecei a pensar em Edward eu fiquei presa em um vendaval de fantasias delirantes. O estranho precisou limpar a garganta para chamar a
minha ateno; ele ainda estava esperando uma resposta sobre o modelo e fabricao do meu carro.
"Eu no sei", eu o disse honestamente.
"Voc se importa se eu tirar uma foto com ele?"
Eu levei alguns segundos para processar isso. "Srio? Voc quer tirar uma foto com o carro?"
"Claro - ningum vai acreditar em mim se eu no tiver uma prova."
"Um. Okay. Tudo bem." Eu rapidamente me desfiz da mangueira e me enfiei no banco da frente para me esconder enquanto o entusiasta tirava uma cmera grande, de aparncia
profissional da bolsa. Ele e seus amigos fizeram pose no cap, e ento foram tirar fotos na traseira.
"Eu sinto falta da minha caminhonete", eu sussurrei para mim mesma.
Muito, muito conveniente - conveniente demais - que minha caminhonete fizesse seus ltimos barulhos apenas algumas semanas depois de Edward e eu termos firmado um
compromisso, um detalhe que significava que ele podia repor a minha caminhonete quando ela passasse dessa para uma melhor. Edward jurou que isso j era de se esperar,
pois minha caminhonete viveu uma vida longa e cheia e ento morreu de causas naturais. Isso  o que ele diz. E,  claro, eu no tive como verificar a histria que
ele contou nem tentar trazer minha caminhonete de volta  vida por conta prpria. Meu mecnico favorito - eu parei aquele pensamento imediatamente, me recusando
a deixar que ele chegasse ao fim. Ao invs disso, eu ouvi as vozes dos homens do lado de fora, abafadas pelas paredes do meu carro.
"... ele foi em frente com uma chama na descarga naquele vdeo online. A tintura nem ficou queimada."
" claro que no. Voc pode passar com um tanque em cima desse beb. Isso no  muito negcio pra ningum daqui. Ele foi designado em maioria pra diplomatas do Oriente
Mdio, traficantes de armas e de drogas."
"Voc acha que ela  algum importante?" o baixinho perguntou com uma voz mais suave. Eu abaixei minha cabea.
"Huh", o alto disse. "Talvez. No posso imaginar porque voc precisaria de vidros  prova de msseis e quatro mil quilos de proteo corporal num lugar como esse.
Ela deve estar indo para algum lugar mais perigoso."
Proteo corporal. Quatro mil quilos de proteo corporal. E vidros com blindagem  prova de msseis? Legal. O que aconteceu com as velhas blindagens  prova de
tiros?
Bom, pelo menos isso fazia sentido - se voc tinha um senso de humor bastante doentio. No era como se eu no esperasse que Edward tirasse vantagem do nosso acordo,
s pra balancear as coisas a seu favor pra que ele tivesse que dar muito mais do que ele receberia. Eu concordei que ele trocasse a minha caminhonete quando ela
precisasse de reparos, sem esperar que isso acontecesse to em breve,  claro. Quando eu fui forada a admitir que a minha caminhonete havia se transformado num
tributo de metal aos Chevys clssicos, eu sabia que a idia dele de troca ia me envergonhar. Me tornaria foco de olhares e sussurros. Mas nem nas minhas imaginaes
mais obscuras eu previ que ele me compraria dois carros.
O carro "de antes". Ele me disse que era um emprstimo e me prometeu que o devolveria depois do casamento. Isso tudo no fazia nenhum sentido pra mim.
At agora.
Ha ha. Como eu era uma humana to frgil, to propensa a acidentes, to vtima da minha prpria perigosa falta de sorte, aparentemente eu precisava de um carro que
fosse resistente a um tanque pra me manter segura. Hilrio. Eu tinha certeza de que ele e seus irmos gostaram bastante da piada pelas minhas costas.
Ou talvez, apenas talvez, uma pequena voz sussurrou na minha cabea, no seja uma piada, bobinha. Talvez ele realmente esteja muito preocupado com voc. Essa no
seria a primeira vez que ele passou um pouco dos limites tentando me proteger.
Eu suspirei.
Eu ainda no vi o carro "de depois". Ele o escondeu embaixo de uma capa no canto mais distante da garagem dos Cullen. Eu sei que a maioria das pessoas j teria espiado
a essa altura, mas eu realmente no queria saber.
Provavelmente no havia proteo corporal naquele carro - porque eu no precisaria de proteo depois da lua de mel. Indestrutibilidade quase literal era uma das
coisas pelas quais eu estava esperando. A melhor parte de ser um Cullen no era ter carros caros e cartes de crditos impressionantes.
"Hey", o homem alto chamou, colocando as mos no vidro no esforo de espiar do lado de dentro. "Ns j acabamos. Muito obrigado!" De nada" eu respondi, e ento fiquei
tensa enquanto ligava o motor e apertava o acelerador - muito delicadamente - pra baixo...
No importava quantas vezes eu dirigisse na estrada familiar no caminho pra casa, eu ainda no conseguia fingir que os posters molhados da chuva no estavam l.
Cada um deles, pregado em postes telefnicos e colados em placas de rua, era como um tapa de luz no rosto. Um tapa bem merecido.
Minha mente era sugada de volta ao pensamento. Eu o havia interrompido to rapidamente antes. Eu no consegui evitar isso nessa rua. Agora, com as fotos do meu mecnico
favorito passando rapidamente por mim em intervalos regulares.
Meu melhor amigo. Meu Jacob.
Os posters de VOC VIU ESSE GAROTO? no foram idia do pai de Jacob. Foi o meu pai, Charlie, quem imprimiu os panfletos e os espalhou por toda a cidade. E no apenas
em Forks, mas em Port Angeles e Sequim e Hoquiam e Aberdeem e em todas as cidades da Pennsula Olmpica... Ele cuidou para que todas as delegacias em todo o estado
de Washington tivessem o mesmo panfleto em suas paredes tambm. Sua prpria delegacia tinha um quadro inteiro dedicado a encontrar Jacob tambm. Um quadro que estava
quase inteiramente vazio, pra sua decepo e frustrao.
Meu pai estava decepcionado com muito mais do que a falta de resposta. Sua maior decepo era com Billy, o pai de Jacob - e o amigo mais prximo de Charlie.
Por causa da falta de envolvimento de Billy no desaparecimento do seu "fugitivo" de dezesseis anos. Porque Billy se recusou a colocar os panfletos em La Push, a
reserva na costa que era a casa de Jacob. Porque ele parecia estar resignado com o desaparecimento de Jacob, como se no houvesse nada que ele pudesse fazer. Por
ele dizer "Jacob  crescido agora. Ele voltar pra casa quando ele quiser."
E ele estava frustrado comigo por ficar do lado de Billy.
Eu tambm no pendurei panfletos. Porque tanto eu quanto Billy sabamos onde Jacob estava, figuradamente falando, e ns tambm sabamos que ningum tinha visto esse
garoto. Os panfletos colocaram aquele caroo de costume na minha garganta, as lgrimas de costume nos meus olhos, e eu fiquei feliz por Edward estar viajando em
caa nesse Sbado. Se Edward visse a minha reao, isso o faria se sentir terrvel tambm.
 claro, haviam pontos ruins em ser Sbado. Enquanto eu virava lentamente em minha rua, eu podia ver a viatura policial do meu pai na entrada de casa. Ele deixou
a pescaria de lado hoje de novo. Ainda fazendo beicinho pelo casamento.
Ento eu no seria capaz de usar o telefone l dentro. Mas eu precisava ligar...
Eu estacionei na curva, atrs da escultura de Chevy e peguei o telefone que Edward me deu para emergncias no porta luvas. Eu disquei, mantendo o meu dedo no boto
"end". S pela dvida. "Al?' Seth Clearwater atendeu, e eu suspirei aliviada. Eu era covarde demais pra falar com sua irm mais velha, Leah. A frase "me morda"
no era exatamente uma figura de expresso quando se tratava de Leah.
"Hey, Seth,  Bella".
"Oh diz a, Bella! Como voc est?"
Chocada. Desesperada por notcias. "Bem."
"Ligando por notcias?"
"Voc  um vidente."
"Dificilmente. Eu no sou nenhuma Alice - s que voc  previsvel", ele brincou. Entre o bando Quileute de La Push, Seth era o nico que se sentia confortvel de
sequer mencionar o nome dos Cullen, quanto mais fazer piada sobre a minha futura cunhada que sabia praticamente tudo.
"Eu sei que sou" Eu hesitei por um minuto. "Como ele est?"
Seth suspirou. "Como sempre. Ele no fala, apesar de sabermos que ele nos ouve. Ele est tentando no pensar como humano, sabe. Apenas com os instintos".
"Voc sabe onde ele est agora?"
"Algum lugar ao norte do Canad. Eu no sei te dizer em que provncia. Ele no presta muita ateno em limites estaduais."
"Alguma dica de que ele possa..."
"Ele no vai voltar pra casa, Bella. Desculpa."
"Eu engoli. "Tudo bem, Seth. Eu j sabia antes de ter perguntado. Eu no posso evitar esperar."
". Ns nos sentimos do mesmo jeito." "Obrigada por me informar, Seth. Eu sei que os outros devem dificultar as coisas pra voc."
"Eles no so os seus maiores fs" ele concordou alegremente. "Meio bobo, eu acho. Jacob fez as escolhas dele, voc fez as suas. Jake no est gostando das atitudes
deles.  claro que ele tambm no est super feliz por voc estar recebendo notcias dele.
Eu resfoleguei. "Eu pensei que ele no estivesse falando com vocs."
"Ele no consegue esconder tudo de ns, mesmo estando tentando muito."
Ento Jacob sabia que eu estava preocupada. Eu no tinha certeza de como me sentia em relao a isso. Bom, pelo menos ele sabia que eu no havia caminhado em direo
ao pr do sol e esquecido dele completamente. Ele podia ter me imaginado capaz de fazer isso.
"Eu acho que te vejo no... casamento." Eu disse, forando a palavra entre os meus dentes.
", eu e minha me estaremos l. Foi legal da sua parte nos convidar."
Eu sorri pelo entusiasmo na voz dele. Apesar de que convidar os Clearwater tenha sido idia de Edward, eu estava feliz por ele ter pensado nisso. Ter Seth l seria
legal - uma conexo, mesmo que tenaz, ao meu padrinho desaparecido. "No seria o mesmo sem voc".
"Diga a Edward que eu mandei um oi, ok?"
"Com certeza".
Eu balancei minha cabea. A amizade que surgiu entre Edward e Seth era uma coisa que ainda confundia a minha mente. Era uma prova, no entanto, de que as coisas no
precisavam ser daquele jeito. Que lobisomens e vampiros podiam se dar muito bem, muito obrigada, se eles quisessem isso.
Nem todo mundo gostava dessa idia.
"Ah!", Seth disse, sua voz aumentando uma oitava. "Leah est em casa."
"Oh! Tchau!"
O fone ficou mudo. Eu o deixei no assento e me preparei psicologicamente para entrar em casa, onde Charlie estaria esperando.
Meu pobre pai tinha que lidar com muitas coisas agora.
O sumio de Jacob era apenas um doas fardos que ele tinha que levar em suas costas sobrecarregadas. Ele estava quase to preocupado quanto eu sobre a minha transformao
em uma Sra. em apenas alguns dias. Eu caminhei lentamente atravs da chuva fraca, lembrando da noite em que contamos a ele...
Enquanto o som da viatura de Charlie anunciava a sua chegada, o anel de repente pesou cem quilos na minha mo. Eu queria enfiar a minha mo esquerda no bolso, ou
talvez sentar nela, mas o aperto calmo e firme de Edward a manteve  frente e ao centro.
"No fique nervosa, Bella. Por favor tente lembrar que voc no est confessando um assassinato".
"Fcil pra voc dizer"
Eu ouvi o conhecido som das botas do meu pai batendo na calada. A chave girou na porta j aberta. A porta bateu contra a parede e eu enrijeci como se tivesse levado
um choque.
"Hey, Charlie", Edward falou inteiramente relaxado.
"No!" Eu assoviei baixinho.
"O que foi?" Edward sussurrou de volta.
"Espere at ele levantar a arma!"
Edward gargalhou e passou sua mo livre pelo seu cabelo cor de bronze bagunado.
Charlie apareceu na curva, ainda usando seu uniforme, ainda armado, e tentando no fazer uma careta quando viu ns dois sentados juntos no sof. Ultimamente ele
estava se esforando bastante pra gostar mais de Edward.  claro, aquela revelao certamente iria acabar com esses esforos.
"Oi, garotos. Que est havendo?"
"Ns gostaramos de conversar com voc" Edward disse. "Ns temos boas notcias".
A expresso de Charlie foi de foradamente amigvel  suspeitas obscuras em um segundo.
"Boas notcias?" Charlie urrou, olhando diretamente pra mim.
"Sente-se pai"
Ele ergueu uma sobrancelha, me encarou por cinco segundos, e a foi at a cadeira reclinvel e se sentou bem na pontinha, suas costas estavam retas como um pedao
de pau.
"No fique nervoso, pai" Eu disse depois de um momento de silncio forado. "Est tudo bem."
Edward fez uma careta, e eu sabia que isso era uma objeo a palavra "bem". Ele provavelmente teria usado algo parecido com "maravilhoso" ou "perfeito" ou "glorioso".
"Claro que sim, Bella. Claro que sim. Se est tudo bem porque voc est suando em bicas?" "Eu no estou suando", eu menti.
Eu me desviei de sua careta penetrante, me apertando contra Edward, e instintivamente passei a mo direita pela minha testa para apagar as evidncias.
"Voc est grvida!" Charlie explodiu. "Voc est grvida, no est?"
Apesar da pergunta provavelmente ser pra mim, agora ele estava olhando pra Edward, e eu podia jurar que vi a mo dele se fechando na arma.
"No!  claro que eu no estou!" Eu queria dar uma cotovelada nas costelas de Edward, mas eu sabia que isso ia me deixar com um hematoma. Eu disse a Edward que as
pessoas iam imediatamente chegar a essa concluso! Que outra razo possvel pessoas ss se casariam aos dezoito anos? (A resposta dele a isso me fez revirar os olhos.
Amor. Certo.) O olhar de Charlie limpou um pouco. Geralmente ficava muito claro no meu rosto quando eu estava falando a verdade, e agora ele acreditava em mim. "Oh,
desculpe."
"Desculpas aceitas."
Houve uma longa pausa. Depois de um momento eu percebi que todos estavam esperando que eu dissesse alguma coisa. Eu olhei pra Edward, paralisada de pnico. No tinha
jeito de me fazer botar as palavras pra fora. Ele sorriu pra mim e enquadrou os ombros e ento se virou para meu pai.
"Charlie, eu sei que as coisas esto fora de ordem. Tradicionalmente, eu devia ter te pedido antes. Eu no tenho a inteno de te desrespeitar, mas j que Bella
j disse sim e eu no quero menosprezar a escolha dela nesse assunto, ao invs de te pedir a mo dela, eu te peo sua beno. Ns vamos nos casar, Charlie. Eu a
amo mais do que tudo no mundo, mais do que a minha prpria vida e - graas a algum milagre - ela me ama da mesma forma. Voc nos dar a sua beno?"
Ele soou to seguro, to calmo. Por apenas um instante, escutando quela absoluta certeza na voz dele, eu experimentei um raro momento de insight. Eu pude ver, rapidamente
a forma que todos olhavam pra ele. Durante um bater de corao, esta noticia fez total sentido. E ai eu vi o rosto inexpressivo de Charlie, os olhos dele agora estavam
grudados no anel.
Eu prendi a respirao enquanto a pele dele mudava de cor - de normal a vermelha, de vermelha a roxa, de roxa a azul, eu comecei a me levantar - eu no sei o que
eu estava planejando fazer; talvez fazer a manobra Heimlich pra ter certeza de que ele no estava engasgando - mas Edward apertou minha mo e murmurou "D um minuto
a ele" to baixinho que s eu pude ouvir.
Dessa vez o silncio foi muito mais longo. Ento, gradualmente, tom por tom, a cor de Charlie voltou ao normal. Os lbios dele se comprimiram, e suas sobrancelhas
se uniram; eu reconheci sua expresso "pensando profundamente". Ele estudou ns dois por um longo momento, e eu senti Edward relaxar ao meu lado.
"Acho que no estou to surpreso", Charlie murmurou. "Eu sabia que teria eu lidar com isso em algum momento em breve".
Eu soltei o ar.
"Voc est certa disso?" Charlie quis saber, me encarando.
"Eu tenho cem por cento de certeza de Edward" eu o assegurei sem perder tempo.
"Mesmo assim, se casar? Pra que a pressa?" Ele me olhou com suspeitas novamente.
A pressa era porque eu estava me aproximando dos dezenove anos a cada dia que se passava, enquanto Edward ficava congelado em sua perfeio dos dezessete anos. No
que esse fato se associasse a casamento no meu livro, mas o casamento era necessrio devido a um delicado e complicado compromisso que Edward e eu temos pra chegar
a esse ponto, o tijolo que leva a qualquer transformao de mortal a imortal.
Essas eram coisas que eu no podia explicar a Charlie.
"Ns estamos indo para Dartomouth juntos no outono, Charlie", Edward lembrou ele. "Eu gostaria de fazer isso, bem, da forma correta. Foi assim que eu fui criado".
Ele encolheu os ombros.
Ele no estava exatamente exagerando; eles tinham moral antiquada durante a primeira guerra mundial.
A boca de Charlie torceu para um lado. Procurando por alguma coisa com a qual discutir. Mas o que ele podia dizer? Eu preferiria que voc vivesse pecaminosamente
primeiro? Ele era um pai; suas mos estavam atadas.
"Eu sabia que isso aconteceria", ele murmurou pra si mesmo, fazendo uma careta. Ento, de repente, seu rosto ficou perfeitamente suave e desanuviado.
"Papai?" Eu perguntei ansiosamente. Eu olhei pra Edward, mas eu tambm no consegui ler seu rosto, enquanto ele olhava pra Charlie.
"Ha!" Charlie explodiu. Eu pulei no meu assento. "Ha, ha, ha!"
Eu o encarei incredulamente enquanto Charlie de dobrava de tanto rir, seu corpo todo de balanando.
Eu olhei pra Edward para ter uma traduo, mas os lbios de Edward estavam fechados com fora, como se ele mesmo estivesse tentando segurar o riso.
"Okay, est certo." Charlie tossiu. "Se casem" Outra onda de risos o balanou. "Mas..."
"Mas o qu?" Eu quis saber.
"Mas voc precisa contar a sua me! Eu no vou dizer uma palavra a Rene! Isso  por sua conta!" Ele explodiu em risadas escandalosas.
Eu parei com a mo na maaneta, sorrindo. Claro, naquele tempo, as palavras dele me aterrorizaram. O destino final; contar a Rene. Casamento durante a juventude
estava na lista negra dela acima de matar filhotes de cezinhos.
Quem podia ter adivinhado a reao dela? Eu no. Certamente no Charlie. Talvez Alice, mas eu no pensei em pergunta-la.
"Bem, Bella", Rene disse depois que eu tossi e gaguejei as palavras impossveis: Mame, eu vou casar com Edward. "Eu estou um pouco aborrecida por voc ter demorado
tanto pra me contar. Passagens de avio esto ficando mais caras. Ohhhh", ela temeu. "Voc acha que Phil j vai ter tirado o gesso at l? Se ele no estiver usando
terno isso vo arruinar as fotos".
"Espera um segundo, me", eu resfoleguei. "O que voc quer dizer com esperar tanto tempo? Eu acabei de no-no..." - eu no fui capaz de botar a palavra noivar pra
fora - "acertar as coisas, sabe, hoje."
"Hoje? Mesmo? Isso  uma surpresa. Eu achei..."
" O que voc achou? O que voc achou?" "Bem, quando voc veio me visitar em Abril, parecia que as coisas j estavam arranjadas, se  que voc sabe o que eu quero
dizer. Voc no  muito difcil de ler, queridinha. Mas eu no quis dizer nada, porque eu sabia que no tinha utilidade nenhuma. Voc  exatamente como Charlie."
Ela suspirou, resignada. "Quando voc resolve uma coisa, no tem como tentar ser razovel com voc.  claro, assim como Charlie, voc mantm a sua deciso tambm.
"Voc no est repetindo os meus erros, Bella. Voc parece estar assustada bobinha, e eu acho que seja porque voc estava com medo de mim". Ela gargalhou. "Ou do
que eu vou pensar. E eu sei que eu disse um monte de coisas sobre o meu casamento e a minha estupidez - e eu no vou morder minha lngua - mas voc precisa entender
que aquelas coisas se aplicavam especificamente a mim. Voc  uma pessoa completamente diferente de mim. Voc comete os seus prprios tipos de erros, e eu tenho
certeza que voc ter a sua parcela de arrependimentos na vida. Mas compromisso nunca foi o seu problema, queridinha. Voc tem uma chance melhor de fazer isso funcionar
do que muitas quarentonas que eu conheo". Rene sorriu de novo. "Minha pequena criana de meia idade. Por sorte, parece que voc encontrou outra alma de meia idade
-"
"Voc no est... com raiva? Voc no acha que eu estou cometendo um erro gigantesco?"
"Bem, eu com certeza gostaria que voc esperasse mais alguns anos. Quer dizer, voc acha que eu pareo velha o suficiente pra ser uma sogra? No responda. Mas isso
no se trata de mim. Voc est feliz?"
"Eu no sei. Eu estou tendo uma experincia fora do meu corpo nesse momento".
Rene gargalhou. "Ele te faz feliz, Bella?"
"Sim, mas -"
"Voc vai querer outra pessoa algum dia?"
"No, mas -"
"Mas o qu?"
"Mas voc no vai dizer que eu pareo uma adolescente apaixonada como qualquer outra desde o incio dos tempos?"
"Voc nunca foi uma adolescente, queridinha. Voc sabe o que  melhor pra voc". Pelas ltimas semanas, Rene mergulhou inadvertidamente em planos de casamento.
Ela passava horas todos os dias no telefone com a me de Edward, Esme - no havia problemas em parentes se darem bem. Rene adorou Esme, mas tambm, eu duvidava
que algum pudesse reagir de outra forma  minha adorvel quase sogra.
Isso me deixou por fora. A famlia de Edward e a minha estavam cuidando juntas das npcias sem que eu tivesse que fazer nada ou saber e nem pensar demais nisso.
Charlie estava furioso,  claro, mas o lado bom era que ele no estava furioso comigo. A traidora era Rene. Ele estava contando com ela pra ser tirana. O que ele
podia fazer agora, quando a sua ltima ameaa - contar a mame - acabou dando em nada? Ele no tinha nada, e sabia disso. Ento ele ficava vagando em casa, murmurando
coisas sobre no se poder mais confiar em ningum nesse mundo...
"Pai?" Eu chamei enquanto abria a porta da frente. "Estou em casa".
"Espere, Bella, fique bem ai".
"Huh?" Eu parei automaticamente.
"Me d um segundo. Ouch, voc conseguiu, Alice".
Alice?
"Desculpa, Charlie", a voz alegre de Alice respondeu. "Como est?"
"Eu estou sangrando".
"Voc est bem. A pele no foi ferida - confie em mim".
"O que est acontecendo?" Eu quis saber, hesitando na entrada.
"Trinta segundos, por favor, Bella" Alice me disse. "Sua pacincia ser recompensada".
"Humph", Charlie adicionou.
Eu bati o p, contando cada batida. Antes de ir at a nossa sala de estar.
"Oh", eu perdi o flego. "Aw, pai. Voc est -"
"Boboca?" Charlie interrompeu.
"Eu estava pensando em algo mais parecido com 'elegante'."
Charlie ruborizou. Alice pegou o cotovelo dele e o rodou lentamente pra que ele mostrasse o terno cinza plido.
"Pra com isso, Alice. Eu pareo um idiota".
"Ningum vestido por mim fica parecendo um idiota".
"Ela est certa, pai. Voc est fabuloso! Qual  a ocasio?"
Alice revirou os olhos. " a ltima prova de roupa. Pra vocs dois." Eu tirei meus olhos da elegncia no habitual de Charlie e pela primeira vez vi a bolsa branca
estufada deitada cuidadosamente no sof.
"Ahhh".
"V pro seu cantinho feliz, Bella. No vai demorar".
Eu respirei fundo e fechei os olhos. Mantendo-os fechados, eu procurei o meu caminho subindo as escadas at o meu quarto. Eu fiquei de lingerie e estiquei os braos.
"Parece at que eu estou enfiando farpas de bambu embaixo das suas unhas." Alice murmurou pra si mesma enquanto me seguia.
Eu no prestei ateno nela. Eu estava no meu cantinho feliz.
No meu cantinho feliz, toda a baguna do casamento estava acabada e pronta. Atrs de mim. J reprimida e esquecida.
Ns estvamos sozinhos, s Edward e eu. A paisagem era confusa e estava frequentemente em fluxo - ela passava de uma floresta nebulosa pra uma cidade coberta de
nuvens pra uma noite rtica - porque Edward estava mantendo o local da nossa lua de mel em segredo pra mim. Mas eu no estava particularmente preocupada com essa
parte.
Edward e eu estvamos juntos, e eu tinha cumprido a minha parte do compromisso perfeitamente. Eu casei com ele. Essa era a parte maior. Mas eu tambm aceitei todos
os seus presentes ultrajantes e me registrei, mesmo que futilmente, pra comparecer na Universidade de Dartmouth no outono. Agora era a vez dele.
Antes de me transformar em vampira - a grande promessa dele - ele tinha estipulado mais uma condio pra mim.
Edward tinha uma preocupao obsessiva com as coisas humanas que eu estaria deixando pra trs, as experincias que ele no queria que eu perdesse. Mas havia apenas
uma experincia na qual eu estava insistindo.  claro que essa era a que ele queria que eu tivesse esquecido.
No entanto, aqui estava o problema. Eu sabia no que eu me transformaria quando estivesse tudo acabado. Eu vi vampiros recm-nascidos em primeira mo, e eu tinha
ouvido todas as histrias da minha futura famlia sobre a selvageria dos primeiros dias. Por vrios anos, minha primeira personalidade ia ser "sedenta". Ia levar
algum tempo at que eu fosse eu mesma novamente. E mesmo quando eu estivesse sob controle de mim mesma, eu jamais me sentiria exatamente da forma que me sinto agora.
Humana... e apaixonadamente apaixonada.
Eu queria a experincia completa antes de trocar meu corpo quente, quebrvel e guiado por hormnios por algo lindo, forte... e desconhecido. Eu queria uma lua de
mel de verdade com Edward. E a despeito do perigo ao qual ele achava que ia me submeter, ele concordou em tentar.
Eu estava apenas vagamente cnscia da presena de Alice e do cetim passando pelo meu corpo. Durante aquele momento, eu no me importei com o que a cidade inteira
estava pensando de mim. Eu no pensava no espetculo que teria que estrelar em breve. Eu no me importei em tropear na minha grinalda e rir na hora errada ou em
ser jovem demais ou a multido me encarando e nem sequer no assento vazio onde o meu melhor amigo estaria.
Eu estava com Edward no meu cantinho feliz.

2. Uma longa noite
"Eu j sinto a sua falta"
"Eu no preciso ir. Posso ficar..."
"Mmm..."
Houve silncio por um longo tempo, somente o som de meu corao batendo acelerado e o sussurro de nossos lbios se movendo sincronizados.
As vezes era to fcil esquecer que eu estava beijando um vampiro. No porque ele parecesse comum e humano- I nunca poderia esquecer que estava segurando mais do
que um anjo em meus braos- mas porque ele me fazia sentir que no havia nada igual a sensao de ter seus lbios em meus lbios, em meu rosto, minha garganta...
Ele dizia que j era passado a tentao que meu sangue lhe causava, que a idia de me perder era mais forte que isso. Mas eu sabia que o cheiro de meu sangue ainda
lhe causava dor-queimava em sua garganta como se ele estivesse inalando fogo.
Eu abri meus olhos e encontrei os dele abertos tambm, fixados em meu rosto. No fazia sentido ele me olhar daquele jeito. Como se eu fosse o prmio ao invz da
ganhadora sortuda.
Ns nos encaramos por um momento, seus olhos dourados estavam to profundos que era quase como se eu pudesse ver sua alma. Parecia bobo que justamente isso- a existncia
se sua alma- seja uma duvida, mesmo ele sendo um vampiro.
Ele tinha a alma mais bonita, mas do que sua mente brilhante ou seu rosto incomparvel e seu glorioso corpo.
Ele olhou de volta para mim, como se ele tambm pudesse ver minha alma, e estivesse gostando do que via.
Ele no podia ver dentro de minha mente, pensando bem, no da maneira que ele via a dos outros. Quem saberia o por que- algum defeito em meu crebro que me tornava
imune a todos os extraordinrios e assustadores poderes que alguns imortais possuem. (somente minha mente era imune, meu corpo ainda era uma vitima das habilidades
dos vampiros com poderes diferentes dos de edward). Mas eu era seriamente grata a esse "defeito" que mantinham meus pensamentos em segredo. Era muito constrangedor
sequer pensar na possibilidade.
Puxei seu rosto mais uma vez para perto do meu.
 "Definitivamente vou ficar!"- ele murmurou um tempo depois.
"No, no!  sua despedida de solteiro, voc tem que ir."
Eu disse as palavras, mas meus dedos se enroscaram em seus cabelos cor de bronze, minha mo esquerda apertando suas costas. Seus dedos frios acariciaram meu rosto.
"Despedidas de solteiros so para aqueles que esto tristes com o fim de seus dias de solteiro. Eu no vejo a hora que eles acabem. Ento no h razo para que eu
v."
"Verdade"-Eu disse respirando na pele gelada de sua garganta.
Isso era muito perto do que seria meu cantinho feliz. Chalie dormia profundamente em seu quarto, o que era quase o mesmo que estar sozinha. Ns estamos encolhidos
em minha pequena cama, nossos corpos o mais juntos possvel, apesar do grosso cobertor em que eu estava enrolada como um casulo. Eu odiava a necessidade do cobertor,
mas o romance acabava quando meus dentes comeavam a bater. Charlie iria perceber se eu ligasse o aquecedor em Agosto...
Pelo menos, se houvesse algo ruim, a camisa de edward estava no cho. Eu nunca superei o choque de como seu corpo era perfeito- plido e gelado como mrmore. Eu
corri minha mo por seu peito nu, passando por sua barriga perfeitamente rgida, passeando. Ele tremeu levemente, e seus lbios encontraram os meus novamente. Cuidadosamente
a ponta de minha lngua traou seus lbios encerados, e ele suspirou.
Seu hlito me invadiu - frio e delicioso- por todo o meu rosto.
Ele comeou a recuar- esta era sua reao automtica toda vez que achava que tinha ido longe demais, seu reflexo toda vez que ele queria mais. Edward passou toda
sua vida rejeitando qualquer tipo de contato fsico. Eu sei que para ele era assustador tentar mudar seus hbitos agora.
"Espere", eu disse agarrando seus ombros e o abraando mais perto. Eu passei minha perna que estava livre ao redor de seu quadril. "A prtica leva a perfeio".
Ele riu. "Bem, devemos estar bem perto da perfeio nesse ponto, no acha? Voc dormiu alguma noite no ultimo ms?"
"Mas esse  o ensaio do vestido", Eu relembrei ele. "E ns s praticamos algumas cenas. No temos tempo a perder."
Eu pensei que ele fosse rir, mas ele no respondeu, e seu corpo endureceu de um nervoso repentino. O dourado em seus olhos pareceu endurecer de liquido para slido.
Eu pensei no que havia dito e tentei entender o que ele havia pensado.
"Bella...", ele sussurrou.
"No comece com isso de novo", eu disse, "Trato  trato."
"Eu no sei".  muito difcil se concentrar quando voc est comigo desse jeito. Eu - Eu no consigo pensar direito. Eu no vou conseguir me controlar. Voc vai
se machucar. '
"Eu vou ficar bem."
"Bella..."
"Shh..." eu pressionei meus lbios nos dele para parar com o ataque de pnico. Eu j havia ouvido aquilo antes. Ele no ia desistir do acordo. No depois de insistir
que eu casasse com ele primeiro.
Ele me beijou de volta por um momento, mas eu pude perceber que ele no estava com tanto entusiasmo como antes. Preocupado, sempre preocupado. Como seria diferente
quando ele no tivesse que se preocupar mais comigo. O que ele far em seu tempo livre? Ter que arrumar um hobby novo!
"Como esto seus ps?' ele perguntou
Sabendo que ele no falava no sentido literal eu respondi " Torrando de to quentes".
"Mesmo? No est mudando de idia? Ainda no  tarde pra desistir"
" Voc est tentando me fazer desisitir?"
Ele riu silenciosamente. "S para ter certeza. No quero que voc faa nada de que no tenha certeza."
"Tenho certeza sobre voc. Com o resto eu posso viver."
Ele hesitou e eu imaginei se devia fechar a minha boca.
"Voc consegue?" ele disse quieto. "Eu no me refiro ao casamento - eu sei que voc vai sobreviver apesar de no concordar- mas e depois.... E Renne? E Charlie?"
"Eu vou sentir falta deles." Mais do que eles de mim, mas eu no quis dar a ele esse tipo de detalhe.
" Angela e Ben, Jssica e Mike"
"Vou sentir falta dos meus amigos tambm". Eu sorri para a escurido. "Especialmente Mike! Oh Mike! Como vou sobreviver!"
Ele grunhiu.
Eu ri, mas logo fiquei sria novamente. "Edward ns j falamos sobre isso. Eu sei que vai ser difcil, mas  o que eu quero. Eu quero voc, e quero para sempre.
Uma vida no  suficiente para mim."
"Congelada para sempre aos dezoito" - ele sussurrou
"Todo sonho de mulher se torna realidade" eu provoquei
"Nunca mudando, nunca indo para frente".
"O que isso significa?"
Ele respondeu devagar. " voc se lembra quando contamos para Charlie a respeito do casamento? Ele pensou que voc estava...grvida?"
"E ele pensou em atirar em voc". Eu disse com uma risada- " Admita, por um momento ele considerou isso".
Ele no respondeu.
"O que  Edward"?!
"Eu s queria...bem, queria que ele estivesse certo."
"Uhh" eu estremeci.
"Que houvesse alguma maneira que isso pudesse acontecer. De que corrssemos esse risco. Eu odeio tirar isso de voc tambm".
Eu precisei de um momento para responder. "Eu sei o que estou fazendo"
"Como voc pode saber Bella? Olhe para minha me e minha irm. No  um sacrifcio to fcil quanto voc imagina."
"Esme e Rosalie conseguiram superar isso. Se isso se tornar um problema podemos fazer o que Esme fez - ns vamos adotar!"
Ele suspirou e, em seguida, sua voz era feroz. "Isso no  certo! No quero que voc tenha que fazer sacrifcios por mim. Eu quero dar-lhe coisas, no tirar coisas
de voc. Eu no quero roubar o seu futuro. Se eu fosse humano-"
Eu coloquei minha mo sobre seus lbios. "Voc  o meu futuro. Parar agora. No se deprima, ou eu irei chamar seus irmos para virem e pegar voc. Talvez voc precise
de uma festa de despedida."
"Desculpe-me. Estou deprimido, no ? Devem ser os nervos."
"Seus ps esto frios (OBS. Ps frios = Estar amarelando)?"
"No  nesse sentido. Eu tenho esperado um sculo para casar com voc, Senhorita Swan. A cerimnia de casamento  a nica coisa que eu mal posso esperar-" Ele suspendeu
o pensamento. "Oh, por tudo que  mais sagrado!"
"O que houve?"
Ele rangeu os dentes . "Voc no precisa ligar para os meus irmos. Aparentemente eles no vo me deixar escapar essa noite.
Eu o abracei mais forte, mas depois soltei. Eu no tinha a menor pretensso de ganhar uma guerra contra Emmet. "Divirta-se".
Houve um rudo atravs da janela. Algum estava passando suas unhas de propsito no vidro para fazer um barulho horroroso de cobrir os ouvidos e arrepiar os cabelos.
Eu dei de ombros.
" se voc no botar o Edward para fora" - Emmet - ainda invisvel na noite - ameaou- " ns vamos entrar pra pegar ele".
"V" Eu ri - " Antes que eles quebrem a minha casa".
Edward rolou seus olhos e em um nico movimento se colocou de p e com outro recolocou sua camisa. Ele se abaixou e beijou minha testa.
"V dormir. Voc vai dar um grande dia amanh"
"Obrigada! Isso realmente vai me acalmar!"
"Te vejo no altar".
"Eu vou ser a que vai estar de branco!" Eu sorri pensando em como isso soava irnico.
Ele riu. " Muito convincente". E ento ele foi. Passando pela minha janela mais rpido do que eu podia ver.
L fora houve um barulho abafado e eu ouvi Emmet xingar.
" melhor vocs no trazerem ele de volta muito tarde" eu murmurei sabendo que eles ouviriam.
E ento o rosto de Jasper apareceu em minha janela, seus cabelos loiros cor de mel reluzindo a luz da lua que passava pelas nuvens.
"No se preocupe Bella. Vamos trazer ele de volta com tempo de sobra!"
Eu estava subitamente muito calma, e todas as minhas hesitaes pareciam sem importncia. Jasper era, na sua prpria maneira, to talentoso como Alice com suas previses
sobrenaturalmente exatas. Os poderes medinicos de Jasper era uma atituda maior do que o futuro, e era impossvel resistir  sensao da maneira como ele queria
que voc se sentisse.
Eu sentei rapidamente, ainda enrolada nos cobertores. "Jasper? O que vampiros fazem em despedidas de solteiro? Vocs no vo leva-lo a um clube de strip , vo?"
"No lhe diga nada!" Emmett grunhiu para cima. Havia um outro som, e Edward riu discretamente.
"Relaxe", Jasper disse-me - e foi o que fiz. "Ns Cullens temos a nossa prpria verso. Apenas alguns lees da montanha, um casal de ursos cinzentos. Geralmente
uma noitada ordinria."
Eu me pergunto se alguma vez serei capaz de ouvir de forma cavalheiresca sobre as dietas dos vampiros "vegetarianos".
"Obrigada, Jasper"
Ele piscou e saiu de vista.
Estava completamente silencioso l fora. Os roncos abafados de Charlie vibravam atravs das paredes.
Eu deitei de volta no meu travesseiro, adormecendo agora. Eu observei as paredes do meu pequeno quarto, branqueada palidamente pelo luar, sobre as plpebras pesadas.
A minha ltima noite no meu quarto. A minha ltima noite como Isabella Swan. Amanh  noite, eu seria Bella Cullen. Apesar de todo o calvrio do casamento ser um
espinho ao meu lado, eu tinha de admitir que eu gostei de como soava.
Eu deixei a minha mente vagueiar impassvel por um momento, esperando cair no sono. Mas, depois de alguns minutos, encontrava-me mais alerta, a ansiedade crescente
de volta para o meu estmago, embrulhando-se em posies desconfortveis. A cama parecia muito suave, muito quente sem Edward. Jasper estava longe, e toda a paz,
e sentimentos relaxantes foram com ele.
Ela iria ter um longo dia amanh.
Eu estava ciente de que a maioria dos meus medos eram estpidos - eu s tinha que tir-los de mim. Ateno era uma parte inevitvel da vida. Eu no podia estar sempre
misturada com a paisagem. No entanto, eu tenho alguns preocupaes especficas que eram completamente vlidas.
Primeiro, houvia a cauda de vestidos de casamento. Alice claramente tinha deixado seu sentido artstico dominar sobre aspectos prticos disso. Manobrar nas escadas
dos Cullens salto e uma cauda pareceu impossvel. Eu deveria ter praticado.
Depois, tinha a lista de convidados.
A famlia de Tanya, o cl Denali, estariam chegando antes da cerimnia.
Seria delicado ter a famlia de Tanya no mesmo quarto com os nossos convidados da reserva Quileute, o pai de Jacob e os Clearwaters. O Denalis no eram fs do
lobisomens. Na verdade, a irm de Tanya, Irina, no ia vir para o casamento por nada. Ela ainda carregava uma vingana contra os lobisomens por matarem seu amigo
Laurent (exatamente como ele estava prestes a me matar). Graas a essa ressentimento, os Denalis tinham abandonado a famlia de Edward na sua pior hora de necessidade.
Foi a desagradvel aliana com os lobos Quileute que salvou as nossas vidas, quando a horda de vampiros recm-nascidos atacaram. . . .
Edward tinha me prometido que no seria perigoso ter os Denalis perto dos Quileutes. Tanya e toda sua famlia - exceto Irina - sentiam-se horrvelmente culpados
por esse abandono. Uma trgua com os lobisomens era um pequeno preo para compensar um pouco desta dvida, um preo que estavam dispostos a pagar.
Eu nunca tinha visto Tanya antes, mas eu tinha certeza que conhec-la no seria uma experincia prazeirosa para o meu ego. Uma vez, provavelmente antes de eu ter
nascido, ela tinha feito seu jogo para Edward - no que eu culpe a ela ou algum por t-lo desejado. Mesmo assim, ela deveria ser extremamente linda e magnifca.
Mesmo que Edward claramente - se inconcebivelmente - tenha preferido a mim, eu no seria capaz de ajudar fazendo comparaes.
Eu tinha rosnado um pouco at Edward, que sabia a minha fraqueza, me fez sentir culpada.
"Ns comos a coisa mais prxima que eles tm de uma famlia, Bella," ele me lembrou.
"Eles ainda se sentem como orfos, voc sabe, mesmo depois de todo esse tempo."
Ento eu admiti, escondendo a minha careta.
Tanya tinha uma grande famlia agora, quase to grande quanto os CUllens. Eles eram em cinco; Tanya, Kate e Irina haviam entrado atravs de Carmen e Eleazor de uma
forma bem parecida como Alice e Jasper entraram para os Cullens, todos eles levados pelo desejo de viver com mais compaixo do que os vampiros normais fizeram.
Mesmo com toda a companhia, entretanto, Tanya e suas irms ainda eram sozinhas. Ainda estavam de luto. Porque h muito tempo atrs, elas tambm tiveram uma me.
Eu conseguia imaginar o vazio que a perda devia ter deixado, mesmo depois de milhares de anos. Eu tentei imaginar a famlia Cullen sem o seu criador, seu centro
e seu guia - seu pai, Carlisle. Eu no consegui.
Carlisle havia explicado a histria de Tanya durante uma das muitas noites em que eu passei na casa dos Cullen, aprendendo tanto quanto eu podia, me preparando o
mximo possvel para o futuro que eu havia escolhido. A histria da me de Tanya foi um dentre tantos, um conto de aviso ilustrando uma das regras que eu nunca poderia
esquecer quando eu adentrasse o mundo dos imortais. Uma nica regra, de fato - uma leia com milhares de facetas: Guarde o segredo.
Guardar o segredo significada muitas coisas - viver imperceptivelmente como o Cullens, se mudar antes que os humanos descofiassem de que eles no estavam envelhecendo.
Ou mantendo-se completamente longe de seres humanos - exceto na hora da refeio - como a vida nmade como James e Victoria tinham vivido; como os amigos de Jasper,
Peter e Charlotte, tinham vivido. Isso significa manter controle de quaisquer novos vampiros que voc tenha criado, como Jasper fez quando viveu com Maria. Como
Victoria havia falhado com os recm-nascidos.
Isso significa no criar algumas coisas, acima de tudo, porque algumas criaes so incontrolveis.
"Eu no sei o nome da me de Tanya", Carlisle admitiu, seus olhos dourados, quase uma exata sombra de seu cabelo preso, triste com as lembranas da dor de Tanya.
"Eles nunca falam sobre ela se puderem evitar, nunca pensam nela carinhosamente
"A mulher que criou Tanya, Kate e Irina - que as amou, eu acredito, - viveu muitos anos antes que eu tivesse nascido, durante uma poca de peste em nosso mundo,
a peste das crianas imortais.
"O que eles estavam pensando, os ancies, eu no consigo entender. Eles criaram vampiros sob humanos que mal eram alguma coisa alm de crianas."
Eu tive que engolir o bile que estava em minha garganta quando imaginei o que ele havia descrevido.
"Eles eram muito lindos," Carlisle explicou rapidamente, vendo minha reao. "To amveis, to encantadores, voc no consegue imaginar. Mas era preciso estar perto
deles para am-los; isto era algo automtico.
Contudo, eles no podiam ser ensinados. Eles foram congelados em qualquer level do desenvolvimento que eles estavam antes de ser mordidos. Adorveis crianas de
dois anos de idade com covinhas e ceceios que podiam destuir metade de uma vila com seu furor. Se eles estavam com fome, eles se alimentavam, e no haviam palavras
de aviso que os parassem. Humanos os viam, histrias comearam a circular, o medo se alastrava como fogo na palha seca...
Postado por Sabrina
"A me de Tnia criou uma dessas crianas. E assim como os outros ancies, no consigo imaginar as suas razes." Ele deu um profundo suspiro. "Os Volturi se envolveram,
 claro."
Eu estremi como sempre com aquele nome, mas  claro, que a legio de vampiros da Itlia - a realeza de sua espcie - era o centro da histria. No podia existir
uma lei se no houvesse uma punio; no podia havia uma punio se no houvesse ningum para aplic-la. Os ancies Aro, Caius e Marcus governavam as foras dos
Volturi.
Eu somente os vi uma vez, mas naquele breve encontro, pareceu para mim que Ari, com seu poderoso poder de ler-mentes - um toque e ele sabia cada pensamento que aquela
mente j havia tido - era o lder verdadeiro.
"Os Volturi estudaram as crianas imortais, em sua casa em Volterra e ao redor do mundo. Caius decidiu que os jovens eram incapazes de proteger nosso segredo. Ento
eles deveriam ser destrudos.
"Eu te disse que eles eram adorveis. Bem, grupos de bruxas lutaram at o ltimo homem - que foram completamente dizimados - para proteg-los.
A carnificina no foi generalizada em guerras como a do continente do Sul, mas mais devastador de sua prpria maneira.
Grupos de bruxas enraizados, velhas tradies, amigos... Muita perda. No final, a prtica foi completamente eliminada. As crianas imortais se tornaram no mencionveis,
um tabu.
Traduzido por .lu
"Quando eu vivi com os Volturi, encontrei duas crianas imortais, por isso sabia em primeira mo o recurso que tinha. Aro estudou os pequeninos por muitos anos aps
a catstrofe que lhes foi provocadas. Voc sabe curiosamente sua disposio; ele estava esperanoso de que poderia amans-las. Mas, no fim, a deciso foi unnime:
as crianas imortais no poderiam existir
Todos haviam esquecido a me das irms Denally quando a histria retornou.
"No est totalmente claro o que aconteceu com a me de Tanya," Carlisle disse. " Tanya, Kate e Irina foram inteiramente bvias at o dia em que os Voltury chegaram,
sua me e suas criaes ilegais (?). Foi a ignorncia que salvou Tanya e suas irms. Aro lhes tocou e viu a sua total inocncia, para que no fossem punidas como
sua me.
"Nenhum deles tinha visto o garoto antes, ou tinham sonhando com sua existncia, at o dia que eles o viram queimar nos braos de sua me. Eu posso apenas imaginar
que sua me teve que guardar seu segredo para protege-los desse exato resultado. Mas em primeiro lugar, por que ela o criou? Quem foi ele, e o que ele pretendia
para ela que fez com que ela atravessasse esse inimaginvel limite? Tanya e os outros nunca receberam uma resposta para nenhuma dessas perguntas. Mas no duvidavam
da culpa de sua me, e no penso que eles lhe perdoaram de verdade.
Elas foram sortudas que Aro estava se sentindo compassivo aquele dia. Tanya e suas irms foram perdoadas, mas deixaram com os coraes feridos e um grande respeito
pela lei..."
Eu no sei exatamente em qual momento a memria se transformou em sonho. Um momento parecia que eu estava ouvindo Carlisle em minha memria, olhando para o seu rosto
e ento, no outro momento eu estava olhando para um cinza, rido campo e sentindo o cheiro de um denso incenso no ar. Eu no estava sozinha ali.
A mistura de figuras no centro do campo, todos cobertos com uma capa escura, devia ter me aterrorizado - eles s podiam ser os Volturi e eu, ao contrrio do decretado
em nossa ltima reunio, ainda humana. Mas eu sabia, como algumas vezes acontecia nos sonhos, que eu era invisvel para eles.
Espalhado ao meu redor estavam montes de fumaa. Reconheci a doura no ar e no examinei o esfumaado muito profundamente. No tive nenhum desejo de ver as caras
dos vampiros que eles tinham executado, com um pouco de medo que eu pudesse reconhecer algum por dentre as chamas.
Os soldados Volturi pararam em um crculo ao redor de alguma coisa ou algum e eu pude ouvir suas vozes em suspiro sobrepondo-se  agitao. Eu me debrucei sobre
as capas, levada pelo sonho para ver que coisas ou pessoas eles estavam examinando com tanta intensidade. Me arrastando cuidadosamente por entre dois encapuzados
altos, eu finalmente vi o objeto do debate, subindo em um pequeno morro atrs deles.
Ele era bonito, adorvel, como Carlisle tinha descrito. O garoto era ainda uma criana, e talvez tivesse at dois anos de idade. Cabelos cacheados em tom castanho
claro, enquadrava sua face de querubim com bochechas redondas e lbios cheios. E ele estava tremendo, seus olhos fechados como se ele estivesse receosos para assistir
a sua morte se aproximar cada segundo.
Fiquei chocado com essa poderosa necessidade de salvar o adorvel, aterrorizados Volturi que a criana no obstante toda a sua devastadora ameaa a longo importava
para mim. Eu passei entre eles sem me importar se eles notariam. Soltando-me deles completamente, eu
Combaleando eu parei e pude ter uma viso clara do morro que ele se sentou. Aquilo no era terra e rocha, mas a uma pilha de corpos humanos, drenados e inanimados.
Muito tarde para no ver seus rostos. Eu conhecia todos eles Angela---, Ben, Jessica, Mike.... E diretamente abaixo do menino adorvel estavam os corpos do meu pai
e minha me.
A criana abriu os seus olhos brilhantes, de cor de sangue.

3 - O grande dia
Meus olhos se abriram.
Eu fiquei deitada tremendo e engasgando em minha cama quente por vrios minutos, tentando me livrar do sonho. O cu pra fora de minha janela virou cinza e ento
um rosa plido enquanto eu esperava para meu corao desacelerar.
Quando eu voltei para a realidade do meu quarto bagunado e familiar, eu me senti um pouco irritada comigo mesma. Que sonho para se ter na vspera de meu casamento!
Isso que eu ganhei por ficar obcecada com histrias perturbadoras no meio da noite.
Ansiosa para me livrar do pesadelo, eu me vesti e fui para a cozinha muito antes do que o necessrio. Primeiro eu limpei o cmodo pequeno, e quando Charlie levantou,
eu preparei panquecas. Eu estava muito inquieta para ter qualquer interesse em tomar caf da manh - eu sentei e fiquei remexendo na cadeira enquanto ele comia.
"Voc tem que buscar o Sr. Weber s trs horas." eu o lembrei.
"Eu no tenho muita coisa para fazer hoje a no ser trazer o padre, Bells. No vou esquecer meu nico encargo." Charlie tinha tirado o dia todo de folga para o casamento,
e ele estava definitivamente
De vez em quando, seus olhos piscavam furtivamente no armrio embaixo da escada, onde ele guardava sua vara de pesca.
"Esse no  seu nico encargo. Voc tambm tem que se vestir e ficar apresentvel."
Ele fez uma careta para sua caneca de cereais e murmurou as palavras ''terno de macaco'' baixinho.
Houve uma batida leve na porta da frente.
"Voc pensa que vai ser ruim", eu disse, sorrindo enquanto levantava. "Alice vai estar trabalhando em mim o dia todo."
Charlie acenou pensativamente, concordando que ele tinha a menor tarefa. Eu me inclinei para beijar o topo de sua cabea quando passei - ele corou e pigarreou -
e continuou para abrir a porta para minha melhor amiga e que ia ser em pouco tempo, minha irm.
O cabelo curto de Alice no estava com suas pontas espetadas - estava caindo em cachos brilhantes, enquadrando seu rosto pequeno, que estava contrastando com uma
expresso profissional. Ela me arrastou da casa com um mero ''Oi, Charlie'' por cima dos ombros.
Alice me avaliou enquanto eu entrava no Porshe.
"Ah, que inferno! Olhe seus olhos!" ela reclamou com reprovao. "O que voc fez? Ficou acordada a noite toda?"
"Quase."
Ela me encarou. "Eu tenho pouco tempo para lhe deixar maravilhosa, Bella - voc podia ter tomado mais cuidado com o meu material."
"Ningum espera que eu fique maravilhosa. Eu acho que o grande problema  que eu talvez durma durante a cerimnia e no seja capaz de dizer ''aceito'' na parte certa,
e ento Edward vai conseguir fugir."
Ela riu. "Eu vou jogar meu buqu em voc quando estiver na hora."
"Obrigada."
"Pelo menos voc vai ter bastante tempo para dormir no avio amanh."
Eu ergui uma sobrancelha. Amanh, eu pensei. Se ns fomos embora depois da festa, ainda estaramos no avio amanh  noite... bem, no estvamos indo para Boise,
Idaho. Edward no tinha dado nenhuma pista. Eu no estava to estressada com o mistrio, mas era estranho no saber onde iria dormir na noite seguinte. Ou, esperanosamente,
no dormindo...
Alice percebeu que ela tinha me dado uma dica, e franziu a testa.
"Voc j est com as malas preparadas e prontas", ela disse para me distrair.
Funcionou. "Alice, eu queria que voc me deixasse preparar minhas prprias malas!"
"Teria dado muitas pistas."
"E negado a voc uma oportunidade de fazer compras."
"Voc ser minha irm oficialmente em poucas horas... est na hora de superar essa averso a roupas novas."
Eu encarei preocupada pelo pra-brisa ante que estvamos quase na casa.
"Ele j voltou?" eu perguntei.
"No se preocupe, ele estar de volta antes que a msica comece. Mas voc no pode v-lo, no importa quando ele chegue. Vamos fazer isso do jeito tradicional."
Eu bufei. "Tradicional!"
"Certo, a parte da noiva e do noivo."
"Voc sabe que ele j espiou."
"Ah, no - esse  o porqu de s eu ter visto voc no vestido de noiva. Tenho sido bem cuidadosa para no pensar nisso quando ele est por perto."
"Bem", eu disse quando ns fizemos a curva - "estou vendo que voc re-aproveitou a decorao da formatura." Os seis quilmetros da estrada estavam novamente envoltos
em milhares de luzinhas. Dessa vez, ela adicionou arcos de cetim branco.
"No quero desperdiar. Aproveite, porque voc no ver a decorao de dentro at que esteja na hora." Ela estacionou na garagem gigante a norte da casa. O jipe
enorme de Emmett ainda no tinha voltado.
"Desde quando a noiva no pode ver a decorao?" eu protestei.
"Desde que ela me colocou no comando. Quero que voc tenha o impacto completo quando descer as escadas."
Ela colocou a mo sobre meus olhos antes me deixar entrar pela cozinha. Eu fui imediatamente assaltada pelo cheiro.
"O que  isso?" eu perguntei enquanto ela me guiava pela casa.
" muito?" A voz de Alice estava abruptamente preocupada. "Voc  a primeira humana aqui. Espero que eu tenha acertado."
"O cheiro  delicioso!" eu a assegurei - era quase intoxicante, mas no surpreendente, o balano das fragrncias diferentes era sutil e completo. "Cascas de laranja...
lils... e alguma coisa a mais - estou certa?"
"Muito bom, Bella. S esqueceu da freesia e das rosas."
Ela no descobriu meus olhos at que estivssemos em seu grande banheiro. Eu olhei para a grande pia, coberta com toda a parafernlia de um salo de beleza, e comecei
a sentir os efeitos da noite mal dormida.
"Isso  realmente necessrio? Eu vou parecer comum perto dele de qualquer jeito."
Ela me sentou em uma cadeira pequena e cor-de-rosa. "Ningum vai ousar chamar voc de comum quando eu terminar."
"S porque eles esto com medo de que voc sugue o sangue deles" eu murmurei. Eu apoiei nas costas da cadeira e fechei meus olhos, esperando ser capaz de cochilar
enquanto aquilo durasse. Eu apaguei de vez em quando enquanto ela me maquiava, passava blush e polia cada espao do meu corpo.
Era depois do almoo quando Rosalie escorregou pela porta do banheiro com um vestido prata brilhante com seu cabelo dourado preso em uma pequena coroa no topo de
sua cabea. Ela era to linda que me deu vontade de chorar. Qual era o sentido em me vestir com Rosalie por perto?
"Eles voltaram" Rosalie disse, e imediatamente meu ataque de pnico infantil desapareceu. Edward estava em casa.
"Deixe-o longe daqui!"
"Ele no vai encontrar com voc hoje" Rosalie a assegurou. "Ele d valor demais  vida. "Esme os mandou cuidar de umas coisas,. Voc quer alguma ajuda? EU posso
fazer o cabelo dela."
Meu queixo caiu. Eu fiz uma batalha em minha cabea, tentando me lembrar de como fechar minha boca.
Eu nunca fui a pessoa preferida de Rosalie. Ento, deixando as coisas ainda mais tensas entre ns, ela estava pessoalmente ofendida pela escolha que eu estava fazendo
agora. Embora ela tivesse aquela beleza impossvel, uma famlia que amava, e sua alma gmea em Emmett, ela teria trocado tudo para ser humana. E aqui estava eu,
insensivelmente jogando tudo fora, tudo o que ela queria na vida, como se fosse lixo. Eu no a fiz gostar mais de mim.
"Claro" Alice disse. "Voc pode comear tranando. Eu quero que fiquei um pouco embaraado. O vu vai aqui, embaixo." As mos dela comearam a passar pelo meu cabelo,
levantando e virando-o, ilustrando em detalhes como ela queria. Quando ela terminou, as mos de Rosalie substituram as dela, amaciando meu cabeo com um toque mais
leve do que pena. Alice voltou para seu rosto.
Uma vez que Rosalie recebeu as recomendaes de Alice sobre meu cabelo, ela saiu para pegar meu vestido e localizar Jasper, que tinha sido designado para pegar minha
me e seu marido, Phil, do hotel. L embaixo, eu podia ouvir a porta se abrindo e se fechando vrias vezes. Vozes comearam a se aproximar.
Alice me fez levantar para que ela pudesse colocar o vestido por cima de meu cabelo e maquiagem. Meus joelhos tremeram to forte quando ela fechou os botes de prola
nas minhas costas que o cetim caiu em pequenas ondas pelo cho.
"Respire fundo, Bella." Alice disse. "E tente diminuir as batidas de seu corao. Voc vai suar e borrar a maquiagem."
Joguei a ela a melhor expresso sarcstica que pude fazer. "Vou tentar fazer isso."
"Eu tenho que ir me vestir agora. Consegue se segurar por dois minutos?"
"Ah... talvez?"
Ela revirou os olhos e saiu pela porta.
Eu me concentrei em minha respirao, contando cada movimento de meus pulmes, e encarei o padro que a luz do banheiro fazia brilhar pelo tecido de minha saia.
Eu estava com medo de olhar no espelho - medo de que a imagem de mim mesmo em um vestido de noiva iria me fazer ter um novo ataque te pnico.
Alice voltou antes que eu respirasse duzentas vezes, num vestido que caia pelo seu corpo magro como uma cachoeira prateada.
"Alice - uau."
"No  nada. Ningum vai olhar para mim hoje. No enquanto voc estiver no salo."
"H h."
"Agora, voc est sob controle ou eu preciso trazer Jasper aqui?"
"Eles voltaram? Minha me est aqui?"
"Ela acabou de entrar. Est subindo."
Renee tinha chegado h dois dias, e eu tinha passado cada minuto que podia com ela - cada minuto que eu podia afasta-la de Esme e da decorao, nas palavras dela.
At onde eu podia dizer, ela estava se divertindo mais que eu criana presa  noite da Disney. De um jeito, eu me senti trada do mesmo jeito que Charlie. Todos
aquele terror desperdiado com a reao dela...
"Ah, Bella!" ela gritou agora, emocionada, antes que ela tivesse passado pela porta. "Ah, querida, voc est maravilhosa! Ah, eu vou chorar! Alice, voc  fantstica!
Voc e Esme deviam entrar no mercado como planejadoras de casamentos. Onde voc achou esse vestido?  lindo! To gracioso, to elegante. Bella, parece que voc acabou
de sair de um filme Austin." A voz de minha me pareceu um pouco distante, e tudo no quarto era um fraco borro. "Uma idia to criativa, fazendo o tema do vestido
baseado no anel de Bella. To romntico! E pensar que est na famlia de Edward desde os anos 1800!"
Alice e eu trocamos um olhar breve e conspiratrio. Minha me estava sem noo do estilo do vestido por mais de cem anos. O casamento estava na verdade, centrado
no no anel, mas no prprio Edward.
Houve um pigarro na porta.
"Renee, Esme disse que  hora de voc descer." Charlie disse.
"Bom, Charlie, como voc est arrojado!" Renee disse em um tom que era quase choque. Talvez isso tenha explicado a rigidez na resposta de Charlie.
- Alice me pegou.
"J est na hora mesmo?" Renee disse para si mesma, parece quase to nervosa quanto eu me sentia. "Isso tudo foi to rpido. Sinto-me tonta."
Isso fazia duas de ns.
"Me d um abrao antes que eu desa". Renee insistiu. "Cuidado agora, no quero rasgar nada."
Minha me me apertou gentilmente em sua cintura, ento se virou para a porta, s para terminar a volta e me olhar de novo.
"Ah, meu Deus, quase esqueci! Charlie, onde est a caixa?"
Meu pai procurou em seu bolso por um minuto e ento tirou uma pequena caixa branca e a entregou a Renee. Renee levantou a tampa e entregou para mim.
"Alguma coisa azul." ela disse.
"E alguma coisa velha tambm. Eles eram da vov Swan", Charlie adicionou. "Ns pedimos para um joalheiro substituir as jias antigas por safiras."
Dentro da caixa haviam duas presilhas de cabelo. Safiras azul escuras estavam incrustadas em complicados desenhos florais em cima dos prendedores.
Minha garganta ficou apertada. "Me, pai... vocs no precisavam."
"Alice no nos deixou fazer mais nada", Renee disse. "Toda vez que a gente tentava, ela praticamente arrancava as nossas gargantas."
Uma gargalhada histrica saiu pelos meus lbios.
Alice veio para a frente e rapidamente deslizou as presilhas em meus cabelos, logo abaixo das tranas grossas. "Isso  uma coisa velha e azul", Alice pensou, dando
uns passos pra trs para me admirar. "E o seu vestido  novo... ento, aqui -"
Ela jogou alguma coisa para mim. Eu levantei minhas mos automaticamente e a liga branca translcida caiu na minha mo.
"Isso  meu e eu quero de volta", Alice me disse.
Eu fiquei vermelha.
"Pronto", Alice disse com satisfao. "Um pouco de cor -  tudo o que voc precisa. Voc est oficialmente perfeita" Com um sorriso que parabenizava ela mesma, ela
se virou para os meus pais. "Renee, voc precisa ir l pra baixo."
"Sim, madame", Renee me soprou um beijo e saiu apressada pela porta.
"Charlie, voc pode pegar as flores, por favor?"
Enquanto Charlie estava fora do quarto, Alice arrancou a liga das minhas mos e se enfiou embaixo da minha saia. Eu resfoleguei e cambaleei enquanto as mos frias
dela segurava o meu calcanhar; ela enfiou a liga no lugar.
Ela j estava de p novamente antes que Charlie retornasse com dois buqus cheios de flores brancas. O cheiro de rosas e flores de laranjeira e freesia me cercou
numa suave mistura.
Rosalie - a melhor msica da famlia depois de Edward - comeou a tocar piano no andar de baixo. Pachelbel's Cnon. Eu comecei a hiperventilar.
"Calma, Bells", Charlie disse. Ele se virou nervosamente pra Alice. "Ela parece um pouco enjoada. Voc acha que ela vai conseguir?"
A voz dele soou longe. Eu no conseguia sentir minhas pernas.
" melhor que consiga."
Alice ficou bem na minha frente, na ponta dos ps pra me olhar nos olhos mais facilmente, e agarrou meus pulsos em suas mos duras.
"Concentre-se, Bella. Edward est te esperando l embaixo."
Eu respirei profundamente, tentando me recompor.
A msica mudou lentamente para outra msica. Charlie me cutucou. "Bells,  a nossa vez."
"Bella?" Alice perguntou, ainda me olhando nos olhos.
"Sim", eu guinchei. "Edward. Tudo bem." Eu deixei que ela me tirasse do quarto , com Charlie agarrado em meu cotovelo.
A msica estava mais alta no corredor. Eu flutuei nas escadas junto com as fragrncias dos milhes de flores. Eu me concentrei da idia de Edward me esperando l
embaixo pra fazer os meus ps se moverem.
A msica era familiar, uma marcha tradicional de Wagner cercada por um monte de embelezamentos.
" a minha vez", Alice chiou. "Conte at cinco e me siga. Ela comeou a descer as escadas lenta e graciosamente. Eu devia ter me dado conta que ter Alice como minha
nica dama de honra era um erro. Eu ia parecer muito mais descoordenada andando atrs dela.
Um sbito rudo de juntou  msica. Eu reconheci a minha deixa.
"No me deixe cair, pai", eu sussurrei. Charlie ps a minha mo em seu brao e a apertou com fora.
Um passo de cada vez, eu disse a mim mesma enquanto comeava a descer ao lento som da marcha. Eu no ergui meus olhos at que os meus ps estavam seguros no cho,
apesar de conseguir ouvir os murmrios e rudos da platia enquanto eu aparecia. O sangue subiu pro meu rosto por causa do som;  claro que j se esperava que eu
fosse uma noiva corada.
Assim que os meus ps tinham vencido as escadas traioeiras, eu estava procurando por ele. Por um breve segundo, eu fiquei distrada com a profuso de botes de
flores brancas que pendiam de guirlandas em qualquer parte da sala que no estivesse viva, caindo em longas filas de leves laos brancos. Mas eu separei meus olhos
dos arcos das portas e procurei pelas fileiras de cadeiras cobertas de cetim - ficando ainda mais vermelha quando vi a multido de rostos olhando pra mim - at que
eu finalmente o encontrei, de p perto de um vaso com mais flores ainda, e mais laos.
Eu mal tinha conscincia de Carlisle de p ao lado dele, e do pai de Angela atrs deles dois. Eu no vi minha me de onde ela devia estar sentada na primeira fileira,
nem a minha famlia nova, ou nenhum dos meus convidados - eles teriam que esperar at mais tarde.
Tudo o que eu realmente via era o rosto de Edward; ele encheu minha viso e dominou minha mente. Os olhos dele estavam claros, ouro em chamas; seu rosto perfeito
estava quase parecendo severo com a profundidade de suas emoes. E a, quando ele encontrou meu olhar abismado, ele se quebrou em um sorriso feliz de tirar o flego.
De repente, a nica coisa me impedindo de correr pelo corredor era a mo de Charlie apertando a minha.
A marcha era lenta demais enquanto eu tentava fazer meus ps acompanharem o ritmo. Por sorte, o corredor era bem curto. E finalmente, finalmente, eu estava l. Edward
estendeu sua mo. Charlie pegou minha mo e, num smbolo to velho quanto o mundo, colocou-a sobre a mo de Edward. Eu toquei o frio milagre de sua pele, e eu estava
em casa.
Nossos votos foram simples, palavras tradicionais que j foram ditas milhes de vezes, apesar de nunca por um casal como ns. Ns s pedimos ao Sr. Weber pra fazer
uma pequena mudana. Ele concordou em trocar a frase "at que a morte nos separe" por uma mais apropriada "enquanto ns dois vivermos".
Naquele momento, enquanto o juiz de paz dizia sua parte, meu mundo, que tinha estado de cabea pra baixo por tanto tempo, agora parecia ficar na posio correta.
Eu me dei conta do quanto eu estava sendo ao sentir medo disso - como se isso fosse um presente de aniversrio que eu no queria ou uma exibio vergonhosa, como
um baile. Eu olhei para os olhos brilhantes, triunfantes de Edward, e eu soube que eu tambm estava vencendo. Porque nada mais importava alm do fato de que eu poderia
ficar com ele.
Eu no me dei conta de que estava chorando at a hora de dizer as palavras to esperadas.
"Eu aceito", eu consegui botar pra fora num sussurro quase inaudvel, piscando pra conseguir ver o rosto dele.
Quando foi a vez dele de falar, as palavras soaram claras e vitoriosas.
"Eu aceito", ele jurou.
O Sr. Weber nos declarou marido e mulher, e a as mos de Edward de ergueram pra segurar o meu rosto, cuidadosamente, como se ele fosse delicado como as ptalas
brancas balanando sobre nossas cabeas. Eu tentei compreender, apesar da quantidade de lgrimas me cegando, o fato surreal de que essa pessoa incrvel era minha.
Seus olhos dourados estavam como se pudessem estar cheios de lgrimas tambm, se isso no fosse uma coisa to impossvel. Ele abaixou sua cabea em direo  minha,
e eu fiquei na ponta dos ps, jogando meus braos - com buqu e tudo - ao redor do pescoo dele.
Ele me beijou ternamente, me adorando; eu esqueci a multido, o lugar, o tempo, a razo... lembrando apenas que ele me amava, que ele me queria, que eu era dele.
Ele comeou o beijo e eu tive que termina-lo; eu me agarrei a ele, ignorando as risadinhas e os convidados limpando as gargantas. Finalmente, as mos dele detiveram
meu rosto e ele se afastou - cedo demais - pra me olhar. Na superfcie seu sorriso repentino estava divertido, era quase um sorriso pretensioso. Mas por baixo desse
espetculo momentneo da minha exibio pblica estava uma profunda alegria que ecoava a minha prpria.
A multido aplaudiu, e ele virou os nossos corpos para ficar de frente para as nossas famlias e amigos.
Os braos da minha me foram os primeiros a me encontrar, seu rosto coberto de lgrimas foi a primeira coisa que eu encontrei quando eu desviei meus olhos de Edward
sem querer. E a eu fui passada para a multido, passada de abrao para abrao, apenas meio consciente de quem me abraava, minha ateno concentrada na mo de Edward
que segurava a minha prpria mo com fora. Eu reconheci a diferena entre os abraos suaves e quentes dos meus amigos humanos, e os abraos gentis e frios da minha
nova famlia.
Um abrao severo se destacou entre os outros - Seth Clearwater teve a coragem de ficar em meio a todos os vampiros para representar meu amigo lobisomem perdido.

4 - Gesto
O casamento foi seguido sutilmente pela festa de recepo - prova do planejamento perfeito de Alice. O crepsculo chegava acima do rio; a cerimnia tinha durado
o tempo exato, permitindo que o sol se pusesse atrs das rvores. As luzes nas rvores brilhavam enquanto Edward me guiava atravs das portas de vidro de trs da
casa, fazendo as flores brancas brilhar. Haviam mais dez mil flores ali, servindo como uma tenda perfumada e flutuante sobre a pista de dana que foi arrumada na
grama sob duas cidreiras antigas.
As coisas desaceleraram, relaxando enquanto a leve noite de Agosto nos cercava. A pequena multido se espalhou sob o leve brilho das luzes cintilantes, e ns fomos
cumprimentados novamente pelos amigos que tnhamos acabado de cumprimentar. Agora havia tempo para conversar, para sorrir.
"Parabns, pessoal", Seth Clearwater nos disse, abaixando a cabea por causa de uma guirlanda de flores. A me dele, Sue, estava bem ao seu lado, olhando os convidados
com um estudado interesse. O rosto dela era fino e penetrante, uma expresso que se atenuou pelo seu corte de cabelo curto, severo; era to curto quanto o cabelo
de sua filha Leah - eu me perguntei se ela tinha cortado curto desse jeito em sinal de solidariedade. Billy Black, do outro lado de Seth, no estava to tenso quanto
Sue.
Quando eu olhava para o pai de Jacob, eu sempre sentia que estava vendo duas pessoas e no uma s. L estava um homem velho numa cadeira de rodas com um rosto marcado
de rugas e um sorriso branco que todo mundo via. E depois havia o descendente direto de uma longa linhagem de chefes ndios poderosos, vestido com aquela autoridade
com a qual ele tinha nascido. Apesar da mgica ter - pela ausncia de problemas - pulado a sua gerao, Billy ainda era uma parte do poder e da lenda. Eles o cercavam.
Ela cercava o seu filho, o herdeiro da magia, que deu as costas a isso tudo. Isso agora deixava Sam Uley que agisse como chefe das lendas e magia...
Billy parecia estranhamente tranqilo considerando que a companhia e o evento - seus olhos brilhavam como se ele tivesse acabado de receber uma boa notcia. Eu estava
impressionada com o comportamento dele. Esse casamento devia parecer uma coisa ruim, a pior coisa que podia ter acontecido  filha do melhor amigo dele, nos olhos
de Billy.
Eu sabia que no era fcil pra ele esconder seus sentimentos, considerando o desafio que esse evento marcava para a antiga trgua feita entre os Cullen e os Quileute
- o acordo havia proibido que os Cullen viessem a criar outro vampiro. Os lobisomens sabiam que uma quebra estava acontecendo, mas os Cullen no faziam idia de
como eles reagiriam. Antes da aliana, isso teria significado ataque imediato. Uma guerra. Mas agora que eles se conheciam melhor, ser que ao invs disso haveria
perdo?
Como que em resposta a esse pensamento, Seth se inclinou na direo de Edward, com os braos estendidos. Edward retornou o abrao com seu brao livre.
Eu vi Sue estremecer delicadamente.
" bom ver as coisas dando certo pra voc, cara", Seth disse. "Eu estou feliz por voc."
"Obrigado, Seth. Isso significa muito pra mim." Edward se afastou de Seth e olhou para Sue e Billy. "Obrigado a vocs tambm. Por ter deixado o Seth vir. Por dar
apoio a Bella hoje."
"De nada" Billy disse com sua voz profunda, gutural, e eu me surpreendi com o otimismo na voz dele. Talvez uma trgua mais forte estivesse no horizonte.
Uma pequena fila estava se formando, ento Seth acenou dando adeus e Billy empurrou sua cadeira em direo  comida. Sue manteve uma mo em cada um deles.
Angela e Bem eram os prximos querendo nossa ateno, seguidos pelos pais de Angela e ento Mike e Jssica, que estavam - para minha surpresa - de mos dadas. Eu
no sabia que eles estavam juntos de novo. Isso era bom.
Atrs dos meus amigos humanos estavam os meus novos primos, os vampiros do cl Denali. Eu me dei conta de que estava prendendo a respirao enquanto a vampira da
frente - Tanya, eu presumi pelo tom dos seus cabelos loiros - se aproximava para abraar Edward. Perto dela, os outros trs vampiros de olhos dourados me olharam
com franca curiosidade.
Uma das mulheres tinha um cabelo longo, loiro plido, liso como seda. A outra mulher e o homem ao seu lado tinham cabelos escuros, com a pele meio escurecida sobre
sua compleio plida.
Eles eram todos to lindos que faziam meu estmago doer.
"Ah, Edward", Tanya disse. "Eu senti sua falta."
Edward gargalhou e inteligentemente conseguiu se livrar do abrao, colocando a mo levemente sobre o ombro dela e dando um passo pra trs. "J faz bastante tempo,
Tanya. Voc parece bem."
"E voc tambm."
"Deixe-me apresenta-los minha esposa." Era a primeira vez que Edward dizia essa palavra desde que isso virou oficialmente verdade; parecia que ele ia explodir de
satisfao dizendo isso agora. Todos os Denali sorriram levemente em resposta. "Tanya, esta  minha Bella."
Tanya era exatamente to amvel quanto nos meus piores pesadelos haviam predito. Ela me lanou um olhar que era mais especulativo do que resignado, e ento pegou
minha mo.
"Bem vinda  famlia, Bella", ela sorriu, um pouco descontente. "Ns nos consideramos uma extenso da famlia de Carlisle, e eu lamento por, er, aquele incidente
recente quando no nos comportamos como tal. Ns devamos ter te conhecido mais cedo. Voc pode nos perdoar?"
 " claro", eu disse sem flego. " muito bom conhecer vocs."
"Agora todos os Cullen tem um par. Talvez agora seja a nossa vez, hein, Kate?" Ela sorriu para a loira.
"Continue sonhando", Kate disse, rolando seus olhos. Ela tomou minha me de Tanya e apertou-a gentilmente. "Bem vinda, Bella."
A mulher de cabelos escuros ps a mo sobre a de Kate. "Eu sou Carmem, esse  Eleazar. Estamos muito felizes por finalmente conhecer voc."
"E-eu tambm", eu gaguejei.
Tanya olhou para as pessoas esperando atrs dela - o companheiro de trabalho de Charlie, Mark, e sua esposa. Seus olhos eram enormes enquanto eles olhavam para os
Denali.
"Vamos nos conhecer depois. Ns temos muito tempo para fazer isso!" Tanya riu enquanto ela e sua famlia seguiam em frente.
Todos os padres tradicionais foram mantidos. Eu fiquei cega pelos flashes de luz enquanto segurvamos a faca sobre o bolo espetacular - grande demais, eu pensei,
para o nosso grupo relativamente ntimo de amigos e familiares. Ns comeamos enfiar bolo nos rostos um do outro; Edward engoliu corajosamente e parte que cabia
a ele enquanto eu olhava sem acreditar. Eu joguei meu buqu com estranha destreza, diretamente nas mos da surpresa Angela.
Emmett e Jasper rugiram de tanto rir quanto Edward arrancou a minha liga emprestada - que eu havia feito deslizar quase at o meu calcanhar - muito cuidadosamente
com os dentes. Com uma piscadela pra mim, ele atirou-a bem na cara de Mike Newton.
E quando a msica comeou, Edward me puxou pros seus braos para a costumeira primeira dana; eu fui por vontade prpria, apesar do meu medo de danar - especialmente
danar na frente de uma platia - feliz por ele simplesmente me abraar. Ele fez todo o trabalho, e eu girei sem esforo algum sob as luzes e flashes brilhantes
das cmeras.
"Aproveitando a festa, Sra. Cullen?" Ele sussurrou no meu ouvido.
Eu ri. "Eu vou levar um tempo pra me acostumar com isso."
"Ns temos um tempo", ele me lembrou, sua voz exultante, e se inclinou pra me beijar enquanto a gente danava. Cmeras disparavam sem parar.
A msica trocou, e Charlie cutucou o ombro de Edward.
Danar com Charlie nem de perto foi to fcil. Ele no era melhor do que eu, ento ns nos mexamos cuidadosamente de um lado pro outro no pequeno formato de um
quadrado. Edward e Esme giravam ao nosso redor como Fred Astaire e Ginger Rogers.
"Eu vou sentir sua falta l em casa, Bella. Eu j me sinto sozinho."
Eu falei atravs da minha garganta apertada, tentando fazer piada sobre isso. "Eu me sinto simplesmente horrvel, tendo que fazer voc cozinhar pra si mesmo - 
praticamente um crime de negligncia. Voc podia me prender."
Ele deu um sorriso. "Eu acho que vou sobreviver  comida. S me ligue quando puder."
"Eu prometo."
Parecia que eu tinha danado com todo mundo. Era bom ver todos os meus amigos, mas eu queria mesmo era estar com Edward acima de qualquer coisa. Eu fiquei feliz
quando ele finalmente interrompeu, meio minuto depois que uma nova dana comeou.
"Ainda no gosta muito de Mike, hein?" Eu comentei enquanto Edward me puxava pra longe dele.
"No quando eu preciso ouvir os pensamentos dele. Ele tem sorte que eu no o botei pra fora. Ou pior."
"T, certo."
"Voc teve uma chance de olhar para si mesma?"
"Um, no, eu acho que no. Por qu?"
"Ento eu acho que voc no se d conta que est absolutamente linda e de tirar o flego esta noite. No me surpreende que Mike tenha dificuldade com seus pensamentos
imprprios com uma mulher casada. Eu estou desapontado por Alice no ter te forado a se olhar no espelho."
"Voc  louco, sabia?"
Ele suspirou e ento parou e me virou em direo  casa. A parede de vidro refletia a festa l atrs como um longo espelho. Edward apontou para o casal no espelho
diretamente  nossa frente.
"Sou louco, no ?"
Eu vi apenas um pouco do reflexo de Edward - uma duplicata perfeita de seu rosto perfeito - com uma bonitona de cabelos escuros ao seu lado. A pele dela era como
rosas e creme, seus olhos estavam enormes e excitados e margeados por enormes clios grossos. A estrutura estreita do vestido branco cintilante ficava subitamente
cheio na cauda quase como um lrio invertido, cortado com tanta destreza que seu corpo parecia elegante e gracioso - quando estava parada, pelo menos.
Antes de conseguir piscar e fazer a beleza se voltar para mim, Edward enrijeceu repentinamente e se virou automaticamente na outra direo, como se algum tivesse
chamado seu nome.
"Oh", ele disse. A testa dele enrugou por um instante e depois ficou suave de novo rapidamente.
De repente, ele estava sorrindo brilhantemente.
"O que ?" Eu perguntei.
"Um presente de casamento surpresa"
"Huh?"
Ele no respondeu; ele simplesmente comeou a danar de novo, girando comigo para o lado oposto ao que estvamos indo antes, nos distanciando das luzes e entrando
nas profundezas da noite que cercava a luminosa pista de dana.
Ele no parou at que alcanamos o lado escuro de uma das enormes cidreiras. Ento Edward seguiu diretamente para a sombra mais escura.
"Obrigado", Edward disse para a escurido. "Isso  muito... gentil da sua parte."
"Gentil  o meu nome do meio" uma voz rouca familiar se ergueu da noite escura. "Posso invadir?"
Minha mo voou para a minha garganta, e se Edward no estivesse me segurando eu ia sofrer um colapso.
"Jacob!" Eu botei pra fora assim que consegui respirar. "Jacob!"
"E a, Bells."
Eu cambaleei na direo da voz dele. Edward continuou segurando meu cotovelo at que outro forte par de mos me pegou na escurido. O calor da pele de Jacob queimou
o cetim do vestido enquanto ele me puxou pra perto. Ele no se esforou pra danar; ele apenas me abraou enquanto eu enterrava meu rosto em seu peito.
"Rosalie no vai me perdoar se ela no tiver sua valsa oficial na pista de dana", Edward murmurou, e eu sabia que ele estava nos deixando, me dando um presente
- esse momento com Jacob.
"Oh, Jacob", eu estava chorando agora.; eu no conseguia botar as palavras pra fora com clareza. "Obrigada."
"Para de se derreter, Bella. Voc vai estragar seu vestido. Sou s eu."
"S? Oh, Jake! Tudo est perfeito agora."
Ele rosnou. " - a festa j pode comear o padrinho finalmente chegou."
"Agora todos que eu amo esto aqui."
Eu senti os lbios dele passando pelos meus cabelos. "Eu lamento ter me atrasado, querida."
"Eu estou to feliz por voc ter vindo!"
 "Essa era a idia."
Eu olhei na direo dos convidados, mas no consegui ver atravs dos danarinos o lugar onde eu tinha visto o pai de Jacob pela ltima vez. Eu no sabia se ele tinha
ficado. "Billy sabe que voc est aqui?"
Assim que eu perguntei, eu soube que ele devia saber - era a nica maneira de explicar a sua expresso feliz de antes.
"Eu tenho certeza que Sam contou a ele. eu vou v-lo quando... quando a festa acabar."
"Ele vai ficar to feliz por voc estar em casa."
Jacob se afastou um pouco e se ergueu de novo. Ele deixou uma mo na parte de baixo das minhas costas e segurou minha mo direita com a outra. Ele segurou nossas
mos no peito dele; eu podia sentir o corao dele batendo sob minha palma, e eu supus que ele no havia colocado a minha mo l por acidente.
"Eu no sei se vou ganhar mais do que essa dana" ele disse, e comeou a me puxar em crculos que no combinavam com o ritmo da msica vindo de trs de ns. " melhor
que eu tire o melhor que puder disso."
Ns nos movamos seguindo o ritmo do corao dele embaixo da minha mo.
"Eu estou feliz por ter vindo", ele disse baixinho depois de um momento. "Eu no achei que ficaria feliz. Mas  bom ver voc... uma vez mais. No  to triste quanto
eu imaginei que seria."
"Eu no quero que voc se sinta triste."
"Eu sei disso. E eu no vim essa noite pra te fazer sentir culpada."
"No - eu fico muito feliz por voc ter vindo.  o melhor presente que voc podia ter me
Meus olhos estavam se ajustando, e agora eu conseguia ver o rosto dele, mais alto do que eu esperava. Ser que era possvel que ele ainda estivesse crescendo? Ele
devia estar se aproximando de dois metros e meio de altura. Era um alvio ver o rosto familiar novamente depois de todo esse tempo - seus olhos escuros embaixo das
sobrancelhas pretas bagunadas, as mas altas de seu rosto, seus lbios cheios esticados sobre os dentes brilhantes num sorriso sarcstico que combinava com a voz
dele. Seus olhos estavam apertados nos cantos - cuidadoso; eu podia ver que ele estava sendo muito cuidadoso essa noite. Ele estava fazendo todo o possvel pra me
deixar feliz, pra no dar uma escapulida e deixar claro o quanto isso era difcil pra ele.
Eu nunca fiz nada bom o suficiente pra merecer um amigo como Jacob.
"Quando voc decidiu voltar?"
"Conscientemente ou inconscientemente?" Ele respirou profundamente antes de responder sua prpria pergunta. "Eu realmente no sei. Eu acho que j faz algum tempo
que eu estou rodando essa rea, e talvez isso seja porque eu vinha para c. Mas no foi at essa manh que eu comecei a correr. Eu no sabia se ia conseguir chegar
a tempo." Ele riu. "Voc no acreditaria no quanto isso parece estranho - caminhar sobre duas pernas de novo. E roupas! E  mais bizarro ainda porque isso parece
estranho. Eu no esperava isso. Eu estou sem prtica nessa coisa toda de humano." Ele girou firmemente sem sair do lugar.
"Seria uma pena perder de v-la assim, no entanto. Isso j valeu a viagem at aqui. Voc est inacreditvel, Bella. To linda."
 "Alice investiu muito tempo em mim hoje. O escuro tambm est ajudando."
"No est to escuro pra mim, sabe."
"Certo." Sentidos de lobisomem. Era fcil esquecer de todas as coisas que ele podia fazer, ele parecia to humano. Especialmente agora.
"Voc cortou seu cabelo", eu notei.
".  mais fcil, sabe. Eu achei melhor usar bem as minhas mos."
"Est bonito", eu menti.
Ele rosnou. "Certo. Eu mesmo cortei, com facas de cozinha enferrujadas." Ele deu um sorriso largo por um momento, e a seu sorriso sumiu. A expresso dele ficou
sria. "Voc est feliz, Bella?"
"Sim."
"Okay". Eu senti ele erguer os ombros. "Isso  o mais importante, eu acho."
"Como voc est Jacob? Srio?"
"Eu estou bem, Bella, de verdade. Voc no precisa mais se preocupar comigo. Pode para de encher o saco do Seth."
"Eu no estou enchendo o saco dele s por sua causa. Eu gosto do Seth."
"Ele  um bom garoto. Melhor companhia do que alguns. Eu te digo, se eu pudesse me ver livre das vozes na minha cabea, ser um lobisomem seria perfeito."
Eu sorri pela forma que isso soou. ". Eu tambm no consigo fazer as minhas vozes pararem."
"No seu caso isso ia significar que voc est louca.  claro, eu j sabia que voc  louca", ele zombou.
"Obrigada."
"Insanidade provavelmente  mais fcil do que dividir os pensamentos com um bando. As vozes das pessoas loucas no manda babs atrs deles."
"Huh?"
"Sam est por a. E alguns dos outros. S por via das dvidas, sabe."
"Que dvidas?"
 "No caso de eu no conseguir me controlar, alguma coisa assim. No caso de eu tentar destruir a festa." Ele abriu um sorriso rpido pelo que pareceu ser uma boa
idia para ele. "Mas eu no estou aqui para estragar seu casamento, Bella. Eu estou aqui para..." Ele parou.
"Pra deixar tudo perfeito."
"Isso  um pouco grandioso demais."
"Que bom que voc  to alto."
Ele rosnou com a minha piada ruim e ento suspirou. "Eu estou aqui s pra ser seu amigo. Seu melhor amigo, uma ltima vez."
"Sam devia te dar mais crdito."
"Bem, talvez eu esteja sendo sensvel demais. Talvez eles j devessem estar aqui de qualquer jeito, pra ficar de olho no Seth. Tem um monte de vampiros por aqui.
Seth no leva isso to a srio quanto devia."
"Seth sabe que no est em perigo. Ele compreende os Cullen melhor que Sam."
"Claro, claro", Jacob disse, fazendo paz antes que isso se transformasse numa briga.
Era estranho v-lo sendo to diplomata.
"Eu lamento por essas vozes", eu disse. "Eu queria poder melhorar as coisas." De vrias maneiras.
"No  to ruim. Eu s to choramingando um pouco."
"Voc est... feliz?"
"Estou bem perto. Mas j chega de falar de mim. Voc  a estrela hoje". Ele gargalhou. "Eu aposto que voc est adorando isso. Ser o centro das atenes."
". Eu nunca me canso da ateno."
Ele riu e olhou para a minha mo. Com os lbios torcidos, ele estudou o brilho cintilante da festa de recepo, os graciosos giros dos danarinos, as ptalas flutuantes
caindo das guirlandas; eu olhei junto com ele. Tudo parecia muito distante desse espao escuro, silencioso. Era quase como observar os pequenos pedacinhos brancos
caindo em crculos num globo de neve.
"Eu admito isso pra eles", ele disse. "Eles sabem como dar uma festa."
"Alice  uma fora da natureza impossvel de ser detida."
Ele suspirou. "A msica acabou. Voc acha que eu posso danar outra? Ou isso  pedir demais de voc?"
Eu apertei a mo dele com a minha. "Voc pode ter quantas danas quiser."
Ele riu. "Isso seria interessante. Mas eu acho que  melhor parar nas duas. No quero dar motivo pra fofoca."
Ns viramos em outro crculo.
" de se imaginar que a essa altura eu j estivesse acostumado a ter dizer adeus", ele murmurou.
Eu tentei engolir o caroo na minha garganta, mas no consegui for-lo a descer.
Jacob olhou pra mim e fez uma careta. Ele passou os dedos na minha bochecha, pegando as lgrimas que escorriam ali.
"No  voc quem devia estar chorando, Bella".
"Todo mundo chora em casamentos", eu disse com a voz grossa.
" isso que voc quer, no ?"
"."
"Ento sorria."
Eu tentei. Ele sorriu com a minha careta.
"Eu vou tentar lembrar de voc assim. Fingir que..."
"Que o qu? Que eu morri?"
Ele apertou os dentes. Ele estava lutando consigo mesmo - com a sua deciso de fazer de sua presena aqui um presente e no um julgamento. Eu podia adivinhar o que
ele queria dizer.
"No", ele respondeu finalmente. "Mas eu vou te ver desse jeito em minha cabea. Bochechas rosadas. Corao batendo. Dois ps esquerdos. Tudo isso."
Eu deliberadamente pisei no p dele o mais forte que pude.
Ele sorriu. "Essa  a minha garota."
Ele comeou a dizer outra coisa mas fechou a boca. Lutando de novo, ele fechou os dentes sobre as palavras que ele no queria dizer.
Meu relacionamento com Jacob costumava ser to fcil. Natural como respirar. Mas desde que Edward voltou para a minha vida, era uma dificuldade constante. Porque
- nos olhos de Jacob - escolhendo Edward, eu estava escolhendo um futuro que era pior que a morte, ou pelo menos equivalente a isso.
 "O que foi, Jake?  s me dizer. Voc pode me dizer qualquer coisa."
"Eu - eu... no tenho nada pra te dizer."
"Oh, por favor. Bota logo pra fora."
" verdade. No ...  -  uma pergunta.  uma coisa que eu quero que voc diga pra mim."
"Pergunte."
Ele resistiu por um minuto e ento exalou. "Eu no devia. No importa.  simplesmente curiosidade mrbida."
Como eu o conhecia to bem, eu entendi.
"No  essa noite, Jacob", eu sussurrei.
Jacob estava ainda mais obcecado com a minha humanidade que Edward. Cada uma das batidas do meu corao era como um tesouro, j que elas agora estava com os dias
contados.
"Quando?" Ele murmurou.
"Eu no tenho certeza. Uma semana ou duas, talvez."
A voz dele mudou, criou um tom defensivo, de zombaria. "O que est te impedindo?"
"Eu simplesmente no queria passar a minha lua de mel esperneando de dor."
"Voc prefere passa-la como? Jogando cartas? Ha Ha."
"Muito engraado."
"Brincadeira, Bells. Mas honestamente, eu no vejo qual a necessidade. Voc no pode ter uma lua de mel de verdade com o seu vampiro, ento porque atrasar isso?
Vamos ser sinceros. No  a primeira vez que voc adia. Isso, no entanto,  uma coisa boa", ele disse, repentinamente, mostrando sinceridade. "No fique com vergonha
disso."
"Eu no estou adiando", eu atirei. "E sim eu posso ter uma lua de mel de verdade! Eu posso fazer o que eu quiser! Se liga!"
Ele parou o lento crculo da dana abruptamente. Por um momento, eu me perguntei se ele finalmente havia reparado que a msica tinha mudado, e eu procurei na minha
mente alguma forma de contornar o nosso pequeno desentendimento antes que ele dissesse adeus. Ns no devamos nos despedir dessa forma.
E a os olhos dele ficaram muito arregalados com um tipo estranho de horror confuso.
"O qu?" Ele resfolegou. "O que voc disse?"
 "Sobre o qu... Jake? Qual  o problema?"
"O que voc quis dizer? Ter uma lua de mel de verdade? Enquanto voc ainda  humana? Voc t brincando? Essa  uma piada doentia, Bella!"
Eu o encarei. "Eu disse pra voc se tocar, ligar, Jake. Isso simplesmente no  assunto seu. Eu no devia ter... ns no devamos estar conversando sobre isso. 
particular -"
As mos enormes dele agarraram a parte de cima dos meus braos, se fechando neles, seus dedos se tocando.
"Ow, Jake! Me solta!"
Ele me sacudiu.
"Bella! Voc perdeu a cabea? Voc no pode ser to estpida assim! Me diga que voc est brincando!"
Ele me sacudiu de novo. As mos dele apertadas como torniquetes, estavam tremendo, mandando vibraes profundas pelos meus ossos.
"Jake - pare!"
De repente a escurido foi tomada por uma multido.
"Tire as suas mos dela!" A voz de Edward era fria como gelo, afiada como navalhas.
Atrs de Jacob, houve um rosnado que saiu da escurido da noite, e depois outro, mais alto que o primeiro.
"Jake, mano, se afasta." Eu ouvi Seth Clearwater pedir. "Voc est perdendo o controle."
Jacob pareceu ficar congelado como estava, seus olhos horrorizados estava arregalados e vidrados.
"Voc vai machuc-la", Seth sussurrou. "Solte-a."
"Agora!" Edward rosnou.
As mos de Jacob caram dos lados do seu corpo, e o fluxo de sangue que comeou a correr repentinamente em minhas veias era quase doloroso. Antes que eu pudesse
me dar conta de mais coisas alm disso, mos frias tomaram o lugar das mos quentes , e de repente o ar ao meu redor comeou a correr.
Eu pisquei, e estava de p a doze metros de distncia do lugar onde eu havia estado antes. Edward estava tenso na minha frente. Haviam dois enormes lobos entre ele
Jacob, mas eles no pareciam agressivos comigo. Era mais como se eles estivessem tentando prevenir a briga.
E Seth - o grande Seth, de apenas quinze anos - passou seus braos longos ao redor do corpo trmulo de Jacob, e estava puxando-o para longe. Se Jacob se transformasse
com Seth to perto dele...
"Anda, Jake. Vamos."
"Eu vou matar voc", Jacob disse, a voz dele estava to esganiada de raiva que era apenas um sussurro baixo. Seus olhos, focados em Edward, queimavam de fria.
"Eu vou matar voc com minhas prprias mos! Eu vou fazer isso agora!" Ele tremeu convulsivamente.
O maior lobo, o preto, rosnou alto.
"Seth, saia do caminho." Edward assobiou.
Seth puxou Jacob novamente. Jacob estava to acometido de raiva que Seth conseguiu arranca-lo mais uns metros pra longe. "No faa isso, Jake. Vamos embora. Anda."
Sam - o maior lobo, o preto - se juntou a Seth nessa hora. Ele colocou sua cabea enorme contra o peito de Jacob e empurrou.
Eles trs - Seth puxando, Jacob tremendo, e Sam empurrando - desapareceram rapidamente na escurido.
O outro lobo ficou olhando eles irem. Eu no tinha certeza, na luz fraca, de qual era a cor do plo dele - marrom chocolate, talvez? Era Quil, ento?
"Eu lamento", eu sussurrei para o lobo.
"Est tudo bem agora, Bella", Edward murmurou.
O lobo olhou para Edward. O olhar dele no era amigvel. Edward deu a ele um frio aceno de cabea. O lobo fez um som e ento se virou para acompanhar os outros,
sumindo assim como eles.
"Tudo bem", Edward disse pra si mesmo, e ento olhou pra mim. "Vamos voltar."
"Mas Jake -"
"Ele est nas mos de Sam. Ele se foi."
"Edward, eu lamento. Eu fui estpida -"
"Voc no fez nada errado -"
 "Eu tenho uma boca to grande! Por que eu... Eu no devia ter deixado ele me tirar do srio assim. O que eu estava pensando?"
"No se preocupe." Ele tocou meu rosto. "Precisamos voltar para a recepo antes que algum perceba a nossa ausncia."
Eu balancei a cabea, tentando me reorientar. Antes que algum percebesse? Ser que algum no tinha visto isso?
Ento, enquanto eu pensava nisso, eu me dei conta de que o confronto que me pareceu to catastrfico, na realidade, tinha sido bem silencioso e curto aqui nas sombras.
"Me d dois segundos", eu implorei.
Eu estava um caos por dentro com pnico e pesar, mas isso no importava - apenas o exterior importava nesse momento. Fazer uma boa atuao era uma coisa que eu sabia
que precisava dominar.
"Meu vestido?"
"Voc est bem. Nem um fio de cabelo est fora do lugar."
Eu respirei profundamente duas vezes. "Certo. Vamos l."
Ele colocou o brao ao meu redor e me guiou de volta para a luz. Quando ns passamos por baixo das luzes piscando, ele me virou gentilmente at a pista de dana.
Ns nos misturamos com os outros danarinos como se a nossa dana nunca tivesse sido interrompida.
Eu olhei para os convidados ao redor, mas ningum parecia chocado ou amedrontado. Apenas os rostos mais plidos dali demonstravam algum sinal de estresse, e eles
estavam escondendo bem. Jasper e Emmett estavam na beira da pista de dana, juntos um do outro, e eu adivinhei que eles tinham estado l quando o confronto aconteceu.
"Voc est -"
"Eu estou bem", eu prometi. "Eu no consigo acreditar que fiz aquilo. O que h de errado comigo?"
"No h nada de errado com voc."
Eu tinha estado to feliz por Jacob estar l. Eu sabia o sacrifcio que ele estava fazendo. E ento eu arruinei tudo, transformei seu presente em um desastre. Eu
devia estar isolada do mundo.
Mas a minha idiotice no ia arruinar nada mais essa noite. Eu ia deixar tudo de lado, trancar numa gaveta e trancar pra lidar com isso mais tarde. Haveria tempo
suficiente pra me auto-flagelar com isso mais tarde, e nada do que eu fizesse nesse momento ajudaria.
"Est acabado", eu disse. "No vamos pensar nisso de novo essa noite."
Eu esperei que Edward concordasse rapidamente, mas ele ficou em silncio.
"Edward?"
Ele fechou os olhos e ps a testa sobre a minha. "Jacob est certo", ele sussurrou. "O que eu estou pensando?"
"Ele no est certo." Eu tentei manter meu rosto tranqilo por causa da multido de amigos observando. "Jacob  preconceituoso demais pra ver alguma coisa claramente."
Ele murmurou alguma coisa que quase soou como: "Devia deixa-lo me matar s por eu ter pensado..."
"Pare com isso", eu disse ferozmente. Eu agarrei o rosto dele com as minhas mos e esperei at que ele abrisse os olhos. "Voc e eu. Isso  s o que importa. A nica
coisa na qual voc tem permisso para pensar agora. Voc me ouviu?"
"Sim", ele suspirou.
"Esquea que Jacob apareceu." Eu podia fazer isso. eu ia fazer isso. "Por mim. Prometa que voc vai deixar isso pra l."
Ele me olhou nos olhos por um momento antes de responder. "Eu prometo."
"Obrigada, Edward. Eu no estou com medo."
"Eu estou", ele sussurrou.
"No fique." Eu respirei profundamente e sorri. "Por sinal, eu te amo."
Ele sorriu s um pouco como resposta. " por isso que estamos aqui."
 "Voc est monopolizando a noiva", Emmett disse, vindo por trs do ombro de Edward. "Me deixe danar com a minha irmzinha. Ela pode ser a minha ltima chance de
faz-la corar."
Ele riu alto, to tranqilo quanto ele sempre era no importando a atmosfera.
Acabou que haviam muitas pessoas com as quais eu no tinha danado ainda, e isso me deu uma chance de realmente me compor e me decidir. Quando Edward me tirou pra
danar de novo, eu decidi que a gaveta de Jacob estava bem fechada com fora. Quando ele colocou os braos ao meu redor, eu consegui recuperar a minha sensao de
alegria de anteriormente, a minha certeza de que tudo na minha vida estava no lugar certo essa noite. Eu sorri e coloquei minha cabea no peito dele. Os braos dele
me apertaram mais.
"Eu posso me acostumar a isso", eu disse.
"No me diga que voc superou os seus problemas com dana?"
"Danar no  to ruim - com voc. Mas eu estava pensando mais nisso," - e eu me pressionei a ele ainda mais - "em nunca te soltar."
"Nunca", ele prometeu e se inclinou para me beijar. Esse foi um beijo srio - intenso, lento mais aumentando o ritmo...
Eu quase tinha esquecido de onde eu estava quando ouvi Alice chamar, "Bella, est na hora!"
Eu senti uma leve pontada de irritao com minha nova irm pela interrupo.
Edward a ignorou; seus lbios estavam pousados com fora nos meus, mais urgentes que antes. Meu corao comeou a correr e minhas palmas estavam escorregadias na
nuca dele.
"Vocs querem perder o avio?" Alice quis saber, bem ao meu lado agora. "Eu tenho certeza que vocs tero uma bela lua de mel acampados no aeroporto esperando pelo
prximo vo."
Edward virou um pouco o rosto para murmurar "Vai embora, Alice", e ento pressionou seu lbios nos meus de novo.
"Bella, voc quer usar esse vestido no avio?" Ela quis saber.
Eu realmente no estava prestando muita ateno. Naquele momento, eu simplesmente no ligava.
Alice rosnou baixinho. "Eu vou contar onde voc est levando ela, Edward. Deus me ajude, mas eu vou."
Ele congelou. Ento ele levantou o rosto do meu e encarou sua irm favorita. "Voc  terrivelmente pequena pra ser to enormemente irritante."
"Eu no escolhi o vestido de viagem perfeito pra v-lo sem uso", ela respondeu, pegando minha mo. "Venha comigo, Bella."
Eu lutei com a mo dela para ficar na ponta dos ps e dar mais um beijo nele. Ela puxou meu brao impacientemente, me levando pra longe dele. Houveram algumas gargalhadas
dos convidados que estavam olhando. Ai eu desisti e a deixei me guiar para a casa vazia.
Ela parecia chateada.
"Desculpa, Alice", eu me desculpei.
"Eu no te culpo, Bella." Ela suspirou. "Voc no parece ser capaz de se controlar."
Eu ri da expresso martirizada dela, e ela fez uma careta.
"Obrigada, Alice.  o casamento mais lindo que algum j teve", eu disse sinceramente a ela. "Tudo estava exatamente certo. Voc  a melhor irm, mais esperta e
talentosa do mundo inteiro."
Isso ganhou ela; ela deu um sorriso enorme. "Eu estou feliz que voc tenha gostado."
Rene e Esme estavam esperando no andar de cima. Elas trs me tiraram rapidamente do meu vestido e me puseram no vestido azul escuro para viagem de Alice. Eu fiquei
agradecida por algum ter tirado as presilhas do meu cabelo e o deixaram cair pelas minhas costas, ondulado por causa das minhas tranas, me salvando de uma dor
de cabea por causa delas mais tarde. As lgrimas de minha me rolaram o tempo inteiro sem parar.
"Eu vou ligar pra voc quando souber pra onde estou indo", eu prometi enquanto eu dava um abrao de despedida nela. Eu sabia que o segredo sobre a lua de mel estava
provavelmente deixando-a louca; mes odeiam segredos, a no ser que elas estivessem envolvidas neles.
 "Eu vou te contar assim que ela estiver seguramente longe", Alice ganhou de mim, sorrindo maliciosamente pela minha expresso magoada. Que injusto, eu ser a ltima
a saber.
"Voc vai ter que visitar a mim e ao Phil, muito, muito em breve.  a sua vez de ir para o sul - ver o sol pra variar", Rene disse.
"Hoje no choveu", eu lembrei ela, evitando o seu pedido.
"Um milagre."
"Est tudo pronto", Alice disse. "Suas malas esto no carro - Jasper vai traze-lo." Ela me puxou de volta em direo s escadas com Rene seguindo, ainda meio abraada
comigo.
"Eu te amo, me", eu sussurrei enquanto descamos. "Eu estou muito feliz que voc tenha o Phil. Cuidem um do outro."
"Eu te amo tambm, Bella, querida."
"Adeus, me. Eu amo voc", eu disse de novo, minha garganta grossa.
Edward estava esperando no fim das escadas. Eu segurei a mo que ele ergueu pra mim mas me distanciei, procurando por entra a pequena multido que esperava pra nos
ver sair.
"Pai?" Eu perguntei, meus olhos procurando.
"Aqui", Edward murmurou. Ele me puxou entre os convidados; eles abriram caminho pra ns. Ns encontramos Charlie encostado de forma estranha na parede atrs de todo
mundo, parecendo que ele estava se escondendo. Os anis vermelhos ao redor dos olhos dele me explicaram porqu.
"Oh, pai!"
Eu o abracei pela cintura, lgrimas surgindo de novo - eu estava chorando demais essa noite. Ele deu uns tapinhas nas minhas costas.
"Tudo bem. Voc no quer perder seu avio."
Era difcil falar de amor com Charlie - ns ramos parecidos demais, sempre revertendo as coisas triviais para evitar demonstraes embaraosas de carinho. Mas isso
no era hora pra ter vergonha.
"Eu amo voc, pai", eu disse a ele. "No esquea isso."
"Voc tambm, Bells. Sempre amei, sempre amarei."
Eu beijei a bochecha dele ao mesmo tempo que ele beijou a minha.
"Me ligue", ele disse.
"Logo", eu prometi, sabendo que isso era tudo o que eu podia prometer. Apenas uma ligao. Meu pai e minha me no poderiam me ver novamente; eu estaria diferente
demais, e muito, muito perigosa.
"V l, ento", ele disse com a voz grogue. "Vocs no querem se atrasar."
Os convidados fizeram outro espao pra ns. Edward me puxou para o seu lado e ns escapamos.
"Voc est pronta?" Ele perguntou.
"Estou", eu disse, e eu sabia que era verdade.
Todo mundo aplaudiu quando Edward me beijou no batente da porta. Ento ele correu para o carro enquanto a chuva de arroz comeava. A maioria passou longe, mas algum,
provavelmente Emmett, jogou com tremenda preciso, e um monte deles ricocheteou nas costas de Edward.
O carro estava decorado com mais flores que o decoravam por toda parte, e longos laos de fita que estavam amarrados a uma dzia de sapatos - sapatos de estilistas
famosos que pareciam novos em folha - presos ao fundo do carro.
Edward me protegeu do arroz enquanto eu entrava, e ento ele entrou e comeou a acelerar o carro enquanto eu acenava pela janela e gritava "eu amo vocs" para a
varanda, onde minhas famlias acenavam de volta.
A ltima imagem que eu registrei foi dos meus pais. Phil tinha os dois braos rodeando Rene ternamente. Ela tinha um brao agarrado  cintura dele e a mo livre
dela alcanou a de Charlie. Tantos tipos diferentes de amor, em harmonia nesse momento. Me parecia uma imagem promissora.
Edward apertou minha mo.
"Eu te amo", ele disse.
Eu me inclinei pros braos dele. " por isso que estamos aqui", eu citei o que ele disse.
Ele beijou meu cabelo.
Enquanto ns entrvamos na estrada escurecida e Edward pisava no acelerador, eu ouvi um barulho sobre o ronco do motor, vindo da floresta atrs de ns. Se eu podia
ouvir, ele certamente tambm podia. Mas ele no disse nada enquanto o som desaparecia na distncia. Eu tambm no disse nada.
O uivo penetrante, de partir o corao, ficou fraco e ento desapareceu inteiramente.

5 - Ilha Esme
"Houston", eu perguntei, erguendo minhas sobrancelhas quando ns chegamos ao porto em Seattle.
" s uma parada no meio do caminho", Edward me assegurou com um sorriso malicioso.
Eu me senti como se tivesse acabado de ir dormir quando ele me acordou. Eu estava grogue enquanto ele me puxou pelos terminais, lutando pra me lembrar como abrir
meus olhos toda vez que eu piscava. Eu levei alguns minutos para entender o que estava acontecendo quando paramos no balco internacional para fazer o check-in para
o prximo vo.
"Rio de Janeiro?" Eu perguntei com um pouco de trepidao.
"Outra parada", ele me disse.
O vo para a Amrica do Sul foi longo mas confortvel no largo acento da primeira classe, com os braos de Edward ao meu redor. Eu dormi at no agentar mais e
me acordei estranhamente alerta enquanto ns sobrevovamos o aeroporto com as luzes do pr do sol entrando pelas janelas do avio.
Ns no ficamos no aeroporto para fazer outra conexo, como eu esperava. Ao invs disso ns pegamos um txi nas ruas vivas, escuras e lotadas do Rio. Incapaz de
entender as instrues em portugus que Edward dava ao motorista, eu imaginei que amos encontrar um hotel antes de seguir com a prxima parte da nossa jornada.
Uma forte pontada de alguma coisa muito parecida com medo de palcos fez meu estmago revirar enquanto eu considerava isso. O txi continuou passando pelas multides
at que elas foram diminuindo, de alguma forma, e ns parecamos estar nos aproximando do lado oeste da cidade, indo em direo ao oceano.
Ns paramos nas docas.
Edward guiou o caminho atravs da longa fila de iates brancos atracados na gua escurecida pela noite. O barco no qual ele parou era menor que os outros, mais fino,
obviamente construdo pensando mais em velocidade do que em espao. No entanto, mesmo assim era luxuoso, e mais gracioso que os outros. Ele pulou pra dentro com
facilidade, apesar das malas pesadas que ele carregava. Ele as largou no deck e se virou para me ajudar a subir cuidadosamente na beirada.
Eu observei em silncio enquanto ele preparava o barco para zarpar, surpresa pela forma como ele parecia estar habituado e confortvel com aquilo, j que ele nunca
tinha mencionado interesse em barcos antes. Mas, novamente, ele era bom em simplesmente tudo.
Enquanto ns seguamos para o leste  oceano aberto, eu revisei geografia bsica na minha cabea. At onde eu conseguia lembrar, no havia muito mais a leste do
Brasil... at que voc chegava na frica.
Mas Edward acelerou em frente enquanto as luzes do Rio iam sumindo e finalmente desapareceram atrs de ns. No rosto dele estava o sorriso feliz j familiar, aquele
que era produzido por qualquer espcie de velocidade. O barco se atirava nas ondas e eu levava banhos com a gua do mar.
Finalmente a curiosidade que eu estava segurando a tanto tempo me venceu.
"Vamos pra mais longe?" Eu perguntei.
No era natural pra ele esquecer que eu era humana, mas eu me perguntei se ele planejava que ns ficssemos vivendo naquele espacinho por muito tempo.
"Cerca de meia hora". Os olhos dele encontraram minhas mos, agarradas nos bancos, e ele sorriu.
Oh bem, eu pensei comigo mesma. Afinal de contas, ele era um vampiro. Talvez ns estivssemos indo para Atlantis.
Vinte minutos depois, ele chamou meu nome acima do ronco do motor.
"Bella, olhe ali." Ele apontou diretamente para a frente.
No comeo eu s vi a escurido, e a trilha branca que a lua deixava na gua. Mas eu me concentrei no ponto para o qual ele apontava at achar uma forma escurecida
e baixa quebrando a luz da lua nas ondas. Enquanto eu olhava para a escurido, a silhueta ficou mais detalhada. Era a forma de um tringulo plano, irregular, com
um lado mais longo do que o outro antes de afundar nas ondas. Ns nos aproximamos e eu pude ver que os contornos eram leves, balanando  leve brisa.
E a meus olhos entraram em foco e tudo fez sentido: uma pequena ilha se erguia na gua  nossa frente, com palmeiras frondosas, a praia mais brilhante e plida
 luz da lua.
"Onde ns estamos?" Eu murmurei, sonhadora, enquanto ele mudava de direo, indo para o lado norte da ilha.
Ele me ouviu, apesar do barulho do motor, e deu um grande sorriso que resplandeceu  luz da lua.
"Essa  a Ilha Esme".
O barco parou dramaticamente, ficando na posio precisa no pequeno cais construdo com placas de madeira, embranquecidos pela brancura da lua. O motor foi desligado,
e o silncio que se seguiu foi profundo. No havia nada alm das ondas, batendo levemente no barco, e o rudo da brisa nas palmeiras. O vento era quente, mido,
e perfumado - como o vapor que ficava depois de um banho.
"Ilha Esme?" Minha voz era baixa, mas pareceu alta demais quando enfrentou a noite quieta.
"Um presente de Carlisle - Esme se ofereceu para nos emprestar."
Um presente? Quem d ilhas de presente? Eu fiz uma careta. Eu no tinha me dado conta que a extrema generosidade de Edward era um comportamento que ele havia aprendido.
Ele colocou as malas no cais e se virou de volta, sorrindo com seu sorriso perfeito enquanto me alcanava. Ao invs de me pegar pela mo, ele me puxou direto pros
seus braos.
"No  pra voc esperar at chegar na porta?" Eu perguntei, sem ar, enquanto ele saltava facilmente pra fora do barco.
Ele sorriu. "Se eu no fizer tudo no tem graa."
Segurando as alas das duas enormes malas com uma mo s e me segurando com o outro brao, ele me carregou pelo cais e por uma trilha de areia clarinha atravs da
vegetao escura.
Por um breve momento tudo ficou como breu na mata que mais parecia uma selva, e ai eu consegui avistar uma luz clida  frente. Foi mais ou menos nesse ponto que
eu me dei conta que a luz era uma casa - os dois quadrados perfeitos e brilhantes eram janelas largas que margeavam a porta da frente - aquele medo de palco novamente,
mais poderoso que antes, pior do que quando eu pensei que estvamos indo para um hotel.
Meu corao bateu audivelmente nas minhas costelas, e a minha respirao pareceu ficar presa na minha garganta. Eu senti os olhos de Edward no meu rosto, mas me
recusei a encontrar o olhar dele. Eu olhei diretamente para a frente, sem enxergar nada.
Ele no me perguntou o que eu estava pensando, e isso no era comum pra ele. Eu acho que isso significa que ele estava to nervoso quanto eu estava.
Ele ps as malas no cho para abrir as portas - elas estavam destrancadas.
Edward olhou para mim, esperando que eu encontrasse o olhar dele antes de passar pela porta.
Ele me carregou pela casa, ns dois muito quietos, acendendo as luzes enquanto passava.
Minha vaga impresso da casa foi que ela era grande demais pra uma ilha to pequena, e estranhamente familiar. Eu me acostumei ao esquema de cores plidas que os
Cullen preferiam; eu me sentia em casa. No entanto, eu no me foquei em coisas especficas. O violento pulso batendo nos meus ouvidos fazia tudo ficar distorcido.
Ento Edward parou e acendeu a ltima luz.
O quarto era grande e branco, e a parede mais distante era praticamente feita de vidro - uma decorao padro para os meus vampiros. Do lado de fora, a lua estava
brilhando na areia branca e, apenas a alguns metros de distncia da casa, as ondas brilhantes. Mas eu mal notei essa parte. Eu estava mais concentrada na cama absolutamente
enorme no centro do quarto, com leves mosquiteiros pendurados.
Edward me ps no cho.
"Eu... Eu vou pegar a bagagem."
O quarto era quente demais, mais pesado do que a noite tropical l fora. Uma trilha de suor empapou a minha nuca. Eu caminhei para a frente lentamente at que eu
consegui erguer a mo e tocar o mosquiteiro opaco. Por algum motivo, eu precisava ter certeza de que tudo era real.
Eu no ouvi Edward voltar. De repente, seus dedos gelados estavam acariciando a minha nuca, enxugando a transpirao.
" um pouco quente aqui", ele disse como quem pedia desculpas. "Eu achei... que seria o melhor."
"Absolutamente", eu murmurei por baixo do meu flego, e ele gargalhou. Era um som nervoso, raro para Edward.
"Eu tentei pensar em tudo que pudesse tornar isso mais... fcil," ele admitiu.
Eu engoli fazendo barulho, ainda sem olhar na direo dele. Ser que j existiu uma lua de mel assim antes?
E sabia a resposta pra isso. No. No existiu.
"Eu estava me perguntando", Edward disse lentamente. "se... primeiro... talvez voc goste de um mergulho  meia noite comigo?" Ele respirou profundamente, e a voz
dele estava mais tranqila quando ele falou novamente. "A gua estar bem quentinha. Esse  o tipo de praia que voc aprovaria."
 "Parece bom", Minha voz se quebrou.
"Eu tenho certeza que voc gostaria de um ou dois minutos humanos... Foi uma longa viagem."
Eu balancei a cabea rigidamente. Eu mal me sentia humana; talvez alguns minutos a ss me ajudassem.
Os lbios dele alisaram a minha garganta, logo abaixo do meu ouvido. Ele riu uma vez e sua respirao fria fez ccegas na minha pele esquentada. "No demore muito,
Sra. Cullen".
Eu pulei um pouco pelo som do meu novo nome.
Os lbios dele desceram no meu pescoo at o topo do meu ombro. "Eu vou esperar por voc na gua."
Ele passou por mim indo at as portas francesas que se abria dando diretamente para a noite enluarada. O ar pesado, salgado, entrou no quarto atrs dele.
A minha pele ficou em chamas? Eu precisei olhar pra baixo para checar. No, eu no estava queimando. Pelo menos, no visivelmente.
Eu me lembrei de respirar, e a cambaleei em direo  mala gigante que Edward tinha deixado aberta sobre uma penteadeira baixa. Ela devia ser minha, pois a minha
familiar bolsa de utenslios de higiene estava em cima dela, e haviam muitas coisas cor de rosa por ali, mas eu no reconheci nada que pudesse ser uma roupa. Enquanto
eu escavava as pilhas cuidadosamente arrumadas - procurando alguma coisa familiar e confortvel, um par de calas de moletom, talvez - eu me dei conta que havia
uma quantidade absurda de laos e cetim sedoso nas minhas mos. Lingerie. Lingerie com cara de lingerie, com etiquetas francesas.
Eu no sabia como e quando, mas algum dia, Alice ia pagar por isso.
Desistindo, eu fui para o banheiro e dei uma espiada pelas longas janelas que se abriam para a mesma praia que se abriam para as portas francesas. Eu no conseguia
v-lo; eu imaginei que eles estivesse l na gua, sem se incomodar em respirar. No cu l em cima, a lua estava minguante, quase cheia, e a areia estava numa cor
branca e brilhante sob seu brilho. Um pequeno movimento chamou minha ateno. Seguras com uma espcie de lao em uma das palmeiras que margeavam a praia, o resto
das roupas dele estavam balanando com a brisa suave.
Uma onda de calor passou pela minha pele novamente.
Eu respirei fundo duas vezes e fui para o espelho acima da longa fila de armrios. Eu estava exatamente com a cara de quem passou o dia inteiro dormindo num avio.
Eu encontrei minha escova e a passei com fora nos bolos de cabelo na base da minha nuca at que eles ficaram macios e a escova ficou cheia de fios. Eu escovei meus
dentes meticulosamente, duas vezes. Ento eu lavei meu rosto e passei gua na minha nuca, que estava meio febril. A sensao foi to boa que eu tambm lavei meus
braos, e finalmente eu resolvi desistir e ir pro chuveiro. Eu sabia que era ridculo tomar banho antes de ir nadar, mas eu precisava me acalmar, e gua quente era
uma forma confivel de fazer isso.
Alm do mais, raspar as minhas pernas tambm parecia uma boa idia.
Quando eu acabei, eu agarrei uma grande toalha na pia e a enrolei embaixo dos meus braos.
Ai eu dei de cara com um dilema que eu no havia considerado. O que eu ia usar? No uma roupa de banho, lgico. Mas tambm parecia bobagem colocar as minhas roupas
de novo. Eu nem quis saber das coisas que Alice tinha colocado na mala pra mim.
Minha respirao comeou a acelerar de novo e minhas mos tremeram - os efeitos calmantes de tomar banho j eram.
Eu comecei a me sentir meio tonta, aparentemente um ataque de pnico com fora mxima se aproximava. Eu sentei no cho frio de azulejo com a minha toalha grande
e coloquei a cabea entre os joelhos. Eu rezei pra que ele no decidisse vir me procurar antes que eu conseguisse me refazer. Eu podia imaginar o que ele ia pensar
se me visse aos pedaos desse jeito. No seria difcil ele se convencer que ns estvamos cometendo um erro.
Eu no estava pirando por achar que estvamos cometendo um erro. Nem um pouco. eu estava pirando porque eu no tinha idia de como fazer isso, e eu estava com medo
de sair desse quarto e enfrentar o desconhecido. Especialmente usando lingerie francesa. Eu sabia que no estava pronta pra isso ainda.
Isso era exatamente como ter que entrar num teatro cheio de gente sem ter a mnima noo de quais eram as minhas falas.
Como as pessoas faziam isso - engolir seus medos e confiar to cegamente em algum com todas as imperfeies e medos que ela tem - com to menos do que o absoluto
cometimento que Edward tinha me dado? Se no fosse Edward l fora, se eu no soubesse com todas as clulas do meu corpo que eu o amo - incondicionalmente e irrevogavelmente,
e honestamente, irracionalmente - eu nunca seria capaz de levantar desse cho.
Mas era Edward l fora, ento eu sussurrei as palavras "No seja covarde" bem baixinho e cambaleei pra ficar de p. Eu prendi a toalha mais alto embaixo dos meus
braos e marchei com determinao pra fora do banheiro. Passei pela mala cheia de lacinhos e pela enorme cama sem olhar para nenhum dos dois. Abri a porta de vidro
e fui para a areia fina como talco.
Tudo estava preto e branco, tudo ficou sem cor por causa da lua. Eu caminhei lentamente pelo p quentinho, parando ao lado da rvore curvada onde ele tinha deixado
suas roupas. Eu pus minha mo no tronco rspido e chequei minha respirao para ver se ela estava uniforme.
Ou uniforme o suficiente.
Eu olhei atravs do mato baixo, no negro da escurido, procurando por ele.
No foi difcil encontra-lo. Ele estava de p, de costas pra mim, mergulhado at a cintura na gua da meia noite, olhando para a lua oval.
A luz plida da lua deixava sua pele numa perfeita cor branca, como a areia, como a prpria lua, e deixava seu cabelo negro como o oceano. Ele estava imvel, as
palmas de suas mos descansando na superfcie da gua; as ondas baixas se quebravam ao redor dele, como se ele fosse uma pedra. Eu olhei para as suaves linhas das
costas dele, de seus ombros, seu pescoo, seu formato indefectvel...
O fogo j no deixava mais rastros na minha pele - agora ele queimava lenta e profundamente; ele sumiu com a minha estranheza, minha tmida incerteza. Eu deixei
a toalha cair sem hesitar deixando-a na rvore com as roupas dele, e caminhei para a luz branca; isso tambm me fez ficar plida como a areia branca.
Eu no conseguia ouviu os sons dos meus passos enquanto caminhava at a beira da gua, mas eu imaginei que ele podia. Edward no se virou. Eu deixei as ondas gentis
quebrarem aos meus ps, e descobri que ele estava certo sobre a temperatura - ela estava bem quentinha, como gua de chuveiro. Eu entrei, caminhando cuidadosamente
pelo cho invisvel do oceano, mas a minha preocupao era desnecessria; a areia continuava perfeitamente suave, indo gentilmente na direo de Edward. Eu dei braadas
pela leve correnteza at estar ao lado dele, e ento repousei minha mo gentilmente sobre a mo gelada dele que pairava sobre a gua.
"Lindo", eu disse, olhando para a lua tambm.
" bonita", ele disse, sem se impressionar. Ele virou lentamente pra me olhar; pequenas ondas acompanharam os movimentos dele e se quebravam na minha pele. Ele virou
as mos para cima para que pudssemos uni-las embaixo da gua. Estava quente suficiente para que a pele fria dele no causasse arrepios na minha.
 "Mas eu no usaria a palavra linda", ele continuou. "No com voc bem aqui para fazer a comparao."
Eu dei um meio sorriso, ento ergui a minha mo livre - agora ela no tremia - e a coloquei sobre o corao dele. Branco sobre branco; ns combinamos, pra variar.
Ele estremeceu s um pouquinho com o meu toque. A respirao dele agora estava mais rspida.
"Eu prometi que ia tentar", ele sussurrou, ficando tenso de repente. "Se... Se eu fizer algo errado, se eu te machucar, voc precisa me dizer imediatamente."
Eu fiz um aceno solene com a cabea, mantendo meus olhos grudados nos dele. Eu dei um passo  frente nas ondas e deitei minha cabea no peito dele.
"No tenha medo", eu murmurei. "Ns fomos feitos pra ficar juntos."
De repente eu fiquei abismada pela veracidade das minhas prprias palavras. Esse momento era to perfeito, to correto, que no havia nenhuma dvida disso.
Os braos dele me cercaram, me segurando contra ele, ramos como inverno e vero. Parecia que todas as terminaes nervosas do meu corpo eram fios eltricos.
"Para sempre", ele concordou, e ento nos puxou gentilmente mais pra dentro na gua.
O sol, quente na pele das minhas costas nuas, me acordou pela manh. Era tarde da manh ou logo cedo  tarde, eu no tinha certeza.
Apesar disso, tudo alm da hora estava claro; eu sabia exatamente onde estava - o quarto claro, com a grande cama, a luz brilhante do sol entrando pelas portas abertas.
As nuvens do mosquiteiro suavizavam o brilho.
Eu no abri meus olhos. Eu estava feliz demais para mudar qualquer coisa, no importa o quo pequena ela fosse. Os nicos sons eram as ondas l fora, nossa respirao,
as batidas do meu corao...
Eu estava confortvel, mesmo sob o sol forte. A pele fria dele era um antdoto perfeito para o calor. Deitada em seu peito gelado, com os braos dele ao meu redor,
parecia simples e natural.
Eu me perguntei vagamente porque eu estava to amedrontada por causa de ontem  noite. Meus medos agora pareciam bobos.
Os dedos dele percorriam o contorno da minha espinha, e eu soube que ele sabia que eu estava acordada. Eu mantive os olhos fechados e apertei o meu brao no pescoo
dele, me aproximando dele ainda mais.
Ele no falou; seus dedos se moviam pra cima e pra baixo nas minhas costas, quase sem me tocar enquanto ele traava contornos na minha pele.
Eu teria ficado feliz apenas e ficar deitada para sempre, sem nunca perturbar esse momento, mas o meu corpo tinha outras idias. Eu ri com o meu estmago impaciente.
Parecia meio prosaico sentir fome depois de tudo o que aconteceu na noite passada. Como estar sendo cair de volta na Terra depois de subir alto demais.
 "O que  to engraado?" Ele murmurou, ainda alisando as minhas costas. O som da voz dele, sria e rouca, trouxe pra mim uma mar de memrias da noite passada,
e eu senti meu rosto e meu pescoo ficando vermelhos.
Para responder a pergunta dele, meu estmago rosnou. Eu ri de novo. "Eu posso escapar da minha humanidade por muito tempo."
Eu esperei, mas ele no riu comigo. Lentamente, penetrando as muitas camadas de xtase que anuviava a minha cabea, veio a realizao de uma atmosfera diferente
que vinha de fora da minha prpria esfera cintilante de felicidade.
Eu abri meus olhos; a primeira coisa que eu vi foi a pele plida quase prateada da garganta dele, o arco de seu queixo estava acima do meu rosto. Eu me ergui com
o cotovelo para poder ver o rosto dele.
Ele estava olhando para o arco da cama acima de ns, e ele no olhou para mim enquanto eu estudava sua expresso grave. A expresso dele era chocante - ela mandou
uma eletricidade fsica pelo meu corpo.
"Edward", eu disse, um pequeno caroo estranho na minha garganta, "o que foi? O que h de errado?"
"Voc precisa perguntar?" A voz dele era dura, cnica.
Meu primeiro instinto, produto de uma vida inteira de inseguranas, foi me perguntar o que eu havia feito de errado. Eu pensei em tudo o que havia acontecido, mas
no consegui encontrar nada que fosse desagradvel. Tudo foi mais simples do que eu havia esperado; ns nos completamos como um quebra-cabeas, feito pra se encaixar.
Isso me deu uma satisfao secreta - ns ramos compatveis fisicamente, assim como de outras formas.
Fogo e gelo, de alguma forma existindo sem destruir um ao outro. Mais uma prova de que eu pertencia a ele.
Eu no conseguia pensar em nenhuma parte que o fizesse ficar assim - to frio e severo. O que eu perdi?
Os dedos dele alisaram as linhas enrijecidas da minha testa.
"O que voc est pensando?" Ele sussurrou.
"Voc est aborrecido. Eu no compreendo. Eu...?" Eu no consegui terminar.
Os olhos dele se apertaram. "Quanto eu te machuquei, Bella? A verdade - no tente melhorar as coisas."
"Machucar?" Minha voz saiu mais alta que de costume porque a palavra me pegou de surpresa.
Ele ergueu uma sobrancelha, seus lbios se estreitaram.
Eu pensei rapidamente, enrijecendo meu corpo automaticamente, tencionando e flexionando os msculos. Havia um pouco de rigidez e eu estava dolorida tambm, era verdade,
mas o mais estranho foi a sensao de que todos os meus ossos tinham se separado das juntas, e eu agora tinha adquirido uma consistncia meio parecida com a de uma
gelatina. No era uma sensao desagradvel.
E ento eu fiquei com um pouco de raiva, porque ele estava obscurecendo a mais perfeita das manhs com suas idias pessimistas.
"Porque voc pularia pra essa concluso? Eu nunca estive melhor do que estou agora."
Ele fechou os olhos. "Pare com isso."
"Parar com o qu?"
"Pare de agir como se eu no fosse um monstro por ter concordado com isso."
"Edward!" Eu murmurei, com muita raiva agora. Ele estava levando minha memria brilhante para a escurido, aprisionando-a. "Nunca mais diga isso."
Ele no abriu os olhos; era como se ele no quisesse me ver.
"Olhe para si mesma, Bella. Me diga que eu no sou um monstro."
Magoada, chocada, eu segui as instrues dele sem pensar e fiquei sem flego.
O que aconteceu comigo? Eu no conseguia entender os flocos que neve branca grudados na minha pele. Eu balancei a cabea, e uma cascata branca caiu do meu cabelo.
Eu agarrei uma das coisas brancas entre meus dedos. Era um pedao decadente.
"Porque eu estou coberta de penas?" Eu perguntei, confusa.
Ele exalou, impaciente. "Eu mordi um travesseiro. Ou dois. No  disso que eu estou falando."
"Voc... mordeu um travesseiro? Por qu?"
"Olhe, Bella!" Ele praticamente rosnou. Ele pegou minha mo - muito cuidadosamente - e esticou meu brao. "Olhe pra isso."
Dessa vez, eu vi o que ele queria dizer.
Por baixo das penas, grandes machucados roxos estavam comeando a aparecer na pele plida do meu brao. Meus olhos seguiram a trilha que eles faziam at os meus
ombros, e depois para baixo, nas minhas costelas. Eu soltei minha mo para cutucar uma pequena descolorao no meu antebrao esquerdo, vendo ela desaparecer quando
eu apertava, e aparecer de novo. Ela doeu um pouco.
To levemente como se nem estivesse me tocando, Edward ps as mos sobre os machucados no meu brao, um de cada vez, contornando os desenhos com seus longos dedos.
"Oh", eu disse.
Eu tentei lembrar disso - tentei lembrar da dor - mas no conseguia. Eu no conseguia lembrar do momento em que ele me segurou com fora demais, suas mos duras
demais contra mim. Eu s me lembrava de querer que ele me abraasse com mais fora, e de estar satisfeita quando ele fez isso...
"Eu... lamento, Bella.", ele sussurrou enquanto olhava os meus machucados. "Eu j devia saber. Eu no devia ter -" Ele fez um som baixo, revoltado, no fundo da sua
garganta. "Eu lamento mais do que consigo dizer."
Ele jogou o brao na frente do rosto e ficou perfeitamente imvel.
Eu fiquei sentada por um longo momento, totalmente abismada, tentando me conciliar - agora que eu j o entendia - com a infelicidade dele. Ela era to contrria
ao que eu sentia que era difcil processar.
O choque foi passando lentamente, deixando nada em sua ausncia. Vazio. Minha mente estava em branco. Eu no conseguia pensar no que dizer. Como eu podia explicar
pra ele do jeito certo? Como eu podia deixa-lo feliz como eu estava - ou como eu estava h um momento atrs?
Eu toquei o brao dele e ele no respondeu. Eu agarrei o pulso dele com as minhas mos e tentei tirar seu brao da frente do rosto, mas tentar fazer uma escultura
de mover teria sido igualmente til pra mim.
"Edward."
Ele no se moveu.
"Edward?"
Nada. Isso seria um monlogo ento.
"Eu lamento, Edward. Eu... nem sei o que dizer. Eu estou to feliz. Isso no melhora as coisas. No fique com raiva. No. Eu estou realmente b-"
"No diga a palavra bem", a voz dele estava fria. "Se voc valoriza a minha sanidade, no diga que voc est bem."
"Mas eu estou", eu sussurrei.
"Bella", ele quase gemeu. "No."
"No. No voc, Edward".
Ele moveu o brao; seus olhos dourados me olhando cautelosamente.
"No estrague isso." Eu disse a ele. "Eu. Estou. Feliz."
"Eu j arruinei isso", ele murmurou.
"Corta essa", eu atirei.
Eu ouvi os dentes dele se chocando.
"Ugh!" Eu rosnei. "Porque voc no pode simplesmente ler minha mente?  to inconveniente ser mentalmente muda!"
Os olhos dele se arregalaram um pouco, distrado, a despeito de si mesmo.
"Essa  nova. Voc ama o fato de eu no conseguir ler sua mente."
"Hoje no."
Ele me encarou. "Por qu?"
Eu joguei minhas mos pro alto, frustrada, sentindo uma dor nos meus ombros que eu havia ignorado. Minhas mos pousaram no peito dele, num rpido tapa. "Porque toda
essa angstia completamente desnecessria se voc pudesse ver como eu me sinto agora! Ou pelo menos, h alguns minutos atrs. Eu estava perfeitamente feliz. Total
e completamente em xtase. Agora - bem, eu to meio irritada, na verdade."
"Voc devia estar com raiva de mim."
 "Bem, eu estou. Isso faz voc se sentir melhor?"
Ele suspirou. "No. Eu no acho que nada poderia me fazer sentir melhor agora."
"Isso" eu rebati. " por isso a que eu to com raiva. Voc est matando a minha alegria, Edward."
Ele revirou os olhos e balanou a cabea.
Eu respirei fundo. Eu estava me sentindo um pouco mais dolorida agora, mas no era to ruim. Era mais ou menos como passar um dia levantando pesos. Eu fiz isso com
Rene durante uma das suas obsesses com fitness. Sessenta e cinco levantamentos e cinco quilos em cada mo. No dia seguinte eu no conseguia caminhar. Isso no
era nem de perto to doloroso.
Eu engoli minha irritao e tentei deixar minha voz tranqilizadora. "Ns sabamos que isso seria complicado. Eu pensei que isso j estava claro. E tambm - bem,
isso foi muito mais fcil do que eu achei que seria. E isso realmente no  nada", eu passei os dedos pelo meu brao. "Eu acho que, para a primeira vez, sem saber
o que esperar, ns fomos incrveis. Com um pouco de prtica -"
De repente a expresso dele ficou to lvida que eu parei no meio da frase.
"Claro? Voc esperava isso, Bella? Voc estava esperando que eu fosse te machucar? Voc estava achando que podia ser pior? Voc considera esse experimento um sucesso
porque voc conseguiu sair dele caminhando? Nada de ossos quebrados - isso significa vitria?"
Eu esperei, deixando que ele botasse tudo pra fora. Ento eu esperei um pouco mais enquanto a respirao dele voltava ao normal. Quando os olhos dele estavam calmos,
eu falei, falando muito pausadamente.
 "Eu no sabia o que esperar - mas eu definitivamente no esperava que fosse to... to... to maravilhoso e perfeito quanto foi."
O volume da minha voz caiu at virar um murmrio, meus olhos passaram do rosto dele para as minhas mos. "Quer dizer, eu no sei como foi para voc, mas foi assim
pra mim."
Um dedo frio fez meu queixo levantar de novo.
" com isso que voc est preocupada?" Ele disse atravs dos dentes. "Se eu gostei?"
Meus olhos permaneceram baixos. "Eu sei que no  a mesma coisa. Voc no  humano. Eu s estava tentando explicar que, para uma humana, bem, eu no consigo imaginar
que a vida possa ficar ainda melhor que isso."
Ele ficou em silncio por tanto tempo que, finalmente, eu tive que olhar para cima. O rosto dele estava mais calmo agora, pensativo.
"Parece que eu tenho mais motivos pra me desculpar." Ele fez uma careta. "Eu nem sonhava que voc fosse presumir que a forma como eu me sinto pelo que eu fiz ontem
 noite significa que a noite passada no foi... bem, a melhor noite da minha existncia. Mas eu no quero pensar dessa forma, no quando voc est..."
Meus lbios se curvaram um pouco nos lados. "Srio? A melhor de todas?" Eu perguntei numa voz baixa.
Ele pegou meu rosto em suas mos, ainda introspectivo. "Eu falei com Carlisle depois que voc e eu fizemos o nosso trato, esperando que ele pudesse me ajudar. 
claro que ele me avisou que isso seria muito perigoso para voc." Uma sombra cruzou sua expresso. "Mas ele tinha f em mim - f que eu no merecia."
Eu comecei a protestar, e ele colocou dois dedos nos meus lbios antes que eu pudesse comentar.
"Eu tambm perguntei a ele o que eu poderia esperar. Eu no sabia como isso seria para mim... sendo eu um vampiro." Ele sorriu meio sem vontade. "Carlisle me disse
que isso era uma coisa muito poderosa, como nenhuma outra coisa. Ele me disse que o amor fsico no era uma coisa que eu devia subestimar. Com os nossos temperamentos
mudando to raramente, emoes fortes podem nos alterar em carter permanente. Mas ele disse que eu no precisaria me preocupar com essa parte - voc j tinha me
alterado completamente." Dessa vez o sorriso foi mais genuno.
"Eu falei com os meus irmos, tambm. Eles me disseram que era um prazer enorme. Perdendo apenas para o prazer de beber sangue humano." Uma linha se desenhou na
testa dele. "Mas eu j experimentei o seu sangue, e no pode existir um sangue mais potente que isso... Na verdade eu no acho que eles estejam errados. S que isso
foi diferente para ns. Algo mais."
"Foi algo mais. Foi tudo."
"Isso no muda o fato de que foi errado. Mesmo se houvesse a possibilidade de voc realmente se sentir dessa forma"
"O que isso significa? Voc acha que eu estou inventando isso? Porque?"
"Para amenizar a minha culpa. Eu no posso ignorar as evidncias, Bella. Ou a sua histria de me livrar das responsabilidades quando eu cometo erros."
Eu agarrei o queixo dele e me inclinei para a frente at que os nossos rostos s estavam a uns centmetros de distncia um do outro. "Me oua, Edward Cullen. Eu
no estou fingindo nada pelo seu bem, t legal? Eu nem sabia que havia alguma razo pra fazer voc se sentir melhor at que voc comeou a agir to infeliz. Eu nunca
estive to feliz em toda a minha vida - eu no fiquei feliz assim nem quando voc decidiu que seu amor por mim era maior que sua vontade de me matar, ou na primeira
manh que acordei com voc l esperando por mim...Nem mesmo quando eu ouvi sua voz no estdio de bal" - ele enrijeceu com a memria antiga do meu encontro com um
vampiro caador, mas eu no parei - "ou quando voc disse 'eu aceito' e eu me dei conta de que, de alguma forma, eu consegui ficar com voc pra sempre. Essas so
as memrias mais felizes que eu tenho, e essa  melhor do que qualquer uma delas. Ento aceite isso."
Ele tocou a linha enrugada entre as minhas sobrancelhas. "Eu estou te deixando infeliz agora. Eu no quero fazer isso."
"Ento voc no fiquei triste. Essa  a nica coisa errada aqui."
Os olhos dele se estreitaram, ento ele respirou profundamente e balanou a cabea. "Voc est certa. O passado  passado e eu no posso fazer nada para mud-lo.
No faz sentido deixar meu mau humor afetar esse momento para voc. Eu farei o que foi preciso para te deixar feliz agora."
Eu examinei o rosto dele cheia de suspeita, e ele me deu um sorriso sereno.
"Qualquer coisa que me deixe feliz?"
Meu estmago rosnou ao mesmo tempo que eu fazia a pergunta.
"Voc est com fome", ele disse rapidamente. Ele saiu da cama velozmente, levantando uma nuvem de penas. O que me fez lembrar.
"Ento, porque exatamente voc resolveu arruinar os travesseiros de Esme?" Eu perguntei, sentando e tirando mais algumas do meu cabelo.
Ele j tinha vestido um par de calas caqui folgadas, e estava perto da porta, bagunando o cabelo, fazendo algumas penas voarem tambm.
"Eu no sei se decidi fazer alguma coisa na noite passada", ele resmungou. "Temos sorte que foram os travesseiros e no voc." Ele inalou profundamente e balanou
a cabea, como se estivesse expulsando o pensamento obscuro. Um sorriso muito autntico se espalhou pelo rosto dele, mas eu imaginei que estava dando muito trabalho
coloc-lo l.
E deslizei cuidadosamente da cama, mais consciente, agora, das dores e dos locais doloridos. Eu o ouvi resfolegar. Ele deu as costas pra mim, e suas mos se fecharam
nos punhos, os ns dos dedos ficando brancos.
"Minha aparncia  to odiosa assim?" Eu perguntei, trabalhando para manter meu tom leve. Ele prendeu a respirao, mas no se virou, provavelmente para esconder
sua expresso de mim. Eu caminhei at o banheiro para checar a mim mesma.
Eu olhei para o meu corpo nu no grande espelho que ficava atrs da porta.
Definitivamente eu j tive dias piores. Havia uma leve sombra em uma das minhas bochechas, e meus lbios estavam um pouco inchados, mas alm disso, meu rosto estava
bem. O resto do meu corpo estava decorado com manchas azuis e roxas. Eu me concentrei nos machucados que seriam mais difceis de esconder - nos meus braos e nos
meus ombros. Eles no estavam to mal. Minha pele se refazia facilmente. Quando um machucado vinha a aparecer, eu geralmente j tinha esquecido como ele foi feito.
 claro que estes estavam apenas em desenvolvimento. Eu estaria muito pior amanh. Isso no ia facilitar as coisas.
A eu olhei para o meu cabelo e gemi.
"Bella?" Ele estava bem ali ao meu lado assim que eu emiti o som.
"Eu nunca vou conseguir tirar isso tudo dos meus cabelos!" Eu apontei para a minha cabea, que parecia mais com um ninho de galinha. Eu comecei a recolher as penas.
"Voc tinha que estar preocupada com o seu cabelo", ele murmurou, mas veio parar atrs de mim e comeou a retirar as penas muito mais rapidamente.
"Como voc consegue no rir disso? Eu estou ridcula."
Ele no respondeu; ele simplesmente continuou tirando. E a eu soube a resposta imediatamente - nada poderia ser engraado enquanto ele estivesse com esse humor.
 "Isso no vai funcionar", eu suspirei depois de um minuto. "Est tudo colado a. Eu vou ter que tentar lavar." Eu me virei, passando os braos pela cintura fria
dele. "Voc quer me ajudar?"
" melhor eu ir achar comida pra voc", ele disse com uma voz baixa, e gentilmente afastou meus braos. Eu suspirei enquanto ele se afastava, se movendo rpido demais.
Parecia que a minha lua de mel estava acabada. Esse pensamento trouxe um grande caroo para a minha garganta.
Quando eu estava quase sem penas e usando um vestido de algodo desconhecido que escondia a maior parte das manchas cor de violeta, eu caminhei com os ps descalos
at onde o lugar de onde o cheiro dos ovos com bacon e queijo cheddar estava vindo.
Edward estava de frente pra um fogo de ao inoxidvel, deslizando um omelete num prato azul claro que estava esperando no balco. O cheiro de comida me dominou.
Eu senti que podia comer o prato e a frigideira tambm; meu estmago roncou.
"Aqui", ele disse. Ele se virou com um sorriso nos lbios e colocou o prato sobre uma pequena mesa azulejada.
Eu sentei em uma das cadeiras de metal e comecei a comer os ovos quentes com gula. Eles queimaram minha garganta, mas eu no me importei.
Ele sentou  minha frente. "Eu no estou de alimentando com freqncia suficiente."
Eu engoli e ento lembrei ele, "Eu estava dormindo. Isso est muito bom, por sinal. Impressionante pra uma pessoa que no come."
"Canal de receitas", ele disse, dando meu sorriso torto favorito.
Eu fiquei feliz ao v-lo, feliz de ver que ele parecia mais com o seu 'eu' de sempre.
"De onde vieram os ovos?"
"Eu pedi  equipe de limpeza que estocasse a cozinha. Isso  indito nessa casa. Eu vou ter que pedir a eles para cuidarem das penas..." Ele parou de falar, seu
olhar fixado no espao acima da minha cabea. Eu no respondi, tentando evitar qualquer coisa que o deixasse chateado de novo.
Eu comi tudo, apesar dele ter cozinhado suficiente para duas pessoas.
"Obrigada", e disse a ele. Eu me inclinei sobre a mesa para beij-lo. Ele correspondeu meu beijo automaticamente, ento de repente enrijeceu e se afastou.
Eu apertei meus dentes, e a pergunta que eu pretendia fazer saiu parecendo uma acusao, "Voc no vai me tocar de novo enquanto estivermos aqui, vai?"
Ele hesitou, ento deu um meio sorriso e ergueu a mo para alisar minha bochecha. Seus dedos pousaram suavemente na minha pele, e eu no consegui no repousar meu
rosto em sua palma.
"Voc sabe que no  isso o que eu quis dizer."
Ele suspirou e baixou as mos. "Eu sei. E voc est certa." Ele pausou, erguendo um pouco o queixo. E ento ele falou novamente com firme convico. "Eu no farei
amor com voc novamente at que voc seja transformada. Eu nunca vou te machucar novamente."

6. Distraes
Minha diverso se tornou a prioridade nmero-um na Ilha Esme. Ns fizemos snorkeling (bem, eu fiz enquanto ele ignorava sua habilidade de no precisar de oxignio).
Ns exploramos a pequena selva que rodeava o pico rochoso. Ns visitamos os papagaios que moravam no dossel da extremidade sul da ilha. Ns assistimos o pr-do-sol
do abrigo rochoso no ocidente. Ns nadamos com os botos que brincavam na gua quente e superficial. Ou pelos menos eu nadei; quando Edward estava na gua, os botos
desapareciam como se um tubaro estive por perto.
Eu sabia o que estava acontecendo. Ele estava tentando me manter ocupada, distrada, para que eu no continuasse com o assunto sobre sexo. Sempre que eu tentava
falar com ele para que ele tornasse isso mais fcil com um dos milhes de DVDs embaixo da grande TV de plasma, ele me atraia para fora de casa com palavras mgicas,
como recifes de corais e cavernas submersas e tartarugas marinhas. Ns estvamos saindo todos os dias, ento eu me encontrava completamente cansada e exausta quando
o sol finalmente se punha.
Eu adormecia sobre o meu prato depois que terminava de jantar todos os dias; uma vez eu realmente adormeci na mesa e ele teve que me carregar para a cama. Parte
disso era que Edward sempre fazia muita comida para uma pessoa, mas eu estava to faminta depois de nadar e escalar todo dia que eu comia a maioria. Ento, plena
e desgastada, eu mal podia manter meus olhos abertos. Tudo parte do plano, sem dvida.
Exausto no ajudou muito com as tentativas de persuaso. Mas eu no desisti. Eu tentei refletindo, discutindo, e resmungando, tudo em vo. Eu estava geralmente
inconsciente antes que eu pudesse prolongar meu caso. E ento meus sonhos pareciam to reais - pesadelos principalmente, tornando mais vvidos, eu esperava, pelas
demais cores da ilha - que eu acordava cansada, no importava quanto tempo eu havia dormido.
Em cerca de uma semana ou algo assim depois que chegamos a ilha, eu decidi tentar me comprometer. Isso tinha funcionado no passado.
Eu estava dormindo no quarto azul agora. A equipe de limpeza no estaria aqui at o dia seguinte, e ento o quarto branco ainda tinha o nevado cobertor de baixo.
O quarto azul era menor, a cama razoavelmente proporcional. As paredes eram escuras, apaineladas de teca, e os acessrios eram todos de uma luxuosa seda azul.
Eu iria me vestir com alguma lingerie das colees de Alice para dormir a noite - que no eram to reveladores comparados aos escassos biqunis que ela havia embalado
para mim. Eu gostaria de saber se ela tinha tido uma viso de por que eu gostaria dessas coisas, e ento eu corei, envergonhada por esse pensamento.
Eu comecei devagar com inocentes cetins marfins, preocupada que revelando mais a minha pele seria o contrrio do til, mas pronto para tentar qualquer coisa. Edward
no pareceu notar nada, como se eu tivesse vestindo as mesmas roupas velhas que eu vestia em casa.
Os machucados estavam muito melhor agora - amarelando em alguns lugares e desaparecendo totalmente em outros - ento hoje a noite eu tirei as ataduras enquanto ficava
pronta no banheiro. Estava preto, rendilhado, e embaraoso para olhar. Tive o cuidado de no olhar no espelho antes de voltar para o quarto. Eu no queria perder
o meu nervo.
Eu tive a satisfao de ver seus olhos bem abertos por apenas um segundo antes de controlar sua expresso.
"O que voc acha?" Eu perguntei, girando para que ele pudesse ver todos os ngulos.
Ele limpou a garganta. "Voc est linda. Voc sempre est."
"Obrigada," Eu disse um pouco envergonhada.
Eu estava muito cansada para escalar rapidamente a cama macia. Ele colocou seus braos ao meu redor e me puxou contra o seu peito, mas isso era rotina - era to
quente para dormir sem o seu corpo frio por perto.
"Eu vou te fazer uma proposta," Eu disse sonolenta.
"Eu no vou fazer nenhum acordo com voc," ele respondeu.
 "Voc nem ouviu o que eu estou oferecendo."
"No importa."
Eu suspirei. "Ah. Eu realmente queria... bem."
Ele rolou os olhos.
Eu fechei os meus e deixei a isca sentar ali. Eu bocejei.
Isso s durou um minuto - no o tempo suficiente para eu me preocupar.
"Est certo. O que  que voc quer?"
Eu rangi os meus dentes por um segundo, lutando contra um sorriso. Se houvesse alguma coisa que ele no pudesse resistir, era uma oportunidade de me dar algo.
"Bem, eu estava pensando... Eu sei que essa coisa toda de Dartmouth era suposto ser apenas uma falsa histria, mas honestamente, um semestre de faculdade no iria
me matar," Eu disse, ecoando suas antigas palavras, quando ele tentou me persuadir para no me transformar uma vampira. "Charlie teria uma emoo fora das histrias
de Dartmouth, eu aposto. Claro, pode ser embaraoso se eu no puder manter o contato todos os crebros. Ainda... dezoito, dezenove. No  realmente uma grande diferena.
No  como se eu fosse chegar aos ps do corvo, no prximo ano."
Ele ficou em silncio por um longo momento. Ento, com uma voz baixa, ele disse, "Voc poderia esperar. Voc poderia ficar humana."
Eu deti a minha lngua, deixando a oferta se afundar.
"Por que voc est fazendo isso comigo?" ele disse atravs dos seus dentes, seu tom de repente com raiva. "J no  suficientemente difcil sem tudo isso?" Ele agarrou
um punhado de cordes que estava franzido sobre minha coxa. Por um momento, pensei que ele ia rasgar a partir da costura. Ento suas mos relaxaram. "Isso no importa.
Eu no vou fazer nenhum acordo com voc."
"Eu quero ir  faculdade."
"No, voc no quer. E no h nada que vale a pena para arriscar sua vida de novo. Que vale a pena para machucar voc."
"Mas eu realmente quero ir. Bem, eu no quero o colgio tanto quanto o que eu quero - Eu quero ser humana durante um tempo maior."
Ele fechou os seus olhos e exalou pelo nariz. "Voc est me deixando louco, Bella. Ns j no tivemos essa discusso um milho de vezes, voc sempre implorando para
ser uma vampira sem atraso?"
"Sim, mas... bem, eu tenho uma razo para ser humana que eu no tinha antes."
"O que ?"
"Adivinhe," Eu disse, e eu me arrastei pelos travesseiros para beij-lo.
Ele me beijou de volta, mas no do jeito que me fez achar que estava ganhando. Era mais como se ele estivesse tendo cuidado para no machucar meus sentimentos; ele
estava completamente, totalmente sobre controle. Gentilmente, ele me puxou para longe e me puxou contra o seu peito.
"Voc  to humana, Bella. Controlada pelos seus sentimentos." Ele riu.
"Esse  o ponto, Edward. Eu gosto dessa parte de ser humana. Eu no quero abrir mo disso ainda. Eu no quero esperar anos sendo uma recm-nascida demente por sangue
para que alguma dessas partes volte para mim."
Eu bocejei, e ele sorriu.
"Voc est cansada. Durma, amor." Ele comeou a zumbir a cano de ninar que ele comps para mim no nosso primeiro encontro.
"Eu me pergunto por que estou to cansada," Eu murmurei sarcasticamente. "No poderia ser parte do seu esquema ou algo assim."
Ele s riu uma vez e voltou a zumbir.
"De to cansada que eu tenho estado, voc poderia pensar que eu estaria dormindo melhor."
O som quebrou. "Voc tem dormido como a morte, Bella. Voc no disse uma palavra nos seus sonhos desde que chegamos aqui. Se no fosse o ronco, eu me preocuparia
que voc estivesse escorregando em um coma."
Eu ignorei a parte do ronco; eu no roncava. "Eu no estive me remexendo? Isso  estranho. Normalmente eu fico me mexendo toda sobre a cama quando estou tendo pesadelos.
E gritando."
"Voc tem tido pesadelos?"
"Vvidos. Eles me fazem to cansada." Eu bocejei. "Eu no acredito que eu no estive falando sobre eles toda a noite."
"Sobre o que eles so?"
"Coisas diferentes - mas os mesmos, voc sabe, por causa das cores."
"Cores?"
" tudo to brilhante e real. Geralmente, quando estou sonhando, eu sei que sou eu. Com esses, eu no sei se estou adormecida. Isso faz eles serem apavorantes."
Ele soou perturbado quando falou de novo. "O que est assustando voc?"
Eu disse rapidamente. "Principalmente..." Eu hesitei.
"Principalmente?" Ele perguntou.
Eu no tinha certeza do porque, mas eu no queria falar a ele sobre a criana nos meus pesadelos; tinha alguma coisa particular nesse horror. Ento, em vez de lhe
dar toda a descrio, eu lhe dei s um elemento. Certamente suficiente para assustar a mim e a qualquer outra pessoa.
"Os Volturi," Eu sussurrei.
Ele me abraou mais pra apertado. "Eles no vo mais nos perturbar. Voc vai ser imortal em breve, e eles no vo ter razo."
Eu deixei ele me confortar, sentindo um pouco de culpa por ele ter interpretado errado. Os pesadelos no eram daquele jeito, exatamente. No era disso que eu tinha
medo - eu tinha medo do garoto.
Ele no era o mesmo garoto do primeiro sonho - o garoto vampiro com os olhos de sangue que estava sentado sobre as pessoas mortas que eu amava. Esse garoto com quem
eu sonhei pelas ltimas quatro vezes na semana passada era definitivamente humano; suas bochechas eram avermelhadas e seus amplos olhos eram um pouco verde. Mas
como a outra criana, ele se mexeu com medo e desespero enquanto os Volturi se fechavam entre ns.
Nesse sonho, que era tanto o velho quanto o novo, eu simplesmente tinha que proteger a criana desconhecida. No tinha outra opo. Mas no mesmo tempo, eu sabia
que eu iria falhar.
Ele viu o desamparo no meu rosto. "O que eu posso fazer para ajudar?"
Eu balancei a cabea. "Eles so s sonhos, Edward."
"Voc quer que eu cante para voc? Eu canto a noite toda se isso for manter os pesadelos longe."
 "Eles no so to maus. Alguns so legais. To... coloridos. Debaixo d'gua, com os peixes e os corais. Eles todos parecem como se realmente estivesse acontecendo
- eu no sei se estou sonhando. Talvez essa ilha  o problema.  muito claro aqui."
"Voc quer ir pra casa?"
"No. No, ainda no. Ns podemos ficar um pouco mais?"
"Ns podemos ficar o quanto voc quiser, Bella," ele me prometeu.
"Quando o semestre comea? Eu no prestando ateno antes."
Ele suspirou. Talvez ele comeou a zumbir, mas eu j tinha apagado antes de ter certeza.
Depois, quando eu acordei na escurido, foi como um choque. O sonho foi to real... to vvido, to sensorial...
Eu estremeci alto, agora, desorientada pelo quarto escuro. A um minuto atrs, parecia que eu estava sobre um sol brilhante.
"Bella?" Edward sussurrou, seus braos ao meu redor, me balanando gentilmente. "Voc est bem, querida?"
"Oh," eu estremeci de novo. S um sonho. No era real. Para minha grande surpresa, lgrimas caram dos meus olhos sem aviso, mantendo minha cabea baixa.
"Bella!" ele disse - alto, alarmado agora. "O que foi?" Ele limpou as lgrimas das minhas quentes bochechas com seus dedos frios e frenticos, mas outras caram.
"Era s um sonho." Eu no pude conter a quebra da minha voz. As lgrimas eram absurdamente perturbadoras, mas eu no pude obter o controle da dor agarrada em mim.
Eu queria tanto que o sonho fosse verdade.
"Tudo bem, amor, voc est bem. Eu estou aqui." Ele me movimentou para frente e para trs, um pouco rpido para acalmar. "Voc teve outro pesadelo? No era real,
no era real."
"No era um pesadelo." Eu balancei minha cabea, esfregando as costas das minhas mos nos meus olhos. "Era um sonho bom." Minha voz quebrou de novo.
"Ento por que voc esta chorando?" Ele perguntou, perplexo.
"Porque eu acordei," eu lamentei, envolvendo os meus braos nos seu pescoo, soluando na sua garganta.
Ele riu uma vez, mas o seu tom era tenso e preocupado.
 "Tudo est bem, Bella. Respire fundo."
"Era to real," eu chorei. "Eu queria que fosse real."
"Me conte sobre isso," ele insistiu. "Talvez isso te ajude."
"Ns estvamos numa praia..." Eu menti, indo um pouco para trs para ver sua ansiosa expresso de anjo dentro da escurido. Eu o encarei para tentar me acalmar.
"E?" Ele finalmente perguntou.
Eu pisquei para que as lgrimas dos meus olhos cassem. "Oh Edward..."
"Me conte, Bella," ele invocou, seus olhos selvagens preocupados com a dor na minha voz.
Mas eu no podia. Em vez disso, eu apertei os meus braos em volta do seu pescoo de novo e apertei a minha boca na sua ferventemente. No era o meu maior desejo
- era preciso para minha dor aguda. Sua resposta foi imediata mas rapidamente seguida pela sua repulsa.
Ele se debateu contra mim o mais gentil possvel com a sua surpresa, me distanciando dele, segurando os meus ombros.
"No, Bella," Ele insistiu, olhando para mim horrorizado, como se eu tivesse perdido minha cabea.
Meus braos caram, derrotados, e as bizarras lgrimas caram numa forte corrente sobre o meu rosto, um novo soluo subindo na minha garganta. Ele estava certo -
eu devia estar louca.
Ele me olhou confuso, com olhos agonizados.
"Me descu-u-ulpe," Eu gaguejei.
Ento ele me puxou para perto dele, me abraando fortemente contra o seu peito de mrmore.
"Eu no posso, Bella, no posso!" Seu gemido era agonizado.
"Por favor," Eu disse, meu argumento abafando contra sua pele. "Por favor, Edward?"
Eu no pude dizer se ele se moveu pela lgrimas tremendo na minha voz, ou se ele no estava preparado para lidar com os meus inesperados ataques, ou se sua necessidade
era simplesmente insuportvel como as minhas. Mas no importa a razo, ele puxou os meus lbios de volta aos seus, se rendendo com um gemido. E ns comeamos quando
o meu sonho j tinha ido embora.
Eu fiquei em silncio quando acordei de manh e tentei manter a minha respirao calma. Eu estava com medo de abrir os olhos.
Eu estava deitada sobre o peito de Edward, mas ele estava bem quieto e os seus braos no estavam ao meu redor. Isso era um mau sinal. Eu estava com medo de admitir
que estava acordada e ter que olhar a sua raiva - no importava pra quem ela estava dirigida.
Cuidadosamente, eu abri os meus olhos. Seus olhos estavam fixados para cima, seus braos atrs da sua cabea. Eu me curvei em cima do meu cotovelo at que eu pude
ver o seu rosto melhor. Ele estava liso, sem expresses.
"Em quantos problemas eu estou?" Eu perguntei numa voz baixa.
"Em muitos," ele disse, mas ele virou sua cabea e sorriu para mim.
Eu suspirei. "Me desculpe," Eu disse. "Quero dizer... Bem, eu no sei exatamente o que foi a noite passada." Eu balancei a cabea para a memria das lgrimas irracionais,
da estranha mgoa.
"Voc nunca me disse sobre o que era o seu sonho."
"Eu acho que no - mas eu suponho que tenha te mostrado sobre o que era." Eu ri nervosamente.
"Oh," Ele disse. Seus olhos se arregalaram, e ento ele piscou. "Interessante."
"Era um sonho muito bom," Eu murmurei. Ele no comentou, ento alguns segundos depois eu perguntei, "Estou perdoada?"
"Estou pensando sobre isso."
Aqui.
Eu sentei, planejando examinar a mim mesma - no parecia ter penas, pelo menos. Mas enquanto eu me movia, uma estranha onda de vertigem me acertou. Eu balancei e
ca de novo contra os travesseiros.
"Whoa... tontura."
Seus braos estavam ao meu redor ento. "Voc dormiu por um bom tempo. Doze horas"
"Doze?" Que estranho.
Eu tentei me dar um exame rpido enquanto falava, tentando ser imperceptvel em relao  isso. Eu parecia bem. Os hematomas no meu brao ainda eram de uma semana
atrs, amarelando. Eu me estiquei, experimentalmente. Eu me sentia bem, tambm. Mais que bem, alis.
"O inventrio est completo?"
Eu concordei timidamente. "Os travesseiros parecem ter sobrevivido."
"Infelizmente, eu no posso dizer o mesmo da sua, er, camisola." Ele acenou com a cabea em direo ao p da cama, onde vrios pedaos de fita preta estavam jogados
nos lenis de seda.
"Isso  muito ruim," eu disse. "Eu gostava daquela."
"Eu tambm."
"Houve mais algum acaso?" Eu perguntei timidamente.
"Eu terei que comprar Esme uma nova cabeceira," ele confessou, olhando acima de seus ombros. Eu segui seu olhar e fiquei chocada em ver que pedaos de madeira pareciam
ter sido arrancados do lado esquerdo da cabeceira.
"Hmm." Carranquei. "Voc pensou que eu ouviria isso."
"Voc  extraordinariamente no observadora quando est atenta a outra coisa."
"Eu estava um pouco envolvida." Eu admiti, corando em um profundo vermelho.
Ele tocou minha bochecha queimando e suspirou. "Eu realmente vou sentir falta disso."
Eu encarei seu rosto, procurando qualquer sinal de raiva ou remorso que eu temia. Ele me olhou de volta, sua expresso calma mas ilegvel.
"Como voc est se sentindo?"
Ele riu,
"O que?" Exigi.
"Voc parece to culpada - como se tivesse cometido um crime."
"Eu me sinto culpada." Murmurei.
"Ento voc seduziu seu demais-disposto marido. Isso no  uma ofensa capital."
Ele parecia estar brincando.
Minhas bochechas ficaram mais quentes. "A palavra seduziu contm um certo monte de planos."
"Talvez seja a palavra errada." Ele permitiu.
"Voc no est bravo?"
Ele sorriu tristemente. "No estou bravo."
"Por que no?"
"Bem..." Pausou. "Eu no te machuquei, primeiramente. Foi mais fcil essa vez, me controlar, a canalizar o excesso." Seus olhos se mudaram para um jeito danificado.
"Talvez porque eu tive uma idia melhor do que esperar."
Um sorriso esperanoso comeou a crescer pelo meu rosto. "Eu disse pra voc que era tudo prtica."
Ele virou os olhos.
Meu estmago roncou, e ele deu risada. "Hora do caf da manh dos humanos?" Ele perguntou.
"Por favor," Eu disse, pulando pra fora da cama. Eu me movi rpido demais, eu cambaleei feito bbada pra obter meu equilbrio de novo. Ele me pegou antes que eu
pude tropear na penteadeira.
"Voc est bem?"
"Se eu no tiver um senso de equilbrio melhor na minha prxima vida, eu vou exigir devoluo!"
Eu mesma cozinhei essa manh, fritando uns ovos - muito faminta pra fazer algo mais elaborado. Impaciente, eu os virei num prato depois de uns poucos minutos.
"Desde quando voc come ovo estrelado?" ele perguntou.
"Desde agora."
"Voc sabe quantos ovos voc comeu durante essa ltima semana?" Ele puxou a cesta de lixo de baixo da pia - estava cheia de caixas azuis vazias.
"Estranho," eu disse depois de engolir uma picante mordida. "Esse lugar est mexendo com meu apetite." E meus sonhos, e o meu j duvidoso balano. "Mas eu gosto
daqui. Apesar disso ns teremos que partir logo, no , para chegar em Dartmouth a tempo? Wow, eu acho que n sprecisamos arranjar um lugar para viver e tal, tambm."
Ele sentou perto de mim. "Voc pode desistir desse faz de conta de faculdade agora - voc conseguiu o que queria. E ns no concordamos com nenhum negcio, ento
no h cordas presas."
Eu bufei, "No era um faz de conta, Edward. Eu no passo meu tempo livro planejando com algumas pessoas. O que ns podemos fazer parar tirar Bella de casa hoje?"
Eu disse numa impresso pobre de sua voz. Ele riu, sem vergonha. "Eu realmente quero um pouco mais de tempo como humana," eu me inclinei para correr minha mo em
seu peito nu. "Eu ainda no tive o suficiente."
Ele me deu uma olhada duvidosa. "Por isso?" ele perguntou, pegando minha mo e a movendo para seu estmago. "Sexo era a chave para tudo isso desde o incio?" Ele
revirou os olhos. "Porque eu no pensei nisso?" ele susurrou sarcstico. "Eu poderia ter salvado muitos argumentos."
Eu ri. "Yeah, provavelmente."
"Voc  to humana," ele disse novamente.
"Eu sei."
Um incio de sorriso apareceu em seus lbios. "Ns iremos para Dartmouth? Mesmo?"
"Eu provavelmente irei reprovar em um semestre."
"Eu irei ser seu tutor." O sorriso estava largo agora. "Voc ir amar a faculdade."
"Voc acha que ns conseguiremos achar um apartamento assim, to tarde?"
Ele fez uma careta, parcendo culpado. "Bem, ns meio que j temos uma casa l. Voc sabe, s por precauo."
"Voc comprou uma casa?"
"Bens mobilirios so um bom investimento."
Eu levantei uma sobrancelha e deixei isso pra l. "Ento ns estamos prontos."
"Eu terei que ver se ns vamos conseguir manter seu carro "antes" por um pouco mais de tempo..."
"Sim, Deus o livre eu no estar protegida por tanques."
Ele riu.
"Quanto tempo ns podemos ficar?" eu perguntei.
"Ns estamos bem quanto ao tempo. Algumas semanas a mais, se voc quiser. E ento ns podemos visitar Charlie antes de ir para New Hampshire. Ns podemos passar
o natal com Rene..."
Suas palavras pintavam um futuro feliz imediato, um sem dores para todos envolvidos. Jacob, tudo menos esquecido, agitada, eu corrigi o pensamento - para quase todo
mundo.
Isos no estava ficando muito fcil. Agora que eu havia descobrido exatamente como era bom ser humana, era tentador deixar os planos falirem. Dezoito, dezenove,
dezenove ou vinta... Realmente importava? Eu no iria mudar muito em um ano. E ser humana com Edward... A escolha ficava trapaceira a cada dia.
"Algumas semanas," eu concordei. E ento, porque parecia que nunca haveria tempo o suficiente, eu adicionei, "Ento eu estava pensando - voc sabe o que eu estava
dizendo sobre praticar antes?"
Ele riu. "Voc pode esperar um pouco com esse pensamento? Eu escutei um barco. A equipe de limpeza deve estar aqui."
Ele queria que eu esperasse com aquele pensamento. Ento ele quis dizer que ele no iria me dar mais trabalho sobre praticar? Eu sorri.
"Me deixe explicar essa baguna no quarto branco para Gustavo, e ento ns podemos sair. H um lugar l na floresta no sul -"
"Eu no quero sair. Eu estou afim de escalar por toda ilha hoje. Eu quero ficar e ver um filme."
Ele torceu seus lbios, tentando no rir do meu tom. "Tudo bem, o que voc desejar. Por que voc no vai escolhendo l fora enquanto eu vou abrir a porta?"
"Eu no ouvi baterem na porta."
Ele jogou sua cabea de lado, ouvindo. Um segundo depois, uma batida fraca e tmida soou na porta. Ele sorriu, e se virou para o corredor.
Eu perambulei at as prateleiras sob a grande TV e comecei a ver os ttulos. Era difcil decidir por onde comear. Eles tinham mais DVDs que uma locadora.
Eu podia ouvir a voz baixa e veluda de Edward do hall, conversando fluentemente no que parecia ser um portugus perfeito. Outra voz humana e penosa voz respondeu
na mesma lngua. Edward os levou para a sala, apontando em direo a cozinha. Os dois brasileiros pareciam incrivelmente pequenos e morenos ao lado dele. Um deles
era um homem redondo, e a outra uma pequena mulher, ambos rostos com dobras retas. Edward fez um gesto para mim com um orgulhoso sorriso, quando eu ouvi o meu nome
misturado em um turbilho de palavras desconhecidas. Eu fiquei um pouco envergonhada quando pensei na total baguna na sala branca, que eles logo acabaram encontrando.
O pequeno homem sorriu pra mim educadamente.
Mas a tmida mulher no sorriu. Ela me encarou com uma mistura de choque, preocupao, e acima de tudo, medo. Antes que eu pudesse reagir, Edward mencionou para
eles o seguirem em direo galinheiro, e eles se foram.
Quando ele reapareceu, ele estava sozinho. Ele andou silenciosamente at o meu lado e passou os seus braos ao meu redor.
"O que ela tem?" Eu sussurrei urgente, lembrando da sua expresso de pnico.
Ele deu de ombros, despreocupado. "Kaure  parte dos ndios Ticuna. Ela foi criada para ser mais supersticiosa- ou voc pode chamar de mais atenta- que os outros
que vivem no mundo moderno. Ela suspeita do que eu sou, ou perto disso." Ele ainda no parecia preocupado. "Eles tm suas prprias lendas por aqui. O libishomen-
um demnio bebedor de sangue que saqueia exclusivamente em lindas mulheres," ele olhou atravessado para mim.
Apenas mulheres bonitas? Bem, isso era meio que lijongeiro.
"Ela parecia aterrorizada," eu disse.
"Ela est - mas mais que isso, ela est preocupada com voc."
"Comigo?"
"Ela tem medo do porqu voc est aqui, totalmente sozinha." Ele riu escuramente e ento olhou para a parede de filmes. "Oh bem, porque voc no escolhe algo para
ns vermos? Essa  uma coisa aceitvel de humanos fazerem."
"Sim, eu tenho certeza que um filme ir a convencer de que voc  humano." Eu ri e prendi meus braos seguramente ao redor de seu pescoo, me espichando apenas na
ponta dos ps. Ele se abaixo para que eu pudesse beij-lo, e ento seus braos se apertaram em torno de mim, me levantando do cho para que ele no precisasse se
curvar.
"Filme, shcfilme" Eu murmurei enquanto seus lbios se moviam para minha garganta, torcendo meus dedos em seu cabelo de bronze.
Ento eu escutei uma arfada, e ele me colocou no cho brutamente. Kaure estava parada congelada no corredor, penas em seu cabelo negro, um largo saco de mais penas
em seus braos, uma expresso de horror em seu rosto. Ela me encarou, seus olhos saltando para fora, enquanto eu corava e olhava para baixo. Ento ela se recomps
e murmurou algo que, at mesmo para uma lingua desconhecida, era claramente um pedido de desculpas. Edward sorriu e respondeu em um tom amigvel. Ela voltou seus
olhos negros para longe e continuou pelo corredor.
"Ela estava pensando o que eu acho que ela estava pensando, no ?" Eu resmunguei.
Ele riu da minha frase enrolada. "Sim."
"Aqui," eu disse, estendendo a mo aleatoriamente, e pegando um filme. "Coloque isso para que ns possamos fingir estar assistindo."
Era um velho musical com rostos sorridentes e vestidos cobertos de penugem na frente.
"Ns vamos voltar para o quarto branco, agora?" Eu perguntei vagarosamente.
"Eu no sei... eu j deformei a cabeceira da cama no outro quarto alm do reparo - talvez se ns limitassemos a destruio em uma rea da casa, Esme nos convide
para voltar algum dia."
Eu dei um largo sorriso. "Ento ir ter mais destruio?"
Ele riu de minha expresso. "Eu acho que talvez seja mais seguro se for premeditado, ao em vez de esperar que voc me ataque novamente."
"Seria apenas uma questo de tempo, " eu concordei casualmente, mas minha pulsao estava correndo em minhas veias.
"H algum problema com seu corao?"
"No, saudvel como um cavalo." Eu pausei. "Voc quer inspecionar a zona de destruio agora?"
"Talvez seja mais educado esperar at que estejamos sozinhos.Voc pode no notar quando eu estou detonando a moblia, mas isso provavelomente assustaria eles."
De fato, eu havia esquecido das pessoas no outro cmodo. "Certo. Diabos."
Gustavo e Kaure se moveram silenciosamente pela casa enquanto eu esperava impacientemente que eles terminassem, tentando prestar ateno no Felizes para Sempre na
tela. Eu estava comeando a sentir sono - embora, de acordo com Edward, eu j tivesse dormido metade do dia - quando uma voz spera me assustou. Edward sentou-se,
me mantendo como num bero contra ele e respondeu Gustavo num portugus fluente. Gustavo acenou com a cabea e andou em silncio at a porta da frente.
"Eles terminaram." Edward me contou.
"Ento isso significaria que estamos sozinhos agora?"
"Que tal almoar primeiro?" ele sugeriu.
Eu mordi meu lbio, rasgada por um dilema. Eu estava faminta.
Com um sorriso ele pegou minha mo e me conduziu at a cozinha. Ele conhecia meu rosto to bem, no importava que ele no pudesse ler minha mente.
"Isso est ficando fora de controle," Eu reclamei quando eu finalmente me senti cheia.
"Voc quer nadar com os golfinhos esta tarde - queimar algumas calorias?" ele perguntou.
"Talvez depois. Eu tenho outroa idia para queimar calorias."
"E o que seria?"
"Bem, h muitas cabeceiras horrveis deixadas-"
Mas eu no terminei. Ele j havia me arrastado para seus braos, e seus lbios calaram os meus enquanto ele me carregava com uma inumana velocidade para o quarto
azul.

7. INESPERADO
Traduzido por Sara Machado
A linha negra avanou para mim atravs da mortalha neblina. Eu podia ver seus olhos de ruibi escuro brilhando de desejo, anseiando pela caa. Seus lbios esticados
sobre seus dentes midos e afiados - alguns para rosnar, outras para sorrir.
Eu ouvi a criana atrs de mim choramingar, mas eu no podia me virar para olh-lo. Embora eu estivesse desdesperada para me certificar que ele estava seguro, eu
no podia me dar o luxo de desviar o meu foco agora.
Eles flutuaram para mais perto, suas capas negras ondulando-se levemente com o movimento. Eu vi suas mos curvarem como garras cor-de-osso. Eles comearam a se separar,
buscando chegar at ns por todos os lados. Ns estvamos cercados. Ns iramos morrer.
E ento, como a luz sbita de um raio, toda a cena se modificou. E ainda sim nada mudou - os Volturi ainda estavam vindo diretamente at ns, enebriados para matar.
Tudo o que havia mudado era coma situao me era apresentado. Eu estava ansiosa pra isso. Eu queria que eles atacassem. O pnico se transformou em adrenalina confome
eu avanava, um sorisso no rosto, um grunido escapando atravs dos meus dentes expostos.
Eu pulei sentada, desperta do sonho.
O quarto estava escuro. E tambm incrivelmente quente. Suor molhava o meu cabelo perto da testa e escorria pela minha garganta.
Eu vaculhei pelos lenois quentes e encontrei-os vazios.
"Edward?"
Ento, meus dendos encontraram alguma coisa macia e fina e firme. Uma folha de papel, dobrada ao meio. Eu levei a nota comigo e apalpei o caminho at o interruptor.
Na parte de fora da nota, estava endereada para a Sra. Cullen.
Espero que voc no perceba a minha ausencia, mas se notar, eu vou estar de volta bem rpido. Eu s fui para o continente caar. Volte a dormir e eu vou estar aqui
quando voc acordar de novo. Eu amo voc .
Eu suspirei. Ns j estvamos aqui h mais ou menos duas semanas, ento eu devitar ter imaginado que ele teria que partir, mas eu no estava contando o tempo. Ns
parecamos existir fora do tempo aqui, s levados por um estado perfeito.
Eu limpei o suor da minha testa. Me senti completamente acordada, apesar do relcio na cabeceira dizer que pouco depois da uma. Eu sabia que nunca ia ser capaz de
dormir to quente e pregante como me sentia. Sem contar o fato que se eu apagasse a luz e fechasse os meus olhos, com certeza voltaria a ver aquelas figuras negras
e horripilantes na minha cabea.
Eu leventei e vaguei pela casa escura, acendendo as luzes. Parecia to grande e vazia sem Edward aqui. Diferente.
Eu acabei na cozinha e decidi que talvez alguma comida caseira fosse o que eu precisava.
Vasculhei a geladeira at encontrar todos os ingredientes para fazer frango frito. Os estalos e chiados do frango na panela era legal, um som familiar; eu me senti
menos nervosa com ele preenchendo o silncio.
Cheirava to bem que eu comcei a comer direto da panela, queimando a minha lingua no processo. Na quinta ou sexta mordida, entretando, tinha esfriado o suficiente
para que eu pudesse sentir o gosto. A mastigao diminuiu. Tinha alguma coisa errada no sabor? Eu chequei a comida e estava completamente branca, mas eu imaginei
que no estivesse completamente conzida. Eu dei outra mordida; mastiguei duas vezes.
Ugh - definitivamente ruim. Eu pulei para cuspir na pia. De repende, o cheio de frando-e-leo era revoltante. Eu peguei o prato inteiro e joguei no lico, ento abri
a janela para dissipar o cheio. Uma briza refrescante entrou. A sensao na minha pele foi tima.
Eu fiquei abruptamente cansada, mas no queria voltar para o quarto quente. Ento abri mais janelas na sala de tev e deitei no sof em frente. Liguei o mesmo filme
que ns tinhamos assistido no outro dia e rapidamente adormeci na cano de abertura.
Quando eu abri os meus olhos novamente, o sol estava alto no cu, mas no foi a luz que me acordou. Braos gelados estavam ao meu redor, me puxando de encontro a
ele. Ao mesmo tempo, uma dor repentina embrulhou o meu estmago, quase como o choque de levar um soco na barriga.
"Me desculpa," Edward estava murmurando enquanto passava uma mo gelada sobre a minha testa mida. "Grande meticulosidade planejando. Eu no pensei no quo quente
voc ficaria enquando eu estava fora. Vou instalar um ar-condiconado antes de ir uma prxima vez."
Eu no conseguia me concentrar no que ele estava dizendo. "Com licena!" eu ofeguei, lutando para sair de seus braos.
Ele me largou automaticamente. "Bella?"
Eu corri para o banheiro cobrindo a boca com a mo. Eu me sentia to mal que no liguei - no comeo - que ele estivesse comigo o tempo todo enquanto me debruava
na privada e vomitava violentamente.
"Bella? Qual  o problema?"
Eu no podia responder ainda. Ele me segurava ansiosamente, mantendo o meu cabelo longe do meu rosto, esperando at eu poder respirar de novo.
"Droga de frango estragado," lamentei.
"Voc est bem?" Sua voz era tensa.
"Estou," eu ofeguei. " s comida estragada. Voc no precisa ver isso. Sai daqui."
"No facilmente, Bella."
 "Vai embora," eu lamentei de novo, lutando para me levantar e poder lavar a boca. Ele me ajudou gentilmente, ignorando os empurres fracos que eu dei nele.
Depois que a minha boca estava limpa, ele me carregou para cama e me sentou cuidadosamente, me segurando com os braos.
"Comida estragada?"
"," eu grasnei. "Eu fiz um pouco de frango ontem  noite. Estava com um gosto ruim, ento eu joguei fora. Mas antes eu comi um pouco."
Ele colocou uma mo gelada sobre a minha testa. A sensao foi tima. "Como voc se sente agora?"
Eu pensei sobre isso por um momento. A nusea tinha passado to subitamente quanto tinha aparecido, e eu me sentia como em qualquer outra manh. "Bem normal. Com
um pouco de fome, na verdade."
Ele me fez esperar uma hora e beber um grande copo d'gua antes de ele fritar alguns ovos. Eu me sentia completamente normal, s um pouco cansada de ter acordado
no meio da noite. Ele colocou na CNN - ns tinhamos estado to incomunicveis que a 3 Guerra Mundial podia ter estourado que ns no saberamos - eu detei sonolenta
em seu colo.
Eu fiquei entediada com todas as notcias e virei para beij-lo. Assim como de manh, uma dor aguda acertou o meu estmago quando eu me movi. Pulei pra longe dele,
minha mo apertada contra a minha boca. Eu sabia que nunca chegaria a tempo no banheiro desta vez, ento eu corri pra pia da cozinha.
Ele segurou o meu cabelo mais uma vez.
"Talvez ns devessemos voltar pro Rio, ver um mdico," ele sugeriu nervosamente quando eu estava lavando a minha boca depois.
Eu balencei a cabea e me fui direto pelo corredor. Mdicos significar agulhas. "Eu vou ficar bem assim que escovar os dentes."
Quando a minha boca ficou com o gosto melhor, eu procurei na minha mala pelo kit de primeiros-socorros que Alice tinha colocado na mala para mim, cheio de coisas
humanas como curativos e analgsicos e - o que eu procurava agora - Pepto-Bismol. Talvez eu pudesse acalmar o meu estmago e tranquilizar o Edward.
Mas antes que eu econtrasse o Pepto, eu encontrei por acaso outra coisa que Alice tinha posto na mala pra mim. Eu peguei a pequena caixa azul e encarei-a na minha
mo por um longo momento, esquecendo de tudo.
Ento eu comcei a contar na minha cabea. Uma vez. Duas vezes. De novo.
A batida me assutou; a caixinha caiu de volta na mala.
"Voc est bem?"Edward perguntou atrs da porta. "Voc vomitou novamente?"
"Sim e no," eu disse, mas a minha voz parecia estrangulada.
"Bella? Posso entrar, por favor?" Preocupado agora.
" Tudo... bem?"
Ele entrou e avaliou a minha posio, sentanda de pernas cruzadas no cho do lado da mala, e a minha expresso, vazia e assustada. Ele sentou do meu lado, sua mo
indo para a minha testa na mesma hora.
"Qual  o problema?"
"Quantos dias se passaram desde o casamento?" eu murmurei.
"Dezessete," ele respondeu atomaticamente. "Bella, o que ?
Eu estava contando de novo. Eu levantei um dedo, avisando-o para esperar, e sibilei os nmeros para mim mesma. Ns tinhamos estado viajando mais tempo do que eu
imaginava. Fiquei chocada mais uma vez.
"Bella!" ele sussurrou urgentemente. "Eu estou perdendo o controle aqui."
Eu tentei engolir. No funcionou. Ento eu alcancei a mala e fucei at encontrar a pequena caixinha da absorventes novamente. Levantei-os silenciosamente.
Ele me encarou em confuso. " O qu? Voc t tentando passar essa doena como TPM?"
"No," eu consegui botar pra fora. "No, Edward. Eu estou tentando dizer que a minha menstruao est cinco dias atrasada."
Sua expresso facial no mundou. Era como se eu no tivesse falado.
"Eu no acho que foi comida estragada," completei.
Ele no respondeu. Tinha se tranformado numa escultura.
"Os sonhos," eu babulciei para mim mesma numa foz fina. "Dormindo muito. O choro. Toda a comida. Oh. Oh. Oh.!
O olhar do Edward parecia sem foco, como se ele no pudesse me ver mais.
Automaticamente, quase involuntiamente, a minha mo caiu sobre o meu estmago.
"Oh!" eu exclamei novamente.
Eu fiquei de p, saindo das mos imveis de Edward. Eu no tinha trocado o baby-doll de seda que eu usei para dormir. Levantei o tecido azul e encarei o meu estmago.
"Impossvel," susurrei.
Eu tinha praticamente nenhuma experincia com gravidez ou bebs ou qualquer parte desse universo, mas eu no era uma idiota. Eu j tinha vusto filmes e programas
de tv o suficiente para saber que no era assim que funcionava. Eu s estava cinco dias atrasada. Se eu estivesse grvida, meu corpo provavelmente nem teria registrado
o fato. Eu no teria enjos matinais. No teria mudado meus hbitos alimentares ou meu sono.
E definitivamente no teria uma pequena mas definida barriga aparecendo entre o meu quadril.
Eu virei o meu tronco vrias vezes, examinando-a de vrios ngulos, esperando que desaparecesse na luz certa. Eu passei os dendos na minha repentina barriga, surpresa
no quo dura ela parecia sob a minha pele.
 "Impossvel," eu disse novamente, porque, com barriga ou sem barriga, mestruao ou no mestruao (e definitivamente nunca houve um ciclo atrasado um nico dia
na minha vida toda), no havia jeito que eu pudesse estar grvida. A nica pessoa que eu j tinha transado era um vampito, pelo amor de Deus.
Um vampiro que ainda estava congelado no cho sem sinais de voltar a se mexer.
Ento tinha alguma outra explicao, afinal. Alguma coisa errada comigo. Uma estranha doena sul-americana com todos os sintomas de gravidez s que acalerada...
E ento eu me lembrei de algo - uma manh de pesquisas na internet que parecia sculos atrs agora. Sentada na mesa velha do meu quarto na casa do Charlie com uma
luz cinza atravessando a janela, encarando o meu computador velho e lento, lendo avidamente um website chamado "Vampiros de A a Z." Tinha sido menos de vinte e quatro
horas depois de Jacob Black, tentando me entreter com algumas lendas antigas dos Quileute que ele ainda no acreditava, me contou que Edward era um vampiro. Eu procurei
ansiosamente as primeiras entradas do site, que eram dedicadas a mitos de vampiros ao redor do mundo. O filipirno Danag, o hebreu Estrie, o romeno Varacolaci, o
italiano Stregoni benefici (uma lenda realmente baseada nos primeiros contados do meu novo sogro com os Volturi, apesar de, naquela poca, eu no saber disso)...
Eu prestei cada vez menos ateno conforme as histrias ficavam mais implausveis. Elas mais pareciam desculpas inventadas para explicar coisas como taxas de mortalidade
infantil - ou infidelidade. No, amor. Eu no estou tendo um caso. Aquela gostosa que voc viu saindo escondida de casa era uma malgna succumbus* . Eu tenho sorte
de ter escapado com vida!" (Claro, com o que eu sabia agora sobre Tanya e suas irms, eu suspeitava que essas desculpas tinham sido fatos.! Tinha tido mulheres,
tambm. Como voc pode me acusar de te trair - s porque voc ficou dois anos navegando em auto-mar e eu estou grvida? Foi um incubus**. Ele me hipnotizou com seus
mitolgios poderes de vampiro...
Essa parte tinha sido a definio de incubus - a abilidade de gerar crianas com a sua depredao calculada
_____________________________
*Succumbus - de STRUMPET [lscivo]- um esprito prostituido que corrompia sexualmente as pessoas. Crenas da Idade Mdia.
** Incumbus - Crena da Idade Mdia de um ser malgno que abusava e atacava sexualmente mulheres, engravidando-as.
Balancei a minha cabea, atordoada. Mas...
Pensei em Esme e especialmente em Rosalie. Vampiros no podiam ter filhos. Se fosse possvel, Rosalie j teria descoberto um jeito a esta altura. O mito do incubus
era s isso, uma lenda.
Exceto que... bom, havia uma diferena. Claro que Rosalie no podia conceber uma criana, porque ela estava congelada no estado em que havia passado de humana para
no-humana. Totalmente imodificvel. E o corpo das mulheres humanas precisam mudar para gestar filhos. A constante mudana mensal de ciclos menstruais para comear,
e depois as maiores mudanas para acomodar um beb em crescimento. O corpo da Rosalie no podia se modificar.
Mas o meu podia. O meu mudou. Eu toquei a bola no meu estmago que no tinha estado ali ontem.
E homens humanos - bom, eles praticamente ficam do mesmo jeito da puberdade at a morte. Eu relembrei um exemplo qualquer familiar, desenterrado sabe-se l daonde:
Charlie Chaplin que nos seus setenta e pouco foi pai de seu caula. Homens no tinham coisas como mudanas de gestao ou ciclos de fertilidade.
Claro, como alguem ia saber se vampiros homens podia ser pais, quando as suas parceiras no eram capaz? Que vampiro na terra teria o controle suficiente para testar
a teoria com uma mulher humana? Ou teria vontade?
Eu s conseguia pensar em um.
Parte da minha cabea estava ruminando o fato, a lembrana e a especulao, enquanto a outra metade - a parte que controlova a habilidade de mexer at o menor dos
msculos - estava chocada alm da capacidade para poder operar normalmente. Eu no conseguia mexer os meus lbios para falar, embora quisesse pedir que Edward por
favor me explicasse o que estava acontecendo. Eu precisava voltar a onde ele estava sentando, toc-lo, mas o meu corpo no estava seguindo as ordens. Eu s conseguia
encarar os meus olhos assustados no espelho , meus dedos pressionados contra a bola no meu tronco.
E ento, como o pesadelo vvido da noite anterior, a cena rapidamente se transformou. Tudo o que eu via no espelho parecia completamente diferente, embora nada realmente
estivesse diferente.
O que fez tudo mudar foi o macio e pequeno chute na minha mo - de dentro do meu corpo.
No mesmo momento, o celular do Edward tocou, agudo e chamativo. Nenhum de ns se mexeu. Tocou de novo e de novo. Eu tentei apagar o som enquanto apertava os meus
dedos contra o meu estmago, esperando. No espelho a minha expressao no era mais assustada - era sonhadora. Eu mal notei quando estranhas e silenciosas lgrimas
escorreram pela minha buxexa.
O telefone continuou tocando. Desejei que Edward atendesse - eu estava tendo um momento. Possivelmente o maior momento da minha vida.
Ring! Ring! Ring!
Finalmente, a irritao acabou com todo o momento. Eu me ajoelhei prxima a Edward - percebi que estava me mexendo cuidadosamente, mil vezes mais consciente do efeito
de cada movimento - e passei a mo por seus bolsos at encontrar o telefone. Eu meio que esperava que ele tomasse-o e atendesse ele mesmo, mas ele ficou perfeitamente
imvel.
Eu reconheci o nmero, e pude facilmente adivinhar poque ela estava ligando.
"Oi, Alice," eu disse. Minha voz no estava muito melhor do que antes. Limpei a garganta.
 "Bella? Bella, voc est bem?"
"Sim. Um. Carlisle est?"
"Ele est. Qual  o problema?"
"Eu no estou... cem por cento...certa..."
"Edward est bem?" ela perguntou cautelosamente. Ela afastou o telefone e chamou o nome de Carlisle e logo continuou, "por que ele no atendeu o telefone?" antes
de que eu pudesse responder  sua primeira pergunta.
"No sou certa"
"Bella, o que est acontecendo? Eu vi-"
"O que voc viu?"
Houve um silncio. "Aqui est Carlisle", Ela finalmente disse.
Eu senti como se gua gelada tivesse sido injetada em minhas veias. Se Alice tivesse visto uma viso de mim com uma criana de olhos verdes, carinha de anjo nos
meus braos, ela teria me respondido, no ?
Enquanto esperei pelo segundo que levou para Carlisle falar, eu imaginava a viso de Alice danado atrs das minhas plpebra. Um minsculo, um lindo pequeno beb
mais belo do que qualquer menino, deixou minhas veias gelada.
"Bella,  Carlisle. O que est acontecendo?"
"Eu -" Eu no estava certa o que responder. Ele riria das minhas concluses, me diria que eu era louca? Eu estava tendo somente outro sonho colorido? "Estou um pouco
preocupada com Edward ... Vampiros podem entrar no choque?"
"Ele est machucado?" a voz de Carlisle era repentinamente urgente.
"No, no" eu assegurei a ele. "apenas ... surpreendido"
"Eu no estou entendendo, Bella"
"Eu acho ... bem, eu acho que ... talvez ... eu possa estar..." Respirei profundamente "grvida".
Como se fosse para me trazer de volta, houve outra cutucada muito pequena no meu abdomem. Minha mo voou para minha barriga.
Depois de uma longa pausa, o treinamento mdico de Carlisle voltou.
"Quando foi o dia do seu ltimo ciclo menstrual?"
"Dezesseis dias antes do casamento". Eu tinha feito a matemtica mental completamente antes para ser capaz de responder com a certeza.
"Como voc se sente?"
"Esquisita," eu lhe disse, e a minha voz estalou. Outro gotejamento de lgrimas gotejou abaixo as minhas faces. "Isto soar maluco - olhada, eu sei  cedo para isso.
Talvez eu seja louca. Mas estou tendo sonhos grotescos e comendo o tempo todo e gritando e vomitando e ... e ... juro algo se moveu dentro de mim agora mesmo"
A cabea de Edward levantou.
Suspirei no alvio.
Edward ergueu sua mo para o telefone, seu rosto duro e branco.
"Um, eu acho que Edward quer falar com voc"
"Coloque ele na linha" Carlisle falou com uma voz estranha.
Eu No estava inteiramente segura de que Edward poderia falar, pus o telefone a sua mo estendida.
Ele pressionou em sua orelha "Isso  possvel?" ele sussurou.
Ele escutou durante o tempo longo, fitando inexpressivamente em nada.
"E Bella?" ele perguntou. O seu brao envolveu em volta de mim quando ele falou, puxando-me para seu lado.
Ele escutou o que pareceu um longo tempo e logo falou "Sim, sim. Eu vou"
Ele removeu o telefone da sua orelha e pressionou a tecla "end". Imediatamente, ele discou um novo nmero.
"O que Carlisle falou" Eu perguntei impacientemente.
Edward respondeu em uma voz inanimada. "Ele acha que voc est grvida"
As palavras enviaram a um tremor quente abaixo a minha espinha. O pequeno beb se moveu dentro de mim.
"Para quem voc est ligando agora? Eu perguntei quando ele colocou o telefone de volta na orelha.
"Para o aeroporto. Estamos indo para casa".
Edward esteve no telefone durante mais de uma hora sem um intervalo. Eu acho que ele arranjava o nosso vo para casa, mas no posso estar certa porque ele no falava
em ingls. Parecia que ele discutia, ele falou muito atravs dos seus dentes.
Enquanto ele discutia, ele fez as malas. Ele girou em volta do quarto irritado como um furaco, deixando ordem e no destruio no seu caminho. Ele lanou jogou
um conjunto de roupas minhas na cama, sem olha-los, por isso, assumiu que era hora de comear a me vestir. Ele continuou com o seu argumento enquanto eu me troquei,
gesticulando com movimentos sbitos, agitados.
Quando no podia mais agentar a energia violenta que irradia dele, calmamente deixei o quarto. A sua concentrao manaca fez meu estmago doer - no como a doena
de manh, somente pouco confortvel. Eu esperaria em outro lugar at o seu humor de passar. No posso falar com este Edward frio, que honestamente me assustou um
pouco.
Mais uma vez, terminei na cozinha. No havia um saco de pretzels no armrio. Eu pequei um deles e mastigava distraidamente, olhando para fora a janela na areia e
rochas e rvores e oceano, tudo que resplandece ao sol.
Algo moveu em mim.
"Eu sei" eu disse. "No quero ir, tambm"
Fitei fora a janela durante um momento, mas o beb no respondeu.
"Eu no entendo, "eu sussurei. "o que est errado aqui?"
Surpreendente, absolutamente. Surpreendente, mesmo. Mas errado ?
No
Ento, por que Edward est to furioso Foi ele que tinha realmente desejado tanto, como uma caada, o casamento.
Tentei raciocinar como ele.
Talvez no era assim to confuso Edward querer que ns fssemos para casa imediatamente. Ele a pediria a Carlisle para me verificar, assegurar-se que a minha suposio
foi certa - embora no houvesse absolutamente dvida em minha cabea neste ponto. Provavelmente eles quereriam compreender por que estava to grvida, com o chutes
e a cutucada e todo disto. No era normal.
Depois que pensei nisto, estava certa que era isso. Ele deve estar to preocupados com o beb. Eu ainda no tinha barriga. O meu crebro trabalhou mais devagar do
que o seu - ainda estava cravado a maravilhosa imagem que ele tinha evocado antes: a criana muito pequena com olhos de Edward - verde, como o seu tinha sido quando
ele era humano - deitado e lindo nos meus braos. Esperei que ele tivesse exatamente o roto de Edward, sem interferncia do meu.
Foi engraado como repentinamente e completamente necessria esta viso tinha ficado. A partir desse primeiro pequeno toque, Tudo tinha mudado. Onde antes havia
apenas uma coisa que eu no poderia viver sem, agora, havia dois. No houve diviso - meu amor no foi dividido entre eles agora, no era assim. Foi mais como se
meu corao tivesse crescido, inchado at duas vezes o seu tamanho, nesse momento. Tudo esse espao extra, j preenchido. O aumento foi quase estonteante
Eu nunca antes realmente tinha entendido a dor de Rosalie e o ressentimento. Eu nunca me tinha imaginado ser me, nunca quis isto. Tinha sido uma parte do bolo para
de promessas para Edward de que no me preocupei em deixar de ter filhos, porque realmente no queria. As crianas, em resumo, nunca tinham me atrado. Eles pareceram
ser criaes barulhentas, muitas vezes, alguma forma de sentimentalidade exagerada. Eu nunca tive muito a ver com um irmo, eu sempre imaginei um irmo mais velho.
Algum para cuidar de mim, e no ao contrrio.
Esta criana, a criana de Edward, era uma histria totalmente diferente.
Eu queria-o como eu queria que o ar que respiro. No uma escolha - uma necessidade.
Talvez eu s tivesse uma imaginao realmente ruim. Talvez por isso eu era incapaz de pensar em estar casada at que eu j fosse - incapaz de ver que eu quereria
um beb at que cada um j tivesse ...
Coloquei a minha mo no meu estmago, que espera pela seguinte cutucada, as lgrimas rolaram em meu rosto novamente.
"Bella?"
Eu girei, por desconfiar do pelo tom da sua voz. Era muito frio, muito cuidadoso. A sua cara combinou com a sua voz, vazia e dura.
E logo ele viu que eu chorava.
"Bella!" ele cruzou a sala em um flash e colocar suas mos sobre o meu rosto "Voc est sentindo dor?"
"No, no-"
Ele me puxou para o seu peito. "No tema. Estaremos em casa em dezesseis horas. Voc ficar bem. O Carlisle estar pronto quando nos tornamos l. Cuidaremos disto,
e voc ficar bem, voc ficar bem."
"Cuidar disto? O que voc quer dizer?"
Ele inclinou para longe e olhou mim nos olhos, "estamos indo tirar isso antes que ele possa machucar qualquer parte de voc. No fique assustada. Eu no deixarei
isso te machucar "
"Essa Coisa ?" Eu respirei.
Ele olhou agudamente para longe de mim, em direo  porta da frente. "Droga! Eu esqueci que Gustavo viria hoje. Vou me livrar os ele j voltarei." Ele saiu da sala.
Aperto o suporte do balco. Os meus joelhos estavam cambaleantes.
Edward acabara de chamar o meu pequeno chutador uma coisa . Ele disse que Carlisle o tiraria.
"No," sussurrei.
Eu compreendi ele mal antes. Ele no estava se preocupando com o beb. Ele queria abortar ele. A bela imagem na minha cabea deslocou abruptamente, modificado para
algo escuro. O meu bonito choro de beb, os dbeis meus braos no bastante para proteg-lo ...
O que posso fazer? Eu seria capaz de raciocinar como eles?
E se eu no conseguisse? Isso explicava o estranho silncio de Alice no telefone? O que ela viu? Edward e Carlisle matando aquela perfeita criana plida antes que
ela conseguisse viver?
"No", eu sussurrei de novo, minha voz mais forte. Isso no podia ser. Eu no permitiria.
Eu ouvi Edward falando Portugus novamente. Discutindo novamente. A voz dele se aproximou, e eu o ouvi rugindo de exasperao. Ento eu ouvi outra voz, baixa e tmida.
Uma voz de mulher.
Ele entrou na cozinha na frente dela e veio diretamente para mim. Ele limpou as lgrimas nas minhas bochechas e murmurou no meu ouvido por entra a linha fina e dura
dos seus lbios.
"Ela est insistindo em deixar a comida que trouxe - ela fez o jantar pra ns." Se ele estivesse menos tenso, menos furioso, eu sei que ele teria revirado os olhos.
" uma desculpa - ela quer ter certeza que eu ainda no te matei." A voz dele ficou fria como gelo no final.
Kaure vagou nervosamente pelos cantos da cozinha com um prato coberto nas mos. Eu queria saber falar Portugus, ou que meu Espanhol fosse menos rudimentar, para
que eu pudesse tentar agradecer essa mulher que se arriscou a deixar um vampiro com raiva apenas para cuidar de mim.
Os olhos dela se revezavam entre ns dois. Eu vi ela analisar a cor no meu rosto, a umidade nos meus olhos. Murmurando alguma coisa que eu no compreendi, ela ps
o prato no balco.
Edward disparou alguma resposta pra ela; eu nunca o ouvi ser to mal educado antes. Ela se virou pra ir embora, e o movimento da longa saia dela desviou o cheiro
da comida no meu rosto. Era forte - cebola e peixe. Eu cambaleei e fui at a pia. Eu senti as mos de Edward na minha testa e ouvi os murmrios calmantes atravs
do rudo nos meus ouvidos. As mos dele desapareceram por um segundo, e eu ouvi a geladeira se fechar. Graas a Deus o cheiro desapareceu com o som, e as mos de
Edward estavam resfriando meu rosto novamente. Tudo acabou muito rapidamente.
Eu lavei minha boca na pia enquanto ele acariciava o lado do meu rosto.
Houve um pequeno movimento na minha barriga.
Est tudo bem. Estamos bem, eu pensei com o feto.
Edward me virou, me puxando para os seus braos. Eu descansei minha cabea no ombro dele. minhas mos instintivamente cruzadas sobre meu estmago.
Eu ouvi um pequeno resflego e olhei para cima.
A mulher ainda estava l, hesitante na porta e com as mos meio erguidas como se ela estivesse procurando alguma forma de ajudar. Seus olhos estavam grudados nas
minhas mos, saindo das rbitas de choque. A boca dela estava escancarada.
Ento Edward prendeu o flego tambm, e ele repentinamente se virou para encarar a mulher, me puxando um pouco para trs do corpo dele. Os braos dele ao redor do
meu trax, como se ele estivesse me segurando para trs.
De repente Kaure estava gritando com ele - alto, furiosamente, suas palavras impossvel de entender voando pela cozinha como facas. Ela ergueu seu pequeno punho
no ar e deu dois passos para a frente, mostrando-os para ele. Apesar da ferocidade dela, era fcil ver o terror em seus olhos.
Edward tambm foi em direo a ela, e eu apertei o brao dele, assustada com a mulher. Mas quando ele interrompeu o ataque dela, a voz dele me pegou de surpresa,
especialmente levando em considerao o quo rspido ele tinha sido quando ela no estava o atacando. Ele falava baixo agora, implorando. No apenas isso, mas o
som era diferente, mais gutural, sem cadncia. Eu achava que ele no estava mais falando Portugus.
Por um momento, a mulher olhou pra ele pensativa, e ento seus olhos se estreitaram enquanto ela soltava uma longa pergunta na mesma lngua aliengena.
Eu observei enquanto o rosto dele foi ficando triste e srio, e ele balanou a cabea uma vez. Ela deu um passo para trs e cruzou as mos sobre si mesma.
Edward foi em direo a ela, fazendo gestos em direo a mim e ento repousando a mo sobre minha bochecha. Ela respondeu raivosamente de novo, balanando as mos
acusadoramente pra ele, e ento fazendo gestos pra ele. Quando ela terminou, ele implorou pra ela novamente, com o mesmo tom de voz baixo, urgente.
A expresso dela mudou - ela o encarou com pura dvida no rosto enquanto ele falava, os olhos dela repetidamente passando para meu rosto confuso. Ele parou de falar,
e ela pareceu estar pensando em alguma coisa. Ela olhou pra frente e pra trs entre ns dois, e ento, inconscientemente, pelo que pareceu, ela deu um passo pra
frente.
Ela fez um movimento com as mos, fazendo uma mmica que parecia ser um balo saindo de seu estmago. Eu olhei - ser que as lendas dela sobre um predador bebedor
de sangue podiam ser isso? Era possvel que ela soubesse alguma coisa sobre o que estava crescendo dentro de mim?
Ela deu alguns passos para a frente, deliberadamente dessa vez, e fez algumas breves perguntas, que ele respondeu de forma tensa. Ento foi ele quem comeou a questionar
- um rpido interrogatrio. Ela hesitou e ento lentamente balanou a cabea. Quando ele falou novamente, a voz dele estava to agoniada que eu olhei pra ele chocada.
O rosto dele estava afogado em dor.
Em resposta, ela caminhou lentamente para a frente at que ela estava perto o suficiente para colocar sua pequena mo no topo da minha, sobre o meu estmago. Ela
disse uma palavra em Portugus.
"Morte", ela suspirou baixinho. Ento ela se virou, seus ombros curvados como se a conversa a tivesse envelhecido, e deixou a cozinha.
Eu sabia Espanhol suficiente para saber isso.
Edward estava congelado de novo, olhando para ela com uma expresso torturada grudada no rosto. Alguns momentos depois, eu ouvi o motor do barco roncando e o som
desaparecendo na distncia.
Edward no se mexeu at que eu comecei a ir para o banheiro. Ento as mos dele agarraram meus ombros.
"Onde voc est indo?" A voz dele era um murmrio de dor.
 "Escovar meus dentes de novo."
"No se preocupe com o que ela disse. No so nada alm de lendas, mentiras velhas contadas para divertir."
"Eu no entendi nada" Eu disse a ele, apesar de que isso no era inteiramente verdade. Como se eu pudesse duvidar de alguma coisa s por ela ser uma lenda. Minha
vida estava cercada de lendas por todos os lados. Todas elas eram verdade.
"Eu coloquei sua escova de dentes na mala. Eu vou pegar pra voc."
Ele caminhou na minha frente at o quarto.
"Estamos partindo em breve?" Eu perguntei a ele.
"Assim que voc acabar."
Ele esperou pela minha escova de dentes para coloca-la na mala novamente, vagando silenciosamente pelo quarto. Eu a entreguei a ele quando terminei.
"Eu vou colocar as malas no barco."
"Edward -"
Ele se virou de novo. "Sim?"
Eu hesitei, tentando pensar em alguma forma para ficar sozinha por alguns segundos. "Voc poderia... guardar um pouco de comida? Voc sabe... caso eu fique com fome
de novo?"
" claro", ele disse, seus olhos repentinamente suaves. "No se preocupe com nada. Na verdade, ns vamos encontrar com Carlisle dentro de algumas horas. Tudo isso
estar acabado em breve."
Eu balancei a cabea, sem confiar na minha voz.
Ele se virou e deixou o quarto, uma mala grande em cada mo.
Eu me virei e peguei o telefone que ele tinha deixado na mesinha. Esquecer as coisas era muito incomum da parte dele - esquecer que Gustavo estava vindo, deixar
o telefone aqui. Ele estava to estressado que mal era ele mesmo.
Eu abri o telefone e procurei no meio dos nmeros programados na agenda. Eu fiquei feliz por ele ter tirado o som, com medo que ele fosse me flagrar. Estaria ele
no barco agora? Ou j estaria de volta? Ser que da cozinha ele conseguiria me ouvir se eu cochichasse?
Eu encontrei o nmero que queria, um nmero para o qual eu nunca havia ligado antes na minha vida. Eu apertei o "send" e cruzei os dedos.
"Al?" a voz que parecia sopros de ventos dourados atendeu.
"Rosalie?" Eu murmurei. "Aqui  a Bella. Por favor. Voc tem que me ajudar."

Prefcio
A vida  chata, e a voc morre.
, eu devo ser muito sortudo.

8 - Esperando pelo incio da maldita luta
"Meu Deus, Paul, voc no tem casa no?"
Paul, estirado por todo o meu sof, assistindo a algum estpido jogo de baseball na minha maldita televiso, apenas sorriu pra mim e ento - bem devagar - ele levantou
um Doritos do saco ao seu lado e jogou pra dentro da boca de uma s vez.
"Melhor que voc tenha trazido esses com voc."
Crunch. "No," ele disse enquanto mastigava. "Sua irm disse pra eu ir em frente e fazer o que eu quisesse."
Eu tentei fazer a minha voz parecer como se eu no fosse soc-lo. "Rachel est aqui agora?"
No funcionou. Ele percebeu onde eu estava querendo chegar e escondeu o saco atrs de suas costas. O saco fez barulho quando ele o amassou com a almofada. Os chips
viraram pedacinhos. Paul fechou as mos em punho, perto de seu rosto como um boxeador.
"Vai l, garoto! Eu no preciso da Rachel pra me defender."
Eu bufei. "Certo. Como se voc no fosse chorar atrs dela na primeira chance."
Ele gargalhou e deitou no sof, relaxando as mos. "Eu no vou tagarelar pra uma garota. Se voc acertar um golpe de sorte, vai ficar apenas entre ns dois. E vice-versa,
certo?"
Legal da parte dele me fazer um convite. Eu deixei o meu corpo cair, como se tivesse desistido. "Certo."
Os olhos dele se voltaram pra TV.
Eu ataquei.
O nariz dele fez um barulho muito satisfatrio, quando o meu punho o acertou. Ele tentou me agarrar, mas eu girei o meu copo pra fora do caminho antes que ele pudesse
achar um jeito de me pegar, o saco de Doritos amassado na minha mo esquerda.
"Voc quebrou meu nariz, seu idiota."
"Entre ns dois, certo, Paul?"
Eu deixei o saco de chips longe. Quando eu voltei, Paul estava colocando o seu nariz no lugar antes que ele ficasse torto. O sangramento j havia parado; parecia
no ter uma fonte para o que escorria pelos seus lbios e em seu queixo. Ele reclamava, estremecendo enquanto ajeitava a cartilagem.
"Voc  doloroso, Jacob. Eu juro, preferia passar o tempo com a Leah."
"Ouch. Uau, eu aposto que a Leah vai mesmo adorar saber que voc quer passar um bom tempo com ela. Isso vai amansar o corao dela."
"Voc vai esquecer que eu disse isso."
"Claro. Eu tenho certeza que no vou deixar isso escapar."
"Ugh," ele grunhiu, e ento se jogou novamene no sof, limpando o restante do sangue na gola da camisa. "Voc  rpido, garoto. Tenho que admitir." Ele voltou sua
ateno pro confuso jogo.
Eu fiquei ali por um segundo, e ento fui pro meu quarto, murmurando sobre abues aliengenas.
Voltando, voc pode contar com Paul pra uma briga sempre que quiser. Voc no precisa bater nele - apenas um pequeno insulto resolve. No precisa de muita coisa
pra tir-lo do srio. Agora, claro, quando eu realmente queria uma boa briga com xingamentos, rasgos e rvores no cho, ele tinha que estar totalmente relaxado.
No era ruim o sificiente que outro membro do bando tivesse tido uma impresso - porque agora eram quatro dos dez! Quando isso ia parar? Um estpido mito que se
acreditava ser raro, fazendo todo esse estadalhao! Toda essa coisa de amor  primeira vista era revoltante!
Tinha que ser a minha irm? Tinha que ser o Paul?
Quando Rachel voltou pra casa do estado de Washignton no fim do semestre - graduada mais cedo, nerd - meu maior medo foi que seria dificil manter segredo pra ela.
Eu no estava acostumado a disfarar as coisas na minha prpria casa. Isso me fez simpatizar de verdade com o Embry e o Collin, cujos pais no sabiam que eles eram
lobisomens. A me de Embry pensou que ele estivesse passando por uma fase rebelde. Ele estava permanentemente escalado pra fazer a ronda, mas, claro, no havia muito
o que ele pudesse fazer quanto a isso. Ela verificaria seu quarto toda noite, e toda noite ela o encontraria vazio. Ela xingaria e ele escutaria em silncio, e ento
ele passaria por tudo de novo no dia seguinte. Ns tentamos falar com Sam pra dar um tempo pro Embry e deixar a me dele saber das coisas, mas Embry disse que no
se importava. O segredo era muito importante.
Ento eu estava preparando pra guardar o segredo. E ento, dois dias depois que Rachel chegou em casa, Paul foi encontr-la na praia, Bada bing, bada boom - amor
verdadeiro! Segredos no so necessrios quando voc encontra sua outra metade, e todo lixo da impresso do lobisomem.
Rachel ficou sabendo de toda a histria. E eu vou ter Paul como cunhado algum dia. Eu sabia que Billy no estava encantado quanto a isso, tambm. Mas ele lidou com
isso melhor do que eu. Claro, ele fugiu pra casa dos Clearwater mais frequentemente que de costume esses dias. Eu no sabia onde isso podia ser melhor. Sem Paul,
mas com Leah.
Eu imaginei - uma bala na minha tmpora me mataria ou apenas faria uma grande baguna pra eu limpar?
Eu me joguei na cama. Eu estava cansado - no tinha dormido desde a minha ltima ronda - mas eu sabia que no ia dormir. Minha cabea estava muito confusa. Os pensamentos
giravam pelo meu crnio como um exame de abelhas desorientado. Barulhento. De vez em quando elas picavam. Deviam ser vespas, no abelhas. Abelhas morrem depois de
picarem uma vez. E os mesmos pensamentos me picavam vrias e vrias vezes.
A espera estava me deixando louco. J faziam quase quatro semanas. Eu esperava, de um jeito ou de outro, que as notcias j tivessem chegado nesse momento. Eu fiquei
noites imaginando como ela viria.
Charlie atendia o telefone. Bella e o marido dela perdidos num acidente. Desastre de avio? Seria difcil de mentir. A menos que os sanguessugas no se importassem
de matar um monte de curiosos pra dar autenticidade ao acidente, e por que se importariam? Talvez um avio pequeno. Eles provavelmente tinham um disponvel.
Ou o assassino voltaria pra casa sozinho, mal sucedido na tentativa de faz-la ser um deles? Ou nem teria ido to longe. Talvez ele a tenha amassado como um saco
de chips quando foi tentar dormir com ela? Porque a vida dela era menos importante que o prazer dele...
A histria seria tgica - Bella perdida num terrvel acidente. Vtima de um assalto mal sucedido. Morreu no jantar. Acidente de carro, como a minha me. Muito comum.
Acontece o tempo todo.
Ele a traria pra casa? Enterrando-a aqui por Charlie? Cerimnia ntima, claro. O caixo da minha me ficou fechado...
Eu s podia esperar que ele voltasse aqui, ao meu alcance.
Talvez nem tivesse uma histria. Talvez o Charile ligaria pro meu pai pra perguntar se ele teria ouvido alguma coisa sobre o Dr. Cullen, que no apareceu no trabalho
hoje. A casa abandonada. Ningum atendendo nos telefones dos Cullen. O mistrio apareceria num programa de notcias de segunda, cheio de suspeitos...
Talvez a grande casa branca seia queimada de cima a baixo, todo mundo preso l dentro. Claro, eles precisariam de corpos pra isso. Oito humanos aproximadamente do
mesmo tamanho. Queimados sem poder serem reconhecidos - sem ajuda nem de arcadas dentrias.
Qualquer uma dessas seria difcil - pra mim, isto . Seria difcil encontr-los se eles no quisessem ser encontrados. Claro, eu teria a eternidade pra procurar.
Se voc tem a eternidade, voc pode verificar cada msera palha do palheiro, pra ver se  a agulha.
Agora mesmo, eu no me importaria em desmontar um palheiro. Ao menos teria alguma coisa pra fazer. Eu odeio saber que poderia estar perdendo a minha chance. Dando
aos sugadores de sangue tempo pra fugir. se esse fosse o plano deles.
Poderamos ir essa noite. Poderamos matar todos os que encontrssemos.
Eu gostava desse plano porque eu conhecia Edward bem o suficiente pra saber que, se eu matasse algum do cl, eu teria minha chance com ele, tambm. Ele viria se
vingar. E eu daria isso a ele - eu no deixaria meus irmos pegarem ele. Seramos apenas ele e eu. Que o melhor homem vena.
Mas Sam no ouviria. Ns no vamos quebrar o acordo. Deixe que eles o faam. S porue no tnhamos procas de que os Cullen tinham feito alo errado. Ainda. Voc tem
que colocar o ainda, porque ns todos sabemos que era inevitvel. Bella voltaria sendo uma deles, ou no voltaria. De todo jeito, uma vida humana seria perdida.
E aquilo significava  caa.
No outro quarto, Paul relinchava como uma mula. Talvez ele tivesse mudado o canal pra uma comdia. Talvez o comercial fosse engraado. Tanto faz. Aquilo estava me
dando nos nervos.
Eu pensei em quebrar o nariz dele de novo. Mas no era com Paul que eu queria brigar. No exatamente.
Eu tentei ouvir outros sons, o vento nas rvores. No era a mesma coisa, no com os ouvidos humanos. Havia milhes de ozes no vento que eu no podia ouvir com esse
corpo.
Mas esses ouvidos eram sensveis o suficiente. Eu podia ouvir alm das rvores, das estradas, os sons dos carros vindo da curva onde voc finalmente pode ver a praia
- a vista das ilhas e as rochas e o grande oceano azul estendendo-se at o horizonte. Os policiais de La Push gostavam de ficar bem ali. Os turistas nunca percebiam
o sinal de reduo do limite de velocidade do outro lado da estrada.
Eu podia ouvia as vozes do lado de fora da loja de souvenirs da praia. Eu podia ouvir o sino tocar quando a porta abria e fechava. Eu podia ouvir a me do Embry
na caixa registradora imprimindo as contas.
Eu podia ouvir as ondas quebrando nas rochas da praia. Eu podia ouvir o grio das crianas por causa da gua gelada vindo rpido demais pra eles saem do caminho.
Eu podia ouvir as mes reclamando da roupa molhada. E eu podia ouvir uma voz familiar...
Eu prestando ateno no que ouvia que de repente a estrondosa gargalhada de asno de Paul me fez pular da cama.
"Saia da minha casa," eu resmunguei. Sabendo que ele no prestava nenhuma ateno, eu segui meu prprio conselho. Eu abri a minha janela e passei pelo caminho de
trs, de modo que eu no visse Paul novamente. Seria muito tentador. Eu sabia que bateria nele de novo, e Rachel j ficaria bastante enfurecida. Ela veria o sangue
na camisa dele, e colocaria a culpa em mim sem esperar por uma prova. Claro, ela estaria certa, mas ainda assim.
Eu caminhei pela costa, mos nos bolsos. Ningum olhava pra mim duas vezes quando eu atravessava o sujo estacionamento da First Beach. Uma coisa legal do vero -
ningum se importa se voc no est usando nada alm de shorts.
Eu segui a voz familiar que eu escutei e encontrei Quil facimente. Ele estava na parte sul da praia, evitando a parte que ficava lotada de turistas. Ele mantinha
constantes avisos.
"Fique longe da gua, Claire. Venha. No, no faa. Oh! Bom, garota! Srio, voc quer que Emily brigue comigo? Eu no vou mais te trazer na praia se voc no - ah,
? No - ugh. Voc acha isso engraado, no ? Hah! Quem est rindo agora, hein?"
Ele pegava a criana risonha pelos tornozelos quando eu os alcancei. Ela tinha um balde em uma mo, e os jeans dela estavam ensopados. Ele tinha uma enorme marca
de molhado na frente de sua camisa.
"Cinco a zero pra menininha," eu disse.
"Hey, Jake."
Claire gritou e jogou seu balde nos joelhos de Quil. "Cho, cho!"
Ele a colocou cuidadosamente em p e ela correu pra mim. Ela prendeu seus braos na minha perna.
"Tio Jay!"
"Como vai, Claire?"
Ela riu. "Qwil toooodo molhado agora."
"Eu estou vendo. Onde esta a sua me?"
"Foi, foi, foi," Claire cantou, "Claire ficou o dia toooodo com Quil. Claire nunca vai voltar pra casa." Ela me deixou e correu pro Quil. Ele a levantou e colocou-a
sobre seus ombros.
"Parece que algum atingiu os terrveis dois anos."
"Trs, na verdade," Quil me corrigiu. "Voc perdeu a festa. Tema de princesa. Ela me fez colocar uma coroa, e ento Emily sugeriu que ela testasse seu novo kit de
maquiagem em mim."
"Uau, eu realmente sinto muito no ter estado perto pra ver isso."
"No se preocupe, Emily tem fotos. Na verdade, eu parece bem gostoso."
"Voc  muito otrio."
Quil deu de ombros. "Claire se divertiu. Isso era o que importava."
Eu rolei os olhos. Era difcil ficar perto de pessoas que tinham tido impresso. No importava o estgio em que elas estivessem - prontos pra dar o n na gravata,
como o Sam ou sendo babs muito exploradas, como o Quil - a paz e a certeza que radiava deles me dava nsia de vmito.
Claire gritou nos ombros dele a apontou pro cho. "Pegue rocha, Quil! Pra mim, pra mim!"
"Qual delas, criana? A vermelha?"
"Vermelha no!"
Quil ficou de joelhos - Claire gritava e puxava os cabelos dele como rdeas de cavalo.
"Essa azul?"
"No, no, no...," a garotinha cantou, encantada com seu novo jogo.
A parte esquisita era, Quil estava se divertindo tanto quanto ela. Ele no tinha aquele cara que os turistas que eram pais ou mes tinham - a cara de quando-ser-a-hora-da-soneca?.









 Voc nunca via um pai de verdade to interessado em um joguinho infantil que suas crianas pudessem pensar. Eu vi Quil brinca de por uma hora direto sem ficar entediado.
E eu no podia sequer zoar a cara dele por isso - eu o muito invejava por isso.
Embora eu achasse um saco ele ter que mais quatorze bons anos de eu-sou-bobo pela frente at que Claire tivesse a idade dele - para Quil, pelo menos, era uma coisa
boa que lobisomens no envelhecessem. Mas todo aquele tempo no parecia aborrec-lo muito.
"Quil, voc j pensou em namorar?" Eu perguntei.
"H?"
"No, amarelo no!" Claire reclamou.
"Voc sabe. Uma garota de verdade. Digo, s por agora, certo? No suas noites de folga do servio de bab."
Quil olhava pra mim, de boca berta.
"Pega pedra! Pega pedra!" Claire gritava quando ele no oferecia a ela outra escolha. Ela bateu na cabea dele com seu pequeno punho.
"Desculpe, Claire-ursinha. O que voc acha dessa linda roxa?"
"No," ela suspirou. "Roxo no."
"Me d uma idia. Eu imploro, criana."
Claire pensou. "Verde," ela finalmente disse.
Quil olhou pras rochas, estudando-as. Ele pegou quatro pedras de diferentes tons de verde, e ofereceu-as a ela.
"Consegui?"
"YAY!"
"Qual delas?"
"Tooodas elas!"
Ela abriu as mos e ele colocou as pequenas pedras nelas. Ela gagalhou e imediatamente jogou as pedras na cabea dele. Ele fingiu
ficar zonzo e ficou em p e andou em direo ao estacionamento. Provavelmente preocupado que ela se resfriasse com as roupas molhadas. Ele era pior que qualquerme
paranica e superprotetora.
"Desculpa se eu estava sendo insistente, cara, sobre a coisa da garota," eu disse.
"No, est tudo bem," Quil disse. "Isso meio que me pegou de surpresa. Eu no tinha pensado sobre isso."
"Eu aposto que ela entenderia. Voc sabe, quando ela tiver crescido. Ela no ficaria brava que voc tenha uma vida enquanto ela est nas fraldas."
"No, eu sei. Eu tenho certeza que ela entenderia."
Ele no disse mais nada.
"Mas voc no vai fazer isso, no ?" Eu pensei.
"Eu no vejo isso," ele disse com a voz baixa. "Eu no posso imaginar. Eu apenas no.. vejo ningum desse jeito. Eu no reparo nas garotas mais, voc sabe. Eu no
vejo o rosto delas."
"Coloque a tiara e maquiagem, e talvez Claire vai ter um diferente tipo de competio pra se preocupar."
Quil riu e fez barulhos de beijo pra mim. "Voc est disponvel essa sexta, Jacob?"
"Bem que voc gostaria," eu disse, e ento eu fiz uma careta. ", acho que sim."
Ele hesitou um segundo e ento disse, " Voc pensa sobre namorar?"
Eu suspirei. Acho que eu tinha feito a deixa praquilo.
"Voc sabe, Jake, talvez voc devesse pensar em ter uma vida."
Ele no disse aquilo como piada. A voz dele estava compreensiva. O que fez auilo ser pior.
"Eu no as vejo tambm, Quil. Eu no vejo seus rostos."
Quil suspirou tambm.
Longe dali, baixo demais pra que qualquer pessoa ouvisse, exceto ns, ao invs das ondas, um uivo sugiu da floresta.
"Merda,  o Sam," Quil disse. As mos dele suas mos voaram pra tocar Claire, como que pra se certificar que ela ainda estava ali. "Eu no sei onde a me dela est!"
"Eu vou ver o que . Se precisarmos de voc, eu aviso." Eu corri com as palavras. Elas sairam todas emboladas. "Hei, por que voc no a leva pra casa dos Clearwater?
Sue e Billy podem ficar de olho nela se for preciso. Eles devem saber o que est acontecendo, de qualquer maneira."
"Okey, saia daqui, Jake!"
Sa correndo, no pelo caminho cheio de ervas daninhas, mas no caminho mais curto em direo  floresta. Eu ultrapassei a primeira parte do ponte e ento passei
pelas roseiras, ainda correndo. Eu senti algumas lgrimas quando os espinhos cortaram aminha pele, mas as ignorei. As picadas delas seriam curadas antes que eu alcanasse
as rvores.
Eu virei atrs da loja e voei pela rodovia. Algum buzinou pa mim. Uma vez a salvo nas rvores, eu corri mais rpido, dando grandes passadas. As pessoas ficariam
se me vissem. Pessoas normais nopodem correr tanto assim. Algumas vezes eu pensei que seria divertido entrar numa corrida - voc sabe, nas Olimpadas ou algo do
tipo. Seria engraado ver as caras dos atletas quando eu passasse por eles. Eu tinha certeza absoluta que no teste que eles fazem pra se certificar que voc no
usa esterides, eles provavelmente encontrariam alguma coisa estranha no meu sangue.
Assim que eu cheguei de vedade na floresta, sem estar cercado por estradas ou casas, eu tive que parar pra tirar as minhas roupas. Com rapidez e movimentos treinados,
eu as enrolei e amarrei com uma corda em torno do meu tornozelo. Enquanto eu dava o ltimo n, eu comecei a me transformar. O fogo percorreu minha espinha, fazendo
grandes espamos pelos meus braos e pernas. Isso durou apenas um segundo. O calor me inundou, e eu senti pelo silncio que eu era algo mais. Eu joguei minhas pesadas
patas contra terra e estiquei as minhas costas.
Me transformar era muito fcil quando eu estava concentrado daquele jeito. Eu no tinha problemas com meu temperamento mais. Exceto quando ele entrava no caminho.
Por meio segundo, eu lembrei do terrvel momento daquela piada de casamento. Eu estava to tomado pela fria que eu no conseguia fazer meu corpo funcionar direito.
Eu estava preso, balanando e queimando, incapaz de fazer a transformao e matar o monstro que estava a alguns passos de mim. Foi muito confuso. Morrendo de vontade
de mat-lo. Com medo de machuc-la. Meus amigos no caminho. E ento, quando eu estava finalmente pronto pra tomar a forma que eu queria, a ordem do meu lder. A
ordem do Alpha. Se fossem apenas Quil e Embry ali naquela noite, sem Sam... eu seria capaz de matar o assassino, ento?
Eu odeio quando Sam impe a lei desse jeito. Eu odeio o sentimento de no ter escolha. De ter que obedecer.
E ento eu tinha conscincia da platia. Eu no estava sozinho nos meus pensamentos.
To absorvido consigo mesmo, pensamento da Leah.
, sem hipocrisia aqui, Leah, pensei em resposta.
Posso, caras, Sam nos disse.
Ns ficamos em silncio, e sentimos a reao de Leah pela palavra caras. Tocante, como sempre.
Sam fingiu no perceber. Onde esto Quil e Jared?
Quil estava com Claire. Ele a est levando pros Clearwater.
Bom. Sue vai ficar com ela.
Jared estava indo pra casa da Kim, Embry pensou. H chances dele no ter te ouvido.
Havia um resmungo baixo no bando. Eu resmuguei junto. Quando Jaed finlmente apareceu, sem dvida ele ainda estava pensando em Kim. E ningum queria saber o que eles
estavam fazendo.
Sam sentou-se sobre suas patas e deu um outro uivo. Era um sinal e uma ordem ao mesmo tempo.
O bando estava reunido a alguns quilmetros a leste de onde eu estava. Eu girei na floresta em direo a eles. Leah, Embry e Paul estavam indo em direo a eles
tmbm. Leah estava perto - logo eu conseguiria ouvir os passos dela no muito longe das rvores. Continuamos em linha parlela, escolhendo no correr juntos.
Bem, no esperaremos por ele o dia todo. Ele vai ter que saber depois.
O que foi, chefe? Paul queria saber.
Eu senti os pensamentos de Sam voltados pra mim - e no apenas os de Sam, mas os de Seth, Collin e Brady tambm. Collin e Brady - os garotos novos - estavam rondando
com Sam hoje, ento eles deviam saber tudo o que Sam sabia. Eu no sabia por que Seth j estava aqui, e consciente. No era a vez dele.
Seth, diga a elas o que voc ouviu.
Eu acelerei, querendo estar la. Eu ouvi Leah se mover mais rpido, tambm. Ela odiava ficar pra trs. Ser a mais veloz era a nica coisa que ela reivindicava.
Reclame disso, estpido, ela assobiou, e ento ela realmente acelerou. Eu afundei minhas garras no cho e me apressei.
Sam no parecia animado a tolerar nossa competio. Jake, Leah, dem um tempo.
Nenhum de ns desacelerou.
Sam grunhiu, mas deixou pra l. Seth?
Charlie ligou pra todo mundo at que encontrou Billy na minha casa.
, eu falei com ele, Paul completou.
Eu senti um solavanco quando Seth pensou no nome de Charlie. Era isso. A espera tinha acabado. Eu corri mais rpido, me forando a respirar, embora meus pulmes
parecessem paralizados.
Qual histria seria?
Ento, ele est abalado. Acho que Edward e Bella voltaram pra casa semana passada, e...
Meu peito relaxou.
Ela estava viva. Ou ela no estava morta morta, pelo menos.
Eu no percebeia o quo diferente aquilo seria pra mim. Eu pensei nela morte o tempo todo, e eu via isso apenas agora. Eu vi que eu nunca acreditei que elea traria
de volta com vida. Isso no importava, porque eu sabia o que estava por vir.
, cara, e aqui esto as ms notcias. Charile falou com ela, disse que ela parecia mal. Ela disse pra ele que est doente. Carlisle pegou o telefone e disse que
Bella pegou uma doen rara na Amrica do Sul. Disse que ela est de quarentena. Charlie est ficando louco, por nem mesmo ele tem permisso de v-la. Ele disse
que no se importa em ficar doente, mas Carlisle no concordaria. Sem visitas. Disse a Charlis que era muito srio, mas que ele estava fazendo tudo que podia. Charlie
soube disso h alguns dias, mas ele s ligou pra Billy agora. Ele disse que ela parecia pior hoje.
O silncio mental quando Seth acabou foi profundo. Ns todos entendemos.
Ento ela morrerria dessa doena, assim que Charlie saberia. Eles o deixaria ver o corpo? O plido, perfeitamente congelado, e branco corpo? Eles o deixariam tocar
a ple glida - ele notaria quo dura ela estaria a esse ponto. Eles teriam que esperar at que ela pudesse se controlar, pudesse aguentar pra no matar Charile
e os outros. Quanto tempo levaria?
Eles a enterrariam? Ela se desenterraria sozinha ou os sugadores de sangue viriam ajud-la?
Os outros ouviam minhas especulaes em silncio. Eu pensava muito mais sobre isso do que qulquer um deles.
Leah e eu entramos na clareira mais ou menos ao mesmo tempo. Ela estava certa que tinha entrado primeiro. Ela se sentou sobre suas patas ao lado de seu irmo enquanto
eu marchava em pra ficar ao lado da mo direita de Sam. Paul circulou e me deixou ficar em meu lugar.
Ganhei de novo, Leah pensou, mas eu mal pude ouv-la.
Eu imaginei porque eu era o nico que ainda estava de p. Meu plo dos ombros se levantou, mostrando a minha impacincia.
Bem, o que ns estamos esperando? Eu perguntei.
Ningum disse nada, mas eu senti a hesitao deles.
Oh, vamos! O acordo est quebrado!
Ns no temos prova - talvez ela esteja doente...
AH, POR FAVOR!
Okey, as evidncias so fortes. Mas... Jacob. O pensamento de Sam era lento, hesitante. Voc tem certeza de que isso  o que voc quer? De que  a coisa certa? Ns
todos sabemos o que ela queria.
O acordo no fala nada da preferncia da vtima, Sam!
Ser que ela  mesmo uma vtima? Voc a considera mesmo dessa forma?
Sim!
Jake, Seth pensou, eles no so nossos inimigos.
Cala a boca, menino! S porque voc voc tem uma adorao por aquele sugador de sangue, isso no muda a lei. Eles so nossos inimigos. Eles esto no nosso territrio.
Ns os tiramos daqui. Eu no me importo se ns lutamos ao lado de Edward Cullen aluma vez na vida.
Ento, o que voc vai fazer quando Bella lutar ao lado deles, Jacob? Hein? Seth perguntou.
Ela no  mais a Bella.
Voc a mataria?
Eu no pude evitar de arrepiar.
No, voc no faria. Ento, o que? Voc vai que que algum de ns faa? Ento voc culparia algum de ns por isso pra sempre?
Eu no faria...
O instinto me tomou e eu me agachei, rosnando para o lobo cor de areia do outro lado do crculo.
Jacob! Sam chamou a ateno. Seth, cale-se por um instante.
Seth concordou com sua cabea grande.
Merda, o que foi que eu perdi? Pensamento do Quil. Ele estava correndo para o local da reunio a todo o gs. Ouvi sobre a ligao do Charlie...
Ns estamos nos aprontando pra ir, eu disse a ele. Por que voc no passa na Kim e pega o Jared com seus dentes? Vamos precisar de todo mundo.
Venha diretamente pra c, Quil. Sam ordenou. Ns no decidimos nada ainda.
Eu grunhi.
Jacob, eu tenho que pensar no que  melhor pra esse bando. Eu tenho pensar no jeito que melhor protege todos vocs. Os tempos mudaram desde que nossos ancestrais
fizeram aquele acordo. Eu... bem, eu honestamente no creio que os Vullen sejam um perigo pra gente. E ns sabemos que eles no vo ficar aqui por muito mais tempo.
Certamente, uma vez que eles tenham contado a histria deles, eles vo sumir. Nossas vidas podero voltar ao normal.
Normal?
Se ns os desafiarmos, Jacob, eles vo se defeder.
Voc est com medo?
Voc est pronto pra perder um irmo? Ele fez uma pausa. Ou uma irm? Ele disse depois de pensar um pouco.
Eu no estou com medo de morer.
Eu sei disso, Jacob. Esta e uma razo pela qual eu questiono a sua opinio.
Eu olhei em seus negros olhos. Voc pretende honrar o acordo dos nossos pais ou no?
Eu honro o meu bando. Eu fao o que  melhor pra eles.
Covarde.
O focinho dele se contraiu, mostrando os seus dentes.
J chega, Jacob. Voc passou dos limites. A voz mental de Sam mudou pra um estranho timbre, que ns no podamos desobedecer. A voz do Alpha. Ele olhou pra cada
lobo do crculo.
O bando no vai atacar os Cullen sem ser provocado. O esprito do acordo permanece. Eles no so perigosos pro nosso povo, ou perigosos pro povo de Forks. Bella
Swan fez uma escolha consciente, e ns no vamos pun-los pela escolha dela.
Entendido, entendido, Seth disse, entusiasmado.
Eu pensei que tinha dito pra voc se calar, Seth.
Oops. Desculpe, Sam.
Jacob, onde voc pensa que vai?
Eu deixei o crculo, indo diretamente pro oeste de modo que eu desse as costas pra ele. Eu estou indo dizer adeus ao meu pai. Aparentemente, no h mais razo pra
que eu fique mais.
Oh, Jake - no faa isso de novo!
Cale-se, Seth, muitas vozes disseram juntas.
Ns no queemos que voc v embora, Sam me disse, o pensamento dele mais suave que antes.
Ento me force a ficar, Sam. Jogue fora minha vontade. Me escravize.
Voc sabe que eu no vou fazer isso.
Ento no h nada mais pra ser dito.
Eu corri deles, tentando muito no pensar no que viria depois. Ao invs disso, me concentrei em minhas memrias dos longos meses como lobo, de deixar a humanidade
em mim longe, at que eu fosse mais animal que humano. Vivendo o momento, comendo quando tinha fome, dormindo quando estava cansado, bebendo quando tinha sede, e
correndo - correndo por correr. Simples desejos, simples respostas a esses desejos. A dor vinha em variadas formas. Dor de fome. Dor do gelo sob suas patas. Dor
de senti suas garras se partirem porque seu jantar est agressivo. Cada dor tinha uma resposta fcil, uma ao fcil pra acabar com aquela dor.
No como ser humano.
Enquanto eu encurtava a distncia pra minha casa, eu voltei ao meu corpo de humano. Eu queria ser capaz de ter alguma privacidade.
Eu desamarrei meus shorts e os vesti, j correndo pra casa.
Eu fiz isso. Eu escondi o que eu pensava e agora era tarde demais pra Sam me impedir. Ele no podia me ouvir agora.
Sam tinha feito uma regra clara. O bando no atacaria os Cullen. Okay.
Ele no mencionou nada sobre um ataque individual.
No, o bando no ia atacar ningum hoje.
E eu ia.

9 - Certo como o inferno no sabia daquela chegada
Eu realmente no pretendia dizer adeus pro meu pai.
Depois de tudo, uma ligao pra Sam e a caa estaria ponta. Eles me interceptaria e me trariam de volta. Provavelmente tentariam me deixar nervoso, ou mesmo me machucar
- de alguma forma me forar a ouvir Sam ditar uma nova ordem.
Mas Billy estava e esperando, sabendo que eu estaria meio atordoado. Ele estava no jardim, apenas sentado em sua cadeira de rodas e seus olhos exatamente no ponto
onde eu apareceria atravs das rvores. Eu vi ele olhando na minha direo - diretamente da casa pra minha gargem.
"Tem umminuto, Jake?"
Eu parei por um instante. Olhei pra ele diretamente da garagem.
"Venha, garoto. Ao menos me ajude a entrar em casa."
Eu rangi dentes mas decidi que era melhor pra no causar problemas pro Sam se eu no mentisse pra ele por alguns minutos.
"Desde de quando voc precisa de ajuda, velho?"
Ele riu aquela sua risada estrondosa. "Meus braos esto cansados. Eu me empurrei por todo o caminho da casa de Sue."
" uma decida. Voc deslizou o tempo todo."
Eu girei a cadeira dele pra cima da pequena rampa que eu fiz pra ele na sala de estar.
"Me pegou. Acho que ultrapassei os sessenta quilmetros por hora. Foi bom."
"Voc ainda vai quebrar essa cadeira, voc sabe. E a voc vai ter que se carregar pelos cotovelos."
"Nem vem. O tabalho de me carregar ser todo seu."
"Voc no ir a muitos lugares."
Billy colocou suas mos nas rodas e se dirigiu  geladeira. "Ainda tem alguma coisa pra comer?"
"Me pegou. Paul ficou aqui o dia todo, ento, provavelmente no."
Billy suspirou. "Tenho que comear a esconder as coisas se no quisermos morrer de fome."
"Diga a Rachel pra ir pra casa dele."
O tom de piada do Billy se desfez, e seus olhos ficaram mais ternos. "Ns a temos em casa por apenas alguns meses.  a primeira vez que ela fica por tanto tempo.
 difcil - as garotas so mais velhas que voc quando a sua me morreu. Eles tem maiores problemas pra ficar nessa casa."
"Eu sei."
Rebecca no vinha em casa desde que se casou, mas ela tinha uma desculpa. As passagens de avio do Hava eram bem caras. Washington era bem perto ento Rachel no
tinha a mesma desculpa. Ela pegava turmas direto no semestre de vero, trabalhando turnos dobrdos em algum caf no campus. Se no fosse o Paul, ela provavelmente
j teria voltado h algum tempo. Tavez fosse por isso que Billy ainda no o havia expulsado.
"Bem, eu vou trabalhar em algumas coisas..." Eu fui pra porta de trs.
"Espere, Jake. Voc no vai me dizer o que aconteceu? Eu vou ter que ligar pro Sam pra saber?"
Eu fiquei de costas pra ele, escondendo minha cara.
"No aconteceu nada. Sam est dando a eles a chance. Acho que agora somos adoradores de sanguessuga."
"Jake..."
"Eu no quero falar sobre isso."
"Voc est partindo, filho?"
O cmodo ficou quito por um longo tempo enquanto eu decidia como eu iria dizer aquilo.
"Rachel pode ficar com o quarto dela de volta. Eu sei que ela odeia o colcho de ar."
"Ela preferiria dormir no cho que perder voc. Eu tambm."
Eu bufei.
"Jacob, por favor. Se voc precisa... de um tempo. Bem, tire um tempo. Mas no por tanto tempo de novo. Volte."
"Talvez.Talvez eu venha pros casamentos. Venha pro do Sam, depois, o da Rachel. Jared e Kim devem vir logo depois. Provavelmente eu deesse ter um terno ou algo do
tipo."
"Jake, olhe pra mim."
Eu me virei lentamente."O que?"
Ele olhou nos meus olhos por um longo minuto. "Pra onde voc est indo?"
"Eu no tenho um lugar especfico em mente."
Ele virou a cabea pro lado, olhos marejados. "No tem?"
Ns nos olhamos. Os segundos passaram.
"Jacob," ele disse. Sua voz estava forte. "Jacob, no. No vale a pena."
"No sei do que voc est falando."
"Deixa a Bella e os Cullen. Sam est certo."
Eu olhei pra ele por um instante, e ento cruzei os cmodo em duas passadas largas. Peguei o telefone e desconectei o cabo do fone e do gancho. Peguei o fio cinza.
"Adeus, pai."
"Jake, espere -," ele me chamou, mas eu j tinha sado pela porta, correndo.
A moto no era to rpida quanto a minha corrida, mas era mais discreta. Eu pensei quanto tempo levaria at que Billy conseguisse chegar  loja e ento ligar para
algum que pudesse dar o recado  Sam. O problema seria se Paul voltasse pra casa mais cedo. Ele poderia transformar-se em um segundo e avisar Sam sobre o que eu
estava fazendo...
Eu no ia me preocupar com isso. Eu iria o mais rpido que pudesse, se eles me alcanassem, eu faia o que devia ser feito.
Eu liguei a moto e ento estava descendo pelo terreno lamacento. Eu no olhei pra trs quando passei pela casa.
A rodovia estava cheia de turistas; eu costurei pelos carros, ganhando um monte de buzinadas e dedos. Fiz o cortorno na 101 no quilmetro 110, sem olhar. Eu tive
andar na linha por um minuto pra evitar que uma minivan me pegasse. No que aquilo me mataria, mas me deixaria mais lento. Quebraria ossos- os maiores, pelo menos
- levariam dias pra colar completamente, eu tinha experincia prpria.
O caminho foi liberado um pouco, e ento eu coloquei a moto a mais de 120. Eu no touei nos freios at que eu estivesse perto o suficiente; eu percebi que estava
na clareira ento. Sam no viria to longe pra me impedir. Era tarde demais.
No no estava at aquele momento - quando eu estava certo que eu fiz - que eu comecei a pensar no que eu esava prestes a fazer agora. E diminu pra quase 40, fazendo
as curvas mais cuidadosamente que o necessrio.
Eu sabia que eles me ouviriam chegar, com ou sem moto, ento, sem surpresas. No havia como desviar a ateno. Edward ouviria o meu plano assim que eu estivesse
perto o suficiente. Talvez ele j at pudesse ouvir. Eu ainda achava que iria funcionar, porque eu tinha o ego dele ao meu lado. Ele iria querer lutar comigo sozinho.
Ento, eu apenas entrei, veria a preciosa evidncia de Sam eu mesmo, e ento desafiaria Edward pra um duelo.
Eu bufei. O parasita provavelmetnte dispensaria as teatralidades.
Quando eu tivesse acabado com ele, eu pegaria quantos deles eu conseguisse antes deles me pegarem. Hun - eu imaginei se Sam consideraria minha morte uma provocao.
Provavelmente diria que eu tive o que mereci. Eles no iriam ofeder os melhores amigos de infncia sanguessugas.
A estrada abriu uma clareira, e o cheiro me atingiu como uma tomatada na cara. Ugh. Vampios fedorentos. Meu estmago comeou a embrulhar. O fedor ficaria pior dali
em diante - exceto pelo cheiros dos humanos que deviam ser de outra vez que eu fui ali - embora no pior que o cheio pro meu nariz de lobo.
Eu no tinha certeza do ue esperar, mas no havia sinais de vida pela grande cripta branca. Claro que eles sabiam que eu estava ali.
Eu desliguei a moto e ouvi o silncio. Agora eu podia ouvir a tenso, murmios raivosos do outro da porta. Tinha alum em casa. Eu ouvi o meu nome e sorri, feliz
por estar causando algum estresse.
"Entre, por favor, Jacob," Bella disse mais alto.
Os ohos de Carlisle se apertaram.
Eu imaginei se Bella estava com sede. Meus olhos se estreitaram, tambm.
"Com licena," eu disse pro doutor enuanto entrava. Foi dificil - era contra todos os meus instintos dar as costas pra algum deles.
Mas no impossvel. Se havia algum vampiro gentil, era o estranho lder deles.
Eu ficaria longe do Carlisle quando a luta comeasse. Havia bastante deles pra matar antes dele.
Eu entei na casa, mantendo minhas costas pra parede. Meus olhos percorreram a sala - no me era familiar. A ltima vez que eu estive ali, estav tudo pronto pra uma
festa. Tudo estava claro e plido agora. Incluindo os seis vampiros agrupados no sof.
Eles estavam todos ali, todos juntos, mas no foi aquilo que me fez congelar onde eu estava.
Era Edward. Era a expresso que ele carregava.
Eu o havia visto com raiva, e o havia visto sendo arrogante, e uma vez o vi sofrer. Mas isso - era alm da agonia. Os olhos dele estavam meio lerdos. Ele no olhou
pa cima pra me ver. Ele olhou pra almofada ao seu lado como se algum o tivesse tacado fogo nele. Suas mos eram como garras ao seu lado. Eu no podia sequer gostar
de sua angstia. Eu s podia pensar em uma coisa que poderia faz-lo ficar daquele jeito e meus olhos seguiram os dele.
Eu a vi no mesmo instante que senti o seu cheiro.
Seu doce, quente e humano cheiro.
Bella estava meio escondida pelo brao do sof, em umaposio fetal, seus braos ao redor de seus joelhos. Por um longo instante eu no pude ver nada alm da Bella
que eu amava, sua pela ainda macia, cor de pssego, seus olhos ainda eram cor de chocolate.
Meu corao pulsou numa estranha, quebada batida, e eu pensei se estava sonhando e estava prestes a acordar.
Ento, eu relamente a vi.
Havia profundos crculos roxos abaixo dos olhos dela, que se destacavam pelo seu rosto fundo. Ela teria emagrecido? Sua pele parecia mais esticada - como se seus
ossos fossem rasg-la, A marior parte do cabelo dela estava presa em um n, mas algumas mechas escorriam pela sua testa e pescoo, pro repledoroso suor que cobria
sua pele. Havia um que de fragilidade em seus pulsos e dedos que era assustador.
Ela estava doente. Muito doente.
No era mentira. A histria que Chalie disse `Billy no era apenas uma histria. Enquanto eu olhava, olhos esbugalhados, sua pele ficou meio esverdeada.
A sanguessuga loira - a mais aparecida, Rosalie - estava ao lado dela, atrapalhando a minha viso, ficando de um estranho jeito protetor.
Isso estava errado. Eu sabia que como Bella se sentia sobre quase tudo - seus pensamentos erma muito bvios; algumas vezes era como se tivesse escrito em sua testa.
Ento ela nem precisava me dizer os detalhes pra eu saber. Eu sabia que Bella no gostava de Rosalie. Eu podia ver em seus lbios quando ela falava dela. No era
como se ela no gostasse dela. Ela tem medo da Rosalie. Ou tinha.
No havia medo no olhar que Bella lanou pra ela. A expresso dela era de splica... ou algo assim. Ento Rosalie pegou uma bacia do ho e colocou embaixo do queixo
de Bella bem a tempo dela vomitar l dentro.
Edward ficou de joelhos o lado de Bella - os olhos dele pareciam de um torturado - e Rosalie segurou a mo dela, alertando-o pra ficar longe.
Nada faia sentido.
Quando ela pde levantar a cabea, Bella sorriu fraca pra mim, meio constrangida. "Desculpe por isso," ela sussurou pra mim.
Edward grunhiu quieto. A cabea dele escontou-se aos joelhos de Bella, e ela colocou uma das mos em sua bochecha. Como se estivesse confortando ele.
Eu no sei como minhas pernas me levaram pra mais perto, at que Rosalie bufou pra mim, de repente aparecendo entre o sof e eu. Ela era como uma pessoa numa tela
de TV. Eu no me importa que ela estivesse ali. Ela no parecia real.
"Rose, no," Bella sussurrou."Est tudo bem."
A loira saiu da minha frente, embora eu soubesse que ela detestou fazer isso. Fazendo cara feia pra mim, ela agachou-se perto de Bella, pronta pra pular. Ela era
mais fcil de se ognoar do que eu tinha imaginado.
"Bella, oq eu h de errado?" Eu sussurrei. Sem pensar, eu me vi de joelhos tambm, caindo sobre o sof preto em frente ao... marido dela. Ele pareceu no me ver,
e eu mal olhei pra ele. Eu alcancei sua mo livre, segurando com as minhas duas. A pele dela estava glida. "voc est bem?"
Pergunta estpida. Ela nem respondeu.
"Eu estou feliz que voc tenha vindo me ver hoje, Jacob," ela disse.
Embora eu soubesse que Edward no podia ouvir os pensamentos dela, parecia que ele tinha entendido algum coisa que eu no tinha. Ele gemeu de novo, no cobertor que
a cobria, e ela acariciou sua bochecha.
"O que  isso, Bella?" Eu insisti, segurando firme suas frgeis mos.
Ao invs de responder, ela olhou pelo cmodo como se estvesse procurando alguma coisa, em seu olhar, insegurana e certeza. Seis pares de olhos ansiosos olharam
pra ela. Ela finalmente disse pra Rosalie.
"Me ajude a levantar, Rose?" Ela pediu.
Rosalie mordeu os lbios, e ela olhou pra mim como se quisesse cortar a minha garganta. Eu tinha certeza que era exatamente isso que ela queria.
"Por favor, Rose."
A loira fez uma cara, mas foi at ela de novo, perto de Edward, que no se moveu sequer uma polegada. Ela ps os braos cuidadosamente embaixo dos ombros de Bella.
"No," eu sussurrei. "No se levante..." Ela parecia muito fraca.
"Estou respondendo  sua pergunta," ela retrucou, soando mais prximo ao jeito que ela costumava falar comigo.
Rosalie tirou Bella do sof. Edward ficou onde ele estava, escorregando at que seu rosto casse nas almofadas. O cobertor caiu aos ps de Bella.
O corpo de Bella estava inchado, seu tronco estava de um estranho jeito, parecendo um balo. Estava marcando a blusa cinza que ela vestia, que era grande demais
para os seus ombros e braos. O restante dela parecia mais magro, como se um grande volume tivesse sido sugado do restante do corpo. Levou um tempo at que eu precebe-se
qual parte estava deformada - eu no entendi at que ela colocou as mos ternamente sobre o seu estmago inchado, uma em cima e uma embaixo. Como se ela estivesse
aninhando aquilo.
Eu vi aquilo, mas eu ainda no conseguia acreditar. Eu a vi a menos de um ms atrs. No havia como ela estar grvida. No daquele jeito.
A menos que ela estivesse.
Eu no queria ver aquilo, no queria pensar naquilo. Eu no queria pensar nele dentro dela. Eu no queria saber que algo que eu odiava tanto tinha violado o corpo
que eu amava. Meu estmago revirou, e eu tive que engolir o vmito.
Mas pior que aquilo, muito pior. O corpo deformado dela, os ossos pressionando a pela do rosto dela, eu s podia imaginar que ela parecia daquele jeito - to grvida,
to doente - porque o que quer que estivesse dentro dela, ele estava sugando a vida dela pra alimentar a si prprio...
Porque aquilo era um monstro. Como o pai.
Eu sempreo soube que ele a mataria.
A cabea dele levantou-se quando ele ouviu as palavras dentro da minha. Um segundo e estvamos ambos de joelhos, e ento ele
estava de p, altivo pra cima de mim. Os olhos dele estavam bem negros, os crculos em torno deles bem escuros.
"L fora, Jacob," ele rosnou.
Eu me levantei tambm. Olhando de cima pra ele agora. Era pra isso que eu estava ali.
"Vamos fazer isso," eu concordei.
O maior, Emmet, empurrou Edward pro outro lado, junto com o esfomeado, Jasper, logo atrs dele. Eu realmente no me importava.
Talvez o meu bando limpasse a sujeira depois que eles tivessem acabado comigo. Talvez no. No importava.
Por um dcimo de segundo, meus olhos viram as duas figuras que esto atrs. Esme. Alice. Mulheres pequenas e que distraam. Bem,
eu estava certo que os ouros me matariam depois que eu tivesse resolvido. Eu no queria matar garotas... mesmo garotas vampiras.
Embora eu pudesse abrir uma exceo pra loira.
"No," Bella disse, e ela se moveu, desequilibrou-se, caindo nos braos de Edward. Rosalie se moveu com ela, como se tivesse uma corrente prendendo uma  outra.
"Eu s preciso falar com ele, Bella," Edward disse com a voz baixa, falando apenas com ela. Ele esticou-se para tocar seu rosto, para
acarici-lo. Isso fez o cmodo ficar vermelho, me fez pegar fogo - aquilo, depois de tudo o que ele tinha feito pra ela, ele aidna odia toc-la daquele jeito. "No
se desgaste," ele suplicava. "Por favor, descanse. Ns estaremos de volta em alguns minutos."
Ela olhou pra ele, cuidadosmente. Ento ela concordou e sentou-se novamente no sof. Rosalie ajudou a se ajeitr nas almofadas. Bella olhou pra mim, tentando encontrar
meus olhos.
"Comportem-se," ela insistiu. "E ento, voltem."
Eu no respondi. Eu no faria promessas hoje. E desviei o olhar e ento segui Edward pela porta da frente.
Uma vozinha dentro da minha cabea percebeu que no foi difcil tir-lo de perto do cl, no  mesmo?
Ele continuou ndando, nunca olhando se eu estava prestes a atacar sua retaguarda desprotegida. Eu supus qeu ele no precisava olhar. Ele sberia se eu decidisse atacar.
O que significava que eu teria que tomar a deciso bem rpido.
"Eu no estou pronto pra que voc me mate, Jacob Black," ele sussurrou assim que ns estvamos longe o suficiente da casa. "Voc vai ter ue ser um pouco paciente."
Como se eu me importasse com a agenda dele. Eu respirei fundo, confiante. "Pacincia  a minha especialidade."
Ele continuou andando, por mais alguns metros pra longe da casa, comigo bem nos calcanhares dele. Eu estava todo quente, meus dedos queimando. No ponto, prontos
e esperando.
Ele parou sem avisar e virou o rosto pra mim. A expresso dele me congelou de novo.
Por um segundo, eu era um garoto - um garoto que viveu toda a sua vida numa cidade pequena. S um garoto. Porque eu sabia que eu teria que viver muto mais, sofrer
muito mais, pra poder ao menos entender o sofrimento e a agonia nos olhos de Edward.
Ele levantou a mo como se fosse secar o suor de sua testa, mas seus dedos passaram pelo seu rosto como se fossem rasgar sua pelo de granizo. Os seus olhos negros
queimaram em suas rbitas, fora de foco, ou vendo coisas que no estavam ali. A boca dele abriu como se ele fosse gritar, mas nada saiu.
Era como encarar um homem que seria queimado vivo.
Por um momento, eu no podia falar. Era muito real, aquele rosto - eu tinha visto uma sombra daquilo na casa, visto nos olhos dela, e nos dele, mas era o final.
O ltimo prego do caixo dela.
"Aquilo a est matando, no ? Ela est morrendo." E eu sabia quando eu disse que meu rosto era um reflexo do dele. Mais fraco, diferente, porque eu ainda estava
em choque. Eu ainda no tinha colocado a minha cabea no lugar - tinha sido muito rpido. Ele teve tempo pra digerir tudo. E era diferente porque eu j a havia perdido
muitas vezes, de vrios modos, na minha cabea. E diferente porque ela nunca foi minha, de verdade.
E diferente porque no era minha culpa.
"Minha culpa,"Edward sussurrou, e seus joelhos cederam. Ele se ajoelhou na minha frente, vulnervel, o alvo mais fcil que eu poderia imaginar.
Mas eu parecia frio como a neve - no havia fogo em mim.
"Sim," ele gemeu pra terra, como se estivesse confessando pra ela. "Sim, aquilo a est matando."
Seu desamparo estava me irritando. Eu queria uma briga, no uma execuo. Onde estava toda a presuno de superioridade dele agora?
"Ento por que Carlisle no fez alguma coisa?" Eu rosnei. "Ele  mdico, no? Tire isso dela."
Ele olhou pra cima e ento me disse com uma voz cansada. Como se estivesse explicando pra uma criana, pela dcima vez. "Ela no vai deixar."
Levou um minuto pra palavras descerem. Deus, ela estava mesmo disposta a isso. Claro, morrer por um monstrinho. Isso era bem Bella.
"Voc a conhece melhor," ele sussurrou. "Quo rpido voc acha... eu no vejo. No em tempo. Ela no falaria comigo no caminho pra casa, no. Eu achei que ela estivesse
com medo - seria o natural. Eu pensei que ela estivesse com raiva de mim por t-la sujeitado a tal, por ter colocado a vida dela em pergio. De novo. Eu nunca imaginei
que ela estava relmente pensando, no que ela estava resolvida a fazer. No at que a minha famlia nos encontrou no aeroporto e ela correu pros bros de Rosalie.
Os braos de Rosalie! E ento, eu ouvi o que Rosalie estava pensando. Eu no entendi at que ouvi. At voc percebeu depois de um segundo..." Ele desviou o olhar,
rosnando.
"Voltando um instante. Ela no vai deixar voc." O sarcasmo estava cido na minha lngua. "Voc j parou pra pensar que ela  to forte quanto qualquer outra garota
de 50 quilos? Quo estpidos so vocs vampiros? Segurem-na e nocauteiem-na com remdios."
"Eu quis fazer isso, " ele suspirou. "Carlisle teria feito..."
O que, eles eram to nobres assim?
"No. No nobres. A guarda costas dela complicou as coisas."
Oh. A histria dele no fez muito sentido antes, mas agora sim. Ento era isso que a loira estava fazendo. O que ela queria? A rainha da beleza queria tanto que
Bella morresse?
"Talvez, " ele disse. "Rosalie no v as coisas bem desse jeito."
"Ento, tire a loira do caminho primeiro. Sua espcie pode se regenerar no? Faa dela um quebra-cabeas e cuide da Bella."
"Emmett e Esme esto tomando conta dela. Eles nunca nos deixariam... e Carlisle no me ajudaria com Esme contra isso..." Ele aprou, sua voz desaparecendo.
"Voc devia ter deixado a Bella comigo."
"Sim."
Era um pouco tarde pra isso. Talvez ele devesse ter pensado nisso antes que eles fizessem o monstrinho sugador de vida.
Ele olhou pra mim de dentro do seu inferno particular, e eu podia ver que ele concordava comigo.
"Ns no sabmos," ele disse, palavras calmas como um suspiro. "Eu nunca pensei nisso. Nunca houve algo como Bella e eu antes. Como ns podermos saber que uma humana
poderia conceber uma criana com um de ns -"
"Quando as mulheres deviam ser rasgadas ao meio no processo?"
"Sim," ele concordou num suspiro tenso. "Eles no eram daqui, os sdicos, incubus e succubus. Eles existem. Mas a seduo  meramente um preldio pra festa. Ningum
sobrevive." Ele balanou a cabea como se a idia o revoltasse. Como se ele fosse muio diferente."
"Mesmo voc, Jacob, Black, pode me odiar tanto quanto eu me odeio."
Errado, eu pensei, nervoso demais pra falar.
"Me matar agora no vai salv-la," ele disse devagar.
"Ento, o que a salva?"
"Jacob, voc tem ue fazer uma coisa pra mim."
" merda, que eu fao, parasita!"
Ele se manteve olhando pra mim com aqueles olhos cansados e transtornados. "Por ela?"
Eu fechei meus denes com fora." Eu fiz o que eu pude pra mant-la longe de voc. Tudo o que eu pude.  tarde demais."
"Voc a conhece, jacob. Voc est ligado a ela de um jeito que eu no posso sequer entender. Ela no vai me ouvir, porque ela acha que eu a estou subestimando. Ela
acha que  forte o suficiente pra isso..." Ele respirou e engoliu seco. "Ele pode escutar voc."
"Por que ela escutaria?"
Ele se balanou, seus olhos queimando mais briahntes que antes, selvagens. Eu imaginei se ele estava mesmo ficando louco. Poderiam vampiros perder a cabea?
"Talvez," ele respondeu ao meu pensamento. "Eu no sei. Parece que sim." Ele balanou a cabea. "Eu tenho que tentar esconder isso na frente dela, porque o estresse
faz com que ela fique mais fraca. Ela no pode ficar mais fraca. Eu tenho que me compor; Eu no posso fazer isso ser mais difcil. Mas no importa agora. Ela tem
que te escutar!"
"Eu no posso dizer nada que voc j no tenha dito. O que voc quer que eu faa? Diga a ela que ela  estpida? Ela provavelmente j sabe disso. Diga que ela vai
morrer? Aposto que ela j sabe, tambm."
"Voc pode oferec-la o que ela quer."
No estava fazendo sentido. Parte da loucura?
"Eu no me importo com mais nada, a no ser mant-la viva," ele disse, de repente focado no assunto. "Se so crianas o que ela quer, ela pode ter. Ela pode ter
meia dzia deles. Tudo o que ela quiser." Ele parou por um instante. "Ela pode ter filhotes, se  o que  preciso."
Ele encontrou o meu olhar por um momento e o rosto dele estava preso por um fio de controle. Eu desfranxi minha testa enquanto processava as palavras dele, e senti
a minha boca abrir em choque.
"Mas no desse jeito," ele gritou antes que eu pudesse me recuperr. "No essa coisa que est sugando a vida dela enuanto eu fico aqui, de mos atadas! Assitindo-a
adoecer e enfraquecer. Vendo isso machucando-a." Ele respirou fundo rapidamento, como se algum o tivesse socado no estmago. "Voc tem ue faz-la ver, Jacob. Ela
no vai mais me ouvir. Rosalie est sempre ali, alimentando essa loucura - enconrjando-a. Protegendo-a. No, protegendo aquilo. A vida da Bella no significa muita
coisa pra ela.
O barulho da minha garganta soava como se eu estivesse sufocando.
O que  que ele estava dizendo? Que a Bella deveria o que? Ter um beb? Comigo? O que? Ele estava desistindo dela? Ou ele pensou que ela no se importaria em ser
dividida?
"Qualquer coisa. Qualquer coisa que a mantenha viva."
"Essa  a coisa mais louca que vo j disse," eu resmunguei.
"Ela ama voc."
"No o bastante."
"Ela est prestes a morrer pra ter um filho. Talvez ela aceite algo menos extremo."
"Voc no a conhece no?"
"Eu sei, eu sei. Vai ter que ser bem convincente.  por isso que eu preciso de voc. Voc sabe como ela pensa. Faa-a ver."
Eu no conseguia pensar no que ele estava sugerindo. Era demais. Impossvel. Errado. Doentio. Pegar Bella pra um fim de semana e depois devolv-la como um filme
na locadora? Terrvel.
To tentador.
Eu no queria considerar, no queria nem memo imaginar, mas as imagens vinham. Eu fantisiei Bella, vrias vezes, de volta onde ainda havia uma possibilidade de ns,
e mesmodepois de ter desfeito essas fantasias, elas permaneciam feridas abertas, porque no havia possibilidade, no mais. Eu no tinha sido capaz de evitar. Eu no
podia me mpedir agora. Bella nos meus braos, Bella suspirando o meu nome...
Ainda pior, essa nova imagem que eu no tinha tido antes, uma que no tinha sequer existido pra mim. At agora. Uma image que eu sabia que eu no teria sofrido por
anos se ele no tvesse enfiado na minha cabea. Mas estava l, tecendo teias no meu crebro como ervas daninhas - venenosas e imortais. Bella, saudvel e brilahnte,
bem diferente de agora, mas algo era o mesmo: o corpo dela, no deformado, modificado de odo mais natural. Protegendo meu filho.
Eu tentei escapar da rede venenosa na minha cabea. "Fazer a Bella ver? Em qual universo voc vive?"
"A menos tente."
Balancei minha cabea rapidamente. Ele esperou, ignorando uma resposta negativa porque ele podia ouvir o conflito na minha cabea.
"De onde veio toda essa besteira? Voc t fazendo isso pra que?"
"Eu no tenho pensando em mais nada, a no ser maneiras de salv-la desde que eu percebi o que ela estava planejando. Pelo que ela pretendia morrer. Mas eu no sabia
como falar com voc. Eu sei que voc no atenderia se eu ilgasse. Eu teria que achar um jeito se voc no tivesse vindo aqui hoje. Mas  difcil deix-la, mesmo
que por alguns minutos. A condio dela... muda muito rpido. Essa coisa... est crescendo. Depressa. Eu no posso ficar longe dela agora."
"O que  aquilo?"
"Nenhum de ns tem idia. Mas  mais forte que ela. J."
Eu pude de repente ver ento - ver o monstrinho na minha cabea, destruindo-a de denro pra fora.
"Me ajude a acabar com isso," ele sussurrou. "Me ajude a impedir que isso acontea."
"Como? Oferecendo os meus sevios?" Ele no pareceu se aborrecer com o que eu disse, mas eu sim. "Voc  realmente doente. Ela nunca vai ouvir isso."
"Tente. No h nada a perder agora. Vai doer fazer isso?"
Doeria em mim. Eu no tive doses de rejeio suficiente da Bella no?"
"Um pouquinho de dor pra salv-la?  um custo muito alto?"
"Mas no vai funcionar."
"Talvez no. Talvez isso a deixe confusa. Talvez ela repense sua deciso. Um momento de dvida,  tudo o que eu preciso."
"E ento voc volta atrs na oferta? 'estava brincando, Bella'?
"Se ela quer um filho,  isso que ela vai ter. Eu no vou voltar atrs."
Eu no podia acreditar nem mesmo que eu estava pensando sobre isso. Bella me socaria - no que eu me importasse muito com isso, mas ela provavelmente quebraria a
mo de novo. Eu no devia ter deixado ele falar comigo, confundior a minha cabea. Eu devia era mat-lo agora.
"No agora," ele suspirou. "No ainda. Certo ou errado, isso vai mat-lo, e voc sabe disso. No  necessrio ser apressado. Se ela no te escutar, voc ter sua
chance. No momento em que o corao da Bella parar de bater, eu vou implorar pra que voc me mate.
"Voc no vai precisar implorar muito."
A insinuao de um sorriso pareceu brotar-lhe no canto dos lbios. "Eu estou contando com isso."
"Ento, temos um trato."
Ele concordou e me estendeu sua mo fria e dura.
Engolindo minha repugnncia, eu estendi a minha mo e alcancei a dele. Meus dedos apertaram a rocha, e eu balancei uma vez.
"Temos um trato," ele concordou.

10 . Por que eu simplesmente no fui embora? Oh certo, porque eu sou um idiota.
Eu me senti como - como no sei o que. Como se isso no fosse real. Como se eu tivesse em uma verso gtica de um sitcom ruim. Ao invs de ser o jogador de basquete
que estava prestes a pedir pra capit das animadoras de torcida pra ir ao baile, eu era o lobisomem que acabou-em-segundo-lugar que estava prestes a pedir a esposa
do vampiro pra procriar. Legal.
No, eu no faria isso. Era confuso e errado. Eu ia esquecer tudo o que ele tinha dito.
Mas eu iria falar com ela. Eu iria tentar fazer ela me escutar.
E ela no iria ouvir. Como sempre.
Edward no respondeu ou comentou os meus pensamentos enquanto guiava o caminho de volta pra casa. Eu imaginei o lugar que ele escolheu parar. Era longe o suficiente
da casa para que os outros no ouvissem seus sussurros? Era essa a questo?
Talvez. Quando ns entramos a porta, os olhos dos outros Cullen estavam suspeitos e confusos. Ningum pareceu enojado ou ultrajado. Ento eles no devem ter escutado
nenhum dos favores que Edward me pediu.
Eu hesitei na entrada, sem certeza do que fazer. Estava bem melhor ali, com um pouquinho de ar respirvel assoprando de fora pra dentro.
Edward andou no meio da desordem, ombros rgidos. Bella o olhou ansiosa, e ento seus olhos caram em mim por um segundo. Ento ela estava o olhando de novo.
Seu rosto se tornou um cinza plido, e eu pude ver o que ele quis dizer sobre o estresse fazer ela se sentir pior.
"Ns vamos deixar Jacob e Bella conversar com privacidade," Edward disse. No havia inflexo em sua voz. Robtica.
"S por cima das minhas cinzas," Rosalie assobiou a ele. Ela ainda estava pairando a cabea de Bella, uma de suas mos geladas situada possessivamente na bochecha
amarela dela.
Edward no olhou pra ela. "Bella," ele disse naquele mesmo tom vazio. "Jacob quer conversar com voc. Voc est com medo de ficar sozinha com ele?"
Bella olhou pra mim, confusa. Ento olhou pra Rosalie.
"Rose, est tudo bem. Jake no vai nos machucar. V com o Edward."
"Pode ser um truque," a loira avisou.
"Eu no vejo como," Bella disse.
"Carlisle e eu sempre estaremos na sua vista, Rosalie," Edward disse. A voz sem emoo estava quebrando, mostrando a raiva por entre ela. "Somos ns que ela tem
medo."
"No," Bella sussurrou. Seus olhos brilhando, seus clios molhados. "No, Edward. Eu no..."
Ele sacudiu sua cabea, sorrindo um pouco. O sorriso era doloroso de olhar. "Eu no quis dizer nessa maneira, Bella. Eu estou bem. No se preocupe comigo."
Doentio. Ele estava certo - ela estava se batendo por machucar seus sentimentos. A garota era um clssico mrtir. Ela nasceu totalmente no sculo errado. Ela deveria
ter vivido quando ela poderia ter sido comida de leo por uma boa causa.
"Todo mundo," Edward disse, sua mo duramente apontando para a porta. "Por favor."
A postura que ele tentava manter por Bella era trmula. Eu podia ver o quanto ele estava perto daquele homem que ele foi l fora. Os outros viram, tambm. Silenciosamente,
eles se moveram pela porta enquanto eu saa do caminho. Eles se moviam rpido; meu corao bateu duas vezes e o cmodo estava vazio exceto por Rosalie, hesitando
no meio do quarto, e Edward, ainda esperando na porta.
"Rose," Bella disse silenciosamente. "Eu quero que voc v."
A loira olhou pra Edward ento gesticulou pra ele ir primeiro. Ele desapareceu pela porta. Ela me deu um longo olhar de aviso, e depois desapareceu, tambm.
Uma vez que estvamos sozinhos, eu cruzei o cmodo e sentei no cho ao lado de Bella. Eu peguei suas duas mos nas minhas, as esfregando cuidadosamente.
"Obrigada, Jake. Isso  bom."
"Eu no vou mentir, Bells. Voc est horrvel."
"Eu sei," Ela suspirou. "Eu pareo assustadora."
"Coisa do brejo assustadora." Eu concordei.
Ela riu. " to bom t-lo aqui.  bom sorrir. Eu no sei quando mais de drama eu posso agentar."
Eu rolei os olhos.
"Okay, okay," Ela concordou. "Eu mesma o causo."
", voc mesma. O que voc est pensando, Bella? Srio!"
"Ele pediu pra voc gritar comigo?"
"Mais ou menos. Mas no sei porque ele pensa que voc iria me escutar. Voc nunca escutou."
Ela suspirou.
"Eu te disse-," Eu comecei a dizer.
"Voc sabia que o "Eu te disse" tem um irmo, Jacob?" Ela perguntou, me cortando. "Seu nome  "Cala a boca."
"Boa."
Ela sorriu. Sua pele se esticou pelos seus ossos. "Eu no posso levar o crdito - eu tirei de uma maratona de The Simpsons."
"Perdi essa."
"Foi engraado."
Ns no conversamos por um minuto. Suas mos estavam comeando esquentar um pouco.
"Ele realmente pediu pra voc conversar comigo?"
Eu afirmei com a cabea. "Pra tentar botar algum juzo em voc. Esta  uma batalha perdida mesmo antes de comear."
"Ento por que voc concordou?"
Eu no respondi. Eu no estava certo de que sabia.
Eu sabia disso - cada segundo que eu passei com ela s ia acrescentar  dor que eu teria que sofrer mais tarde. Como um viciado com estoque limitado. O dia da conta
estava chegando pra mim. Quanto mais doses eu tomava agora, mais difcil seria quando meu estoque acabasse.
"Vai funcionar, sabe," Ela disse depois de um minuto silencioso. "Eu acredito nisso."
Aquilo me fez ver vermelho de novo. "Demncia  um dos seus sintomas?" Eu falei.
Ela riu, mas minha raiva era to real que minhas mos estavam tremendo em volta das dela.
"Talvez," ela disse. "No estou dizendo que as coisas vo funcionar fcil, Jake. Mas como eu posso ter vivido tudo o que eu vivi e no acreditar em mgica nesse
ponto?"
" Mgica? ".
"Especialmente pra voc." Ela disse. Estava sorrindo. Ela puxou uma de suas mos longe das minhas e apertou contra minha bochecha. Mais quente que antes, mas a senti
gelada contra minha pele, como a maioria das coisas era. "Mais do que ningum, voc tem alguma mgica esperando pras coisas darem certo pra voc."
"O que voc est tagarelando agora?"
Ainda sorrindo. "Edward me disse uma vez como era - a coisa da impresso. Ele disse que era parecido com Sonho de uma noite de vero, igual mgica. Voc vai encontrar
quem voc realmente est encontrando, Jacob, e talvez ento tudo isso far sentido."
Se ela no tivesse to frgil eu estaria gritando.
Assim como foi, eu rosnei a ela.
 "Se voc pensa que a impresso pode fazer sentido nessa insanidade..." Eu briguei por palavras. "Voc realmente acha que s por eu poder um dia ter uma impresso
em algum estranho faria isso certo?". Eu apontei com um dedo em direo ao seu corpo inchado. "Me diga de que adiantou ento, Bella! De que adiantou eu amar voc?
De que adiantou voc amando ele? Quando voc morrer" - as palavras eram um rosnado- " como isso  certo de novo? De que adiantou toda a dor? Minha, sua, dele! Voc
vai mat-lo tambm, no que eu ligue." Ela estremeceu, mas eu continuei. "Ento de que adiantou a sua confusa histria de amor, no final? Se tivesse algum sentido,
por favor me mostre, Bella, porque eu no o vejo."
Ela suspirou. "Eu no sei ainda, Jake. Mas eu s... sinto... que isso tudo est indo pra algum lugar bom, difcil de ver como est agora. Eu acho que voc pode chamar
isso de f."
"Voc est morrendo por nada, Bella! Nada!"
Sua mo caiu do meu rosto para seu estomago, o acariciando. Ela no precisava dizer nada pra eu saber o que ela estava pensando. Ela estava morrendo por aquilo.
"Eu no vou morrer," ela disse por entre dentes, e eu pude dizer que ela estava repetindo coisas que ela j tinha dito antes. "Eu vou fazer meu corao continuar
a bater. Eu sou forte o suficiente pra isso."
"Isso  um monte de porcaria, Bella. Voc est tentando segurar o supernatural por muito tempo. Nenhuma pessoa normal pode faz-lo. Voc no  forte o suficiente."
Eu segurei seu rosto com minha mo. Eu no tinha que me lembrar de ser gentil. Tudo sobre ela parecia ser quebrvel.
"Eu posso fazer isso. Eu posso fazer isso," ela murmurou, soando como aqueles livros de criana sobre o pequeno motor que podia.
"No parece isso pra mim. Ento qual  seu plano? Espero que voc tenha um."
Ela afirmou, no encontrando meus olhos. "Voc sabia que Esme pulou de um penhasco? Quando era humana, quero dizer."
"E...?"
"E que ela estava perto o bastante de morrer que eles nem se importaram de lev-la pra sala de cirurgia - eles a levaram direto pro necrotrio. Seu corao ainda
estava batendo, quando Carlisle a encontrou..."
Era isso o que ela quis dizer, sobre manter seu corao batendo.
"Voc no est planejando a sobreviver isso humana," Eu afirmei estupidamente.
"No, eu no sou idiota." Ela encontrou meus olhos a encarando. "Eu acho que voc provavelmente deve ter sua prpria opinio sobre isso."
"Vampirizao de emergncia." Eu murmurei.
"Funcionou com Esme. E Emmett e Rosalie, e at Edward. Nenhum deles estavam em uma boa forma. Carlisle s os transformou porque era aquilo ou morte. Ele no termina
com as vidas, ele as salva."
Eu senti uma ponta de culpa sobre o bom vampiro doutor, como antes. Eu mandei o pensamento embora e comecei a implorar.
"Me escute, Bells. No faa isso desse jeito."Como antes, quando a ligao de Charlie tinha vindo, eu podia ver a diferena que realmente fez em mim. Eu percebi
que precisava dela pra continuar vivo, de algum jeito. De qualquer jeito. Eu respirei bem fundo. "No espere at que seja tarde, Bella. No desse jeito. Viva. Okay?
S viva. No faa isso comigo. No faa isso com ele." Minha voz ficou mais pesada, alta. "Voc sabe o que ele vai fazer quando voc morrer. Voc j viu antes. Voc
quer que ele volte praqueles Italianos assassinos?" Ela se encolheu no sof.
Eu deixei de lado a parte de como isso no seria necessrio agora.
Lutando pra fazer minha voz mais macia, eu perguntei, "Lembra quando eu me machuquei por causa daqueles recm-nascidos? O que voc me disse?"
Eu esperei, mas ela no respondeu. Ela apertou seus lbios juntos.
"Voc me disse pra ser bom e pra ouvir Carlisle," eu li sua mente. "E o que eu fiz? Eu ouvi o vampiro. Por voc."
 "Voc ouviu porque era a coisa certa a fazer."
"Okay - escolha qualquer uma das razes."
Ela respirou fundo. "No  a coisa certa agora." Seu olhar tocou seu grande estomago redondo e ela sussurrou por baixo da respirao, "Eu no vou mat-lo."
Minhas mos tremeram de novo. "Oh, eu no tinha ouvido as novidades. Um beb pulante, huh? Deveria ter trazido alguns bales azuis."
Seu rosto ficou rosa. A cor era to bonita- mexeu meu estomago como se fosse uma faca. Uma faca de serra enferrujada.
Eu ia perder isso. De novo.
"Eu no sei se  um menino," ela admitiu, um pouco envergonhada. "O ultra-som no funcionou. A membrana em volta do beb  muito grossa- igual sua pele. Ento ele
 um mistrio. Mas eu sempre vejo um garoto na minha mente."
"No  um beb bonitinho a dentro, Bella."
"Vamos ver," ela disse. Quase presunosa.
"Voc no," Eu disse.
"Voc  muito pessimista, Jacob. H uma chance que eu talvez escape disso."
Eu no pude responder. Eu olhei pra baixo e respirei fundo e devagar, tentando diminuir minha fria.
"Jake," ela disse, e mexeu no meu cabelo, roou minha bochecha. "Vai ficar tudo bem. Shh, Tudo bem."
Eu no olhei pra cima. "No. No vai ficar tudo bem."
Ela limpou algo molhado da minha bochecha. "Shh."
"Qual  o trato, Bella?" eu olhei pro carpete plido. Meus ps estavam sujos, deixando marcas. Bom. "Eu achei que o centro de tudo era que voc queria seu vampiro
mais que tudo. E agora voc est simplesmente desistindo dele? Isso no faz nenhum sentido. Desde quando voc est desesperada pra ser uma me? Se voc quisesse
tanto isso, por que voc casou com um vampiro?"
Eu estava perto de fazer aquela oferta que ele queria que eu fizesse. Eu podia ver as palavras me levando desse jeito, mas eu no podia mudar suas direes.
Ela suspirou. "No  desse jeito. Eu no dava a mnima pra ter um beb. Eu nem pensava nisso. No  s ter um beb. ...bem... esse beb."
" um assassino, Bella. Olhe pra voc mesma."
"Ele no . Sou eu. Eu s sou uma humana fraca. Mas eu posso fazer isso, Jake, eu posso-"
"AW, vamos l! Cale a boca, Bella. Voc pode falar isso pro seu sugador de sangue, mas voc no est me enganando! Voc sabe que no vai conseguir."
Ela me olhou. "Eu no sei disso. Eu estou preocupada com isso, claro."
"Preocupada com isso," Eu repeti por entre meus dentes.
Ela segurou seu estomago. Minha fria desapareceu como uma luz sendo apagada.
"Eu estou bem," ela disse. "No  nada."
Mas eu no ouvi, suas mos tinham puxado seu moletom de lado, e eu olhei, horrorizado, a pele que estava exposta. Seu estomago parecia como se tivesse sido pintado
com grandes bolas de tinta roxo-preto.
Ela viu meu olhas, e ento puxou o tecido de volta pro lugar.
"Ele  forte,  isso." Ela disse na defensiva.
As bolas de tinta eram hematomas.
Eu quase engasguei, e entendi o que ele tinha dito, sobre ficar vendo aquilo a machucar. Ento, eu me senti um pouco louco.
"Bella," Eu disse.
Ela ouviu a mudana na minha voz. Ela olhou pra cima, parada respirando pesadamente, seus olhos confusos.
"Bella, no faa isso."
"Jake-"
"Me oua. No se d por vencida ainda. Okay? S oua. E se...?"
"E se o que?"
"E se isso no fosse um negcio de uma chance? E se no fosse tudo ou nada? E se s ouvisse Carlisle como uma boa garota, e ficasse viva?"
"Eu no-"
"Eu no acabei ainda. Voc fica viva. A voc pode comear de novo. Se isso no funcionar. Tente de novo."
Ela fez uma carranca. Levantou uma mo e tocou onde minhas sobrancelhas se juntavam. Seus dedos alisou minha testa por um momento enquanto ela tentava entender.
"Eu no entendo... O que voc quer dizer, tentar de novo? Voc no pode achar que Edward deixaria eu...? E que diferena ia fazer? Eu tenho certeza que qualquer
beb-"
"Sim," Eu disse. "Qualquer tipo de beb dele seria do mesmo jeito."
Seu rosto cansado s ficou mais confuso. "O que?"
Mas eu no pude dizer mais. No tinha porqu. Eu nunca seria capaz de salv-la de si mesma. Eu nunca consegui fazer isso.
Ento ela piscou, e eu pude ver que ela entendeu.
"Oh. Ugh.Please, Jacob. Voc acha que eu devo matar meu bebe e o substituir com algum substituto genrico? Inseminao artificial?" Ela estava brava agora. "Por
que eu iria querer ter o beb de um estranho? Eu acho que no faria diferena? Qualquer beb serve?
"Eu no quis dizer isso," Eu murmurei. "No um estranho."
Ela foi um pouco pra frente. "Ento o que voc est dizendo?"
"Nada. No estou dizendo nada. Como sempre."
"De onde aquilo veio?"
"Esquea, Bella."
Ela carrancou, suspeita. "Ele pediu pra voc dizer isso?"
Eu hesitei, surpreso que ela entendeu to rpido. "No."
"Foi ele, no foi?"
"No, realmente. Ele no disse nada sobre artificial, que seja."
Seu rosto ficou mais suave, ento ela afundou nas almofadas, parecendo exausta. Ela olhou pros lados quando ela falou, no falando comigo nem um pouco. "Ele faria
qualquer coisa por mim. E eu estou o machucando demais... Mas o que ele est pensando? Que eu trocaria isto,"- sua mo traou sua barriga-"pelo de algum estranho..."
Ela murmurou a ltima parte, e ento sua voz quebrou. Seus olhos estavam molhados.
"Voc no precisa o machucar," Eu sussurrei. Queimou como veneno na minha boca por ter que implorar por ele, mas eu sabia que desse ngulo era mais provvel eu mant-la
viva. Ainda com poucas chances. "Voc podia faz-lo feliz, Bella. E eu realmente acho que ele est perdendo. Honestamente, eu acho."
Ela parecia no estar ouvindo; sua mo fazia pequenos crculos em seu estmago enquanto mordia seus lbios.
Eu fiquei quieto por um longo tempo. Eu imaginei se os Cullen estavam muito longe. Eles estavam ouvindo minhas patticas tentativas de raciocinar com ela?
"Um estranho no?" ela murmurou pra si mesma. Eu estremeci. "O que exatamente Edward disse pra voc?" ela perguntou com a voz baixa.
"Nada. Ele s achou que voc me ouviria."
"No isso. Sobre tentar de novo."
Seus olhos se trancaram nos meus, e eu pude ver que eu j tinha entregado muito.
"Nada."
Sua boca abriu um pouquinho. "Wow."
Ficou silencioso por algumas batidas de corao. Eu olhei pros meus ps de novo, incapaz de encontrar seu olhar.
"Ele realmente faria qualquer coisa, no faria?" ela sussurrou.
"Eu disse que ele estava ficando louco. Literalmente, Bells."
"Estou surpresa que voc no o delatou logo de cara. Coloca-lo em problemas."
Quando olhei pra cima, ela estava dando um sorriso forado.
"Eu pensei nisso." Tentei sorrir de volta, mas o sorriso se desfez no meu rosto.
Ela sabia o que eu estava oferecendo, e ela no ia nem pensar duas vezes sobre isso. Eu sabia que ela no ia.
"No h muita coisa que voc no faria por mim, tambm, h?" ela sussurrou. "Eu realmente no sei porque voc se importa. Eu no mereo nenhum de vocs dois."
"Mas no faz diferena, faz?"
"Dessa vez no." Ela suspirou. "Eu queria poder explicar pra voc certo pra que voc entenda. Eu no posso machuc-lo"-ela apontou pro estomago- "no mais do que
pegar uma arma e atirar em voc. Eu o amo."
"Por que voc sempre tem que amar as coisas erradas, Bella?"
"Eu no acho."
Eu limpei o n na minha garganta para que minha voz sasse forte do jeito que eu queria. "Acredite."
Eu comecei a levantar.
"Onde voc est indo?"
"Eu no vou fazer nenhum bem aqui."
Ela levantou sua mo magra, implorando. "No v."
Eu pude sentir o vcio me sugando, tentando fazer eu ficar perto dela.
"Eu no perteno aqui. Eu preciso voltar."
"Por que voc veio hoje?" ela perguntou, ainda sem firmeza.
"S pra ver se voc estava viva. Eu no acreditei que voc estava doente como Charlie dizia."
Eu no pude dizer pelo rosto dela se ela acreditou nessa ou no.
"Voc vai voltar? Antes..."
"Eu no vou voltar e ficar vendo voc morrer, Bella."
Ela estremeceu. "Voc est certo, voc est certo. Voc deveria ir."
Eu fui para a porta.
"Tchau," ela sussurrou atrs de mim. "Amo voc, Jake."
Eu quase voltei. Quase voltei pra cair de joelhos e comear a implorar. Mas eu sabia que tinha que desistir de Bella, desistir de sua frieza, antes que ela me matasse,
do mesmo jeito que ela ia mat-lo.
"Claro, claro." Eu murmurei na minha sada.
Eu no vi nenhum dos vampiros. Eu ignorei minha moto, toda sozinha no meio do mato. No era rpida o suficiente pra mim agora. Meu pai estaria maluco - Sam, tambm.
O que o bando ia fazer sobre o fato de eles no terem ouvido eu me transformar? Iam pensar que os Cullen me pegaram antes de eu ter pelo menos uma chance? Tirei
minhas roupas, sem ligar pra quem talvez tivesse olhando, e comecei a correr. Eu me tornei lobo em meio aos passos.
Eles estavam esperando.  claro que estavam.
Jacob, Jake, oito vozes falaram em alvio.
Venha pra casa agora, a voz Alfa ordenou. Sam estava furioso.
Eu ouvi Paul desaparecer, e eu soube que Billy e Rachel estavam esperando pra ouvir o que aconteceu comigo. Paul estava ansioso demais pra dar as notcias que eu
no havia sido mascado por vampiros, que nem ouviu a histria toda.
Eu no tive que dizer pro bando que eu estava a caminho- eles podiam ver a floresta passando por mim enquanto eu ia pra casa. Tambm no precisava dizer que eu estava
quase louco. As coisas doentias na minha cabea eram bvias.
Eles viram todo o horror- o estomago deformado de Bella, sua voz fraca; ele  forte,  isso.; o homem sofrendo no rosto de Edward: Assistir ela doente e desperdiando
tudo... Assistir aquilo machucar ela- e por uma vez, ningum tinha nada pra dizer.
O choque deles era um silncio na minha cabea. Sem palavras.
Eu estava a meio caminho de casa quando todo mundo se recuperou. Ento todos correram ao meu encontro.
Estava quase escuro- as nuvens cobriram o pr-do-sol completamente. Eu arrisquei violentamente cruzar a estrada sem ser visto.
Ns nos encontramos h 16 km de La Push, em uma clareira. Era fora do caminho, no meio das montanhas, onde ningum ia nos ver. Paul os achou quando eu achei, ento
o bando estava completo.
A tagarelao na minha cabea era um total caos. Todo mundo gritando ao mesmo tempo.
O rosto de Sam virou para cima e ele rosnava uma inquebrvel corrente. Paul e Jared se moveram como sombras atrs dele, suas orelhas murcharam do lado de suas cabeas.
O crculo estava agitado, em p e soltando rosnados baixos.
Primeiro sua raiva era indefinida, e eu pensei que era por minha causa. Eu estava muito confuso pra ligar pra isso. Eles podiam fazer o que quisessem comigo pra
dar ordens.
Ento a confuso sem foco de pensamentos comearam a se mover juntas.
Como isso pode ser? O que significa? O que vai ser?
No  seguro. No  certo. Perigoso.
No  natural. Monstruoso. Uma abominao.
Ns no podemos permitir.
O bando estava pensando andando e pensando sincronizados agora, todos menos eu e um outro. Eu sentei do lado do irmo, muito atordoado para olhar nem com a minha
mente nem com meus olhos pra ver quem estava do meu lado, enquanto o bando fazia um circulo a nossa volta.
O acordo no cobre isso.
Isso pe todo mundo em perigo.
Eu tentei entender as vozes que faziam espirais, tentei seguir o caminho que o pensamento deles estava indo, mas no fazia sentido. As imagens no pensamento deles
eram as minhas imagens- as piores. Os hematomas de Bella, o rosto de Edward angustiado.
Eles tm medo daquilo, tambm.
Mas eles no faro nada sobre isso.
Protegendo Bella Swan.
No podemos deixar que isso nos influencie.
A segurana da nossa famlia, de todo mundo aqui,  mais importante que um humano.
Se eles no vo mat-lo, ns teremos que mat-lo.
Proteger a tribo.
Proteger nossas famlias.
Ns temos que mat-lo antes que seja tarde.
Outra de minhas memrias, nas palavras de Edward dessa vez: A coisa est crescendo. Bastante.
Eu lutei pra me concentrar, para ouvir as vozes individualmente.
No h tempo a perder, Jared pensou
Vai significar uma luta, Embry avisou. Uma ruim.
Ns estamos prontos Paul insistiu.
Ns vamos precisar a surpresa do nosso lado, Sam pensou.
Se ns pegarmos eles divididos, ns podemos derrub-los separadamente. Vai aumentar nossas chances de vitria, Jared pensou, comeando a formar estratgias agora.
Eu balancei minha cabea, levantando devagar. Eu me senti instvel ali- como se o crculo me fizesse ficar tonto. O lobo ao meu lado ficou em p, tambm. Seu ombro
estava contra o meu, me ajudando.
Esperem, eu pensei.
O bando parou por um segundo, e ento eles estavam andando de novo.
H pouco tempo, Sam disse.
Mas- o que voc est pensando? Voc no queria atacar eles por quebrar o acordo esta tarde. Agora voc est planejando uma aniquilao, quando o acordo ainda est
intacto?
Isso no  algo que o acordo j antecipou, Sam disse. Esse  um perigo pra cada humano na rea. Ns no sabemos que tipo de criatura os Cullen criaram, mas sabemos
que  forte e que cresce rpido. E vai ser muito jovem pra seguir qualquer acordo. Lembra dos recm nascidos que ns lutamos? Loucos, violentos, alm de qualquer
regra ou restrio. Imagine um igual a esses, mas protegido pelos Cullen.
Ns no sabemos-eu tentei interromper.
Ns no sabemos, ele concordou. E ns no podemos ter chances com o desconhecido nesse caso. Ns s podemos deixar os Cullen existir quando ns tivermos absoluta
certeza de que eles no causaram nenhum dano. Isso... essa coisa no pode ser confivel.
Eles no gostam daquilo mais do que ns.
Sam lembrou do rosto de Rosalie, sua concha protetora, de minha mente e mostrou pra todo mundo.
Alguns esto prontos pra lutar por isso, no importa o que.
 s um beb, pelo amor de Deus.
No por muito tempo, Leah sussurrou.
Jake, isso  um grande problema. Quil disse. Ns no podemos simplesmente ignorar isso.
Vocs esto fazendo muito mais do que isso . Eu argumentei. A nica que est em perigo aqui  a Bella.
De novo por sua prpria escolha, Sam disse. Mas essa vez sua escolha afeta todos ns.
Eu no acho isso.
Ns no podemos contar com isso. Ns no permitiremos um bebedor de sangue assombrar nossas terras.
Ento fale pra eles irem embora, o lobo que ainda estava me apoiando disse. Era Seth. Claro.
E deixar a ameaa pra outros? Quando bebedores de sangue cruzam nossa terra, ns os destrumos, no importa onde eles planejam caar. Ns protegemos todos que conseguimos.
Isso  doido, eu disse. Essa tarde voc estava com medo de pr o bando em perigo.
Essa tarde eu no sabia que nossas famlias estavam em risco.
Eu no acredito nisso! Como vocs vo matar a criatura sem matar Bella?
No houve palavras, mas o silencio era cheio de significados.
Eu uivei. Ela  humana tambm! Nossa proteo no se aplica a ela?
Ela est morrendo de qualquer jeito, Leah pensou. Ns s vamos encurtar o processo.
Isso bastou. Eu desviei de Seth, em direo  sua irm, com meus dentes aparecendo. Eu estava prestes a peg-la quando eu senti os dentes de Sam cortando, me puxando
de volta.
Eu uivei de dor e fria e me virei pra ele.
Pare! ele ordenou no timbre duplo do Alfa.
Minhas pernas pareciam ter se afivelado embaixo de mim. Eu fiquei parado.
Ele virou seu olhar pra longe de mim. Voc no vai ser m com ele, Leah ele a comandou. O sacrifcio de Bella  um preo pesado e todos ns iremos reconhecer isso.
Vai contra tudo o que ns apoiamos, acabar com a vida de um humano. Fazer uma exceo a esse cdigo  uma coisa nula. Nstodos estaremos de luto pelo que ns vamos
fazer hoje  noite.
Hoje  noite? Seth repetiu, chocado. Sam- eu acho que ns deveramos falar sobre isso um pouco mais. Consultar os Ancies, pelo menos. Voc no pode falar srio
para ns-
Ns no podemos continuar com a sua tolerncia pelos Cullen agora. No h tempo pra debater. Voc vai fazer o que for lhe dito, Seth.
Os joelhos de Seth se dobravam, e sua cabea foi pra frente embaixo do peso do comando do Alfa.
Sam andou em um pequeno circulo em volta de ns dois.
Ns precisamos do bando inteiro pra isso. Jacob, voc  o nosso lutador mais forte. Voc vai lutar conosco hoje  noite. Eu entendo que isso  difcil pra voc,
ento voc vai se concentrar nos lutadores deles- Emmett e Jasper Cullen. Voc no precisa ser envolvido no... na outra parte. Quil e Embry vo lutar com voc.
Meus joelhos tremeram; eu lutei pra me segurar em p enquanto a voz do Alfa acabava com o meu desejo.
Paul, Jared e eu vamos pegar Edward e Rosalie. Eu acho, pela informao que Jacob trouxe, que eles vo ser quem vai guardar Bella. Carlisle e Alice tambm vo estar
perto, talvez Esme. Brady, Collin, Seth, e Leah vo se concentrar neles. Quem tiver uma chance-ns todos o ouvimos mentalmente gaguejar o nome de Bella-com a criatura,
vai peg-la. Destruir a criatura  nossa prioridade.
O bando concordou fervorosamente. A tenso levantou os plos de todo mundo. O andar estava mais rpido e o som das garras no cho era mais grosso, unhas batendo
no solo.
S Seth e eu estvamos parados, o olho no centro da tempestade de dentes e orelhas sensveis. O nariz de Seth estava quase tocando o solo, curvado nos comandos de
Sam. Eu senti a dor dele pela deslealdade. Pra ele, isso era uma traio- durante aquele dia de aliana, lutando ao lado de Edward Cullen, Seth realmente se tornou
amigo do vampiro.
No havia resistncia nele, mesmo assim. Ele ia obedecer no importava o quanto machucasse ele. Ele no tinha escolha.
E que escolha eu tinha? Quando o Alfa falou, o bando seguiu.
Sam nunca levou sua autoridade to longe assim antes; eu sei que ele honestamente odiava ver Seth ajoelhando em sua frente como se fosse um escravo no p de seu
mestre. Ele no ia forar isso se ele no acreditasse que tivesse outra opo. Ele no podia mentir pra gente assim quando nossas mentes estivessem ligadas do jeito
que esto. Ele realmente acreditava que nosso dever era destruir Bella e o monstro que ela carregava. Ele realmente acreditava que ns no tnhamos tempo a perder.
Ele acreditava que era o bastante at pra morrer por isso.
Eu vi que ele iria enfrentar Edward; a habilidade de Edward de ler mentes o fez a maior ameaa na mente de Sam. Sam no deixaria outra pessoa correr esse perigo.
Ele viu Jasper como o segundo-melhor oponente, por isso ele o deu pra mim. Ele sabia que eu teria uma chance melhor do que qualquer um do bando de ganhar essa luta.
Ele deixou os alvos mais fceis pros lobos mais novos e Leah. A pequena Alice no era perigo sem sua viso do futuro pra gui-la, e ns sabamos desde a aliana
que Esme no lutava. Carlisle seria mais que um desafio, mas seu dio de violncia iria rend-lo.
Eu me senti mais mal que Seth enquanto via Sam planejar, tentando trabalhar com os ngulos para dar a cada membro do bando a melhor chance de sobrevivncia.
Tudo estava armado. Essa tarde, eu estaria a ponto de atac-los. Mas Seth estava certo- no era uma luta a qual eu estava pronto pra lutar. Eu me ceguei com esse
dio.
Eu no tinha me permitido a olhar cuidadosamente pra tudo, porque eu sabia o que eu veria se fizesse isso.
Carlisle Cullen. Olhando pra ele sem aquele dio que anuviava meus olhos, eu no pude negar que matar ele era assassinato. Ele era bom. Bom como qualquer humano
que ns protegamos. Talvez melhor. Os outros, tambm. Eu supus, mas eu no senti firmeza sobre eles. Eu no os conhecia to bem. Era Carlisle que odiava lutar,
mesmo pra salvar sua prpria vida.  por isso que ns poderamos mat-lo- porque ele no ia querer ns, seus inimigos, morressem.
Isso era errado.
E no era s porque matar Bella parecia como me matar, como suicdio.
Se recomponha, Jacob, Sam ordenou A tribo vem em primeiro.
Eu estava errado hoje, Sam.
Seus motivos eram errados. Mas agora ns temos um trabalho pra fazer.
Eu fixei-me No.
Sam rosnou e parou de andar na minha frente. Ele encarou meus olhos e um profundo rosnado escorregou por entre seus dentes.
Sim, o Alfa decretou, sua voz dupla mexendo com o calor da autoridade. No h buracos hoje. Voc, Jacob, ir lugar com os Cullen com ns. Voc, com Quil e Embry,
vo tomar conta de Jasper e Emmett. Voc  obrigado a proteger a tribo.  por isso que voc existe. Voc ir cumprir com a sua obrigao.
Meus ombros encurvaram enquanto o discurso me encontrava. Minhas pernas sucumbiram, e eu estava em minha barriga embaixo dele.
Nenhum membro do bando podia recusar o Alfa.

11. As duas coisas no topo da minha lista de coisas-que-eu-nunca-queria-fazer.
Sam comeou a se mover com os outros em formao enquanto eu ainda estava no cho. Embry e Quil estavam dos meus dois lados, esperando que eu me recuperasse e ficasse
no ponto.
Eu podia sentir a fora, a necessidade, de ficar de p e lidera-los. A compulso cresceu, e eu lutei com ela inutilmente, me agarrando ao cho onde eu estava.
Embry choramingou baixinho no meu ouvido. Ele no queria pensar nas palavras, com medo de trazer a ateno de Sam para mim novamente. Eu senti seu rogo silencioso
para que eu levantasse, para que eu parasse logo e acabasse logo com isso.
O bando estava amedrontado, no tanto por ns mesmos, mas por todo o conjunto. Ns no tnhamos idia de que iramos sair vivos dessa noite. Que irmos ns amos
perder? Que mentes iam nos deixar para sempre? Que famlias pesarosas estaramos consolando pela manh?
Minha mente comeou a trabalhar com a deles, a pensar como uma s, enquanto lidvamos com esses medos. Automaticamente eu me ergui do cho e sacudi meus plos.
Embry e Quil ronronaram de alvio. Quil tocou o nariz no meu lado uma vez.
As mentes deles estavam cheias com o nosso desafio, nossa tarefa. Ns lembramos juntos das noites em que observamos os Cullen praticando para a noite com os recm-nascidos.
Emmett Cullen era o mais forte, mas Jasper seria o mais problemtico. Ele se movia como um trovo - poder e velocidade e morte juntos. Quantos sculos de experincia
ser que ele tinha? O suficiente para os outros Cullen olharem para ele como um guia.
Eu fico com a ponta, voc fica com o resto, Quil ofereceu. Havia mais excitao na mente dele do que na maioria dos outros. Quando Quil observou as instrues de
Jasper naquelas noites, ele ficou morrendo pra testar as habilidades dele contra a dos vampiros. Para ele, isso ia ser um concurso. Mesmo sabendo que a vida dele
estava por um fio, era assim que ele via. Paul estava assim tambm, e as crianas que nunca estiveram numa batalha, Collin e Brady. Seth provavelmente estaria se
sentindo da mesma forma - se os oponentes no fossem amigos dele.
Jake? Quil me cutucou. O que voc quer fazer?
Eu s balancei a minha cabea. Eu no conseguia me concentrar - a compulso de seguir ordens me fazia sentir como se eu fosse um marionete movimentado por cordas.
Um p para a frente, agora o outro.
Seth estava atrs de Collin e Brady - Leah estava assumindo posio l. Ela ignorou Seth enquanto fazia planos com os outros, e eu podia ver que ela preferiria deix-lo
fora da briga. Havia algo de maternal nos sentimentos que ela tinha pelo irmo. Ela queria que Sam o mandasse pra casa. Seth no registrou os pensamentos de Leah.
Ele tambm estava se ajustando s cordas de marionete.
Talvez se voc parasse de resistir..., Embry cochichou.
Fique focado na nossa parte. As partes importantes. Ns podemos venc-los. Eles pertencem a ns! Quil estava se preparando - como uma preparao para um jogo importante.
Eu podia ver o quanto isso seria fcil - pensar em nada a no ser a minha parte. No era difcil me imaginar atacando Emmett e Jasper. Ns j estivemos perto disso
antes. Eu pensei neles como inimigos por muito tempo. Eu podia fazer isso de novo agora.
Eu s tinha que esquecer que eles estavam protegendo a mesma coisa que eu ia proteger. Eu tinha que esquecer a razo pela qual eu podia querer que eles vencessem...
Jake, Embry avisou. Mantenha a cabea no jogo.
Meus ps se moveram desajeitados, tentando se soltar da fora das cordas.
Lutar no adianta nada, Embry cochichou de novo.
Ele estava certo. Eu acabaria fazendo o que Sam queria, se ele quisesse me forar. E ele queria. Obviamente
Essa era uma boa razo para a autoridade Alpha. Mesmo um bando forte como o nosso no tinha muita fora sem nosso lder. Ns tnhamos que nos mover juntos, para
conseguir ser efetivos. E isso pedia que um corpo ainda tivesse cabea.
Ento, de que importava se Sam estivesse errado agora? No havia nada que ningum pudesse fazer. Ningum que pudesse questionar sua deciso.
Exceto.
E foi isso - um pensamento que eu nunca, nunca achei que quisesse ter. Mas agora, com as minhas pernas amarradas, eu reconheci essa exceo com alvio - mais que
alvio, uma alegria tremenda.
Ningum podia questionar a deciso do Alpha - exceto eu.
Eu no mereci nada. Mas haviam coisas que tinham nascido em mim, coisas que eu deixei intocadas.
Eu nunca quis liderar o bando. Eu no queria fazer isso agora. Eu no queria a responsabilidade por todos os nossos destinos nos meus ombros. Sam era melhor nisso
do que eu jamais seria.
Mas essa noite ele estava errado.
E eu no nasci para me ajoelhar pra ele.
Os ns se desfizeram do meus corpo assim que eu aceitei meu direito de nascena.
Eu podia senti-lo se juntando em mim, liberdade e tambm algo estranho, poder vazio. Vazio porque o poder de um Alpha vinha do seu bando, e eu no tinha bando. Por
um segundo, a solido me dominou.
Agora eu no tinha mais bando.
Mas eu estava de ereto e forte quando caminhei para onde Sam estava, fazendo planos com Paul e Jared. Ele se virou pelo som do meu avano, e seus olhos pretos se
estreitaram.
No, eu disse a ele de novo.
Ele ouviu imediatamente, ouviu a escolha que eu tinha feito e o som da voz Alpha em meus pensamentos.
Ele deu um pulo para trs com um com chocado.
Jacob? O que voc fez?
Eu no vou seguir voc, Sam. No em uma coisa to errada.
Ele me encarou, pasmo. Voc... voc escolheria seus inimigos  sua famlia?
Eles no so - eu balancei a cabea, limpando-a - Eles no so nossos inimigos. Eles nunca formam. No entanto, eu s fui perceber isso quando pensei em destru-los.
Isso no  sobre eles, ele rosnou pra mim. Isso  sobre Bella. Ela nunca foi a pessoa certa pra voc, ela nunca te escolheu, mas voc continua destruindo sua vida
por ela!
Aquelas eram palavras duras, mas eram palavras verdadeiras. Eu deu uma grande aspirada de ar, absorvendo-as.
Talvez voc esteja certo. Mas voc vai destruir o bando por causa dela, Sam. No importa quantos deles sobrevivam esta noite, eles sempre tero um assassinato nas
mos.
Ns temos que proteger as nossas famlias!
Eu sei o que voc decidiu, Sam. Mas voc j no decide mais por mim.
Jacob - voc no pode dar as costas para a nossa tribo.
Eu ouvi o eco duplo do comando Alpha dele, mas dessa vez ele no teve peso nenhum. Ele j no se aplicava mais a mim. Ele apertou a mandbula, tentando me forar
a responder s palavras dele.
Eu olhei dentro de seus olhos furiosos. O filho de Ephraim Black no nasceu para seguir o filho de Levi Uley.
 isso ento, Jacob Black? O pescoo dele levantou e seus lbios se ergueram sobre os lbios. Paul e Jared rosnaram e se puseram ao lado dele. Mesmo que voc possa
me derrotar, o bando nunca vai te seguir!
Agora eu dei um passo pra trs, um gemido de surpresa escapando de minha garganta.
Derrotar voc? Eu no vou lutar com voc, Sam.
Ento qual  o seu plano? Eu no vou sair do caminho para que voc proteger aqueles vampiros s custas da tribo.
Eu no estou te dizendo pra sair do caminho.
Se voc ordenar que eles te sigam -
Eu[i/] nunca tiraria o livre arbtrio de ningum.
O rabo dele balanou pra frente e pra trs enquanto ele se refazia do julgamento nas minhas palavras. Ele deu um passo  frente at que estvamos cara a cara, seus
dentes expostos a centmetros dos meus. At esse momento eu no tinha reparado que tinha ficado mais alto que ele.
No pode haver mais de um Alpha. O bando me escolheu. Voc vai nos separar essa noite? Vai dar as costas aos seus irmos? Ou vai esquecer essa insanidade e se juntar
a ns de novo? Cada palavra estava coberta de comando, mas elas no me tocaram. Sangue Alpha forte corria em minhas veias.
Eu podia ver porque nunca havia mais de um macho Alpha em um bando. Meu corpo estava respondendo ao desafio dele. Eu podia sentir o instinto de defender o que era
meu crescendo em mim.
O lado mais primitivo do meu 'eu' lobisomem ficou tenso pela batalha da supremacia.
Eu foquei toda a minha energia em controlar essa reao. Eu no ia me meter numa briga sem noo, destrutiva com Sam. Ele ainda era meu irmo, mesmo que eu estivesse
rejeitando ele.
S h um macho Alpha nesse bando. Eu no estou contestando isso. Eu estou apenas escolhendo o meu prprio caminho.
Voc pertence a um grupo agora, Jacob?
Eu enrijeci.
Eu no sei, Sam. Mas eu sei isso -
Ele foi para trs quando sentiu o peso do meu tom Alpha. Ele o afetava mais do que o dele afetava a mim. Porque eu nasci para ser lder.
Eu vou ficar entre voc e os Cullen. Eu no vou simplesmente ficar olhando enquanto o bando mata pessoas - era difcil aplicar essa palavra para vampiros, mas era
a verdade. inocentes. O bando  melhor que isso. Lide-os na direo certa, Sam.
Eu dei as costas para ele, e um coro de uivos cortou o ar ao meu redor.
Enterrando minhas garras na terra, eu corri do tumulto que causei. Eu no tinha muito tempo. Pelo menos Leah era a nica que conseguia me vencer numa corrida, e
eu tinha sado antes dela.
Os uivos foram sumindo com a distncia, e eu me senti confortvel enquanto o som continuou a invadir a noite silenciosa. Eles ainda no estavam atrs de mim.
Eu tinha que avisar os Cullen antes que o bando pudesse se unir e me impedir. Se os Cullen estivessem preparados, talvez isso desse a Sam uma chance de repensar
antes que fosse tarde demais. Eu corri em direo  casa branca que eu ainda odiava, deixando a minha casa pra trs. Uma casa a qual eu no pertencia mais. Eu tinha
dado as costas a ela.
Hoje comeou como qualquer outro dia. Eu fui pra casa com a patrulha com o nascer do sol chuvoso, caf da manh com Billy e Rachel, televiso de m qualidade, briga
com Paul. Como foi que tudo mudou to completamente, ficou to surreal? Como tudo ficou to bagunado e fora do lugar at que eu vim parar aqui, sozinho, Alpha sem
querer, separado dos meus irmos, escolhendo vampiros e no eles?
O som que eu estive temendo de tirou dos meus pensamentos - era o leve impacto de patas grandes contra o cho, me perseguindo. Eu me atirei para a frente, voando
pela floresta negra como um foguete. Eu s tinha que chegar perto o suficiente pra que Edward ouvisse o aviso na minha cabea. Leah no seria capaz de me impedir
sozinha.
E ento eu ouvi o humor dos pensamentos atrs de mim. No raiva, mas entusiasmo... No me perseguindo, mas me seguindo.
Minha corrida parou. Eu tropecei dois passos antes de comear a correr novamente.
Espere. Minhas pernas no so to longas quanto as suas.
SETH! O que voc t FAZENDO? V PRA CASA!
Ele no respondeu, mas eu podia sentir a excitao dele enquanto ele continuava atrs de mim. Eu podia ver atravs dos olhos dele, assim como ele podia ver atravs
dos meus. O cenrio noturno estava vazio pra mim - cheio de desespero. Para ele estava cheio de esperana.
Eu no me dei conta que estava diminuindo de velocidade, mas de repente ele estava nos meus calcanhares, correndo ao meu lado.
Eu no estou brincando, Seth! Isso no  lugar pra voc. D o fora daqui.
O grande lobo de cor enferrujada rosnou. Eu to contigo, Jacob. Eu acho que voc est certo. E eu no vou ficar atrs de Sam quando -
Ah, sim, voc vai ficar atrs de Sam sim! Leve a sua bunda peluda de volta pra La Push e faa o que Sam te disser pra fazer.
No.
Vai, Seth!
Isso  uma ordem, Jacob?
A pergunta dele me pegou de surpresa. Eu parei imediatamente, minhas garras fazendo buracos na terra.
Eu no estou ordenando que ningum faa nada. Eu s estou te dizendo o que voc j sabe.
Ele se sentou ao meu lado. Eu vou te dizer o que eu sei - Eu sei que isso aqui t quieto demais. Voc reparou?
Eu pisquei. Meu rabo balanou nervosamente enquanto eu me dava conta do que ele estava pensando por baixo daquelas palavras. Se certa forma, no estava quieto. Uivos
enchiam o ar, a oeste.
Eles no se transformaram de volta, Seth disse.
Isso eu sabia. O bando devia estar em alerta vermelho agora. Eles estariam usando a ligao entre as mentes para ver todos os lados com clareza. Mas eu no podia
ouvir o que eles estavam pensando. Eu s podia ouvir Seth. Ningum mais.
Pra mim parece que bandos separados no tem essa ligao. Huh. Acho que nunca ouve motivos pros nossos pais saberem disso antes. Porque nunca houve motivo pra separar
os bandos antes. Nunca houveram lobos suficientes para haver dois bandos. Wow. Est muito quieto.  meio estranho. Mas at que  legal, voc no acha? Eu aposto
que era mais fcil, assim, para Ephraim, Quil e Levi. No h muita tagarelice s entre trs. Ou dois.
Cala a boca, Seth.
Sim, senhor.
Para com isso! No tem dois bandos. Tem O bando, e tem eu. Isso  tudo. Ento voc pode voltar pra casa agora.
Se no existem dois bandos, ento porque podemos ouvir um ao outro, e no o resto? Eu acho que quando voc deu as costas pra Sam, esse foi um passo muito significante.
Uma mudana. E quando eu segui voc, eu acho que isso foi significante tambm.
Voc tem razo, eu concedi. Mas o que muda uma vez pode mudar de novo.
Ele levantou e comeou a correr para o leste. No temos tempo agora. Ns devamos estar nos movendo agora antes que Sam...
Nessa parte ele estava certo. No havia tempo para essa discusso. Eu comecei a correr novamente, mas sem me esforar tanto. Seth ficou nos meus calcanhares, ficando
na tradicional Segunda posio no meu lado direito.
Eu posso correr para algum outro lugar, ele pensou, seu nariz baixando um pouco. Eu no te segui pra conseguir uma promoo.
Corra pra onde voc quiser. No faz diferena pra mim.no havia som de perseguio, mas ns apertamos um pouco o passo ao mesmo tempo. Agora eu estava preocupado.
Se eu no conseguisse espiar na mente do bando, isso ia dificultar mais as coisas. Eu no teria mais sorte no ataque que os Cullen.
Vamos fazer patrulhas, Seth sugeriu.
E o que fazemos se o bando nos desafiar? Meus olhos se apertaram. Atacar nossos irmos? Sua irm?
No - a gente d o alarme e se manda.
Boa resposta. Mas e depois? Eu no acho...
Eu sei, ele concordou. Menos confiante agora. Eu tambm no acho que a gente consiga lutar com eles. Mas eles no estaro mais felizes com a idia de nos atacar
do que ns estaremos com a idia de atac-los. Isso pode ser o suficiente para impedi-los. Alm do mais, agora eles so apenas oito.
Deixe de ser to... Eu levei um minuto para decidir qual era a palavra certa. Otimista. Est me deixando nervoso.
Sem problema. Voc quer que eu seja totalmente negativo, ou eu s calo a boca?
S cale a boca.
Isso eu posso fazer.
Mesmo? No  o que parece.
Finalmente ele ficou quieto.
E ento estvamos ao lado da estrada e nos movendo ao redor da floresta que cercava a casa dos Cullen. Edward j podia nos ouvir?
Talvez devssemos estar pensando algo como "viemos em paz"
V em frente.
Edward? Ele chamou o nome com hesitao. Edward, voc t a? Okay, agora eu me sinto meio estpido.
Voc est soando estpido tambm.
Acha que ele pode nos ouvir?
Estvamos a menos de dois quilmetros de distncia agora. Eu acho que sim. Hey, Edward. Se voc conseguir me ouvir - aparece a, sugador de sangue. Voc tem um problema.
Ns temos um problema, Seth corrigiu.
Ento atravessamos as rvores que davam para o grande jardim. A casa estava escura, mas no vazia. Edward estava na varanda com Emmett e Jasper. Eles era brancos
como neve na luz plida.
"Jacob? Seth? O que est acontecendo?"
Eu diminu de velocidade e ento dei uns passos pra trs. O cheiro era to forte com esse nariz que honestamente parecia estar me queimando. Seth gemeu baixinho,
hesitando, e ento voltou pra trs de mim.
Para responder a pergunta de Edward, eu deixei minha mente correr pelo confronto com Sam, vendo tudo de trs pra frente. Seth pensou comigo, preenchendo as lacunas,
mostrando a cena de outro ngulo. Ns paramos na parte sobre a "aberrao" porque Edward rosnou furiosamente e saiu da varanda.
"Eles querem matar Bella?" Ele rugiu simplesmente.
Emmett e Jasper, sem ter ouvido a primeira parte da conversa, tomaram a pergunta rspida dele como um fato. Em um flash, os dois estavam ao lado dele, dentes expostos
enquanto eles se moviam para ns.
Hey, agora, Seth pensou, indo para trs.
"Em, Jazz - no eles! Os outros. O bando est vindo."
Emmett e Jasper pararam imediatamente; Emmett se virou para Edward enquanto Jasper mantinha os olhos grudados em ns.
"Qual o problema deles?" Emmett quis saber.
Eu pensei no que ele me pediu mais cedo naquele dia. Quando se tratasse de Bella, no haviam linhas que ele no fosse cruzar. Sim, pediria.
Ele pensou nisso e balanou a cabea. "Eu acho que nisso voc est certo."
Eu suspirei pesadamente. Bem, essa no  a primeira vez que eu no fao isso por voc.
"Certo", ele murmurou.
Me desculpe por no ter ajudado hoje. Eu te disse que ela no ia me ouvir.
"Eu sei. Eu nunca acreditei que ela ouviria. Mas..."
Voc precisava tentar. Eu entendo. Ela est melhor?
A voz e os olhos dele ficaram vazios. "Pior", ele respirou.
Eu no queria que essa palavra me alcanasse. Eu me senti agradecido quando Alice falou.
"Jacob, voc se importaria em se transformar?" Alice pediu. "Eu quero saber o que est acontecendo."
Eu balancei a cabea ao mesmo tempo que Edward respondeu.
"Ele precisa manter contato com Seth."
"Bem, ento ser que voc podia fazer a gentileza de me contar o que est acontecendo?"
Ele explicou em frases curtas, sem emoo. "O bando acha que Bella se tornou um problema. Eles vem problemas futuros no... no que ela est carregando. Eles sentem
que  seu dever remover o perigo. Jacob e Seth debandaram do bando pra nos avisar. O resto est planejando um ataque esta noite."
Alice rosnou, se afastando de mim. Emmett e Jasper trocaram um olhar, e seus olhos procuraram entre as rvores.
No h ningum por a, Seth avisou. Est tudo quieto no lado oeste.
Isso pode mudar.
Eu vou pro outro lado.
"Carlisle e Esme esto chegando." Emmett disse. "Vinte minutos no mximo."
"Devamos tomar uma posio defensiva", Jasper disse.
Edward balanou a cabea. "Vamos pra dentro."
Eu vou vasculhar o permetro com Seth. Se eu me afastar demais e voc no me ouvi, fique alerta pro meu uivo.
"Vou ficar".
Eles voltaram para a casa, os olhos vasculhando todos os lugares. Antes deles terem entrado, eu virei e comecei a correr para o oeste.
Eu ainda no estou achando muita coisa, Seth me disse.
Eu vou fazer um meio crculo. Mova-se rpido - ns no queremos que eles tenham uma chance de passar por ns.
Seth se lanou em frente numa exploso repentina de velocidade.
Ns corremos em silncio,e os minutos se passaram. Eu ouvi os barulhos ao redor dele, fazendo uma checagem dupla no julgamento dele.
Hey - alguma coisa est se aproximando rpido! Ele me avisou depois de quinze minutos de silncio.
To a caminho!
Fique onde est - eu no acho que seja o bando. O som  diferente.
Seth -
Mas ele sentiu o cheiro do que se aproximava na brisa, e eu li na mente dele.
Vampiro. Aposto que  Carlisle
Seth, fique pra trs. Pode ser outra pessoa.
No, so eles. Eu reconheo o cheiro. Espere, eu vou me transformar pra explicar pra eles.
Seth, eu no acho -
Mas ele j tinha ido.
Ansiosamente, eu corri pela borda do lado oeste. No seria maravilhoso se Seth se s por uma noite eu no precisasse tomar conta de Seth? E se alguma coisa acontecesse
com ele no meu turno? Leah ia me fazer em pedacinhos.
Pelo menos o garoto no demorou muito. Menos de dois minutos depois eu o senti na minha cabea.
, Carlisle e Esme. Cara, eles ficaram surpresos demais em me ver! Provavelmente eles j esto l dentro agora. Carlisle agradeceu.
Ele  um cara legal.
. Um dos motivos pelos quais estamos certos nisso.
Espero que sim.
Porque voc t to pra baixo, Jake? Eu aposto que Sam no vai trazer o bando hoje. Ele no vai se meter numa misso suicida.
Eu suspirei. De qualquer maneira, no parecia importar.
Oh. Isso no tem muito a ver com Sam, tem?
Eu fiz a volta no final da patrulha. Eu senti o cheiro de Seth vindo do lugar onde ele tinha passado. No estvamos deixando nada passar.
Voc acha que Bella vai morrer do mesmo jeito, Seth sussurrou.
Sim, ela vai.
Pobre Edward. Ele deve estar louco.
Literalmente.
O nome de Edward fez outras memrias virem  superfcie. Seth as leu impressionado.
E ento ele estava uivando. Oh, cara! Sem essa! Voc no fez isso! Isso foi simplesmente um lixo, Jake! E voc tambm sabe disso! Eu no acredito que voc disse
que o mataria. O que foi isso? voc precisa dizer a ele que no.
Cala a boca, cala a boca, seu idiota! Eles vo pensar que o bando est vindo!
Oops! Ele parou na metade do uivo.
Eu virei e comecei a correr em direo  casa. Fique fora disso, Seth. Vigie o crculo inteiro agora.
Seth resmungou, e eu o ignorei.
Alarme falso, alarme falso, eu pensei enquanto corria mais pra perto. Desculpa. Seth  jovem. Ele esquece as coisas. Ningum est atacando. Alarme falso.
Quando eu cheguei na clareira eu pude ver Edward olhando pra fora por uma janela escura. Eu corri pra dentro, querendo ter certeza que ele tinha entendido a mensagem.
No tem nada aqui fora - voc ouviu?
Ele balanou a cabea uma vez.
Isso seria muito mais fcil se a comunicao no fosse unilateral. Mas tambm, eu estava meio feliz por no estar na mente dele.
Ele olhou por cima do ombro, pra dentro da casa, e eu vi seu corpo inteiro estremecendo. Ele me dispensou com um aceno sem olhar na minha direo novamente e saiu
da minha vista.
O que est acontecendo?
Como se eu fosse receber uma resposta.
Eu fiquei imvel na clareira e escutei. Com esses ouvidos, eu quase conseguia ouvir os passos suaves de Seth, quilmetros fora da floresta. Era fcil ouvir qualquer
som de dentro da casa escura.
"Foi alarme falso", Edward estava explicando numa voz morta, s repetindo o que eu tinha dito. "Seth estava nervoso com alguma outra coisa, e esqueceu que estvamos
esperando o sinal. Ele  muito jovem."
"Bom ter tots guardando o forte", uma voz mais profunda murmurou. Emmett, eu pensei.
"Eles nos fizeram um grande servio esta noite, Emmett", Carlisle disse. "Um grande sacrifcio pessoal."
", eu sei. S estou com inveja. Eu queria estar l fora."
"Seth no acha que Sam vai atacar agora", Edward disse mecanicamente. "No com a gente de sobreaviso, e sem dois membros do bando."
"O que Jacob acha?" Carlisle perguntou.
"Ele no est to otimista."
Ningum falou. Houve um som baixinho de algo pingando que eu no pude divisar. Eu ouvi a respirao baixa deles - e eu conseguia separar a de Bella das restantes.
Era mais rspida, trabalhosa. Ela assobiava e se quebrava em ritmos estranhos. Eu podia ouvir seu corao. Parecia... rpido demais. Eu o comparei com as minhas
prprias batidas, mas eu no sabia se era uma boa medio. No era como se eu fosse normal.
"No toque nela! Voc vai acord-la", Rosalie sussurrou.
Algum suspirou.
 "Rosalie", Carlisle murmurou.
"No comece comigo, Carlisle. Deixamos voc fazer o que queria mais cedo, mas isso  s o que ns deixamos."
Parecia que Bella e Rosalie agora estavam sempre falando no plural. Como se agora elas formassem seu prprio bando.
Eu andei rapidamente pela frente da casa. Cada passada me lavava um pouco mais pra perto. Janelas escuras eram como uma televiso ligada em alguma sala de espera
chata - era impossvel manter os olhos longe delas por muito tempo.
Alguns minutos mais, algumas passadas mais, e meu plo j estava roando na varanda enquanto eu passava.
Eu podia ver atravs das janelas - ver o topo das paredes e os tetos, o candelabro apagado que tinha l. Eu era alto o suficiente para apenas ter que erguer meu
pescoo um pouquinho... e talvez uma pata na beira na varanda...
Eu dei uma espiada na grande sala aberta da frente, esperando ver algo muito similar  cena desta tarde. Mas tudo tinha mudado tanto que no incio eu fiquei confuso.
Por um segundo eu achei que estava olhando para a sala errada.
A parede de vidro tinha sumido - ela parecia feita de metal agora. E todos os mveis haviam sido tirados do caminho, com Bella encurvada de forma estranha sobre
uma cama estreita no centro do espao aberto. No era uma cama normal - mas uma com rodinhas, como aquelas de hospital. Assim como num hospital, tambm haviam monitores
plugados em seu corpo, os tubos enfiados em sua pele. As luzes no monitor brilhavam, mas no havia som. O barulho de algo pingando vinha de uma intra-venosa plugada
no brao dela - algum fluido que era grosso e branco, no transparente.
Ela tossiu um pouco em seu sono agitado, e tanto Edward quanto Rosalie se inclinaram para observ-la. O corpo dela se contorceu e ela gemeu. Rosalie alisou a testa
de Bella com as mos. O corpo de Edward enrijeceu - ele estava de costas pra mim, mas a expresso dele deve ter sido interessante porque Emmett se colocou entre
os dois antes que houvesse tempo para piscar. Ele ergueu as mos para Edward.
"Esta noite no, Edward. Temos outras coisas pra nos preocupar."
Edward deu as costas pra eles, e ele parecia estar queimando novamente. Os olhos dele encontraram os meus por um minuto, e ento eu sai da janela.
Eu voltei correndo para a floresta, correndo pra me juntar a Seth, fugindo do que estava atrs de mim.
Pior. Sim, ela estava pior.

12. Algumas pessoas no entendem o conceito de ''No Desejado''
Eu estava quase dormindo.
O sol havia sado por trs das nuvens h uma hora atrs - a floresta estava cinza agora, ao invs de escura. Seth tinha se enrolado e desmaiado por volta de 1 hora,
e eu o acordei de madrugada para a troca. Mesmo depois de correr a noite toda, eu estava lutando para fazer meu crebro se calar o bastante para poder dormir, mas
o ritmo da corrida de Seth estava ajudando. Uma, dois-trs, quatro, um, dois-trs, quatro - dum, dum, dum, dum - estpida pancada de pata contra a terra mida, repetidamente
enquanto ele fazia o longo circuito por volta da terra dos Cullen. Ns j estvamos deixando pegadas no cho. Os pensamentos de Seth estavam vazios, apenas uma mancha
verde e cinza quando o mato voava para cima dele.
Estava tranqilo. Isso ajudou a encher minha mente com as coisas que ele via, ao invs de deixar minhas prprias imagens tomarem conta.
E ento o perfurante uivo de Seth quebrou o silncio da manh.
Eu me inclinei do cho, minhas patas dianteiras se arrastando rapidamente, antes de minhas patas traseiras sarem do cho. Eu corri ao lugar em que Seth estava congelado,
ouvindo com ele os passos de patas vindo em nossa direo.
Bom dia, garotos.
Um choro abalado se quebrou atravs dos dentes de Seth. E ento ns dois rangemos os dentes conforme ouvamos os novos pensamentos.
Oh, cara! V embora, Leah! Seth rugiu.
Eu parei quando cheguei at Seth, cabea para trs, pronto para uivar novamente - desta vez para reclamar.
Pare o barulho, Seth.
Certo! Ugh! Ugh! Ugh! Ele choramingou e bateu no cho, raspando dobra na sujeira.
Leah apareceu, seu pequeno corpo cinza mostrando-se atravs dos arbustos.
Pare de choramingar, Seth. Voc  s um beb.
Eu rosnei para ela, minhas orelhas achatadas contra minha cabea. Ela saltou um passo para trs automaticamente.
O que pensa que est fazendo, Leah?
Ela bufou um suspiro pesado.  muito bvio, no ? Eu estou entrando na porcaria do seu pequeno e renegado bando. Os ces de guarda dos vampiros. Ela latiu uma baixa
e sarcstica risada.
No, voc no est. Volte antes que eu arranque um de seus tendes.
Como se voc pudesse me pegar. Ela riu e se abaixou para correr. Quer competir,  corajoso lder?
Eu respirei fundo, enchendo meus pulmes at que meus lados se destacassem. Ento quando tive certeza de que no iria gritar, soltei o ar com um sopro forte.
Seth, v contar aos Cullen que  somente sua estpida irm - Eu pensei nas palavras o mais cruelmente possvel. Eu cuido disso.
 pra j! Seth era o nico feliz demais para partir. Ele desapareceu em direo  casa.
Leah lamentou, e o olhou. O plo em seus ombros levantando. Voc est deixando-o ir at os vampiros sozinho?
Estou certo de que ele preferia que eles o levassem do que passar mais um minuto aqui com voc.
Cala a boca, Jacob. Oops, me desculpe - quero dizer, cala a boca, maior poderoso Alfa.
Por que diabos voc est aqui?
Voc acha que vou ficar sentada em casa enquanto meu irmozinho se  voluntrio como brinquedo de mastigar dos vampiros?
Seth no quer ou precisa de sua proteo. Na verdade, ningum te quer aqui.
Ohhh, ai, isso vai deixar uma grande marca.Ha,ela latiu. Diga quem me quer por perto, e eu partirei.
Ento isso no tem nada a ver com Seth, tem?
Lgico que tem. Estou apenas apontando que ser indesejada no  um princpio pra mim. No  um fator motivador, se voc entende o que quero dizer.
Eu cerrei os dentes e tentei pensar direito.
Sam te mandou?
Se eu estivesse aqui em misso de Sam, voc no estaria disposto a me ouvir. Minha aliana est longe de ser com ele.
Eu escutei cuidadosamente aos pensamentos misturados as palavras. Se isso fosse uma distrao ou um truque, eu teria que ser alerto o suficiente para enxerg-los.
Mas no havia nada. Sua declarao no era nada, seno a verdade. Relutante, quase desesperadora verdade.
Voc  leal a mim agora? Eu perguntei com profundo sarcasmo. Uh-huh. Certo.
Minhas escolhas so limitadas. Estou trabalhando com as opes que tenho. Confie em mim, no estou gostando disso mais que voc.
Isso no era verdade. Tinha um irritvel tipo de excitamento na mente dela. Ela no estava contente com isso, mas ela tambm estava montando em alguma estranha altura.
Eu procurei sua mente, tentando entender.
Ela se enfureceu, ofendendo-se pela invaso. Eu normalmente tentava direcionar Leah - eu nunca tentei achar lgica nela antes.
Ns fomos interrompidos por Seth, pensando em sua explicao de Edward. Leah resmungou ansiosamente. O rosto de Edward, formado na mesma janela da noite passada,
no mostrou reao s novidades. Era um rosto vazio, sem vida.
Wow, ele parece mal. Seth murmurou para si mesmo. O vampiro no mostrou reao quele pensamento tambm. Ele desapareceu pela casa. Seth se posicionou e voltou para
onde estvamos. Leah relaxou um pouco.
O que est acontecendo? Leah perguntou. Me alcance para correr.
No h desculpas. Voc no vai ficar.
Na verdade, Sr. Alfa, eu vou. Porque desde que aparentemente eu tenho que pertencer a algum - e no pense que eu no tenha tentado partir sozinha, voc bem sabe
por si mesmo que isso no funciona. - eu escolho voc.
Leah, voc no gosta de mim. Eu no gosto de voc.
Obrigada, Capito bvio. Isso no importa para mim. Eu estou com Seth.
Voc no gosta de vampiros. No acha que  um pequeno conflito de interesses bem ali?
Voc tambm no gosta de vampiros.
Mas eu estou comprometido  esta aliana. Voc no.
Eu manterei distncia deles. Eu posso fazer rondas por aqui, da mesma forma que Seth.
E eu deveria acreditar nisso?
Ela esticou seu pescoo, se inclinando at os dedos dos ps, tentando ser to alta quanto eu para me olhar nos olhos. Eu no trairei meu bando.
Eu queria inclinar a cabea e uivar, como Seth havia feito antes. Este no  o seu bando! Isto nem mesmo  um bando! Este s sou eu, apodrecendo sozinho! O que
vocs
tm, Clearwatters? Por que no me deixam sozinho?
Seth, aparecendo por trs de ns agora, choramingou; Eu o ofendi. timo.
Eu tenho sido prestativo, no tenho, Jake?
Voc no fez mais do que se chatear, garoto, mas se voc e Leah so um pacote - se a nica maneira de me livrar dela  te mandar pra casa... Bem, voc pode me culpar
por querer que voc v?
Ugh, Leah, voc destruiu tudo!
Sim, eu sei, ela disse a ele, e o pensamento estava carregado com o peso de seu desespero.
Eu senti a dor nas trs pequenas palavras, e era mais do que eu poderia adivinhar. Eu no queria sentir isso. Eu no queria me sentir mal por ela. Claro, o bando
era duro com ela, mas ela trouxe tudo isso com a amargura que a manchou a cada pensamento, e fez sua mente ser um pesadelo.
Seth estava se sentindo culpado tambm. Jake... voc no vai mesmo me mandar embora, vai? Leah no  m. Srio. Quero dizer, com ela aqui ns podemos pressionar
o permetro por mais tempo. E isso coloca Sam abaixo de sete. No h maneira de ele montar um ataque com nmero maior.  provavelmente uma coisa boa...
Sabe, eu no quero liderar um bando, Seth.
Ento no nos lidere. Leah ofereceu.
Eu bufei. Parece perfeito pra mim. Vo pra casa agora.
Jake. Seth pensou. Eu perteno aqui. Eu gosto de vampiros. Dos Cullen. Eles so pessoas para mim, e eu os protegerei, porque  isso que ns deveramos fazer.
Talvez voc pertena, garoto, mas sua irm no. E ela ir para o lugar que voc estiver...
Eu parei brevemente, porque vi alguma coisa quando disse isso. Algo que Leah estava tentando no pensar a respeito. Leah no ia para lugar algum.
Pensei que isso era sobre Seth, eu pensei de mal humor.
Ela hesitou. Claro que estou aqui por Seth.
E para ficar longe de Sam.
Seus dentes trincaram.Eu no tenho que me explicar para voc. S tenho que fazer o que me disseram. Eu perteno ao seu bando. Fim.
Eu andei para longe dela, rosnando.
Merda. Eu nunca iria me livrar dela. O tanto que ela no gostava de mim, o tanto que ela detestava os Cullen, o tanto que ela ficaria feliz ao matar todos os vampiros
agora, o quanto ela estava irritada por ter de proteg-los ao invs disso - tudo isso no era nada comparado no quanto ela se sentia livre de Sam.
Leah no gostava de mim, ento no era uma tarefa desejar que ela desaparecesse.
Ela amava Sam. Ainda. E tendo o desejo dele de que ela desaparecesse, era mais doloroso do que ter vontade de viver com ele, agora que ela tinha uma escolha. Ela
teria escolhido qualquer outra opo. Mesmo se isso significasse se mudar com os Cullen, como seu cozinho.
Eu no sei se iria to longe, ela pensou. Ela tentou fazer as palavras soares duras, agressivas, mas tinham grandes confuses em sua declarao. Tenho certeza que
eu me mataria por algumas tentativas antes...
Olhe, Leah...
No,voc olhe, Jacob. Pare de argumentar comigo, porque isso no far bem algum. Eu ficarei longe de seu caminho, ok? Eu farei qualquer coisa que voc quiser. Exceto
voltar ao bando de Sam e ser a pattica ex-namorada de Sam, a qual ele no consegue ficar longe. Se voc quiser que eu v... - ela sentou e olhou em meus olhos -voc
ter que me fazer ir.
Eu resmunguei por um longo, raivoso minuto. Estava comeando a sentir alguma simpatia por Sam, a despeito do que ele tinha feito comigo, com Seth. Sem perguntar
se ele estava sempre ordenando o bando por a. De que outro jeito voc teria feito qualquer outra coisa?
Seth, voc ficar bravo comigo se eu matar sua irm?
Ele fingiu pensar por um minuto. Bem...sim, provavelmente.
Eu suspirei.
Ok ento, senhora fao-tudo-que-voc-quiser. Porque voc no faz algo de til, e nos conta tudo o que sabe? O que aconteceu depois que ns partimos noite passada?
Muitos uivos. Mas voc provavelmente ouviu esta parte. Eram to altos que nos levou tempo para descobrir que no podamos ouvir nenhum de vocs mais. Sam estava...
As palavras falharam, mas ns podamos ver em sua mente. Eu e Seth nos encolhemos.
Depois disso, ficou bem claro que ns teramos de repensar as coisas. Sam estava planejando falar com o outro ancio a primeira coisa esta manh. Ns deveramos
nos encontrar, e descobrir um plano de jogo. Eu poderia dizer que ele no estava montando um novo ataque agora mesmo, pelo menos. Suicdio neste ponto, com voc
e Seth fugidos e os sugadores de sangue prevenidos. No estou certa sobre o que eles faro, mas eu no ficaria perambulando pela floresta sozinha, se fosse um parasita.
 estao de caa nos vampiros agora.
Voc decidiu fugir do encontro esta manh? eu perguntei.
Quando ns fracassamos na ronda a noite passada, eu pedi permisso para ir para casa, e contar a minha me o que tinha acontecido.
Merda, voc contou a mame?, Seth rosnou.
Seth, segure essa coisa de irmos por um segundo. Continue, Leah.
Ento, uma vez humana, eu tirei um minuto para pensar nas coisas. Bem, na verdade eu tirei a noite toda. Aposto que os outros pensaram que eu adormeci. Mas toda
a coisa de dois-bandos-separados, dois-bandos-de-mentes-separadas, me deu muito o que filtrar. No fim, eu decidi pela segurana de Seth e, erm, os outros benefcios
contra a idia de virar traidora, e cheirar fedor de vampiro por quem sabe quanto tempo. Voc sabe o que decidi. Deixei um bilhete para minha me. Espero que ns
ouamos quando Sam descobrir...
Leah inclinou seu ouvido para o oeste.
, eu espero que sim, concordei.
Ela e Seth me olharam esperanosamente.
Este era o tipo de coisa que eu no queria ter que fazer.
Acho que ns temos que ficar de olho por agora. Isso  tudo que podemos fazer.Voc provavelmente deveria tirar um cochilo, Leah.
Voc dormiu tanto quanto eu.
Pensei que fosse fazer o que lhe disserem para fazer?
Certo. Isso vai ser longo, ela resmungou e bocejou.Bem, tanto faz. Eu no ligo.
Eu fico na fronteira, Jake. No estou nem um pouco cansado. Seth estava to feliz que eu no tinha os forado a ir pra casa, ele estava pulando de alegria.
Claro, claro.Eu estou indo checar com os Cullen.
Seth se retirou sob o novo percurso gasto pela terra mida. Leah o observou pensativamente.
Talvez uma volta ou duas antes de eu bater...Hey Seth, quer ver quantas vezes eu consigo te lamber?
NO!
Latindo baixas risadas, Leah disparou na floresta atrs dele.
Eu rosnei em vo. Muito por paz e tranqilidade.
Leah estava tentando - por Leah. Ela manteve seus zumbidos baixos enquanto corria pelo caminho, mas era impossvel no notar seu humor satisfeito. Eu pensei em todas
as "duas companhias" falando. Eu no apliquei realmente, porque uma era abundante em minha mente. Mas se tinha que ser trs de ns, era difcil pensar em algum
para quem eu no a comercializaria.
Paul? ela sugeriu.
Talvez, eu permiti.
Ela riu para si mesma, tensa demais para se sentir ofendida. Eu me perguntei quanto tempo duraria o cochicho de se esquivar da piedade de Sam.
Isso ser minha vitria, ento - ser menos irritante do que Paul.
Sim, trabalhe nisso.
Eu mudei para minha outra forma quando estava a poucos metros do gramado. Eu no tinha planejado passar tanto tempo como humano aqui. Mas eu no tinha planejado
ter Leah em minha mente tambm. Eu puxei meu short spero, e comecei a atravessar o gramado.
A porta se abriu antes de eu chegar at l, e fiquei surpreso ao ver Carlisle ao invs de Edward andando ao lado de fora para me encontrar - seu rosto parecia exausto
e derrotado. Por um momento, meu corao congelou. Eu hesitei ao parar, incapaz de falar.
"Voc est bem, Jacob?" Carlisle perguntou.
"Bella est?" eu sufoquei.
"Ela est... como na noite passada. Eu te assustei? Me desculpe. Edward disse que voc estava vindo em sua forma humana, e eu vim para lhe receber, j que ele no
quis deix-la. Ela est acordada."
E Edward no quis perder tempo com ela, porque ele no tem muito tempo a perder. Carlisle no quis dizer as palavras em voz alta, mas talvez ele tambm tivesse.
J tinha passado um tempo desde que eu adormeci - desde antes da minha ltima ronda. Eu realmente poderia sentir isso agora. Eu segui em frente, sentei na varanda,
e ca sob o corrimo.
Se movendo suavemente e silenciosamente como somente um vampiro poderia fazer, Carlisle se sentou no mesmo lugar, encostando-se ao outro corrimo.
"Eu no tive a chance de te agradecer a noite passada, Jacob. Voc no sabe o quanto eu aprecio sua.... compaixo. Sei que seu objetivo era proteger a Bella, mas
eu devo a voc a segurana do resto de minha famlia tambm. Edward me disse o que voc teve que fazer..."
"No mencione isso," eu murmurei.
"Se voc prefere."
Ns sentamos em silncio. Eu podia ouvir os outros dentro de casa. Emmett, Alice e Jasper, falando em vozes baixas e srias no andar de cima. Esme sussurrando desafinada
em outro quarto. Rosalie e Edward respirando prximos a - eu no poderia dizer qual era qual, mas eu podia ouvir a diferena no esforo de Bella ofegando. Eu podia
ouvir seu corao tambm. Ele parecia... irregular.
Era como se o destino me mandasse fazer tudo eu sempre jurei que no faria no curso de 24 horas. Aqui estava eu, de bobeira, esperando-a morrer.
Eu no queria ouvir mais. Falar era melhor do que ouvir.
"Ela  famlia para voc?" perguntei a Carlisle. Eu tinha notado isso antes, quando ele disse que eu tinha ajudado o resto de sua famlia tambm.
"Sim. Bella j  uma filha para mim. Uma filha querida."
"Mas voc vai deix-la morrer."
Ele ficou quieto tanto tempo que eu ergui os olhos. Seu rosto estava muito, muito cansado. Eu sabia como ele se sentia.
"Posso imaginar que voc pensa que estou fazendo isso", finalmente ele disse. "Mas eu no posso ignorar a vontade dela. No seria certo fazer uma escolha por ela,
for-la."
Eu queria ficar bravo com ele, mas ele fazia isso ser difcil. Era como se ele jogasse minhas prprias palavras de volta  mim, dispersas. Elas soariam certas antes,
mas no poderiam estar certas agora. No com Bella morrendo. Ainda...
Eu me lembrei de como me senti quebrado no cho sob Sam - de no ter escolha, mas de estar envolvido no assassinato de algum que eu amava. No era o mesmo, apesar
disso. Sam estava errado. E Bella amava coisas que ela no deveria.
"Voc acha que existe alguma chance dela fazer isso? Digo, como um vampiro e tudo mais. Ela disse sobre... sobre Esme."
"Eu diria que ainda tem uma chance neste ponto," ele respondeu calmamente. "Eu tenho visto veneno de vampiros fazer milagres, mas tem situaes que nem o veneno
pode superar. Seu corao est trabalhando demais agora; se ele falhar... no haver nada que eu possa fazer."
A batida do corao de Bella bateu e hesitou, dando uma agonizante nfase s palavras dele.
Talvez o planeta tivesse comeado a regredir. Talvez isso explicasse como tudo estava ao contrrio do que havia sido ontem - como eu poderia esperar pelo que tivesse
parecido uma vez com a pior coisa do mundo.
"O que aquela coisa est fazendo com ela?" eu murmurei. "Ela estava bem pior noite passada. Eu vi...os tubos e tudo mais. Pela janela."
"O feto no  compatvel com o corpo dela. Forte demais para uma coisa, mas ela provavelmente pode resistir por um tempo. O maior problema  que ele no a permitir
ingerir as substncias que ela precisa. Seu corpo est rejeitando qualquer forma de nutrio. Estou tentando aliment-la introvenosamente, mas ela no est absorvendo.
Tudo sobre sua condio  acelerada. Eu estou a observando - no apenas ela, mas tambm o feto - faminto pela hora. No posso parar isso, e no posso fazer com que
v devagar. No consigo descobrir o que o feto quer." Sua aborrecida voz se quebrou ao final.
Me senti do mesmo jeito de ontem, quanto vi as manchas pretas pelo seu estmago - furioso, e um pouco louco.
Eu apertei minhas mos contra os pulsos, para controlar o tremor. Odiava a coisa que a estava machucando. No era suficiente para o monstro bater nela do lado de
dentro. No, estava a comendo tambm. Provavelmente procurando por alguma coisa para penetrar seus dentes - uma garganta para sugar. J que no era grande o bastante
para matar algum ainda, ele estava decidido a sugar a vida de Bella.
Eu poderia contar a eles exatamente o que o ele queria: morte e sangue, sangue e morte.
Minha pele estava toda quente e espinhosa. Eu respirei lentamente, me focando nisso para me acalmar.
"Eu gostaria de poder ter uma idia melhor do que isso exatamente ," Carlisle murmurou. "O feto  bem protegido. Eu no consegui produzir uma imagem de ultra-som.
Duvido que exista algum jeito de enfiar uma agulha pela bolsa amnitica, mas Rosalie no concordar em me deixar tentar, de forma alguma."
"Uma agulha?" eu resmunguei. "Que bem isso faria?
"Quanto mais eu sabia sobre o feto, melhor eu conseguia estimar do que ele seria capaz de fazer. O que eu no daria por um pouco de lquido amnitico. Se eu soubesse
que at mesmo os cromossomos contam..."
"Voc est me perdendo, Doutor. Voc pode calar isso?"
Ele riu uma vez, mesmo que sua risada parecesse exausta. "Ok. Quanto de biologia voc viu? Voc estudou pares de cromossomos?"
"Acho que sim. Ns temos vinte e trs, certo?"
"Humanos sim."
Eu pisquei. "Quantos vocs tm?"
"Vinte e cinco."
Eu franzi as sobrancelhas olhando para os meus punhos por um segundo. "O que isso quer dizer?"
"Eu pensei que isso significasse que nossa espcie era quase completamente diferente. Menos prxima do que um leo e uma casa de gato. Mas esta nova vida, bem, sugere
que ns somos mais geneticamente compatveis do que pensei." Ele suspirou tristemente. "Eu no sabia para alert-los."
Eu suspirei tambm. Tinha sido fcil odiar Edward pela mesma ignorncia.
"Talvez ajudaria saber que contagem era, se o feto estava mais prximo  ns ou  ela. Saber o que esperar." Ento ele encolheu os ombros. "E talvez isso no ajudaria
em nada. Acho que s gostaria de ter alguma coisa para estudar, qualquer coisa para fazer."
"Me pergunto como so os cromossomos," Eu murmurei aleatoriamente. Pensei naqueles testes olmpicos de esterides novamente. Eles tinham DNA?
Carlisle confessou autoconscincia. "Voc tem vinte e quarto pares, Jacob."
Eu virei vagarosamente para encar-lo, erguendo minhas sobrancelhas.
Ele olhou embarassado. "Eu estava... curioso. Eu tomei a liberdade quando estava cuidando de voc, junho passado."
Eu pensei sobre isso por um segundo. "Eu acho que sair, mas eu no me importo."
"Me desculpe. Eu deveria ter perguntado."
"Tudo bem, Doutor. Voc no quis fazer nenhum mal."
"No, eu prometo a voc que no pretendia lhe fazer mal.  s que... eu acho sua espcie fascinante. Eu suponho que os elementos da natureza de vampiro parecem rotina
para mim atravs dos sculos. A divergncia de sua famlia da humanidade  muito mais interessante. Mgica, quase."
"Bibbidi-Bobbidi-Boo' Eu resmunguei. Ele era igual a Bella com aquela porcaria de magia.
Carlisle deu outro riso cansado.
Ento ns ouvimos a voz de Edward dentro da casa, e ambos paramos para ouvi-lo.
"Eu j venho, Bella. Eu quero falar com Carlisle por um momento. Na verdade, Rosalie, voc se importaria de me acompanhar?" Edward soava diferente. Tinha um pouco
de vida em sua voz morta. A fagulha de alguma coisa. No exatamente esperana, mas talvez o desejo de esperana.
"O que foi, Edward?" Bella perguntou roucamente.
"Nada com que voc precise se preocupar, amor. S levar um segundo. Por favor, Rose?"
"Esme?" Rosalie chamou. "Voc pode tomar conta de Bella pra mim?"
Eu ouvi o murmrio do vento enquanto Esme descia as escadas.
"Claro," Ela disse.
Carlisle se mexeu, se contorcendo para olhar a porta na espera. Edward passou pela porta primeiro, com Rosalie bem atrs. Sua expresso estava como sua voz, no
mais morta. Ele parecia intensamente focado. Rosalia parecia desconfiada.
Edward fechou a porta por trs dela.
"Carlisle," ele murmurou.
"O que foi, Edward?"
"Talvez ns estejamos lidando com isso da maneira errada. Eu estava escutando voc e Jacob agora, e quando vocs estavam falando sobre o que o.... feto quer, Jacob
teve um pensamento interessante."
Eu? O que eu havia pensado? Alm do meu dio bvio pela coisa? Ao menos eu no estava sozinho nisso. Eu poderia dizer que Edward tinha dificuldade em dizer um termo
to moderado como feto.
"Ns no tnhamos nos concentrado neste ngulo," Edward continuou. "Ns temos tentado dar a Bella o que ela precisa. E seu corpo est aceitando isso to bem quanto
qualquer um dos nossos aceitaria. Talvez ns devssemos nos concentrar no que o.... feto precisa primeiro. Talvez se ns o satisfazermos, poderamos ajud-la mais
efetivamente."
"No entendi o que quer dizer, Edward." Carlisle disse.
"Pense nisso, Carlisle. Se aquela criatura  mais vampira do que humana, voc no pode adivinhar o que ela quer - o que ela no est tendo? Jacob adivinhou."
Adivinhei? Eu pensei na conversa, tentando lembrar que pensamentos mantive guardados. Me lembrei ao mesmo tempo que Carlisle entendeu.
"Oh," ele disse em um tom de suspresa. "Voc acha que ele est... com sede?"
Rosalie assobiou atravs de sua respirao. Ela no estava mais desconfiada. Seu rosto perfeito revoltado estava iluminado, seus olhos completos de excitao. "Claro,"
ela murmurou. "Carlisle, ns temos todo tipo de O negativo economizado para Bella.  uma boa idia," ela adicionou, sem olhar para mim.
"Hmm," Carlisle ps as mos em seu queixo, perdido em pensamento. "Eu me pergunto... e ento, qual seria a melhor maneira de administrar..."
Rosalie sacudiu a cabea. "Ns no temos tempos para ser criativos. Eu diria que ns deveramos comear com o modo tradicional."
"Espere um minuto," eu sussurrei. "Esperem. Vocs - vocs esto falando sobre fazer Bella beber sangue?"
"Foi idia sua, cachorro," Rosalie disse, me olhando de cara feia sem nunca ter me olhado muito.
Eu a ignorei e observei Carlisle. O mesmo fantasma de esperana que tinha na expresso de Edward agora estava nos olhos do Doutor. Ele apertou os lbios, especulando.
"Isso ..." Eu no podia encontrar a palavra certa.
"Monstruoso?" Edward sugeriu. "Repulsivo?"
"Demais."
"Mas e se isso ajud-la?" ele murmurou.
Eu sacudi a cabea irritadamente. "O que vocs faro, enfiar um tubo pela garganta dela?"
"Eu planejo perguntar o que ela acha. Eu s quis falar com Carlisle primeiro."
Rosalie acenou. "Se voc contar a ela que isso pode ajudar o beb, ela estar disposta a qualquer coisa. Mesmo se ns tivermos que os alimentar com um tubo."
Eu percebi ento quando ouvi o quanto sua voz estava romntica quando ela disse a palavra beb, que a loira concordaria com qualquer coisa que ajudasse ao pequeno
monstro de vida-sugadora. Isso era o que estava acontecendo, o fator misterioso que estava ligando os dois a eles? Rosalie queria a criana?
Do canto do olho, eu vi Edward acenar uma vez, distraidamente, sem olhar em minha direo. Mas eu sabia que ele estava respondendo minhas perguntas.
Huh. Eu no teria pensado que a Barbie fria como o gelo teria um lado maternal. To grande para proteger Bella - Rosalie provavelmente colocaria o tubo na garganta
de Bella ela mesma.
A boca de Edward se amassou em uma linha, e eu sabia que estava certo novamente.
"Bem, ns no temos tempo de sentar por a discutindo isso," Rosalie disse impacientemente. "O que voc acha, Carlisle? Podemos tentar?"
Carlisle respirou fundo, e ento se levantou "Perguntaremos a Bella."
A loira sorriu orgulhosa - certeza que, se fosse para Bella, ela daria seu jeito.
Eu me arrastei pelas escadas, e os segui para dentro da casa. No sabia porque. Mrbida curiosidade, talvez. Era como um filme de terror. Monstros e sangue por todo
lugar.
Talvez eu no pudesse resistir a outra dose do meu escasso estoque de drogas.
Bella deitada na cama de hospital, sua barriga uma montanha embaixo do cobertor. Ela parecia cera - sem cor e um pouco transparente. Voc pensaria que ela j estava
morta, exceto pelo pequeno movimento de seu trax, sua respirao fraca.
E ento seus olhos, seguindo ns quatro com exaustiva suspeita.
Os outros j estavam ao lado dela, voando atravs da sala com movimentos repentinos. Era horripilante de assistir. Eu caminhei at eles com passos lentos.
"O que est havendo?" Bella demandou em um sussurro arranhado. Sua mo raspada debatia-se para cima - como se ela estivesse tentando proteger seu estmago em forma
de balo.
"Jacob teve uma idia que voc te ajudar," Carlisle disse. Eu desejei que ele me deixasse fora disso. Eu no tinha sugerido nada. D o crdito ao seu marido sugador
de sangue, onde isso pertencia. "No ser.... prazeroso, mas -"
"Mas isso ajudar o beb," Rosalie interrompeu avidamente. "Ns pensamos em uma maneira melhor de aliment-lo. Talvez."
As plpebras de Bella se agitaram. E ela tossiu uma fraca risada. "No prazeroso?" ela sussurrou. "Deus, isso ser uma grande mudana." Ela olhou ao tubo preso em
sua mo e tossiu de novo.
A loira riu para ela.
A garota olhou como se ela tivesse somente algumas horas, e tivesse que sofrer, mas ela estava brincando. Ento Bella. Tentando acalmar a tenso, fez isso melhor
do que qualquer um.
Edward andou ao redor de Rosalie, nenhum humor tocando sua intensa expresso. Eu estava feliz por isso. Ajudou, s um pouco, que ele estivesse sofrendo mais do que
eu. Ele pegou a mo dela, no a que estava protegendo sua barriga inchada.
"Bella, amor, ns vamos te pedir para fazer algo monstruoso," ele disse, usando os mesmos adjetivos que havia me oferecido. "Repulsivo."
Bem, ao menos ele estava sendo honesto.
Ela tomou um fraco, palpitante flego. "Quo ruim?"
Carlisle respondeu. "Ns achamos que o feto possa ter um apetite mais prximo ao nosso do que ao seu. Achamos que est com sede."
Ela piscou. "Oh. Oh."
"Sua condio - a condio de ambos - est se deteriorando rapidamente. Ns no temos tempo a perder, para conseguir maneiras mais saborosas de fazer isso. O jeito
mais rpido de testar a teoria -"
"Eu tenho que beber sangue," ela sussurrou. Ela acenou levemente. - energia difcil o suficiente para uma pequena cabea. "Eu posso fazer isso. Praticar para o futuro,
certo?" Seus lbios sem cor esticados em um sorriso frouxo enquanto ela olhava para Edward. Ele no sorriu de volta.
Rosalie comeou a bater seus dedos, impacientemente. O som era realmente irritante. Eu me perguntei o que ela faria se eu a atirasse contra a parede agora.
"Ento, quem vai pegar para mim um urso marrom?" Bella sussurrou.
Carlisle e Edward trocaram uma rpida olhada. Rosalie parou de fazer barulho.
"O que?" Bella perguntou.
"Ser um teste mais efetivo se ns no ultrapassarmos as normas, Bella," Carlisle disse.
"Se o feto est desejando sangue" Edward explicou, "No  sangue animal."
"No far diferena pra voc, Bella. No pense sobre isso," Rosalie encorajou.
Os olhos de Bella se alargaram. "Quem?" ela respirou, e seu olhar parou em mim.
"Eu no estou aqui como um doador, Bells" eu resmunguei. "Alm disso,  sangue humano que essa coisa quer, e eu no acho que o meu se aplica -"
"Ns temos sangue em mos" Rosalie contou a ela, falando por cima de mim, antes que eu terminasse, como se eu no estivesse ali. "Para voc - s pra garantir.No
se preocupe com nada disso. Tudo ficar bem. Eu tenho um bom sentimento sobre isso, Bella. Acho que o beb ficar muito melhor."
A mo de Bella passou por seu estmago.
"Bem," ela disse, mal audvel. "Estou faminta, ento aposto que ele tambm est." Tentando fazer outra piada. "Vamos nessa. Meu primeiro ato de vampiro."

13- Que bom que eu tenho estmago forte
Carlisle e Rosalie saram em um flash, indo pro andar de cima. Eu podia ouvir eles debatendo se eles deveriam esquentar o sangue pra ela. Ugh. Eu imaginei quais
eram todas as coisas de "casa-de-horror" que eles guardavam aqui. Geladeira cheia de gelo, checado. O que mais? Cmara de tortura? Quarto de caixo?
Edward ficou, segurando a mo de Bella. Seu rosto estava morto de novo. Ele no parecia ter energia nem para continuar com aquela pequena pista de esperana que
ele tinha antes. Eles olhavam se olhavam nos olhos, mas no de uma maneira boba. Parecia que eles estavam conversando. Meio que me lembrou Sam e Emily.
No, no era bobo, mas aquilo s fez ser mais difcil assistir.
Eu sabia que era assim pra Leah, tendo que ver aquilo todo o tempo. Tendo que ouvir na cabea de Sam.  claro que eu me sentia mal por ela, ns no ramos monstros
- nesse sentido, de qualquer jeito. Mas eu acho que a gente a culpou pelo jeito que ela agentou isso. Descontando em todo mundo, tentando fazer todos ns tristes
assim como ela estava.
Eu nunca mais ia culp-la. Como podia servir de ajuda espalhar esse tipo de tristeza por a? Como podiam no tentar deixar as coisas mais fceis descontando um pedacinho
em alguma outra pessoa?
E se isso significava que eu teria que ter um banco, como eu podia culp-la por escolher a minha liberdade? Eu faria o mesmo. Se tivesse um jeito de escapar dessa
dor, eu aceitaria, tambm.
Rosalie veio pro andar de baixo depois de um segundo, voando pelo cmodo como se fosse uma brisa, levantando um cheiro inflamvel. Ela parou dentro da cozinha, e
ento ouvi o clique de uma porta de armrio.
"No claro, Rosalie." Edward murmurou. Ele virou os olhos.
Bella olhou curiosa, mas Edward apenas balanou a cabea pra ela.
Rosalie assoprou de volta pelo cmodo e desapareceu de novo.
"Isso foi sua idia?" Bella sussurrou, sua voz rouca enquanto ela tentava fazer sua voz ficar alta o suficiente pra mim ouvir. Esquecendo que eu podia ouvir muito
bem. Eu meio que gostava como, muitas vezes, ela parecia esquecer que eu no era completamente humano. Eu fui mais perto, para que ela no tivesse que trabalhar
to duro.
"No me culpe por essa. Seu vampiro estava s pegando alguns fragmentos de comentrios na minha cabea."
Ela sorriu um pouquinho. "Eu no esperava te ver de novo."
"Yeah, nem eu." Eu disse.
Parecia estranho simplesmente ficar parado aqui, mas os vampiros tinham empurrado todos os mveis fora do caminho pra todas as coisas de mdico. Eu imaginei que
no importava pra eles - sentar ou ficar em p no fazia tanta diferena quando voc  uma pedra. No importaria pra mim tambm, exceto que eu estava muito exausto.
"Edward me disse o que voc teve que fazer. Eu sinto muito."
"Tudo bem. Era s uma questo de tempo eu no obedecer a algo que Sam queria que eu fizesse." Eu menti.
"E Seth," ela sussurrou.
"Ele est feliz em ajudar."
"Eu odeio te causar problemas."
Eu dei risada uma vez - mais um latido do que risada.
Ela respirou um suspiro fraco. "Eu acho que isso no  nada novo, ?"
"No, no muito."
"Voc no tem que ficar e assistir isso," ela disse, quase no pronunciando as palavras.
Eu poderia ir embora. Era provavelmente uma boa idia. Mas se eu fosse, do jeito que ela est parecendo agora, eu poderia estar perdendo os ltimos 15 minutos de
sua vida.
"Eu realmente no tenho onde mais ir," eu disse a ela, tentando tirar a emoo da minha voz. "Esse negcio de lobo  bem menos apelativo desde que Leah se juntou
a ns."
"Leah?" ela ofegou.
"Voc no disse a ela?" Eu perguntei a Edward.
Ele s discordou sem mover seus olhos do rosto de Bella. Eu podia ver que no eram novidades muito excitantes pra ele, no uma novidade que valia a pena dividir
com os coisas mais importantes acontecendo.
Bella no levou numa boa. Parecia ser novidades ruins pra ela.
"Por qu?" ela respirou.
Eu no quis entrar na verso estendida da histria. "Pra ficar de olho no Seth."
"Mas Leah nos odeia," ela sussurrou.
Ns. Legal. Eu pude ver que ela estava com medo, por fim das contas.
"Leah no vai importunar ningum," S eu. "Ela est no meu bando "- eu fiz uma careta - "ento ela segue minhas ordens." Ugh.
Bella no pareceu convencida.
"Voc tem medo de Leah, mas voc  melhor amiga da loira psicopata?"
Ouvi um assobio no andar dcima. Legal, ela me ouviu.
Bella carrancou pra mim. "No. Rose... entende."
"Yeah," eu resmunguei. "Ela entende que voc vai morrer e ela no se importa, at que ela tenha o mutante so e salvo fora do negcio."
"Pare de ser um idiota, Jacob." Ela sussurrou.
Ela parecia fraca demais pra ficar brava. Eu tentei sorrir. "Voc diz isso como se fosse possvel."
Bella tentou no sorrir de volta por um segundo, mas no final ela no conseguia controlar; seus lbios fracos se curvaram nos cantos.
E ento Carlisle e a psicopata estavam l. Carlisle tinha um copo plstico em sua mo- daquelas com tampa e canudinho. Oh-no claro, agora eu entendi. Edward no
queria que Bella tivesse que pensar mais do que o necessrio no que ela estivesse fazendo. Voc no podia ver o que tinha no copo de jeito nenhum. Eu podia sentir
o cheiro.
Carlisle hesitou, a mo com o copo estendida pela metade. Bella olhou, ficando assustada de novo.
"Ns podemos tentar por outro mtodo," Carlisle disse silenciosamente.
"No," Bella sussurrou. "No, eu vou tentar isso antes. Ns no temos tempo..."
Primeiro eu pensei que ela finalmente teve uma pista a estava preocupada com si mesma, mas ento sua mo flutuou sobre seu estmago.
Bella se esticou e pegou o copo dele. Sua mo tremeu um pouco, e ento eu pude ouvir o barulho de dentro. Ela tentou ficar apoiada em seu cotovelo, mas ela mal conseguia
levantar sua cabea. Um sussurro de calor desceu na minha espinha enquanto eu via o quanto ela ficou frgil em menos de um dia.
Rosalie colocou seu brao em volta dos ombros de Bella, apoiando sua cabea, tambm, como se fazia com um recm-nascido. A loira s pensava no beb.
"Obrigada," Bella sussurrou. Seus olhos mudavam pra cada um de ns. Ainda muito consciente. Se ela no tivesse to drenada, aposto que ela estaria corada.
"No ligue pra eles," Rosalie murmurou.
Isso me fez sentir estranho. Eu devia ter sado quando Bella me deu a chance. Eu no pertencia aqui, fazendo parte disso. Eu pensei em sair de fininho, mas ento
eu percebi que um movimento que nem esse s ia fazer isso ser mais difcil pra Bella- fazer ficar mais difcil pra ela continuar com isso. Ela ia adivinhar que eu
estava muito enojado pra ficar. O que era quase verdade.
Parado. Enquanto eu no ia tomar responsabilidade por essa idia, eu no queria azar-la tambm.
Bella levantou o como pro seu rosto e chupou o fim do canudo. Ela estremeceu, e ento fez uma cara.
"Bella, querida, ns podemos achar uma maneira mais fcil," Edward disse, levantando sua mo pra pegar o copo.
 "Tampe seu nariz," Rosalie sugeriu. Ela olhou pra mo de Edward como se ela fosse tirar um pedao. Eu desejei que ela tirasse. Eu duvido que Edward no ia levar
isso sentado, e eu ia amar a Loira levando uma surra.
"No, no  isso.  s-" Bella respirou bem fundo. "Cheira bem," ela admitiu em uma pequenina voz.
Eu engoli duramente, tentando tirar o nojo do meu rosto.
"Isso  uma boa coisa," Rosalie falou pra Bella. "Isso significa que ns estamos no caminho certo. D uma tentativa." Pela nova expresso da Loira, eu fiquei surpreso
que ela no saiu tendo uma dana da vitria.
Bella colocou o canudinho em seus lbios, fechou os olhos bem apertados, e torceu o nariz. Eu podia ouvir o sangue no copo enquanto ela o balanava. Ela engoliu
por um segundo, e ento gemeu silenciosamente com seus olhos ainda fechados.
Edward e eu andamos em direo  ela ao mesmo tempo. Ele tocou seu rosto. Eu coloquei minhas mos atrs nas minhas costas.
"Bella, amor-"
"Eu estou bem," ela sussurrou. Ela abriu os olhos e o encarou. Sua expresso estava... apologtica. Implorando. Assustada. "Tem um sabor bom, tambm."
O cido virou no meu estmago, ameaando a transbordar. Eu juntei meus dentes.
"Isso  bom," Loira repetiu, ainda feliz. "Um bom sinal."
Edward s pressionou sua mo contra a bochecha de Bella, curvando seus dedos na forma dos seus ossos frgeis.
Bella suspirou e colocou seus lbios no canudo de novo. Ela tomou um bom gole agora. A ao no era to fraca quanto o resto dela. Como se um instinto tivesse tomado
conta.
"Como est o seu estmago? Voc se sente com nuseas?" Carlisle perguntou.
Bella balanou a cabea. "No, eu no me sinto mal," ela sussurrou. "Essa  a primeira, eh?"
Rosalie suspirou. "Excelente!"
"Eu acho que  um pouco cedo pra isso, Rose," Carlisle murmurou.
Bella engoliu mais uma boca cheia de sangue. Ento ela deu uma olhada em Edward. "Isso ferra o meu total?" Ela sussurrou. "Ou ns vamos contar depois que eu virar
uma vampira?"
"Ningum est contando, Bella. Em nenhum caso, ningum morreu por isso." Ele sorriu sem vida. "Seu histrico ainda est limpo."
Eles me fizeram me perder.
"Eu vou explicar depois," Edward disse, to baixo que as palavras eram s um suspiro.
"O que?" Bella sussurrou.
"S falando comigo mesmo," ele mentiu.
Se ele continuasse com isso, se Bella vivesse, Edward no ia ser capaz de se safar tanto quando seus sentidos tivessem fortes. Ele teria que trabalhar na base da
honestidade.
Os lbios de Edward se torceram, brigando com um sorriso.
Bella respirou olhando pra janela atrs de ns. Provavelmente fingindo que ns no estvamos aqui. Ou ento s eu. Ningum mais nesse grupo estaria enojado pelo
o que ela estava fazendo. Justamente o contrrio- eles provavelmente estariam tendo um tempo ruim, em no pegar o copo da mo de Bella pra eles mesmos.
Edward virou os olhos.
Jesus, como qualquer um agentava viver com ele? Realmente era muito ruim que ele no podia ouvir os pensamentos de Bella. Ento ele a irritaria bastante, tambm,
e ela estaria cansada dele.
Edward gargalhou uma vez. Bella olhou pra ele imediatamente, e deu uma meia-risada pelo humor no rosto dele. Eu acho que isso no foi uma coisa que ela via freqentemente
agora.
"Alguma coisa engraada?" ela respirou.
"Jacob," ele respondeu.
Ela olhou com um sorriso pra mim. "Jake  um boboca," ela concordou.
timo, agora eu era o palhao. "Bada bing." Eu murmurei grossamente.
Ela sorriu de novo, e ento tomou mais um gole do copo. Eu estremeci quando o canudo puxou o ar, fazendo um som de sugador.
"Eu consegui," ela disse, parecendo satisfeita. Sua voz estava mais clara- rouca, mas no mais um suspiro pela primeira vez do dia. "Se eu continuar com isso, Carlisle,
voc tira as agulhas de mim?"
"O quanto antes eu puder," Ele prometeu. "Honestamente, elas no esto fazendo muito no lugar que esto."
Rosalie acariciou a testa de Bella, e ento elas trocaram um olhar esperanoso.
E todo mundo pode ver- o copo cheio de sangue humano fez uma diferena imediata. Sua cor estava mudando- tinha uma pequena insinuao de rosa em suas bochechas de
cera. Agora ela parecia no precisar do apoio de Rosalie tanto quanto antes. Sua respirao estava mais fcil, e eu podia jurar que as batidas do seu corao estavam
mais fortes, mais claras.
Tudo acelerou.
O fantasma de esperana nos olhos de Edward virou a coisa de verdade.
"Voc quer mais?" Rosalie pressionou.
Bella ergueu os ombros.
Edward olhou pra Rosalie antes de falar com Bella. "Voc no precisa beber mais agora."
"Yeah, eu sei. Mas... eu quero," ela admitiu.
Rosalie colocou seus finos dedos por entre os cabelos de Bella. "Voc no precisa ficar envergonhada por causa disso, Bella. Seu corpo precisa. Todos ns entendemos
isso." Seu tom estava calmo primeiramente, mas depois ela acrescentou duramente, "Qualquer um que no entende, no deveria estar aqui."
Foi pra mim, claro, mas eu no ia deixar a Loira me atingir. Eu estava feliz que Bella estava melhor. E se tudo me deixava enojado? Eu nem disse nada.
Carlisle pegou o copo da mo de Bella. "Eu j venho."
Bella olhou pra mim enquanto ele desaparecia.
"Jake, voc est horrvel." Ela disse.
"Olha quem est falando."
"Srio- qual foi a ltima vez que voc dormiu?"
Eu pensei sobre isso por um segundo. "Huh, eu no sei direito."
"Aw, Jake. Agora eu estou mexendo com a sua sade tambm. No seja burro."
Eu juntei meus dentes. Ela estava permitida de se matar por um monstro, mas eu no estava permitido de perder algumas noites de sono pra v-la?
"Descanse, por favor," ela continuou. "Tem algumas camas l em cima- voc  bem-vindo em qualquer uma."
O olhar no rosto de Rosalie deixou claro que eu no era bem-vindo  nenhuma cama. Me fez pensar pra que a Bela Adormecida precisava de uma cama, de qualquer jeito.
Ela era to possessiva sobre suas coisas?
"Obrigado, Bells, mas eu prefiro dormir no cho. Longe do fedor, sabe."
Ela riu. "Certo."
Carlisle estava de volta ento, e Bella pegou o copo de sangue, sem pensar, como se ela estivesse pensando em outra coisa. Com a mesma expresso de distrao, ela
comeou a tomar.
Ela realmente estava parecendo melhor. Ela foi pra frente, sendo cuidadosa com os tubos e ficou em uma posio sentada. Rosalie se inclinou, pronta pra pegar Bella
se ela casse. Mas Bella no precisava dela. Respirando bem fundo nos intervalos dos goles, Bella terminou o segundo copo bem rpido.
"Como voc se sente?" Carlisle perguntou.
"No estou mal. Um pouco faminta... s que eu no sei se eu estou com fome ou se estou com sede... sabe?"
"Carlisle, olhe pra ela," Rosalie murmurou, to presunosa que ela devia ter penas de canrios na boca. "Obviamente  isso o que o corpo dela quer. Ela devia beber
mais."
 "Ela ainda  humana, Rosalie. Ela precisa de comida, tambm. Vamos dar um tempo pra ela pra ver como isso ir afet-la, e ento talvez poderemos d-la um pouco
de comida de novo. Alguma coisa parece particularmente bom pra voc, Bella?"
"Ovos," ela disse imediatamente, e ento ela mudou o olhar e sorriu pra Edward. Seu sorriso era frgil, mas tinha um pouco mais de vida em seu rosto agora.
Eu pisquei ento, e quase esqueci de como abrir meus olhos de novo.
"Jacob," Edward murmurou. "Voc realmente devia dormir. Como Bella disse, voc certamente  bem-vindo s acomodaes aqui, mesmo voc provavelmente estando mais
confortvel l fora. No se preocupe com nada- eu prometo que vou procur-lo se tiver necessidade."
"Claro, claro." Eu murmurei. Agora que parecia que Bella tinha mais algumas horas, eu podia escapar. Ir dormir embaixo de uma rvore em algum lugar... Longe o suficiente
para que o cheiro deles no me alcanasse. O sugador de sangue iria me acordar se tivesse algo errado. Ele me devia.
"Eu devo," Edward concordou.
Eu confirmei e ento coloquei minha mo na da Bella. As dela estavam geladas como gelo.
"Sinta-se melhor," eu disse.
"Obrigada, Jacob." Ela virou sua mo e apertou a minha. Eu senti o aro do seu anel de casamento rodar e quase sair de seu dedo fino.
"Peguem um lenol pra ela ou algo assim," Eu disse enquanto virava pra porta.
Antes de eu chegar l, dois uivos cortaram o ar da parada manh. No havia erro na urgncia do tom. Nenhum desentendido essa vez.
"Droga," eu gani, e me joguei pela porta. Eu me curvei na sacada e deixei o fogo me dividir no meio do ar. Teve um som de choro quando meu shorts se rasgou. Droga.
Aquelas eram as nicas roupas que eu tinha. No importava agora. Eu pousei nas minhas patas e fui para a floresta.
O que ? eu gritei na minha mente.
Esto vindo Seth respondeu. Pelo menos trs.
Eles se separaram?
Eu estou correndo de volta pra Seth com a velocidade da luz. Leah prometeu. Eu pude sentir o ar rufando em seus pulmes enquanto ela corria em uma velocidade incrvel.
A floresta chicoteava em volta dela. Muito longe, nenhum ponto de ataque.
Seth, NO desafie eles. Me espere
Eles esto diminuindo a velocidade. Ugh,  to ruim no poder ouvir eles. Eu acho...
O que?
Eu acho que eles pararam.
Esperando o resto do bando?
Shh, voc sente isso?
Eu absorvi suas impresses. O som vislumbrado no ar.
Algum est se transformando?
Parece isso, Seth concordou.
Leah voou no pequeno espao que Seth esperava. Ela fincou suas garras na terra, girando como um carro de corrida.
To na sua cola, mano.
Eles esto vindo Seth disse nervosamente. Devagar. Andando.
Quase a. eu disse a eles. Eu tentava voar como Leah. Era horrvel estar separado de Seth e Leah com um potencial perigo chegando mais perto deles do que de mim.
Errado. Eu devia estar com eles, no meio deles no importasse o que tivesse vindo.
Olha s quem est ficando todo paterno Leah pensou tortamente.
Cabea no jogo, Leah.
Quatro, Seth decidiu. A criana tem bons ouvidos. Trs lobos, um homem.
Eu cheguei na clareira ento, me movendo imediatamente at o ponto. Seth suspirou em alvio e ento se endireitou, logo do lado do meu ombro. Leah foi pro meu lado
esquerdo com menos entusiasmo.
Ento agora eu fico abaixo de Seth, ela gemeu pra si mesma.
Primeiro a chegar, primeiro a servir, Seth pensou convencido. E outra, voc nunca foi a terceira do Alfa. Ainda uma promoo.
Abaixo do meu irmo mais novo no  uma promoo.
Shh! eu reclamei Eu no ligo pra onde vocs esto. Calem a boca e fiquem preparados.
Eles ficaram  vista uns poucos segundos depois, andando, como Seth pensou. Jared na frente, humano, mos pra cima. Paul e Quil e Collin em quatro pernas atrs dele.
No havia agressividade na postura deles. Eles ficaram atrs de Jared, orelhas levantadas, alertas mas calmos.
Mas... era estranho que Sam fosse mandar Collin ao invs de Embry. Isso no seria o que eu iria fazer se eu tivesse mandando uma festa diplomata no territrio do
inimigo. Eu no ia mandar uma criana. Eu mandaria um lutador experiente.
Uma diverso? Leah pensou.
Estavam Sam, Embry e Brady fazendo um ataque sozinhos? Isso no parecia muito provvel.
Quer que eu cheque? Eu posso correr pela linha e voltar em dois minutos.
Eu deveria avisar os Cullen? Seth imaginou.
E se o ponto era nos dividir? Eu perguntei Os Cullen j sabem. Eles esto prontos.
Sam no seria to burro... Leah sussurrou, o medo tomando sua mente. Ela imaginou Sam atacando os Cullen s com os outros dois ao seu lado.
No, ele no seria. Eu assegurei a ela, mesmo sentindo um pouco mal pela imagem na mente dela, tambm.
Todo o tempo, Jared e os outros trs lobos nos encararam, esperando. Era estranho no saber o que Quil e Paul e Collin estavam dizendo um ao outro. As suas expresses
estavam limpas- ilegveis.
Jared limpou sua garganta, e ento acenou pra mim com a cabea. "Bandeira branca de trgua, Jake. Ns estamos aqui pra conversar."
Ser que  verdade? Seth perguntou.
Faz sentido, mas...
Yeah, Leah concordou. Mas.
Ns no relaxamos.
Jared fez uma careta. "Seria muito mais fcil conversar se ns pudssemos ouvir vocs, tambm."
Eu o encarei abaixo. Eu no ia me transformar de volta at que eu me sentisse melhor sobre essa situao. At que fizesse sentido. Por que Collin? Essa era a parte
que me fazia mais preocupado.
"Okay. Eu acho que vou s falar, ento," Jared disse. "Jake, ns queremos que voc volte."
Quil soltou um baixo lamento.
 "Voc fez partes de nossa famlia. No era pra ser desse jeito."
Eu no estava realmente discordando disso, mas era difcil esse ponto. Havia algumas diferenas no resolvidas de opinio entre eu e Sam no momento.
"Ns sabemos que voc se sente... forte sobre a situao com os Cullen. Ns sabemos que isso  um problema. Mas isso  uma reao alm dos limites."
Seth ganiu. Reao alm dos limites? E atacar nossos aliados sem aviso no ?
Seth, voc j ouviu sobre caras de poker? Calma.
Desculpa.
Os olhos de Jared foram pra Seth atrs de mim. "Sam est implorando pra levar isso devagar, Jacob. Ele est calmo, conversou com os outros Ancies. Eles decidiram
que ao imediata no  nenhum dos interesses maiores agora."
Traduo: Eles j perderam o elemento da surpresa Leah pensou.
Era estranho como nossa unio estava distinta agora. O bando j era o banco de Sam, eles j eram os "outros" pra ns. Alguma coisa de fora e outra. Era especialmente
estranho ter Leah pensando desse jeito- por ela ser uma parte slida do "ns".
"Billy e Sue concordam com voc, Jacob, que ns podemos esperar por Bella... estar separada do problema. Matar ela no  uma coisa que faa ns ficarmos confortveis.
Mesmo que eu tenha dado uma bronca em Seth, eu no pude segurar um pequeno rosnado meu. Ento eles no se sentiam confortveis com assassinato, huh?
Jared ergueu suas mos de novo. "Calma, Jake. Voc sabe o que eu quis dizer. O ponto , ns vamos esperar e repensar a situao. Decidir depois se h um problema
com a ... coisa."
H, Leah pensou. Que babaca.
Voc no acredita?
Eu sei o que eles esto pensando, Jake. O que Sam est pensando. Eles esto apostando que a Bella vai morrer de qualquer jeito. E ento eles pensam que voc vai
ficar to bravo...
Que eu mesmo vou liderar o ataque. Minhas orelhas se pressionaram contra o meu crnio. O que Leah estava adivinhando era bastante estranho. E bastante possvel,
tambm. Quando... se aquela coisa matasse Bella, seria fcil esquecer como eu me sentia sobre a famlia de Carlisle agora. Eles provavelmente iam parecer como inimigos-
como nada mais que sugadores de sangue- pra mim, de novo.
Eu vou te lembrar, Seth sussurrou.
Eu sei que voc vai, criana. A questo  se eu vou te ouvir."
"Jake?" Jared perguntou.
Eu bufei um suspiro.
Leah, faa um circuito- s pra ter certeza. Eu vou ter que conversar com ele, e eu quero ser positivo de que no h nada mais acontecendo enquanto eu estou transformado.
D um tempo, Jacob. Voc pode se transformar na minha frente. Mesmo com meus melhores esforos, eu j te vi pelado antes- no faz muita diferena pra mim, ento
no se preocupe.
Eu no estou tentando proteger a inocncia dos seus olhos, eu estou tentando nos proteger. Saia daqui.
Leah bufou uma vez e depois se foi pela floresta. Eu podia ouvir suas patas entrando no solo, ela ganhando velocidade.
Nudez era uma inconveniente mas inevitvel parte da vida de bando. Ns no havamos pensado em nada antes que Leah disse. Ento ficou estranho. Leah no tinha muito
controle quando a questo era seu temperamento - ela levou o tempo normal pra parar de explodir suas roupas cada vez que ficava nervosa. Ns todos tnhamos visto.
E no era como se ela no valesse a pena a olhar;  que no valia a pena quando ela via voc pensando sobre ela depois.
Jared e os outros ficaram olhando para o lugar onde ela havia desaparecido no mato.
"Onde ela est indo?" Jared perguntou.
Eu o ignorei, fechando meus olhos, me colocando no lugar de novo. Eu senti o ar trmulo em minha volta, mexendo em pequenas ondas. Eu me levantei sobre minhas pernas
traseiras, pegando o momento to bem at que eu estava totalmente reto quando eu voltei  forma humana.
"Oh", Jared disse. "Hey, Jake."
"Hey, Jared."
"Obrigado por falar comigo."
"Yeah."
"Ns queremos que voc volte, cara."
Quil lamentou de novo.
"Eu no sei se isso  fcil, Jared."
"Volte pra casa," ele disse, indo pra frente. Implorando. "Ns podemos resolver isso. Voc no pertence aqui. Deixe Seth e Leah voltarem pra casa, tambm."
Eu ri. "Certo. Como se eu j no tivesse implorado pra que eles fizessem isso desde a primeira hora."
Seth bufou atrs de mim.
Jared entendeu isso, seus olhos cuidadosos de novo. "Ento o que, agora?"
Eu pensei nisso por um minuto enquanto ele esperava.
"Eu no sei. Mas eu no estou certo que as coisas possam voltar ao normal, de qualquer jeito, Jared. Eu no sei como funciona- no  como se eu pudesse ligar essa
coisa de Alfa e desligar de acordo com meu humor.  meio que permanente."
"Voc ainda pertence a ns."
Eu levantei minhas sobrancelhas. "Dois Alfas no podem pertencer no mesmo lugar, Jared. Lembra como ficou perto ontem  noite? O instinto  muito competitivo."
"Ento vocs vo ficar com os parasitas pelo resto da vida?" ele exigiu. "Voc no tem um lar aqui. Voc j est sem roupas," ele apontou. "Voc vai ficar lobo o
tempo todo? Voc sabe que Leah no gosta de comer desse jeito."
"Leah pode fazer o que ela quiser quando ela ficar com fome. Ela est aqui por sua prpria escolha. Eu no vou dizer a ningum o que fazer.
Jared suspirou. "Sam est arrependido sobre o que ele fez com voc."
Eu concordei. "Eu no estou bravo agora."
"Mas?"
"Mas eu no vou voltar, no agora. Ns vamos esperar e ver como vai ser, tambm. E ns vamos olhar os Cullen at quando for necessrio. Porque, mesmo voc no acreditando,
isso no  s sobre Bella. Ns estamos protegendo aqueles que devem ser protegidos. E isso se aplica aos Cullen, tambm." Pelo menos um nmero justo deles, de qualquer
jeito.
Seth latiu baixo em concordncia.
Jared carrancou. "Eu acho que no tem nada que eu possa dizer pra voc, ento."
"No agora. Ns vamos ver como as coisas vo ser."
Jared virou seu rosto pra Seth, concentrado nele agora, separado de mim. "Sue pediu pra mim falar pra voc- no, pra implorar pra voc- que volte pra casa. Ela est
com o corao partido, Seth. Sozinha. Eu no sei como voc e Leah podem fazer isso com ela. Abandon-la desse jeito, quando seu pai acabou de morrer-"
Seth choramingou.
"Calma, Jared," Eu avisei.
"S deixando ele saber como ."
Eu bufei. "Certo." Sue era mais forte do que qualquer um que eu conhecia. Mais forte que meu pai, mais forte que eu. Forte o suficiente pra brincar com seus filhos,
se isso era o que faria eles voltarem pra casa. Mas no era justo brincar com Seth desse jeito. "Sue est sabendo disso por quantas horas? E a maior parte do tempo
ela passou com Billy e Old Quill e Sam? Yeah, eu tenho certeza que ela est falecendo de solido.  claro que voc est livre pra ir, Seth. Voc sabe disso."
Seth fungou.
Ento, um segundo depois, ele virou uma orelha pro norte, Leah devia estar perto. Jesus, ela  rpida. Duas batidas, e Leah parou nas rvores um pouco longe. Ela
cavalgou indo pra frente de Seth. Ela deixou seu nariz no ar, bem obviamente no olhando na minha direo.
Eu gostei daquilo.
"Leah?" Jared perguntou.
Ela encontrou seu olhar, sua boca um pouco puxada acima de seus dentes.
Jared no parecia surpreso por sua hostilidade. "Leah, voc sabe que voc no quer estar aqui."
Ela bufou pra ele. Eu dei a ela um olhar de avisos que ela no viu. Seth choramingou e a empurrou com seu ombro.
"Desculpa," Jared disse. "Acho que eu no devo assumir. Mas voc no tem nenhum lao com os sugadores de sangue."
Leah bem deliberadamente olhou pro seu irmo e depois pra mim.
"Ento voc quer olhar Seth, eu entendo isso," Jared disse. Seus olhos tocaram meu rosto e voltaram pro dela. Provavelmente imaginando sobre um segundo olhar- do
mesmo jeito que eu estava. "Mas Jake no vai deixar nada acontecer com ele, e ele no tem medo de estar aqui." Jared fez uma cara. "De qualquer jeito, por favor[/i[,
Leah. Ns queremos que voc volte. Sam quer que voc volte."
O rabo de Leah se torceu.
"Sam me pediu pra implorar. Ele me disse pra literalmente ficar de joelhos se precisasse. Ele quer voc em casa, Lee-lee, onde voc pertence."
Eu vi Leah estremecer quando Jared usou o apelido que Sam a chamava. E ento, quando ele acrescentou as ltimas trs palavras, seus plos se ergueram e ento ela
estava uivando por entre seus dentes. Eu no precisava estar em sua menta pra ouvir a maldio que ela estava dando  ele, e nem ele precisava. Voc quase podia
ouvir as palavras que ela estava usando.
Eu esperei at ela acabar. "Eu vou ir pro limbo aqui e dizer que Leah pertence ao lugar que ela quer ficar."
Leah gemeu, mas, como ela estava olhando pra Jared, eu adivinhei que era pra concordar.
"Olha, Jared, ns ainda somos famlia, okay? Ns vamos passar esse perodo, mas antes que passemos, vocs provavelmente vo querer ficar na terra de vocs. Assim
no pode haver mal entendidos. Ningum quer uma briga em famlia, certo? Sam no quer isso tambm, quer?"
" claro que no," Jared respondeu. "Ns vamos ficar na nossa terra. Mas onde  a sua terra Jacob?  a terra dos vampiros?"
 "No, Jared. Sem teto no momento. Mas no se preocupe- isso no vai durar pra sempre." Eu tive que respirar. "No h tanto tempo assim... sobrando. Okay? Ento
os Cullen provavelmente vo embora e Seth e Leah vo voltar pra casa."
Leah e Seth choramingaram juntos, o barulho vindo na minha direo em sincronizao.
"E voc, Jake?"
"De volta pra floresta, eu acho. Eu no posso ficar em La Push. Dois Alfas significam muita tenso. E ainda, eu estava desse jeito, de qualquer jeito. Antes dessa
confuso."
"E se a gente precisar conversar?" Jared perguntou
"Uive- mas cuidado com a linha, okay? Ns viremos at vocs. E Sam no precisa mandar tantos. Ns no estamos procurando uma briga."
Jared juntou as sobrancelhas, mas concordou. Ele no queria eu demandando condio pra Sam. "Vejo voc por a, Jake. Ou no" Ele acenou.
"Espere, Jared. Embry est bem?"
Surpresa cruzou seu rosto. "Embry? Claro, ele est timo. Por qu?"
"S imaginando porqu Sam mandou Collin."
Eu olhei sua reao, ainda suspeito que algo estava acontecendo. Eu vi sabedoria em um flash nos seus olhos, mas no pareceu como a que eu esperava.
"Isso no  da sua conta mais, Jake."
"Acho que no. S curioso."
Vi um movimento pelo canto do meu olho, mas eu no me dei conta disso, porque eu no queria dar Quil por vencido. Ele estava reagindo ao assunto.
"Eu deixarei Sam sabendo sobre suas... instrues. Tchau, Jacob."
Eu suspirei. "Yeah, tchau, Jared. Hey, diga pro meu pai que eu estou bem, por favor? E que eu sinto muito, e que eu o amo."
"Eu vou passar isso pra frente."
"Obrigado."
"Vamos, caras." Jared disse. Ele virou as costas pra ns, indo pra algum lugar que no desse pra ver ele se transformar, pois Leah estava aqui. Paul e Collin estavam
logo atrs dele. Mas Quil hesitou. Ele choramingou fracamente, e eu dei um passo em sua direo.
"Yeah, eu sinto sua falta tambm, mano."
Quil veio em minha direo, sua cabea pra baixo. Eu dei um tapinha no seu ombro.
"Vai ficar tudo bem."
Ele choramingou.
"Diga pra Embry que eu sinto falta de ter vocs dois dos meus lados."
Ele concordou com a cabea e ento pressionou seu nariz na minha testa. Leah bufou. Quil olhou pra cima, mas no pra ela. Ele olhou pra trs, por cima de seus ombros,
por onde os outros haviam sumido.
"Yeah, v pra casa," eu disse pra ele.
Quil choramingou de novo e depois foi atrs dos outros. Eu aposto que Jared no estava esperando com pacincia. Assim que ele tinha ido, e deixei o tremor tomar
conta do meu corpo. Eu estava em quatro pernas de novo.
Eu pensei que voc ia dar uns amassos com ele, Leah disse.
Eu a ignorei.
Aquilo foi bem? eu perguntei a eles. Me preocupava, falar por eles desse jeito, quando eu no podia ouvir exatamente o que eles estavam pensando. Eu no queria assumir
nada. Eu no queria ser como Jared desse jeito. Eu disse alguma coisa que vocs no queriam que eu dissesse? Eu no disse algo que precisava dizer?
Voc foi timo, Jake! Seth encorajou.
Voc podia ter batido no Jared, Leah pensou. Eu no ia me importar com isso.
Eu acho que sabemos porque Embry no estava permitido a vir, Seth pensou.
Jake, voc viu Quil? Ele est bem chateado, certo? Eu aposto dez pra uma que Embry est ainda mais chateado. E Embry no tem Claire. No h jeito de Quil simplesmente
se virar e sair andando de La Push. Embry talvez poderia. Ento Sam no vai correr nenhum risco que Embry faa isso. Ele no quer nosso bando maior do que j est.
Srio? Voc acha? Eu duvido que Embry ligaria de matar alguns Cullens.
Mas ele  seu melhor amigo, Jake. Ele e Quil prefeririam ficar ao seu lado a lutarem com voc.
Bem, eu estou feliz que Sam deixou ele em casa, ento. Esse bando est grande o suficiente. eu suspirei Okay, ento. Ns estamos bem, por enquanto. Seth voc se
importaria de ficar de olho nas coisas por um tempo? Leah e eu precisamos dormir. Isso caiu no nvel. Talvez foi uma distrao.
Eu no estava to preocupado, mas eu me lembrei do compromisso de Sam. A total ateno em destruir o que perigo que ele tinha visto. Ele ia tirar vantagem do fato
que ele podia mentir pra ns agora?
No h problemas! Seth estava empolgado pra fazer qualquer coisa que ele pudesse. Voc quer que eu explique pros Cullen? Eles provavelmente esto um pouco tensos
ainda.
Eu fao isso. Eu quero chegar umas coisas, de qualquer jeito.
Eles entenderam as imagens do meu crebro frito.
Seth choramingou de surpresa. EW.
Leah balanava a cabea como se quisesse tirar a imagem de sua cabea. Essa  facilmente a coisa mais nojenta que eu ouvi na minha vida. Eca. Se tivesse algo no
meu estmago, estaria voltando agora.
Eles so vampiros, eu acho. Seth permitiu depois de um minuto, compensando a reao de Leah. Quero dizer, faz sentido. E se ajuda Bella,  uma boa coisa, certo?
Eu e Leah olhamos pra ele.
O que?
Mame derrubou ele bastante quando ele era beb. Leah disse.
De cabea, aparentemente.
Ele mordia as grades do bero tambm.
Tinta?
Parece que sim. ela pensou.
Seth bufou. Engraado. Por que vocs dois no calam a boca e dormem?

14 - "Voc sabe que as coisas vo mal quando voc se sente culpado por ter sido rude com um vampiro"
Quando eu voltei para a casa, no havia ningum do lado de fora esperando notcias minhas. Ainda em alerta?
Est tudo legal, eu pensei diretamente.
Meus olhos captaram imediatamente uma pequena mudana na cena agora familiar. Havia uma pilha de tecido em cores claras no ltimo degrau da varanda. Eu me aproximei
para investigar. Segurando a respirao, j que o cheiro de vampiros estava grudado na roupa de forma inacreditvel, eu cutuquei a pilha com o nariz.
Algum havia emprestado roupas. Huh. Edward devia ter captado o meu momento de irritao enquanto eu estava na porta. Bom, isso foi legal... e estranho.
Eu peguei as roupas com os dentes cuidadosamente - ugh - e as carreguei at as rvores. S pro caso disso ser uma piada daquela loira psicopata e eu tinha um monte
de coisas pra garotas aqui. Mas ela teria adorado dar uma olhada na minha cara de humano enquanto eu fiquei ali, nu, segurando uma roupa de vero.
Escondido pelas rvores, eu joguei as roupas no cho e me transformei em humano. Eu balancei as roupas, batendo-as contra uma rvore para tirar um pouco do cheiro
delas. Elas definitivamente eram roupas de homem - calas meio marrons e uma blusa branca de botes. Nenhuma delas era longa o suficiente, mas parecia que elas iam
caber em mim. Deviam ser de Emmett. Eu rolei os punhos das mangas da camisa, mas no houve muito o que fazer e relao s calas. Oh, bem.
Eu precisava admitir, eu me sentia melhor usando roupas, mesmo sendo fedorentas e eu no cabendo muito bem nelas. Era difcil no ser capaz de simplesmente correr
at em casa e pegar outro par de calas de moletom quando eu precisava. A coisa de 'sem teto' de novo - no ter nenhum lugar para o qual voltar. Nada de coisas suas
tambm, o que no estava me incomodando tanto agora, mas provavelmente ia ficar chato em breve.
Exausto, eu caminhei lentamente at os degraus da varanda dos Cullen nas minhas roupas chiques de segunda mo mas eu hesitei quando cheguei na porta. Eu batia? Estpido,
j que eles sabiam que eu estava aqui. Eu me perguntei porque ningum se dava conta disso - ou me dizia entre ou se manda. Que seja. Eu ergui os ombros e entrei
sem convite.
Mais mudanas. A sala havia voltado ao normal - quase - no ltimos vinte minutos. A grande televiso de tela plana estava ligada, num volume baixo, mostrando alguma
coisa afeminada que ningum parecia estar assistindo. Carlisle e Esme estavam de p perto das janelas do fundo, que estavam abertas para o rio novamente. Alice,
Jasper, e Emmett estavam fora de vista, mas eu os ouvi murmurando no andar de cima. Bella estava no sof como ontem, com apenas um tubo ainda plugado nela, e uma
intra-venosa pendurada atrs do encosto do sof. Ela estava enrolada como um burrito em duas colchas grossas, ento pelo menos eles tinham me ouvido antes. Rosalie
estava sentada de pernas cruzadas perto da cabea dela. Edward estava sentado na outra ponta do sof com os ps enrolados de Bella em seu colo. Ele olhou pra cima
quando eu entrei e sorriu pra mim - s uma pequena curva na boca dele - como se alguma coisa agradasse ele.
Bella no me ouviu. Ela apenas olhou pra cima quando ele olhou, e ento sorriu tambm. Com verdadeira energia, todo o rosto dela se iluminou. Eu no podia lembrar
da ltima vez quando ela pareceu to feliz em me ver.
Qual era o problema dela? Pra comeo de histria, ela era casada! e feliz no casamento tambm - no havia dvidas de que ela estava to apaixonada por aquele vampiro
que ultrapassava as barreiras da sanidade. E com uma enorme barriga de grvida, ainda por cima.
Ento porque ela tinha que estar to feliz em me ver? Como se eu tivesse melhorado todo o dia dela s em ter passado pela porta.
Se ela simplesmente no ligasse... Ou mais que isso - se realmente no me quisesse por perto. Seria muito mais fcil me manter longe.
Edward parecia concordar com os meus pensamentos - ultimamente ns estvamos tanto na mesma sintonia que era uma loucura. Ele estava fazendo uma careta agora, lendo
o rosto dela enquanto ela se derretia pra mim.
"Eles s querem conversar", eu murmurei com a minha voz se arrastando de exausto. "Nada de ataques no horizonte".
"Sim", Edward respondeu. "Eu ouvi a maior parte."
Isso me acordou um pouco. Ns estvamos a uns bons seis quilmetros de distncia. "Como?"
"Eu estou te ouvindo com mais clareza -  uma questo de familiaridade e concentrao. Alm do mais, seus pensamentos so um pouco mais fceis de entender quando
voc est na forma humana. Ento eu ouvi boa parte do que aconteceu fora daqui."
"Oh." Isso me incomodou um pouco, mas no foi por nenhum motivo especial, ento eu deixei pra l. "Bom. Eu odeio ficar me repetindo."
"Eu te diria pra ir dormir um pouco", Bella disse "mas eu acho que voc vai desmaiar no cho em cerca de seis segundos, ento no h nenhuma necessidade."
Eu estava impressionado de ver o quanto ela parecia melhor, quanto ela parecia mais forte. Eu senti cheiro de sangue fresco e vi que o copo estava nas mos dela
de novo. Quanto sangue mais seria necessrio para mant-la bem? Em algum ponto, eles comeariam a matar os vizinhos?
Eu caminhei at a porta, contanto os segundos para ela enquanto andava. "Um Mississipi... dois Mississipi..."
"Onde est o incndio, tot?" Rosalie murmurou.
 "Voc sabe como afogar uma loira, Rosalie?" Eu perguntei sem parar e sem me virar pra ela. "Cole um espelho no fundo de uma piscina."
Eu ouvi Edward gargalhar enquanto eu fechava a porta. O humor dela parecia melhorar em co-relao com a sade de Bella.
"Eu j ouvi essa antes", Rosalie disse atrs de mim.
Eu degraus escadas abaixo, meu nico objetivo era o de chegar at as rvores onde o ar seria puro novamente. Eu planejava me livrar das roupas a uma distncia conveniente
da casa para us-las no futuro, ao invs de ter que prender-las na minha perna, para que eu tambm no precisasse ficar cheirando elas. Eu mexi nos botes da camisa
nova, eu pensei vagamente em como os botes nunca estariam na moda para os vampiros.
Eu ouvi as vozes enquanto andava pelo gramado.
"Onde voc vai?" Bella perguntou.
"Tem uma coisa que eu esqueci de dizer a ele."
"Deixa Jacob dormir - isso pode esperar."
Sim, por favor, deixe o Jacob dormir.
"S vai levar um momento."
Eu me virei lentamente. Edward j havia passado pela porta. A expresso dele era de quem pedia desculpas enquanto ele se aproximava.
"Nossa, o que  agora?"
"Me desculpe", ele disse, e ento hesitou, como se ele no soubesse como dizer o que estava pensando.
O que h na sua mente, leitor de mentes?
"Quando voc estava falando com os delegados de Sam mais cedo", ele murmurou. "eu estava tendo uma conversa com Carlisle, Esme e o resto deles. Eles estavam preocupados
-"
 "Olha, no estamos baixando a guarda. Voc no precisa acreditar em Sam como ns acreditamos. Vamos manter os olhos abertos de qualquer maneira."
"No, no, Jacob. No sobre isso. Ns confiamos no seu julgamento. Apesar disso, Esme est preocupada com as dificuldades que isso est fazendo seu bando passar.
Ela me pediu pra falar em particular sobre isso com voc."
Isso me pegou de surpresa. "Dificuldades?"
"A parte de estar sem teto, particularmente. Ela est muito aborrecida por voc estar to... desprovido."
Eu bufei. A me pssaro dos vampiros - bizarro. "Somos dures. Diga que ela no se preocupe."
"Ela ainda gostaria de fazer o que puder. Eu tenho a impresso de que Leah gostaria de no comer em sua forma de loba?"
"E?" Eu quis saber.
"Bem, ns temos comida normal de humanos aqui, Jacob. Pra manter as aparncias, e  claro, por Bella. Leah ser bem vinda para o que ela quiser. Todos vocs sero."
"Eu vou dizer a eles."
"Leah nos odeiam."
"Ento?"
"Ento tente dizer de uma forma que faa ela considerar a idia, se voc no se importar."
"Eu farei o que puder."
"E h o problema das roupas."
Eu olhei para as que eu estava vestindo. "Oh sim. Obrigado." Provavelmente no seria educado mencionar o quanto elas fediam.
Ele sorriu, s um pouco. "Bem, seremos facilmente capazes de ajudar com qualquer necessidade aqui. Alice raramente permite que a gente use a mesma coisa duas vezes.
Temos pilhas de roupas novinhas que esto abandonadas ao relento, e eu imagino que Leah tem praticamente o tamanho de Esme..."
"No sei exatamente como ela se sente em relao s roupas de segunda mo de sugadores de sangue. Ela no  to pratica quanto eu."
"Eu confio que voc vai apresentar a proposta da melhor maneira. Assim como a oferta de qualquer outra coisa material que vocs precisem, ou transporte, ou qualquer
outra coisa. Por favor... no pense que no temos os mesmos benefcios de um lar."
Ele disse essa ltima frase suavemente - no tentando ficar calmo dessa vez, mas com alguma emoo verdadeira.
Eu o encarei por um segundo, piscando sonolento. "Isso , er, legal da sua parte. Diga a Esme que apreciamos o, er, pensamento. Mas o permetro passa pelo rio em
alguns lugares, ento ns nos mantemos limpinhos, obrigado."
"Seria bom fazer a oferta, mesmo assim."
"Claro, claro."
"Obrigado."
Eu dei as costas pra ele, apenas para ficar congelado quando ouv o baixo gemido de dor que vinha de dentro da casa. Quando eu virei de novo, ele j tinha desaparecido
O que foi agora?
Eu fui atrs dele, me arrastando feito um zumb. E usando mais ou menos a mesma quantidade de clulas tambm. Eu no parecia ter escolha. Alguma coisa estava errada.
Eu ia ver o que era. No haveria nada que eu pudesse fazer. E eu ia me sentir pior
Parecia inevitvel.
Eu me deixei entrar novamente. Bella estava ofegante, curvada sobre a inchao no centro do seu corpo. Rosalie estava segurando-a enquanto Edward, Carlisle e Esme
continuavam estticos. Uma pontada de movimento chamou minha ateno; Alice estava no topo da escada, olhando para a sala com as mos pressionando as tmporas. Era
estranho - como se a entrada dela tivesse sido barrada em algum lugar.
"Me d um segundo, Carlisle", Bella ofegou.
"Bella", o mdico disse ansiosamente, "eu ouvi alguma coisa se partindo. Eu preciso dar uma olhada."
"Eu tenho certeza" - respira - "que foi a costela. Ow. . bem aqui." Ela apontou para o lado esquerdo, com cuidado para no tocar.
Agora estava quebrando os ossos dela.
"Eu preciso fazer um raio-X. Pode ter partculas. No queremos que elas perfurem nada."
Bella respirou fundo. "Okay."
Rosalie levantou Bella cuidadosamente. Edward parecia prestes a discutir, mas Rosalie mostrou os dentes pra ele e rosnou, "Eu j peguei ela."
Ento agora Bella estava mais forte, mas a coisa tambm estava. No se podia passar fome sem fazer o outro passar fome tambm, e se curar acabava sendo assim tambm.
No tinha como vencer.
A loira carregou Bella rapidamente escada acima com Carlisle e Edward em seus calcanhares, nenhum deles reparando que eu estava parado feito um boboca na porta de
entrada.
Ento eles tinham um bando de sangue e um raio-X? Eu acho que o doutor trouxe trabalho pra casa.
Eu estava cansado demais para segui-los, cansado demais para me mover. Eu me encostei na parede e deslizei at o cho. A porta ainda estava aberta, e eu apontei
meu nariz em sua direo, agradecido pela brisa limpa passando por ela. Eu encostei minha cabea no aparador e fiquei escutando.
Eu podia ouvir a mquina de raio-X l em cima. Ou pelo menos eu presumi que fosse isso. E ento os passos mais leves descendo as escadas. Eu no olhei pra cima para
ver que vampiro era.
"Voc quer um travesseiro?" Alice me perguntou.
"No", eu murmurei. Pra que essa hospitalidade forada? Isso estava me assustando.
"Isso no parece confortvel", ela observou.
"No ."
 "Ento porque voc no sai da?"
"To cansado. Porque voc no vai l pra cima com os outros?" Eu rebati.
"Dor de cabea", ela respondeu.
Eu rolei minha cabea pro lado para olhar pra ela.
Alice era uma coisa pequenininha. Mais ou menos do tamanho dos meus braos.
Ela parecia ainda menor agora, meio curvada sobre si mesma. Seu pequeno rosto estava contrado.
"Vampiros tm dor de cabea?"
"No os vampiros normais."
Eu bufei. Vampiros normais.
"Ento porque voc nunca mais est com a Bella?" Eu perguntei, transformando a pergunta em acusao. Eu no tinha pensado nisso antes, porque a minha cabea esteve
cheia de outras besteiras, mas era estranho que Alice nunca estava perto de Bella, no desde que eu estava aqui. Talvez se Alice estivesse ao lado dela, Rosalie
no estivesse. "Eu pensei que vocs duas fossem assim." Eu juntei meus dois dedos e os torci.
"Como eu disse" - ela se curvou nos azulejos a alguns metros de mim, passando os braos magrinhos pelos joelhos magrinhos - "dor de cabea."
"Bella est te dando dor de cabea?"
"Sim."
Eu fiz uma careta. Eu certamente estava cansado demais pra charadas. Eu deixei minha cabea rolar de volta para o ar fresco e fechei os olhos.
"No Bella, na verdade", ela emendou. "O... feto."
Ah, mais algum se sentia como eu. Era bem fcil reconhecer. Ela dizia a palavra com asco, do jeito que Edward dizia.
"Eu no entendo", ela me disse, apesar de que ela devia estar pensando consigo mesma. Pelo que ela sabia, eu j estava dormindo. "Eu no dou nada por ele. Assim
como voc."
Eu enrijeci, e ento apertei os dentes. Eu no gostava de ser comparado  criatura.
"Bella est no caminho. Ela est ao redor da coisa, ento ela est... confusa. Como uma televiso com recepo ruim -  como tentar concentrar os olhos naquelas
pessoas meio tortas se mexendo na tela. Ver ela est matando a minha cabea. E de qualquer forma, eu no vejo muito futuro. O... feto  uma parte muito grande do
futuro dela. Quando ela decidiu no incio... quando ela soube que o queria, ela desapareceu das minhas vises. Isso me assustou demais."
Ela ficou quieta por um segundo, e depois completou, "Eu tenho que admitir,  um alvio ter voc por perto - a despeito do cheiro de cachorro molhado. Tudo vai embora.
 como ter os olhos fechados. Isso alivia a dor de cabea."
"Eu estou feliz em poder servi-la, madame." Eu murmurei.
"Eu me pergunto o que ele tem em comum com voc... porque nesse sentido vocs dois so iguais."
Um calor repentino se concentrou no centro dos meus ossos. Eu prendi meus punhos para controlar os tremores.
"Eu no tenho nada em comum com aquele sugador de vidas", eu disse atravs dos dentes.
"Bem, tem alguma coisa a."
Eu no respondi. O calor j estava desaparecendo. Eu estava cansado demais pra ficar furioso.
"Voc no se importa se eu ficar sentada aqui do seu lado, se importa?" Ela perguntou.
"Acho que no. Fede do mesmo jeito."
"Obrigada", ela disse. "Eu acho que  o melhor pra isso, eu acho, j que eu no posso tomar aspirina."
"D pra ficar quieta? To dormindo aqui."
Ela no respondeu, ficando em silncio imediatamente. Eu ca no sono em segundos.
Eu estava sonhando que estava com muita sede. E havia um grande copo de gua na minha frente - todo frio, dava pra notar por causa da condensao saindo pelos lados.
Eu peguei o copo e dei um gole enorme, s pra descobrir muito rapidamente que no era gua - era gua sanitria. Eu tossi pra fora, cuspindo em tudo que  lugar,
e saiu um monte pelo meu nariz. Queimou. Meu nariz estava pegando fogo.
dormido. O cheiro era muito penetrante, considerando que meu nariz no estava de fato dentro da casa. Ugh. E era barulhento. Algum estava rindo alto demais. Uma
risada familiar, mas uma que no combinava com o cheiro. No combinava.
Eu gemi e abri os olhos. Os cus estavam num tom cinzento - era dia, mas no havia nenhuma dica da hora. Talvez estivesse perto do pr do sol - estava bem escuro.
"Estava na hora", Loirinha murmurou, no muito longe. "O barulho de serra eltrica estava ficando meio cansativo."
Eu rolei e me sentei. No processo eu descobri de onde o cheiro estava vindo. Algum tinha enfiado um grande travesseiro de penas embaixo do meu rosto. Provavelmente
tentando ser gentil, eu acho. A no ser que tenha sido Rosalie.
Quando o meu rosto estava longe das penas fedorentas, eu senti outros cheiros. Como bacon e canela, todos misturados com o cheiro de vampiros.
Eu pisquei, observando a sala.
As coisas no haviam mudado muito, exceto que agora Bella estava sentada no meio do sof, e a intra-venosa tinha desaparecido. Loirinha estava sentada aos ps dela,
a cabea dela descansando nos joelhos de Bella. Ainda me dava arrepios ver como eles a tocavam casualmente, apesar de eu achar que isso era uma burrice, considerando
todas as coisas. Edward estava ao lado dela, segurando sua mo. Alice tambm estava no cho, como Rosalie. Agora o rosto dela no estava contrado. E era fcil ver
porque - ela achou outra coisa pra aliviar a dor de cabea.
"Hey, Jake est acordando!" Seth disse.
Ele estava sentado do outro lado de Bella, seu brao jogado descuidadamente sobre o ombro dela, um prato transbordando de comida no colo.
Que diabos?
"Ele veio te encontrar", Edward disse enquanto eu ficava de p. "E Esme o convenceu a ficar para o caf da manh."
Seth observou minha expresso, e se apressou em explicar.
", Jake - eu s estava checando se voc estava bem, porque voc no se transformou mais. Leah ficou preocupada. Eu disse a ela que voc provavelmente tinha cado
no sono como humano, mas voc sabe como ela . De qualquer forma, eles tinham essa comida e, ora" - ele se virou pra Edward - "cara, voc sabe cozinhar."
"Obrigado", Edward murmurou.
Eu inalei lentamente, tentando soltar a presso nos meus dentes. Eu no conseguia tirar os olhos do brao de Seth.
"Bella ficou com frio", Edward disse baixo.
Certo. De qualquer forma, no era da minha conta. Ela no pertencia a mim.
Seth ouviu o comentrio de Edward, olhou pro meu rosto, e de repente ele precisou das duas mos pra comer. Ele tirou o brao de Bella e comeou a comer. Eu caminhei
pra ficar a alguns metros do sof, ainda tentando me concentrar.
 "Leah est fazendo a patrulha?" Eu perguntei a Seth. Minha voz ainda estava grossa do sono.
"Sim", ele disse enquanto mastigava. Seth estava usando roupas novas tambm. Elas cabiam melhor nele do que em mim. "Ela est cuidando de tudo. Sem preocupao.
Ela vai uivar se houver alguma coisa. Ns trocamos mais ou menos meia noite. Eu corri doze horas." Ele estava orgulhoso disso, e dava pra notar pelo tom dele.
"Meia noite? Espere um minuto - que horas so?"
"Quase amanhecendo." Ele olhou em direo  janela, checando.
Bem, maldio. eu dormi o resto do dia e a noite inteira - desmaiei. "Merda. Desculpa por isso, Seth. Voc devia ter me chutado at que eu acordasse."
"No, cara, voc precisava dormir demais. Voc no tirava uma folga desde quando? A noite anterior  sua ltima patrulha para Sam? Tipo, quarenta horas? Cinqenta?
Voc no  uma mquina, Jake. Alm do mais, voc no fez falta nenhuma."
Nenhuma? Eu olhei rapidamente para Bella. A cor dela estava de volta do jeito que eu lembrava. Plida, mas com um fundo rosado. At o cabelo dela parecia melhor
- mais brilhante. Ela viu minha observao e sorriu pra mim.
"Como est a costela?" Eu perguntei.
"Presa no lugar com fora. Eu nem sinto."
Eu revirei os olhos. Eu ouvi Edward apertando os dentes, e me dei conta que a atitude 'deixa isso pra l' dela irritava ele tanto quanto a mim.
"O que tem pro caf da manh?" Eu perguntei, meio sarcstico. "O negativo ou AB positivo?"
Ela deu lngua pra mim. Ela estava totalmente de volta. "Omeletes", ela disse, mas os olhos dela olharam pra baixo, e eu vi que o copo de sangue estava preso entre
a perna dela e a de Edward.
"V comer alguma coisa, Jake", Seth disse. "Tem um monte de coisa na cozinha. Voc deve estar faminto."
Eu examinei a comida no colo dele. Parecia ser a metade de um omelete de queijo e a ltima parte de um rolo de canela gigante. Meu estmago roncou, mas eu o ignorei.
"O que Leah est comendo no caf da manh?" Eu perguntei criticamente a Seth.
"Hey, eu levei a comida pra ela antes de comer qualquer coisa" ele se defendeu. "Ela disse que preferia comer alguma coisa que morreu na estrada, mas eu aposto que
ela se arrependeu. Esses rolos de canela..." Ele pareceu no encontrar as palavras.
"Ento eu vou caar com ela."
Seth suspirou enquanto se virava pra ir embora.
"Um momento, Jacob?"
Era Carlisle chamando, ento eu me virei novamente, meu rosto provavelmente estava menos desrespeitoso do que estaria se outra pessoa tivesse me parado.
"Sim?"
Carlisle se aproximou de mim enquanto Esme ia para a outra sala. Ele parou a alguns metros de distncia, apenas um pouco mais distantes do que o espao normal entre
dois humanos conversando. Eu gostei dele ter me dado espao.
"Falando de caar", ele comeou num tom sombrio. "Isso vai ser um problema para a minha famlia. Eu entendo que a nossa trgua antiga est no est em operao nesse
momento ento eu decidi pedir seu conselho. Sam estar nos caando fora dos permetros que vocs criaram? Ns no queremos dar nenhuma chance de machucarem a nossa
famlia - ou perder um dos nossos. Se voc estivesse em nosso lugar, como iria proceder?"
Eu me afastei, um pouco surpreso, quando ele me deu a ver de falar daquele jeito. O que eu podia saber sobre ser um sugador de sangue que usava sapatos caros? Mas
tambm, eu conhecia Sam.
" um risco", tentando ignorar os outros olhos que eu sentia em mim e falar s pra ele. "Sam se acalmou um pouco, mas eu tenho certeza que na mente dele, o trato
significa nada. Enquanto ele achar que a tribo, ou qualquer outro humano, est em perigo real, ele no vai fazer perguntas antes, se  que voc sabe o que eu quero
dizer. Mas, com tudo isso, a prioridade dele ser La Push. Realmente eles no so um nmero suficiente para cuidar decentemente das pessoas e fazer caadas grandes
o suficiente para causar dano. Eu aposto que ele vai ficar perto de casa."
Carlisle balanou a cabea, pensativo.
"Ento eu acho que eu diria, saiam todos juntos, s por via das dvidas. E provavelmente vocs devam ir de dia, porque ns estaramos esperando a noite. Coisas tradicionais
de vampiros. Vocs so rpidos - vo para as montanhas e faam a caada longe o suficiente para que no haja uma chance dele mandar algum pra to longe de casa."
"E deixar Bella pra trs, desprotegida?"
Eu bufei. "E ns somos o que, um fgado desmembrado?"
Carlisle riu, e ento o rosto dele ficou srio de novo. "Jacob, voc no pode lutar com os seus irmos."
Meus olhos se estreitaram. "Eu no estou dizendo que isso no seria difcil, mas se eles realmente viessem mata-la - eu seria capaz de parar eles."
Carlisle balanou a cabea, ansioso. "No, eu no quis dizer que voc seria... incapaz. Mas que seria muito errado. E eu no posso ter isso em minha conscincia."
"No seria na sua, Doutor. Seria na minha. E eu posso agentar."
"No, Jacob. Ns tomaremos as precaues para que nossas aes no faam com que haja essa necessidade." Ele fez uma cara pensativa. "Ns iremos trs de cada vez",
ele decidiu depois de um segundo. "Isso provavelmente  o melhor que podemos fazer."
"Eu no sei, Doutor. Se dividir no meio no  a melhor estratgia."
"Ns temos algumas habilidades extras que iro nos igualar. Se Edward for um dos trs, ele ser capaz de ns dar alguns quilmetros de segurana."
Ns dois olhamos para Edward. A expresso dele fez Carlisle mudar de idia rapidamente.
"Eu tenho certeza que existem outras maneiras tambm", Carlisle disse. Claramente, no havia nenhuma necessidade fsica forte o suficiente para afastar Edward de
Bella agora. "Alice, eu imagino que voc possa ver quais rotas poderiam ser um erro?"
"As que desaparecem", Alice disse, balanando a cabea. "Fcil."
Edward, que tinha ficado todo tenso com o plano inicial de Carlisle, se tranqilizou. Bella estava olhando pouco feliz para Alice, aquela ruginha que aparecia entre
os olhos quando ela se estressava apareceu.
"Tudo bem, ento." Eu disse. "Isso est arranjado. Eu vou indo. Seth, eu espero que voc esteja de volta ao anoitecer, ento tire uma soneca aqui em algum lugar,
tudo bem?"
"Claro, Jake. Eu vou me transformar assim que eu terminar. A no ser..." Ele hesito, olhando pra Bella. "Voc precisa de mim?"
"Ela tem cobertores." Eu rebati pra ele.
"Eu estou bem, Seth, obrigada", Bella disse rapidamente.
E ento Esme apareceu novamente na sala, um grande prato coberto nas mos. Ela parou hesitantemente logo atrs do cotovelo de Carlisle, seus grandes olhos dourados
no meu rosto. Ele ergueu o prato e deu outro passo tmido para a frente.
"Jacob", ela disse baixinho. A voz dela no era to penetrante quanto as dos outros. "Eu sei que... no  apetitosa pra voc, a idia de comer aqui, onde o cheiro
 to desagradvel. Mas eu me sentiria muito melhor se voc levasse um pouco de comida com voc quando voc se for. Eu sei que voc no pode voltar pra casa, e isso
 por nossa causa. Por favor - alivie um pouco do meu remorso. Leve algo para comer." Ela segurou a comida pra mim, seu rosto suave e implorativo. Eu no sei como
ela fazia isso, porque ela no aparentava ter mais de uns vinte e poucos, e ela tambm era plida feito osso, mas alguma coisa na expresso dela me fez lembrar da
minha me.
Nossa.
"Uh, claro, claro", eu murmurei. "Eu acho. Talvez Leah ainda esteja com fome ou algo assim."
Eu me inclinei e peguei a comida com uma mo, segurando-o longe, a um brao de distncia. Eu ia joga-lo embaixo de uma rvore ou algo assim. Eu no queria que ela
se sentisse mal.
Ento eu lembrei de Edward.
No diga nada a ela! deixe ela pensar que eu comi.
Eu no olhei pra ele pra ver se ele estava de acordo. Era melhor que ele estivesse de acordo. O sugador de sangue estava me devendo.
"Obrigada, Jacob", Esme disse, sorrindo pra mim. Como um rosto de pedra tinha covinhas nas bochechas, pra comeo de histria?
 "Um, obrigado voc", eu disse. Meu rosto ficou quente - mais quente que o normal.
Esse era o problema de andar por a com vampiros - voc se acostumava com eles. Eles comeavam a mexer com a sua forma de ver o mundo. Ele comeavam a parecer nossos
amigos.
"Voc vai voltar mais tarde, Jake?" Bella perguntou enquanto eu tentava fugir.
"Uh, eu no sei."
Ela apertou os lbios, como se estivesse tentando no sorrir. "Por favor? Eu posso ficar com frio."
Eu inalei profundamente pelo meu nariz, e ento me dei conta, tarde demais, que essa no foi uma boa idia. Eu gemi. "Talvez."
"Jacob?" Esme perguntou. Eu fui andando de costas at a porta enquanto ela continuava; ela deu alguns passos me seguindo. "Eu deixei uma cesta de roupas na varanda.
Elas so para Leah. Elas foram lavadas - eu tentei tocar nelas o mnimo possvel." Ela fez uma careta. "Voc se importaria em levar para ela?"
"Farei isso", eu murmurei, e ento sai pela porta antes que mais algum me obrigasse a fazer alguma coisa por culpa.

15 - Tick, tock, tick, tock, tick, tock
Hey, Jake, pensei que voc tivesse dito que me queria aqui ao anoitecer. Porque voc no fez Leah me acordar antes dela pegar no sono?
Porque eu no precisei de voc. Eu ainda estou bem.
Ele j estava indo para a metade norte do crculo. Alguma coisa?
No. Nada alm de nada.
Voc procurou alguma coisa?
Ele percebeu que eu tinha me desviado um pouco do caminho. Ele dirigiu  trilha nova.
 - eu dei umas voltinhas. Voc sabe, s pra checar. Se os Cullen vo fazer uma viagem para caar...
Boa idia.
Seth fez uma volta para voltar ao permetro principal.
Era mais fcil correr com ele do que fazer a mesma coisa com Leah. Apesar dela estar tentando - tentando muito - havia sempre algo em seus pensamentos. Ela no queria
estar aqui. Ela no queria sentir a mesma afeio aos vampiros que havia em minha cabea. Ela no queria lidar com a amizade prxima que Seth tinha com eles, uma
amizade que s estava ficando mais forte.
Engraado, no entanto, que eu tinha pensando que o maior problema no mundo pra ela era eu. Ns sempre enlouquecemos um ao outro quando estvamos no bando de Sam.
Mas agora no havia absolutamente nenhum antagonismo dirigido a mim, s aos Cullen e Bella. Eu queria saber porque. Talvez fosse simplesmente gratido por eu no
estar forando ela a ir embora. Talvez fosse porque agora eu entendia melhor a hostilidade dela. Fosse o que fosse, correr com Leah no era nem um pouco to ruim
quanto eu havia esperado.
 claro, ela no havia melhorado tanto assim. A comida e as roupas que Esme tinha mandado para ela estavam todos fazendo uma viagem rio abaixo agora. mesmo depois
de eu ter comido a minha parte - no porque o cheiro era praticamente irresistvel fora do cheiro dos vampiros, mas para dar um bom exemplo de auto-sacrifcio e
tolerncia a Leah - ela recusou. O pequeno alce que ela comeu por volta do meio dia no tinha satisfeito seu apetite. Mas deixou o seu humor pior ainda. Leah odiava
comida crua.
Talvez devssemos correr um pouco ao leste? Seth sugeriu. Ir fundo, ver se eles esto esperando por l.
Eu estava pensando nisso, eu concordei. Mas vamos fazer isso quando estivermos todos acordados. Eu no quero baixar nossa guarda. Mas ns devamos fazer isso antes
que os Cullen tentem. Em breve.
Certo.
Isso me fez pensar.
Se os Cullen fossem capaz de sair da rea em segurana, eles realmente deviam seguir em frente. Eles provavelmente deviam ter escapado no momento que ns fomos avis-los.
Eles tinham que ter outra forma de escapulir. E eles tinham amigos ao norte, certo? Pegar Bella e fugir. Essa parecia ser a resposta bvia para os problemas deles.
Eu provavelmente devia sugerir isso, mas eu estava com medo que eles me dessem ouvidos. E eu no queria que Bella desaparecesse - nunca ficar sabendo se ela tinha
conseguido ou no.
No, isso era estupidez. Eu os diria para ir. No fazia sentido eles ficarem, e isso seria melhor - no menos doloroso, mas mais saudvel - para mim se Bella fosse
embora.
Era fcil dizer isso agora, quando Bella no estava l, parecendo toda feliz em me ver e se agarrando  vida com as unhas ao mesmo tempo...
Oh, eu j perguntei a Edward sobre isso, Seth pensou.
O que?
Eu perguntei porque eles no havia escapado ainda. Ido para a casa de Tanya ou algo assim. Algum lugar longe demais pra que Sam fosse atrs dele.
Eu tive que lembrar a mim mesmo que eu tinha decidido dar aos Cullen esse mesmo conselho. Isso era o melhor. Ento eu no devia estar bravo com Seth por ter tirado
a tarefa das minhas mos. Nem um pouco bravo.
Ento o que ele disse? Eles esto esperando uma brecha?
No. Eles no vo partir.
E isso no devia parecer uma boa notcia.
Porque no? Isso  estpido.
Na verdade no, Seth disse, agora na defensiva. Leva algum tempo pra construir o tipo de acesso mdico que Carlisle tem por aqui. Ele tem todo tipo de coisa que
precisa para cuidar de Bella, e as credenciais para conseguir mais. Esse  um dos motivos pelos quais eles querem fazer uma viagem de caa. Carlisle acha que eles
vo precisar de mais sangue para Bella em breve. Ela est usando todo o O negativo que eles estocaram para ela. Ele no gosta de saquear o banco de sangue. Ele vai
comprar mais um pouco. voc sabia que se pode comprar sangue? Se voc for mdico.
E ainda no estava pronto para ser lgico. Ainda parece estupidez. Eles podiam levar a maioria das coisas com eles, certo? E roubar o que precisassem onde quer que
eles fossem. Quem se importa com essa baboseira legal quando se  imortal?
Edward no quer se arriscar a tir-la do lugar.
Ela est melhor do que antes.
Bastante, Seth concordou. Na cabea dele, ele estava comparando minhas memrias de Bella pregada nos tubos e a ltima vez que ele tinha visto ela antes de sair da
casa. Ela sorriu para ele e acenou. Mas ela no pode se mover demais, sabe. Aquela coisa est chutando ela at no poder mais.
Eu engoli o cido estomacal da minha garganta. , eu sei.
Quebrou outra costela dela, ele me disse sombriamente.
Meu passo diminuiu, e eu cambaleei um passo antes de retomar a ritmo.
Carlisle enfaixou ela de novo. S mais uma parte, ele disse. Ento rosalie falou alguma coisa sobre como at os bebs normais so conhecidos por quebrarem costelas.
Parecia que Edward ia arrancar a cabea dela.
Que pena que ele no fez isso.
Seth estava com o planto de notcias ligado - sabendo que tudo era vitalmente interessante pra mim, mesmo eu no tendo pedido pra ouvir. A febre de Bella diminuiu
e aumentou o dia inteiro. S pequenas alteraes - suores e depois calafrios. Carlisle no tem certeza do que fazer sobre isso - ela pode simplesmente estar doente.
O sistema imunolgico dela deve estar sem foras agora.
, eu tenho certeza que  s uma coincidncia.
Mas ela est de bom humor. Ela estava conversando com Charlie, rindo e tudo mais -
Charlie! O qu?! O que voc quer dizer com ela estava conversando com Charlie?!
Agora o passo de Seth falhou; minha fria o surpreendeu. Eu acho que ele telefona todos os dias para conversar com ela. s vezes a me dela tambm liga. Bella parece
estar muito melhor agora, ento ela estava assegurando ele que estava melhorando -
Okay. Seth no fez outros comentrios. Ele ficou bastante concentrado na floresta vazia.
Eu mantive meu curso ao sul, procurando alguma coisa nova. Eu dei a volta quando avistei os primeiros sinais de habitao. Ainda no estava perto de nenhuma cidade,
mas eu no queria recomear boatos sobre lobos. Agora j estvamos bonzinhos e invisveis a um bom tempo.
Eu passei pelo permetro no meu caminho de volta, indo em direo  casa. Mesmo sabendo que era uma estupidez fazer isso, eu no consegui me deter. Eu devia ser
uma espcie de masoquista.
No h nada de errado com voc, Jake. Essa no  uma situao muito comum.
Por favor, Seth, cala a boca.
Calando.
Dessa vez eu no hesitei na porta; eu simplesmente passei por ela como se fosse dono do lugar. Eu achei que isso ia tirar Rosalie do srio, mas meus esforos foram
em vo. Nem Rosalie nem Bella estavam em lugar algum. Eu olhei loucamente ao redor, esperando no as ter visto em algum lugar, meu corao se apertando s costelas
de uma forma estranha, desconfortvel.
"Ela est bem", Edward sussurrou. "Ou, na mesma, eu diria."
Edward estava no sof com as mos no rosto; ele no olhou pra cima para falar. Esme estava ao lado dele, com o brao segurando os ombros dele com fora.
"Ol, Jacob", ela disse. "Eu estou muito feliz por voc ter voltado."
 "Eu tambm", Alice disse com um suspiro profundo. Ela veio descendo as escadas, fazendo uma careta. Como se eu estivesse atrasado para um compromisso.
"Uh, hey", eu disse. Era estranho tentar ser educado. "Onde est Bella?"
"Banheiro", Alice disse. "Ela est na dieta do lquido, sabe. Alm do mais, pelo que eu soube, esse negcio de engravidar faz isso com voc."
"Ah."
Eu fiquei l todo estranho, me balanando nos calcanhares pra frente e pra trs.
"Oh, maravilha", Rosalie rosnou. Eu virei a cabea e a vi vindo de um corredor meio escondido pelas escadas. Ela estava com Bella gentilmente curvada em seus braos,
uma careta endurecida no rosto pra mim. "Eu sabia que alguma coisa estava cheirando mal."
E, exatamente como antes, o rosto de Bella se iluminou como uma criana na manh de Natal. Como se eu tivesse trazido pra ela o melhor presente de todos.
Isso era muito injusto.
"Jacob", ela respirou. "Voc veio."
"Oi, Bells."
Esme e Edward ficaram de p. Eu observei como Rosalie colocava Bella cuidadosamente no sof. Eu observei como, apesar disso, Bella ficou plida e prendeu a respirao
- como se ela estivesse disposta a no fazer barulho no importa o quanto doesse.
Edward passou as mos na testa dela e ento pelo pescoo. Ele fez parecer que estava apenas colocando o cabelo dela pra trs, mas pra mim pareceu um exame mdico.
"Voc est com frio?" Ele murmurou.
"Eu estou bem."
"Bella, voc sabe o que Carlisle disse", Rosalie disse. "No esconda nada. Isso no nos ajuda a cuidar de vocs dois."
"Est bem, eu estou com um pouco de frio. Edward, voc pode me passar o cobertor?"
Eu revirei os olhos. "No  pra isso que eu to aqui?"
"Voc acabou de entrar", Bella disse. "Depois de ter corrido o dia inteiro, eu aposto. Ponha os ps pra cima um minuto. Eu provavelmente vou ficar aquecida daqui
a pouco."
Eu a ignorei, indo me sentar no cho perto do sof enquanto ela ainda estava me dizendo o que fazer. Nesse ponto, no entanto, eu no tinha certeza de como... Ela
parecia meio frgil, e eu estava com medo de mexer nela, at mesmo de colocar o brao ao seu redor. Ento eu s me inclinei cuidadosamente ao lado dela, deixando
meu brao descansar no brao dela, e segurei sua mo. Ento eu coloquei minha outra mo em seu rosto. Era difcil dizer se ela estava sentindo mais frio do que o
normal.
"Obrigada, Jake", ela disse, e eu a senti estremecer uma vez."
"T", eu disse.
Edward sentou no brao do sof aos ps de Bella, seus olhos sempre no rosto dela.
Era pedir demais, com toda a super audio naquela sala, que ningum reparasse no meu estmago roncando.
"Rosalie, porque voc no pega algo na cozinha para Jacob?" Alice disse. Ela estava invisvel agora, silenciosamente sentada atrs do encosto do sof.
Rosalie encarou sem acreditar para o lugar de onde a voz de Alice estava vindo.
"Obrigado, mesmo assim, Alice, mas eu no acho que quero comer alguma coisa cuspida pela loira. Eu aposto que o meu sistema no ia aceitar muito bem o veneno."
 "Rosalie nunca envergonharia Esme com tal demonstrao de falta de hospitalidade."
" claro que no." A loira disse numa voz agridoce da qual eu desconfiei imediatamente. Ela levantou e saiu rapidamente da sala.
Edward suspirou.
"Voc me diria se ela envenenasse a comida, n?" Eu perguntei.
"Sim", Edward prometeu.
E por algum motivo eu acreditei.
Havia muito barulho na cozinha, e - estranhamente - o som do metal protestando enquanto sofria abuso. Edward suspirou de novo, mas tambm sorriu s um pouco. ento
Rosalie voltou antes que eu pudesse pensar muito sobre isso. Com um sorriso satisfeito, ela colocou uma tigela prateada no cho perto de mim.
"Aproveite, retardado."
Provavelmente aquilo, um dia, tinha sido s uma tigela grande, mas ela praticamente fez as bordas se curvarem at que ela tivesse quase o formato de uma tigela de
cachorro. Eu fiquei impressionado pelo rpido artesanato dela. E a ateno aos detalhes. Ela tinha escrito a palavra Tot na lateral. Excelente caligrafia.
S porque a comida parecia muito boa - fil, nada menos, e uma batata assada com tudo o que tinha direito - eu disse a ela,"Obrigada, loira."
Ela rosnou.
"Hey, voc sabe como se chama uma loira com crebro?" Eu perguntei, e tentei continuar num flego s. "um golden retriever."
"Eu tambm j ouvi essa", ela disse, sem sorrir.
"Eu vou continuar tentando", eu prometei, e ento comecei a comer.
Ela fez uma cara de nojo e revirou os olhos. Ento ela sentou em um dos braos do sof e comeou a passar os canais da TV to rpido que no era possvel que ela
realmente estivesse procurando por algo pra assistir.
A comida estava boa, mesmo com o fedor de vampiro no ar. Eu realmente estava me acostumando a isso. Huh. No era uma coisa que estava querendo fazer, exatamente...
Quando eu terminei - apesar de que eu estava considerando a idia de lamber a tigela, s pra dar um motivo pra Rosalie reclamar - eu senti os dedos de Bella passando
suavemente pelo meu cabelo. Ela o assentou na minha nuca.
"Hora de cortar o cabelo, huh?"
"Voc est ficando meio descabelado", ela disse. "Talvez -"
"Me deixe adivinhar, algum aqui costumava cortar cabelo em um salo em Paris?"
Ela gargalhou. "Provavelmente."
"No, obrigado", eu disse antes que ela realmente pudesse oferecer. "Eu estou bem por algumas semanas ainda."
Isso me fez pensar por quantas semanas ela ficaria bem. Eu tentei pensar numa forma educada de perguntar.
"Ento... um... qual  a, er, data? Voc sabe, a data que o monstrinho vai nascer."
Ela deu um tapa atrs da minha cabea com a mesma fora que uma pena tinha, mas no respondeu.
"Eu estou falando srio", eu disse a ela. "Eu quero saber por quanto tempo eu terei que ficar aqui." Quanto tempo voc vai ficar aqui, eu adicionei em minha cabea.
A eu me virei pra olhar pra ela. Seus olhos estavam pensativos; a linha de estresse estava entre as sobrancelhas dela de novo.
"Eu no sei", ela murmurou. "No exatamente. Obviamente, aqui ns no estamos acompanhando o modelos dos nove meses e ns no conseguimos fazer uma ultrassom, ento
Carlisle est adivinhando pelo tamanho que eu estou. Pessoas normais ficam com cerca de quarenta centmetros aqui" - ela passou o dedo no meio do seu estmago inchado
- "quando o beb j cresceu completamente. Apenas um centmetro por semana. Eu estava com trinta centmetros essa manh, e estou ganhando dois centmetros a cada
dia, s vezes mais..."
Duas semanas para cada dia, os dias estavam voando. E vida dela estava sendo adiantada. Quantos dias isso dava a ela, se ela estava contando at quarenta? Quatro?
Eu levei um minuto pra lembrar como engolir.
"Voc est bem?" Ela perguntou.
Eu balancei a cabea, sem ter certeza como a minha voz sairia.
O rosto de Edward tinha virado pro lado oposto enquanto ele ouvia meus pensamentos, mas eu conseguia ver o reflexo dele na parede de vidro. Ele era um homem pegando
fogo novamente.
Era engraado como ter um prazo fazia com que fosse mais difcil pensar em ir embora, ou deixa-la ir embora. Eu estava feliz por Seth ter tocado no assunto, ento
eu sabia que eles iam ficar aqui. Seria intolervel, se eles realmente fossem embora, tirar um ou dois dias entre aqueles quatro. Meus quatro dias.
Tambm era engraado como, mesmo sabendo que estava quase no fim, o lao que me prendia a ela s ficava mais difcil de se quebrar. Isso quase estava relacionado
 barriga em crescimento dela - como se ficando maior, ela estivesse ganhando fora gravitacional.
Por um minuto eu tentei olha-la  distncia, tentar me livrar do im. Eu sabia que no era s minha imaginao que tornava minha necessidade dela maior ainda. Porque
isso estava acontecendo? Porque ela estava morrendo? Ou porque sabendo que se ela no estivesse morrendo, mesmo assim - na melhor hiptese - ela estava se transformando
em outra coisa que eu no conheceria ou entenderia?
Ela passou o dedo na ma do meu rosto, e minha pele estava molhada onde ela tocou.
"Vai ficar tudo bem" ela gaguejou um pouco. No importava que as palavras no significassem nada. Ela disse isso da mesma forma que as pessoas cantavam aquelas msicas
pra ninar criana. Diga boa noite, beb.
"Certo", eu murmurei.
Ela se curvou no meu brao, descansando a cabea no meu ombro. "Eu no achei que voc viria. Seth disse que voc viria, e Edward tambm, mas eu no acreditei neles."
"Porque no?" Eu perguntei bruscamente.
"Voc no fica feliz aqui. Mas veio do mesmo jeito."
"Voc me queria aqui."
"Eu sei, mas voc no precisava vir, porque no  justo que eu te queira aqui. Eu teria entendido."
Eu fiquei quieto por um minuto. Edward recomps o rosto. Ele estava olhando para a Tv enquanto Rosalie continuava passando canais. Ela j estava pra l dos seiscentos.
Eu me perguntei quanto tempo levaria pra voltar pro incio.
"Obrigada por ter vindo", Bella sussurrou.
"Posso te perguntar uma coisa?" Eu perguntei.
" claro."
Edward no parecia estar prestando nem um pouco de ateno em ns, mas ele sabia o que eu estava prestes a perguntar, ento ele no me enganava.
"Porque voc me quer aqui? Seth podia te manter aquecida, e  provvel que ele tenha mais facilidade em ficar por perto, feliz como um boboca. Mas quando eu passo
pela porta, voc sorri como se eu fosse a sua pessoa favorita no mundo."
"Voc  uma delas."
"Isso  um saco, sabe."
"", ela suspirou. "Desculpa."
"Mas porque? Voc no respondeu isso."
Edward tinha desviado o olhar de novo, como se estivesse olhando pra fora pelas janelas. No reflexo o rosto dele estava vazio.
"Eu me sinto... completa quando voc est aqui, Jacob. Como se toda a minha famlia estivesse junta. Quer dizer, eu acho que  como se fosse - eu nunca tive uma
famlia grande antes.  bom." Ela sorriu por meio segundo. "Mas no est completa a no ser que voc esteja aqui."
"Eu nunca fui parte da sua famlia, Bella."
Eu podia ter sido. Eu teria sido bom nisso. Mas esse era um futuro distante que morreu antes de ter a chance de viver.
"Voc sempre foi parte da minha famlia", ela discordou.
Meus dentes fizeram barulho quando se cerraram. "Essa resposta  uma merda."
"Qual  a boa resposta?"
"Que tal 'Jacob, eu me divirto com a sua dor'."
Eu a senti enrijecer.
"Voc preferiria isso?" ela sussurrou.
"Pelo menos  mais fcil. Eu podia enfiar isso na minha cabea. Eu podia lidar com isso."
A eu olhei para baixo, para o rosto dela, to prximo ao meu. Os olhos dela estavam fechados e ela estava fazendo uma careta. "Ns samos com caminho, Jake. Perdemos
o equilbrio. Voc nasceu pra fazer parte da minha vida - eu posso sentir isso, e voc tambm pode." Ela parou por um segundo sem abrir os olhos - como se estivesse
esperando que eu negasse. Quando eu no disse nada, ela continuou.
 "Mas no assim. Ns fizemos algo errado. No. Eu fiz. Eu fiz algo errado, e samos do caminho..."
A voz dela parou , e a careta em seu rosto relaxou at que era apenas uma pequena toro nos lbios dela. Eu esperei que ela derramasse mais um pouco de suco de
limo no corte, mas a um ronco leve veio do fundo da garganta dela.
"Ela est exausta", Edward murmurou. "Foi um longo dia. Um dia duro. Eu acho que ela teria ido dormir mais cedo, mas ela estava esperando por voc."
Eu no olhei pra ele.
"Seth disse que ela quebrou outra costela."
"Sim. Est dificultando a respirao dela."
"timo."
"Me avise quando ela ficar com calor de novo."
"T."
Ela ainda tinha arrepios no brao que no estava tocando o meu. Eu mal tinha levantado a cabea pra procurar um cobertor quando Edward puxou um que estava jogado
no brao do sof e o sacudiu por cima dela.
Ocasionalmente, a coisa de ler mentes poupava tempo. Por exemplo, talvez eu no precisasse fazer uma grande cena de acusao sobre o que estava acontecendo com Charlie.
Aquela baguna. Edward ia simplesmente ouvir exatamente o quo furioso -
"Sim", ele concordou. "No  uma boa idia."
"Ento porque?" Porque Bella estava dizendo ao pai que estava melhorando quando isso s o faria mais infeliz?
 "Ela no agenta a ansiedade dele."
"Ento  melhor -"
"No. No  melhor. Mas eu no vou for-la a fazer nada que a deixe infeliz agora. O que quer que acontea, isso faz ela se sentir melhor. Eu vou lidar com o resto
depois."
Isso no parecia certo. Bella no amenizaria a dor de Charlie para que mais tarde alguma outra pessoa lidasse com isso. Mesmo morrendo. Ela no era assim. Se eu
conhecia Bella, ela tinha algum outro plano.
"Ela tem certeza absoluta que vai viver", Edward disse.
"Mas no como humana," eu protestei.
"No, no como humana. Mas de qualquer forma, ela espera ver Charlie novamente."
Oh, isso estava ficando cada vez melhor.
"Ver. Charlie." Eu finalmente olhei pra ele, meus olhos se arregalando. "Depois. Ver Charlie quando ela estiver brilhando de to branca e com olhos vermelhos brilhantes.
Eu no sou um sugador de sangue, ento talvez eu esteja perdendo alguma coisa, mas Charlie parece ser uma escolha estranha para ser a primeira refeio dela."
Edward suspirou. "Ela sabe que no vai agentar ficar perto dele por pelo menos um ano. Ela acha que pode controlar a situao. Dizer a Charlie que precisa ir para
algum hospital especial do outro lado do mundo. Manter contato por telefone..."
"Isso  loucura."
"Sim."
"Charlie no  burro. Mesmo se ela no o matar, ele vai reparar na diferena."
"Ela est meio que fazendo uma aposta."
Eu continuei a encarar, esperando que ele explicasse.
"Ela no estaria envelhecendo,  claro, ento isso estabeleceria um limite de tempo, mesmo que Charlie aceitasse qualquer que fosse a explicao que ela inventasse
para explicar as mudanas." Ele deu um sorriso fraco. "Voc lembra de como tentou cont-la sobre a sua transformao? Como voc a fez adivinhar?"
Minha mo livre se curvou no punho. "Ela te contou sobre isso?"
"Sim. Ela estava explicando a... idia dela. Veja, ela no pode contar a Charlie a verdade - seria perigoso demais pra ele. Mas ele  um homem esperto, prtico.
Ela acha que ele vai encontrar uma explicao. Ela presume que ele vai entender tudo errado," ele bufou. "Afinal, ns dificilmente aderimos aos padres de vampiros.
Ele vai tirar concluses erradas sobre ns, como ela fez no incio, e ns vamos agir de acordo com isso. Ela acha que ser capaz de v-lo... de vez em quando."
"Loucura", eu repeti.
"Sim", ele concordou de novo.
Eu fiquei fraco de v-lo deixar ela fazer o que queria, s pra faze-la feliz agora. Isso no ia acabar bem.
Isso me fez pensar que ele provavelmente no estava esperando que ela sobrevivesse para botar esse plano louco em andamento. Ele estava acalmando-a, pra que ela
pudesse ser feliz por mais um tempo.
Tipo, por mais quatro dias.
"Eu vou lidar com o que quer que acontea", ele sussurrou, e virou o rosto pra baixo para que eu no conseguisse nem ver seu reflexo. "Eu no vou causar dor a ela
agora."
"Quatro dias?" Eu perguntei.
Ele no olhou pra cima. "Aproximadamente."
"E depois o qu?"
"O que voc quer dizer, exatamente?"
Eu pensei no que Bella tinha dito. Sobre a coisa estar presa e bem amarrada em algo forte, algo como pele de vampiro. Como aquilo funcionava? Como se saa?
"Pela pouca pesquisa que pudemos fazer, parece que a criatura usa os dentes para escapar da placenta", ele sussurrou.
Eu tive que parar pra engolir bile.
"Pesquisa?" eu perguntei fracamente.
" por isso que voc no tem visto Emmett e Jasper por aqui.  isso que Carlisle est fazendo agora. Tentando decifrar histrias e mitos antigos, o mximo que podemos
com o que temos por aqui, procurando alguma coisa que nos ajude a prever o comportamento da criatura.
Histrias? Se eram mitos, ento...
"Ento essa coisa no  a primeira da nossa espcie?" Edward perguntou, antecipando minha pergunta. "Talvez.  tudo muito vago. Os mitos poderiam facilmente ser
frutos do medo e da imaginao. Mas..." - ele hesitou - "os mitos de vocs so verdadeiros, no so? Talvez esses tambm sejam. Eles parecem ser bem localizados,
ter ligao..."
"Como voc encontrou...?"
"Havia uma mulher que encontramos na Amrica do Sul. Ela cresceu com as tradies de seu povo. Ela ouviu avisos sobre tais criaturas, histrias antigas que foram
passadas."
"Quais eram os avisos?" Eu sussurrei.
"A criatura deve ser morta imediatamente. Antes que ganhe fora demais."
Exatamente como Sam tinha pensado. Ele estava certo?
" claro, as lendas dizem o mesmo sobre ns. Que devemos ser destrudos. Que somos assassinos desalmados."
Dois a dois.
Edward deu uma gargalhada dura.
"O que as histrias deles falavam sobre as... mes?"
Agonia tomou o rosto dele e, enquanto eu me inclinava pra longe da dor dele, eu soube que ele no ia me dar uma resposta. Eu duvidava que ele pudesse falar.
Foi Rosalie - que esteve to quieta e silenciosa desde que Bella caiu no sono que eu quase a esqueci - quem respondeu.
Ela fez um som de deboche no fundo da garganta. " claro que no haviam sobreviventes", ela disse. Nada de sobreviventes, insensvel e despreocupada. "Dar a luz
num campo molhado e infestado de doenas com um mdico cuspindo obscenidades na sua cara para afastar os espritos do mau nunca foi a melhor forma. Mesmo os partos
normais do errado s vezes. Nenhum deles tinha o que esse beb tem - pessoas que tm uma idia do que um beb precisa, que tentam suprir essas necessidades. Um
mdico com um conhecimento totalmente nico da natureza dos vampiros. Um plano pronto para fazer um beb nascer da forma mais segura possvel. Veneno para reparar
qualquer coisa que d errado. O beb vai ficar bem. E aquelas outras mes provavelmente teriam sobrevivido - se tivessem existido pra comeo de histria. Coisa da
qual eu no estou convencida." Ela inalou o ar, desdenhosa.
O beb, o beb. Como se isso fosse tudo o que importava. A vida de Bella era um mero detalhe pra ela - fcil de deixar de lado.
O rosto de Edward ficou branco feito neve. As mos dele se curvaram parecendo garras. Totalmente egosta e indiferente, Rosalie virou na cadeira at ficar de costas
pra ele. ele se inclinou para a frente, ficando em posio de ataque.
Permita-me, eu sugeri.
Ele parou, erguendo uma sobrancelha.
Silenciosamente, eu ergui minha tigela de cachorro do cho. Ento, com um movimento rpido e poderoso do meu pulso, eu a atirei atrs da cabea da loira com tanta
fora que - com um bang ensurdecedor - ela bateu com tudo antes de ricochetear atravs da sala e ir bater numa pea fixada no topo do corrimo da escada.
Bella se mexeu mas no acordou.
"Loira burra", eu murmurei.
Rosalie virou a cabea lentamente, e seus olhos estavam faiscando.
"Voc. Derrubou. Comida. No. Meu. Cabelo."
Isso eu fiz.
Eu explodi. Eu afastei Bella para no balan-la, e lgrimas escorreram do meu rosto de tanto que eu ria. De trs do sof, eu ouvi a risada cristalina de Alice se
juntar  minha.
Eu me perguntei porque Rosalie no pulou em mim. Eu meio que esperei isso. Mas a eu me dei conta de que a minha risada tinha acordado Bella, apesar dela ter permanecido
dormindo quando o maior barulho aconteceu.
 "O que  to engraado?" Ela murmurou.
"Eu derrubei comida no cabelo dela", eu disse a ela, caindo na gargalhada de novo.
"Eu no vou esquecer isso, cachorro", Rosalie assobiou.
"No  to difcil apagar a memria de uma loira", eu comentei. " s soprar no ouvido dela."
"Arrume umas piadas novas", ela rebateu.
"Vamos, Jake. Deixe Rose em -" Bella parou no meio da frase e sugou o ar profundamente. No mesmo segundo, Edward estava inclinado sobre mim, tirando o cobertor do
caminho. Ela parecia estar em convulso, suas costas se arqueando no sof.
"Ele s est", ela ofegou. "Se esticando."
Seus lbios estavam brancos, e ela travou os dentes como se estivesse tentando conter um grito.
Edward colocou as mos nos lados no rosto dela.
"Carlisle?" Ele chamou numa voz tensa, baixa.
"Bem aqui", o doutor disse. Eu no tinha o ouvido entrar.
"Okay", Bella disse, ainda respirando dura e superficialmente. "Eu acho que acabou. A pobre criana no tem espao suficiente, isso  tudo. Ele est ficando grande
demais."
Isso era muito difcil de agentar, o tom de adorao que ela usava para descrever a coisa que a estava despedaando. Especialmente depois da falta de tato de Rosalie.
Isso me fez querer poder atirar alguma coisa em Bella tambm.
Ela no percebeu meu humor. "Sabe, ele me faz lembrar de voc, Jake", ela disse - num tom carinhoso - ainda resfolegando.
 "No me compare com essa coisa", eu cuspi por entre os dentes.
"Eu estava falando do seu crescimento", ela disse, parecendo que eu havia magoado seus sentimentos. Bom. "Voc simplesmente deu um salto. Dava pra te ver voc ficando
mais alto a cada minuto. Ele  assim tambm. Crescendo to rpido."
Eu mordi a lngua pra no dizer o que estava querendo dizer - com fora suficiente pra sentir o sangue na minha boca.  claro, ia sarar antes que eu pudesse engolir.
Era disso que Bella precisava. Ser forte como eu, ser capaz de se curar...
Ela respirou com mais facilidade e relaxou de novo no sof, seu corpo ficando amolecido.
"Hmm", Carlisle murmurou. Eu olhei pra ele, e os olhos dele estavam em mim.
"O qu?" Eu quis saber.
A cabea de Edward pendeu para um lado enquanto ele refletia o que quer que estivesse na cabea de Carlisle.
"Sabe aquilo que eu estava pensando sobre uma transformao gentica no feto, Jacob. Sobre seus cromossomos."
 "O que tem isso?"
"Bem, levando as similaridades em considerao -"
"Similaridades?", eu rosnei, no gostando do plural.
"O crescimento acelerado, o fato que Alice tambm no consegue ver nenhum dos dois."
Eu senti meu rosto ficar branco. Eu tinha esquecido dessa outra.
"Bem, eu me pergunto se isso significa que ns temos uma resposta. Se as similaridades esto nos genes."
"Vinte e quatro pares", Edward murmurou baixinho.
"Voc no sabe disso."
"No. Mas  interessante especular", Carlisle disse numa voz tranqilizadora.
". Simplesmente fascinante."
O leve ronco de Bella comeou de novo, acentuando bem o meu sarcasmo.
A eles partiram pro papo, rapidamente levando a conversa sobre gentica a um ponto em que as nicas palavras que eu entendia eram os o's e e's. E meu prprio nome,
 claro. Alice se juntou, comentando de vez em quando com sua voz bem humorada com a de um pssaro.
Apesar de eles estarem falando sobre mim, eu no tentei entender a que concluses eles estavam chegando. Eu tinha outras coisas em minha mente, alguns poucos fatos
que eu estava tentando reconciliar.
Fato um, Bella tinha dito que a coisa era protegida por uma alguma coisa to forte como pele de vampiro, uma coisa que era muito impenetrvel para as ultra-sons,
duras demais para agulhas. Fato dois, Rosalie disse que eles tinham um plano para dar a luz  criatura em segurana. Fato trs, Edward tinha dito que - em mitos
- monstros como esse mastigavam para sair da prpria me.
Eu estremeci.
E isso fazia sentido de uma forma doentia, porque, fato quatro, no muitas coisas podiam cortar algo to forte quanto a pele dos vampiros. Os dentes da meia criatura
- de acordo com o mito - eram fortes o suficiente.
Meus dentes eram fortes o suficiente.
Era meio difcil ignorar o bvio, mas com certeza eu gostaria de poder.
Porque eu tinha uma bela idia de como exatamente Rosalie planejava tirar a coisa l de dentro em segurana.

16 - Muitos alertas
Eu sa cedo, muito antes do sol nascer. Eu apenas cochilei um pouco encostado ao lado do sof. Edward me acordou quando o rosto de Bella estava corado, e ele ficou
no meu lugar pra esfriar a temperatura dela um pouco. Eu me espreguicei e decidi que estava descansado o suficiente pra trabalhar.
"Obrigado," Edward disse baixo, vendo meus planos. "Se o caminho estiver livre, eles iro hoje."
"Eu te aviso."
Foi bom voltar  minha forma animal. Eu estava dolorido de ficar sentado, parado por tanto tempo. Eu dei passadas largas, trabalhando meus msculos das costas.
Bom dia, Jacob, Leah me cumprimentou.
Que bom que voc est acordada. Quanto tempo Seth dormiu?
No dormi ainda, Seth pensou, sonolento. Quase l. O que voc precisa?
Voc acha que consegue mais um hora?
Claro. Sem problemas. Seth imediatamente ficou de p, balanando seu plo.
Vamos fazer uma busca, eu disse  Leah. Seth, faa o permerto.
Indo. Seth comeou a correr com facilidade.
Outra ordem dos vampiros, Leah resmungou.
Algum problema quanto a isso?
Claro que no. Eu s amo mimar aqueles adorveis sanguessugas.
timo. Vamos ver quo rpido podemos correr.
Okey, eu estou definitivamente pronta pra isso!
Leah estava na borda mais oeste do permetro. Antes de cruzar com os Cullen, ela voltou ao crculo enquanto voltava pra encontrar comigo. Eu corri diretamente pra
leste, sabendo que mesmo com a vantagem de ter sado primeiro, ela passaria por mim logo se eu diminusse a velocidade por sequer um segundo.
Nariz no cho, Leah. Isso no  uma corrida,  uma misso de reconhecimento.
Eu posso fazer os dois e ainda chutar seu traseiro.
Eu deixei passar. Eu sei.
Ela riu.
Pegamos um caminho sinuoso a leste das montanhas. Era uma rota conhecida. Corremos praquelas montanhas quando os vampiros foram embora um ano atrs, fazendo daquela
rea uma rota de patrulha pra melhor proteger as pessoas aqui. Ento voltamos com os limites uando os Cullen voltaram. Era a rea deles, segundo o acordo.
Mas aquilo provavelmente no significava nada pra Sam agora. O acordo no importava mais. A questo hoje era at onde ele estava disposto a estender sua fora. Ele
impediria os Cullen de caar em sua prpria terra ou no? Jared disse a verdade ou se aproveitou da vantagem do silncio entre ns?
Entramos cada vez mais pras montanhas, sem encontrar qualquer trao do bando. Algumas trilhas de vampiros estavam por todo lugar, mas os cheiros eram familiares
agora. Eu os senti o dia todo.
Eu encontrei um forte e recente cheiro em uma trilha em particular - todos eles indo e vindo, exceto Edward. Algum tipo de reunio deve ter sido esquecida quando
Edward trouxe sua esposa grvida pra casa. Eu rangi os dentes. O que quer que fosse, no era da minha conta.
Leah no foi pra muito longe de mim, embora ela pudesse agora. Eu estava prestando mais ateno em cada novo cheiro do que numa competio de velocidade. Ela ficou
do meu lado direito, correndo comigo ao invs de correr contra mim.
Ns estamos ficando bem longe, ela comentou.
. Se Sam estava pensando em invadir, ele j devia ter cruzado os limites a essa altura.
Faz mais sentido agora pra ele se abrigar em La Push, Leah pensou. Ele sabe que estamos dando aos sugadores de sangue mais trs pares de olhos e pernas. Ele no
vai ser capaz de supreend-los.
Era apenas uma preucao, na verdade.
No queria que nossos preciosos parasitas fossem surpreendidos.
No, eu concordei, ignorando o sarcasmo.
Voc mudou muito, Jacob. Falo sobre um dos oito.
Voc no  exatamente a mesma Leah que eu sempre conheci e amei tambm.
Verdade. Eu sou menos chata que o Paul?
Incrivelmente... sim.
Ah, eu consegui.
Parabns.
Ns corremos em silncio de novo. Provavelmente j era hora de voltar, mas nenhum de ns queria. Era bom correr desse jeito. Ficamos olhando pro mesmo crculo de
uma trilha por muito tempo. Foi bom esticar os msculos e sentir o terreno. Ns no estvamos com muita pressa, ento pensei que pudssemos caar no caminho de volta.
Leah estava com muita fome.
Yum, yum, ela pensou, azeda.
Est tudo na sua cabea, eu disse a ela.  desse jeito ue os lobos comem.  natural. Tem um gosto bom. Se voc no pensar nisso com olhos humanos -
Esquece a conversinha, Jacob. Eu vou caar. No tenho que gostar disso.
Claro, claro, eu concordei. No era da minha conta se ela queria fazer as coisas serem mais difceis pra ela mesma.
Ela no falou mais nada por alguns minutos; eu comecei a pensar em voltar.
Obrigada, Leah de repente disse pra mim num tom bem diferente.
Por?
Por me deixar em paz. Por me deixar ficar. Vou foi muito mais legal do que eu poderia esperar, Jacob.
Er, sem problemas. Na verdade, eu gostei disso. Eu no me importo de ter voc aqui como eu pensei que me importaria.
Ela rosnou, mas foi um som engraado. Que grande elogio.
No deixe isso subir  sua cabea.
Okey - se voc no deixar isso subir  sua tambm. Ela parou por um segundo. Voc  um bom Alpha. No do mesmo jeito do Sam, mas do seu jeito. Vale a pena te seguir,
Jacob.
Eu no consegui pensar em anda, de to surpreso. Levou um segundo pra voltar a pensar.
Er, obrigado. No estou totalmente seguro que vou conseguir fazer isso no subir  minha cabea. De onde veio isso?
Ela no espondeu imediatamente, e eu segui os pensamentos dela. Ela estava pensando no futuro - sobre o que eu disse  Jared outro dia. Sobre como aquilo acabaria
logo, e ento eu estaria de volta  floresta. Sobre eu ter prometido que ela e Seth estariam de volta ao bando quando os Cullen tivessem partido...
Eu quero ficar com voc, ela disse.
O choque percorreu as minhas pernas, travando minhas articulaes. Ela saiu correndo na minha frente e depois parou. Devagar, ela caminhou at onde eu estava paralizado.
Eu no vou incomodar, eu prometo. Eu no vou te seguir o tempo todo. Voc pode ir aonde quer que voc queira, e eu irei pra onde eu quiser. Voc so tem que estar
comigo enquanto formos lobos. Ela ficou zanzando de um lado pro outro na minha frente, chicoteando o seu longo rabo cinza nervosamente. E, como eu estava pensando
em ficar de fora o quanto eu puder... talvez issoo no seja muito frequentemente...
Eu no sabia o que dizer.
Eu estou mais feliz agora, sendo parte do seu bando, mais do que fui em anos.
Eu quero ficar tambm, Seth pensou rapidamente. Eu no percebi que ele estivesse to atento a ns enquanto percorria o permetro.
Eu gosto desse bando.
Hei, vocs! Seth, isso no vai ser um bando por muito tempo. Eu tentei colocar meus pensamentos em ordem pra que eles se convencessem. Ns temos um propsito agora,
mas quando... depois que tiver acabado, eu vou ser s um lobo. Seth, voc precisa de um objetivo. Voc  um garoto. Voc  o tipo de pessoa que sempre tem um desafio.
E no h como voc deixar La Push agora. Voc vai se formar no colgio e fazer alguma coisa da sua vida. Voc vai cuidar de Sue. Minhas escolhas no vo atrapalhar
o seu futuro.
Mas -
Jacob est certo, Leah disse depois.
Voc est concordando comigo?
Claro. Mas nada disso se aplica a mim. Eu estou saindo de casa, de qualquer maneira. Vou conseguir um emprego em algum lugar longe de La Push. Talvez fazer alguns
cursos na faculdade. Entrar no yoga e meditao pra controlar o meu temperamento... E continuar sendo uma parte desse bando pra minha prpria sade mental. Jacob
- voc consegue ver como isso tudo faz sentido, no ? Eu no vou te incomodar, voc no vai me incomodar, todo mundo fica feliz.
Eu me voltei em direo ao oeste.
Isso  um pouco demais pra responder, Leah. Deixe-me pensar sobre isso, okey?
Claro. Fique  vontade.
No demorou muito pra que estivssemos de volta. Eu no estava correndo. Eu estava tentando me concentrar o suficiente pra no bater em uma rvore. Seth estava resmungando
um pouco no fundo da minha cabea, mas eu era capaz de ignor-lo. Ele sabia que eu estava certo. Ele no ia abandonar a me. Ele voltaria pra La Push e protegeria
a tribo como deveria.
Mas eu no conseguia ver Leah fazendo aquilo. E aquilo era bem assustador.
Um bando de dois? No importava a distncia fsica. Eu no conseguia imaginar a... a intimidade daquela situao. Eu imaginei se ela realmente pesnou sobre aquilo,
ou se era estava s desesperada pra ser livre.
Leah no disse nada sobre o que eu pensei. Era como se ela estivesse tentando provar como seria fcil se fssemos s ns dois.
Ns corremos atrs do barulho de um cervo assim que o sol comeou a nascer, fazendo as nuvens brilharem um pouco nas nossas costas. Leah suspirou internamente mas
no hesitou. O ataque dela foi limpo e eficiente - gracioso at. Ele abateu o maior, o chefe, antes que o assustado animal percebesse o perigo.
Pra no dizer que eu no fiz nada, eu ataquei o segundo maior, segurando seu pescoo com minhas patas rpidamente, pra que ela no sofresse mais que o necessrio.
Eu podia sentir o desgoto de Leah lutando contra sua fome, e tentei fazer isso mais fcil pra ela, deixando o lobo em mim dominar minha mente. Eu vivi como lobo
o suficiente pra saber como ser o animal completamente, pra ver como ele e pensar como ele. Eu deixei os instintos tomarem conta, deixando-a sentir tambm.Ela hesitou
por um segundo, mas ento, numa tentativa, ela pareceu deixar sua mente e tentar sentir o que eu sentia. Foi bem estranho - nossas mentes estavam mais conectadas
do que jamais estiveram, porque ns estvamos tentando pensar juntos.
Estranho, mas isso a ajudou. Os dentes dela cortaram o plo e a pele de sua presa, tirando uma uma grande tira de carne fresca. Ao invs de estremecer como os seus
pensamentos humanos queriam, ela deixou o lobo dentro dela agir instintivamente. Foi uma coisa meio confusa, uma coisa sem pensar. Isso a deixou comer em paz.
Foi fcil pra mim fazer o mesmo. Eu estava feliz que eu no tivesse esquecido aquilo. Seria a minha vida de novo, logo.
Leah seria uma parte daquela vida? Uma semana atrs, eu acharia essa idia abominvel. Eu no seria capazde aceitar. Mas eu a conhecia melhor agora. E aliviada da
dor constante, ela no era mais a mesma loba. No era a mesma garota.
Obrigada, ela me disse depois, enquanto limpava seu focinho e suas patas na grama molhada. Eu no me importei; comeou a chuviscar e tnhamos que atravessar um rio
no nosso aminho de volta. Eu ficaria limpo o bastante. No foi to ruim, pensando do seu jeito.
Por nada.
Seth estava se arrastando quando alcanamos o permetro. Eu disse a ele pra dormir um pouco; Leah e eu tomaramos conta da ronda. Seth ficou inconsciente alguns
minutos depois.
Voc voltou atrs com os sugadores de sangue? Leah perguntou.
Talvez.
 difpicil pra voc ficar aqui, mas  difcil ficar longe tambm. Sei como .
Sabe, Leah, voc devia pensar um pouco sobre o futuro, sobre o que voc realmente quer fazer. Minha cabea no vai ser o lugar mais feliz da terra. E voc vai sofrer
comigo.
Ela pensou em como me responder. Uau, isso vai soar mal. Mas honestamente, vai ser mais fcil lidar com a sua dor do que com a minha.
Justo.
Eu sei que vai ser ruim pra voc, Jacob. Eu entendo isso - talvez melhor que voc pensa. Eu no gosto dela, mas... ela  o seu Sam. Ela  tudo o que voc quer e
tudo o que voc no pode ter.
Eu no consegui responder.
Eu sei que  pior pra voc. Ao menos Sam est feliz. Ao menos ele est bem e vivo. Eu o amo tanto que  isso o que eu quero. Eu quero que ele tenho o que  melhor
pra ele. Ela suspirou. Eu s no quero ter que ficar pra assistir.
Ns precisamos falar sobre isso?
Eu acho que sim. Porque eu quero saber se eu no vou fazer isso ser pior pra voc. Droga, talvez eu at ajude. Eu no nasci um poo de compaixo. Eu costumava ser
legal, sabe.
Minha memria no vai assim to longe.
Ns dois rimos.
Eu sinto muito, Jacob. Sinto muito que voc esteja sofrendo. Sinto muito que eu esteja piorando e no ajudando.
Obrigado, Leah.
Ela pensou sobre as coisas que eram piores, as imagens negras na minha mente, enquanto eu tentava tir-la sem sucesso. Ela era capaz de v-las com alguma distncia,
perspectiva, e eu teno que admitir que isso ajudava. Eu poderia iamginar que era capaz de ver daquele jeito, tambm, em aluns anos.
Ela via o lado engraado das irritaes dirias de ficar com os vampiros. Ela gostou da minha briguinha com Rosalie, rindo por dentro e at pensou em algumas piadinhas
sobre loiras que eu poderia usar. Mas ento seus pensamentos ficaram srios, fixando-se em Rosalie de um jeito que eu me confundiu.
Sabe o que  estranho? Ela perguntou.
Bem, quase tudo  estranho agora. Mas o que voc quer dizer?
Aquela vampira loira que voc odeia tanto - eu a entendo perfeitamente.
Por um segundo eu pensei que ela estivesse fazendo uma piada de muito mau gosto. E ento, quando eu percebi que era srio, a fria me invadiu e foi difcil controlar.
Era bom mesmo que ns tivssmos nos espalhado pra vigiar. Se ela estivesse ao alcance dos meus dentes...
Fica calmo. Me deixa explicar!
No quero escutar. Vou sair daqui.
Espera! Espera! ela implorou enquanto eu me acalmava pra me tranformar de volta. Por favor, Jake!
Leah, esse realmente no  o melhor jeito de me convencer que eu queria passar mais tempo com voc no futuro.
Affe, que reao! Voc nem sabe do que eu estou falando!
Ento do que voc est falando?
E ento ela era a mesma Leah amarga de antes. "Estou falando sobre ser a ltima da minha espcie, Jacob.
O teor de suas palavras me fez vacilar. Eu no esperava toda aquela raiva.
No entendo.
Voc entenderia, se voc fosse como eles. Se minha "feminilidade" - ela pensou isso com um tom muito sarctico - no te mandesse correr pra cobrir como qualquer
outro macho estpido, ento voc seria capaz de entender o que isso quer dizer.
Oh.
, nenhum de ns gosta de pensar sobre essas coisas com ela. Quem gostaria? Claro que eu lembro do medo de Leah no primeiro ms depois que ela se juntou ao bando
- e eu me lembrei de fugir disso, assim como qualquer outro. Porque ela no podia ficar grvida - a no ser que alguma coisa muito estranha estivesse acontecendo,
ou um milagre. Ela no teve ningum desde Sam. E agora, quando as semanas voaram e nada se transformou em nada mais que nada, ela percebeu que o corpo dela no estava
mais seguindo os padres normais. O medo - o que ela era agora? O corpo dela teria mudado porque ela virou um lobisomem? Ou ela virou um lobisomem porque o corpo
dela era errado? A nica lobisomem fmea da histria. Seria por que ela no era to fmea quanto deveria ser?
Nenhum de ns queria ter que lidar com aquilo. Obviamente, no era como se pudssemos compreender.
Voc sabe porque Sam acha que ns temos a impresso, ela pensou, mais calma.
Claro. Pra manter a linhagem.
Certo. Pra fazer mais um bando de pequenos lobisomens. Sobrevivncia das espcies, perpetuar genes. Ns temos a impresso com a pessoa que  melhor capacitada a
passar o gene de lobo.
Eu esperei ue ela me dissesse onde queria chegar.
Se eu fosse boa pra isso, Sam teria tido a impresso comigo.
A dor dela era to grande que eu perdi o ritmo dos passos.
Mas eu no sou. Tem algo de errado comigo. Eu no tenho a capacidade de passar o gene, aparentemente, apesar dos meus laos de sangue. Ento eu virei a esquisita
- a garota lobisomem - boa pra mais nada. Eu sou a ltima da minha linhagem e ns dois sabemos disso.
Ns no sabemos, eu argumentei.Essa  a teoria de Sam. A impresso acontece, mas ns no sabemos porque. Billy acha que tem algo a mais.
Eu sei, eu sei. Ele pensa que a gente tem a impresso pra fazer lobos mais fortes. Porque voc e Sam so monstruosos - maiores que seus pais. Mas tambm, eu no
sou mais uma candidata. Eu estou... Estou na menopausa. Eu tenho vinte anos de idade e estou na menopausa.
Ugh. Eu no queriamesmo ter aquela conversa. Voc no sabe, Leah. Talvez seja por causa de no envelhecer. Quando voc sair da sua forma de lobo e comear a envelhecer
de novo, eu tenho certeza que as coisas vo.. er.. voltar ao normal.
Eu poderia pensar nisso - a no ser que algum tenha uma impresso comigo, no haver mais do meu impressionante pedigree. Sabe, ela prosseguiu pensativa, se voc
no estivesse por perto, Seth provavelmente teria a melhor condio de ser Alpha - por causa do sangue, pelo menos. Claro, ningum jamais me consideraria...
Voc realmente quer ter uma impresso, o sofrer uma impresso, ou qualquer coisa? Perguntei. O que h de errado em se apaixonar como uma pessoa normal, Leah? A impresso
 apenas um outro jeito de ter suas escolhas tiradas de voc.
Sam, Jared, Paul, Quil... eles no parecem se importar.
Nenhum deles tem pensamento prprio.
Voc no quer ter uma impresso?
Droga, no!
Mas isso  porque voc est apaixonado por ela. Isso vai passar, sabe, see voc tiver uma impresso. Voc no vai mais se magoar por causa dela.
Voc quer esquecer o jeito que voc se sente por Sam?
Ela ponderou por um momento. Eu acho que sim.
Eu suspirei. Ela estava mais s que eu.
Mas voltando ao assunto, Jacob. Eu entendo porque a vampira loira  to fria - no sentido figurado. Ela est focada. Ela est com os olhos no prmio, certo? Pode
voc sempre quer mais aquilo que voc jamais poderia ter.
Voc agiria como a Rosalie? Voc mataria algum - porque  o que ela est fazendo - voc faria isso pa ter um beb? Desde quando voc  uma procriadora?
Eu s quero as opes que eu no tenho, Jacob. Talvez, se no houvesse nada de errado comigo, eu nunca pensaria nisso.
Voc mataria por isso? Eu perguntei, no deixando-a fugir d pergunta.
No  o que ela est fazendo. Eu acho que  mais como se ela estivesse vivendo como uma beata. E... se a Bella me pedisse pra ajud-la com isso... Ela fez uma pausa,
considerando. Mesmo embora eu no pensasse muito nela, eu provavelmente faria o mesmo que a sugadora de sangue.
Um estrondoso rosnado surgiu em minha garganta.
Porque se fosse o contrrio, eu ia querer que a Bella fizesse isso por mim. E Rosalie pensa assim. Ns faramos a mesma coisa.
Ugh! Voc  to ruim quanto eles!
 a parte engraada em saber que voc no pode ter uma coisa. Faz voc se desesperar.
E...  o meu limite. Aqui mesmo. Essa conversa acabou.
T bem.
No era o bastante que ela concordasse em parar. Eu queria uma coisa mais definitiva que aquilo.
Eu estava a aproximadamente dois quilmetros de onde eu tinha deixado minhs roupas, ento eu me tranformei em humano de novo e caminhei. Eu no pensei sobre a conversa.
No porque no houvese mais nada pra se pensar sobre isso,mas porque eu no podia pensar naquilo. Eu no veria daquela maneira - mas era dificil no faz-lo quando
Leah colcou seus pensamentos e emoes na minha cabea.
, eu no estava correndo com ela quando aquilo acabou. Ela poderia ser infeliz em La Push. Um peuqeno comando Alpha antes que eu deixasse no mataria ningum.
Era realmente cedo quando eu cheguei na casa. Bella provavelmente ainda estaria dormindo. Eu colocaria a minha cabea pra dentro, veria o que estava acontecendo,
daria a eles o sinal verde pra ir caar, e ento encontraria um monte de grama macia o suficiente pra dormir. Eu no me transformaria de novo enquanto Leah estivesse
acordada.
Mas havia um monte de resmungos dentro da casa, ento talvez Bella no estivesse dorminfo. E ento eu escutei o som das mquinas escada acima - o raio-x? timo.
Parecia que o dia nmero quatro da contagem regressiva estava comeando com um estrondo.
Alice abriu a porta pra mim antes que eu pudesse entrar.
Ela concordou. "Hei, lobo."
"Hei, pequenininha. O que est acontecendo l em cima?" A grande sala estava vazia - os murmrios vinham do segundo andar.
Ela encolheu seus ombros pontudos. "Talvez tenha sido outra fratura." Ela tentou parecer casual, mas eu podia ver as chamas no fundo de seus olhos. Edward e eu no
ramos os nicos que estavam queimando por causa disso. Alice amava a Bella tambm.
"Outra costela?" Eu perguntei.
"No. Bacia dessa vez."
Engraado como aquilo continuava me machucando, com se cada novidade fosse uma surpresa. Quando eu ia parar de ser surpreendido? Cada novo desastre parecia meio
que bvio depois que acontecia.
Alice estava olhando pras minhas mos, vendo-as tremer.
Ento nos ouvimos a voz de Rosalie l em cima.
"Veja, eu te disse que no tinha ouvindo um estalido. Voc precisa lavar as orelhas, Edward."
No houve resposta.
Alice fez uma careta. "Edward vai acabar fazendo a Rosalie em pedacinhos, eu acho. Eu estou surpresa que ela ainda no tenha percebido. Ou talvez ela ache que Emmett
vai ser capaz de par-lo."
"Eu pego o Emmett," eu ofereci. "Voc pode ajudar o Edward com a parte de picar."
Alice deu um sorriso amarelo.
A procisso desceu as escadas ento - Edward carregava Bella dess vez. Ela estava carregando seu copo de sangue com as duas mos, e o rosto dela estava banco. Eu
podia ver que, embora ele compensasse cada msero movimento de seu corpo pra no moviment-la, ela estava sentindo dor.
"Jake," ela suspirou, e ela sorriu apesar da dor.
Eu olhei pra el, sem dizer nada.
Edward colocou Bella cuidadosamente no sof e sentou no cho perto dela. Eu imaginei brevemente porque eles no a deixavam l em cima, e ento conclu que devia
ser coisa da Bella. Ela queria agir como se as coisas estivessem normais, evitar o clime de hospital. E ele a estava fazendo a vontade dela. Naturalmente.
Carlisle desceu devagar, o ltimo, seu rosto tenso de preocupao. Isso o fez parecer velho o bastante pra ser mdico.
"Carlisle," eu disse."Ns fomos at metade do caminho pra Seattle. No havia sinal do bando. Vocs podem ir.
"Obrigado, Jacob.  uma boa hora.  o que precisamos." Os olhos negros dele olharam o copo que Bella segurava forte.
"Honestamente, eu acho que  seguro vocm irem em mais de trs. Eu tenho certeza que Sam est concentrado em La Push."
Carlisle balanou a cabea, concordando. Eu fiquei surpreso qu fcil ele aceitou meu conselho. "Se voc acha. Alice, Esme, Jasper, e eu vamos. Ento Alice pode
ficar no lugar de Emmett e Rosa-"
"Sem chance," Rosalie disse. "Emmett pode ir com voc agora."
"Voc devia caar," Carlisle disse com uma voz gentil.
O tom dele no fez o dela baixar. "Eu vou quando ele for," ela grunhiu, apontando a sua cabea pra Edward e jogando o cabelo pra trs.
Carlisle suspirou.
Jasper e Emmett desceram as escadas como um flash, e Alice se juntou a eles perto da porta de vidro dos fundos no mesmo instante. Esme deslizou para o lado de Alice.
Carlisle ps a mo no meu brao. O toque gelado no foi legal, mas eu no o desviei. Eu fiquei parado, meio porque estava surpreso, e meio porque no queria ferir
os sentimentos dele.
"Obrigado," ele disse de novo, e ento saiu pela porta junto com os outros quatro. Meus olhos os seguiram at que eles cruzassem o gramado e desaparecessem antes
que eu pudesse respirar de novo. Eu respirei de novo. As necessidades deles deviam ser mais urgentes do que eu esperava.
No houve barulho por um minuto. Eu podia sentir algum olhando pra mim, e eu sabia quem devia ser. Eu estava planejando sair e dormir um pouco, mas a chance de
arruinar a manh de Rosalie me pareceu mais tentadora.
Ento eu fui at a poltrona perto da que Rosalie estava sentada, me espreguiando de modo que minha cabea estivesse inclinada na direo de Bella e meus ps perto
do rosto de Rosalie.
"Ew. Algum coloca o cachorro pra fora," el resmungou, tapando o nariz.
"Voc j ouviu essa, psicopata? Como o neurnios de uma loira morre?"
Ela no disse nada.
"No?" Eu perguntei. "Voc conhece a piada ou no?"
Ela olhou diretmente pra tv e me ignorou.
"Ela ouviu isso?" Eu perguntei pro Edward.
No havia graa em seu tenso rosto - ele no tirou seus olhos ed Bella. Mas disse, "No."
"Incrvel. Ento voc vai gostar dessa, sugadora de sangue - os neurnios de uma loira morremsozinhos."
Rosalie no olhou pra mim. "Eu matei umas mil vezes mais que voc, sua besta nojenta. No esquea disso."
"Um dia, Rainha da Beleza, voc vai ficar cansada de so me amear. Eu espero ansiosamente por isso."
"Chega, Jacob," Bella disse.
Eu olhei pra baixo, e ela estava franzindo a testa pra mim. Parecia que o bom humor de ontem tinha ido embora h tempos.
Bom, eu no queria chate-la. "Voc quer que eu saia?" Eu ofereci.
Antes que eu pudesse esperar - ou temer - que ela finalmente tivesse se cansado de mim, ela piscou, e sua cara feia sumiu.. Ela pareceu completamente chocada que
eu tivesse chegado a essa concluso. "No! Claro que no!!"
Eu suspirei, e ouvi Edward suspirar baixinho tambm. Eu sabia que ele queria que ela tivesse me esquecido, tambm. Um azar que ele nunca pedisse a ela que fizesse
algo que a fosse deixar infeliz.
"Voc parece cansado," Bella falou.
"Morto," eu admiti.
"Eu gostaria de te matar," Rosalie resmungou, baixo demis pra Bella escutar.
Eu s me afundei na cadeira, ficando mais confortvel. Meu p descalo balanou perto de Rosalie, e ela ficou dura. Depois de alguns minutos, Bella pediu a Rosalie
que enchesse seu copo. Eu senti o vento quando Rosalie voou pelas escadas pra pegar mais sangue. Foi bem silencioso. Melhor eu dar um cochilada, pensei.
Ento, edward disse, "Voc disse alguma coisa?" num tom confuso. Estranho. Porque ningum disse nada, e poruqe a audio de Edward era to boa quanto a minha, e
ele devia saber disso.
Ele estava olhando pra Bella, e ela estava olhando de volta. Eles dois pareciam confusos.
"Eu?" ela disse, depois de um segundo. "Eu no disse nada."
Ele ficou de joelhos, ficando na frente dela, sua expresso repentinamente intensa de um jeito bem diferente. Seus olhos negros olharam pra ela.
"No que voc est pensando agora?"
Ela olhou pra ele supresa. "Nada. O que est acontecendo?"
"No que voc estva pensando a um minuto atrs?" Ele perguntou.
"S... na Ilha de Esme. E nas penas."
Eu no entendi nada, mas ela ficou corada, e eu entendi que era melhor no saber de nada mesmo.
"Diga mais alguma coisa," ele sussurrou.
"Como o que? Edward, o que est acontecendo?"
O rosto dele mudou de novo, e ele fez uma coisa que fez com que eu ficasse bouiaberto. Eu ouvi algum ofegar atrs de mim e soube que Rosalie estava de volta, perplexa
quanto eu.
Edward, bem devagar, ps ambas as mos na barriga de Bella.
"O c-" ele engoliu seco. "Isso... o beb gosto do som da sua voz."
Havia um silncio mortal. Eu no podia mover um msculo, nem mesmo piscar. Ento -
"Deus do Cu, voc pode escut-lo!" Bella gritou. No segundo seguinte, ela arrepiou-se.
A mo d Edward mooveu-se pro topo da barriga e gentilmente acariciou o lugar onde o beb havia chutado.
"Shh," ele resmungou. "Voc o agitou..."
Os olhos dela se arregalaram ficaram maravilhados. Ela passou a mo na barriga. "Desculpe, beb."
Edward estava ouvindo, os olhos fixados no volume da barriga.
"No que ele est pensando agora?" Ela perguntou ansiosa.
"Ele... ele ou ela, est..." Ele parou e olhou nos olhos dela. Os olhos dele com um terror conhecido - ele apenas estava cuidadoso e ressentido. "Ele est feliz,"
Edward disse com uma voz incrdula.
A respirao dela falhou, e era impossvel no ver o brilho fantico em seus olhos. A adorao e a devoo. Grandes e espessas lgrimas rolaram de seus olhos e silenciosamente
escorreram pelo seu rosto e seu sorriso.
Quando ele olhou pra ela, seu rosto no estava com medo ou com raiva ou queimando ou qualquer uma das expresses que ele carregava desde seu retorno. Ele estava
maravilhado com ela.
"Claro que voc est feliz, bebzinho, claro que voc est," ela cantarolou, acariciando a barriga enquanto as lgrimas escorriam pelas suas bochechas. "Como voc
poderia no estr, a salvo e quentinho e amado? Eu amo muito voc, pequeno EJ, claro que voc est feliz."
"De que voc o chamou?" Edward perguntou, curioso.
Ela corou de novo. "Eu meio que dei um nome pra ele. Eu no achei que voc quisesse... bom, voc sabe."
"EJ?"
"O nome do seu pai era Edward tambm."
"Sim, era. O que -?" Ele parou e ento disse,"Hmm."
"O que?"
"Ele gosta da minha voz tambm."
"Claro que gosta." O tom dela estava quase maldoso agora. "Voc tem a voz mais linda do universo. Quem no amaria?"
"Voc tem um plano B?" Rosalie perguntou ento, encostando atrs do sof com o mesmo pensamento maldoso de Bella. "E se ele for ela?"
Bella enxugou as lgrimas sob seus olhos. "Eu estive pensando numas coisas. Brincando com Rene e Esme. Eu estava pensando Ruh-nez-may."
"Ruhnezmay?"
"R-e-n-e-s-m-e-e. Muito esquisito?"
"No, eu gosto," Rosalie assegurou. As caeas elas estavam juntas, ouro e mogno. " lindo. E um de cada espcie, ento fica legal."
"Eu ainda acho que  um Edward."
Edward estava olhando pro espao, sua cabea longe, quando ele ouviu.
"O que?" Bella perguntou. "O que ele est pensando agora?"
Ele no respondeu de primeira, e ento - chocando o resto de ns de novo, trs ofegas distintas - ele colocou sua orelha ternamente na barriga dele.
"Ele ama voc," Edward sussurrou, parecendo ofuscado. "Ele definitivamente adora voc."
Naquele momento, eu sabia que estava sozinho. Totalmente sozinho.
Eu quis me chutar quando eu percebi o quanto eu estive contando com aquele vampiro repugnante. Que estpido - como se eu pudesse confiar num sanguessuga! Claro que
ele ia trair no final.
Eu contei com ele do meu lado. Contei que ele sofreria mais do que eu. E, acime de tudo, eu contei que ele odiasse aquela coisa que estava matando a Bella mais do
que eu odiava.
Eu confiei nele.
Mas agora eles estavam juntos, os dois curvados sobre o amigvel, invisvel monstrinho com seus olhos claros como uma famlia feliz.
E eu estava sozinho com dio e meu sofrimento que eram to ruins quanto ser torturado. Como ser colocado lentamente numa cama de lminas afiadas. Doendo tanto que
voc morreria com um sorriso, s praquela dor ir embora.
O calor destravou meus msculos, e eu fiquei em p.
Todos trs olharam pra mim, e eu vi a minha dor pelo rosto de Edward quando ele invadiu a minha mente de novo.
"Ahh," ele abafou.
Eu no sabia o que eu estava fazendo; eu fiquei ali, tremendo, pronto pra fugir na primera oportunidade que eu tivesse.
Movendo-se como uma cobra, Edward arremessou-se pra uma mesinha e tirou alguma coisa da gaveta. Ele jogou aquilo pra mim, e eu peguei o objeto num reflexo.
"V, Jacob. Saia daqui." Ele no disse isso de um jeito duro - ele disse aquilo como se fosse um presevador da vida. Ele me ajudou encontrar a sada que eu estav
procurando.
O objeto que ele me deu era um chaveiro com chaves de um carro.

17 - Com o que eu pareo? O mgico de Oz? Voc precisa de um crebro? Siga em frente. Pegue o meu. Pegue tudo o que eu tenho.
Eu meio que tinha um plano quando corri pra garagem dos Cullen. A segunda parte disso estava totalizando o carro do sugador de sangue no meu caminho de volta.
Ento eu estava em uma perda quando eu apertei o controle sem botes, e no era o Volvo dele que buzinou e piscou as luzes pra mim. Era outro carro- um carro que
se destacava at em uma longa de linha de carros que tinham suas qualidades.
Ele realmente queria me dar as chaves de um Aston Martin Vanquish, ou era um acidente?
Eu no parei pra pensar, ou isso iria parar a segunda parte do meu plano. Eu apenas me joguei no banco de couro e liguei o motor enquanto meus joelhos estavam apertados
embaixo do volante. O som do motor tinha feito eu gemer outro dia, mas agora era tudo o que eu podia fazer pra dirigi-lo.
Eu achei a alavanca que fazia o banco mexer e me empurrei pra trs enquanto meu p empurrava o pedal pra baixo. O carro parecia estar voando enquanto ia pra frente.
S me tomou 5 segundos pra correr entre a pequena estrada. O carro me respondia como se fosse minha mente o dirigindo, e no minhas mos. Enquanto eu passava pelo
tnel verde no meio da estrada, eu peguei um olhar do rosto cinza de Leah de amiga por entre as samambaias.
Por meio segundo, eu imaginei o que ela tinha pensado, ento eu percebi que no me importava.
Eu virei pro sul, porque eu no tinha pacincia pra nada que fizesse eu tirar meu p do acelerador.
Em um jeito doentio, era meu dia de sorte. Se por dia de sorte voc entendesse uma boa viagem em uma rodovia a 200km por hora sem nenhum policial, mesmo em cidades
que era permitido s 30 km por hora. Que desapontamento. Uma perseguio seria legal, sem mencionar que a placa iria direto pro nome do sanguessuga. Claro, ele iria
sair dessa, mas seria legal ser s um pouquinho inconveniente pra ele.
O nico sinal de vigilncia que eu tive foi s um s uma insinuao de um pelo marrom flutuando pelas rvores, correndo em paralelo a mim por alguns quilmetros
ao sul de Forks. Quil, parecia pelo menos. Ele devia ter me visto tambm, porque ele desapareceu depois de um minuto sem nem levantar suspeitas.
De novo, eu quase imaginei qual seria sua histria antes que eu me lembrasse que eu no me importava.
Eu corri na rodovia que era em forma de U, indo pra maior cidade que eu podia encontrar. Essa era a primeira parte do plano.
Parecia levar muito tempo, provavelmente eu estava nas navalhas, mas realmente no levaria duas horas antes de eu estar dirigindo pro norte que era parte de Tacoma
e parte Seattle. Eu diminui ento, porque eu no queria matar nenhum inocente que tivesse olhando.
Esse era um plano burro. No ia funcionar. Mas, eu procurei pela minha mente qualquer jeito de me livrar da dor, e o que Leah tinha dito hoje apareceu ali.
Isso iria sumir, voc sabe, se voc tivesse uma impresso. Voc no precisaria se machucar por causa dela de novo.
Parecia que ter suas opes levadas de voc no era a pior coisa do mundo. Talvez se sentir assim fosse a pior coisa do mundo.
Mas eu tinha visto todas as garotas de La Push e de Makah e Forks. Eu precisava de uma coisa maior.
Ento como voc procura por uma alma gmea em uma multido? Bem, primeiro, eu precisava de uma multido. Ento eu procurei por a, procurando por um lugar. Eu passei
por uns shoppings, o que seria um bom lugar pra procurar garotas da minha idade, mas eu no pude me fazer parar. Ser que eu queria ter uma impresso em alguma garota
que ficasse no shopping o dia todo?
Eu continuei indo para o norte, e foi ficando mais e mais lotado. Eventualmente, eu encontrei um parque cheio de crianas e famlias a skates e bicicletas e pipas
e piqueniques e um pouco de tudo. Eu no tinha percebido at agora- era um dia bom. Sol e tudo aquilo. As pessoas estavam pra fora celebrando o cu azul.
Eu estacionei entre duas vagas de deficientes- apenas implorando por um cupom- e me juntei  multido.
Eu andei por a pelo que pareceram horas. Bastante tempo o suficiente para que o sol mudasse de lado no cu. Eu olhei pro rosto de cada garota que passava perto
de mim, me fazendo olhar de verdade, notando quem era bonita, quem tinha olhos azuis, quem parecia bem usando aparelho e quem usava muita maquiagem. Eu tentei achar
algo interessante em cada rosto, assim eu estaria certo que eu realmente tentei. Coisas como: essa tinha um nariz bem reto; aquela devia tirar o cabelo dos olhos;
essa poderia passar batom se seu rosto fosse to perfeito quanto sua boca...
De vez em quando elas olhavam de volta. Algumas vezes elas pareciam assustadas- como se elas tivessem pensando, Quem  esse doido enorme olhando pra mim? Algumas
vezes eu pensava que elas pareciam interessadas, mas talvez isso s fosse meu ego ficando doido.
De nenhum jeito, nada. Nem quando eu olhei nos olhos da garota - sem concursos - a mais linda do parque e provavelmente da cidade, e quando ela olhou de volta com
um olhar que parecia interessado, eu no senti nada. S o mesmo desespero pra me tirar da dor.
Assim que o tempo foi passando, eu comecei a notar as coisas erradas. As coisas Bella. O cabelo dessa era da mesma cor. Os olhos daquela tinham o mesmo formato.
As bochechas dessa so do mesmo jeito. Aquela tinha a mesma ruga no meio dos olhos- o que me fez pensar no que ela estava se preocupando...
Ento eu desisti. Porque era pra l de idiota que eu tenha escolhido o lugar certo, na hora certa e que eu iria encontrar minha alma gmea porque eu estava desesperado.
No faria sentido encontrar ela aqui, de qualquer jeito. Se Sam estava certo, o melhor lugar pra encontrar minha alma gmea seria em La Push. E, claramente, nenhuma
l servia. Se Billy estivesse certo, ento quem sabe? O que fazia um lobo mais forte?
Eu voltei para o carro e ento me encostei no cap e brinquei com as chaves.
Talvez eu era o que Leah pensava que ela era. Um tipo de fim da linda que no deveria ser passado pra outra gerao. Ou ento s era minha vida que era grande, uma
piada cruel, e no tinha escapatria da linha de murros.
"Hey, voc est bem? Oi? Voc a, com o carro roubado."
Me levou um segundo pra perceber que a voz estava falando comigo, e depois outro segundo pra decidir levantar minha cabea.
Uma garota que me parecia familiar estava olhando pra mim, sua expresso estava ansiosa. Eu sabia que reconhecia essa- eu tinha a catalogado. Um claro vermelho-dourado
no cabelo, pele clara, algumas sardas douradas ficavam em suas bochechas e nariz, e os olhos da cor de canela.
"Se voc est com remorso de ter roubado o carro," ela disse, sorrindo tanto que um furinho apareceu em seu queixo, "voc sempre pode se entregar."
" emprestado e no roubado," eu respondi. Minha voz soava horrvel- como se eu tivesse chorando por algo. Vergonhoso.
"Claro, isso vai fazer voc se safar no tribunal."
Eu olhei. "Voc precisa de algo?"
"No muito. Eu estava brincando sobre o carro, sabe.  s que... voc parece chateado com alguma coisa. Oh, hey, eu sou Lizzie." Ela levantou a mo.
Eu olhei pra ela at que ela deixou sua mo cair.
"De qualquer jeito...," ela disse estranhamente, "eu estava imaginando se eu posso ajudar. Parecia que voc estava procurando por algum antes." Ela apontou pro
parque.
"Yeah."
Ela esperou.
Eu suspirei. "Eu no preciso de ajuda. Ela no est aqui."
"Oh, sinto muito."
"Eu tambm." Eu murmurei.
Eu olhei pra garota de novo. Lizzie. Ela era bonita. Bonita o bastante pra tentar ajudar um estranho que parecia estar doido. Por que ela no podia ser a garota?
Por que tudo tinha que ser to complicado? Garota legal, bonita e um pouco engraada. Por que no?
 "Esse  um carro lindo," ela disse. " realmente uma pena que eles no esto fabricando mais deles. Quero dizer, o corpo do Vantage  lindo tambm mas, tem alguma
coisa sobre o Vanquish..."
Garota legal que conhecia carros. Wow. Eu encarei seu rosto, desejando que eu soubesse que isso funcionasse. Vamos l Jake, tenha uma impresso.
"Como  dirigir?"
"Voc no ia acreditar," eu disse.
Ela sorriu, por conseguir tirar uma resposta civilizada de mim, e eu a dei um sorriso relutante de volta.
Mas seu sorriso no fez nada com as laminas que estavam se mexendo de baixo pra cima no meu corpo. No importava o quando eu quisesse, minha vida no se ajeitaria
desse jeito.
Eu no estava naquele lugar legal que Leah estava. Eu no ia conseguir me apaixonar como uma pessoa normal. No quando eu estivesse sangrando por outra coisa. Talvez
- dez anos aqui e o corao de Bella estivesse morto e eu talvez voltaria a ser uma parte s de novo- talvez eu poderia oferecer Lizzie uma volta no meu carro e
falar de modelos e tentar conhece-la um pouco e ver se eu gostava dela como pessoa. Mas isso no ia acontecer agora.
Mgica no ia me salvar. Eu ia ter que agentar a tortura como homem. Engolir.
Lizzie esperou, talvez esperando que eu fosse a oferecer a volta. Ou no.
" melhor eu devolver esse carro pro cara que me emprestou,"eu murmurei.
Ela sorriu de novo. "Que bom que voc pensou certo."
"Yeah, voc me convenceu."
Ela me assistiu entrar no carro, ainda um pouco concentrada. Eu provavelmente parecia algum que iria dirigir e se jogar de um penhasco. O que talvez eu fizesse,
se esse movimento servisse pra um lobisomem. Ela acenou uma vez, seus olhos traando o carro.
Primeiramente, eu dirigi mais normalmente na volta. Eu no estava com pressa. Eu no queria ir pra onde eu estava indo. De volta pra casa, de volta pra floresta.
De volta pra dor que eu tinha fugido. De volta pra ser totalmente sozinho.
Okay, isso foi melodramtico. Eu no estaria totalmente sozinho, mas isso seria uma coisa ruim. Leah e Seth iam ter que sofrer comigo. Eu estava feliz que Seth no
precisaria sofrer muito mais. A criana no merecia ter sua paz arruinada. Leah no merecia, tambm, mas pelo menos era algo que ela entendia. Nada novo sobre dor
pra Leah.
Eu suspirei bastante enquanto eu pensava o que Leah queria de mim, porque agora eu sabia que ela conseguiria. Eu ainda estava bravo com ela, mas eu no podia ignorar
o fato que eu podia fazer sua vida mais fcil. E - agora que eu a conhecia melhor - eu pensava que ela iria provavelmente fazer isso por mim, se nossas posies
tivessem trocadas.
Seria interessante, pelo menos, e estranho tambm, em ter Leah como companhia- como amiga. Ns iramos nos ter por baixo da pele do outro bastante, isso era certeza.
Ela seria a qual no ia me deixar afundar, eu acho que isso  uma coisa boa. Eu provavelmente ia precisar de algum pra me chutar na bunda de vez em quando. Mas
quando chegava no ponto, ela era a nica amiga que teria uma chance de entender o que eu estava passando.
Eu pensei na caada de hoje de manh, e como nossas mentes estavam to prximas por um momento no tempo. No foi uma coisa ruim. Diferente. Um pouco assustador,
um pouco estranho. Mas tambm legal em um jeito maluco.
Eu no precisava ficar sozinho.
E eu sabia que Leah era forte o suficiente pra agentar comigo os meses que viriam. Meses e anos. Me fazia cansado pensar nisso. Eu me senti olhando pra um oceano
que eu teria que nadar de borda pra borda at que eu pudesse descansar de novo.
Tanto tempo chegando, e tao pouco tempo antes de tudo comear. Antes de eu me afundar no oceano. Trs dias e meio, e eu estava aqui, desperdiando o pouco tempo
que eu tinha.
Eu comecei a dirigir rpido de novo.
Eu vi Sam e Jared, cada um de um lado da estrada como sentinelas, enquanto eu corria pra Forks. Eles estavam bem escondidos nas rvores mas eu estava esperando eles
e eu sabia pro que olhar. Eu acenei enquanto passava rpido por eles no me importando o que eles iriam pensar no meu dia de viagem.
Eu acenei pra Leah e Seth tambm, enquanto eu cruzava a estradinha dos Cullen. Estava comeando a ficar escuro, e as nuvens estavam grossas desse lado, mas eu vi
seus olhos brilharem no reflexo da luz. Eu ia explicar a eles depois. Eles tinham bastante tempo praisso.
Era surpreso encontrar Edward me esperando na garagem. Eu no tinha visto ele longe de Bella por dias. Eu podia dizer pelo seu rosto que nada de ruim tinha acontecido
a ela. Alis, ele parecia mais em paz do que antes. Meu estomago se torceu enquanto eu lembrava de onde a paz vinha.
Era muito ruim- que mesmo com meu esforo - eu me esqueci de destruir o carro. Ah, bem. Eu provavelmente no conseguiria agentar machucar esse carro, de qualquer
jeito. Talvez ele adivinhou e por isso me emprestou esse carro.
"Algumas coisas, Jacob," ele disse rpido assim que eu desliguei o motor.
Eu tomei uma respirao funda e esperei por um minuto. Ento, devagar, eu sa do carro e joguei as chaves pra ele.
"Obrigado pelo emprstimo," eu disse. Aparentemente era pra ser pago. "O que voc quer agora?
"Primeiro... eu sei como voc no gosta de usar a autoridade com o seu bando, mas..."
Eu pisquei abobalhado, que ele comearia com essa. "O que?"
"Se voc no quer, ou no vai controlar Leah, ento eu-"
"Leah?" eu interrompi, falando pelo meio dos meus dentes. "O que aconteceu?"
O rosto de Edward estava duro. "Ela veio perguntar por que voc foi embora to abruptamente. Eu tentei explicar. Eu acho que no saiu certo."
"O que ela fez?"
"Ela se transformou em humana e -"
"Srio?" eu interrompi de novo, chocado dessa vez. Eu no pude processar isso. Leah deixando sua guarda bem na boca do inimigo?
"Ela queria... falar com Bella."
"Com Bella?
Edward ficou todo assobiante depois. "Eu no vou deixar Bella ficar toda chateada daquele jeito de novo. Eu no ligo o quanto justificada Leah acha que est. Eu
no a machuquei -  claro que no o faria- mas eu vou tira-la da casa se isso acontecer de novo. Eu vou joga-la do outro lado do rio-"
"Espere. O que ela disse?" Nada disso estava fazendo sentido.
Edward respirou fundo, se juntando. "Leah foi desnecessariamente grossa. Eu no vou fingir que entendo o porqu de Bella no conseguir te largar, mas eu sei que
ela no faz isso de propsito. Ela sofre bastante por causa da dor que ela est te causando, e em mim, por te pedir pra ficar. O que Leah falou no foi pedido. Bella
est chorando-"
"Espere- o que Leah gritou pra Bella sobre mim?"
Ele balanou a cabea pesadamente. "Voc foi veementemente patrocinado."
Whoa. "Eu no pedi pra ela fazer isso."
"Eu sei."
Eu rolei meus olhos.  claro que ele sabia. Ele sabia de tudo.
Mas isso era algo sobre Leah. Quem acreditaria? Leah andando at os sugadores de sangue humana pra reclamar como eu estava sendo tratado.
"Eu no posso prometer controlar Leah," eu disse pra ele. "Eu no vou fazer isso. Mas eu vou falar com ela, okay? E eu no acho que isso vai se repetir. Leah no
faz isso, ento ela provavelmente desabafou tudo hoje."
"Eu diria isso."
 "De qualquer jeito, eu vou falar com Bella tambm. Ela no precisa se sentir mal. Essa eu que fao."
"Eu j disse isso pra ela."
" claro que voc disse. Ela est bem?"
"Ela est dormindo. Rose est com ela."
Ento a psicopata era "Rose" agora. Ele completamente passou pro lado negro.
Ele ignorou esse pensamento, continuando a responder minha pergunta. "Ela... est melhor em alguns pontos, tirando o negcio de Leah e a culpa."
Melhor. Porque Edward estava ouvindo o monstro e agora tudo estava livre, leve e solto agora. Fantstico.
" um pouco mais que isso," ele murmurou. "Agora que eu posso saber os pensamentos da criana, parece que ele ou ela tem facilidades com coisas mentais. Ele pode
nos entender."
Minha boca se abriu. "Voc est falando srio?"
"Sim. Ele parece ter um pouco de senso do que a machuca, agora. Ele est tentando evitar isso, quanto mais possvel for. Ele... a ama. J."
Eu encarei Edward, me sentindo como se meus olhos fossem pular da minha cara. Embaixo dessa descrena, eu podia ver que isso era o fato crtico. Isso era o que tinha
mudado Edward- que o monstro tinha o convencido de seu amor. Ele no podia odiar o que amasse Bella. Era provavelmente por isso que ele no me odiava, tambm. Tinha
uma grande diferena. Eu no estava a matando.
Edward continuou como se no tivesse ouvido nada. "O progresso, eu acredito,  mais do que ns pensamos. Quando Carlisle voltar-"
"Eles no esto de volta? Eu o cortei. Eu pensei em Sam e Jared vigiando a estrada. Eles ficariam curiosos com o que estava acontecendo?
"Alice e Jasper sim. Carlisle mandou todo o sangue que ele pde adquirir, mas no foi muito tanto quanto ele estava esperando- Bella ir usar tudo em um dia, do
jeito que seu apetite aumentou. Carlisle ficou pra tentar arranjar outro jeito. Eu no acho que  necessrio agora, mas ele quer ficar preparado pra qualquer coisa."
"Por que no  necessrio? E se ela precisar de mais?"
Eu podia ver que ele estava observando e ouvindo minha reao cuidadosamente enquanto ele explicava. "Eu estou tentando fazer Carlisle fazer o parto do beb assim
que ele voltar."
" O que?"
"A criana est tentando evitar movimentos fortes, mas  difcil. Ele est muito grande.  loucura esperar, quando ele est mais desenvolvido do que Carlisle achava.
Bella est muito frgil pra esperar."
Eu continuei segurando minhas pernas abaixo de mim. Primeiro, eu contava com o dio de Edward pela criana. Agora, eu percebi que aqueles quatro dias como certeza.
Mas agora no era.
O oceano de tristeza que me esperava, se esticou em mim.
Eu tentei continuar a respirar.
Edward esperou. Eu encarei seu rosto enquanto eu me recuperava, reconhecendo outra mudana aqui.
"Voc acha que ela vai conseguir." Eu sussurrei.
"Sim. Essa  a outra coisa que eu queria conversar com voc."
Eu no pude dizer nada. Depois de um minuto, ele continuou.
"Sim," ele disse de novo. "Esperando, como ns fizemos, pra criana estar pronta, isso foi insanamente perigoso. A qualquer momento podia ter sido muito tarde. Mas
ns estamos esperanosos sobre isso, se ns agirmos rpido, eu no vejo razo pra no ir tudo bem. Saber a mente da criana  inacreditavelmente bom. Ainda bem que
Bella e Rose concordam comigo. Agora que eu as convenci que  melhor pra criana se ns continuarmos, no h nada que impea isso de funcionar."
"Quando Carlisle volta?" eu perguntei, ainda sussurrando. Eu no tive minha respirao de volta ainda.
"Meio-dia, amanh."
Meus joelhos tremeram, eu teria que segurar no carro pra me segurar em p. Edward alcanou como se ele tivesse oferecendo apoio, mas depois ele pensou e abaixou
suas mos.
"Desculpe," ele sussurrou. "Eu realmente sinto muito pelo o que isso te causa, Jacob. Embora voc me odeie, eu preciso admitir que eu no sinto o mesmo sobre voc.
Eu penso em voc como um... irmo em muitas maneiras. Um camarada, pelo menos. Eu me arrependo por voc estar sofrendo mais do que voc imagina. Mas Bella vai sobreviver"-
quando ele disse isso sua voz estava forte, at violenta- "e eu sei que  isso o que realmente importa pra voc."
Ele provavelmente estava certo. Era difcil saber. Minha cabea estava girando.
"Ento eu odeio ter que fazer isso, enquanto voc est agentando com tanta coisa, claramente, h pouco tempo. Eu preciso te pedir uma coisa- implorar, se for preciso."
"Eu no tenho mais nada sobrando," eu disse engasgado.
Ele levantou sua mo de novo, como se fosse colocar no meu ombro, mas ento ele a abaixou como antes e suspirou.
 "Eu sei o quanto voc desistiu," ele disse silenciosamente. "Mas isso  algo que voc precisa, e s voc. Eu estou pedindo isso do verdadeiro Alfa, Jacob. Eu estou
pedindo isso pro herdeiro de Ephraim."
Eu estava muito longe de poder responder.
"Eu quero sua permisso para desviar o que ns concordamos no acordo com Ephraim. Eu quero que voc nos d uma exceo. Eu quero sua permisso pra salvar a vida
dela. Voc sabe que eu vou faze-lo de qualquer jeito, mas eu no quero uma briga, se h jeito de evita-la. Ns nunca tivemos a inteno de voltar com a nossa palavras,
e ns no vamos faze-lo agora. Eu quero sua compreenso agora, Jacob, porque voc sabe exatamente o porqu de ns fazermos isso. Eu quero que a aliana entre nossas
famlias sobreviva, quando isso acabar."
Eu tentei engolir. Sam, eu pensei.  Sam que voc quer.
"No, a autoridade de Sam est assumida. Ela pertence a voc. Voc nunca vai tira-la dele, mas ningum pode concordar com o que eu estou pedindo, tirando voc."
No  minha deciso.
" sim, Jacob, e voc sabe disso. Sua palavra nesse desejo nos condena ou absolve. S voc pode dar isso pra mim."
Eu posso pensar. Eu no sei.
"Ns no temos muito tempo." Ele olhou de volta pra casa.
No, no havia tempo. Meus poucos dias tinham se tornado poucas horas.
Eu no sei. Me deixe pensar. Me d um minuto, okay?
"Sim."
Eu comecei a andar para a casa, e ele me seguiu. Louco como era fcil, andar pelo escuro com um vampiro do meu lado. No me sentia inseguro, ou inconfortvel, srio.
Parecia como andar ao lado de qualquer um. Bem, qualquer um que cheirasse mal.
Houve um movimento no gramado, e ento um choro baixo. Seth lutava por entre as samambaias e vinha ao nosso encontro.
"Hey, criana." Eu murmurei.
Ele abaixou sua cabea, eu bati em seu ombro.
"Est tudo bem," eu menti. "Eu te explico isso depois. Desculpe por descontar em voc daquele jeito."
Ele riu pra mim.
"Hey, diga pra sua irm pra se acalmar, okay? Chega."
Seth concordou uma vez.
Eu empurrei seu ombro dessa vez. "Volte ao trabalho. Eu vou falar com voc daqui a pouco."
Seth se apoiou em mim, me empurrando de volta, e ento galopou pras rvores.
"Ele tem uma das mais puras, sinceras, gentis mentes que eu j ouvi." Edward murmurou quando ele estava fora de vista. "Voc tem tanta sorte de ter os pensamentos
dele pra dividir."
"Eu sei disso." Eu grunhi.
Ns olhamos em direo  casa, e ns dois viramos as cabeas abruptamente quando ouvimos o barulho de algum sugando pelo canudinho. Edward estava com pressa ento.
Ele subiu as escadas e ento sumiu.
"Bella, amor, pensei que voc estivesse dormindo," Eu o ouvi dizer. "Me desculpe, eu no devia ter ido."
"No se preocupe. Eu s fiquei com muita sede- me acordou.  uma boa coisa que Carlisle esteja trazendo mais. Essa criana vai precisar quando ela sair de dentro
de mim."
"Verdade. Essa  uma boa observao."
"Eu fico imaginando se ele vai querer alguma coisa mais," ela falou.
"Eu acho que ns vamos descobrir."
Eu entrei pela porta.
Alice disse, "Finalmente," e os olhos de Bella se viraram pra mim. Aquele enfurecido, irresistvel sorriso traou seu rosto por um segundo. E ento ele se foi e
seu rosto caiu. Seu lbios se torceram, como se ela estivesse tentando no chorar.
Eu queria socar Leah bem na sua boca idiota.
"Hey, Bells," eu disse rapidamente. "Como voc est?"
"Eu estou bem," ela disse.
"Grande dia hoje, huh? Vrias coisas novas."
"Voc no precisa fazer isso, Jacob."
"No sei do que voc est falando," eu disse indo sentar no brao do sof que estava sua cabea. Edward j estava no cho.
Ela me deu um olhar cheio de repreenso. "Eu estou to-" ela comeou a dizer.
Eu fechei seus lbios no meio do meu dedo e meu dedo indicador.
"Jake," ela murmurou, tentando colocar minha mo pra longe. Sua tentativa era to fraca que no dava pra acreditar que ela estava realmente tentando.
Eu balancei minha cabea. "Voc vai poder falar quando voc parar de falar besteira."
"Ta bom, eu no vou dizer." Pareceu que ela murmurou.
Eu puxei minha mo.
"Sinto muito!" ela terminou rapidamente, e ento ela deu um sorriso forado.
Eu rolei meus olhos e ento sorri de volta.
Quando eu a olhei nos olhos, eu vi tudo o que eu estava procurando no parque.
Amanh, ela seria outra pessoa. Mas esperanosamente viva, e isso que contava, certo? Ela olhava pra mim com os mesmos olhos, mais ou menos. Sorrindo com os mesmos
lbios, quase. Ela ainda me conhecia muito mais que qualquer um que no teve acesso total ao interior da minha cabea.
Leah pode ser uma companhia interessante, talvez at uma verdadeira amiga- algum que se impunha por mim. Mas ela no era minha melhor amiga do jeito que Bella era.
E tirando o amor impossvel que eu sentia por Bella, e tambm teria aquela outra ligao, e corria nos ossos.
Amanh, ela seria minha inimiga. Ou ela seria minha aliada. E, aparentemente, essa distino dependia de mim.
Eu suspirei.
Ta bom!Eu pensei, desistindo da ltima coisa que eu poderia desistir.V em frente. Salve ela. Como herdeiro de Ephraim, voc tem minha permisso, minha palavra,
que esse desejo no ir violar o acordo. Os outros tero que me culpar. Voc estava certo - eles no podem negar que  o meu direito concordar com isso.
"Obrigado." O sussurro de Edward foi baixo o suficiente pra Bella no ouvir nada. Mas as palavras eram to ferventes, do canto do meu olho, eu pude ver os outros
vampiros virando pra olhar.
"Ento," Bella perguntou, trabalhando pra ser casual. "Como foi seu dia?"
"timo. Eu fui dar uma volta. Andei por um parque."
"Parece legal."
De repente, ela fez uma cara. "Rose?" ela perguntou.
Eu ouvi a Loira rir. "De novo?"
"Eu acho que bebi dois gales na ultima hora." Bella explicou.
Edward e eu samos do caminho quando Rosalie veio tirar Bella do sof pra leva-la ao banheiro.
"Posso andar?" Bella perguntou. "Minhas pernas esto to duras."
"Voc tem certeza?" Edward perguntou.
"Rose vai me pegar se eu tropear no meu p. O que pode acontecer bem facilmente, sendo que eu no posso v-los."
Rosalie colocou cuidadosamente Bella de p, mantendo suas mos bem nos ombros de Bella. Bella esticou seus braos em sua frente, estremecendo um pouco.
"Isso  bom," ela suspirou. "Ugh, mas eu estou enorme."
Ela realmente estava. Seu estomago era um continente.
"Mais um dia," ela disse, a deu uma batidinha no seu estomago.
Eu no pude conter a dor que passou por mim em um segundo, queimando, mas eu tentei tira-la do meu rosto. Eu poderia esconder por mais um dia, certo?
"Certo, ento. Oooops- ah, no!"
O copo que Bella tinha deixado no sof tombou pra um lado, o sangue vermelho escuro espirrando no mvel plido.
Automaticamente, embora trs mos a segurando, Bella se abaixou pra pegar.
Aquilo foi a coisa mais estranha, uma coisa rasgando no centro de seu corpo.
"Oh!" ela falou.
E ento ela ficou fraca, indo direto pro cho. Rosalie a pegou no mesmo instante, antes que ela pudesse cair. Edward estava l, tambm, mos pra fora, a baguna
no sof esquecida.
Meio segundo depois, Bella gritou.
No era s um grito, era um grito de coagular o sangue de tanta agonia. O som horroroso parou em um gorgolejo, e seus olhos viraram pra sua cabea. Seu corpo se
torceu arqueado nos braos de Rosalie, e ento Bella vomitou uma fonte de sangue.

18 - NO EXISTEM PALAVRAS PARA ISSO
O corpo de Bella, totalmente avermelhado, comeou a se contorcer, se debatendo nos braos de Rosalie como se estivesse sendo
eletrocutada. Todo esse tempo, o seu rosto estava vazio - inconsciente. Era uma sacudida selvagem que vinha do centro do seu
corpo e que a agitava. Enquanto ela tinha convulses, sons de algo rachando e se partindo mantinham o ritmo dos espasmos.
Rosalie e Edward ficaram congelados por um breve meio segundo, e ento eles se partiram. Rosalie jogou o corpo de Bella nos
braos, e, gritando to rpido que era difcil separar as palavras individualmente, ela e Edward se lanaram escadas acima para o
segundo andar.
Eu corri atrs deles.
"Morfina!" Edward gritou para Rosalie.
"Alice - ligue para Carlisle!" Rosalie gritou agudamente.
O quarto para onde eu os segui parecia uma enfermaria de emergncia no meio de uma biblioteca. As luzes eram brilhantes e brancas.
Bella estava na mesa embaixo delas, seu pele fantasmagrica debaixo do brilho. O corpo dela se debatia, um peixe na areia. Rosalie
prendeu Bella, puxando e arrancando suas roupas, enquanto Edward enfiava uma seringa no brao dela.
Quantas vezes eu a tinha imaginado nua? Agora eu no conseguia olhar. Eu estava com medo de ficar com essas memrias na
cabea.
"O que est acontecendo, Edward?"
"Ele est sufocando!"
"A placenta deve ter se descolado!"
Al algum momento, Bella recobrou a conscincia. Ela respondeu s palavras deles com um grito que se agarrou nos meus tmpanos.
"TIREM ele da!" Ela gritou. "Ele no consegue RESPIRAR! Faa isso AGORA!"
Eu vi os pontos vermelhos aparecendo quando os gritos fizeram os vasos nos olhos dela se romperem.
"A morfina -" Edward rugiu.
"NO! AGORA-!" Outra golfada de sangue saiu enquanto ela gritava. Ele segurou a cabea dela pra cima, tentando
desesperadamente limpar sua boca para que ela pudesse respirar de novo.
Alice entrou correndo no quarto e colocou alguma coisa azul no ouvido de Rosalie debaixo de seu cabelo. Alice se afastou, seus
olhos dourados estavam arregalados e saltando das rbitas, enquanto Rosalie gritava freneticamente para o telefone.
Na luz brilhante, a pele de Bella parecia mais roxa e preta do que branca. Vermelho escuro estava se espalhando por baixo da sua
pele embaixo do grande bulbo trmulo. A mo de Rosalie apareceu com um bisturi.
"Deixe a morfina de espalhar!" Edward gritou pra ela.
"No h tempo", Rosalie assobiou. "Ele est morrendo!"
A mo dela desceu para o estmago de Bella, e um ponto vermelho vvido esguichou onde ela perfurou a pele. Era como um balde
sendo virado de cabea pra baixo, uma mangueira ligada na mxima potncia. Bella se contorceu, mas no gritou. Ela ainda estava
sufocando.
E ento Rosalie perdeu o foco. Eu vi a expresso em seu rosto mudar, e vi seus lbios se erguerem sobre os dentes e seus olhos
negros brilhando de sede.
"No, Rose!" Edward rosnou, mas as mos dele estavam presas, tentando segurar Bella na posio vertical para que ela pudesse
respirar.
Eu me atirei em Rosalie, pulando por cima da mesa sem me importar em me transformar. Quando eu bati em seu corpo duro feito
pedra, jogando-a em direo  porta, eu senti o bisturi em sua mo perfurando o meu brao esquerdo profundamente. Minha palma
direita amassou o lado do rosto dela, travando sua mandbula e bloqueando suas vas areas.
Eu usei meu aperto no rosto de Rosalie para mudar seu rosto de posio para que eu pudesse dar um slido chute em seu abdomem;
foi como chutar concreto.
Ela voou para a porta, amassando um dos lados da estrutura. O pequeno telefone em seu ouvido se fez em pedacinhos. Ento Alice apareceu,
puxando-a pela garganta para o corredor.
E eu precisava admitir isso para a loira - ela no fez grande caso da luta. Ela queria que a gente ganhasse. Ela me deixou acert-la
daquele jeito, pra salvar Bella. Bem, para salvar a coisa.
Eu arranquei a faca do meu brao.
"Alice, tire ela daqui!" Edward gritou. "Leve-a pra Jasper, e mantenha ela por l! Jacob, eu preciso de voc!"
Eu no vi Alice terminando o servio. Eu voltei para a mesa de operao, onde Bella estava ficando azulada, seus olhos arregalados e vidrados.
"Primeiros socorros?" Edward rosnou pra mim, rpido e urgente.
"Sim!"
Eu julguei seu rosto rapidamente, procurando por algum sinal de que ele ia reagir como Rosalie. No havia nada alm de uma singular ferocidade.
"Faa-a respirar! Eu tenho que tira-lo antes que -"
Outro barulho de algo se partindo dentro dela, o mais alto at agora, to alto que ns dois esperamos, chocados, pelo seu grito de resposta. Nada. Suas pernas, que
haviam estado curvadas de agonia, agora estavam sem vida, espalhadas de uma forma no natural.
"A coluna dela", ele resfolegou horrorizado.
"Tire isso de dentro dela!" Eu rosnei, botando o bisturi na frente dele. "Ela no vai sentir nada agora!"
E ento eu me inclinei por cima da cabea dela. A boca dela parecia limpa, ento eu pressionei a minha nela e soprei ar nos seus pulmes. Eu senti seu corpo trmulo
expandindo, ento no havia nada bloqueando sua garganta.
Seus lbios tinham gosto de sangue.
Eu podia ouvir seu corao, batendo sem ritmo. Continue agentando, eu pensei ferozmente pra ela, soprando ar em seu corpo novamente. Voc prometeu. Mantenha seu
corao batendo.
Eu ouvi o som leve, molhado, do bisturi em seu estmago. Mais sangue pingando no cho.
O prximo som vibrou em mim, inesperado, aterrorizante. Como metal sendo partido. O som me fez lembrar da luta na clareira tantos meses atrs, o som penetrante dos
recm-nascidos sendo destrudos. Eu olhei para ver o rosto de Edward pressionado no bulbo. Dentes de vampiro - uma forma garantida de cortar pele de vampiros.
Eu estremeci enquanto mandava mais ar para Bella.
Ela tossiu para mim, seus olhos piscando, revirando cegamente.
"Fique comigo agora, Bella!" Eu gritei pra ela. "Voc me ouviu? Fique! Voc no vai me deixar. Mantenha seu corao batendo!"
Seus olhos rolaram, procurando por mim, mas sem ver nada.
Ento de repente seu corpo ficou rgido embaixo das minhas mos, apesar da respirao dela ter aumentado de ritmo e seu corao continuava a bater. Eu me dei conta
de que a rigidez dela significava que estava tudo acabado. As batidas internas estavam acabadas. Ele devia estar fora dela.
Estava.
Edward cochichou. "Renesmee."
Ento Bella estava errada. No era o menino que ela havia imaginado. Nenhuma grande surpresa a. Sobre o que ela no estava errada?
Eu no tirei os olhos dos olhos avermelhados dela, mas eu senti suas mos erguendo fracamente.
"Me deixe..." ela gaguejou num sussurro partido. "D ela pra mim."
Eu acho que devia saber que ele ia fazer o que ela queria, no importava o quo estpido seu pedido pudesse ser. Mas eu nem sonhava que ele podia ouvi-la agora.
Eu no pensei em impedi-lo.
Algo quente tocou meu brao. Isso devia ter chamado minha ateno. Nada parecia quente pra mim.
Mas eu no conseguia tirar os olhos do rosto de Bella. Ela piscou e ento encarou, finalmente vendo alguma coisa. Ela gemeu um som estranho, fraco.
"Renes... mee. To... linda."
E ento ela perdeu o ar - perdeu o ar de dor.
Quando eu olhei, j era tarde demais. Edward j tinha passado a coisinha quente, ensangentada, para seus braos sem vida. Meus olhos observaram sua pele. Estava
vermelha de sangue - o sangue que tinha preenchido sua boca, o sangue que estava por todo o corpo da criatura, e o sangue fresco saindo de uma pequena mordida no
formato de uma lua crescente dupla em seu seio esquerdo.
"No, Renesmee", Edward murmurou, como se estivesse ensinando boas maneiras  monstra.
Eu no olhei pra ele nem para a coisa. Eu s olhei Bella enquanto seus olhos rolavam pra trs.
Com uma ltima batida fraquinha, seu corao falhou e ficou em silncio.
Ela perdeu, talvez, meia batida, e minhas mos estavam em seu peito, fazendo compresses. Eu contei em minha cabea, tentando manter o ritmo uniforme. Um. Dois.
Trs. Quatro.
Parando por um segundo, eu soprei ar em seus pulmes mais uma vez.
Eu no conseguia mais enxergar. Meus olhos estavam molhados e borrados. Mas eu estava hiper consciente dos sons no quarto. O glug-glug sem vontade de seu corao
embaixo das minhas mos urgentes, as batidas do meus prprio corao, e outra - uma batida vibrante, que era muito rpida, muito leve. Eu no consegui saber de onde
ela vinha.
Eu forcei mais ar a descer pela garganta de Bella.
"O que voc est esperando?" Eu tossi sem flego, pressionando seu corao novamente. Um. Dois. Trs. Quatro.
"Pegue o beb", Edward disse urgentemente.
"Jogue-o pela janela." Um. Dois. Trs. Quatro.
"Me d ela", uma voz baixa soou na porta.
Edward e eu rosnamos ao mesmo tempo.
Um. Dois. Trs. Quatro.
 "Eu estou controlada", Rosalie prometeu. "Me d o beb, Edward. Eu vou cuidar dela at que Bella..."
Eu respirei novamente para Bella fazendo a troca. O rpido thumpa, thumpa, thumpa desapareceu  distncia.
"Afaste suas mos, Jacob."
Eu tirei o olhar dos olhos brancos de Bella, ainda pressionando o corao dela por ela. Edward tinha uma seringa nas mos - toda prateada, como se fosse feita de
metal.
"O que  isso?"
A mo de pedra dele tirou a minha do caminho. Houve um pequeno som quando o golpe dele quebrou meu dedo mindinho. No mesmo segundo, ele enfiou a agulha direto no
corao dela.
"Meu veneno", ele respondeu enquanto injetava.
Eu ouvi o corao dela dar um salto, como se ele tivesse batido nela com um remo.
"Continue se movendo", ele ordenou. A voz dele estava glida, estava morta. Penetrante e inconsciente. Como se ele fosse uma mquina.
Eu ignorei a dor pulsante no meu dedo e comecei a pressionar o corao dela. Estava mais difcil, como se o sangue dela tivesse se congelado l - mais grosso e mais
lento. Enquanto eu empurrava o sangue agora viscoso em suas artrias, eu observei o que ele estava fazendo.
Era como se ele a estivesse beijando, passando os lbios pelo pescoo dela, pelos seus pulsos, na parte de dentro de seus brao.
Mas eu conseguia ouvir o som da pele dela se partindo quando ele mordia, de novo e de novo, forando o veneno no sistema dela, em todos os pontos que era possvel.
Eu vi a lngua plida dele passando pelas feridas ensangentadas, mas antes que isso pudesse me deixar enojado ou enraivecido, eu me dei conta do que ele estava
fazendo. Onde a lngua dele passava veneno na pele dela, a ferida cicatrizava. Prendendo o veneno e o sangue dentro dela.
Eu soprei mais ar em sua boca, mas nada aconteceu ali. Apenas seu peito sem vida se erguendo em resposta. Eu continuei pressionando seu corao, contando, enquanto
ele trabalhava feito um manaco, tentando reconstru-la. Todos de volta em seu devido lugar...
Mas no havia nada ali, apenas eu, apenas ele.
Trabalhando num cadver.
Porque isso era tudo o que restava da garota que ns dois amamos. Esse cadver quebrado, ensangentado, feito em pedaos. No podamos reconstruir Bella.
Era tarde demais. Eu sabia que ela estava morta. Eu tinha certeza, porque o im j no existia mais. Eu no sentia nenhum motivo para ficar perto dela. Ela no estava
mais aqui. Ento esse corpo j no tinha nada para me atraia pra ela. A necessidade sem sentido de ficar perto dela havia desaparecido.
Ou talvez tirada fosse uma palavra melhor. Agora parecia que o im vinha da outra direo. Das escadas, porta afora. A vontade de sair daqui e nunca, nunca mais
voltar.
"Ento v", ele rebateu, bateu nas minhas mos pra tira-las do caminho novamente. Trs dedos se quebraram, aparentemente.
Ento eu fiquei ereto de forma indiferente, sem me importar com as pontadas de dor.
Ele bombeou o corao morto dela mais rpido que eu.
"Ela no est morta", ele rosnou. "Ela vai ficar bem."
Eu j no tinha certeza se ele estava falando comigo.
Me virando, deixando-o com a morta dele, eu caminhei lentamente porta afora. Muito lentamente. Eu no conseguia fazer meus ps se moverem mais rpido.
Ento, foi a. O oceano de dor. A outra costa longnqua de gua efervescente que eu no conseguia imaginar, quanto menos ver.
Eu me sentia vazio de novo, agora que eu tinha perdido meu propsito. Salvar Bella foi a minha luta por tanto tempo. E agora ela no seria salva. Ela havia se sacrificado
por vontade prpria a ser feita em pedaos por aquela monstrinha, e ento a luta estava acabada. Estava tudo acabado.
Eu estremeci pelo som que vinha de trs de mim enquanto eu descia as escadas - o som do corao morto sendo forado a bater.
Eu queria pr gua sanitria no meu crebro de alguma forma, e deixa-lo fritar. Para mandar embora as imagens dos minutos finais de Bella. Eu suportaria os danos
ao meu crebro de pudesse mandar aquilo embora - os gritos, o sangue, a dor insuportvel, e o corpo de quebrando enquanto o monstro recm-nascido a fazia em pedaos
de dentro pra fora...
Eu queria ir embora correndo, descer dez degraus de uma vez s e correr pela porta, mas meus ps estavam pesados como ao e meu corpo estava mais cansado do que
um doa j estava antes. Eu cambaleei pelas escadas como um homem velho e frgil.
Eu parei no ltimo degrau, reunindo minhas foras para sair pela porta.
Rosalie estava na ponta limpa do sof branco, de costas pra mim, murmurando carinhosamente para a coisinha enrolada num cobertor que estava em seus braos. Ela deve
ter me ouvido parar, mas ela me ignorou, perdida em seus momentos de maternidade roubada. Talvez ela estivesse feliz agora. Rosalie tinha o que queria, e Bella nunca
voltaria para tirar a criatura dela. Eu me perguntei se isso foi o que a loira venenosa esperou o tempo todo.
Ela segurou alguma coisa escura em suas mos, e veio um som ganancioso de suco vinda da pequena assassina que ela segurava.
O cheiro de sangue humano no ar. Rosalie estava alimentando-a. Com o que mais se alimentaria o tipo de monstro que mutilava brutalmente a prpria me? Ela podia
muito bem estar bebendo o sangue de Bella. Talvez estivesse.
Minha fora foi voltando enquanto eu ouvia o som da pequena assassina sendo alimentada.
Fora e raiva e calor - um calor avermelhado me subindo  cabea, queimando, mas sem apagar nada. As imagens na minha cabea eram um combustvel, criando um inferno,
mas se recusando a ser consumido. Eu senti os tremores da cabea aos ps, e eu no tentei impedi-los.
Rosalie estava totalmente distrada com a criatura, sem prestar o mnimo de ateno em mim. Ela no seria rpida o suficiente pra me impedir, distrada daquele jeito.
Sam estava certo. A coisa era uma aberrao - a sua existncia ia contra a natureza. Um demnio negro, sem alma. Uma coisa que no tinha direito de existir.
Uma coisa que tinha de ser destruda.
Parecia que a atrao na vinha da porta, afinal de contas. Eu podia senti-la agora, me encorajando, me puxando pra frente. Me forando a acabar com isso, livrar
o mundo dessa aberrao.
Rosalie tentaria me matar quando a criatura estivesse morta, e eu ia revidar. Eu no tinha certeza de que poderia acabar com ela antes que os outros viessem atrs
de mim. Talvez sim, talvez no. De qualquer forma eu no me importava muito.
Eu no me importava se os lobos, de qualquer bando, me vingassem ou se chamassem de justia o que os Cullen fariam. Tudo que me importava era a minha prpria justia.
Minha vingana. Aquela coisa que tinha matado Bella no viveria por nem mais um segundo.
Se Bella tivesse sobrevivido, ela teria me odiado por isso. Ela ia querer me matar pessoalmente.
Mas eu no me importava. Ela no se importou com o que tinha feito comigo - deixando-se ser despedaada feito um animal. Porque eu devia levar os sentimentos dela
em considerao?
E ento havia Edward. Ele devia estar ocupado demais agora - longe demais em sua negao insana, tentando reanimar um cadver - para ouvir meus planos.
Ento eu no ia cumprir a promessa que fiz a ele, a no ser que - e essa era uma aposta que eu no faria - eu conseguisse lutar com Rosalie, Jasper e Alice e vencer
num trs contra um. Mas mesmo se eu vencesse, eu no achava que teria como matar Edward.
Porque eu no tinha compaixo suficiente pra isso. Porque eu devia deix-lo escapar do que ele fez? No seria mais justo - mais satisfatrio - deix-lo viver com
nada, absolutamente nada?
Imaginar isso quase me fez sorrir, cheio de dio como eu estava. Sem Bella. Sem a assassina dos infernos. E tambm sem todos membros da famlia que eu conseguisse
derrotar.  claro, ele provavelmente conseguiria col-los de novo, j que eu no estaria por perto para queim-los. Diferente de Bella, que nunca se refaria novamente.
Eu me perguntei se a criatura poderia se refazer. Eu duvidava. Ela era parte de Bella tambm - ento devia ter herdado parte da sua vulnerabilidade. Eu podia ouvir
o pequeno batimento do seu corao.
O corao da coisa estava batendo. O de Bella no.
Apenas um segundo se passou enquanto eu tomava essas fceis decises.
O estremecimento estava ficando mais forte e mais violento. Eu me inclinei, pronto para saltar na vampira loira e arrancar a coisa assassina de seus braos com meus
dentes.
Rosalie mimou a criatura novamente, colocando a garrafinha de metal de lado e levantando a criatura no ar para alisar a bochecha dela com o rosto.
Perfeito. A nova posio era perfeita pro meu ataque. Eu me inclinei para a frente e senti o calor comear a me transformar enquanto a atrao para a assassina ficava
mais forte - era mais forte do que eu j havia sentido antes, to forte que me fez lembrar de um comando Alpha, como se fosse me arrasar se eu no obedecesse.
Dessa vez eu queria obedecer.
A assassina olhou por cima de Rosalie para mim, seu olhar mais focado do que o olhar de um recm nascido deveria ser.
Olhos marrons clidos, da cor de leite com chocolate - a mesma cor que os de Bella haviam sido.
Meus tremores pararam repentinamente; calor se espalhou por mim, mais forte que antes, mas era um tipo novo de calor - no estava me queimando.
Estava cintilando.
Tudo dentro de mim se desfez enquanto eu olhava para o pequeno rosto de porcelana do beb meio humano,meio vampiro. Todos os fios que me prendiam  vida coram rapidamente
cortados, como fios prendendo uma poro de bales. Tudo o que fazia de mim quem eu era - meu amor pela garota morta no andar de cima, meu amor por meu pai, minha
lealdade ao meu bando novo, o amor pelos meus outros irmos, meu dio pelos meus inimigos, meu lar, meu nome, eu mesmo - se disconectaram de mim naquele segundo
- snip, snip, snip - e flutuaram para o espao.
No havia restado mais nada. Um lao novo me prendia onde eu estava.
No um lao, mas um milho. No laos, mas cabos de ao. Um milho de cabos de ao, todos me ligando a uma coisa - o centro do universo.
Agora eu podia ver - como o universo girava ao redor desse nico ponto. Eu nunca havia visto a simetria do universo antes, mas agora estava claro.
A gravidade da terra j no me prendia ao lugar onde eu estava.
Agora era a bebezinha nos braos da vampira loira quem me prendia.
Renesmee.
Do andar de cima, veio um novo som. O nico som que podia me tocar naquela instante interminvel.
O frentico batimento, um batimento apressado...
Um corao em transformao.

Livro Trs

BELLA

Afeto pessoal  um luxo que voc s pode ter quando todos os seus inimigos estiverem eliminados. At que isso acontea, todo mundo que voc ama  um refm, esgotando
sua coragem e corrompendo seu julgamento.

Orson Scott Card
Empire

Prefcio

No mais um pesadelo, a linha negra avanou para ns atravs da nvoa gelada espalhado aos ps deles.
Ns vamos morrer, eu pensei em pnico. Eu estava desesperada pela preciosidade que eu guardava, mas at mesmo pensar que aquilo era um lapso de ateno, eu no poderia
aceitar.
Eles se aproximaram, suas capas pretas se balanando devagar com o movimento. Eu vi as mos deles com garras amareladas. Eles se afastaram, inclinando-se sobre ns
por todos os lados. Ns amos muito. Estava acabado.
E ento, como um turbilho de luz, a cena inteira estava diferente. Nada tinha mudado ainda - os Volturi ainda estavam parados perto de ns, prontos pra matar. Tudo
que realmente mudou foi com a cena parecia pra mim. De repente, eu estava querendo aquilo. Eu queria que eles atacassem. O pnico se transformou em sede de sangue
assim que eu me inclinei pra frente, um sorriso em meu rosto, e um rosnado saiu pelos meus dentes a mostra.

19 - Queimando
A dor era enlouquecedora.
Exatamente isso - eu estava enlouquendo. Eu no conseguia entender, no fazia sentido o que estava acontecendo.
Meu corpo tentava rejeitar a dor, e eu era sugada de novo e de novo pra uma escurido que cortar alguns segundos, e at minutos da agonia, fazendo ser mais difcil
ser racional.
Eu tentei separ-las.
A surrealidade era negra, e no doa tnto.
A realidade era avermelhada, e era como se eu estivesse sendo serrada ao meio, atingida por um nibus, socada por um premiado lutador, atropelada por bfalos, e
submersa em cido, tudo ao mesmo tempo.
Na realidade eu estava sentindo meu corpo girar e pular enuanto no era possivel que eu me movesse por causa da dor.
Na realidade eu sabia que havia algo muito mais importate que toda aquela tortura, mas no era capaz de me lembrar o que.
A realidade meio rpida demais.
Um momento, tudo estava como devia estar. Rodeada de pessoas que eu amava. Sorrisos. De alguma forma, incomum como essa, era como se eu fosse conseguir tudo pelo
que eu estive lutando.
E ento, uma coisinha deu errado.
Eu vi quando o meu copo tombou, sangue escuro se espalhando e manchando o branco perfeito, e eu cambeleei instintivamente. E eu vi os outros, mos geis, mas meu
corpo continuava se esticando...
Dentro de mim, alguma coisa se moveu em outra direo.
Rasgando. Quebrando. Agonia.
A escurido tomou tudo, e foi lavado por uma onda de tortura. Eu no podia respirar - eu tinha me afogado uma vez, mas era diferente agora; estava muito quente a
minha garganta.
Pedaos de mim partindo, rasgando, despedaando...
Mais escurido.
Vozes dessa vez, gritando, quando a dor voltou.
"A placenta tem que ser aberta!"
Algo mais afiado que uma faca me cortou - as palavras, fazendo mais sentido que outras torturas. Placenta rasgada - eu sabia o que aquilo significava. Significava
que meu beb estava morrendo dentro de mim.
"Tire-o da!" Eu gritei pra Edward. Por que ele ainda no tinha feito isso? "Ele no consegue respirar! Faa isso agor!"
"A morfina-"
Ele queria esperar, me dar remdios pra dor, enquanto nosso beb morria?"
"No! Agora-," Eu me contorci, incapaz de continuar.
Pontos negros cobriram a luz da sala quando um ponto frio de uma nova dor apareceu no meu estmago. Doa muito - eu me encolhi automaticamente pra proteger minha
barriga, meu beb, meu pequeno Edward Jacob, mas eu estava fraca. Meus pulmes sopraram o oxignio pra fora.
A dor sumiu de novo embora eu tivesse me acostumado a ela. Meu beb, meu beb, morrendo..
Quanto tempo havia passado? Minutos ou segundos? A dor tinha ido embora. Nvoa. Eu no podia sentir. Eu no podia enxergar, tambm, mas eu conseguia escutar. Havia
ar nos meus pulmes de novo, como bolhas speras subindo e descendo na minha garganta.
"Voc fica comigo agora, Bella! Voc t me ouvindo? Fica! Voc no vai me deixar! Mantenha seu corao batendo!"
Jacob? Jacob ficou ali, tentando me salvar.
Claro, eu queria dizer pra ele. Claro que eu manteria meu corao batendo. Eu no tinha prometido pra eles dois?
Eu tentei sentir meu corao, encontrar a pulsao, mas estava perdida no meu prprio corpo. Eu no conseguia sentir as coisas que eu deveria, e nada parecia estar
no lugar certo. Eu pisquei e encontrei meus olhos. Eu podia ver a luz. No era o que eu procurava, mas era melhor que nada.
Enquanto os meus olhos lutavam pra se ajustar, Edward sussurrou, "Renesmee."
Renesmee?
No era o plido e perfeito filho que eu imaginava? Eu senti um momento de choque. E ento, me enchi de calor.
Renesmee.
Eu tentei mover os meus lbios, tentei fazer com que as bolhas de ar se tranformassem em sussurros na minha lngua. Eu forcei minhas mos dormentes a se esticar.
"Me d... Me d ela."
A luz danou, passando pelas mos de cristal de Edward. Os reflexos estavam tingidos de vermelho, com o sangue que cobria sua pele. E mais alguma coisa vermelha
em suas mos. Alguma coisa pequenina e forte, pingando sangue. Ele colocou o corpinho quente nos meus braos fracos, quase com se eu a estivesse segurando. A pele
molhada dela estava quente - quente como Jacob.
Meus olhos focara; de repente estava tudo claro.
Renesmee no chorou, ela respirou rapidamente, assustada. Seus olhos estavam abertos, sua expresso to assustada que chegava a ser engraada. A pequenina e perfeita
cabecinha estava coberta com por uma pequena camada de cabelo, molhado de sangue. Seus olhos erm de um familiar - mas surpreendente - cor de chocolate. Sob o sangue,
a pela dela parecia plida, um tom de mrmore. Tudo, a no ser suas bochecas, que estavam coradas.
Seu rostinho era to absurdamente perfeito que isso que isso me pegou de surpresa. Ela era ainda mais bonito que o prprio pai. Inacreditavelmente. Impossvel.
"Renesmee," eu suspirei. "To.. linda."
Aquele rostinho de repente sorriu - um largo sorriso. Por trs de de seus lbios rosados havia um complemento de dentes branquinhos como a neve.
Ele encostou a cabea no meu peito, aconchegando-se no calor. Sua pele estava quente e sedosa, mas ela no cedeu como a minha.
Ento, havia dor de novo - apenas uma onda quente. Eu ofeguei.
E ela tinha ido embora. Meu beb com carinha de anjo no estava em lugar algum. Eu no podia v-la ou sent-la.
No" Eu quis gritar. Devolvam-na pra mim"
Mas a fraqueza era maior. Meus braos pareciam mangueira de plstico por um momento, e depois no pareciam com nada. Eu no conseguia sent-los. Eu no conseguia
me sentir.
A escurido invadiu meus olhos mais fortemente que antes. Como uma cegueira, firme e rpida. Cobrindo no apenas os meus olhos, mas a mim completamente, com um peso
esmagador. Era cansativo lutar contra aquilo. Eu sabia que seria fcil demais me render. Deixar a escurido me esmagar, me levar pra um lugar onde no haveria dor,
cansao, preocupaes ou medo.
Se fosse apenas eu, eu no seria capaz de resistir por muito tempo. Eu era paenas humana, com nada mais que fora humana. Eu vinha tentando lidar com o sobrenatural
h muito tempo, como jacob disse.
Mas no era apenas eu.
Se eu tivesse feito a coisa mais fcil agora, deixado o vazio negro me extinguir, eu os machucaria.
Edward. Edward. A minha vida e a dele se tornaram uma coisa s. Acabe com um, e ento, os dois acabam. Se ele tivesse ido embora, eu no seria capaz de sobreviver.
Se eu tivesse ido, ele no sobreviveria, tambm. Um mundo sem Edward era completamente vazio. Edward tinha que existir.
Jacob - que disse adeus pra mim vrias e vrias vezes, mas sempre voltada quando eu precisava. Jacob, que eu tinha maoado tantas vezes, um crime. Eu o magoaria de
novo, ainda mais profundamente? Ele ficou aqui por mim, apesar de tudo. Agora, tudo o que ele pediu era que eu ficasse por ele.
Mas estava to escuro que eu no podia ver nenhum deles. Nada parecia real. Isso fez ser mais difcil no desistir.
Eu continuava me empurrando pela escurido, embor quase num reflexo, eu no estivesse tentando levant-lo. Eu estava apenas resistindo. No permitindo que ele me
esmagasse completamente. Eu no era um Atlas, e a escurido parecia pesada como um planeta; eu no conseguia carreg-la. Tudo o que eu podia era no ser completamente
envolvida.
Era como um modelo pra minha vida - eu nunca foi forte pra lidar com coisas fora do meu controle, atacar inimigos ou fugir deles. Evitr a dor. Sempre humana e rfaca,
a nica coisa que eu sempre fui capaz era de contiuar no que eu me propunha. Suportar. Sobreviver.
Tinha sido o suficiente at esse momento. Teria que ser o suficiente hoje. Eu suportaria at que a ajuda chegasse.
Eu sabia que Edward estaria fazendo tudo o que ele podia. Ele no desistiria. Nem eu.
Eu tinha domado a escurido da no-existncia por centmetros.
No era o suficiente - aquela determinao. Enquanto o tempo passava, a escurido retomava o poder, eu precisava tirar foras de alguma coisa.
Eu no podia sequer imaginar o rosto de Edward. nem de Jacob, Alice, Rosalie, Charile ou Rene, Carlisle ou Esme.. nada. Isso me horrorizou, e eu me perguntei se
era tarde demais.
Eu senti que estava escorregando - no havia nada a que eu pudesse me agarrar.
No! Eu tinha que sobrevive a isso. Edward dependia de mim. Jacob. Charlie, Alice, Rosalie, Rene, Esme...
Renesmee.
E ento, embora eu ainda no conseguisse ver nada, de repente eu podia sentir alguma coisa. Como braos fantasma, eu supus que eu podia sentir meus braos de novo.
E neles, algo pequeno e duro, e muito, muito quente.
Meu beb. Meu pequeno chutador.
Eu tinha conseguido. Apesar das possibilidades, eu tinha sido forte o bastante pra Renesmee, pra cuidar dela at que ela ficasse forte o bastante pra viver sem mim.
Aquele ponto quente nos meus braos parecim to reais. Eu os trouxe mais pra perto.
Estava exatamente onde meu corao devia estar. Me agarrando fortemente  memria de minha filha, eu sabia que seria capaz de lutar contra a escurido o quanto fosse
necessrio.
Mais quente.
Desconfortvel agora. Muito quente. Muito, muito quente.
Como pegar no lado errado de um ferro de passar - minha reposta automtica foi tentar tirar aquilo do meu brao. Mas no havia nada em meus braos. Meus braos no
estavam apoiados no meu peito. Meus braos eram coisas mortas, jogandas em algum lugar ao meu lado. A quentura estava dentro ed mim.
A queimao aumentou - aumentava ao mximo e depois aumentava mais at que ultrapassasse pra algo que eu jamais senti.
Eu senti o pulse sob o fogo crescente no meu peito e eu vi que havia encontrado meu corao de novo, no momento em que eu desejava jamais t-lo feito. Desejava que
eu tivesse abraado a escurido enquanto eu tive a chance. Eu queri levantar meus braos e abrir o meu peito e tirar meu coro de l - qualquer coisa pra parar
com essa tortura. Mas eu no sentia os meus braos, no podia mover sequer um dedo.
James, quebando a minha perna com seus ps. No era nada. Aquilo foi como dormir numa cama de penas. Eu preferia aquilo, cem vezes. Cem fraturas. E ainda seria grata.
O beb, quebrando as minhas costelas, abrindo caminho pra ela dentro de mim, pedao por pedao. Aquilo no era nada. Era como boiar numa piscina de gua gelada.
Eu prefeira aquilo, mil vezes. E seria grata.
O fogo ficava mais quente e eu queria gritar. Implorar pra que algum me matasse agora, antes que eu vivesse mais um segundo naquele sofrimento. mas eu no conseguia
mover meus lbios. O peso aindda estava ali, me esmagando.
Eu percebi que no era mais a escurido pesando; era o meu corpo. Muito pesado. Me consumindo em chamas que se diriiam pro meu corao agora, espalahndo uma enorme
dor nos meus ombros e estmago, escolhendo seu caminho pela minha garganta, indo pro meu rosto.
Por que eu no conseguia me mover? Por que eu no conseguia gritar? Isso no fazia parte das histrias.
Minha mente estava insuportavelmente clara - possibilitada pela dor feroz - eu vi que as respostas quase ao mesmo tempo em que formulei as perguntas.
A morfina.
Parecia que tinha sido h milhes de anos atrs que ns tnhamos conversado sobre isso - Edward, Carlisle e eu. Edward e Carlisle espervam que remdios pra dor ajudassem
a combater a dor do veneno. Carlisle tentou com Emmett, mas o veneno queimou o medicamento, selando suas veias. No houve tempo pra que ele se espalhasse.
Eu mantive o meu rosto suave e concordei, agradecendo s minhas estrelinhas da sorte que Edward no pudesse er a minha mente.
Porque eu tinha veneno e morfina, juntas, no meu corpo antes, e eu sabia a verdade. Eu sabia que o torpor do medicamento era completamente irrelevante enquanto
o veneno percorria minhas veias. Mas eu no mencionaria esse fato. Nada que fizese ele mais indisposto a me tranformar.
Eu no pensei que a morfina fosse ter esse efeito - que me deixasse lerda. Me deixasse paralizada enquanto eu queimava.
Eu sabia das histrias. Eu sabia que Carlisle teve que ficar quieto o bastante pra evitar ser descoberto enuanto ele ueimava. Eu sabia que, de acordo com Rosalie,
no melhorava gritar. Eu esperava conseguir ser como Carlisle. Que eu pudesse acreditar nas palavras de Rosalie e manter a minha boca fechada. Porque eu sabia que
cada grito que sasse da minha boca iria atormentar Edward.
Agora parecia uma piada terrvel, que eu estivesse finalmente tendo o que eu queria.
Se eu no conseguia gritar, como eu diria a eles pra me matarem?
Tudo o que eu queria era morrer. Nunca ter nascido. Toda a minha existncia no pesava mais que essa dor. No valia a pena viver nem por mais uma batida do corao.
Me deixe morrer, me deixe morrer, me deixe morrer.
E, por um espao de infinito, aquilo era tudo. S a intensa tortura, meus gunhidos inaudveis, implorando pra que a morte viesse. Nada mais, nem mesmo tempo. E aquilo
era infinito, sem apelaes e sem fim. Um momento infinito de dor.
A nica mudana veio quando, de repente, meu sofrimento foi dobrado. A parte de baixo do meu corpo, anestesiada antes mesmo da morfina, repentinamente comeou a
queimar tambm. Alguma parte quebrada tinha se colado - unidas pelas brasas do fogo.
O fogo infinito aumentava.
Pode ter durado segundos ou dias, semanas ou meses, mas eventualmente, o tempo parecia dizer algo de novo.
Trs coisas aconteceram juntas, crescendo individualmente de modo que eu no soubesse o que tinha vindo primeiro: o tempo voltou, o poder da morfine passou, e eu
fiquei mais forte.
Eu podia sentir o controle do meu corpo voltando pra mim com incrementos, e esses incrementos eram o que faziam o tempo passar. Eu sabia disso quando eu fui capaz
de mexer meus dedos do p e fechar as mos. Eu sabia disso, mas no fiz.
Embora o fogo no tivesse diminudo sequer um grau - na verdade, eu comecei a desenvolver uma nova capacidade de tolerar isso, uma sensibilidade em apreciar, separadamente,
cada gota de fogo que corria pelas minhas veias - eu descobri que podia pensar naquilo.
Eu podia lembrar porque eu no devia ter gritado. Eu podia lembrar porque eu me comprometi a suportar a insuportvel agonia. Eu podia lembrar que, embora isso parecesse
impossvel agora, havia algo que valeria a pena a tortura.
Isso aconteceu na hora certa pra mim, quando o peso deixou o meu corpo. Pra qualquer um que estivesse me vendo, no haveria nenhuma mudana. Mas pra mim, que lutei
pra manter os gritos e dores dentro de mim, onde eles no magoariam ningum, pareceu que eu tinha me liertado da estaca a qual eu estava amarrada e queimando, me
agarrei quela estaca pra me suportar naquela chama.
Eu tinha fora suficiente pra ficar deitada ali imvel enquanto a vida queimava em mim.
Minha audio foi ficando cada vaz mais clara, e eu poderia contar as batidas frenticas do meu corao, pra marcar o tempo.
Eu poderia contar as respiraes que ofeguei pelos meus dentes.
Eu poderia contar os rudos, at mesmo respiraes que vinham de algum lugar perto de mim. Elas se moviam devagar, ento eu me concentrei neles. Eles ficam a maior
parte do tempo passando. Mais at que o pndulo de um relgio, aquelas respiraes me ajudaram a superar a queimao at o fim.
Eu continuava a ficar forte, meus pensamentos mais claros. Quando nossos sons apareciam, eu podia escutar.
Havia passos, o sopro do vento quando uma porta se abria. Os passos foram ficando mais perto, e eu senti a presso contra o meu pulso. Eu podia sentir o dedos glidos.
O fogo apagou todas as memrias do frio.
"Ainda no mudou?"
"No."
A suave presso, respirando contra minha pele incandescete.
"No h nenhum um trao de morfina."
"Eu sei."
"Bella? Voc pode me ouvir?"
Eu sabia, acima de qualquer dvida, que se eu abrisse a minha boca, eu perderia - eu grunhiria e gritaria e me contorceria e debateria. Se eu abrisse meus olhos,
se eu movesse sequer um dedo - qualquer mudana ficaria fora do meu controle.
"Bella? Bella, amor? Voc pode abrir seus olhos? Voc pode apertar a minha mo?
Presso nos meus dedos. Era difcil no responder a voz, mas eu continuei paralizada. Eu sabia que a dor em sua voz no era nada comparada ao que elepoderia vir
a sentir. Naquele momento tudo o que ele temia era que eu estivesse sofrendo.
"Talvez... Carlisle, talvez seja tarde demais." As voz dele amorteceu; e se quebrou na palavra tarde.
Minha deciso oscilou por um instante.
"Oua o corao dela, Edward. Est mais forte que o de Emmett jamais esteve. Eu nunca ouvi nada to vital. Ela vai ficar bem."
Sim, eu estava certa em ficar quieta. Carlisle o tranquilizaria. Ele no precisava sofrer comigo.
"E a coluna dela?"
"Os ferimentos dela no eram muito piores que os de Esme. E o veneno vai curla assim como efz com Esme."
"Mas ela est to quieta. Eu devo ter feito algo errado."
"Ou algo certo, Edward. Filho, voc fez tudo o que eu poderia ter feito e mais. Eu no sei se seria to persistente, a f que voc teve. Pare de se culpar. Bella
vai ficar bem."
Um longo suspiro. "Ele deve estar em agonia."
"Ns no sabemos disso. Ela tinha muita morfina em seu corpo. Ns no sabemos o efeito que isso vai ter na experincia dela."
Um leve toque na parte de dentro do meu brao. Outro suspiro. "Bella, eu te amo. Bella, me desculpe."
Eu queria muito respond-lo, mas eu no faria a dor dele piorar. No enquanto eu tivesse fora pra me manter imvel.
Nisso tudo, o torturante fogo continuou me queimando. Mas havia muito mais espao na minha cabea agora. Espao pra refletir sobre a conversa deles, pra lembrar
do que aconteceu, pra pensar no futuro, e com espao de sobra pra sofrer.
Tambm, espao pra preocupao.
Onde estava meu beb? Por que ela no estava aqui? Por que eles no estavam falando sobre ela?
"No, eu vou continuar aqui," Edward suspirou, respondendo um pensamento."Eles vo entender."
"Uma situao interessante," Carlisle respondeu. "E eu pensei que j tinha visto de tudo."
"Eu vou ver isso depois. Ns vamos lidar com isso." Alguma coisa apertou minha mo.
Edward suspirou. "Eu no sei de qual lado ficar. Eu gostaria de bate em ambos. Bom, mais tarde."
"Eu me pergunto o que Bella vai pensar - de qual lado ela vai ficar," Carlisle meditou.
Uma baixa, forte risada. "Eu tenho certeza ue ela vai me surpreender. Ela sempre me surpreende."
Os passos de Carlisle desapareceram de novo, e eu estava frustrada que no houvesse maiores explicaes. Ele estavam falando misteriosamente pr no me aborrecer?
Eu voltei a ocntar as respiraes de Edward pra contar o tempo.
Dez mil, novecentos e quarenta e trs respiradas depois, um diferente conjunto de passos percorreu a sala. Mais claras. Mais... ritimadas.
Estranho que eu pudesse diferenciar as diferens entre os passos que eu nunca fui capaz de ouvir antes de hoje.
"Quanto tempo mais?"
"No vai demorar muito agora," Alice disse a ele. "Est vendo quo clara ela est ficando? Eu consigo v-la bem melhor." Ela suspirou.
"Ainda sentindo um pouco amarga?"
"Sim, obrigada por me lembrar disso," ela resmungou. "Voc ficaria mortificado tambm, se voc percebesse o que est preso por sua prpria natureza. Eu vejo melhor
os vampiros, porque eu sou uma; eu vejo bem os humanos, porque eu fui uma. Mas eu no vejo esses estranho mestios porque eles no so nada que eu j tenha vivenciado.
Bah!"
"Foco, Alice."
"Certo. Bella  quase fcil de ver agora."
Houve um longo momento de silncio, e ento Edward suspirou. Era um som novo, mais feliz.
"Ela realmente vai ficar bem," ele respirou.
"Claro que vai."
"Voc no estava to otimista h dois dias atrs."
"Eu no podia ver direito a dois dias atrs. Mas agora que ela est livre de pontos cegos,  muito fcil."
"Pode ser mais precisa pra mim? No relgio - me d uma estimativa."
Alice suspirou. "To impaciente. Bom. Me d um segundo -"
Respiro lenta.
"Obrigado, Alice." A voz dele estava radiante.
Quanto tempo? Eles no poderiam ao menos falar alto pra mim? Era pedir muito? Quantos segundos mais eu queimaria? Dez mil? Vinte? Outro dia - oitenta e seis mil,
quatrocentos? Mais que isso?
"Ela vai ficar deslumbrante."
Edward grunhiu silenciosamente. "Ela sempre foi."
Alice bufou. "Voc sabe o que eu quis dizer. Olhe pra ela."
Edward n respondeu, mas as palavras de Alice me deram esperana que talvez eu no me parecesse com o carvozinho que eu estava me sentindo. Parecia como se eu fosse
ser s uma pilha de ossos chamuscados agora. Todas as clulas do meu corpo foram reduzidas a p.
Eu escutei o som de Alice saindo do quarto. Eu escutei o assobia provocado pelo movimento dela, atritando nela mesma. Eu escutei o zumbido silencioso da luz do teto.
Eu escutei o fraco vento passando do outro lado da casa. Eu podia ouvir tudo.
L embaixo, algum estava assistindo um jogo de baseball. Os Marines estavam ganhando por duas corridas.
" minha vez," Eeu ouvi Rosalie resmungar pra algum, e houve uma bufada em resposta.
"Hei, vocs," Emmett chamou a ateno.
Algum assobiou.
Eu ouvi mais, mas no havia mais nada a no ser o jogo. Baseball no era interessante o suficiente pra me distrair da dor, ento eu ouvi a respirao de Edward de
novo, contando os segundos.
Vinte e um mil, novecentos e dezessete segundos e meio depois, a dor mudou.
No lado bom das coisas, comeou a desaparecer da ponta dos meus dedos das mos e dos ps. Desaparencendo lentamente, mas pelo menos era algo novo.Tinha que ser isso.
A dor estava acabando...
E ento, a m notcia. O fogo na minha garganta no era como antes. No eestava s pegando fogo, mas queimando tambm. Seco como osso. Queimando com o fogo, queimando
de sede.
Mais ms notcias: o fogo no meu corao ficou mais quente.
Como aquilo era possvel?
Meus batimentos cardiacos, j muito rpidos, acelerarm mais - o fogo os levou a uma batida frentica.
"Carlisle," Edward chamou. Sua voz era baixa, mas clara. Eu sabia que Carlisle ouviria, se eles estivesse dentro ou perto da casa.
O fogo parou de queimar minhas mos, deixando-as felizmente sem dor e frias. Mas foi pro meu corao, que quemava tanto quanto o sol e batia num velocidade alta
e feroz.
Carlisle entrou no quarto, Alice a seu lado. Os passos deles erm to diferentes,, eu podia at mesmo dizer que Carlisle estava  direita e um passo  frente de Alice.
"Escute," Edward disse a eles.
O maior barulho na sala era meu frentico corao, batendo em ritmo de fogo.
"Ah," Carlisle disse."Est quase acabando."
Meu alvio em ouvir suas palavras foram encorbertos pela excruciante dor em meu corao.
Meus pulsos estavam livre e meus tornozelos tambm. O fogo tinha se apagado completamente neles.
"Logo," Alice concordou apidamente. "Eu vou chamar os outros. Eu deveria falar com a Rosalie...?
"Sim - mantenha o beb longe."
O que? No! No! O que ele queria dizer com manter meu beb longe? O que ele estava pensando?
Meus dedos se mexeram - a irritao quebrando a minha fachada. O quarto ficou em silncio a no ser pela batida forte do meu corao enuanto eles todos pararam de
respirar por um instante em resposta.
Uma mo balanou caprichosamente os meud dedos. "Bella? Bella, amor?"
Eu poderia respond-lo sem gritar? Eu considerei aquilo por ummomento, e ento o fogo ficou ainda mais quente no meu peito, drenando dos meus cotovelos e joelhos.
Melhor n arriscar.
"Eu vou subir com eles," Alice disse, uma urgncia em seu tom e eu ouvi o assobio do vento quando ela saiu.
E ento -oh"
Meu corao ficou ainda mais rpido, batendo como se fossem hlices de um helicptero, o som era quase de uma nota em sustenido; parecia que ia saltar pela minhas
costelas. O fogo se concentrou no centro do meu peito, sugando as chamas remanescentes de outras regies pra abastecer a j potente chama. A dor era suficiente pra
me abater, pra quebrar minh algema de ferro da estaca. Minhas costas se arquearam, como se o fogo estivesse me puxando pra cima pelo meu corao.
No permiti que outra parte do meu corpo quebrasse quando o meu tronco bateu de volta na mesa.
Comeou um guerra dentro de mim - meu corao acelerado correndo contra contro o fogo. Ambos estavam perdendo. O fogo estava controlado, consumiu tudo o que era
combustvel; meu corao caminhava pra sua ltima batida.
O fogo se restringiu, concentrando-se dento daquele nico rgo remasnescentemente humano com uma final, insuportvel onda. A onda foi respondida por um profundo
e audivel golpe. Meu corao vacilou duas vezes, e ento bateu silenciosamente de novo s mais uma vez.
No havia som. Nem respirao. Nem mesmo minha. Por um momento, a ausncia de dor era tudo que eu podia perceber.
E ento eu abri meus olhos e olhei por cima de mim, maravilhada.

20 - NOVA
Tudo estava to claro.
Agudo. Definido.
A brilhante luz acima de mim ainda era extremamente vivaz, e mesmo assim, eu ainda podia ver claramente os fios condutores do filamento dentro da lmpada. Eu podia
ver todas as cores do arco-ris na luz branca, e, na pontinha do espectro, eu podia ver uma oitava cor que eu no conseguia identificar.
Atrs da luz, eu conseguia distinguir cada textura no teto de madeira escuro acima. Na frente dele, eu podia ver as partculas de poeira no ar, os lados que a luz
tocava, e os lados escuros, distinta e separadamente. Eles giravam como pequenos planetas, se movendo ao redor uns dos outros numa dana celestial.
A poeira era to linda que eu inalei, chocada; o ar saiu rolando em minha garganta, girando as partculas como num buraco negro. Essa ao pareceu um erro. Eu pensei,
e me dei conta de que o problema  que no havia nenhum alvio ligado a essa ao. Meus pulmes no esperavam por isso. Eles reagiram com indiferena ao refluxo.
Eu no precisava do ar, mas gostava dele. Nele, eu podia sentir o gosto do quarto ao meu redor - as adorveis partculas de poeira, a mistura do ar estagnado com
o fluxo de ar mais fresco que entrava pela porta. Podia sentir a luxria do toque da seda. Sentir a presena de alguma coisa quentinha e desejvel, algo que devia
estar mido, mas no estava... O cheiro fez minha garganta ficar seca, um pouco do veneno se queimou, apesar do cheiro estar afetado por um pouco de creolina e amnia.
Acima de tudo, eu podia sentir o gosto de um cheiro quase com o sabor de mel com violetas e sol que era a coisa mais forte, mais prxima de mim.
Eu ouvi o som dos outros, respirando de novo, agora que eu tinha feito isso. A respirao deles se misturou com o cheiro que era meio parecido com mel e violetas
e sol, trazendo novos sabores. Canela, jacinto, pra, gua do mar, po quentinho, pinho, baunilha, couro, ma, musgos, lavanda, chocolate... Eu tracei uma dzia
de comparaes diferentes em minha cabea, mas nenhuma delas combinava perfeitamente. To doce e agradvel.
A Tv l embaixo foi colocada no "mudo", e eu ouvi algum - Rosalie? - mudar de posio no andar de baixo.
Eu tambm ouvi um som baixo, um som ritmado, com uma voz nervosa gritando ao som da batida. Rap? Eu fiquei confusa por um momento, e ento o som desapareceu, como
um carro passando com as janelas abertas.
Depois de um tempo, eu me dei conta de que era exatamente isso. Eu podia ouvir o que acontecia na estrada?
Eu no tinha me dado conta de que algum estava segurando minha mo at que a pessoa apertou levemente a minha mo. Tal como havia feito antes para amenizar a minha
dor, meu corpo travou com a surpresa. Esse no era o toque que eu esperava. A pele era perfeitamente suave, mas tinha a temperatura errada. No era fria.
Depois desse primeiro segundo congelado de choque, meu corpo respondeu ao toque desconhecido de uma maneira que me assustou mais ainda.
O ar escapou da minha garganta, se chocando contra os meus dentes num som baixo, ameaador, como um enxame de abelhas. Antes que o som tivesse sado, meus msculos
se contraram e se arquearam, se contorcendo pra longe do desconhecido. Eu dei um giro to rpido que a sala deveria ter se tornado um borro incompreensvel - mas
isso no aconteceu. eu vi cada partcula de poeira, cada textura das paredes de madeira, cada detalhe microscpico que estava fora do lugar enquanto passei girando
por eles.
Ento, quando eu me encontrei defensivamente encurvada perto da parede - cerca de um sexto de segundo depois - eu j tinha entendido o que tinha me assustado, e
me dei conta que minha reao foi exagerada.
Oh.  claro. Edward no seria mais frio pra mim. Agora ns tnhamos a mesma temperatura.
Eu me mantive em posio por um oitavo de segundo, me ajustando  cena em minha frente.
Edward estava inclinado sobre a mesa de operao onde eu fui transformada, as mos dele estava erguidas em minha direo, sua expresso ansiosa.
O rosto de Edward era a coisa mais importante, mas minha viso perifrica catalogou todas as outras coisas, s pra garantir. Algum instinto de defesa havia sido
ativado, eu automaticamente procurei por algum sinal de perigo.
Minha famlia de vampiros esperava cautelosamente perto da parede onde ficava a porta, Emmett e Jasper na frente. Como se houvesse perigo. Minhas narinas inflaram,
procurando a ameaa. Eu no conseguia sentir o cheiro de nada errado. O cheiro fraco de algo delicioso - mas misturado com qumicos fortes - fez ccegas na minha
garganta novamente, se preparando para a dor e queimao.
Alice estava espiando por baixo do cotovelo de Jasper com um sorriso enorme no rosto; a luz cintilava nos seus dentes, outra oitava cor no arco-ris.
Aquele sorriso me tranqilizou e ento eu juntei o quebra cabeas. Jasper e Emmett estavam na frente para proteger os outros, tal como eu havia pensado. O que eu
no havia compreendido imediatamente era que o perigo era eu.
Tudo isso eram detalhes. A maior parte dos meus sentidos e minha mente ainda estavam focados no rosto de Edward.
Eu nunca havia o visto antes desse segundo.
Quantas vezes eu olhei para Edward e fiquei maravilhada com sua beleza? Quantas horas - dias, semanas - da minha vida foram gastas sonhando com o que eu havia imaginado
ser a perfeio? Eu pensei que conhecia o rosto dele melhor do que o meu prprio. Eu pensei que essa era a nica coisa fsica e garantida no mundo: a perfeio do
rosto de Edward.
Eu devia estar cega.
Pela primeira vez, sem as leves sombras e fraquezas que limitavam meus olhos humanos, eu vi o rosto dele. Eu fiquei sem ar e lutei com o meu vocabulrio, incapaz
de encontras as palavras corretas. Eu precisava encontrar palavras melhores.
Nesse ponto, a outra parte da minha ateno havia compreendido que no havia nenhum perigo alm de mim mesma, e eu automaticamente sa da posio de defesa; quase
um segundo inteiro se passou desde que eu sa da mesa.
Eu fiquei momentaneamente preocupada pela forma como meu corpo se movia. No momento que eu considerei ficar ereta, eu j estava de p. No houve um breve fragmento
de tempo no qual a ao ocorreu; a mudana foi instantnea, quase como se o movimento no tivesse existido.
Eu continuei a olhar o rosto de Edward, mais uma vez imvel.
Ele tinha se movido ao redor da mesa - cada passo lavava quase meio segundo, cada passo se movendo sinuosamente como a gua de um rio passando sobre pedras lisas
- a mo dele ainda estava erguida.
Eu observei a graa com que ele avanava, absorvendo-a com meus novos olhos.
"Bella?" Ele perguntou num tom baixo, calmante, mas a preocupao em sua voz cercou meu nome de tenso.
Eu no consegui responder imediatamente, perdida como estava no veludo da voz dele. era a mais perfeita sinfonia, sinfonia de um instrumento, um instrumento mais
profundo do que qualquer outro criado pelos homens...
"Bella, amor? Eu lamento. Eu sei que  desorientador. Mas voc est bem. Est tudo bem."
Tudo? Minha mente rebateu, girando em espiral ao redor da minha ltima hora como humana. A memria j parecia meio apagada, como se eu a estivesse observando atravs
de um vu escuro e grosso - porque meus olhos humanos eram meio cegos. Tudo havia sido to obscuro.
Quando ele disse que estava tudo bem, isso inclua Renesmee? Onde ela estava? Com Rosalie? Eu tentei lembrar de seu rosto - eu sabia que ela era linda - mas era
irritante tentar ver atravs de memrias humanas. O rosto dela estava cercado de sombras, to mal iluminado...
E quanto a Jacob? Ele estava bem? Meu sofrido amigo de longa data me odiava agora? ele voltou para o bando de Sam? Seth e Leah tambm?
Os Cullen estavam a salvo, ou a minha transformao havia dado incio a uma guerra com o bando? A segurana disfarada de Edward era um disfarce pra tudo isso? Ou
ele estava apenas tentando me acalmar?
E Charlie? O que eu ia dizer pra ele agora? Ele deve ter ligado enquanto eu estava queimando. O que eles o disseram? O que ele achava que havia acontecido comigo?
Enquanto eu pensei por um pequeno pedao de segundo nas perguntas a fazer primeiro, Edward se aproximou hesitantemente e alisou minha bochecha com as pontas dos
dedos. Suave como cetim, leve como uma pena, e agora combinava exatamente com a temperatura da minha pele.
O toque dele pareceu entrar por debaixo da minha pele, diretamente nos ossos do meus rosto. A sensao fez ccegas, foi eltrica - vibrou em meus ossos, descendo
pela minha coluna, e estremeceu em meu estmago.
Espere, eu pensei enquanto um tremor se transformava num calor, numa vontade. Eu no devia ter perdido isso? deixar essa sensao de lado no era pra ser uma parte
da barganha?
Eu era uma vampira recm nascida. A dor da queimao, a secura na minha garganta eram provas disso. E eu sabia o que ser recm nascida significava. Emoes humanas
e desejos voltariam para mim mais tarde de alguma forma, mas eu j havia aceitado que no os sentiria no incio. Apenas sede. Esse era o acordo, o preo. Eu tinha
concordado em pagar.
Mas enquanto a mo de Edward se curvava para se moldar ao meu rosto como se fosse ao coberto de cetim, desejo percorreu minhas veias ressecadas, passando do couro
cabeludo at os dedos dos meus ps.
Ele arqueou uma sobrancelha perfeita, esperando que eu falasse.
Eu atirei meus braos ao seu redor.
Mais uma vez, no houve movimento. Num momento eu estava ereta e paralisada como uma esttua; no mesmo instante, ele estava em meus braos.
Quentinho - pelo menos, essa era a minha percepo. Com o cheiro doce, delicioso, que eu nunca fui realmente capaz de sentir com meus sentidos nublados de humana,
mas isso era cem por cento Edward. Eu pressionei meu rosto ao seu peito suave.
E ento ele se moveu desconfortavelmente. Se afastou do abrao. Eu olhei para o rosto dele, confusa e assustada pela rejeio.
"Um... cuidadosamente, Bella. Ow."
Eu retirei meus braos bruscamente, cruzando-os atrs de mim assim que eu entendi.
Eu era forte demais.
"Oops", eu murmurei.
Ele deu o tipo de sorriso que teria feito meu corao parar se ele ainda estivesse batendo.
"No entre em pnico, amor", ele disse, erguendo a mo para tocar meus lbios, abertos de horror. "Voc s  um pouco mais forte que eu no momento."
Minhas sobrancelhas se uniram. Eu sabia disso tambm, mas isso parecia mais surreal do que qualquer outra parte desse momento absolutamente surreal. Eu era mais
forte que Edward. Eu o fiz dizer ow.
A mo dele alisou minha bochecha de novo, e eu simplesmente esqueci totalmente minhas preocupaes enquanto outra onda de desejo passava pelo meu corpo imvel.
Essas emoes eram to mais fortes do que as que eu estava acostumada que era difcil me concentrar em apenas uma linha de pensamento apesar do espao extra em minha
cabea.
Cada sensao nova me dominava. Eu lembrei de Edward dizendo uma vez - na minha cabea, a voz dele era uma sombra comparada  claridade musical, cristalina que eu
estava ouvindo agora - que a espcie dele, a nossa espcie, se distraa facilmente. Eu podia entender porque.
Eu fiz um esforo concentrado para me focar. Havia uma coisa que eu precisava dizer. A coisa mais importante.
Muito cuidadosamente, to cuidadosamente que o movimento era discernvel, eu tirei os braos de trs das minhas costas e ergui a mo para tocar sua bochecha. Eu
me recusei a me distrair com a cor perolada da minha mo ou a eletricidade que passou pelos meus dedos.
Eu olhei dentro de seus olhos e ouvi minha prpria voz pela primeira vez.
"Eu te amo", eu disse, mas parecia que eu estava cantando. Minha voz tocou e tilintou como um sino.
Seu sorriso de resposta me deslumbrou ainda mais do que quando eu era humana.; agora eu podia v-lo.
"Tal como eu amo voc", ele me disse.
Ele pegou meu rosto entre suas mos e inclinou seu rosto para o meu - devagar o suficiente pra me lembrar de ser cuidadosa. Ele me beijou, suave como um sussurro,
de repente mais forte, com mais vontade. Eu tentei lembrar de ser gentil com ele, mas era difcil lembrar de alguma coisa em meio s sensaes dominantes, era difcil
me segurar a algum pensamento coerente.
Era como se ele nunca tivesse me beijado - como se fosse o nosso primeiro beijo. E, na verdade, ele nunca tinha me beijado desse jeito antes.
Ele quase me fez sentir culpada. Certamente eu estava quebrando o contrato. Eu tambm no estava permitida a ter isso.
Apesar de no precisar de nenhum oxignio, minha respirao acelerou, ficou rpida como havia estado quando eu estava queimando. Esse era um tipo diferente de fogo.
Algum limpou a garganta. Emmett. Eu reconheci o som profundo imediatamente, gozador e aborrecido ao mesmo tempo.
Eu tinha esquecido que no estvamos sozinhos. E ento eu me dei conta que a forma como eu estava me agarrando a Edward no era exatamente educada  vista das companhias.
Envergonhada, eu dei um meio passo pra trs em outro movimento instantneo.
Edward gargalhou e deu o passo comigo, mantendo o brao preso com fora  minha cintura. Seu rosto estava brilhando - como se houvesse uma chama branca queimando
por trs de sua pele de diamante.
Eu respirei desnecessariamente para me acalmar.
Como esse beijo foi diferente! Eu li a expresso dele enquanto comparava as distintas memrias humanas a essa sensao clara, intensa. Ele parecia... meio convencido.
"Voc estava escondendo isso de mim", eu acusei com minha voz cantante, meus olhos se apertando um pouquinho.
Ele riu, radiante com alvio por tudo ter acabado - o medo, a dor, as incertezas, a espera, tudo isso estava atrs de ns agora. "Isso era meio necessrio naquela
poca", ele me lembrou. "Agora  a sua vez de me quebrar." Ele riu de novo.
Eu fiz uma careta enquanto considerava isso, e ento Edward j no era o nico rindo.
Carlisle passou por Emmett e caminhou rapidamente na minha direo; seus olhos eram apenas um pouco cautelosos, mas Jasper acompanhou seus passos. Eu tambm nunca
tinha visto o rosto de Carlisle, no de verdade. Eu senti uma estranha necessidade de piscar - como se eu estivesse olhando para o sol.
"Como voc se sente, Bella?" Carlisle perguntou.
Eu considerei isso por um milsimo de segundo.
"Abismada. H tanta coisa..." Eu parei de falar, ouvindo o tom da minha voz parecida com sino novamente.
"Sim, pode ser bastante confuso."
Eu balancei a cabea uma vez, num gesto muito rpido. "Mas eu me sinto eu mesma. Eu meio que no esperava isso."
Os braos de Edward se apertaram um pouco ao redor da minha cintura. "Eu te disse", ele cochichou.
"Voc est bastante controlada", Carlisle meditou. "Mais do que eu esperava, mesmo com todo o tempo que voc passou se preparando mentalmente para isso."
Eu pensei nas mudanas selvagens de humor, na dificuldade de me concentrar e sussurrei, "Eu no estou certa disso."
Ele balanou a cabea seriamente, e ento seus olhos parecidos com jias cintilaram de interesse. "Parece que dessa vez fizemos algo certo com a morfina. Me diga,
o que voc se lembra do processo de transformao?"
Eu hesitei, intensamente consciente da respirao de Edward alisando minha bochecha, mandando fascas de eletricidade pela minha pele.
"Tudo era... muito obscuro antes. Eu lembro que o beb no conseguia respirar..."
Eu olhei para Edward, momentaneamente assustada pela memria.
 "Renesmee  saudvel e est bem", ele prometeu com um brilho que eu nunca havia visto antes em seus olhos. Ele disse o nome dela com um fervor declarado. Uma reverncia.
Da mesma forma que as pessoas falavam com seus deuses. "O que voc lembra depois disso?"
Eu me foquei na mscara que estava usando. Eu nunca fui uma boa mentirosa.
" difcil lembrar. Estava to escuro antes. E ento... Eu abri meus olhos e podia ver tudo."
"Incrvel", Carlisle respirou, seus olhos acesos.
Eu fiquei cheia de pesar, e esperei minhas bochechas ficarem vermelhas para me acusar. E ento eu lembrei que nunca mais ia corar de novo. Talvez isso pudesse proteger
Edward da verdade.
No entanto, eu teria que encontrar uma forma de falar com Carlisle. Algum dia. Se um dia ele precisasse criar outro vampiro. Essa possibilidade parecia improvvel,
o que me fazia sentir melhor sobre a mentira.
"Eu quero que voc pense - me diga tudo o que voc lembra", Carlisle pressionou com excitao, e eu no consegui deter a careta que se formou em meu rosto. Eu no
queria ter que continuar mentindo, porque eu podia acabar me atrapalhando. E eu no queria pensar na queimao. Diferente das memrias humanas, essa parte estava
perfeitamente clara e eu descobri que conseguia me lembrar dela com preciso demais.
"Eu, me desculpe, Bella", Carlisle pediu imediatamente. " claro que a sua sede deve ser muito desconfortvel. Essa conversa pode esperar."
At que ele mencionasse, a sede realmente no estava insuportvel. Havia tanto espao na minha cabea. Uma parte separada do meu crebro estava me mantendo cnscia
da queimao na minha garganta, quase como um reflexo. Da mesma forma que meu crebro antigo me lembrava de respirar e piscar.
Mas a premissa de Carlisle trouxe a queimao  frente na minha cabea. De repente, a dor seca era tudo em que eu conseguia pensar, e quanto mais eu pensava nela,
mais doa. Minha mo voou para a minha garganta, como se eu pudesse controlar o fogo de dentro pra fora. A pele do meu pescoo estava estranha embaixo dos meus dedos.
To suave que de alguma forma era macia, apesar de tambm ser dura como pedra.
Edward baixou os braos e segurou minha outra mo, pressionando-a urgentemente. "Vamos caar, Bella."
Meus olhos se arregalaram e a dor da minha sede retrocedeu, deixando o choque em seu lugar.
Eu? Caar? Com Edward? Mas... como? Eu no sabia o que fazer.
Ele leu o alarme na minha expresso e sorriu me encorajando. " bastante fcil, meu amor. Puro instinto. No se preocupe. Eu te mostro." Quando eu no me mexi, ele
deu seu sorriso torto e ergueu as sobrancelhas. "Eu tinha a impresso que voc queria me ver caar."
Eu ri numa rpida exploso de humor (uma parte de mim ouviu admirada o som de sinos batendo) quando as palavras dele me fizeram lembrar das minhas nubladas conversas
humanas. Ento eu levei um segundo inteiro para me lembrar rapidamente dos meus primeiros dias com Edward - o verdadeiro comeo da minha vida - em minha mente para
que eu nunca os esquecesse. Eu no esperava que fosse to desconfortvel lembrar. Como se eu tentasse ver um reflexo em gua barrenta. Eu sabia pela experincia
de Rosalie que se eu pensasse o suficiente nas minhas memrias humanas, eu nunca as perderia com o tempo. Eu no queria esquecer nenhum segundo que passei com Edward,
nem mesmo agora, quando a eternidade de esticava  nossa frente. Eu tinha que ter certeza de que aquelas memrias estavam cimentadas em minha nova memria infalvel
de vampira.
"Vamos?" Edward perguntou. Ele se inclinou para pegar minha mo que ainda estava no meu pescoo. Seus dedos alisaram a coluna da minha garganta. "Eu no quero que
voc se machuque," ele adicionou num murmrio baixo que eu no teria ouvido antes.
"Eu estou bem", eu disse num hbito humano remanescente. "Espere. Primeiro."
Havia tanta coisa. Eu nunca cheguei s minhas perguntas. Haviam coisas mais importantes que a dor.
Foi Carlisle quem falou agora. "Sim?"
"Eu quero v-la. Renesmee."
Era estranhamente difcil dizer seu nome. Minha filha, essas palavras eram ainda mais difceis de pensar. Tudo parecia to distante. Eu tentei me lembrar de como
havia me sentido a trs dias, e automaticamente, minhas mos se libertaram das de Edward e caram no meu estmago.
Plano. Vazio. Eu agarrei a seda plida que cobria a minha pele, entrando em pnico novamente, enquanto uma parte insignificante de mim notava que Alice devia ter
me vestido.
Eu sabia que nada havia sido deixado dentro de mim, e eu me lembrei fracamente da sangrenta cena do parto, mas a prova fsica ainda era difcil de processar. Tudo
o que eu conhecia era o meu amado beb dentro de mim. Fora de mim, ela parecia uma coisa que eu devia ter imaginado. Um sonho desaparecendo - um sonho que era meio
pesadelo.
Enquanto eu lutava com a minha confuso, eu vi Edward e Carlisle trocarem um olhar cauteloso.
"O qu?" Eu quis saber.
"Bella", Edward disse com uma voz tranqilizadora. "Isso realmente no  uma boa idia. Ela  meio humana, amor. Seu corao bate, e sangue corre em suas veias.
At que sua sede esteja decididamente sob controle... Voc no quer coloca-la em risco, quer?
Eu fiz uma careta.  claro que eu no queria aquilo.
Eu estava fora de controle? Confusa, sim. Facilmente desconcentrada, sim. Mas perigosa? Para ela? Minha filha?
Eu no podia ter certeza de que a resposta era no. Ento eu teria que ser paciente. Isso parecia difcil. Porque at que eu a visse novamente, ela no seria real.
S um sonho desaparecendo... de uma estranha...
"Onde ela est?" Eu fiz fora para ouvir, e ento eu pude ouvir o corao batendo no andar abaixo do meu. Eu podia ouvir mais de uma pessoa respirando - baixinho,
como se eles estivessem ouvindo. Havia um som de algo fluindo, um rudo, que eu no conseguia identificar...
E o som das batidas de corao eram to midas e apelativa que eu comecei a sentir minha boca enchendo de gua.
Ento eu definitivamente teria que aprender a caar antes de v-la. Meu beb desconhecido.
"Rosalie est com ela?"
"Sim", Edward respondeu com um tom entrecortado, e eu pude ver que algo em que ele pensou havia o chateado. Eu pensei que ele e Rosalie tivessem esquecido suas diferenas.
A animosidade havia entrado em erupo novamente? Antes que eu pudesse perguntar, ele puxou minhas mos do meu estmago plano, tirando-as gentilmente dali.
"Espere", eu protestei novamente, tentando me focar. "E quanto a Jacob? E Charlie? Me diga tudo o que eu perdi. Por quanto tempo eu fiquei... inconsciente?"
Edward no pareceu reparar em minha hesitao na ltima palavra. Ao invs disso, ele estava trocando outro olhar cauteloso com Carlisle?
"O que h de errado?" Eu sussurrei.
"No h nada errado", Carlisle me disse, enfatizando a palavra de forma estranha. "Nada mudou muito, na verdade - voc s esteve inconsciente por dois dias. Foi
muito rpido, em se tratando dessas coisas. Edward fez um trabalho excelente. Bastante inovador - a injeo de veneno diretamente no corao foi idia dele." Ele
parou para sorrir orgulhosamente para o filho e ento suspirou. "Jacob ainda est aqui, e Charlie ainda acredita que voc est doente. Ele acha que voc est em
Atlanta nesse momento, passando por testes no Centro de Controle de Doenas. Ns passamos um nmero falso pra ele, e ele ficou frustrado. Ele esteve falando com
Esme."
 "Eu devia ligar pra ele...", eu murmurei para mim mesma, mas, escutando a minha prpria voz, eu compreendi as novas dificuldades. Ele no ia reconhecer essa voz.
Eu no ia deixa-lo mais tranqilo. E ento a surpresa anterior se intrometeu. "Espere - Jacob ainda est aqui?"
Outro olhar entre eles.
"Bella", Edward disse rapidamente. "H muita coisa pra discutir, mas ns devamos cuidar de voc primeiro. Voc deve estar sentindo dor..."
Quando ele apontou isso, eu me lembrei da queimao em minha garganta e engoli convulsivamente. "Mas Jacob -"
"Ns temos todo o tempo do mundo para explicaes, amor", ele me lembrou gentilmente.
 claro. Eu podia esperar um pouco mais pela resposta; seria mais fcil escutar quando a sede violenta no estivesse mais atrapalhando minha concentrao. "Okay."
"Espere, espere, espere", Alice chamou da porta. Ela danou atravs do quarto, graciosa como um sonho. Tal como Edward e Carlisle, eu senti choque quando a olhei
pela primeira vez. To adorvel. "Voc prometeu que eu poderia estar l na primeira vez. E se vocs dois passarem no frente de alguma coisa que faa reflexo?"
"Alice -" Edward protestou.
"S vai levar um segundo!" E com isso, Alice saiu correndo do quarto.
Edward suspirou.
"Do que ela est falando?"
Mas Alice j estava de volta, carregando o enorme espelho com moldura do quarto de Rosalie, que era quase duas vezes maior que eu, e vrias vezes mais largo.
Jasper tinha estado to quieto e silencioso que eu no havia reparado nele desde que ele seguiu Carlisle. Agora ele se moveu novamente, para seguir Alice, seus olhos
presos na minha expresso. Porque eu era o perigo aqui.
Eu sabia que ele estaria testando o humor ao meu redor tambm, e ento ele deve ter sentido a onda de choque enquanto eu estudei seu rosto, olhando-o de perto pela
primeira vez.
Para meus olhos humanos cegos, as cicatrizes deixadas por sua antiga vida com os exrcitos de recm nascidos no sul eram praticamente invisveis. Era necessrio
uma luz brilhante para definir as formas enquanto se estudava o rosto dele eu pude descobrir sobre sua existncia.
Agora que eu podia ver, as cicatrizes eram a caracterstica mais dominante de Jasper. Era difcil tirar os olhos de seu pescoo e mandbula devastados - era difcil
acreditar que mesmo um vampiro tivesse sobrevivido a tantas dentadas rasgando sua garganta.
Instintivamente eu fiquei tensa para me proteger. Qualquer vampiro que visse Jasper teria a mesma reao. As cicatrizes eram um placar luminoso. Perigoso, elas gritavam.
Quantos vampiros haviam tentado matar Jasper? Centenas? Milhares? O mesmo nmero que ele matou na tentativa.
Jasper tanto viu quanto sentiu as minhas concluses, meus cuidados, ele sorriu cautelosamente.
"Edward me passou um sermo por no ter te mostrado um espelho no dia do casamento", Alice disse, tirando minha ateno de seu amante assustador. "Eu no vou ser
mastigada novamente."
"Mastigada?" Edward perguntou ceticamente, uma sobrancelha se curvando pra cima.
"Talvez eu esteja exagerando as coisas", ela murmurou ausentemente enquanto virava o espelho para me encarar.
"E talvez isso tenha a ver somente com a minha prpria gratificao de observador", ele concedeu.
Alice piscou para ele.
Eu apenas fui consciente dessa troca com a menor parte da minha concentrao. A maior parte estava dirigida  pessoa no espelho.
Minha primeira reao foi um prazer impensvel. A criatura aliengena no espelho era indiscutivelmente linda, to linda quanto Alice e Esme. Ela era graciosa at
mesmo estando parada, e seu rosto impecvel era plido como a lua contra a moldura de seu cabelo escuros, pesados. Seus membros eram suaves e fortes, sua pele brilhando
sutilmente, luminosa como prola.
Minha segunda reao foi de horror.
Quem era ela? Na primeira olhada, eu no consegui achar meu rosto em lugar algum naquelas feies suaves, de seus planos perfeitos.
E seus olhos! Apesar de eu ter esperado v-los, os olhos dela ainda mandaram um tremor de terror por mim.
Todo o tempo eu estudei e reagi, seu rosto era perfeitamente composto, a face de uma deusa, mostrando absolutamente nada do turbilho dentro de mim. E ento seus
lbios cheios se moveram.
"Os olhos?" Eu sussurrei, sem querer dizer meus olhos. "Quanto tempo?"
"Eles vo escurecer em alguns meses", Edward disse numa voz suave, confortadora. "Sangue de animal dilui a cor mais rapidamente do que a dieta de sangue humano.
No incio eles vo ficar cor de mbar, depois dourados."
Meus olhos ficariam furiosamente vermelhos como chamas por meses?
"Meses?" Minha voz ficou mais alta agora, estressada. No espelho, as perfeitas sobrancelhas se ergueram incredulamente sobre seus brilhantes olhos vermelhos - ainda
mais brilhantes do que haviam estado antes.
Jasper deu um passo  frente, alarmado pela intensidade da minha ansiedade repentina. Ele conhecia vampiros jovens bem demais. Essa emoo era algum pressgio de
um mal comportamento meu?
Ningum respondeu minha pergunta. Eu desviei o olhar, para Edward e Alice. Mas os olhos dos dois estavam um pouco desconcentrados - reagindo ao incmodo de Jasper.
Escutando a sua causa, e procurando por ela no futuro imediato.
Eu dei mais um suspiro profundo, desnecessrio.
"No, eu estou bem", eu prometi a eles. Meus olhos se deslocaram para a estranha no espelho e voltaram. " s... muita coisa para absorver."
A testa de Jasper enrugou, destacando as duas cicatrizes sobre seu olhos esquerdo.
"Eu no sei", Edward murmurou.
A mulher no espelho fez uma careta. "Que pergunta eu perdi?"
Edward sorriu. "Jasper se pergunta como voc est fazendo isso."
"Fazendo o qu?"
"Controlando suas emoes, Bella", Jasper respondeu. "Eu nunca vi um recm nascido fazer isso - parar uma emoo no ato desse jeito. Voc estava aborrecida, mas
quando viu nossa preocupao, vou venceu o aborrecimento, ganhou poder sobre si mesma de novo. Eu estava preparado para ajudar, mas voc no precisou."
"Isso  errado?" Eu perguntei. Meu corpo congelou automaticamente enquanto eu esperava a sentena.
 "No", ele disse, mas a voz dele estava incerta.
Edward alisou meu brao com a mo, como se estivesse me encorajando a descongelar gradualmente. " impressionante, Bella, mas ns no compreendemos. No sabemos
por quanto tempo isso pode durar."
Eu considerei isso por uma poro de segundo. A qualquer momento, eu podia pirar? Virar um monstro?
Eu no podia senti-lo chegando... Talvez no houvesse uma forma de antecipar tal coisa.
"Mas o que voc acha?" Alice perguntou, um pouco impaciente agora, apontando para o espelho.
"Eu no tenho certeza", eu contornei, sem querer admitir quo assustada eu realmente estava.
Eu olhei para a linda mulher com olhos aterrorizantes, procurando por pedaos de mim. Havia alguma coisa no formato dos seus lbios - se voc olhasse alm da deslumbrante
beleza, era verdade que seu lbio superior era um pouco grande demais, um pouco cheio demais para combinar com o inferior. Achar essa pequena falha familiar me fez
sentir um pouco melhor, talvez o resto de mim estivesse l tambm.
Eu ergui minha mo experimentalmente, e a mulher no espelho copiou o movimento, tocando seu rosto tambm. Seus olhos rubros me olhavam cautelosamente.
Edward suspirou.
Eu desviei o olhar dela para olhar pra ele, erguendo uma sobrancelha.
"Desapontado?" Eu perguntei, o tilintar da minha voz impassivo.
Ele riu. "Sim", ele admitiu.
Eu sentir o choque ultrapassar a mscara composta no meu rosto, seguindo imediatamente pela dor.
Alice rosnou. Jasper se inclinou para frente de novo, esperando que eu pirasse.
Mas Edward os ignorou e passou os braos com fora ao redor da minha forma recm congelada, pressionando os lbios  minha bochecha. "Eu estava esperando muito poder
ouvir a sua mente, agora que  mais similar  minha prpria", ele murmurou. "E c estou eu, frustrado como sempre, imaginando o que possivelmente est se passando
em sua cabea."
Eu me senti melhor imediatamente.
"Oh, bem", eu disse suavemente, aliviada porque os meus pensamentos ainda eram meus. "Eu acho que meu crebro nunca vai funcionar da forma correta. Pelo menos eu
sou bonita."
Estava ficando mais fcil fazer piada com ele enquanto eu me ajustava, comeava a pensar em linhas slidas. S pra mim mesma.
Edward rugiu em minha orelha. "Bella, voc nunca foi meramente bonita."
Ento o rosto dele se afastou do meu, e ele suspirou. "Tudo bem, tudo bem", ele disse para algum.
"O qu?" Eu perguntei.
"Voc est deixando Jasper mais nervoso a cada segundo. Talvez ele relaxe quando voc caar."
Eu olhei para a expresso preocupada de Jasper e balancei a cabea. Eu no queria sair do srio aqui, se  que isso aconteceria. Era melhor estar cercada por rvores
do que pela famlia.
"Okay. Vamos caar", eu concordei, um tremor dos meus nervos e a antecipao fazendo meu estmago embrulhar. Eu tirei os braos de Edward de mim, segurando uma das
suas mos, e dei as costas para a estranha e linda mulher no espelho.

21 - A primeira caada
"A janela?" Eu perguntei, os andares de baixo.
Eu nunca tive medo de altura, mas sendo capaz de ver todos os detalhes to claramante fez o prospecto ser menos apelador. Os ngulos das pedras baixo eram mais afiados
que eu jamais teria imaginado.
Edward sorriu. " a sada mais prtica. Se voc estiver com medo, eu posso te carregar."
"ns temos toda a eternidade, e voc est peocupado com o tempo que vai levar pra sair pela porta de trs?"
Ele ficou srio. "Renesmee e Jacob esto no andar de baixo..."
"Oh."
Certo, eu era um monstro agora. Eu tinha que ficar longe de cheiros que pudesse atiar meu lado selvagem. Das pessoas que eu amava em particular. Mesmo aqueles que
eu nem conhecia ainda.
"Renesmee est... bem.. com o Jacob l?" Eu sussurrei. Eu percebi tardiamente que devia ser o corao do Jacob que eu ouvia l embaixo. Eu escutei de novo, mas eu
podia ouvir apenas um pulso constante. "Ele no gosta muito dela."
Os lbios de Edward se contraram de um jeito estranho. "Confie em mim, ela est perfeitamente  salvo. Eu sei exatamente o que o Jacob est pensando."
"Claro," eu murmurei e olhei pro cho de novo.
"Indecisa?" Ele desafiou.
"Um pouco. Eu no sei como..."
E eu estava plenamente consciente da minha famlia atrs de mim, assistindo silenciosamente. A maior parte. Emmett j ria por entre suas respiraes. Um erro, e
ela estaria rolando no cho. Ento as piadas sobre a nica vampira desajeitada do mundo comeariam...
Tambm, aquele vestido - que Alice tinha que ter colocado em mim quando eu estava perdida demais queimando pra perceber - no era o que eu teria pegado pra pular
ou caar. Seda azul com laos? Por que ela achou que eu precisaria daquilo? haveria um coquetel mais tarde?
"Olha pra mim," Edward disse. E ento, muito casualmente, ele pulou da granda janela aberta e caiu.
Eu assisti cuidadosamente, analizando o ngulo em que ele flexionou os joelhos pra absorver o impacto. O som de sua queda foi bem baixo - um som to baixo que poderia
ser comparado a um livro sendo cuidadosamente colocado em uma mesa.
No parecia difcil.
Rangi meus dentes enquanto concentrava, e tentei imitar seu passo casual pra fora da janela.
Ha! O cho parecia se mover em minha direo to suavemente que no havia nada mais do que colocar meus ps - que sapatos Alice tinha colocado em mim? Stilettos?
Ela perdeu o juzo - colocar meus sapatos idiotas exatamente l de modo que a queda no fosse diferente de colocar um p num lugar plano.
Eu absorvi o impactos com a ponta dos ps, pra evitar quebrar meus saltos. Minha aterrisagem pareceu to suave quanto a dele. Eu sorri pra ele.
"Certo. Fcil."
Ele sorriu de volta. "Bella?"
"Sim?"
"Foi um tanto graciosa - mesmo para uma vampira."
Eu pensei naquilo por um instante, e ento eu sorri. Se ele tivesse dito s aquilo, ento Emmett teria rido. Ningum achou aquilo engraado, ento devia ser verdade.
Foi a primeira vez que disseram a palavra graciosa pra mim em toda a minha vida... ou, bem, existncia.
"Obrigada," eu disse  ele.
Ento eu tirei os sapatos de cetim prateada dos meus ps um depois o outro e joguei de volta pela janela. Um pouco forte demais, talvez, mas eu ouvi algum os pegar
antes que eles pudessem danificar os quadros.
Alice resmungou, "O senso de moda dela no melhorou tanto quanto o equilbrio."
Edward pegou a minha mo - eu no podia deixar de ficar maravilhada com sua suavidade, a temperatura confortvel de sua pele - e se dirigiu pelo jardim de trs at
 margem do rio. Eu fui junto com ele sem esforo.
Tudo parecia fisicamente simples.
"Vamos nadar?" Perguntei a ele quando paramos perto da gua.
"E arruinar seu lindo vestido? No. Vamos pular."
Eu apertei meus lbios, pensando. O rio tinha quase cinquenta metros de largura nessa parte.
"Voc primeiro," eu disse.
Ele tocou minha bochecha, deu dois passos pra trs, e correu por aqueles dois passos, lanando-se de uma pedra firmemente presa na margem do rio. Eu estudei o movimento
rpido dele quando ele arqueou-se sobre a gua, finalmente dando uma cambalhota antes de desaparecer nas rvores do outro lado do rio.
"Aparecido," eu resmunguei, e ouvi sua risada.
Eu dei cinco passos pra trs, pra garantir, e respirei fundo.
De repente, eu estava ansiosa de novo. No sobre cair ou me machucar - eu estava com medo de machucar a floresta.
Eu tive que ir devagar, mas eu podia sentir agora - a fora bruta dos meus membros. Eu estava repentinamente certa de que, se eu quisesse passar por debaixo do rio,
ou passar pelo meio da pedra do leito do rio, no me custaria muito. Os objetos ao meu redor - as rvores, os arbustos, as pedras... a casa - comearam a parecer
muito frgeis.
Esperando que que Esme no gostasse de particularmente nenhuma rvore perto do rio, eu comecei a correr. E ento parei quando o lao de cetim rasgou 20 centmetros
na minha coxa. Alice!
Bem, Alice sempre pareceu tratar as roupas como se ela fossem descartveis e fossem ser usadas uma nica vez, ento ela no se importaria com isso. eu me curvei
pra cuidadosamente pegar a costura da bainha no danificada entre meus dedos e, fazendo a menor presso possvel, eu rasguei o vestido at a minha coxa. Ento eu
consertei o outro lado, pra ficar igual.
Muito melhor.
Eu podia ouvir a risada abafada na casa, e at mesmo o som de algum rangendo os dentes. A risada vinha do andar de cima e de baixo, e eu facilmente reconheci a
diferente, rouca, risada do primeiro andar.
Ento Jacob estava assistindo tambm? Eu no podia imaginar o que ele poderia estar pensando agora, o que ele ainda fazia aqui. Eu tinha imaginado que nossa reunio
- se ele pudesse me perdoar - seria num lugar distante no futuro, quando eu estivesse mais estvel, e o tempo tivesse curado as feridas eu que tinha feito em seu
corao.
Eu no me virei pra v-lo agora, cautelosa com as minhas oscilaes de humor. No ia ser bom deixar qualquer emoo forte tomar conta da minha mente. Os medos de
Jasper me deixaram de sobreaviso, tambm. Eu tinha que caar primeiro antes de fazer qualquer outra coisa. Eu tentei me esquecer de tudo, de modo que eu pudesse
me concentrar.
"Bella?" Edward me chamou por entre as rvores, sua voz se aproximando. "Voc que que eu faa de novo?"
Mas eu me lembrava de tudo perfeitamente, claro, e eu no queria dar a Emmett uma razo pra achar mais graa no meu jeito de ser. Era fsico - eu tinha que ser instintiva.
Ento eu respirei fundo e corri pro rio.
Sem o impecilho da minha saia, levou apenas uma corrida pra alcanar a margem da gua. Em menos de um segundo, e ainda em tempo - meus ohos e minha mente perceberam
rapidamente que um passo seria era suficiente. Foi simples colocar o meu p direito na pedra e exercera presso necessria pra mandar o meu corpo ao ar. Eu estava
prestando mais teno em controlar a fora, e ento eu errei na quantidade necessria - mas pelo menos eu no pisei no lado que me deixaria molhada. Os cinquenta
metros do rio pareceram muito fceis de ultrapassar...
Foi estranho, estonteante, eletrizante, mas uma coisa pequena. Um segundo inteiro j tinha passado e eu estava do outro lado.
Eu estava esperando que as rvores juntas fossem ser um poblema, mas elas foram surpreendentemente teis. Foi uma simples questo de esticar uma mo enquanto eu
caa no cho dentro da floresta e me agarrar num ramos; eu balancei suavemente do topo pro cho e ca nos meus ps, ainda que a cinquenta ps do cho.
Foi fabuloso.
Alm do som da minha graciosa risada, eu podia ouvir Edward correndo pra me encontrar. Meu salto foi duas vezes mais longo que o dele. Ele alcanou a minha rvore,
seus olhos arregalados. Eu agilmente pulei pro ramo a seu lado, sem fazer barulho aterrisando sobre a ponta dos meus pes.
"Foi bom?" Eu me perguntei, minha respeirao acelerada de excitao.
"Muito bom." Ele sorriu em aprovao, mas o seu tom causal no combinava com a surpresa em seus olhos.
"Podemos fazer de novo?"
"Foco, Bella - ns estamos indo caar."
"Oh, esta certo." Eu concordei. "Caar."
"Me siga... se voc puder." Ele resmungou, sua expresso repentinamente desafiadora, e comeou a correr.
Ele era mais rpido que eu. Eu no conseguia imaginar como ele movia suas pernas com tanta velocidade, mas era mais rpido que eu.
Contudo, eu era mais forte, e todo cada passo meu equivalia a trs dele. E ento eu voei com ele pelas rvores, a seu lado, no seguindo-o. Enquanto eu corria, eu
no podia evitar de rir silenciosamente daquilo; a risada sequer me fez mais lenta ou confundiu meu foco.
Eu podia finalmente entender porque Edward nunca acertava as rvores quando corria - uma pergunta que eu sempre foi um mistrio pra mim. Era uma sensao singular,
o equilbrio entre velocidade e clareza. Para, enquanto eu me lanava acima, abaixo, e embora o labirinto de rvores tenha se reduzido a uma mancha verde, eu podia
cada folha em cada pequeno galho de cada arbusto que eu passei.
Fez o meu cabelo voar e meu vestido se embolar nas minhas costas, e embora eu soubesse que no deveria, eu sentia o calor na minha pele. Assim como os cho spero
da floresta no deveria parecer veludo aos meus ps, os galhos que chicoteavam na minha pele no deviam parecer penas.
A floresta era mais viva do que eu jamais soube - pequenas criaturas que eu jamaios pensei existirem em abundncia nas minhas proximidades. Os animais tinhm uma
reao muito mais sbia em relao ao nosso cheio do que os humanos pareciam ter. Certamente, tinha o efeito oposto em mim.
Eu ainda esperava ficar sem flego mas minha respirao era sem esforo. Eu esperei que meus msculos comeassem a queimar, mas minha fora parecia crescer enquanto
eu me acostumava aos meus passos.
Meus saltos ficavam mais largos, e logo ele teria que tentar me acompanhar. Eu ri de novo, exultante, quando ouvi ele cair l atrs. Meus ps descalos tocavam to
pouco o cho que eu me sentia mais voando do que correndo.
"Bella," ele chamou secamente, sua voz mesmo, cansada. Eu no podia escutar mais nada; ele tinha parado.
Resumidamente considerei a amotinao.
Mas, com uma olhada, virei e me desviei rapidamente pro seu lado, algumas centenas de metros atrs. Eu olhei pra ele cheia de expectativas. Ele estava sorrindo,
com uma sobracelha levantada. Ele era to lindo que eu s podia olhar.
"Voc quer continuar no pas?" Ele perguntou divertidamente. "Ou voc estava planejando ir pro Canad esta tarde?"
"Isso  bom," eu concordei, me concentrando menos no que ele dizia e mais no jeito hipnotizante que ele mexia seus lbios quando falava. Era difcil no me distrair
com todas as coisas novas que meus poderosos olhos me mostravam. "O que ns estamos caando?"
"Alces. Eu pensei em algo mais fcil pra voc da primeira vez..."
Ele diminuiu quando meus olhos se fecharam ao som da palavra fcil.
Mas eu no ia discutir; eu estava sedenta. Assim que comecei a pensar sobre o secura queimando em minha garganta, isso era tudo em que eu coseguia pensar. Definitivamente
ficando pior. Minha boca parecia como s quatro da tarde numa tarde de junho no Vale da Morte.
"Onde?" Eu perguintei, olhando pelas rvores, impaciente. Agora que eu estava prestando a ateno  minha sede, isso pareceu diminuir qualquer outro pensamento da
minha cabea, at mesmo os meis prazeirosos pensamentos sobre estar correndo, e os lbios de Edward e o beijo e... queimando de sede. Eu no podia deixar de pensar
nisso.
"Espere um minuto," ele disse, colocando suas mos suavemente nos meus ombros. A urgncia da minha sede retrocedeu momentaneamente ao toque dele.
"Agora feche seus olhos," ele murmurou. Quando eu obedeci, ele colcou suas mos em meu rosto, acariciando me rosto. Eu senti minha respirao acelerar e esperei
inutilmente ficar corada.
"Escute," Edward instruiu. "O que voc ouve?
Tudo, eu teria dito; sua voz perfeita, sua respirao, os lbios dele se tocando quando ele falava, o sussuro dos pssaros alisando suas penas com o bico no topo
das rvores, os batimentos do corao deles, as folhas da rvores balanando, o barulhinhos das fomigas seguindo umas as outras numa grande fileira no tronco de
uma rvore prxima. Mas eu sabia que ele queri dizer de uma coisa especfica, ento eu deixei minhas orelhas abertas, procurando algo diferente zumbido da vida ao
meu redor. Havia um espao aberto perto da gente - o vento fazia um som diferente na grama exposta - e um pequeno crrego, com um leito rochoso. E l, perto do barulho
da gua, havia o marulhar de lnguas, e uma sonora batida de coraes, bombeando correntes grossas de sangue...
Parecia que os lados da minha garganta iam se juntar...
"No crrego, a nordeste?" Eu perguntei, meus olhos ainda fechados.
"Sim." O tom dele era aprovador. "Agora... espere pela brisa de novo e... qual o cheiro voc sente?"
Maior parte, dele - o estranho perfume de lils-mel-e-sol. Mas o rico cheiro da terra e de musgo, a resina das sempre verdes, o calor, quase abundante cheiro de
roedores escondidos nas fendas das rvores. Eu me foquei na gua e encontrei o cheiro que devia tinha vindo com o barulho da gua e das batidas de corao. Um outro
cheiro quente, rico e picante, mais forte que os outros. E quase to desagradvel quanto o riacho. Eu tapei meu nariz.
Ele riu. "Eu sei - demora um tempo at se acostuma."
"Trs?" Eu supus.
"Cinco. H mais dois atrs deles, nas rvores."
"O que eu fao agora?"
A voz dele soou como se ele estivesse sorrindo. "O que voc acha que tem que fazer?"
Eu pensei, meus olhos ainda fechados enquanto eu escutava e sentia o cheiro. Outro ataque de sede invadiu meu subconsciente, e repentinamente o quente, picante odor
no era to rejeitvel. Pelo menos era alguma coisa quente e mida pra desressecar a minha boca. Meus olhos se abriram.
"No pense nisso," ele sugeriu enquanto levantava suas mos pro meu rosto e dava um passo pra trs. "Apenas siga seus instintos."
Eu deixei que fosse guiada pelo cheiro, pouco consciente do meu movimentou quando eu voei pra pequena clareira de onde a corrente veio. Meu corpo posicionou-se pra
frente automaticamente aganchando enquanto eu hesitava atrs das vores. Eu podia ver um macho grande, duas dzias de chifres ornando sua cabea,  beira do riacho,
e a sombra dos outros quatro apontando pra leste na floresta em cmera lenta.
Eu me centrei no cheiro do macho, o ponto mais quente em seu pescoo peludo, onde o calor pulsava mais forte. Apenas trinta metros - dois ou trs pulos - entre ns.
Eu me preparei pro primeio pulo.
Mas meus msculos se contraram na preparao, o vento mudou, ficando mais forte agora, e vindo do sul. Eu no parei de pensar, desviando das rvores num caminho
pependicular ao do meu plano original, assustando o alce pra floreta, correndo atrs de uma fragrncia to atrativa que no havia escolha. Era impulsivo.
O cheiro dominava completamente. Eu estava focada quando segui, consciente apenas do sede e do cheiro que primetia saci-la. A sede ficou pior, to dolorosa agora
que confundiu meus outros pensamentos e eu comecei a me lembrar do fogo queimando nas minhas veias.
Havia apenas uma coisa que teria chance de entrar no meu foco agora, um instinto mais poderoso, mais poderoso do que a necessidade de extinguir o fogo - era o instinto
de me proteger. Auto-preservao.
Eu estava repentinamente alerta ao fato de que estava sendo seguida. O impulso do irresistvel cheiro indo contra o impulso de voltar e defender minha caa. Uma
bolha de som se fez em meu peito, meus lbio deixaram os meus dentes  mostra em sobreaviso. Meus ps ficaram mais lentos, a necessidade de proteger minha retaguarda
lutando contra o desejo de saciar minha sede.
E ento eu podia ouvir meu perseguidor avanado, e a defesa ganhou. Assim que virei, o crescente som subiu e saiu da minha garganta.
O feroz rosnado, saindo da minha prpria boca, foi to inesperado que me deu um pouco de lucidez. Isso me desconsertou e limpou a minha mente por um instante - a
cegueira causada pela sede retrocedeu, embora a sede ainda queimasse.
O vento mudou, trazendo o cheiro da terra mida e da chuva pro meu rosto, alm de me livrar do apelo de outro cheiro - um cheiro to delicioso que s podia ser humano.
Edward parou um pouco distante, os braos levantados como se fosse me abraar - ou me conter. O seu rosto estava tenso e cauteloso, horrorizado.
Eu percebi que estava prestes a atac-lo. Com um grande solavanco, eu endireitei minha posio de defesa. Eu prendi a repirao enquando refocava, temendo o poder
da fragrncia vindo do sul.
Ele conseguia ver a razo voltar pro meu rosto, e deu um passo em minha direo, abaixando os braos.
"Eu tenho que sair daqui," eu disse pelos meus dentes, usando o ar que eu tinha.
O choque atravessou seu rosto. "Voc pode sair?
Eu no tinha tempo de perguntar o que ele queria dizer com isso. Eu sabia que a habilidade de pensar claramente s ia durar at que eu pudesse parar de pensar em-
Eu disparei a correr de novo, rapidamente em direo ao norte, concentrando somente no desconfortvel sentimento de privao sensorial que parecia ser a nica resposta
do meu corpo  falta de ar. Minha nica chance era correr pro mais longe pra que o cheio atrs de mim fosse simplesmente perdido. Impossvel de achar, mesmo se eu
mudasse a minha mente...
Mais uma vez, eu estava consciente de estar sendo seguida, mas eu estava s dessa vez. Eu combati o instinto de respirar - pra usar os sabores do ar e ter certeza
de que era Edward. Eu no tive que lutar muito;embora eu estivesse correndo mais rpido e eu jamais tinha corrido antes, voando como um cometa diretamente pelo caminho
eu podia achar as rvores; Edward me pegou depois de um minuto.
Um novo pensamento me ocorreu, e eu parei, meus ps parados. Eu tinha certeza que seria seguro ali, mas eu prendi a respirao, s pra garantir.
Edward passou por mim, surpreso com minha parada repentina. Ele voltou e estava ao meu lado em um segundo. Ele colocou suas mos nos meus ombros e olhou nos meus
olhos, o choque ainda era a expresso dominante em seu rosto.
"Por que voc fez isso?" Ele perguntou.
"Voc me deixou te alcanar antes, no foi?" Eu perguntei de volta, ingorando sua pergunta. Eu eu pensei que estava indo to bem.
Quando eu abri minha boca, eu podia degustar o ar - ele estava impoluto agora, sem qualquer trao do perfume que atormentou a minha sede. Eu respirei cautelosamente.
Ele balanou a cabea, evitando ser desviado. "Bella, como voc fez aquilo?"
"Fugir? Eu prendi a respirao."
"Mas como voc parou de caar?"
"Quando voc veio atrs de mim... Eu sinto muito sobre aquilo."
"Por que voc est pedindo desculpas pra mim? Eu sou o nico que foi descuidado. Eu supus que ningum estaria to longe das trilhas, mas eu tinha que ter checado
antes. Eu erro muito estpido! Voc no tem nada do que se desculpar."
"Mas eu rosnei pra voc!" Eu ainda estava horrorizada que eu fui fisicamente capaz de tal blasfmia.
"Claro que voc rosnou.  o mais natural. Mas eu no consigo entender como voc fugiu."
"O que mais eu poderia fazer?"Eu perguntei. A atitude dele me confundiu - o que ele queria que tivesse acontecido? "Poderia ser algum que eu conheo!"
Ele olhou pra mim, repentinamente rompendo-se em uma sonora gargalhada, jogando sua cabea pra trs e fazendo o som ecoar pelas rvores.
"Por que voc est rindo de mim?"
Ele parou, e eu podia ver que ele estava meio zangado.
Controle-se, eu pensei comigo mesma. Eu tinha que contorolar meu temperamento. Como se eu fosse uma lobisomem jovem ao invs de uma vampira.
"Eu no estou rindo de voc, Bella. Eu estou rindo poque estou em choque. E eu estou em choque porque eu estou completamente assombrado."
"Por qu?"
"Voc no deveria ser capaz de fazer nada disso. Voc no deveria ser to... racional. Voc no devia ser capaz de ficar aqui discutindo isso comigo calma e tranquilamente.
E, mais que tudo, voc no devia ser capaz de freiar uma caada com o cheio de humano no ar. At mesmo vampiros amadurecidos tm dificuldade de fazer isso - ns
somos sempre muito cuidadosos sobre onde ns caamos de modo que no nos coloquemos no caminho da tentao. Bella, voc est se comportando como se tivesse dcadas
de idade."
"Oh." Mas eu sabia que ia ser difcil. Era por isso que eu estava to em guarda. Eu estava esperando que fosse difcil.
Ele colocou suas mos no meu rosto de novo, e seus olhos estava maravilhados. "O que eu no daria pra conseguir ver a sua mente por apenas esse momento."
Emoes fortes. Eu estava preparada pra parte da sede, mas no pra isso. Eu estava certa que no seria do mesmo jeito quando ele me tocasse. Bom, de fato, no era
a mesma coisa.
Era mais forte.
Eu me estiquei pra tocar seu rosto; meus dedos passaram pelos seus lbios.
"Eu pensei que eu no me sentiria desse jeito por muito tempo?" Minha incerteza fizeram das palavras uma pergunta. "Mas eu ainda quero voc."
Ele piscou em choque. "Como voc consegue se concentrar nisso? Voc no est insuportavelmente com sede?"
Claro que eu estava agora, agora que ele me lembrou!
Eu tentei engolir e ento suspirei, fechando meus olhos como eu tinha feito antes pra ajudar a me concentrar. Eu deixei meus sentidos oscilarem ao meu redor, tensa
dessa vez pra se acaso algum outro ataque violento por causa do delicioso cheiro.
Edward baixou as mos, nem mesmo respirou quando eu ouvi cada vez mais distante na teia de verde, separando os cheiros e sons no to apelativos  minha sede. Tinha
um trao de uma coisa diferente, um trao fraco  leste...
Meus olhos se abriram de repente, mas o meu foco estava nos sentidos mais aguados quando eu me virei e disparei pra leste. O cho passou abruptamente quase ao mesmo
tempo, e eu corri numa posio de caada, perto do cho, indo pras rvores uando era mais fcil. Eu sentia melhor que ouvia Edward comigo, voando silenciosamente
pelas rvores, me deixando guiar.
A vegetao se esmaecia quando eu me curvava mais; o cheiro de campo e resina ficando mais forte, enquanto eu percorria a trilha - era um cheiro quente, mais aguado
do que o cheiro de alce e mais apelativo. Alguns segundos mais e eu poderia ouvir os passos silenciosos dos imensos ps, muito mais claros que o barulho de cascos.
O som estava alto - nos ramos ao invs de no cho. Automaticamente eu disparei para os ramos tambm, ganhando uma posio estratgica, em cima de uma rvore.
O suave barulho de patas prosseguiu secretamente abaixo de mim agora; o precioso cheiro estava muito prximo. Meus olhos apontaram o movimento conectado ao som,
e eu vi o amarelada pele do grande gato escapulindo junto ao grande arbusto de uma trepadeira bem abaixo de onde eu estava espreitando. Ele era grande - facilmente
quatro vezes o meu peso. Seus olhos olhavam o cho; o gato caava, tambm. Eu senti o cheiro de algo menor, misturando-se ao aroma da minha presa, agachada embaixo
da rvore. O rabo do leo contraa-se espasmodicamente enquanto ele se preparava pra correr.
Com um pulo rpido, eu zarpei pelo ar e aterrisei no arbusto de leo. Ele sentiu sentiu a madeira tremer e se virou, grinhiu em surpresa e desafio. Ele findou o
espao entre ns, seus olhos brilhando de fria. Enlouquecida pela sede, eu ignorei as presas e garras amostra e me lancei sobre ele, derrubando-nos no cho da floresta.
No era muito uma luta.
As garras afiadas dele poderiam ter se reduzido a dedos por todo o impacto que eles tiveram na minha pele. Seus dentes no tiveram sucesso contra meu ombro ou minha
garganta, e sua instintiva resistncia era lamentavelmente fraca contra a minha fora. minhamandibula se fecharam facilmente no ponto preciso onde o fluxo quente
estava concentrado.
Foi to dificil quanto morder manteiga. Meus dentes eram como ao afiado; eles cortaram atravs do plo e da gordura e nervos como se eles nem estivessem ali.
O sabor era ruim, mas o sangue era quente e mido, ento acalmou a coceira enquanto eu bebia impetuosamente. A fora do gato diminuia progressivamente e seus gritos
acabaram num gemido. O calor do sangue radiante por todo o omeu corpo, aquecendo at as pontas dos meus dedos da mo e dos ps.
O leo tinha acabado antes que eu estivesse saciada. A sede iluminou-se de novo quando ele ficou seco, e eu empurrei a carcaa dele pra longe de mim em desgosto.
Como eu ainda podia ter sede depois de tudo aquilo?
E me pus ereta num moviimento rpido. Esperando, eu percebi que estava um pouco bagunada. Eu limpei o meu rosto com as costas da mo e tentei arumar o vestido.
As garras no tiveram efeito sobre a minha pele, mas tinha tido contra o cetim.
"Hmm," Edward disse. Eu olhei pra cima pra v-lo casualmente encostado no tronco de uma rvore, me assistindo com um olhar pensativo.
"Eu acho que poderia ter feito melhor." Eu estava coberta de sujeira, meu cabelo bagunado, meu vestido manchado de sangue e em frangalhos. Edward no chegava em
casa de caadas daquele jeito.
"Voc foi perfeitamente bem," ele me assegurou. " s que  mais difcil assistir isso do que eu pensei que seria."
Eu segui minhas sobrancelhas, confusa.
"Vai contra meus princpios," ele explicou, "deixar voc lutar contra lees. Eu estava ansioso pra atacar o tempo todo."
"Bobo."
"Eu sei. Velhos hbitos no morrem. Eu gostei dos melhor a menos do seu vestido."
Se eu pudesse, eu teria corado. Eu mudei de assunto. "Por que eu continuo com sede?"
"Porque voc  jovem."
Eu suspirei. "E eu suponho que no haja outro leo das montanhas por perto."
"Muitos cervos."
Eu fiz careta. "Eles no cheiram bem."
"Herbvoros. Os carnvoros tm o cheiro mais prximo dos humanos," ele explicou.
"No muito como os humanos," eu discordei, tentando no lembrar.
"Ns podemos voltar," ele disse solenemente, mas tinha uma tom de brincadeira em seu olhar."Quem quer que estivesse l fora, se fossem homens, eles provavelmente
no se importariam em ser mortos por voc." Seus olhos percorreram meu vestido de novo. "Na verdade, eles pensariam que j estavam mortos e tinham ido pro paraso
no momento em que te vissem."
Eu revirei os olhos e bufei. "Vamos caar alguns herbvoros fedorentos."
Ns encontramos um grande grupo de cervos enquanto corriamos de volta pra casa. Ele caou comigo dessa vez, agora que eu tinha pegado o jeito. Eu derrubei um grande
macho, fazendo mais ou menos a mesma baguna que fiz com o leo. Ele tinha acabado com dois antes que eu pudesse acabar com um, sem se descabelar ou manchar sua
camisa branca de sangue. Ns seguimos o espalhado e aterrorizado rebanho, mas ao invs de comer de novo, dessa vez eu assisti atenciosamente como ele era capaz de
caar sem fazer sujeira.
Todas as vezes que eu desejei que Edward no me deixasse pra trs quando fosse caar, eu secretamente ficava um pouco aliviada. Porque eu sabia que ver aquilo ia
ser um pouco assustador. Horripilante. Como se v-lo caando fosse definitivamente faz-lo parecer como um vampiro pra mim.
Claro, era muito diferente sob essa perpectiva, de ser uma vampira. Mas eu duvidei que mesmo meus olhos humanos perderiam a beleza ali.
Foi surpreendentemente sensual o que eu experimentei observando Edward caar. Sua corrinda suave era sinuosa como o bote de uma cobra; as mos dele eram to precisas,
to fortes, to completamente difceis de escapar; seus lbios erm to perfeitos quando ele deixava os dentes brilhantes a mostra. Ele era glorioso. Eu senti uma
sbita onda de orgulho e desejo. Ele era meu. Nada poderia tirar ele de mim agora. Eu era forte demais pra ser tirada do seu lado.
Ele era muito rpido. Ele virou pra mim e olhou curiosamente pra minha expresso maldosa.
"No est mais com sede?" Ele perguntou.
Eu me encolhi. "Voc me distraiu. Voc  muito melhor niso do que eu."
"Sculos de prtica." Ele sorriu. Os olhos dele tinham um desconcertante tom de dourado agora.
"S um," eu corrigi.
Ele riu. "Voc est satisfeita por hoje? Ou queria continuar?"
"Satisfeita, eu acho." Eu me sentia bem cheia, meio viscosa, at. Eu no tinha certeza de mais quantos litros caberiam no meu corpo. Mas o fogo em minha garganta
estava apenas adormecido. E de novo, Eu sabia que a sede era uma parte dessa vida que eu no podia fugir.
E valia a pena.
Eu me senti sob controle. Talvez meu senso de seguana fosse falso, mas eu me sentia muito bem por no ter matado ningum hoje, Se eu podia resistir humanos estranhos,
eu no seria capaz de resistir a um lobisomem e um beb meio vampiro que eu amava?
"Eu quero ver Renesmee," eu disse. Agora que a minha sede estava controlada(nada mais perto de saciada), minhas preocupaes eram difceis de esquecer. Eu queria
reconciliar a estranha que era minha filha com a criatura que eu amava a trs dias atrs. Era to estranho, to ruim no t-la ao meu lado ainda. Abruptamente, eu
me senti vazia e preocupada.
Ele me estendeu a sua mo. Eu segurei, e sua pele estava mais quente que antes. Suas bochechas estavam vagamente coradas, as sombras sob seus olhos tinham desaparecido.
Eu era incapaz de resistir em carinhar seu rosto. E de novo.
Eu meio que esqueci que estava esperando por uma resposta pro meu pedido quando olhei pros seus brilhantes olhos dourados.
Era quase to difcil quanto fugir do cheiro do sangue humano, mas de alguma forma a necessidade de ser cuidadosa firmemente na minha cabea quando eu me estiquei
na ponta dos ps e coloquei meus braos em volta dele. Carinhosamente.
Ele no estava to hesitante em seus movimentos; os braos deles se fecharam na minha cintura e ele me puxou fortemente pra mais perto do corpo dele. Os lbios dele
se tocaram aos meus, mas pareciam suaves. Meus lbios no mais se moldavam aos dele; eles continuavam do jeito deles.
COmo antes, era com se o toque da pele dele, seus lbios, sua pele, estivessem se adaptando  minha maciez, dura pele e meus novos ossos. A todo o meu corpo. Eu
no tinha imaginado que eu pudesso am-lo ainda mais do que j amava.
Minha antiga mente no era capaz de suportar tamanho amor. Meu antigo corao no era forte o suficiente pra suportar.
Talvez essa fosse a parte de mim que eu tivesse trazido e intensificado na minha vida nova. Como a compaixo de Carlisle e a devoo de Esme. Eu provavelmente nunca
seria capaz de fazer nada interessante ou especial como Edward, Alice ou Jasper podiam fazer. Talvez eu apenas amaria Edward mais do que qualquer um na histria
jamais amoou algum.
Eu podia viver com aquilo.
Eu me lembrava de partes disso - enrolando meus dedos nos cabelos dele, seguindo os traos de seu peito - mas outras partes eram novas. Era uma experincia completamente
diferente Edward me beijando sem medo, to intensamente. Eu respondi  intensidade dele, e de repente estvamos caindo.
"Oops," eu disse, e ele riu embaixo de mim. "Eu no quis empurrar voc assim. Voc est bem?"
Ele acariciou meu rosto. "Um pouco melhor que bem. E uma expresso perplexa invadiu seu rosto. "Renesmee?" Ele perguntou sem certeza, tentando apurar o que eu mais
queria naquele momento. Uma questo difcil de reponder, porque eu queria muitas coisas ao mesmo tempo.
Eu no podia dizer que ele no estava exatamente averso em acabar com a nossa viagem de volta, e era difcil pensar muito, que no fosse sua pele na minha - no
havia muito mais do vestido mesmo. Mas as lembranas de Renesmee, antes e depois de nascer, estavam ficando cada vez mais surreais pra mim. Muito improvveis. Todas
as minhas lembranas dela, eram lembraas humanas; uma aura de superficialidade sobre elas. Nada parecia real que no tivesse sido vista com esses olhos, tocadas
por essas mos.
Cada minuto, a realidade daquela pequena estranha ficava mais fosca.
"Renesmee," eu concordei, sentida, e fiquei em p de novo, puxando ele comigo.

22. PROMETIDA
Pensar em Renesmee a trouxe para o palco central em minha estranha, nova, e ampla, porm distrada mente. Tantas perguntas.
"Me fale sobre ela," eu insisti quando ele pegou em minha mo. Unindo-se lentamente.
"Ela no  como mais nada no mundo," ele me disse, e o som de uma quase devoo religiosa estava l de novo em sua voz.
Senti uma pontada de cime por este estranho. Ele a conhecia e eu no. Isso no era justo.
"Quanto ela se parece com voc? Quanto se parece comigo? Ou como eu era, sei l."
"Parece que  justamente dividida."
"Ela tinha temperamento quente," eu lembrei.
"Sim. Ela tinha uma batida no corao, apesar de bater um pouco mais rpido que o de um humano. Sua temperatura  um pouco mais quente que o de o normal tambm.
Ela dorme."
"Srio?"
 "Bem demais para um recm-nascido. Os nicos pais no mundo que no precisam dormir, e nossa filha j dorme a noite toda." Ele riu.
Eu gostei da maneira como ele disse 'nossa filha'. As palavras a tornaram mais real.
"Ela tem exatamente a cor de seus olhos - ento isso no ficar perdido no fim das contas." Ele sorriu para mim. "Eles so to lindos."
"E as partes de vampiro?" perguntei.
"Sua pele parece ser to impenetrvel quanto a nossa. No que algum sonharia em testar isso."
Eu pisquei para ele, um pouco abalada.
"Claro que ningum testaria," ele me garantiu de novo. "Sua dieta... bem, ela prefere beber sangue. Carlisle continua tentando persuadi-la a beber o leite substituto
para beb tambm, mas ela no tem muita pacincia com isso. No posso dizer que a culpo - cheiro de coisa nojenta, mesmo para comida humana."
Eu bocejei agora. Ele fez isso parecer como se eles estivessem tendo conversas. "Persuadi-la?"
"Ela  inteligente, chocantemente, e progride em um ritmo imenso. Mesmo que ela no fale - ainda - ela se comunica bem efetivamente."
"No. Fala. Ainda."
Ele diminuiu nosso passo adiante, me deixando absorver isso.
"O que voc quer dizer, ela se comunica efetivamente?" eu pedi.
"Eu acho que ser mais fcil pra voc... ver por si mesma.  mais difcil para descrever."
Considerei isso. Eu sabia que tinha muito que eu precisava ver por mim mesma, antes disso ser real. Eu no estava certa no quo mais estava pronta para isso, ento
mudei o assunto.
"Por que Jacob ainda est aqui?" perguntei. "Como ele consegue agentar? Por que ele agentaria?" O toque de minha voz tremeu um pouco. "Porque ele teria que sofrer
mais?"
"Jacob no est sofrendo," ele disse em um novo tom estranho. "Apesar de eu desejar mudar suas condies." Edward adicionou pelos dos dentes.
"Edward!" eu assobiei, puxando-o com fora para parar (e me sentindo um pouco assustada com a presuno que eu era capaz de ter.) "Como pode dizer isso? Jacob tem
dado tudo para nos proteger! O que eu o fiz passar -!" eu me contrai pela turva memria de vergonha e culpa. Parecia estranho agora que eu precisava dele tanto ento.
Aquele senso de ausncia sem ele perto tinha desaparecido; deve ter sido fraqueza humana.
"Voc ver exatamente como eu posso dizer isso," Edward resmungou. "Eu o prometi que o deixaria se explicar, mas duvido, voc ser muito diferente do que eu. Claro,
eu estou muitas vezes errado sobre seus pensamentos, no ?" ele apertou os lbios e me olhou.
"Explicar o que?"
Edward sacudiu a cabea. "Eu prometi. Apesar de no saber se eu realmente o devo alguma coisa mais...." Seus dentes rangeram junto.
"Edward, eu no entendo." Frustrao e indignao passaram pela minha cabea. Ele acariciou minha bochecha e ento sorriu gentilmente quando meu rosto se endireitou
em resposta, desejo momentaneamente rejeitando a contrariedade. " mais difcil do que voc faz parecer, eu sei. Eu lembro."
"Eu no gosto de me sentir confusa."
"Eu sei. E vamos te levar para casa, ento voc poder ver por si mesma."
Seus olhos correram pelos resqucios do meu vestido enquanto ele falava em voltar para casa, e ele franziu a sobrancelha. "Hmm." Depois de meio segundo de pensamento,
ele desabotoou sua camisa branca e segurou para que eu colocasse meus braos.
"Ruim assim?"
Ele sorriu.
Escorreguei meus braos nas suas mangas, e ento abotoei rapidamente sobre o meu spero corpo. Claro, isso o deixou sem uma camisa, e era impossvel no achar aquilo
perturbador.
"Eu te alcano," eu disse, e depois preveni, "sem jogar desta vez!"
Ele soltou minha mo e sorriu. "Em sua marca..."
Encontrar meu caminho para minha nova casa era mais simples do que caminhar at a rua de Charlie para minha antiga casa. Nosso cheiro deixou uma clara e fcil trilha
a seguir, mesmo correndo o mais rpido que pude.
Edward tinha me batido at que atravessamos o rio. Eu tive a chance e fiz meu salto antes, tentando usar minha fora extra para ganhar.
"H!" Eu exultei quando ouvi meu p tocar a grama primeiro.
Escutando a aterrissagem dele, ouvi algo que no esperava. Alguma coisa alta e muito prxima. O som de um corao.
Edward estava atrs de mim no mesmo segundo, suas mos apertaram o topo de meus braos.
"No respire," ele me alertou urgentemente.
Eu tentei no ficar em pnico com minha congelada meia-respirao. Meus olhos eram as nicas coisas que se moviam, girando instintivamente para encontrar a origem
do som.
Jacob ficou de p na linha onde a floresta tocava o gramado dos Cullen, seus braos cruzados em seu corpo, seus dentes trincados firmemente. Invisvel por entre
as matas atrs dele, eu ouvi agora dois grandes coraes, e a fraca coliso das patas enormes sob as plantas.
"Cuidado, Jacob," Edward disse. Um resmungo da floresta ecoou sob a preocupao de sua voz. "Talvez isto no seja a melhor maneira -"
"Voc acha que seria melhor deixa-la prxima ao beb primeiro?" Jacob interrompeu.  seguro ver como Bella lida comigo. Eu me curo rpido."
Isso era um teste? Ver se eu poderia no matar Jacob antes de tentar no matar Renesmee? Me senti doente de maneira estranha - isso no tinha nada a ver com meu
estmago, s com minha mente. Isso foi idia do Edward?
Olhei de relance para seu rosto ansiosamente; Edward parecia pensar por um momento, e ento sua expresso se transformou de preocupao em outra coisa. Ele deu de
ombros, e tinha uma inteno na hospitalidade de sua voz quando ele disse " seu pescoo, eu acho."
O rosnado da floresta estava furioso agora; Leah, no tive dvidas.
O que houve com Edward? Depois de tudo o que ns passamos, ele no deveria ser capaz de sentir algum carinho por meu melhor amigo? Eu pensei - talvez estupidamente
- que Edward era um pouco amigo de Jacob agora tambm. Eu devo t-los entendido mal.
Mas o que Jacob estava fazendo? Porque ele se ofereceria como um teste para proteger Renesmee? Isso no fazia sentido algum para mim. Mesmo se nossa amizade tivesse
sobrevivido...
E quando meus olhos encontraram Jacob agora, eu pensei que talvez tivesse. Ele ainda parecia meu melhor amigo. Mas ele no era o nico que tinha mudado. Como eu
parecia pra ele?
Ento ele sorriu seu sorriso familiar, o sorriso de um parente importante, e fiquei certa de que nossa amizade estava intacta. Estava exatamente como antes, quando
ns andvamos por a em sua oficina feita em casa, apenas dois amigos matando tempo. Fcil e normal.Novamente eu notei que a estranha necessidade que sentia por
ele antes de me transformar, havia sumido completamente. Ele era apenas meu amigo, do jeito que deveria ser.
Ainda no fazia sentido o que ele estava fazendo agora, apesar disso. Ele estava realmente to abnegado que tentaria me proteger - com sua prpria vida - de fazer
algo em um segundo incontrolado do qual eu me arrependeria em agonia para sempre? Aquilo era mais do que simplesmente tolerar o que eu tinha me transformado, ou
milagrosamente conseguir permanecer meu amigo. Jacob era uma das melhores pessoas que eu conhecia, mas isso era demais para aceitar de qualquer um. Sua risada aumentou,
e ele estremeceu levemente. "Eu tenho que te dizer, Bells. Voc est uma aberrao."
Sorri de volta, cedendo facilmente ao antigo estilo. Isso era um lado dele que eu entendia.
Edward rosnou. "Olhe a si mesmo, mestio."
O vento soprou por trs de mim, e rapidamente enchi meus pulmes com o ar seguro, ento pude falar. "No, ele est certo. Os olhos so realmente especiais, no so?"
 "Super horripilantes. Mas no est to ruim quanto eu pensei que ficaria.
"Deus - obrigada pelo incrvel elogio!"
Ele rolou os olhos. "Voc entende o que quero dizer. Ainda se parece com voc - um pouco. Talvez no o olhar no seja tanto... voc  Bella. Eu no pensei que fosse
sentir como se voc ainda estivesse aqui." Ele sorriu para mim sem nenhum sinal de amargura ou ressentimento em qualquer parte de seu rosto. Ento ele riu e disse,
"Bom, acho que ficarei acostumado com o olho logo logo."
"Ficar?" perguntei, confusa. Era maravilhoso que ns ainda ramos amigos, mas no era como se fossemos passar muito tempo juntos. O olhar estranho passou pelo rosto
dele, apagando o sorriso. Era quase.... culpa? Ento seus olhos se desviaram para Edward.
"Obrigado," ele disse. "Eu no sabia se voc seria capaz de guardar isso dela, promessa ou no. Normalmente voc simplesmente a d tudo que ela quer."
"Talvez eu esteja esperando que ela fique irritada e arranque sua cabea," Edward sugeriu. Jacob bufou.
"O que est acontecendo? Vocs dois esto guardando segredo de mim?" Eu disse, incrdula.
"Te explico mais tarde," Jacob disse auto-consciente - como se ele no tivesse realmente planejado isso. Ento ele mudou o assunto. "Primeiro vamos fazer este show
na estrada." Seu sorriso era um desafio agora conforme ele comeou avanar lentamente.
Tinha um lamento de protesto atrs dele, e ento o corpo cinza de Leah deslizou para fora das rvores atrs dele. O mais alto cor de areia, Seth, estava bem atrs
dela.
"Fiquem frios, meninos," Jacob disse. "Fiquem fora disso."
Eu estava feliz que eles no o escutaram, mas o seguiram um pouco mais devagar.
O vento estava parado agora; no sopraria o cheiro dele de mim.
Ele se aproximou tanto que eu pude sentir o calor de seu corpo no ar entre ns. Minha garganta queimou em resposta.
"Vamos l, Bells. Faa seu pior."
Leah assobiou.
Eu no queria respirar. No era certo tomar perigosa vantagem de Jacob, no importa se ele era a oferenda. Mas eu no poderia fugir da lgica. De que outra forma
eu poderia estar certa de que no machucaria Renesmee?
"Estou envelhecendo aqui, Bella," Jacob zombou. "Okay, tecnicamente no, mas voc pegou a idia. V em frente, d um sopro."
"Agarre-se a mim," eu disse a Edward, me contraindo em seu peito.
Suas mos apertadas em meus braos.
Eu tranquei meus msculos no lugar, esperando que pudesse mant-los congelados. Resolvi que faria ao menos to bem quanto estivesse na caa. O enredo do pior caso,
eu pararia de respirar e correria at isso. Nervosa, tomei um pequeno flego pelo nariz, rodeada por alguma coisa.
Doeu um pouco, mas minha garganta j estava queimando estupidamente mesmo. Jacob no cheirava muito mais humano do que um leo da montanha. Tinha uma porcentagem
animal em seu sangue que instantaneamente repelia. Apesar do alto e molhado som de seu corao estar apelando, o cheiro que vinha com isso fazia meu nariz se dobrar.
Era, na verdade, mais fcil com o cheiro para controlar minha reao ao som e a batida da sua pulso sangunea.
Eu tomei outro flego e relaxei. "Huh. Posso ver o que todo mundo falava. Voc fede, Jacob."
Edward caiu na gargalhada; suas mos escorregaram dos meus ombros para envolver minha cintura. Seth latiu uma baixa gargalhada em harmonia com Edward; ele veio um
pouco mais perto, enquanto Leah recuava muitos passos. E ento eu tive cincia de outra platia, quando ouvi gargalhada baixa, distinta de Emmett, abafada um pouco
pela parede de vidro entre ns.
"Olha quem fala," Jacob disse, dramaticamente tampando o nariz. Seu rosto no se dobrou nadinha enquanto Edward me abraava, nem mesmo quando Edward se comps e
sussurrou "Eu te amo" em meu ouvido. Jacob continuou sorrindo. Isso me fez sentir esperanosa de que as coisas estavam indo bem conosco, de um modo que elas no
tinham estado por tanto tempo como agora. Talvez agora eu pudesse ser verdadeiramente amiga dele, desde que o enojei o bastante fisicamente, ele no poderia me amar
do mesmo jeito que era antes. Talvez isso fosse o tudo o que precisvamos.
 "Okay, ento eu passei, certo?" Eu disse. "Agora vocs vo me contar qual  este grande segredo?"
A expresso de Jacob se tornou muito nervosa. "No  nada com que voc precise se preocupar agora...."
Eu ouvi Emmett rir novamente - um som de antecipao.
Eu teria apertado o ponto, mas quando ouvi Emmett, ouvi outros sons tambm. Sete pessoas respirando. Um grupo de pulmes se movendo mais rapidamente do que os outros.
Apenas um corao palpitando como asas de um pssaro, calmo e rpido; eu estava totalmente divertida. Minha filha estava do outro lado daquela fina parede de vidro.
Eu no podia v-la - a luz encobria o reflexo da janela, como um espelho. Podia apenas me ver, parecia muito estranha - to branca e calma - comparada a Jacob. Ou
comparada a Edward, parecia exatamente igual.
"Renesmee," eu sussurrei. Estresse me fez uma esttua de novo. Renesmee no cheiraria como um animal. Eu a colocaria em perigo? "Venha e veja," Edward murmurou.
"Eu sei que voc pode agentar isso."
"Voc me ajudar?" sussurrei atravs dos lbios imveis.
"Claro que sim."
"E Emmett e Jasper - s pra garantir?"
"Ns cuidaremos de voc, Bella. No se preocupe, ns estaremos prontos. Nenhum de ns iria arriscar Renesmee. Acho que voc ficar surpresa no quo inteiramente
ela j enrolou todos ns com seus pequenos dedos. Ela estar perfeitamente segura, haja o que houver."
Minhas saudades para v-la, para entender a admirao na voz dele, quebrou minha posio congelada. Dei um passo  frente.
E ento Jacob estava no meu caminho, seu rosto era uma mscara de preocupao.
"Tem certeza, sugador de sangue?" ele pediu a Edward, sua voz quase implorando. Eu nunca o ouvi falar com Edward daquele jeito. "Eu no gosto disso. Talvez ela deveria
esperar -"
"Voc teve seu teste, Jacob."
Foi um teste de Jacob?
"Mas -," Jacob comeou.
"Mas nada," Edward disse, repentinamente exasperado. "Bella precisa ver nossa filha. Saia do caminho dela."
Jacob me disparou um estranho, frentico olhar, e ento se virou e correu para a casa na nossa frente.
Edward rosnou.
Eu no via sentido no confronto deles, e tambm no pude me concentrar nele. Eu conseguia apenas pensar na criana embaada em minha memria, e lutando contra a
nebulosidade, tentando me lembrar de seu rosto exatamente.
"Podemos?" Edward disse, sua voz gentil novamente.
Eu balancei a cabea nervosamente.
Ele segurou firme minha mo e conduziu o caminho at a casa.
Eles esperaram por mim em uma linha sorridente que era ao mesmo tempo defensiva e receptiva. Rosalie estava alguns passos atrs dos outros, prxima a porta da frente.
Ela estava sozinha at que Jacob se juntou, e parou em frente a ela, mais perto do que o normal. No fazia sentido de conforto nessa proximidade; ambos pareciam
se contrair pela proximidade.
Algum muito pequeno estava se inclinando para fora dos braos de Rosalie, olhando para Jacob. Imediatamente ela teve minha absoluta ateno, cada pensamento meu,
de um jeito como se nada mais tivesse o tomado desde o momento em que abri meus olhos.
"Eu estive fora somente por dois dias?"Arfei incrdula.
A estranha criana nos braos de Rosalie deveria ter semanas, seno meses. Ela era talvez duas vezes maior do que o beb em minha turva memria, e ela parecia suportar
seu prprio torso facilmente quando se esticou para mim. Seu cabelo brilhante e bronze caiu em cachos sob seus ombros. Seus olhos cor de chocolate me examinaram
com um interesse que no era de longe infantil; Era adulto, ciente e inteligente. Ela levantou uma mo, alcanando minha direo por um momento, e ento voltou a
tocar a garganta de Rosalie.
Se seu rosto no fosse impressionante em sua beleza e perfeio, eu no teria acreditado que era a mesma criana. Minha criana.
Mas Edward estava em suas feies, e eu estava na cor de seus olhos e bochechas. At Charlie tinha um lugar em seus cachos grossos, mesmo que a cor seja a de Edward.
Ela devia ser nossa. Impossvel, mas ainda verdade.
Ver esta imprevista pequena pessoa no a fez mais real, entretanto. S a fez mais fantstica.
Rosalie deu um tapinha na mo contra seu pescoo e murmurou, "Sim,  ela."
Os olhos de Renesmee permaneceram fixos em mim. Ento, conforme tinha feito segundos aps seu violento nascimento, ela sorriu para mim. Um brilhante flash de seu
pequeno e perfeito dente branco.
Cambaleando por dentro, dei um passo hesitante em sua direo.
Todo mundo se moveu muito rpido.
Emmett e Jasper estavam bem na minha frente, ombro a ombro, mos preparadas. Edward me segurou por trs, dedos apertados de novo no topo dos meus braos. At Carlisle
e Esme se moveram ao lado de Emmett e Jasper, enquanto Rosalie se apoiou na porta, seu brao segurando Renesmee. Jacob se mexeu, mantendo sua posio protetora na
frente deles.
Alice foi a nica que permaneceu em seu lugar.
 "Oh, dem a Bella algum crdito," ela os reprovou. "Ela no far nada. Vocs queriam olhar mais de perto tambm."
Alice estava certa. Eu estava controlada. Eu estive atenta para qualquer coisa - por um cheiro to impossivelmente insistente como o de um humano na floresta. A
tentao aqui no era realmente comparvel. A fragrncia de Renesmee estava perfeitamente balanceada com a linha entre o cheiro do mais lindo perfume e o cheiro
da comida mais deliciosa. Era um cheiro de vampiro doce o bastante para manter a parte humana de ser devastador.
Eu poderia agentar. Estava certa.
"Estou bem," eu prometi, dando um tapa na mo de Edward sobre o meu brao. Ento hesitei e adicionei, "Fiquem perto, porm, pra garantir."
Os olhos de Jasper estavam apertados, focados. Eu sabia que ele estava tomando meu clima emocional, e eu trabalhei para manter a calma. Senti Edward soltar meus
braos conforme ele lia a estimativa de Jasper. Mas, mesmo que Jasper estivesse sabendo em primeira mo, ele no parecia to certo.
Quando ela ouviu minha voz, a criana muito consciente lutou nos braos de Rosalie, avanando para mim. De alguma forma, sua expresso conseguiu parecer impaciente.
"Jazz, erm, nos deixe passar. Bella conseguiu."
"Edward, o risco -," Jasper disse.
"Mnimo. Oua, Jasper - na caa ela captou o cheiro de alguns caminhantes que estavam no lugar errado, na hora errada..."
Eu ouvi Carlisle tomar um flego abalado. O rosto de Esme estava repentinamente cheio de preocupao misturado com compaixo. Os olhos de Jasper se alargaram, mas
ele acenou um pouquinho, como se as palavras de Edward respondessem alguma pergunta em sua mente. A boca de Jacob se contorceu em uma careta nojenta. Emmett encolheu
os ombros. Rosalie parecia ainda menos preocupada do que Emmett quando tentou segurar a criana lutadora em seus braos.
A expresso de Alice me disse que ela no estava enganada. Seus olhos encolhidos, focados com fogo intensamente em minha camisa emprestada, pareciam mais preocupados
com o que eu fiz com meu vestido do que com qualquer outra coisa.
"Edward!" Carlisle censurou. "Como voc pde ser to irresponsvel?"
"Eu sei, Carlisle, eu sei. Eu fui simplesmente estpido. Deveria ter tirado um tempo para ter certeza de que ns estvamos na zona de segurana antes de solt-la."
"Edward," Eu resmunguei, embaraada pelo modo com que eles me encaravam. Era como se estivessem tentando ver um brilho vermelho em meus olhos.
"Ele est absolutamente certo em me repreender, Bella," Edward disse com um sorriso. "Eu cometi um grande erro. O fato de que voc est mais forte do que qualquer
outra pessoa que eu j conheci no muda isso."
Alice rolou os olhos. "Boa piada, Edward."
 "No estava fazendo uma piada. Estava explicando a Jasper do porque eu sei que Bella pode agentar isso. No  minha culpa se todo mundo tirou concluses precipitadas."
"Espere," Jasper arfou. "Ela no caou os humanos?"
"Ela comeou a caar," Edward disse, claramente se divertindo. Meus dentes rangeram. "Ela estava inteiramente focada na caa."
"O que aconteceu?" Carlisle interviu. Seus olhos estavam repentinamente brilhantes, um sorriso surpreso comeou a se formar em seu rosto. Me lembrou de antes, quando
ele queria os detalhes da minha experincia de transformao. A excitao de novas informaes.
Edward se inclinou a ele, animado. "Ela me ouviu por trs dela, e reagiu defensivamente. Assim que minha busca quebrou sua concentrao, ela saiu fora. Nunca vi
nada igual. Ela percebeu uma vez o que estava acontecendo, e ento... segurou sua respirao e fugiu."
"Pare," Emmett murmurou. "Srio?"
"Ele no est contando direito," resmunguei, mais embaraada do que antes. "No citou a parte em que eu rosnei pra ele."
"Voc fez um par de golpes bons?" Emmett perguntou avidamente.
"No! Claro que no."
"No, no mesmo? Voc realmente no o atacou?"
"Emmett!" eu protestei.
 "Aw, mas que perda," Emmett gemeu. "E aqui voc  provavelmente a pessoa que poderia peg-lo - j que ele no pode ler sua mente para trapacear - e voc tinha uma
desculpa perfeita tambm." Ele suspirou. "Eu estava morrendo pra ver como ele faria sem essa vantagem."
Eu o olhei friamente. "Eu nunca faria isso."
Jasper franziu as sobrancelhas e roubou minha ateno; ele parecia ainda mais perturbado que antes.
Edward tocou seu punho levemente nos ombros de Jasper como um falso soco. "V o que quero dizer?"
"No  normal," Jasper murmurou.
"Ela poderia ter se virado contra voc - ela tem apenas algumas horas de vida!" Esme repreendeu, pondo sua mo sobre seu corao. ""Oh, ns deveramos ter ido com
voc."
Eu no estava dando muita ateno agora que Edward tinha passado o clmax de sua piada. Estava encarando a linda criana pela porta, que ainda estava me encarando.
Suas lindas mozinhas estendidas em minha direo, como se ela soubesse exatamente quem eu era. Automaticamente, minha mo se levantou para imitar a dela.
"Edward," eu disse, me inclinando ao redor de Jasper para v-la melhor. "Por favor?"
Os dentes de Jasper estavam imveis; ele no se mexeu.
"Jazz, isso no  nada que voc tenha visto antes," Alice disse silenciosamente. "Confie em mim."
Seus olhos encontraram os meus por um curto segundo, e ento Jasper acenou. Ele se mexeu para fora do meu caminho, mas ps uma mo em meu ombro, e foi comigo enquanto
eu caminhava lentamente.
Pensei sobre cada passo antes de faz-los, analisando meu humor, o fogo em minha garganta, a posio dos outros ao meu redor. Quo forte eu me sentia versus o quo
bem eles seriam capazes de me conter. Era um processo lento.
E ento a criana nos braos de Rosalie, lutando e se esticando o tempo todo enquanto sua expresso ficava mais e mais irritada, soltou um alto, chamativo choro.
Todo mundo reagiu como se - assim como eu - eles nunca tivessem ouvido sua voz antes.
Eles a examinaram por um segundo, me deixando de fora sozinha, congelada no lugar. O som do choro penetrado de Renesmee passou por mim, me cravando no cho. Meus
olhos furaram o estranho caminho, como se eles quisessem chorar.
Parecia que todos tinham uma mo nela, dando tapinhas e acalmando. Todos, menos eu.
"Qual o problema? Ela est machucada? O que houve?"
Era a voz de Jacob que estava mais alta, que se destacou ansiosamente sobre as outras. Eu observei em choque enquanto ele estendeu a mo para Renesmee, e ento em
total horror enquanto Rosalie a entregou a ele, sem uma briga.
"No, ela est bem," Rosalie o assegurou.
Rosalie estava acalmando Jacob?
Renesmee foi com Jacob com bastante vontade, apertando sua pequena mo contra o pescoo dele, e ento se contorcendo para me alcanar de novo.
"V?" Rosalie disse a ele. "Ela s quer Bella."
"Ela me quer?" eu sussurrei.
Os olhos de Renesmee - meus olhos - me encararam impacientemente.
Edward se lanou ao meu lado. Ele ps as mos levemente em meus braos e me encorajou.
"Ela tem esperado por voc por quase trs dias," ele contou.
Ns estvamos apenas a poucos passos dela agora. Exploses de calor pareciam tremer dela ao me tocar.
Ou talvez fosse Jacob que estava tremendo. Eu vi as mos dele sacudindo enquanto me aproximava. E ainda, apesar de sua bvia ansiedade, seu rosto estava ainda mais
sereno do que eu tinha visto em muito tempo.
"Jake - Eu estou bem," eu disse a ele. Isso me fez apavorada para ver Renesmee em suas mos balanando, mas trabalhei para me manter em controle.
Ele franziu as sobrancelhas para mim, olhos apertados, como se ele estivesse apenas assustado com o pensamento de Renesmee em seus braos.
Renesmee choramingou avidamente e se esticou, suas pequenas mos agarrando os pulsos de novo e de novo.
Alguma coisa me trouxe de volta naquele momento. O som de seu choro, a familiaridade em seus olhos, o jeito com que ela parecia ainda mais impaciente do que eu por
esta reunio - tudo isso se juntou no mais natural dos padres, enquanto ela agarrava o ar entre ns.
Repentinamente ela era absolutamente real, e claro, eu a conhecia. Era perfeitamente ordinrio que eu deveria dar o ltimo passo e alcan-la, colocar minhas mos
exatamente onde elas encaixavam melhor, conforme eu a puxei gentilmente para mim.
Jacob deixou seus longos braos esticados para que eu pudesse envolve-la, mas ele no a deixou. Ele estremeceu um pouco quando nossa pele se tocou. Sua pele, sempre
quente demais para mim antes, parecia como uma chama para mim agora. Era quase a mesma temperatura da de Renesmee. Talvez um ou dois graus de diferena.
Renesmee parecia esquecer a frieza de minha pele, ou ao menos estava acostumada a ela.
Ela ergueu os olhos e sorriu para mim de novo, mostrando seus perfeitos dentinhos e duas covinhas. Ento, muito deliberadamente, ela alcanou meu rosto.
No momento em que ela fez isso, as mos me apertaram, antecipando minha reao. Eu mal notei.
Estava respirando fundo, chocada e assustada pela estranha, alarmante imagem que passou pela minha mente. Parecia com uma forte memria - eu podia continuar vendo
pelos meus olhos enquanto a assistia em minha mente - mas era completamente no-familiar. Encarei esta imagem at ver a expresso esperanosa de Renesmee, tentando
entender o que estava acontecendo, lutando desesperadamente para se agarrar  minha tranqilidade.
Alm de ser chocante e no-familiar, a imagem tambm estava errada, de alguma forma - eu quase reconheci meu prprio rosto nela, meu antigo rosto, mas ela se afastou,
ficou para trs. Eu entendi rapidamente que estava vendo meu rosto como os outros o viram, ao invs de voar em um reflexo.
Minha memorvel face rodou, destruda, coberta de doce e sangue. Apesar disso, minha expresso a vista se tornou um sorriso adorvel ; meus olhos castanhos incendiaram
sobre seus profundos crculos. A imagem ficou mais larga, meu rosto ficou mais perto para o ponto de vantagem no visto, e ento bruscamente desapareceu.
A mo de Renesmee se soltou do meu rosto. Ela sorriu largamente, fazendo uma cavidade novamente.
Estava totalmente silencioso no quarto, exceto pelos batimentos do corao. Ningum, fora Jacob e Renesmee, tinha batimentos fortes e suas respiraes ouvidas. O
silncio se quebrou; parecia como se eles estivessem esperando que eu dissesse algo.
"O que ... foi ... isso ?" eu encarei o choque.
" O que voc viu?" Rosalie perguntou curiosa, Inclinando-se para Jacob, que foi quem pareceu estar no caminho e fora do lugar no momento." O que ela mostrou a voc
?"
"Ela me mostrou o que? " Eu sussurrei.
" Eu disse a voc que isso era difcil de explicar, " Edward murmurou em meu ouvido . "Mas da maneira efetiva que as comunicaes vo.."
" O que foi isso? " Jacob perguntou.
Eu pisquei rapidamente vrias vezes." Um. Eu. Eu acho. Mas eu fechei terrivelmente."
"Isso foi apenas a memria que ela teve de voc," Edward explicou. Ficou bvio que ele viu o que ela estava mostrando para mim assim como ela pensou. Ele continuou
se contraindo, a voz dele dura por reviver a memria . " Ela est deixando voc saber que ela fez a conexo, que ela mostra quem voc ."
" Mas como ela fez isso?"
Renesmee no pareceu preocupada com meus olhos impressionados. Ela estava sorrindo levemente e puxando um tufo do meu cabelo.
"Como eu escuto seus pensamentos? Como Alice v o futuro?" Edward perguntou retoricamente, e ento encolheu os ombros "Ela tem um dom."
"Essa foi uma interessante mudana" Carlisle disse para Edward. "  como se ela estivesse fazendo exatamente o oposto do que voc pode."
"Interessante," Edward concordou. "Eu me pergunto se..."
Eu sabia que eles estavam especulando, mas eu no me importei. Eu estava encarando o rosto mais lindo do mundo. Ela estava linda em meus braos, me lembrando do
momento em que a escurido quase venceu, quando no existia nada no mundo para se apoiar.
Nada forte o suficiente para me fazer vencer a destruidora escurido. O momento em que pensei em Renesmee, eu descobri algo que nunca poderia esquecer.
"Eu lembro de voc, tambm," Eu disse a ela quietamente.
Pareceu muito natural inclinar-me e pressionar meus lbios nos dela. Ela cheirava maravilhosamente bem. A essncia da sua pele deixou minha garganta queimando, mas
isso era muito fcil de ignorar. Isso no tirou a satisfao do momento. Renesmee era real e eu a conhecia. Ela era a mesma por quem eu lutei desde o comeo. Minha
pequena inspirao, aquela que me amou por dentro, tambm. Meio Edward, perfeita e amvel. E meio eu --- que, surpreendentemente a tornou particularmente melhor
que desacreditada.
Eu estive bem todo o tempo. Valia a pena lutar por ela.
"Ela est bem," Alice murmurou, provavelmente para Jasper. Eu pude sentir eles incomodados, sem confiar em mim.
"No tivemos muito para um dia? " Jacob perguntou, a voz dele calmamente alta injetou-se stress. "Okay, Bella est bem, no vamos pression-la"
Eu olhei para ele com uma irritao real. Jasper se aproximou sem muita facilidade perto de mim. Todos ns estvamos to juntos que qualquer pequeno movimento parecia
grande.
"Qual  o seu problema, Jacob?" Eu falei. Eu o afastei para abraar Renesmee, e ele apenas ficou perto de mim. Ele estava se pressionando perto de mim, Renesmee
tocando nossos ombros, de ambos.
Edward desfez dele "S porque eu compreendo, no significa que no vou te atirar daqui, Jacob. Bella est extraordinariamente bem. No arrune o momento dela."
"Eu vou ajudar ele a arremess-lo, cachorro" Rosalie prometeu, a voz dela fervente. " Eu vou te dar um belo chute na bunda" Obviamente, no houve mudana naquela
relao, tinha ficado pior.
Eu olhei para Jacob, uma expresso meio furiosa e ansiosa. Os olhos dele estavam fixados no rosto de Renesmee. Com todos colados, foi tocado no mnimo seis diferentes
vampiros naquele momento, e no pareceu incomod-lo nenhum pouco.
Ele realmente iria continuar para me proteger de mim mesma? O que poderia ter acontecido durante minha transformao--- minha alterao em algo que ele odeia ---
que poderia o tornar to afetado para essa necessidade?
Eu pensei nisso, o vendo encarando minha filha. Encarando ela como... como se ele fosse um homem cego vendo o sol pela primeira vez.
"No!" Eu disse.
Os dentes de Jasper se juntaram e os braos de Edward se colocaram no meu corpo como se estivesse me enforcando. Jacob tirou Renesmee dos meus braos no mesmo segundo,
e eu no tentei segur-la. Porque eu senti vindo --- o momento eles estavam esperando.
"Rose," Eu disse entre meus dentes, bem lentamente e precisa. "Pegue Renesmee."
Rosalie a abraou em seus braos, e Jacob deu minha filha para ela de primeira. Ambos se afastaram de mim.
"Edward, eu no quero te ferir, ento por favor se afaste de mim."
Ele hesitou.
"V ficar em frente  Renesmee," Eu sugeri.
Ele deliberou, e ento me soltou.
Eu me desviei da minha multido de caa e dei dois lentos passos em direo a Jacob.
"Voc no.." Eu disse a ele.
Ele se afastou, com as palmas das mos para cima, tentando argumentar comigo. " Voc sabe que no  algo que eu posso controlar."
" Seu estpido vira-lata. Como voc pde? Meu beb!"
Ele se jogou na frente da porta agora enquanto eu o enfrentava, meio querendo se afastar para as escadas. "Isso no foi idia minha, Bella!"
"Eu a segurei uma vez, e voc j achou que voc teve algum direito sobre ela? Ela  minha
"Eu posso dividir", ele disse argumentando conforme recuava pelo gramado.
"Pague por isso" Eu ouvi Emmett dizer atrs de mim. Uma pequena parte do meu crebro perguntou quem tinha sido contra esse resultado. Eu no perdi muita ateno
nisso. Estava to furiosa.
"Como voc se atreve a ter impresso com meu beb? Voc perdeu a noo?"
"Isso foi involuntrio!" Ele insistiu, indo para as rvores.
Ento ele no estava sozinho. Os dois grandes lobos reapareceram, ao lado dele. Leah me tocou.
Um apavorante resmungo se rasgou atravs de meus dentes de volta a ela. O som me perturbou, mas no o suficiente para me impedir de avanar.
"Bella, voc poderia me ouvir apenas por um segundo? Por favor?" Jacob implorou. " Leah, sai fora," Ele adicionou.
Leah enrolou seus lbios para mim e no se mexeu.
"Por que eu deveria escutar?" Eu falei em tom de desaprovao. A fria dominando minha cabea. Isso preencheu tudo e todos.
"Porque voc  a nica que me disse isso. Voc lembra? Voc disse que ns pertencamos a vida um do outro, certo? Que ns ramos famlia. Voc disse que era como
se voc e eu fossemos destinados. Ento... Agora ns somos.  o que voc queria."
Eu o olhei ferozmente. Eu lembro dessas palavras. Mas meu novo crebro estava a dois passos de tirar sua cabea.
"Voc acha que voc vai ser parte da minha famlia sendo meu genro!" Eu disse. Minha voz passou por duas oitavas e continuou parecendo msica.
Emmett riu.
"Pare ela, Edward," Esme disse. "Ela vai se arrepender se o ferir."
Mas eu senti uma perseguio atrs de mim.
"No!" Jacob estava insistindo na mesma hora. "Como voc no pode ver isso dessa forma? Ela  apenas um beb, por todos os demnios!"
"Esse  meu ponto!" Eu gritei.
"Voc sabe que eu no penso nela dessa maneira! Voc acha que Edward teria me deixado viver esse tempo todo se eu a visse assim? Tudo que eu quero  que ela tenha
uma vida feliz e segura--- Isso  to ruim?  muito diferente do que voc quer?" Ele estava gritando de volta para mim.
Alm das palavras, eu gritei um resmungo a ele.
"Ela  maravilhosa, no ?" Eu escutei Edward dizer.
 "Ela no foi ao pescoo dele nem mesmo uma vez," Carlisle concordou, parecendo chocado.
"timo, voc ganha essa," Emmett disse rancorosamente.
"Voc ficar longe dela," eu assobiei para Jacob.
"No posso fazer isso!"
Atravessei meu dente. "Tente.Comeando agora."
"No  possvel. Voc lembra o quanto me queria por perto trs dias atrs? O quanto era difcil estarmos separados um do outro? Isso acabou pra voc agora, no ?"
Eu olhei furiosa, incerta do que ele estava implicando.
"Isso era ela," ele contou. "Desde o comeo. Ns tivemos que estar juntos, at depois."
Eu me lembrei, e ento entendi; uma pequena parte de mim estava aliviada por ter a loucura explicada. Mas aquela ajuda de alguma forma s me fez ficar mais irritada.
Ele estava esperando que aquilo fosse o bastante pra mim? Que aquele nico esclarecimento me faria achar tudo bem?
"Fuja enquanto voc ainda pode," Eu ameacei.
"Vamos l, Bells! Nessie gosta de mim tambm," ele insistiu.
Eu congelei. Minha respirao parou. Por trs de mim, ouvi a falta de som que eram suas ansiosas reaes.
"Do que... voc a chamou?"
Jacob deu um passo para trs, dando um olhar envergonhado. "Bem," ele murmurou, "Aquele nome que voc sugeriu  meio que boca cheia e -"
"Voc apelidou minha filha de O monstro do Lago Ness?" Eu berrei.
E ento disparei contra sua garganta.
MEMRIAS
"Eu lamento muito, Seth. Eu devia ter ficado mais perto."
Edward ainda estava se desculpando, e eu no achei isso justo e nem apropriado. Afinal, Edward no perdeu completamente e indesculpavelmente o controle de seu temperamento.
Edward no tentou arrancar a cabea de Jacob - Jacob, que nem sequer se transformou para se proteger - e ento acidentalmente quebrou o ombro e a clavcula de Seth
quando pulou entre os dois. No foi Edward que quase matou seu melhor amigo.
No que o melhor amigo dele no tivesse algumas coisas para explicar, mas, obviamente, nada que Jacob tivesse feito poderia ter justificado esse comportamento.
Ento no devia ser eu me desculpando?
Eu tentei de novo.
"Seth, eu -"
"No se preocupe, Bella, eu estou totalmente bem", Seth disse ao mesmo tempo que Edward disse, "Bella, amor, ningum est te julgando. Voc est se saindo to bem."
Eles ainda no tinham me deixado terminar a frase.
O fato de Edward estar tendo dificuldades pra manter o sorriso fora do rosto s piorava as coisas. Eu sabia que Jacob no merecia minha reao exagerada, mas Edward
parecia achar algo satisfatrio nela. Talvez ele estava apenas desejando ter a desculpa de ser um recm nascido poder fazer uma demonstrao fsica de sua irritao
com Jacob tambm.
Eu tentei apagar inteiramente a raiva do meu sistema, mas era difcil, sabendo que Jacob estava l fora com Renesmee agora mesmo. Mantendo-a em segurana contra
mim, a recm nascida enlouquecida.
Carlisle grudou outro pedao de gesso no brao de Seth, e Seth gemeu.
"Desculpe, desculpe!" Eu murmurei, sabendo que eu nunca ia conseguir articular uma desculpa apropriada.
"No se estressa, Bella", Seth disse, dando um tapinha em meu joelho com a mo boa enquanto Edward esfregava meu brao do outro lado.
Seth no parecia ter nenhuma averso a me ter sentada ao lado dele no sof enquanto Carlisle o tratava. "Eu estarei de volta ao normal em uma hora e meia", ele continuou,
ainda batendo no meu joelho como se fosse indiferente  sua textura fria e dura. "Qualquer um teria feito o mesmo, o que Jake e Ness -" Ele parou no meio da frase
e mudou de assunto rapidamente. "Quer dizer, pelo menos voc no me mordeu nem nada assim. Isso teria sido um saco."
Eu enterrei o rosto nas mos e estremeci com o pensamento, por causa da real possibilidade. Isso podia ter acontecido to facilmente. E lobisomens no reagiam ao
veneno dos vampiros da forma que os humanos reagiam, como eles tinham acabado de me contar. Era fatal para eles.
"Eu sou uma m pessoa."
" claro que no . Eu no devia ter -" Edward comeou.
"Pare com isso", eu suspirei. Eu no queria que ele tomasse a culpa para si do jeito como ele tomava tudo pra si.
"Que sorte que Ness - Renesmee no  venenosa", Seth comeou depois de um segundo de estranho silncio. "Porque ela morde Jake o tempo todo."
Minhas mos caram. "Ela morde?"
"Claro. Sempre que Rose no coloca o jantar rpido o suficiente na boca dela. Rose acha muito hilrio."
Eu o encarei, chocada, e tambm me sentindo culpada, porque eu precisava admitir que isso me agradava um pouquinho de uma forma petulante.
 claro, eu j sabia que Renesmee no era venenosa. Eu fui a primeira pessoa que ela mordeu. Eu no fiz essa observao em voz alta, j que eu estava fingindo ter
perdido as memrias sobre aqueles eventos recentes.
"Bem, Seth", Carlisle disse, erguendo as costas e se afastando de ns. "Eu acho que isso  tudo o que eu posso fazer. Tente no se mover por, oh, algumas horas,
eu acho." Carlisle gargalhou. "Eu queria que tratar humanos fosse instantaneamente gratificante dessa forma". Ele descansou a mo um instante no cabelo preto de
Seth. "Fique parado", ele disse, ento desapareceu indo para o andar de cima. Eu ouvi a porta do seu escritrio se fechando, e eu me perguntei se eles j haviam
removido os traos do tempos que eu fiquei l.
"Eu provavelmente consigo ficar quieto por um tempo", Seth concordou depois que Carlisle j havia sado, e ento deu um bocejo enorme. Cuidadosamente, prestando
ateno pra no mexer o ombro, Seth descansou a cabea no encosto do sof e fechou os olhos. Segundos depois a boca dele j estava escancarada.
Eu fiz uma careta para seu rosto tranqilo por um momento. Como Jacob, Seth parecia ter o dom de dormir quando bem queria. Sabendo que eu no seria capaz de me desculpar
novamente por uns tempos, eu levantei; o movimento no moveu nem um pouco o sof. Tudo fisicamente falando era to fcil, mas o resto...
Edward me seguiu at a janela dos fundos e segurou minha mo.
Leah estava caminhando na beira do rio, parando de vez em quando para dar uma espiada na casa. Era fcil saber quando ela estava procurando por seu irmo e quando
ela estava procurando por mim. Ela se alternava entre olhares ansiosos e encaradas assassinas.
Eu podia ouvir Jacob e Rosalie do lado de fora nos degraus da frente brigando baixinho pra ver de quem era a vez de alimentar Renesmee. O relacionamento deles estava
antagonista como sempre; a nica coisa na qual eles concordavam era que eu devia ser mantida longe do meu beb at que eu estivesse cem por cento certa de que estava
recuperada da minha exploso de temperamento. Edward tinha questionado a sentena dos dois, mas eu deixei pra l. Eu tambm queria ter certeza. Eu estava preocupada,
no entanto, que o meu cento por cento certa e o cem por cento certa deles fossem coisas meio diferentes.
Alm da pequena discusso deles, a respirao lenta de Seth, e o resflego impaciente de Leah, estava muito quieto. Emmett, Alice e Esme estavam caando. Jasper
tinham ficado pra trs pra ficar de olho em mim. Ele estava atrs do corrimo da escada agora, de forma a no parecer um intruso, tentando no ser chato.
Eu tirei vantagem da calma pra pensar em todas as coisas que Edward e Seth me disseram enquanto Carlisle engessava o brao de Seth. Eu tinha perdido um monte de
coisa enquanto estava queimando, e essa era a primeira chance real de me atualizar.
A coisa mais importante foi o trmino da briga com o bando de Sam - e era por isso que os outros se sentiam livres para ir e vir como queriam novamente. A trgua
estava mais forte que nunca. Ou mais absoluta, dependendo do seu ponto de vista, eu imagino.
Absoluta, porque a mais absoluta das leis dos lobos era que nenhum lobo matasse o objeto de impresso do outro. A dor de tal coisa seria tolerada pelo bando inteiro.
A culpa, fosse intencional ou acidental, no podia ser perdoada; os lobos envolvidos lutariam at a morte - no havia opo. Isso j aconteceu muito tempo atrs,
Seth me disse, mas apenas acidentalmente. Nenhum lobo destruiria intencionalmente o irmo dessa maneira.
Ento Renesmee era intocvel por causa do forma que Jacob se sentia em relao a ela agora. Eu tentei me concentrar no alvio que isso trazia, ao invs de pensar
no meu pesar, mas no era fcil. Minha mente tinha espao suficiente para as duas emoes reagirem intensamente ao mesmo tempo.
E Sam tambm no podia ficar com raiva da minha transformao, porque Jacob - falando como Alpha por direito - tinha permitido. Eu me lembrei vrias vezes do quanto
eu devia a Jacob quando tudo o que eu queria era ficar com raiva dele.
Eu deliberadamente redirecionei meus pensamentos para controlar minhas emoes. Eu considerei outro fenmeno interessante; apesar do silncio entre os dois bandos
continuar, Jacob e Sam descobriram que Alphas podem falar um com o outro quando eu sua forma de lobo. No era como antes; eles no podiam ouvir todos os pensamentos
que tinham como antes da separao. Era mais como falar em voz alta, Seth disse. Sam s podia ouvir os pensamentos quando Jacob quisesse dividi-los, e vice versa.
Eles descobriram que tambm podiam se comunicar  distncia, agora que estavam falando um com o outro de novo.
Eles no descobriram isso at que Jacob foi sozinho - sob os protestos de Seth e Leah - contar sobre Renesmee; foi a primeira vez que ele deixou Renesmee desde que
ps os olhos nela.
Quando Sam compreendeu o quo absolutamente tudo havia mudado, ele voltou com Jacob para conversar com Carlisle. Eles conversaram na forma humana (Edward se recusou
a sair do meu lado para traduzir), e o trato foi renovado. O sentimento amigvel do relacionamento, no entanto, talvez jamais fosse o mesmo.
Uma grande preocupao a menos.
Mas havia outra que, apesar de no ser fisicamente perigosa como um bando de lobos enraivecidos, ainda parecia mais urgente pra mim.
Charlie.
Ele tinha falado com Esme cedo, esta manh, mas isso no o impediu de ligar novamente, duas vezes, h apenas alguns segundos, enquanto Carlisle tratava de Seth.
Carlisle e Edward deixaram o telefone tocar.
Contar a ele seria a coisa certa? Ser que os Cullen estavam certos? Dizer a ele que eu tinha morrido era a melhor forma, a mais carinhosa? Ser que eu seria capaz
de deitar imvel num caixo enquanto ele e minha me choravam sobre mim?
No parecia certo pra mim. Mas colocar Charlie e Renee na minha da obsesso do Volturi com esse segredo claramente estava fora de questo.
Ainda havia minha idia - deixar que Charlie me visse, quando eu estivesse pronta para isso, e deix-lo tirar as concluses erradas. Tecnicamente, as regras dos
vampiros continuariam intactas. No seria melhor para Charlie se ele soubesse que eu ainda estava viva - mais ou menos - e feliz? Mesmo estando estranha e diferente
e provavelmente assustadora para ele?
Meus olhos, em particular, eram assustadores demais no momento. Quanto tempo at que meu autocontrole e a cor dos meus olhos estivessem prontos para Charlie?
"Qual  o problema, Bella?" Jasper perguntou baixinho, lendo minha crescente tenso. "Ningum est com raiva de voc" - um rosnado baixo ao lado do rio o contradisse,
mas ele o ignorou - "nem mesmo surpreso, na verdade. Bem, eu acho que estamos surpresos. Surpresos por voc ter recobrado sua conscincia to rapidamente. Voc foi
bem. Melhor do que algum espera de voc."
Enquanto ele estava falando, o quarto foi ficando muito calmo. A respirao de Seth escapou num breve ronco. Eu me sentia mais em paz, mas no esqueci minhas ansiedades.
"Na verdade, eu estava pensando em Charlie."
L fora, a briguinha parou.
"Ah", Jasper murmurou.
"Ns realmente precisamos ir embora, no ?" Eu perguntei. "Por um tempo, pelo menos. Fingir que estamos em Atlanta ou algo assim."
Eu podia sentir o olhar de Edward preso no meu rosto, mas continuei olhando para Jasper. Foi ele quem me respondeu num tom grave.
"Sim.  a nica forma de proteger o seu pai."
Eu pensei por um momento. "Eu vou sentir muita falta dele. eu vou sentir falta de todos por aqui."
Jacob, eu pensei a despeito de mim mesma. Apesar daquela necessidade ter desaparecido e se definido - e eu estava vastamente aliviada por isso - ele ainda era meu
amigo. Algum que conhecia a verdadeira eu e que a aceitava. Mesmo como um monstro.
Eu pensei no que Jacob tinha dito, implorando pra mim antes de eu atac-lo. Voc disse que pertencamos  vida um do outro, certo? Que ns ramos uma famlia. Voc~e
disse que era assim que deveria ser entre ns. Ento... agora somos.  tudo o que voc queria.
Mas no parecia ser tudo o que eu queria. No exatamente. Eu me lembrei de algum tempo atrs, nas confusas, fracas memrias da minha vida humana. De volta ao tempo
que era o mais difcil de lembrar - o tempo sem Edward, um tempo to obscuro que eu tentei enterrar na minha mente; eu lembrei de s desejar que Jacob fosse meu
irmo para que ns pudssemos amar um ao outro sem confuso o dor. Mas eu nunca envolvi uma filha na equao.
Eu me lembre de algum tempo depois - uma das muitas vezes quando eu disse adeus a Jacob - me perguntando em voz alta com quem ele acabaria ficando, quem acertaria
a vida dele depois de tudo que eu havia feito com ela. Eu disse que, quem quer que ela fosse, ela no seria boa o suficiente pra ele.
Eu bufei, e Edward ergueu uma sobrancelha me questionando. Eu s balancei a cabea para ele.
Mas mesmo sentindo falta do meu amigo, eu sabia que havia um problema maior. Sam ou Jared ou Quil j haviam passado um dia inteiro sem ver os objetos se suas fixaes,
Emily, Kim e Claire? Ser que eles conseguiriam fazer isso? o que a separao de Renesmee faria com Jacob? Ia causar dor a ele?
Ainda havia suficiente ira em meu sistema para que eu ficasse feliz, no com a dor dele, mas com a idia de tirar Renesmee de perto dele. Como eu podia lidar com
a idia dela pertencer a Jacob quando ela mal pertencia a mim?
O som do movimento na varanda da frente interrompeu meus pensamentos. Eu os ouvi levantar, e ento eles passaram pela porta da frente. Exatamente no mesmo momento,
Carlisle desceu as escadas com as mos cheias de coisas estranhas - uma fita mtrica, uma escala. Jasper veio para o meu lado. Como se houvesse um sinal que eu havia
ignorado, at mesmo Leah se sentou do lado de fora e olhou pra dentro pela janela com uma expresso como se ela esperasse alguma coisa familiar e ao mesmo tempo
totalmente desinteressante ao mesmo tempo.
"Deve ser seis", Edward disse.
"Ento?", eu perguntei, meus olhos presos em Rosalie, Jacob e Renesmee. Eles estavam na porta de entrada, Renesmee nos braos de Rosalie. Rosalie parecia de sobre-aviso.
Jacob parecia confuso. Renesmee estava linda e impaciente.
"Hora de medir Ness - er, Renesmee", Carlisle explicou.
"Oh. Vocs faz isso todos os dias?"
"Quatro vezes por dia", Carlisle corrigiu ausentemente enquanto gesticulava para que os outros fossem para o sof. Eu pensei ter visto Renesmee suspirar.
"Quatro vezes? Todo dia? Porque?"
"Ela ainda est crescendo rapidamente", Edward murmurou pra mim, a voz dele baixa e forada. Ele apertou minha mo, enquanto seu outro brao se prendia seguramente
na minha cintura, quase como se ele precisasse de apoio.
Eu no conseguia tirar os olhos de Renesmee para checar a expresso dele.
Ela parecia perfeita, absolutamente saudvel. A pele dela cintilava como alabastro polido; a cor nas bochechas dela era como ptalas de rosa sobre a pele. No podia
haver nada de errado com essa beleza to radiante. Certamente no podia haver nada mais perigoso na minha dela do que sua me. Ou podia?
A diferena entre a criana a qual eu dei a luz e a que eu encontrei de novo uma hora atrs era bvia pra qualquer um. A diferena entre a Renesmee de uma hora atrs
e a de agora era menos notvel. Olhos humanos no a teriam detectado. Mas ela estava l.
Seu corpo estava um pouco mais longo. S um pouco mais magro. Seu rosto j no era mais to redondo; ficava mais oval a cada segundo. Seus cachinhos estavam minimamente
mais prximos dos ombros. Ela se esticou esperanosamente nos braos de Rosalie enquanto Carlisle passava a fita mtrica em seu corpo e depois a usou para circular
sua cabea. Ele no tomou notas; lembrava perfeitamente.
Eu estava consciente de que os braos de Jacob estavam cruzados com fora sobre seu peito assim como os braos de Edward estavam presos a mim. Seus sobrancelhas
pesadas estavam se unindo por cima de seus olhos cavados.
Ela tinha amadurecido de uma pequena clula e se transformado num beb de tamanho normal no curso de algumas semanas. Ela parecia bem sendo um beb apenas dias depois
do seu nascimento. Se esse padro de crescimento se mantivesse...
Minha mente de vampira no teve problemas com a matemtica.
"O que vamos fazer?" Eu sussurrei, horrorizada.
Os braos de Edward se apertaram. Ele entendia exatamente o que eu estava pensando. "Eu no sei."
"Est diminuindo", Jacob murmurou atravs dos dentes.
"Precisaremos de vrios dias mais de medio para estabelecer um ritmo, Jacob. Eu no posso fazer promessas."
"Ontem ela cresceu cinco centmetros. Hoje foi menos."
"Cerca de dois centmetros a cada trinta segundos, se minhas medies forem perfeitas", Carlisle disse baixinho.
"Seja perfeito, Doutor", Jacob disse, quase transformando as palavras numa ameaa. Rosalie enrijeceu.
"Voc sabe que eu farei o melhor", Carlisle o assegurou.
Jacob suspirou. "Acho que isso  s o que eu posso pedir."
Eu me senti irritada de novo, como se Jacob estivesse roubando as minhas falas - e dizendo todas elas erradas.
Renesmee parecia irritada tambm. Ela comeou a se mexer e ento ergueu a mo imperiosamente para o rosto de Rosalie. Rosalie se inclinou pra frente para que Renesmee
pudesse tocar seu rosto. Depois de um segundo, Rosalie suspirou.
"O que ela quer?" Jacob quis saber, roubando a minha fala de novo.
"Bella,  claro", Rosalie disse a ele, e as palavras dela me fizeram sentir quentinha por dentro. Ento ela olhou pra mim. "Como voc est?"
"Preocupada", eu admiti, e Edward me apertou.
 "Todos ns estamos. Mas no foi isso que eu quis dizer."
"Eu estou sob controle", eu prometi. Sede estava bem embaixo na minha lista nesse momento. Alm do mais, Renesmee tinha um cheiro muito bom, e no no sentido comestvel.
Jacob mordeu o lbio mas no se moveu para impedir Rosalie quando ela ofereceu Renesmee para mim. Jasper e Edward ficaram rondando mas permitiram. Eu podia ver o
quanto Rose estava tensa, e eu me perguntei como a sala estaria para Jasper agora. Ou ele estava to concentrado em mim que no conseguia sentir os outros?
Renesmee se inclinou pra mim como eu me inclinei para ela, um sorriso brilhante iluminando seu rosto. Ela cabia to facilmente nos meus braos, como se eles tivessem
sido feitos para ela. Imediatamente ele ps a mo quente em minha bochecha.
Apesar deu estar preparada, ver a viso que parecia uma memria na minha cabea ainda me fez perder o flego. To clara e colorida mas tambm, completamente transparente.
Ela estava lembrando de mim, me atirando contra Jacob no gramado da frente, lembrando de Seth se metendo entre ns dois. Ela tinha visto e ouvido tudo com perfeita
claridade. No parecia comigo, essa predadora graciosa saltando sobre sua presa como uma flecha voando de um arco. Tinha que ser outra pessoa. Ver Jacob erguer as
mos na frente do rosto em sinal de defesa fez eu me sentir um pouquinho melhor. As mos dele no estavam tremendo.
Edward gargalhou, vendo os pensamentos de Renesmee comigo. E ento ns dois gememos quando ouvimos o som dos ossos de Seth se quebrando.
Renesmee mostrou seu sorriso brilhante, e os olhos de sua memria no saram de Jacob durante toda a baguna que se seguiu. Eu senti um novo sabor ligado  memria
- no exatamente protetor, mais possessivo - enquanto ela observava Jacob. Eu tive a distinta impresso de que ela ficou feliz quando Seth se jogou na frente do
meu salto. Ela no queria que Jacob se machucasse. Ele era dela.
 "Oh, maravilha", eu gemi. "Perfeito."
" s porque o gosto dele  melhor que o nosso", Edward me assegurou, sua voz dura com seu prprio aborrecimento.
"Eu disse que ela gosta de mim tambm", Jacob zombou do outro lado da sala, os olhos grudados em Renesmee. A piada dele foi sem vontade; o ngulo tenso das sobrancelhas
dele no relaxou.
Renesmee cutucou meu rosto impacientemente, chamando minha ateno. Outra memria: Rosalie passando uma escova cuidadosamente por cada um de seus cachos. A sensao
foi boa.
Carlisle e sua fita mtrica, sabendo que ela tinha que se esticar e ficar parada. Isso no era interessante pra ela.
"Parece que ela est te atualizando em tudo o que voc perdeu", Edward comentou no meu ouvido.
Meu nariz coou quando ela mostrou a prxima pra mim. O cheiro vinha de um estranho copo de metal - duro o suficiente para no ser facilmente mordido - mandou uma
queimao repentina pela minha garganta. Ouch.
E ento Renesmee foi retirada dos meus braos, que estavam presos atrs das minhas costas. Eu no lutei com Jasper; eu s olhei para o rosto assustado de Edward.
"O que eu fiz?"
Edward olhou para Jasper atrs de mim, e ento para mim de novo.
"Mas ela estava lembrando de estar com sede", Edward murmurou, sua testa se enrugando. "Ela estava lembrando o gosto do sangue dos humanos."
Jasper apertou mais os meus braos. Parte da minha mente notou que eu no estava particularmente desconfortvel, muito menos dolorida, como teria sido pra um humano.
S era chato. Eu tinha certeza de que conseguiria me livrar de suas mos, mas no lutei.
"Sim", eu concordei. "E?"
Edward fez careta pra mim por mais um segundo, e ento sua expresso afroxou. Ele riu uma vez. "E, absolutamente nada, pelo que parece. A reao exagerada dessa
vez foi minha. Jezz, solte-a."
As mos desapareceram. Eu busquei Renesmee assim que estava livre. Edward passou-a pra mim sem hesitao.
"Eu no compreendo", Jasper disse. "Eu no agento isso."
Eu observei surpresa enquanto Jasper saia pela porta dos fundos. Leah se moveu para dar a ele uma grande margem de espao enquanto ele caminhou at o rio e se jogou
na beirada.
Renesmee tocou minha bochecha, repetindo mais uma vez a cena da sada, como um replay instantneo. Eu podia sentir a pergunta nos seus pensamentos, um eco dos meus.
Eu j tinha me recuperado do choque de seu estranho pequeno dom. Parecia uma parte inteiramente natural dela, era quase esperado. Talvez agora que eu mesma fazia
parte do sobrenatural, eu nunca mais seria ctica novamente.
Mas o que havia de errado com Jasper?
"Ele vai voltar", Edward disse, se foi pra mim ou para Renesmee, eu no sei. "Ele s precisa de um momento a ss para reajustar sua perspectiva de vida." Havia um
sorriso ameaando os cantos da boca dele.
Outra memria humana - Edward me dizendo que Jasper se sentiria melhor se eu tivesse "dificuldades em me ajustar" a ser uma vampira. Esse era um novo contexto da
discusso sobre quantas pessoas eu ia matar em meu primeiro ano como recm nascida.
"Ele est com raiva de mim?" Eu perguntei baixinho.
Os olhos de Edward se arregalaram. "No. Porque ele estaria?"
 "Qual  o problema, ento?"
"Ele est zangado consigo mesmo, Bella, no com voc. Ele est se preocupando em... profecias auto realizveis, eu acho que pode-se dizer assim."
"Como assim?" Carlisle perguntou antes que eu pudesse.
"Ele est se perguntando se a loucura de um recm nascido  realmente to difcil quanto ns sempre pensamos, ou se, com a concentrao e atitude certas, quando
um pode ser como Bella. Mesmo agora - talvez ele s tenha tal dificuldade porque ele acredita que isso  natural e inevitvel. Talvez se ele esperasse mais de si
mesmo, ele atingisse tais expectativas. Voc est fazendo-o questionar um monte de coisas que ele acreditava profundamente ser garantidas, Bella."
"Mas isso  injusto", Carlisle disse. "Todo mundo  diferente; todos tm seus prprios desafios. Talvez o que Bella est fazendo v alm do natural. Talvez esse
seja o dom dela, por assim dizer."
Eu fiquei congelada pela surpresa. Renesmee sentiu a mudana, e me tocou. Ela lembrou do ltimo segundo do tempo e se perguntou por qu.
"Essa  uma teoria interessante e bastante plausvel", Edward disse.
Por um pequeno espao de tempo, eu fiquei decepcionada. O qu? Nada de vises mgicas, nada de habilidades ofensivas como, oh, atirar raios com os olhos ou algo
assim? Absolutamente nada legal ou til?
E ento eu me dei conta do que isso queria dizer, se o meu "super poder" fosse nada alm de um autocontrole excepcional.
Pra comear, pelo menos eu tinha um dom. Eu podia no ter tido nada.
Mas, mais que isso, se Edward estivesse certo, ento eu podia pular a parte que eu tanto havia temido.
E se eu no precisasse ser uma recm nascida? No no sentido daquelas mquinas de matar alucinadas, pelo menos. E se eu me ajustasse aos Cullen desde o primeiro
dia? E se eu no precisasse me esconder num lugar remoto por um ano enquanto eu "crescia"? E se, como Carlisle, eu nunca matasse ningum? E se eu pudesse ser uma
boa vampira imediatamente?
Eu poderia ver Charlie.
Eu suspirei assim que a realidade tomou conta da esperana. Eu no podia ver Charlie imediatamente. Os olhos, a voz, o rosto perfeito. O que eu podia dizer pra ele;
como eu ia comear? Eu estava furtivamente feliz por ter algumas desculpas para atrasar um pouco as coisas; mesmo querendo tanto encontrar uma forma de manter Charlie
em minha vida, eu estava morrendo de medo do meu primeiro encontro com ele. Ver seus arregalando quando ele olhasse pro meu rosto novo, minha pele nova. Saber que
ele estava assustado. Imaginar que explicao nebulosa se formaria em sua cabea.
Eu era covarde o suficiente para esperar um ano enquanto meus olhos ficavam claros. E c estava eu, pensando que seria to destemida quando fosse indestrutvel.
"Voc j viu um equivalente de alto controle como talento?" Edward perguntou a Carlisle. "Voc realmente acha que isso  um dom, ou produto de toda a preparao
dela?"
Carlisle ergueu os ombros. " um pouco similar ao que Siobhan era capaz de fazer, apesar dele no chamar isso de dom."
"Siobhan, seu amigo do cl Irlands?" Rosalie perguntou. "Eu no sabia que ela podia fazer alguma coisa especial. Eu pensei que Maggie fosse a talentosa daquele
grupo."
"Sim, Siobhan pensa o mesmo. Mas ela tem essa forma de estabelecer suas metas e ento quase... transform-las em realidade. Ela acha que isso so bons planejamentos,
mas ns sempre nos perguntamos se havia algo mais. Quando ela incluiu Maggie no cl, por exemplo. Liam estava sendo egosta, mas Siobhan queria que desse certo,
e ento deu."
Edward, Carlisle e Rosalie se sentaram em cadeiras enquanto continuavam a discusso. Jacob estava sentado protetoramente perto de Seth, parecendo entediado. Pelo
jeito que as plpebras dele estavam caindo, eu tinha certeza de que ele estaria inconsciente em um momento.
Eu ouvi, mas toda a minha ateno estava dividida. Renesmee ainda estava me contando sobre seu dia. Eu a segurei perto da parede de vidro, meus braos ninando-a
automaticamente enquanto olhvamos uma para os olhos da outra.
Eu me dei conta de que os outros no tinham motivos para se sentar. Eu estava perfeitamente confortvel de p. Era to confortvel quanto seria estar numa cama.
Eu sabia que seria capaz de ficar assim de p por uma semana sem mover e ao final dos sete dias ainda me sentiria to relaxada quanto me sentia no comeo.
Eles deviam fazer isso por hbito. Humanos notariam uma pessoa de p por horas sem sequer trocar o peso de um p pro outro. Mesmo agora, Rosalie passou os dedos
pelos cabelos e Carlisle cruzou as pernas. Pequenos movimentos que os impediam de ficar parados demais, demais para um vampiro. Eu teria que prestar ateno ao que
eles faziam e comear a praticar.
Eu passei meu peso de volta para a perna esquerda. Pareceu meio bobo.
Talvez eles estivessem apenas tentando me dar algum tempo a ss com o beb - to a ss quanto fosse seguro.
Renesmee me contou tudo sobre o que aconteceu em cada minuto do seu dia, e eu tive a sensao de ser o tenor das historinhas que ela queria me contar, tanto quanto
eu queria ouvir. Ela estava preocupada que eu tivesse perdido as coisas - como os pardais que haviam chegado mais e mais perto quando Jacob a segurou, os dois pssaros
muito quietos no galho a rvore; os pssaros no se aproximavam do Rosalie. Ou a coisa branca ultrajantemente nojenta - frmula de bebs - que Carlisle colocou em
seu copo; tinha cheiro de sujeira azeda. Ou a msica que Edward havia sussurrado para ela, que era to perfeita que Renesmee tocou pra mim duas vezes; eu fiquei
surpresa por ser o plano de fundo dessa memria, perfeitamente imvel, mas parecendo um pouco cansada. Eu estremeci, lembrando daqueles tempos em minha prpria perspectiva.
O fogo odioso...
Depois de quase uma hora - os outros ainda estavam profundamente absorvidos em sua conversa, Seth e Jacob roncando em harmonia no sof - a memria das histrias
de Renesmee comearam a ficar lentas. Elas ficaram meio borradas e apagadas nos cantos e ficavam fora de foco antes de chegarem ao fim. Eu estava prestes e interromper
Edward cheia de pnico - alguma coisa estava acontecendo com ela? - quando suas plpebras flutuaram e se fecharam. Ela bocejou, seus lbios rosa claros se esticando
num O redondo, e seus olhos no se abriram mais.
A mo dela caiu do meu rosto enquanto ela caia no sono - a parte de trs das plpebras dela eram do mesmo tom violeta claro que as nuvens tinham antes do nascer
do sol. Com cuidado para no acorda-la, eu levantei a mo dela de volta para a minha pele e a segurei l cheia de curiosidade. Primeiro no havia nada, e depois,
aps alguns minutos, uma mistura de cores, como um monte de borboletas, estava se espalhando em seus pensamentos.
Maravilhada, eu observei seus olhos. Nada fazia sentido. Apenas as cores e os formatos e os rostos. Eu gostei de ver a freqncia com que meu rosto - meus dois rostos,
a horrvel humana e a gloriosa imortal - apareciam em seus pensamentos inconscientes. Mais que o de Edward ou se Rosalie. Eu estava empatada com Jacob tambm; eu
tentei no deixar isso me afetar.
Pela primeira vez, eu entendi como Edward foi capaz de me observar dormindo noite aps noite, s pra me ouvir falando no sono. Eu podia ver Renesmee sonhando pra
sempre.
A mudana no tom de voz de Edward chamou minha ateno quando ele disse, "Finalmente", e virou o olhar na direo da janela. Nada estava escondido na escurido;
tudo tinha acabado de mudar de cores.
Leah, ainda observando, se levantou e se enfiou num arbusto enquanto Alice aparecia do outro lado do rio. Alice se balanou pra frente e pra trs num galho como
se fosse uma trapezista, seus ps chegando a altura das mos, antes de atirar seu corpo numa graciosa espiral sobre rio. Esme deu um salto mais tradicional, enquanto
Emmett se jogou direto na gua, atirando gua to longe que algumas gotas bateram nas janelas traseiras. Para minha surpresa, Jasper vinha logo atrs, seu prprio
salto eficiente parecendo suavizado, at mesmo sutil, depois dos outros.
O enorme sorriso se esticando no rosto de Alice era familiar de uma forma obscura, estranha. De repente, todos estavam sorrindo pra mim - Esme docemente, Emmett
excitado, Rosalie um pouco superior, Carlisle indulgente, e Edward na expectativa.
Alice entrou na sala antes de todos os outros, a mo esticada na frente dela, a impacincia fazendo uma aurola quase visvel ao seu redor. Eu sua palma havia uma
chave comum feita de bronze com uma fita rosa grande demais amarrada nela.
"Feliz aniversrio!" Ela gritou.
Eu revirei os olhos. "Ningum comea a contar no dia do nascimento", eu lembrei ela. "Seu primeiro aniversrio  quando se completa um ano, Alice."
Seu sorriso ficou presumido. "No estamos celebrando seu aniversrio de vampira. Ainda.  treze de Setembro, Bella. Feliz aniversrio de dezenove anos!"

24. SURPRESA
"No. De jeito nenhum!" Eu sacudi minha cabea ferozmente, e ento lancei um olhar ao presumido sorriso no rosto do meu marido de 17 anos. "No, isso no conta.
Eu parei de envelhecer trs dias atrs. Terei 18 anos para sempre."
"Tanto faz," Alice disse, liberando meu protesto ao encolher os ombros rapidamente. "Ns estamos celebrando mesmo, ento engole isso."
Eu suspirei. Raramente tinha algum ponto para argumentar com Alice.
Seu sorriso ficou impossivelmente largo enquanto ela lia o consentimento em meus olhos.
"Voc est preparada para abrir seu presente?" Alice cantou.
"Presentes," Edward corrigiu, e puxou outra chave - uma maior e prateada com um azul menos gritante - de seu bolso.
Eu lutei para no rolar os olhos. Sabia imediatamente o que era essa chave - o "carro de depois". Me perguntei se deveria me sentir excitada. Parecia que a conversa
de vampiro no tinha me dado nenhum interesse repentino em carros esportivos.
"O meu primeiro," Alice disse, e estirou a lngua, prevendo a resposta dele.
"O meu est mais perto."
"Mas olha como ela est vestida." As palavras de Alice eram quase um lamento. "Isso tem me matado o dia todo.  claramente a prioridade."
Minhas sobrancelhas se juntaram quando me perguntei como uma chave poderia me dar novas roupas. Ela me comprou um ba inteiro de roupas?
"Eu sei - Jogarei com voc por isso," Alice sugeriu. "Pedra, papel e tesoura."
Jasper sacudiu a cabea, e Edward suspirou.
 "Por que voc no conta logo quem ganha?" Edward disse ironicamente.
Alice irradiou de alegria. "Eu ganho. Excelente."
"Provavelmente  melhor que eu espere pela manh, de qualquer forma." Edward sorriu o sorriso torto para mim, e acenou para Jacob e Seth, que pareciam como se tivessem
se mexido a noite inteira; Me perguntei quanto tempo eles ficaram de p desta vez. "Acho que talvez seja mais divertido se Jacob ficasse acordado para a grande revelao,
no concorda? Ento algum estar disponvel a expressar o certo nvel de entusiasmo?"
Sorri de volta. Ele me conhecia bem.
"Yay," Alice cantou. "Bella, entregue Ness - Renesmee para Rosalie."
"Onde ela costuma dormir?"
Alice encolheu os ombros. "Nos braos de Rosalie. Ou nos de Jacob. Ou nos de Esme. Voc entendeu. Ela nunca saiu dos braos de algum a vida inteira. Ela sera a
meia-vampira mais mimada da existncia."
Edward riu enquanto Rosalie ps Renesmee com habilidade em seus braos. "Ela tambm  a mais no-mimada meia-vampira da existncia," Rosalie disse. "A beleza de
ser uma de um gnero."
Rosalie sorriu para mim, e eu fiquei feliz ao ver que o novo coleguismo entre ns ainda estava em seu sorriso. No tinha total certeza de que isso duraria depois
que a vida de Renesmee no estivesse mais ligada a minha. Mas talvez ns tivssemos lutado juntas do mesmo lado por tempo o suficiente para que fossemos sempre amigas
agora. Eu finalmente fiz a mesma escolha que ela teria feito se tivesse no meu lugar. Isso pareceu ter livrado seu ressentimento comigo por todas as outras escolhas.
Alice enfiou a chave decorada com laos em minha mo, e agarrou em meu cotovelo para me levar  porta dos fundos. "Vamos, vamos," ela se animou.
"Est do lado de fora?"
"Mais ou menos," Alice disse, me empurrando para frente.
"Aproveite seu presente," Rosalie disse. " de todos ns. Especialmente Esme."
"Vocs no vo tambm?" percebi que ningum se mexeu.
"Ns te daremos uma chance de apreci-lo sozinha," Rosalie disse. "Voc pode nos contar sobre isso... mais tarde."
Emmett gargalhou. Alguma coisa nesta risada me fez sentir como se tivesse corando, apesar de no ter certeza do porque.
Percebi que muitas coisas em mim - como odiar surpresas verdadeiramente, e no gostar de presentes em geral - no tinham mudado nem um pouco. Era uma ajuda e revelao
descobrir o quanto minhas caractersticas essenciais tinham permanecido comigo neste novo corpo.
Eu no tinha esperado ser eu mesma. Sorri imensamente.
Alice puxou meu cotovelo, e eu no pude parar de sorrir enquanto a seguia pela noite prpura. Apenas Edward veio conosco.
"Tem um entusiasmo que eu estou procurando," Alice murmurou incentivando. Ento ela soltou meu brao, fez duas fronteiras, e saltou sobre o rio.
"Vamos, Bella," ela chamou do outro lado do rio.
Edward pulou ao mesmo tempo que eu; cada parte era to divertida quanto tinha sido esta tarde. Talvez um pouco mais divertida porque a noite muda tudo para cores
novas e ricas.
Alice decolou conosco em seus calcanhares, nos guiando ao norte. Era mais fcil seguir o som de seu passo sussurrando contra o cho e a trilha fresca de seu cheiro,
do que manter meus olhos nela atravs da grossa vegetao.
Sem nenhum sinal, eu pude ver. Ela rodou e se lanou onde eu parei.
"No me ataque," ela alertou, e se atirou em mim.
"O que voc est fazendo?" perguntei, me torcendo enquanto ela se embaralhava em minhas costas e tampou meu rosto com as mos. Eu senti o desejo de atir-la, mas
o controlei.
"Garantindo que voc no poder ver."
"Eu poderia cuidar disso sem o drama," Edward ofereceu.
"Voc a deixaria trapacear. Pegue a mao dela e a conduza."
"Alice, eu -"
"No encha, Bella. Ns estamos fazendo do meu jeito."
Senti os dedos de Edward se entrelaarem aos meus. "S mais alguns segundos, Bella. E ento ela perturbar outra pessoa." Ele me puxou para frente. Mantive isso
facilmente. No estava assustada de golpear uma rvore; a rvore seria a nica machucada naquele cenrio.
 "Voc pode ser um pouco mais compreensivo," Alice o reprovou. "Isso  tanto para voc quanto pra ela."
"Verdade. Obrigado de novo, Alice."
"Sim, sim. Okay." A voz de Alice repentinamente cresceu em entusiasmo. "Pare ali. Vire-a um pouco  direita. Sim, desse jeito. Okay. Est pronta?" ela grunhiu.
"Estou." Tinham cheiros novos aqui, provocando meu interesse, aumentando minha curiosidade. Cheiros que no pertenciam ao fundo da floresta. Matagal. Fumaa. Rosas.
Serragem? Alguma coisa metlica tambm. A riqueza da terra funda foi exposta e trazida  tona. Eu me inclinei para ver o mistrio.
Alice saltou de trs de mim, libertando sua ateno em meus olhos.
Eu encarei a escurido violeta. L, aconchegando-se em uma pequena clareira da floresta, estava uma pequena casa enrijecida, lavanda cinza na luz das estrelas.
Pertencia aqui to absolutamente, que soava como se tivesse que ter crescido de uma pedra, uma formao natural. O matagal escalava uma parede como uma fasquia,
enrolando todo o caminho de cima e sobre as grossas telhas de madeira. As tardias rosas de vero floresceram em um enorme leno de jardim na escurido, janelas profundas.
Tinha um caminho de pedras planas, ametistas na noite, que conduziam  curiosa porta arqueada.
Eu enrolei minha mo na chave que segurava, chocada.
"O que voc acha?" A voz de Alice estava suave agora; combinava ao perfeito silencio da cena de um livro de histrias.
Abri minha boca, mas no disse nada.
"Esme pensou que ns poderamos ter um lugar nosso por um tempo, mas ela no nos queria muito longe," Edward murmurou. "E ela ama qualquer desculpa para renovar.
Este pequeno lugar tem desmoronado aqui por pelo menos cem anos."
Eu continuei encarando, boquiaberta como um peixe.
"No gosta dela?" O rosto de Alice se entristeceu. "Digo, tenho certeza que podemos construir diferentemente, se voc quiser. Emmett estava querendo adicionar alguns
quadrados para os ps, a segunda histria, colunas, e uma torre, mas Esme pensou que voc gostaria da melhor maneira para olhar." Sua voz comeou a se elevar, e
a falar mais alto. "Se ela estava errada, ns podemos voltar ao trabalho. No vai levar muito tempo para -"
"Shh!" eu mandei.
Ela pressionou seus lbios e esperou. Me levou alguns segundos para me recuperar.
"Voc est me dando uma casa de aniversrio?" eu sussurrei.
"Ns," Edward corrigiu. "E isso no  mais que uma choupana. Acho que a palavra casa implica algo mais."
"no critique minha casa," eu disse a ele.
Alice se encheu de alegria. "Voc gosta dela."
Sacudi a cabea.
"Ama?"
Concordei.
"Mal posso esperar para contar a Esme!"
"Por que ela no veio?"
O sorriso de Alice desapareceu um pouco, bem diferente de como estava antes, como se minha pergunta fosse difcil de responder. "Oh, sabe... eles todos lembram de
como voc  com presentes. Eles no queriam te colocar muita presso sobre isso."
"Mas claro que eu amei. Como no poderia?"
"Eles vo gostar disso." Ela deu um tapinha no meu brao. "De qualquer forma, seu armrio est estocado. Use-o com sabedoria. E... acho que isso  tudo."
"No vai entrar na casa?"
Ela passeou casualmente um pouco para trs. "Edward sabe o caminho. Vou dar uma passada s... mais tarde. Me chame se no conseguir escolher as roupas certas." Ela
deu um olhar desconfiado e sorriu. "Jazz quer caar. Vejo vocs mais tarde."
Ela disparou entre as rvores como a bala mais graciosa.
"Isso foi estranho," eu disse quando o som de seu vo tinha sumido completamente. "Estou to mal assim? Eles no tiveram que ficar longe. Agora me sinto culpada.
Eu nem mesmo a agradeci direito. Ns deveramos voltar, dizer a Esme -"
"Bella, no seja boba. Ningum pensa que voc  irracional."
"Ento o que -"
"Tempo sozinha  outro presente deles. Alice estava tentando ser sutil sobre isso."
"Oh."
Isso foi tudo para fazer a casa desaparecer. Ns podamos ter estado em qualquer lugar. Eu no vi as rvores ou as pedras ou as estrelas. Tinha apenas Edward.
"Deixe-me te mostrar o que eles fizeram," Ele disse, puxando minha mo. Ele tinha esquecido do fato de que uma corrente eltrica estava pulsando pelo meu corpo como
adrenalina encravada no sangue?
Uma vez mais me senti estranhamente fora de equilbrio, esperando por reaes do meu corpo, que no era capaz de mais nada. Meu corao deveria estar trovejando
como uma mquina a vapor perto de nos atingir. Aturdido. Minhas bochechas deveriam estar brilhando de vermelhas.
Para aquele corpo, eu deveria estar exausta. Este tinha sido o dia mais longo da minha vida.
Eu ri alto - somente uma pequena e quieta risada de choque - quando percebi que este dia nunca acabaria.
"Preciso ouvir a piada?"
"No  uma boa," eu disse enquanto ele me guiava pelo caminho para a pequena porta arredondada. "S estava pensando - hoje  o primeiro e o ltimo dia do para sempre.
 meio que difcil de processar isso. Mesmo com toda essa extra sala para arrumar." Ri novamente.
Ele riu comigo. Soltou a mo que segurava a minha para abrir a maaneta, esperando por mim para fazer as honras. Coloquei a chave na fechadura e virei.
"Voc  muito natural com isso, Bella; eu esqueci do quo estranho tudo deve ser pra voc. Espero que eu possa ouvir isso." Ele se abaixou e me puxou para seus braos
to rpido que nem senti que ele estava vindo - e foi realmente especial.
"Hey!"
"Os pisos so parte do meu trabalho de descrio," ele me lembrou. "Mas estou curioso. Me conte o que est pensando agora."
Ele abriu a porta - ela retrocedeu com um mal audvel rangido - e entrou pela pequena sala de estar apedrejada.
"Tudo," eu disse a ele. "Ao mesmo tempo, sabe. Coisas boas e coisas para me preocupar, e coisas que so novas. Como eu continuo usando tantos superlativos em minha
mente. Agora mesmo, estou pensando que Esme  uma artista.  to perfeito!"
A sala da choupana era de contos de fadas. O cho estava todo recoberto de um piso de pedras macio. O teto baixo tinha muita luz exposta; algum to alto quanto
Jacob certamente bateria sua cabea nele. A lareira no cantinho me lembrava fogo piscando. Tinha madeira flutuante queimando nela - as chamas baixas estavam azuis
e verdes do sal.
Estava mobiliada com peas eclticas, no uma delas combinando, mas igualmente harmoniosas. Uma cadeira parecia vagamente medieval, enquanto uma baixa poltrona perto
do fogo era mais contempornea, e a estocada estante de livros contra a janela mais longe me lembrou de filmes passados na Itlia. Tinham alguns quadros na parede
que eu reconheci - alguns dos meus favoritos da casa grande. Os originais so impagveis, sem dvidas, mas eles pareciam pertencer aqui tambm, como todo o resto.
Era um lugar onde qualquer um poderia acreditar que magia existe. Um lugar onde voc esperaria a Branca de Neve andar bem ali com sua ma na mo, ou um unicrnio
parar e morder uma roseira.
Edward sempre havia pensado que pertencia ao mundo de histrias de terror. Claro, eu sabia que ele estava muito errado. Era bvio que ele pertencia aqui. Ao conto
de fadas.
E agora eu estava na histria com ele.
Eu estava prestes a tomar vantagem do fato de que ele no tinha contornado para me trazer de volta, e que seu rosto bonito e inteligente estava somente a alguns
passos quando ele disse, "Ns somos sortudos que Esme tenha pensado em colocar um quarto extra. Ningum estava planejando por Ness - Renesmee."
Eu franzi as sobrancelhas, meus pensamentos se direcionaram ao caminho menos prazeroso.
"Voc tambm no." Eu reclamei.
"Desculpe, amor. Eu ouvi isso nos pensamentos deles o tempo todo, sabe. Est me perturbando."
Eu suspirei. Meu bebe, a serpente do mar. Talvez no tinha ajeito pra isso. Bem, eu no estava cedendo.
"Estou certo de que voc est morrendo para ver o armrio. Ou, ao menos eu direi para Alice que voc estava, para faz-la se sentir bem."
"Eu deveria estar com medo?"
"Apavorada."
Ele me carregou at o estreito corredor de pedra com pequenos arcos no teto, como se fosse nossa prpria miniatura de castelo.
"Esse ser o quarto de Renesmee," ele disse, indicando com a cabea para o quarto vazio com um cho de madeira branco. "Eles no tiveram tempo para arrum-lo, o
que com a raiva dos lobisomens..."
Eu ri silenciosamente, maravilhada no quo rpido tudo tinha se tornado certo quando era tudo aterrorizante h apenas uma semana atrs.
Maldito Jacob por fazer tudo perfeito deste jeito.
"Aqui est nosso quarto. Esme tentou trazer um pouco da sua ilha aqui para ns. Ela achou que estaramos ligados."
A cama era enorme e branca, com nuvens de fios de teia de aranha flutuante que ia do dossel at o cho. O plido cho de madeira plido combinou com outra sala,
e agora compreendi que era precisamente a cor de uma praia primitiva. As paredes eram quase-branco-azul brilhante de um dia ensolarado, e a parede traseira tinha
grandes portas de vidro que se abriram em um pequeno jardim escondido. Trepadeira rosa e um pequeno lago redondo, lisa como um espelho e com pedras afiadas brilhantes.
Um oceano muito pequeno, calmo para ns.
"Oh" foi tudo que consegui dizer.
"Eu sei," ele sussurrou.
Ficamos l durante um minuto, lembrando. Embora as memrias fossem humanas e cobertas de nuvens, elas assumiram completamente minha mente.
Ele sorriu um sorriso largo, deslumbrante, e em seguida gargalhou. "O closet  por aquelas portas duplas."
Eu no tinha nem mesmo olhado as portas de relance. No existia nada mais no mundo novamente, exceto ele - seus braos enrolados em mim, sua doce respirao em meu
rosto, seus lbios h pouca distncia dos meus - e no existia nada que pudesse me distrair agora, vampiro recm-nascido ou no.
"Ns diremos  Alice que eu corri direto para as roupas," eu sussurrei, passando meus dedos em seus cabelos e aproximando meu rosto do dele. "Ns a diremos que eu
passei horas brincando de me trocar. Ns vamos mentir."
Ele captou meu humor num instante, ou talvez ele j o tivesse feito, e ele estava apenas tentando me deixar completamente estimulada com meu presente de aniversrio,
como um cavalheiro. Ele puxou meu rosto para junto dele com repentina ferocidade, um baixo lamento em sua garganta. O som fez a corrente eltrica passar pelo meu
corpo com um furor, como se eu no pudesse ficar prxima o bastante dele rpido demais.
Eu ouvi o pano rasgando embaixo de nossas mos, e fiquei feliz que minhas roupas, ao menos, j estivessem destrudas. Era tarde demais para ele. Pareceu quase rude
ignorar aquela cama branca linda, mas ns no amos demorar tanto para fazer isso.
Esta segunda lua-de-mel no estava como nossa primeira.
Nosso tempo na ilha tinha sido o eptome da minha vida humana. O melhor dela. Eu estive to pronta para acompanh-lo em meu tempo humano, para agentar o que tivesse
que ser com ele por um pouco mais. Porque a parte fsica no seria a mesma nunca mais.
Eu devia ter adivinhado, depois de um dia como hoje, que seria melhor.
Eu podia apreci-lo realmente agora - podia ver propriamente cada linha linda de seu rosto perfeito, de seu perfeito e longo corpo com meus novos olhos fortes. Cada
ngulo e cada plano dele. Eu podia sentir sua pureza, seu cheiro vvido em minha lngua, e sentir a inacreditvel suavidade de sua pele de mrmore com as pontas
sensveis dos meus dedos.
Minha pele era to sensvel s mos dele tambm.
Ele estava todo novo, uma pessoa diferente como se nossos corpos se enrolassem graciosamente em um s no cho claro como areia. Sem perigo, sem moderao. Sem medo
- especialmente isso. Ns podamos nos amar juntos - ambos participantes ativos agora. Finalmente iguais.
Como nossos beijos antes, cada toque era mais do que os quais eu estava acostumada. Muito dele tinha se contido. Necessariamente naquele tempo, mas eu no pude acreditar
no quanto eu estava perdendo.
Eu tentei manter em mente que era mais forte do que ele era, mas era difcil me focar em qualquer coisa com sensaes to intensas, atraindo minha ateno para milhares
de lugares diferentes em meu corpo a cada segundo; se eu o machucasse, ele no reclamaria.
Uma parte bem, bem pequena de minha cabea considerava o interessante enigma apresentado nesta situao. Eu nunca ficaria cansada, nem ele. Ns no teramos que
tomar flego ou descansar ou comer ou at mesmo usar o banheiro; ns no tnhamos mais necessidades humanas neste mundo. Ele tinha o corpo mais lindo e perfeito
do mundo, e eu o tinha todinho para mim, e no era como se eu fosse achar um ponto em que eu iria pensar a respeito. Agora, eu tinha o bastante por um dia. Eu iria
querer mais. E o dia nunca terminaria. Ento, nessa situao, como ns iramos parar?
No me incomodou nem um pouco no achar a resposta pra isso.
Eu meio que notei quando o cu comeou a brilhar. O pequeno oceano ao lado de fora ficou de preto para cinza, e a cotovia comeou a cantar de algum lugar bem prximo
- talvez ela tivesse um ninho no meio das rosas.
"Voc sente falta disso?" eu perguntei a ele quando ela parou de cantar.
No era a primeira vez que ns falvamos, mas estvamos exatamente mantendo uma conversa tambm.
"Sentir falta de que?" ele murmurou.
"De tudo isso - do calor, da pele macia, do cheiro gostoso... eu no estou perdendo nada, e eu me pergunto se era um pouco triste pra voc estar perdendo."
Ele riu, baixo e gentilmente. "Seria difcil encontrar algum menos triste do que eu estou agora. Impossvel, eu aposto. No so muitas pessoas que conseguem cada
coisinha que eles querem, mas todas as coisas que eles no pensam em pedir, em um mesmo dia."
"Est evitando a pergunta?"
Ele pressionou suas mos em meu rosto. "Voc  quente," ele me disse.
Era verdade, de certa forma. Para mim, as mos dele eram quentes. No era o mesmo toque da pele em chamas de Jacob, mas era mais confortvel. Mais natural.
Ento ele deslizou os dedos lentamente em meu rosto, levemente seguindo de minha mandbula  minha garganta, e ento fez todo o caminho at minha cintura. Meus olhos
rolaram um pouco.
"Voc  macia."
Seus dedos estavam como cetim contra minha pele, ento eu pude entender o que ele queria dizer.
"E sobre o cheiro, bem, eu no poderia dizer que sinto falta disso. Se lembra do cheiro daqueles caminhantes em nossa caa?"
"Tenho tentado muito no lembrar."
"Imagina beijar aquilo."
Minha garganta ardeu em chamas como amarrassem uma corda em um balo a vapor.
"Oh."
"Exatamente. Ento a resposta  no. Estou cheio de alegria, porque no sinto falta de nada.Ningum tem mais do que eu tenho agora."
Eu estava para inform-lo de uma exceo ao seu relato, mas meus lbios estavam repentinamente muito ocupados.
Quando a pequena piscina ficou perolada com o nascer do sol, eu pensei em outra pergunta a ele.
 "Quanto tempo isso continua? Digo, Carlisle e Esme, Emmett e Rose, Alice e Jasper - eles no passam o dia todo trancados em seus quartos. Eles saem em pblico,
totalmente cobertos, o tempo todo. Este... desejo passa?" eu me entortei para ficar mais prxima a ele - enorme consumao, na verdade - para deixar claro do que
eu estava falando.
"Isso  difcil de dizer. Todo mundo  diferente e, bem, voc  de longe a mais diferente de todas. O vampiro jovem normal  obcecado demais com sede para reparar
em qualquer outra coisa por um bom tempo. Isso no parece se aplicar a voc. Com o vampiro normal, entretanto, depois do primeiro ano, outras necessidades aparecem.
Nem sede ou qualquer outro desejo realmente some.  simplesmente uma questo de aprender a equilibr-los, aprender a priorizar e manejar..."
"Quanto tempo?"
Ele sorriu, enrrugando seu nariz um pouco. "Rosalie e Emmett so os piores. Levou uma dcada slida antes que eu pude ficar a 5 milhas de distncia deles. At Carlisle
e Esme tiveram um tempo difcil digerindo isso. Eles chutaram o casal feliz eventualmente. Esme construiu a casa deles tambm. Era mais grandiosa que esta, mas s
que Esme sabia do que Rosalie gostava, e ela sabe do que voc gosta."
"Ento depois de 10 anos?" eu estava certa de que Rosalie e Emmett no nos devem nada, mas podia soar arrogante se eu fosse alm de uma dcada. "Todo mundo  normal
de novo? Como eles esto agora?"
Edward sorriu de novo. "Bem, no tenho certeza do que voc quer dizer quando diz normal. Voc tem visto minha famlia cuidar da vida de um jeito justamente humano,
mas voc tem dormido por noites." Ele piscou para mim. "Tem tempo de sobra quando voc no tem que dormir. Isso te faz equilibrar mais seu... interesse mais facilmente.
Tem uma razo pela qual eu sou o melhor msico da famlia, porque - alm de Carlisle - eu j li mais livros, estudei a maior parte das cincias, me tornei fluente
na maioria das lnguas... Emmett acreditaria que eu sou um sabicho porque consigo ler mentes, mas a verdade  que eu s tenho muito tempo livre."
Ns rimos juntos, e o impulso de nossa risada fez coisas interessantes com a maneira com que nossos corpos estavam conectados, efetivamente acabando aquela conversa.

25 - Favor
Era s um pouco mais tarde quando Edward me lembrou das minhas prioridades.
S tomou a ele uma palavra.
"Resmee..."
Eu suspirei. Ela acordaria logo. Era quase sete da manh. Ser que ela estaria procurando por mim? Abruptamente, alguma coisa perto de pnico congelou meu corpo
todo. Como ela estaria parecendo hoje?
Edward sentiu a distrao do meu estresse. "Est tudo bem, amor. Se troque, e ns voltaremos pra casa em dois segundos."
Eu provavelmente parecia como um desenho animado, o jeito que eu pareci, e ento olhei de volta pra ele- seu corpo de diamante brilhando na luz difusa- e ento olhei
pra longe ao leste, onde Renesmee esperava, e ento de volta pra ele, depois de volta pra ela, minha cabea virando para os lados umas doze vezes por segundo. Edward
sorriu, mas no riu; ele era um homem forte.
" tudo questo de balano, amor. Voc  to bom nisso, no acho que v demorar pra botar tudo em uma perspectiva."
"E ns temos a noite toda, certo?"
Ele abriu um sorriso mais largo ainda. "Voc acha que eu poderia agentar deixar voc se trocar agora se no fosse o caso?"
Isso seria o suficiente pra me levar pelas horas do dia. Eu ia balanar esse esmagador e devastador desejo para que eu pudesse ser uma boa- eu no conseguia pensar
na palavra. Embora Renesmee fosse real e vital na minha vida, ainda era difcil me pensar como sendo uma me. Eu acho que qualquer uma se sentiria do mesmo jeito,
embora, sem os noves meses pra se acostumar com a idia. E com uma criana que mudava por hora.
O pensamento da vida rpida de Renesmee me estressou de novo em um instante. Eu nem parei nas portas pra conseguir respirar antes de descobrir o que Alice tinha
feito. Eu s entrei, pretendendo colocar as primeiras roupas que eu tocasse. Eu sabia que isso no seria fcil.
"Qual  a minha?" eu assobiei. Como prometido, o cmodo era maior que nosso quarto. Talvez fosse maior que toda a casa junta, mas eu tinha que aceitar pra ser positiva.
Eu tive um breve flash de Alice tentando convencer Esme pra ignorar as propores clssicas e permitir essa monstruosidade. Eu imagino como Alice ganhou essa.
Tudo estava embrulhado em malas brancas, montes depois de montes depois de montes.
"Pelo meu conhecimento, tudo menos essa mala aqui"- ele tocou em uma barra esticada junto com a longa parede no lado esquerdo da porta- " seu."
"Tudo isso?"
Ele riu.
"Alice," ns dissemos juntos. Ele disse seu nome como explicao e eu disse como acusao.
"Certo," eu murmurei e ento puxei o zper pra baixo da mala mais perto. Eu gemi por baixo da respirao quando eu vi o vestido longo de seda dentro- rosa beb.
Encontrar algo normal pra vestir podia levar o dia todo!
"Me deixe ajudar," Edward ofereceu. Ele cheirou o ar cuidadosamente e ento seguiu algum cheiro para as costas do longo quarto. Ento tinha uma penteadeira embutida.
Ele cheirou de novo, e ento abriu uma gaveta. Com um sorriso triunfante, ele pegou um par de jeans desbotados.
Eu coloquei a cabea de lado. "Como voc fez isso?"
"Jeans tem seu prprio cheiro, como qualquer outra coisa. Agora... algodo?"
Ele seguiu seu nariz em uma cmoda, pegando uma camiseta branca de manga comprida. Ele a lanou pra mim.
"Obrigada," eu disse fervorosamente. Eu inalei cada tecido, memorizando o cheiro pra futuras procuras nessa enorme casa. Eu me lembrava de seda e cetim; eu ia evitar
esses.
S o tomou dois segundos pra achar suas prprias roupas- se eu no tivesse o visto sem roupas, eu ia jurar que no havia nada mais bonito que Edward suas calas
caqui e seu pullover bege- e ento ele pegou minha mo. Ns fomos para o jardim escondido, que estava acima da parede de pedra, e chegava na floresta em um fim de
linha. Eu puxei minha mo para que eu pudesse correr de volta. Ele foi mais rpido dessa vez.
Renesmee estava acordada; ela estava sentada no cho com Rose e Emmett pairando em cima dela, brincando com uma pilha pequena de roupas pratas. Ela tinha uma colher
na sua mo direita. Quando ela me viu pelo vidro, ela atirou a colher no cho- onde ficou uma bolinha na madeira- e apontou na minha direo. Seus espectadores deram
risada; Alice, Jasper, Esme, e Carlisle estavam sentados no sof, a assistindo como se ela fosse o mais interessante dos filmes.
Eu passei pela porta quando a risada deles tinha mal comeado, se espalhando pelo cmodo e chegando a ela no cho em no mesmo segundo. Ns sorrimos grandemente um
para o outro.
Ela era diferente, mas no muito. Um pouco maior de novo, suas propores estavam passando de beb pra criana. Seus cabelos estavam mais longos, os cachos balanando
a todo o momento. Eu deixei minha mente ficar louca quando ns voltamos, e eu imaginei coisa pior do que isso. Graas aos meus medos, essas pequenas mudanas eram
quase um alvio. Mesmo sem as medidas de Carlisle, eu estava certa de que as mudanas estavam mais devagar do que ontem.
Renesmee deu uma batidinha na minha bochecha. Eu estremeci. Ela estava com fome de novo.
"Por quanto tempo ela esteve acordada?" eu perguntei a Edward desaparecendo pela porta da cozinha. Eu tenho certeza que ele estava a caminho de pegar seu caf-da-manh,
vendo que ela pensou to claramente quanto eu tinha pensado. Eu pensei se ele iria perceber sua pequena peculiaridade, como se ele fosse o nico que a conhecesse.
Pra ele, provavelmente seria como ouvir a qualquer um.
 "S alguns minutos," Rose disse. "Ns teramos te ligado em breve. Ela est perguntando por voc- exigindo voc talvez seja uma descrio melhor. Esme sacrificou
seu trabalho de prata s pra mant-la entretida." Rose sorriu pra Renesmee com tanta afeio que a crtica nem fazia sentido. "Ns no queramos, er, te incomodar."
Rosalie mordeu seus lbios e olhou pra longe, tentando no rir. Eu pude sentir a risada silenciosa de Emmett atrs de mim, mandando vibraes pela casa.
Eu mantive meu queixo erguido. "Ns vamos ter arrumado seu quarto rapidinho," eu disse pra Renesmee. "Voc vai gostar da casa de campo.  mgica." Eu olhei pra Esme.
"Obrigada, Esme. Muito mesmo.  absolutamente perfeita."
Antes que Esme pudesse responder, Emmett estava rindo de novo- e no era silenciosamente dessa vez.
"Ento ainda est em p?" ele tentou falar ao meio das gargalhadas. "Eu pensei que vocs tinham a feito pedregulhos j. O que vocs estavam fazendo ontem  noite?
Discutindo o estado nacional?" Ele uivou em sua risada.
Eu travei meus dentes e me lembrei das conseqncias negativas que meu temperamento trouxe ontem.  claro, Emmett no era to quebrvel quanto Seth...
"Por que ele est to chateado?" Edward perguntou quando ele voltou para o cmodo com o copo de Renesmee. Havia sido muito mais pra Rosalie em sua memria do que
eu j tinha visto em sua expresso.
Sem respirar, eu peguei Renesmee de Rosalie. Bem controlada, talvez, mas ainda eu no tinha jeito pra alimenta-la. Ainda no.
"Eu no sei- ou ligo," Rosalie disse, mas ela respondeu a pergunta de Edward mais completamente. "Ele estava olhando Nessie dormir, sua boca aberta como um boboca
que ele , e ento ele ficou em p sem nenhum tipo de gatilho- que eu tenha notado, mas de qualquer jeito- e saiu por a. Eu estava feliz de me livrar dele. Quanto
mais tempo ele passa aqui, menos chances ns temos de ter esse cheiro banido."
"Rose," Esme disse gentilmente.
Rosalie mexeu seus cabelos. "Eu acho que no importa. Ns no vamos ficar aqui por tanto tempo."
"Eu ainda acho que devemos ir pra New Hampshire e acertar as coisas," Emmett disse, obviamente continuando uma conversa anterior. "Bella j est registrada em Dartmouth.
No parece que vai leva-la todo esse tempo pra agentar a escola." Ele virou pra olhar pra mim com um sorriso. "Eu tenho certeza que voc vai tirar de letra... parece
que voc no tem nada de interessante pra fazer a noite alm de estudar."
Rosalie riu.
Pensar em Seth me fez imaginar. "Onde esto os lobos hoje?" eu olhei pra janela, mas no tinha nenhum sinal de Leah na entrada.
"Jacob saiu daqui essa manh bem cedo," Rosalie disse a mim, com uma ruga na sua testa. "Seth o seguiu."
No perca a cabea, no perca a cabea. eu cantei pra mim mesma. E ento eu estava orgulhosa de mim mesmo por no perder a cabea.
Mas eu estava bem surpresa que Edward no conseguiu.
Ele grunhiu- um abrupto, chocante som - e a fria cruzou sua expresso como se fosse uma tempestade.
Antes que qualquer um de ns pudesse responder, Alice estava em p.
"O que ele est fazendo? O que aquele cachorro est fazendo que apagou todo o meu itinerrio pra hoje? EU no posso ver nada! No!" Ela jogou um olhar torturado.
"Olhe pra voc! Voc precisa que eu te mostre como usar seu closet!
Por um segundo eu estava agradecida pelo o que Jacob estava planejando.
E ento os punhos de Edward se fecharam e ele latiu, "Ele falou com Charlie. Ele acha que Charlie vai o seguir. Vindo aqui. Hoje."
Alice disse uma palavra que no parecia ser dita por ela, com sua voz de leide, e ento ela saiu pela porta dos fundos.
"Ele contou a Charlie?" eu disse. "Mas-- ele no entende? Como ele pde fazer isso?" Charlie no podia saber sobre eu! Sobre vampiros! Isso o colocaria numa lista
que nem os Cullen poderiam salva-lo. "No!"
Edward falou por entre seus dentes. "Jacob est vindo pra c, agora."
Deve ter comeado a chover longe no oeste. Jacob entrou pela porta sacudindo seu cabelo molhado como um cachorro, derrubando gua no carpete e no sof onde ficaram
pequenos pontos cinzas no sof branco. Seus dentes apareceram contra seus lbios escuros, seus olhos estavam claros e excitados. Ele entrou com movimentos desajeitados,
como se ele tivesse gostando de destruir a vida do meu pai.
"Hey, pessoal," ele nos cumprimentou, rindo.
Estava perfeitamente silencioso.
Leah e Seth ficaram aos seus lados, em suas formas humanas- por enquanto; as mos dos dois estavam tremendo com a tenso do cmodo.
"Rose," eu disse, com os braos esticados. Sem palavras, Rosalie me entregou Renesmee. Eu a pressionei perto do meu corao sem batidas, a segurando como um talism.
Eu a teria nos meus braos at eu decidir que matar Jacob era inteiramente baseado racionalmente e no em fria.
Ela ficou parada, olhando e ouvindo. Quando ela entendia?
"Charlie estar aqui logo," Jacob me disse casualmente. "S pra ver como esto as coisas. Eu acho que Alice est pegando pra vocs culos de Sol, ou alguma coisa
assim?"
 "Voc acha muito," eu cuspi por entre dentes. "O. Que. Voc. Fez?"
Jacob sorriu, mas ele estava muito abobalhado pra responder seriamente. "Loira e Emmett me acordaram essa manh com toda a baboseira de todos vocs se mudarem pro
outro lado do pas. Como se eu pudesse deixar voc ir embora. Charlie  o maior problema aqui, certo? Bem, problema resolvido."
"Voc imagina o que voc fez? O perigo em que voc o colocou?"
Ele bufou. "Eu no o coloquei em perigo. Exceto por voc. Mas voc tem um certo autocontrole supernatural, certo? No  to bom quanto ler mentes, se voc me perguntar.
Muito menos legal."
Edward se moveu ento, indo diretamente pro rosto de Jacob. Mesmo ele sendo metade de uma cabea mais baixo que Jacob, Jacob foi pra trs assim que Edward se inclinou
pra frente com raiva.
"Isso  s uma teoria, mongol." Ele latiu. "Voc acha que ns devamos testa-la com Charlie ? Voc sabe a dor fsica que voc vai fazer em Bella, mesmo se ela puder
resistir? Ou a dor emocional se ela no conseguir? Eu acho que o que acontece com Bella no  mais de seu interesse." Ele cuspiu as ultimas palavras.
Renesmee pressionou os dedos ansiosamente em minha bochecha, ansiedade colorindo o replay em sua cabea.
As palavras de Edward cortaram de um jeito eltrico em Jacob. Sua boca se abriu. "Bella vai ficar com dor?"
"Como se voc tivesse enfiado um cano de ao quente em sua garganta."
Eu estremeci, relembrando o cheiro do sangue humano.
"Eu no sabia disso." Jacob sussurrou.
"Ento voc deveria ter perguntado primeiro," Edward cuspiu por entre seus dentes de novo.
"Voc teria me parado." Jacob sussurrou.
"Voc deveria ter sido parado--"
"Isso no  sobre eu," eu interrompi. Eu fiquei bem parada, me concentrando em Renesmee e na minha sanidade. "Isso  sobre Charlie, Jacob. Como voc pde coloca-lo
em perigo desse jeito? Voc percebe que agora  vida ou vampiro pra ele agora, tambm?" Minha voz tremeu com as lgrimas que meus olhos no podiam mais produzir.
Jacob ainda estava em problemas por causa das acusaes de Edward, mas as minhas no pareciam o preocupar. "Relaxe, Bella. Eu no disse nada pra que vocs no estavam
planejando falar.
"Mas ele est vindo aqui!"
"Yeah, essa  a idia. No era o plano faze-lo tirar concluses erradas? Eu acho que consegui fazer bem isso."
Meus dedos se flexionaram pra longe de Renesmee. Eu os curvei de volta em segurana. "Diga logo, Jacob. Eu no tenho pacincia pra isso."
"Eu no disse pra ele sobre voc, Bella. No realmente. Eu disse pra ele sobre mim. Bem, mostrei  provavelmente o melhor verbo.
"Ele se transformou em frente do Charlie," Edward assobiou.
Eu sussurrei. "Voc o que??"
"Ele  corajoso. Do mesmo jeito que voc. No desmaiou, no vomitou nem nada. Eu preciso dizer, eu fiquei impressionado. Voc precisava ver a cara dele quando eu
comecei a tirar minhas roupas. Sem preo," Jacob riu.
"Voc  um total idiota! Voc podia ter dado a ele um ataque do corao!"
"Charlie est bem. Ele  forte. Se voc desse um minuto, voc ia ver que eu te fiz um favor aqui."
"Voc tem metade disso, Jacob." Minha voz estava fria. "Voc tem trinta segundos pra me falar todas as palavras antes que eu d Renesmee pra Rosalie e arranque sua
cabea fora. Seth no poder me parar essa vez."
"Jesus, Bells. Voc no era to melodramtica. Isso  uma coisa de vampiro?"
"Vinte e seis segundos."
Jacob rolou os olhos e sentou na cadeira mais prxima. Seu bando foi junto pra ficar ao seu lado, no to relaxado quanto ele parecia estar; os olhos de Leah estavam
em mim, seus dentes a mostra.
"Eu bati na porta de Charlie hoje e pedi a ele pra sair pra uma volta comigo. Ele estava confuso, mas quando eu disse pra ele que era sobre voc e que voc estava
de volta na cidade, ele me seguiu pras rvores. Eu disse a ele que voc no estava mais doente, e que as coisas estavam um pouco estranhas, mas boas. Ele estava
prestes a ir embora pra te ver, mas eu disse a ele que precisava mostr-lo uma coisa. E ento eu me transformei." Jacob se mexeu.
Eu senti que alguma viga estava prendendo meus dentes juntos. "Eu quero todas as palavras, seu monstro."
 "Bem, voc disse que eu s tinha trinta segundos - okay, okay." Minha expresso deve ter dito a ele que eu no estava pra brincadeira. "Deixe-me ver... eu me transformei
de volta e me vesti, e depois que ele voltou a respirar, eu disse algo como, "Charlie, voc no vive no mundo que voc achou que vivia. A boa notcia , nada mudou,
mas agora - voc sabe. A vida ir continuar do mesmo jeito que antes. Voc pode voltar a pensar que voc no acredita em nada disso.'
"Levou um minuto pra ele colocar a cabea no lugar, e ento ele quis saber o que realmente estava acontecendo com voc, com todo o negcio de doena-rara. Eu o disse
que voc estava doente, mas que voc estava bem agora- s que voc teve que mudar um pouco no processo de melhora. Ele quis saber o que eu quis dizer por "mudar",
e eu disse que voc estava mais parecida com Esme agora do que com Rene."
Edward assobiou enquanto eu olhava em horror; isso estava indo pra uma direo perigosa.
"Depois de alguns minutos, ele perguntou, realmente silencioso, se voc tinha virado um animal tambm. E eu disse, 'Ela bem que queria ser to legal.'" Jacob gargalhou.
Rosalie fez um barulho de nojo.
"Eu comecei a contar sobre os lobisomens, mas eu nem tinha acabado de falar a palavra- Charlie me cortou e disse 'que preferia no ouvir em detalhes.' Ento ele
perguntou se voc sabia em que voc estava se metendo quando casou com Edward, e eu disse, 'Claro, ela sabe disso por anos, desde que ela veio pra Forks.' Ele no
gostou muito daquilo. Eu deixei ele falar at ele ficar mais calmo. Quando ele ficou, ele s queria duas coisas. Ele queria te ver, e eu disse que seria melhor eu
ir na frente pra explicar."
Eu inalei profundamente. "O que era a outra coisa que ele queria?"
Jacob sorriu. "Voc vai gostar disso. Sua condio principal era que ele queria saber tudo sobre tudo isso. Se no h necessidade de ele saber alguma coisa, ento
no fale. S o que ele precisa saber."
Eu senti alvio pela primeira vez desde que Jacob entrou na casa. "Eu consigo agentar essa parte."
"Alm disso, ele s quer fingir que as coisas esto normais." O sorriso de Jacob se tornou presunoso; ele suspeitaria que eu estaria comeando a sentir os primeiros
sintomas de desmaio agora.
"O que voc disse pra ele de Renesmee?" eu lutei pra manter uma voz razovel, lutando com a apreciao. Era prematuro. Havia tanta coisa errada nessa situao. Mesmo
que a interveno de Jacob tenha trazido uma reao boa de Charlie que eu nunca esperei...
"Oh yeah. Eu disse que voc e Edward tinham herdado uma pequena boca pra alimentar." Ele olhou pra Edward. "Ela  uma rf que est sob a sua guarda- como Bruce
Wayne e Dick Grayson." Jacob bufou. "Eu no achei que vocs iam se importar de eu mentir. Isso tudo faz parte do jogo, certo?" Edward no respondeu de nenhum jeito,
ento Jacob continuou. "Charlie passou muito o ponto de ficar chocado, mas ele perguntou se vocs iam adota-la. 'Como uma filha? Eu sou tipo um av?' eram suas exatas
palavras. Eu disse pra ele que sim. 'Parabns, vov' e tudo isso. Ele at sorriu um pouquinho.
A dor voltou pros meus olhos, mas no de medo ou angustia dessa vez. Charlie estava sorrindo da idia de ser av? Charlie ia conhecer Renesmee?
"Mas ela est mudando to rpido," eu sussurrei.
"Eu disse a ele que ela era mais especial que todos ns juntos," Jacob disse numa voz calma. Ele levantou e andou at eu, acenando pra Leah e Seth quando eles comearam
a seguir. Renesmee alcanou a ele, mas eu a abracei mais forte. "Eu disse a ele, 'Confie em mim, voc no vai querer saber sobre isso. Mas se voc puder ignorar
todas as partes estranhas, voc vai ficar encantado. Ela  a pessoa mais linda no mundo inteiro.' E ento eu o disse que se ele pudesse lidar com isso, vocs iam
ficar por perto por um tempo e ele teria uma chance de conhecer ela. Mas eu disse que se fosse muito pra ele, voc iria embora. Ele disse que se ningum tentasse
informa-lo demais, ele estava de acordo."
Jacob olhou pra mim com metade de um sorriso, esperando.
"Eu no vou te agradecer," Eu disse a ele. "Voc ainda est colocando Charlie em um grande risco."
"Eu sinto muito sobre isso te machucar. Eu no sabia que era assim. Bella, as coisas so diferentes com a gente agora, mas voc sempre ser minha melhor amiga, e
eu sempre vou te amar. Eu vou te amar do jeito certo agora. Finalmente h um equilbrio. Ns dois temos pessoas a quais ns no podemos viver sem."
Ele sorriu o sorriso de Jacob. "Ainda amigos?"
Tentando o mximo pra resistir, eu tinha que sorrir de volta. S um pequeno sorriso.
Ele levantou sua mo: uma oferta.
Eu respirei fundo e mudei o peso de Renesmee pra um brao. Eu coloquei minha mo esquerda na dele- ele nem estremeceu quando eu coloquei minha mo gelada na dele.
"Se eu no matar Charlie hoje, eu posso considerar em te perdoar."
"Quando voc no matar Charlie hoje, voc vai me dever muito.
Eu virei meus olhos.
Ele levantou sua outra mo em direo de Renesmee, um pedido dessa vez. "Posso?"
"Eu estou segurando ela pra que minhas mos no estejam livres pra te matar, Jacob. Talvez mais tarde."
Ele suspirou mas no me pressionou. Inteligente.
Alice correu de volta pelas portas, suas mos cheias e sua expresso prometendo violncia.
"Voc, voc, e voc." Ela falou, olhando pros lobisomens. "Se vocs vo ficar, vo ali pro canto e fiquem por l por um tempo. Eu preciso ver. Bella,  melhor voc
entrega-lo o beb tambm. Voc precisar de seus braos livres, de qualquer jeito."
Jacob riu em triunfo.
O medo tomou conta do meu estomago quando eu percebi o que eu estava prestes a fazer. Eu ia brincar com o meu autocontrole com minha pena como o porquinho da ndia.
As palavras de Edward de antes vieram na minha cabea de novo.
Voc sabe a dor fsica que voc vai fazer em Bella, mesmo se ela puder resistir? Ou a dor emocional se ela no conseguir?
Eu no podia imaginar a dor de falhar. Minha respirao ficou dividida.
"Pegue ela" eu sussurrei, dando Renesmee pra Jacob.
Ele concordou, a preocupao na sua testa. Ele gesticulou para os outros, e todos eles foram pro canto mais longe da sala. Seth e Jake sentaram no cho, mas Leah
balanou a cabea e juntou os lbios.
"Estou permitida a sair?" ela perguntou. Ela parecia desconfortvel em sua forma humana, usando a mesma roupa que estava usando quando gritou comigo no outro dia,
seu cabelo curto parecendo tufos. Suas mos ainda estavam tremendo.
" claro." Jake disse.
"Fique  oeste assim voc no cruza o caminho de Charlie," Alice acrescentou.
Leah no olhou pra Alice; ela saiu pela porta e foi pras rvores se transformar.
Edward estava do meu lado, olhando pro meu rosto. "Voc consegue fazer isso. Voc sabe que consegue. Eu vou te ajudar, ns todos vamos."
Eu olhei pros olhos de Edward com o pnico saindo do meu rosto. Ele era forte o suficiente pra me parar se eu fizesse algum movimento errado?
"Se eu achasse que voc no pode agentar, ns desapareceramos hoje. Nesse mesmo minuto. Mas voc pode. E voc vai ficar mais feliz se puder ter Charlie na sua
vida."
Eu tentei diminuir minha respirao.
Alice levantou a mo. Tinha uma pequena caixa azul na palma. "Isso vai irritar seus olhos- no vo machucar, mas pode deixar seus olhos anuviados.  irritante. Eles
tambm no combinam com sua cor antiga, mas ainda assim  melhor que vermelho, certo?"
Ela jogou a caixinha no ar e eu a peguei.
"Quando voc-"
"Antes de voc ir pra lua-de-mel. Eu estava preparada pra vrias coisas no futuro."
Eu concordei e abri a caixinha. Eu nunca usei lentes antes, mas no podia ser difcil. Eu peguei a pequena esfera marrom e pressionei, o lado cncavo pra dentro,
no meu olho,
Eu pisquei, e um filme interrompeu minha viso. Eu podia ver por ele, claro, mas eu podia ver tambm a textura da tela. Meu olho ficava se focando nas coisas microscpicas
da lente.
"Eu entendo agora," eu murmurei enquanto colocava a outra. Eu tentei no piscar dessa vez.
Meu olho automaticamente queria desalojar a obstruo.
"Como eu pareo?"
Edward sorriu. "Linda.  claro-"
"Sim, sim, ela sempre est linda," Alice finalizou seu pensamento impacientemente. " melhor que o vermelho, mas isso  o melhor que eu posso fazer. Marrom lama.
O seu marrom era muito mais bonito. Que fique claro que elas no vo durar pra sempre- o veneno nos seus olhos ir dissolve-la em poucas horas. Ento se Charlie
ficar mais que isso, voc vai ter que se retirar pra troca-las. O que  uma boa idia, porque humanos precisam de pausas pra ir ao banheiro." Ela balanou a cabea.
"Esme, d a ela algumas aulas de como agir como humana enquanto eu estoco o quarto com lentes de contato."
"Quanto tempo eu tenho?"
"Charlie estar aqui em cinco minutos. Fique simples."
Esme concordou e pegou minha mo. "O negcio  no sentar muito duro ou se mover muito rpido," ela me disse.
"Sente-se se ele sentar," Emmett ajudou. "Humanos no gostam de s ficar l."
"Deixe seus olhos vagar por a a cada 30 segundos ou coisa assim," Jasper disse. "Humanos no ficam olhando pra uma coisa s por tanto tempo."
"Cruze suas pernas por uns 5 minutos, e ento troque e cruze seus tornozelos por outros 5." Rosalie disse.
Eu concordei a cada sugesto. Eu notei que eles fizeram algumas dessas coisas ontem. Eu achei que podia imitar suas aes.
"E pisque pelo menos trs vezes por minuto," Emmett disse. Ele carrancou, e ento foi pra onde o controle remoto estava na mesa. Ele ligou a TV e colocou no canal
onde tinha jogo de futebol universitrio.
"Mexa suas mos tambm. Passe-as no seu cabelo ou finja coar algo." Jasper disse.
"Eu disse Esme," Alice reclamou quando voltou. "Vocs vo falar demais."
"No, eu acho que eu entendi tudo." Eu disse. "Sentar, olhar pros lados, piscar..."
 "Certo." Esme aprovou e abraou meus ombros.
Jasper juntou as sobrancelhas. "Voc estar segurando sua respirao o quanto for possvel, mas voc precisa mexer seus ombros pra parecer que est respirando."
Eu inalei uma vez e ento concordei de novo.
Edward me abraou no lado que eu estava livre. "Voc consegue fazer isso." Ele repetiu, murmurando encorajando na minha orelha.
"Dois minutos," Alice disse. "Talvez voc devesse comear no sof. Voc estava doente, depois de tudo. Desse jeito ele no precisar ver voc se mexer primeiro."
Alice me empurrou pro sof. Eu tentei me mover devagar, pra me fazer mais desajeitada. Ela rolou os olhos, ento eu acho que estava fazendo bom trabalho.
"Jacob, eu preciso de Renesmee," eu disse.
Jacob juntou as sobrancelhas, sem se mexer.
Alice mexeu sua cabea. "Bella, isso no me ajuda a ver.
"Mas eu preciso dela. Ela me deixa calma." A ponta de pnico na minha voz era sem erros.
"Ta bem," Alice gemeu. "Segure ela o mais parado que puder e ento eu vou tentar ver em volta dela." Ela suspirou, como se ela tivesse trabalhando em um feriado.
Jacob suspirou, tambm, e ento trouxe Renesmee pra mim e ento fugiu rapidamente do olhar de Alice.
Edward se sentou ao meu lado e ento colocou seu brao ao meu redor e de Renesmee. Ele foi pra frente e olhou bem srio nos olhos de Renesmee.
"Renesmee, algum especial est vindo pra ver voc e sua me," ele disse em uma voz solene, como se ele esperasse que ela entendesse todas as palavras. Ser que
ela entendia? Ela olhou pra ele de volta com os olhos graves. "Mas ele no  como ns, ou Jacob. A gente precisa ser bastante cuidadoso com ele. Voc no devia contar
pra ele as coisas como voc nos conta."
Renesmee tocou ele no rosto.
"Exatamente," ele disse. "Ele vai te fazer ficar com sede, mas voc no pode morder ele. Ele no vai se curar como Jacob."
"Ela pode te entender?" eu sussurrei.
"Ela entende. Voc vai ser cuidadosa, no vai, Renesmee? Voc vai nos ajudar?"
Renesmee o tocou de novo.
"No, eu no ligo se voc morder Jacob. Isso tudo bem."
Jacob riu.
"Talvez voc deva sair, Jacob." Edward disse friamente, olhando em sua direo. Edward no perdoou Jacob pelo o que tinha acontecido agora, que eu iria me machucar.
Mas eu aceitaria a queimao felizmente se fosse a pior coisa hoje.
"Eu disse a Charlie que eu estaria aqui," Jacob disse. "Ele precisa de apoio moral."
"Apoio moral," Edward tossiu. "At onde Charlie sabe, voc  o monstro mais repulsivo de todos ns."
"Repulsivo?" Jake protestou, e ento riu silenciosamente pra ele mesmo.
Eu ouvi os pneus virar na estrada para a parte quieta da rua dos Cullen, e minha respirao aumentou de novo. Meu corao estaria martelando. Me fazia ansiosa que
meu corpo no tinha as reaes certas.
Eu me concentrei na batida do corao de Renesmee pra me acalmar. E funcionou rapidamente.
"Muito bom, Bella," Jasper sussurrou em aprovao.
Edward apertou mais seus braos em volta dos meus ombros.
"Voc tem certeza?" eu o perguntei.
"Positivo. Voc pode fazer qualquer coisa." Ele sorriu e me beijou.
Era precisamente um selo nos lbios, e minhas reaes vampricas me tiraram da guarda de novo. Os lbios de Edward eram como uma dose de alguma substncia qumica
que eu era viciada direto no meu sistema nervoso. Eu instantaneamente queria mais. Levou toda a minha concentrao pra lembrar do beb nos meus braos.
Jasper sentiu minha mudana de humor. "Er, Edward, voc tem que parar de distra-la desse jeito. Ela precisa se concentrar."
Edward se afastou. "Oops," ele disse.
Eu ri. Essa tinha sido a minha fala desde o comeo, desde o primeiro beijo.
"Mais tarde," eu disse, e ansiedade virou no meu estomago.
"Concentre-se, Bella." Jasper falou.
"Certo." Eu coloquei esses sentimentos pra longe. Charlie era o principal agora. Deixar Charlie seguro hoje. Ns teramos a noite toda.
"Bella."
"Desculpa, Jasper."
Emmett riu.
O som da viatura de Charlie s se aproximou. Um segundo passou e todo mundo estava parado. Eu cruzei minhas pernas e treinei piscar.
O carro parou em frente a casa e parou por alguns segundos. Eu imaginei se Charlie estaria to nervoso quanto eu estava. E ento o motor desligou, e uma porta bateu.
Trs passos na grama, e depois oito thuds na varanda. E ento o silncio. Charlie respirou duas vezes.
Knock, knock, knock.
Eu inalei pelo o que parecia ser a ltima vez. Renesmee descansava nos meus braos, escondendo seu rosto no meu rosto.
Carlisle respondeu a porta. Sua expresso estressada mudou para uma expresso de hospitalidade, como se tivesse mudado um canal da TV.
"Ol, Charlie." Ele disse, olhando apropriadamente cansado. Depois, ns devamos estar em Atlanta no Centro de Controle de Doenas. Charlie sabia que ele tinha sido
enganado.
"Carlisle," Charlie o cumprimentou. "Cad Bella?"
"Aqui, Pai."
Ugh! Minha voz estava to errada! Mais, eu usei algum do meu estoque de ar. Eu puxei um rpido reestoque, feliz que o cheiro de Charlie no tenha se apoderado da
sala ainda.
A expresso de nada de Charlie como minha voz estava.
Choque. Dor. Perda. Medo. Raiva. Suspeitas. Mais dor.
Eu mordi meu lbio. Pareceu engraado. Meus novos dentes eram mais grossos contra minha pele de granito do que meus dentes humanos contra minha macia pele humana.
" voc, Bella?" ele sussurou.
"Yep." Eu disse na minha voz estranha. "Oi, pai."
Ele respirou fundo pra se firmar.
"Hey, Charlie." Jacob o cumprimentou do canto. "Como esto as coisas?"
Charlie olhou pra Jacob uma vez, lutando com a memria, e ento olhou pra mim de novo.
Devagar, Charlie cruzou a sala e ficou a alguns passos de mim. Ele olhou acusadoramente pra Edward, e ento seus olhos voltaram pra mim. A quentura de seu corpo
pulsava contra mim a cada batida do seu corao.
"Bella?" ele perguntou de novo.
Eu falei em uma voz baixa, tentando tirar o toque dela. " realmente eu."
Sua mandbula ficou dura.
"Me desculpe, pai." Eu disse.
"Voc est bem?" Ele exigiu.
"Realmente e verdadeiramente bem," eu prometi. "Saudvel como um cavalo."
"Isso era tudo do meu oxignio.
"Jake me disse que isso foi... necessrio. Que voc estava morrendo." Ele disse essas palavras como se ele no tivesse acreditado em nenhuma delas.
Eu fiquei dura, me concentrei na quentura de Renesmee, e me empurrei contra Edward para apoio, e ento respirei fundo.
O cheiro de Charlie veio cheio de chamas, indo direto pra minha garganta. Mas era muito mais que dor. Era uma facada de desejo tambm. Charlie cheirava mais deliciosamente
do que eu jamais pensei. Muito mais apelativo do que os escaladores na nossa caada, Charlie era o dobro de tentao. E ele estava s alguns passos longe, me deixando
com gua na boca e umedecendo o ar.
Mas eu no estava caando agora . E esse era meu pai.
Edward apertou meus ombros simpaticamente, e Jacob olhou pedindo desculpas pra mim com os olhos do outro lado da sala.
Eu tentei me recompor e ignorar a dor e a sede. Charlie estava esperando minha resposta.
"Jacob estava te contando a verdade."
"Isso faz voc um deles," Charlie sussurrou.
Eu esperava que Charlie pudesse ver alm das mudanas do meu rosto, o remorso ali.
Embaixo do meu cabelo, Renesmee chorava enquanto o cheiro de Charlie a afetava tambm. Eu a apertei um pouquinho.
Charlie viu o meu olhar ansioso pra baixo e o seguiu.
"Oh," ele disse e depois toda a raiva saiu de seu rosto, deixando s o choque pra trs. "Essa  ela. A rf que Jacob disse que vocs estavam adotando."
"Minha sobrinha," Edward mentiu. Ele deve ter decidido que sua semelhana com Renesmee era muita pra ser ignorada. Era melhor dizer que eles eram parentes.
"Eu pensei que voc tivesse perdido sua famlia," Charlie disse, acusao retornando a sua voz.
"Eu perdi meus irmos. Meu irmo mais velho foi adotado que nem eu. Eu nunca o vi depois disso. Mas os tribunais me acharam quando ele e sua mulher morreram em um
acidente de carro, deixando sua nica filha sem famlia."
Edward era muito bom nisso. Sua voz estava calma, com o certo tanto de inocncia. Eu tinha que praticar pra conseguir fazer aquilo.
Renesmee olhou por baixo dos meus cabelos, chorando de novo. Ela olhou timidamente pra Charlie por baixo de seus longos clios e ento se escondeu de novo.
"Ela ... ela, bem, ela  linda."
"Sim," Edward concordou.
"Mas  meio que uma grande responsabilidade. Vocs dois s esto comeando."
"O que mais podemos fazer?" Edward passou seus dedos levemente nas bochechas dela. Eu vi ele tocar os lbios dela, s um aviso. "Voc teria a recusado?"
"Hmph. Bem." Ele balanou sua cabea. "Jake disse que vocs a chamam de Nessie?"
"No, ns no a chamamos," eu disse, minha voz muito grossa e cortante. "Seu nome  Renesmee."
Charlie se concentrou em mim. "Como voc se sente sobre isso? Talvez Carlisle e Esme pudessem-"
"Ela  minha," eu interrompi. "Eu quero ela."
Charlie juntou as sobrancelhas. "Voc vai me fazer um av to novo?"
Edward sorriu. "Carlisle  um av tambm."
Charlie olhou incredulamente pra Carlisle, ainda parado na porta da frente, parecendo com o irmo mais bonito de Zeus.
Renesmee se inclinou em direo ao cheiro, balanando meu cabelo e olhando Charlie completamente pela primeira vez. Charlie tossiu.
Eu sabia o que ele estava vendo. Meus olhos- seus olhos- a olhou exatamente em sua face perfeita.
Charlie comeou a hiperventilar. Seus lbios tremeram, e eu pude ler os nmeros que ele murmurava. Ele estava contando os meses de trs pra frente, tentando colocar
nove em um. Tentando colocar tudo junto mas no era possvel ver o que estava exatamente embaixo de seu nariz.
Jacob levantou e veio dar um tapinha nas costas de Charlie. Ele se inclinou pra sussurrar algo na orelha de Charlie; s que Charlie no sabia que ns todos podamos
ouvir.
"Precisa saber Charlie. Est tudo bem. Eu prometo."
Charlie engoliu e ento concordou. E ento seus olhos abriram quando ele deu um passo pra mais perto de Edward com seus punhos bem fechados.
"Eu no quero saber tudo, mas eu estou cheio das mentiras!"
"Me desculpe," Edward disse calmamente, "mas voc precisa saber da histria pblica mais do que voc precisa saber da verdade. Se voc vai fazer parte desse segredo,
a histria pblica tambm conta.  pra proteger Bella e Renesmee e todos ns. Voc pode mentir por eles?"
O cmodo estava cheio de esttuas. Eu cruzei meus tornozelos.
Charlie bufou uma vez e ento se virou pra me olhar. "Voc devia ter me dado um aviso, criana."
"Se eu tivesse dado, teria feito tudo isso mais fcil?"
Ele juntou as sobrancelhas, ento ele ajoelhou no cho na minha frente. Eu podia ver o movimento do sangue em seu pescoo embaixo de sua pele. Eu podia sentir a
quente vibrao.
E Renesmee tambm. Ela sorriu e alcanou uma palma rosa pra ele. Eu a segurei de volta. Ela colocou a outra mo contra meu pescoo, com sede, curiosidade, e o rosto
de Charlie em seus pensamentos. Ouve um subto pensamento que me fez pensar que ela entendia as palavras de Edward perfeitamente; ela entendia a sede, mas a sentia
ao mesmo tempo.
"Whoa," Charlie tossiu, seus olhos nos seus perfeitos dentes. "Quanto tempo ela tem?"
"Hum..."
"Trs meses," Edward disse, e ento acrescentou devagar, "ela tem o tamanho de uma criana de trs anos, mais ou menos. Ela  mais nova em algumas maneiras, mais
madura em outras."
Muito deliberadamente Renesmee acenou pra ele.
Charlie piscou pasmo.
Jacob pegou em seu ombro. "Eu disse que ela era especial, no disse?"
Charlie se inclinou pelo contato.
"Oh, vamos l Charlie." Jacob grunhiu. "Eu sou a mesma pessoa que eu sempre fui. Finja que hoje  tarde nunca aconteceu."
O lembrete fez os lbios de Charlie ficarem brancos, mas ele concordou. "Qual  o seu papel nisso tudo, Jake?" ele perguntou. "O quanto Billy sabe? Por que voc
est aqui?" Ele olhou pro rosto de Jacob, que estava brilhando enquanto ele olhava pra Renesmee.
"Bem, eu posso te dizer- Billy sabe absolutamente tudo- mas isso envolve bastante coisa sobre lobiso-"
"UNGH!" Charlie protestou, cobrindo suas orelhas. "No importa."
Jacob riu. "Tudo vai ficar timo, Charlie. S tente no acreditar no que voc ver."
Meu pai murmurou algo ilegvel.
"Woo!" Emmett de repente gritou em seu tom baixo. "Vai, Gators!"
Jacob e Charlie pularam. O resto de ns congelamos.
Charlie se recuperu, e ento olhou pra Emmett por cima de seu ombro. "Florida est ganhando?"
"Acabou de fazer o segundo touchdown," Emmett confirmou. Ele olhou pra minha direo, arqueando suas sobrancelhas como um vilo. "Tava na hora de algum marcar."
Eu lutei contra um assobio. Na frente de Charlie? Estava passando do limite.
Mas Charlie estava longe de perceber. Ele respirou fundo, sugando o ar como se ele estivesse o empurrando para seus dedos. Eu o invejei. Ele ficou em p, ficou do
lado de Jacob, e ento caiu na cadeira.
"Bem," ele suspirou, "Eu acho que ns vamos ver se eles ficam na liderana."

26 - BRILHO
"Eu no sei o quanto devemos contar a Renee sobre isso", Charlie disse, hesitante com um p pra fora da porta. Ele se esticou, e esto seu estmago roncou.
Eu balancei a cabea. "Eu sei. Eu no quero pirar ela.  melhor protege-la. Essas coisas no so pra pessoas covardes."
Os lbios dele se torceram para o lado piedosamente. "Eu tambm teria tentado proteg-la, se eu soubesse. Mas eu acho que voc nunca na categoria dos covardes, no
?"
Eu sorri de volta, dando um suspiro profundo atravs dos meus dentes brilhantes.
Charlie deu uns tapinhas no estmago ausentemente. "Eu vou pensar em alguma coisa. Teremos tempo para pensar nisso, certo?"
"Certo", eu prometi.
Tinha sido um dia longo, de certa forma, e to curto em outros sentidos. Charlie estava atrasado para o jantar - Sue Clearwater ia cozinhar pra ele e Billy. Essa
seria uma noite estranha, mas pelo menos ele estaria comendo comida de verdade; eu estava feliz por algum estar evitando que ele morresse de fome por causa de sua
falta de habilidade na cozinha.
Durante todo o dia a tenso fez o dia passar lentamente; Charlie nunca relaxou a postura rgida de seus ombros. Mas ele tambm no teve pressa de ir embora. Ele
assistiu dois jogos inteiros - por sorte ele estava to absorvido nos jogos que estava totalmente alheio s piadas de Emmett que ficavam mais afiadas e cada vez
menos relacionadas ao futebol a cada minuto - e os comentrios aps os jogos, e ento s notcias, sem se mover at que Seth o lembrou do horrio.
 "Voc vai dar um bolo em Billy e em minha me, Charlie? Vamos, Bella e Nessie estaro aqui amanh. Vamos fazer um rango, eh?"
Ficou claro nos olhos de Charlie que ele no havia confiado no que Seth disse, mas ele deixou que Seth guiasse o caminho para fora. A dvida ainda estava l enquanto
ele estava parado agora. as nuvens estavam ficando mais finas, a chuva havia parado. O sol podia at aparecer pouco antes de se pr.
"Jake diz que vocs iam fugir de mim", ele murmurou pra mim agora.
"Eu no queria fazer isso se houvesse outra maneira de lidar com a situao.  por isso que ainda estamos aqui."
"Ele disse que vocs podiam ficar por algum tempo, mas apenas se eu for forte o suficiente, e se eu mantiver a boca fechada."
"Sim... Mas eu no posso prometer que nunca iremos embora, pai.  muito complicado..."
"Preciso saber", ele me lembrou.
"Certo".
"Mas vocs vo visitar, se precisarem ir?"
"Eu prometo, pai. Agora que voc sabe s o suficiente, eu acho que isso pode funcionar. Eu ficarei to perto quanto voc quiser."
Ele mordeu o lbio s por meio segundo, e ento se inclinou na minha direo lentamente com os braos cuidadosamente estendidos. Eu passei Renesmee - cochilando
agora - para meu brao esquerdo, travei os dentes, prendi a respirao, e passei o brao muito levemente pela sua cintura quente, macia.
"Fique bem perto, Bells", ele murmurou. "Muito perto."
"Te amo, pai", eu sussurrei atravs dos meus dentes.
Ele estremeceu e se afastou. Eu abaixei o brao.
"Amo voc tambm, garota. No importa o que mais tenha mudado, isso no mudou." Ele tocou um dedo  bochecha rosa de Renesmee. "Ela com certeza parece um bocado
com voc."
Eu mantive minha expresso casual, apesar de achar o contrrio. "Parece mais com Edward, eu acho." Eu hesitei e ento adicionei. "Ela tem os seus cachos."
Charlie comeou a falar, e ento bufou. "Huh. Acho que ela tem. Huh. Vov." Ele balanou a cabea duvidosamente. "Eu vou segur-la um dia?"
Eu pisquei, chocada, e me recompus. Depois de considerar por meio segundo e julgar a aparncia de Renesmee - ela parecia completamente adormecida - eu decidi que
podia muito bem me aproveitar da sorte, j que as coisas estavam indo to bem hoje...
"Aqui", eu disse, segurando-a pra ele. ele automaticamente fez um bero com o braos, e eu coloquei Renesmee ali. A pele dele no era to quente quanto a dela, mas
isso fez minha garganta coar para sentir o calor fluindo por baixo da fina membrana. Onde minha pele branca tocou a dele, eu senti arrepios. Eu no tinha certeza
se a reao foi  minha nova temperatura ou totalmente fisiolgica.
Charlie gemeu levemente quando sentiu o peso. "Ela ... robusta."
Eu fiz uma careta. Para mim ela era leve como uma pena. Talvez minhas medidas estivessem distorcidas.
"Robusto  bom", Charlie disse, vendo minha expresso. Ento ele murmurou para si mesmo, "Ela vai precisar ser durona, cercada por toda essa loucura." Ele a balanou
gentilmente em seus braos, movendo-se um pouco de um lado pro outro. "O beb mais bonito que eu j vi, incluindo voc, garota. Desculpa, mas  verdade."
"Eu sei que ."
"Belo beb", ele disse de novo, mas dessa vez era como se ele estivesse fazendo um mimo.
Eu podia ver no rosto dele - eu podia ver crescendo ali. Charlie estava to desamparado  mgica dela quanto todos ns. Dois segundos nos braos dele, e ele j era
dela.
"Posso voltar amanh?"
 "Sim, pai.  claro. Estaremos aqui."
" bom que estejam", ele disse externamente, mas seu rosto estava suave, ainda olhando para Renesmee. "Vejo voc amanh, Nessie."
"Voc tambm no!"
"Huh?"
"O nome dela  Renesmee. Como em Renee e Esme, juntos. Nada de variaes." Eu lutei para me acalmar sem respirar fundo dessa vez. "Voc quer ouvir o nome do meio
dela?"
"Claro."
"Carlie. Com um C. Como em Carlisle e Charlie juntos.
O sorriso de Charlie se iluminou, fazendo rugas aparecerem ao redor de seus olhos, me pegando de surpresa. "Obrigado, Bells."
"Obrigada voc, pai. Tanta coisa mudou to rpido. Minha cabea no parou de rodar. Se eu no tivesse voc, eu no saberia como me manter ligada  -  realidade."
Eu estava prestes a dizer me manter ligada  pessoa que eu fui. Isso provavelmente era mais do que ele precisava.
O estmago de Charlie roncou.
"V comer, pai. Ns estaremos aqui." Eu me lembrei de como me senti, aquela primeira imerso na fantasia - a sensao de que tudo desapareceria ao nascer do sol.
Charlie balanou a cabea e ento relutantemente passou Renesmee de volta pra mim. Ele olhou por cima de mim para dentro da casa; os olhos dele ficaram selvagens
por um minuto enquanto ele observava a grande sala iluminada. Todos ainda estavam por ali, exceto Jacob, que eu podia ouvir mexendo na geladeira na cozinha; Alice
estava sentada no ltimo degrau da escada, com a cabea de Jasper em seu colo; Carlisle estava curvado sobre um grande livro em seu colo; Esme estava cantarolando
pra si mesma, rabiscando num caderno de anotaes, enquanto Rosalie e Emmett faziam a base de uma enorme casa de cartas embaixo das escadas; Edward tinha passado
para o piano e estava tocando bem baixinho para si mesmo. No haviam evidncias de que o dia estava chegado ao fim, de que podia ser hora de comer ou me mudar de
atividades em preparao para a noite. Algo insondvel havia mudado na atmosfera. Os Cullen no estavam dando duro como sempre faziam - a fachada de humanos havia
desaparecido s um pouquinho, o suficiente para Charlie perceber a diferena.
Ele estremeceu, balanou a cabea, e ento suspirou. "Te vejo amanh, Bella." Ele fez uma careta e adicionou. "Quer dizer, no  que voc no esteja... bonita. Eu
vou me acostumar."
"Obrigada, pai."
Charlie balanou a cabea e caminhou pensativamente at seu carro. Eu olhei ele ir embora; no foi at ouvir os pneus na estrada que eu percebi que tinha feito isso.
na verdade eu consegui passar um dia inteiro sem machucar Charlie. Sem ajuda. Eu devia ter um super poder.
Parecia bom demais pra ser verdade. Seria possvel que eu tivesse a minha famlia nova e um pouco da antiga tambm? E eu pensei que o dia de ontem tivesse sido perfeito.
"Wow", eu sussurrei. Eu pisquei e senti o terceiro par de lentes de contato se desintegrando.
O som do piano parou, e os braos de Edward estavam na minha cintura, seu queixo descansando no meu ombro.
 "Voc tirou a palavra da minha boca."
"Edward, eu consegui!"
"Conseguiu. Voc foi inacreditvel. Toda aquela preocupao por ser uma recm nascida, e ento perder o controle completamente." Ele riu baixinho.
"Eu nem tenho certeza de que ela  uma vampira, quanto mais uma recm nascida", Emmett falou de baixo das escadas. "Ela  domesticada demais."
Todos os comentrios embaraosos que ele fez na frente do meu pai soaram nos meus ouvidos novamente, e provavelmente era bom que eu estivesse segurando Renesmee.
Incapaz de impedir completamente minha reao, eu rosnei baixinho.
"Oooo, assustador", Emmett riu.
Eu rugi e Renesmee se esticou nos meus braos. Ela piscou algumas vezes, e ento olhou ao redor com uma expresso confusa. Ela inalou e procurou meu rosto.
"Charlie estar de volta amanh", eu disse pra ela.
"Excelente", Emmett disse. Dessa vez Rosalie riu com ele.
"Nada brilhante, Emmett", Edward disse, zombando, esticando as mos para pegar Renesmee de mim. Ele piscou quando eu hesitei, e ento, um pouco confusa, eu a dei
pra ele.
"O que voc quer dizer?" Emmett quis saber.
" um pouco obtuso, voc no acha, fazer brincadeiras com a vampira mais forte da casa?"
Emmett jogou a cabea pra trs e bufou. "Por favor!"
"Bella", Edward murmurou pra mim enquanto Emmett ouvia de perto, "voc se lembra que alguns meses atrs, eu te pedi um favor para quando voc fosse imortal?"
Isso lembrava alguma coisa. Eu lembrei das nubladas conversas humanas. Depois de um momento eu lembrei e resfoleguei. "Oh!"
Alice deu uma longa gargalhada repicada. Jacob mostrou a cabea no corredor, a boca cheia de comida.
 "O qu?" Emmett rosnou.
"Mesmo?" Eu perguntei a Edward.
"Confie em mim", ele disse.
Eu respirei fundo. "Emmett, o que voc acha de uma pequena aposta?"
Ele ficou de p num instante. "Maravilha. Manda ver."
Eu mordi o lbio por um segundo. Ele era simplesmente to enorme.
"Pelo menos voc est com medo...?" Emmett sugeriu.
Eu enquadrei os ombros. "Voc. Eu. Queda de brao. Mesa da sala de jantar. Agora."
O sorriso de Emmett se espalhou pelo seu rosto.
"Er, Bella", Alice disse rapidamente. "Eu acho que Esme gosta bastante daquela mesa.  uma antiguidade."
"Obrigada", Esme disse a ela.
"Sem problema", Emmett disse com um sorriso brilhante. "Por aqui, Bella."
Eu o segui pela parte de trs, em direo  garagem; eu podia ouvir os outros seguindo atrs. Havia um grande pedregulho de granito ao lado de um amontoado de pedras
ao lado do rio, obviamente, era l que Emmett queria chegar. A grande pedra era meio arredondada e irregular, ia servir.
Emmett colocou o cotovelo na pedra e gesticulou que eu fizesse o mesmo.
Eu estava nervosa de novo enquanto observei os msculos grossos do brao de Emmett se contraiam, mas eu mantive meu rosto tranqilo. Edward tinha prometido que eu
seria mais forte que qualquer um por um tempo. ele parecia muito confiante com isso, e eu me sentia forte. Forte assim? eu me perguntei, olhando para os bceps de
Emmett. Porm, eu no tinha nem dois dias, e isso devia valer alguma coisa. A no ser que nada fosse normal em mim. Talvez eu no fosse forte como uma recm nascida
normal. Talvez por isso fosse to fcil me controlar.
Eu tentei parecer despreocupada enquanto colocava o cotovelo na pedra.
"Okay, Emmett. Se eu ganhar, voc no pode dizer nada da minha vida sexual pra ningum, nem pra Rose. Nenhum comentrio, nenhuma insinuao - nada."
Os olhos dele se estreitaram. "Feito. Se eu ganhar, isso vai ficar muito pior."
Ele me ouviu prender a respirao e sorriu maliciosamente. No havia rastro de blefe em seus olhos.
"Vai desisitir to fcil, irmzinha?" Emmett zombou. "Voc no  muito selvagem, ? Eu aposto que aquela cabana no tem nenhum arranho." Ele riu. "Edward te contou
quantas casas Rosalie e eu botamos abaixo?"
Eu travei os dentes e agarrei a mo grande dele. "Um, dois -"
"Trs", ele rosnou, e puxou a minha mo.
Nada aconteceu.
Oh, eu podia sentir a fora que ele estava fazendo. Minha mente parecia muito boa em toda espcie de clculos, e ento eu podia dizer que se ele no tivesse encontrando
nenhuma resistncia, a mo dele teria atravessado a pedra direto sem dificuldade. A presso aumentou, e eu me perguntei vagamente se um caminho de cimento andando
a quarenta quilmetros por hora numa ladeira ngreme teria o mesmo poder. Cinqenta quilmetros por hora? Sessenta? Talvez mais.
Isso no era o suficiente pra me fazer mexer. As mos dele empurraram a minha com uma fora espetacular, mas isso no era desconfortvel. De uma forma estranha,
isso era bom. Desde que eu acordei eu estava sendo to cuidadosa, dando duro para no quebrar as coisas. Era um estranho alvio para os meus msculos. Deixar a fora
fluir ao invs de lutar para restringi-la.
Emmett rosnou; sua testa enrugou e todo o seu corpo se repuxou numa linha rgida em direo ao obstculo que era a minha mo que no se mexia. Eu o deixei suar -
figuradamente - por um momento enquanto eu aproveitava a sensao da fora enlouquecida dele passando pelo meu brao.
Depois de alguns segundos, no entanto, eu fiquei meio entediada. Eu flexionei; Emmett perdeu um centmetro.
Eu ri. Emmett rosnou duramente atravs dos dentes.
"S mantenha a sua boca fechada", eu lembrei ele, e ento bati a mo dele na pedra. Um barulho assustador de algo rachando ecoou nas rvores. A pedra estremeceu,
e um pedao - cerca de um oitavo de seu tamanho - se quebrou numa linha invisvel e caiu no cho. Ela caiu no p de Emmett e eu ri silenciosamente. Eu pude ouvir
o riso abafado de Jacob e Edward.
Emmett chutou o fragmento quebrado da pedra atravs do rio. Ele fatiou um p de ma no meio antes de bater na base de uma grande rvore, que balanou e caiu por
cima de outra rvore.
"Revanche. Amanh."
"A fora no vai sumir to rpido", eu disse. "Talvez devssemos esperar um ms."
Emmett rosnou, mostrando os dentes. "Amanh."
"Hey, o que quer que te faa feliz, irmozo."
Enquanto ele se virava pra ir embora, Emmett deu um murro no granito, causando uma avalanche de fragmentos e poeira. Era bem legal, de um jeito meio infantil.
Fascinada pela prova inegvel de que eu era mais forte que o vampiro mais forte que eu conhecia, eu coloquei minha mo, com os dedos bem abertos, contra a rocha.
Ento eu enterrei meus dedos na pedra lentamente, amassado ao invs de fazer um buraco; a consistncia me fez lembrar de um queijo duro. Eu acabei com a mo cheia
de pedregulhos.
"Legal", eu murmurei.
Com um sorriso aparecendo em meu rosto, eu fiz um meio crculo e parti a pedra no meio com a minha mo como num golpe de carat. A pedra fez um barulho e - com uma
grande nuvem de poeira - se partiu em duas.
Eu comecei a gargalhar.
Eu no prestei muita ateno aos risos atrs de mim enquanto eu socava e chutava transformando o resto do pedregulho em fragmentos. Eu estava me divertindo muito,
rindo silenciosamente o tempo inteiro. No foi at que eu ouvi uma nova pequena gargalhada, um alto dobrar de sinos, que eu me afastei da minha brincadeira boba.
"Ela acabou de rir?"
Todo mundo estava olhando para Renesmee com a mesma expresso abobalhada que eu devia ter no meu rosto.
"Sim", Edward disse.
"Quem no estava rindo?" Jake murmurou, revirando os olhos.
"Diga que voc no se soltou um pouco em sua primeira vez, cachorro", Edward zombou, no havia nem um pouco de antagonismo em sua voz.
"Isso  diferente", Jacob disse, e eu observei surpresa quando ele deu um murro de brincadeira no ombro de Edward. "Bella devia ser uma adulta. Sendo casada e me
e tudo isso. No devia haver mais dignidade?"
Renesmee fez uma careta e Edward tocou seu rosto.
"O que ela quer?" Eu perguntei.
"Menos dignidade", Edward disse com um sorriso. "Ela estava se divertindo vendo voc se divertir, tanto quanto eu."
"Eu sou engraada?" Eu perguntei a Renesmee, me voltando e me inclinando pra ela ao mesmo tempo que ela se inclinava pra mim. Eu a tirei dos braos de Edward e a
ofereci um pequeno pedao da pedra que estava na minha mo. "Voc quer tentar?"
Ela deu seu sorriso brilhante e pegou a pedra com as duas mos. Ela apertou, uma pequena ruga aparecendo entre suas sobrancelhas enquanto ela se concentrava.
Houve um pequeno som de algo se rachando e um pouco de poeira. Ela fez uma careta e segurou os restos da pedra pra mim.
"Aqui", eu disse, transformando a pedra em p.
Ela bateu palmas e riu; o delicioso som fez com que todos ns nos juntssemos a ela.
O sol apareceu de repente por entre as nuvens, atirando raios cor rubi e dourada em ns dez, e imediatamente eu me perdi na beleza da minha pele  luz do pr do
sol. Eu fiquei deslumbrada.
Renesmee tocou nas facetas dos diamantes cintilantes, e ento colocou o brao dela perto do meu. A pele dela tinha apenas uma luminosidade fraca, gentil e misteriosa.
Nada a manteria trancada num dia ensolarado como a minha pele brilhante. Ela tocou meu rosto, pensando na diferena e se sentindo chateada.
"A sua  mais bonita", eu garanti pra ela.
"Eu no tenho certeza de que posso concordar com isso", Edward disse, e quando eu me virei para responde-lo, o sol no seu rosto me embasbacou tanto que eu fiquei
em silncio.
Jacob estava com a mo na frente do rosto, fingindo proteger seus olhos do brilho. "Bella Esquisita", ele comentou.
"Que criatura incrvel ela ." Edward murmurou, quase concordando, como se o comentrio de Jacob fosse um elogio. Ele estava deslumbrante e deslumbrado.
Era uma sensao estranha - no surpreendente, eu acho, j que tudo parecia estranho agora - se sentir natural em alguma coisa. Como humana, eu nunca fui a melhor
em nada. Eu era meio boa em lidar com Renee, mas provavelmente um monte de gente poderia ter feito melhor; Phil parecia estar agentando bem. Eu era uma boa aluna,
mas nunca fui a melhor da classe. Obviamente eu podia ser includa fora de qualquer atividade esportiva. Ou artstica ou musical, nenhum talento em particular do
qual me gabar. Ningum dava trofus a leitores de livros. Depois de dezoito anos de mediocridade, eu acabei ficando muito boa em ser comum. Agora eu me dava conta
de que a muito tempo eu tinha desistido das pretenses em brilhar em alguma coisa. Eu s fazia o melhor com o que eu tinha, nunca me adequando ao meu mundo.
Ento isso era diferente. Eu era incrvel agora - para eles e para mim mesma. Era como se eu tivesse nascido pra ser vampira. A idia me fez querer rir, mas tambm
me fez querer cantar. Eu tinha encontrado meu verdadeiro lugar no mundo, um lugar onde eu me encaixava, um lugar onde eu brilhava.

27 - Planos de viagem
Eu levei a mitologia muito mais a srio depois que virei uma vampira.
Frequentemente, quando eu pensava nos meus trs primeiros meses como imortal, eu imaginava com a linha da minha vida no tear das Parcas - quem sabia se elas existiam
de verdade? Eu sabia que aquilo tinha mudado a cor da linha da minha vida; eu pensei que ela provavelmente teria comeado com um bege, algo suportvel e no-confrontvel,
algo que pareceria bonito no fundo. Agora ele devia estar num brilhante vermelho escuro, ou talvez dourado.
O tapete da famlia e dos amigos tecido ao meu redor era bonito, brilhante, cheio de suas brilhantes cores complementares.
Eu estava surpresa por algumas linhas que eu tive que incluir na minha vida. Os lobisomes, com suas profundas cores marrons, no eram uma coisa que eu esperava;Jacob,
claro, e Seth tambm. Mas meus velhos amigos Quil e Embry se tornaram uma parte da fabricao, quando eles se juntaram ao bando de Jacob, e mesmo Sam e Emily eram
cordiais. As tenses entre nossas famlias deram um tempo, devido principalmente a Renesmee. Era fcil am-la.
Sue e Leah Clearwater estavam, entrelaadas  nossa vida tambm - duas mais que eu no esperava.
Sue pareceu tomar pra ela a tarefa de mediar a transio de Charlie pro mundo do "acredite." Ela veio com ele  casa dos Cullen muitas vezes, embora ela nunca se
sentisse verdadeiramente confortvel aqui, como seu filho e a maior prarte do bando de Jacob se sentia. Ela no falava muito; ela apenas protetivamente perto de
Charlie. Ele sempre era a primeira pessoa pra quem ela olhava quando Renesmee fazia algo pertubantemente avanado - o que acontecia com frequncia. Em resposta,
Sue olharia pra Seth como quem quer dizer,, me fale sobre isso.
Leah fica mesno confortvel que Sue e era a nica parte da nossa numerosa famlia que era via a fuso com hostilidade. Contudo, ela e Jacob tinham uma camaradagem
que a manteve prxima de ns. Eu perguntei a ele sobre isso uma vez - hesitante; Eu no queiria bisbilhotar, mas a relao eram bem diferente do que costumava ser
e isso me deixou curiosa. Ele se encolheu e me disse que era uma coisa do bando. Ela era o seu brao direito agora, sua "beta", com eu chamaria aquilo algum tempo
depois.
"Eu percebi que enquanto eu for fazer essa coisa de Alpha ser real," Jacob explicou, "  melhor que eu esquea as formalidades."
A nova responsabilidade fez Leah sentir a necessidade de chec-lo com frequncia, e desde que ele estava sempre com Renesmee...
Leah no estava feliz em ficar perto da gente, mas ela era um excesso. Felicidade era o componente principal da minha vida agora, o padro dominante no tapete.
Tanto que a minha relao com Jasper agora era mais prxima do que eu jamais pensei que seria.
A princpio, eu fiquei bem chateada.
"Yeesh!" Eu reclamei com Edward uma noite depois de colocarmos Renesmee em seu bero de ferro. "Se eu no matei Charlie ou Sue ainda, isso provavelmente no vai
acontecer. Eu queria que Jasper parasse de controlar o tempo todo!"
"Ningum duvida de voc, Bella, no superficialmente," ele me assegurou. "Voc sabe como Jasper  - no resiste a um clima agradvel. Voc est to feliz o tempo
todo, amor, ele faz isso com voc sem perceber."
E ento Edward me abraou forte, porque nada agradava a ela mais do que todo o meu xtase nessa nova vida.
E eu estava eufrica a maior parte do tempo. Os dias no eram longos o suficiente pra suprir minha cota da minha filha e as noites no eram longas o bastante pra
satisfazer minha necessidade de Edward.
Havia o outro lado da alegria. Se voc virasse o outro lado do tapete das nossas vidas, eu imagino que o desenho das costas estaria tecido nos tons cinza da dvida
e o medo.
Renesmee disse sua primeira palavra quando ela completou uma semana de idade. A palavra foi mame, que teria feito o meu dia, exceto pelo fato de que eu estava to
preocupada com seu crescimento que eu mal podia forar meu rosto congelado a sorrir de volta pra ela. Isso no evitou que ela prosseguisse da primeira palavra, pra
primeira frase, no mesmo instante. "Mame, onde est o vov?" Ela perguntou em alto e bom som, se preocupando em falar bem alto, pois eu estava do outro lado da
sala. Ela j tinha perguntado  Rosalie, usando seu normal (ou absolutamente anormal, partindo de outro ponto de vista) meio de comunicao. Rosalie no sabia o
que responder, ento Renesmee perguntou pra mim.
Quando ela andou pela primeira vez, menos de trs semanas depois, foi parecido. Ela simplesmente olhou pra Alice por um bom tempo, assistindo atentamente sua tia
ajeitar buqus em vasos espalhados pela sala, danando de um lado pro outro com seus braos cheiros de flores. Renesmee ficou de p, sem ao menos se desequilibrar
um pouco, e atravessou a sala quase to graciosamente.
Jacob comeou a aplaudir, porque era claramente a resposta que Renesmee queria. O jeito que ele estava atado a ela fez com que suas prprias reaes fossem secundrias.
Mas os nossos olhos se encontraram, e eu vi o pnico dos meus ecoando nos dele. Eu bati palmas tambm, tentando esconder meu medo dela. Edward apladiu, quieto, a
meu lado, e ns no precisamos dizer o que pensvamos pra saber que era a mesma coisa.
Edward e Carlisle fizeram pesquisas, procurando por respostas, algo pra se esperar.
Havia pouco pra ser encontrado e nada era comprovado.
Alice e Rosalie costumavam comear o dia com uma apresentao de moda. Renesmee nunca vestia a mesma roupa duas vezes, parte disso porque ela ficava maior que suas
roupas quase que imediatamente e a parte porque Alice e Rosalie estavam tentando criar um lbum de beb que aparentasse ter anos e no semanas. Ela tiraram milhares
de fotos, documentando cada fase de sua acelerada infncia.
Em trs meses, Renesmee poderia ser uma grande criana de um ano, ou uma pequena criana de dois anos. Ela tinha moldes de pequena; ela era esguia e mais graciosa,
suas propores mais ainda, como um adulto. Seus cachos bronze alcanavam sua cintura; eu no podia sequer pensar em cort-los, mesmo que Alice deixasse. Renesmee
podia falar em empecvel gramtica e articulao, mas ela raramente se incomodava, preferindo mostrar s pessoas o que ela queria. Ela no s podia andar como correr
e danar. Ela podia at mesmo ler.
Eu estava lendo Tennyson pra ela uma noite, porque a fluidez e o ritmo de sua poesia pareciam tranquilas.(Eu constantemente tinha que procurar por coisas novas;
Renesmee no gostava de repeties em suas histrias pra dormir como as outras crianas supostamente gostavam, e ela no tinha pacincia pra livros com figuras.)
Ela se esticou pra tocar minhas bochechas, a imagem em sua cabea era de ns duas, mas ela segurava o livro. Eu o entreguei a ela, sorrindo.
" 'H uma doce melodia aqui,'" ela leu sem hesitao, "' que  mais suave que ptalas de rosas na grama ou ou gotas de orvalho entre paredes de granito, num deslumbrante
caminho -'"
Minha mo roboticamente pegou o livro de volta.
"Se voc ler, como vai dormir?" Eu perguntei com uma voz que saiu meio tremida.
Pelos clculos de Charlie, o crescimento de seu corpo estava diminuindo gradualmente; sua mente continuava  frente. Mesmo se a taxa de reduo ficasse estvel,
ela j seria uma adulta em no mais que quatro anos.
Quatro anos. E uma velho com apenas quinze anos.
Apenas quinze anos de vida.
Mas ela era to saudvel. Vital, brilhante, gloriosa e feliz. Seu bom comportamento fez ser mais fcil pra mim ficar feliz com ela e deixar o futuro pra amanh.
Carlisle e Edward discutiram nossas opes pro futuro de todos os ngulos em voz baixa, e eu tentei no escutar. Eles nunca tinham aquelas conversas quando Jacob
estava por perto, porque no havia um modo seguro de frear o crescimento, e isso no era uma coisa que Jacob ficaria feliz em saber. Eu no estava. Muito perigoso!"
meus instintos gritaram pra mim. Jacob e Renesmee eram parecidos em muitas coisas, ambos eram mestios, duas coisas ao mesmo tempo. E todo sbio lobisomem insistia
em dizer que o veneno do vampiro era uma sentence de morte ao invs de um caminho pra imortalidade...
Carlisle e Edward fizeram toda extensa pesquisa que eles poderiam fazer  distncia, e agora ns estvamos nos preparando buscar lendas em suas fontes. Os Ticunas
tinham lendas sobre crianas como Renesmee... Se outras crianas como ela tivessem mesmo existido, talvez alguma histria sobre alguma criana meio-mortal ainda
existisse...
E nica pergunta era quando ns faramos isso.
Eu fui um obstculo. Uma pequena parte disso era porque eu queria ficar perto de Forks at depois das festas de fim de ano, por Charlie. Porm mais que isso, havia
uma diferente jornada que eu teria que comear - era uma proridade. Tambm, teria que ser uma viagem no cho.
Esse era o nico ponto a que Edward e eu chegamos em acordo desde que eu virei uma vampira. O principal ponto de conteno era a parte do "cho." Mas os fatos eram
o que eles eram, e meu plano era o nico que racionalmente fazia sentido.Eu tinha que ir ver os Volturi e tinha que ir sozinha.
Mesmo livre dos velhos pesadelos, de qualquer sonho, era impossvel esquecer os Volturi. Nem eles nos deixaram sem lembretes.
At o dia que o presente de Aro apareceu, eu no sabia que Alice tinha mandado um anncio casamento pros lderes dos Volturi; ns estvamos longe, na ilha de Esme
quando ela teve a viso dos soldados dos Volturi - Jane e Alec, os gmeos com poderes devastadores, entre eles. Caius estava pensando em mandar um grupo de caadores,
pra se certificar se eu continuava humana, contra sua ordem (porque eu sabia sobre o segredo dos vampiros, ou eu me juntava a eles, ou tinha que ser silenciada...
permanentemente). Ento Alice mandou o anncio, vendo que isso ia atras-los enquanto decifravam o significado por trs daquilo. Mas eles poderiam vir eventualmente.
Era uma certeza.
O presente por si s no era uma ameaa. Extravagante, sim, quase assustador em sua tamanha extravagncia. A ameaa estava na nota de cumprimento de Aro, escrita
em tinta preta em um grosso carto branco, na caligrafia do prprio Aro:
Eu espero conhecer a nova Sra Cullen em breve.
O presente era uma ornamentada e antiga caixa de madeira embutida em ouro e madreprola, ornada com um arco-ris de pedras. Alice disse que a caixa em si era um
tesouro barato, que ele teria brilhado mais que quase qualquer jia, exceto uma em seu interior.
"Eu sempre me perguntei onde as jias da coroa tinham ido parar depois que John da Inglaterra as penhorou, no sculo treze," Carlisle disse. "Eu suponho que no
me purpreenda que os Volturi tenham sua parte."
O lao era simples - tecido em ouro em forma de uma grossa corrente, quase escamada, como uma suave cobra enrolada perto da garganta. Uma jia suspensa pela corrente:
um diamante do tamanho de uma bola de golfe.
O lembrete nada sutil de Aro me interessou mais que a jia. Os Volturi precisavam ver que eu era imortal, que os Cullen tinham sido obedientes s ordens deles, e
eles precisavem ver isso logo. Eles no poderiam vir pra perto de Forks. havia apenas um jeito de manter nossas vidas  salvo.
"Voc no vai sozinha," Edward insistiu, suas mos fechando-se em punhos.
"Eles no vo me machucar," Eu tinha dito to calmamente quanto eu pude, forando a minha voz soar certeza. "Eles no tm motivos. Eu sou um vampira. Caso encerrado."
"No. Absolutamente no."
"Edward,  o nico jeito de proteg-la."
E ele no foi capaz de argumentar com isso. Minha lgica era impermevel.
Mesmo no curto tempo que eu conhecia Aro, eu tinha sido capaz de voc que ele era um colecionador - e suas peas mais valiosas eram peas vivas. Ele cobiava a beleza,
o talento, e a raridade de seus seguidores imortais mais do que a qualquer jia trancada em seu caixa-forte. Foi bastante infeliz que ele comeasse a cobiar as
habilidades de Edward e Alice. Eu mo daria a ele mais uma razo pra invejar a famlia de Carlisle. Renesmee era linda, dotada e nica - ela era a nica de sua espcie.
Ele no podia v-la, nem mesmo pelos pensamentos de outra pessoa.
E eu era a nica cujos pensamentos ele no podia ouvir. Claro que eu iria sozinha.
Alice no viu problemas na minha viagem, mas ela estava preocupada com a pssima qualidade de suas vises. Ela disse que havia vezes similiarmente nubladas quando
havia decises externas que pudessem conflitar, mas aquilo no tinha sido solidamente decidido. Essa incerteza fez Edward, j hesitante, se opor extremamente ao
que eu tinha que fazer. Ele queria ir comigo at pelo menos a minha conexo em Londres, mas eu no ia deixar Renesmee sem ambos seus pais. Carlisle iria ao invs
dele. Isso fez com que Edward e eu relaxassemos, sabendo que Carlisle estaria a algumas horas de distncia de mim.
Alice continuou olhando pro futuro, mas as coisas no eram relacionadas com o que ela procurava. Uma nova tendncia nos estoques das lojas; uma possvel visita de
reconciliao de Irina, embora sua deciso no fosse firme; uma tempestade de neve que no duraria pelas prximas seis semanas; uma ligao de Rene (eu estava praticando
minha voz "rouca", e ficando melhor nisso a cada dia - pra Rene, eu continuava doente, mas remediada).
Ns compramos nossas passagens pra Itlia no dia seguinte ao que Renesmee completou trs meses. Eu planejei pra que fosse uma viagem bem curta, ento eu no teria
que contar  Charlie sobre isso. Jacob sabia, e ele ficou com a viso de Edward das coisas. Contudo, o argumento de hoje era sobre o Brasil. Jacob estava determinado
a ir conosco.
Ns trs, Jacob, Renesmee e eu, estvamos caando juntos. A dieta de sangue de animal no era a favorita de Renesmee - e era por isso que Jacob tinha permisso de
vir junto. Jacob tinha feito daquilo um concurso entre eles, e isso a deixou mais dispota que qualquer outra coisa.
Renesmee era bastante consciente do que era bom e do que era ruim - e isso era aplicado a caar humanos; ela s pensou que doao de sangue era uma coisa legal.
Comida humana a enchia e parecia ser compatvel com seu corpo, mas ela reagia a todas as variedade de comida slida com a mesma desaprovao e pacincia quando lhe
dei cove-flor e feijo. Sangue animal era melhor que aquilo, pelo menos. Ela tinha uma natureza competitiva, e o desafio de bater Jacob a deixou animada pra caar.
"Jacob," eu disse, tentando ser racional com ele de novo, enquanto Renesmee danava na nossa frente na clareira, procurando por um aroma que ela gostasse. "Voc
tem obrigaes aqui. Seth, Leah - "
Ele grunhiu. "Eu no sou a bab do bando. Eles tambm tm obrigaes em La Push, de todo jeito."
"Assim como voc? Voc est oficialmente largando o colgio, ento? Se voc est vai ficar com a Renesmee, voc vai ter que estudar muito mais."
" apenas por um tempo. Eu vou voltar pra escola quando as coisas... se acalmarem."
Eu perdi minha concentrao no meu lado de desaprovao quando ele disse aquilo, e ns olhamos pra Renesmee. Ela estava olhando pros flocos de neve futuando sobre
sua cabea, derretendo antes mesmo de tocar a grama amarelada na clareira triangular em que estvamos parados. Seu franzido vestido cor de mrmore era apenas um
um tom mais escuro que a neve, e seus cachos castanho-avermelhados comearam a brilhar, embora o sol estivesse completamente coberto pelas nuvens.
Enquanto assistiamos, ela se agachou por um instante e ento saltou a uns 5 metros no ar. Suas pequenas mos fechadas em torno de um floco, e ela caiu suavemente
sobre seus ps.
Ela se virou pra ns com seu sorriso chocante - de verdade, no era um coisa com a qual voc se acostuma - e abriu suas mos antes que ele pudesse derreter.
"Lindo," Jacob chamou por ela apreciativamente. "Mas eu acho que atrasada, Nessie."
Ela pulou de novo pra Jacob; ele esticou os braos no momento exato que ela pulou nele. Eles estavam perfeitamente sincronizados. Ela fazia isso quando tinha alguma
coisa pra dizer. Ela preferia no falar alto.
Renesmee tocou o rosto dele, fazendo adorveis caretas quando ns todos escutamos o som de um pequeno rebanho de cervos movendo-se na floresta.
"Certeeeeeza que no est com sede, Nessie," Jacob perguntou um pouco sarcstico, porm mais indulgentemente que qualquer coisa. "Voc est apenas com medo que eu
pegue o maior de novo!"
Ela desceu dos braos de Jacob, aterrisando suavemente de p, e rolou seus olhou - ela parecia muito mais com Edward quando ela fazia isso. Ento ela disparou por
ente as rvores.
"Eu vou," Jacob disse quando eu me inclinei pra segu-la. Ele tirou a camisa e saiu atrs dela pra dentro da floresta, j tremendo."No conta se voc roubar," ele
chamou por Renesmee.
Eu ri pras folhas que eles deixaram voando atrs deles, balanando a cabea. s vezes o Jacob era mais criana que a Renesmee.
Eu parei, dando aos meus caadores um minuto de vantagem. Seria mais que simples segu-los, e Renesmee ia adorar me surpreender com o tamanho da presa dela. Eu sorri
de novo.
A estreita clareira estava muito quieta, muito vazia. A neve estava diminuindo acima de mim, quase acabando. Alice tinha visto que no duraria muitas semanas.
Normalmente Edward e eu vnhamos juntos caar. Mas Edward estava com Carlisle hoje, planejando a viagem ao Rio, falando pelas costas de Jacob... Ele devia vir conosco.
Ele se arriscando com aquilo como nenhum de ns - a vida dele toda tinha sido de riscos, como a minha.
Enquanto meus pensamentos estavam perdidos num futuro prximo, meus olhos percorreram a enconta da montanha, procurando por uma presa, procurando por perigo. Eu
no pensei nisso; era uma coisa automtica.
Ou de repente havia uma razo pela minha procura, algum estalido que meus sentidos afiados tivessem captados antes que eu pudesse perceber conscientemente.
Quando que meus olhos percorreram um rochedo distante, destacando perfeitamente um azul acinzentado na floresta esverdeada, um brilho prateado - ou era dourado?
- chamou minha ateno.
Meu olhar se voltou pra cor que no deveria estar ali, to distante na neblina e nem mesmo uma guia seria capaz de discenir. Eu olhei.
Ela olhou de volta.
Era bvio que ela era uma vampira. Sua pele era branca como mrmore, a textura era milhes de vezes mais macia que a pele de uma humana. Mesmo sob as nuvens, ela
brilhava muito ligeiramente. Se a pele dela no a tivesse entregado, sua quietude teria. Apenas vampiros e esttuas so capazes de ficar imveis daquele jeito.
O cabelo dela era claro, loiro claro, quase prateado. Foi esse o brilho que atraiu meu olhar. Ele estava cado, liso, com cachos na altura do queixo, repartido igualmente
do meio.
Ela era uma estranha pra mim. Eu tinha absoluta certeza que nunca a tinha visto antes, mesmo quando humana. Nenhum dos rostos da minha memria lamacenta pareciam
com aquele. Mas eu a reconheci pelos seus olhos dourados.
Irina decidiu vir no fim das contas.
Por um momento eu a olhei e ela olhou de volta. Eu me perguntei se ela adivinha quem eu era tambm. Eu meio que levantei a mo, pra abanar, mas seu lbio se moveu
um pouco, fazendo o seu rosto parecer hostil.
Eu ouvi o grito da vitria de Renesmee vindo da floresta, ouvi o eco da rosnada de Jacob, e vi o rosto de Irina se contrair quando o som ecoou pra ela, segundos
depois. O olhar dela moveu-se sutilmente pra direita, e eu sabia o que ela estava vendo. Eu enorme lobisomem, talvez o mesmo que matou Laurent. A quanto tempo ela
estava nos observando? Tempo suficiente pra ver nossa troca de afetos, eu tinha certeza.
O rosto dela se contraiu em sofrimento.
Instintivamente, eu abri minhas mos em frente a mim, num gesto de desculpas. Ela olhou de volta pra mim, e seu lbio deixos os dentre  mostra. Seu maxilar destravou
e ela rosnou.
Quando o som chegou at mim, ela j tinha se virado e desparecido pela floresta.
"Merda!" Eu gemi.
Eu disparei pela floresta atrs de Renesmee e Jacob, no dispoa a deix-los longe das minhas vistas. Eu no sabia pra qual direo Irina tinha ido, ou quo furiosa
ela estava agora. Vingana  uma obsesso comum a vampiros, e que no  fcil de superar.
Correndo a toda velocidade, levou apenas dois segundos pra alcan-los.
"O meu  o maior," eu ouvi Renesmee insistir enquanto eu irrompia atravs dos arbusto espinhosos pro pequeno espao aberto em que eles estavam.
Jacob ergueu as orelhas quando percebeu minha expresso; ele se agachou depressa, mostrou seus dentes - o seu focinho estava manchado com o sangue de sua pressa.
Os olhos dele se voltaram pra floresta. Eu podia ouvir o crescente rosnado em sua garganta.
Renesmee estava to alerta quanto Jacob. Deixando o cervo a seis ps, ela pulou pros meus braos, pressionando suas curiosas mos nas minhas bochechas.
"Eu estou agindo emocionalmente," eu os assegurei rapidamente. "Est tudo bem. Eu acho. Esperem."
Eu tirei meu celular e disquei rapidamente. Edward atendeu no primeiro toque. Jacob e Renesmee ouviram atentamente ao meu lado enquanto eu falava com Edward.
"Venha, traga Carlisle," eu falei rpido demais e me perguntei se Jacob poderia acompanhar. "Eu vi Irina, e ela me viu, mas ento ela viu Jacob e ficou louca e fugiu,
eu acho. Ela no vai aparecer aqui - ainda - mas ela pareceu bem chateada, ento talvez ela venha. Se ela no vir, voc e Carlisle tm que ir atrs dela e falar
com ela. Eu me sinto to mal.
Jacob rosnou."Eu estarei a em meio minuto," Edward me assegurou, e eu pude escutar o barulho do vento quando ele correu.
Ns voltamos pra grande clareira e ento esperamos silenciosamente quando Jacob e eu escutamos o som de uma aproximao que ns no reconhecemos.
Quando o som chegou, era muito familiar. E ento Edward estava a meu lado, Carlisle alguns segundo atrs dele. Eu fiquei surpresa com o som de grandes apatas atrs
de Carlisle. Eu supus que eu no devia ficar chocada. Ao menos rumor de perigo pra Renesmee, claro que Jacob chamaria reforos.
"Ela estava no alto daquele espinhao," eu disse a eles, apontando o lugar, Se Irina estivesse indo embora, ela j estava com uma boa vantagem. Ela pararia e ouviria
Carlisle? A expresso de antes dela me fez pensar que no. "Talvez voc devesse ligar pra Emmett e Jasper e lev-los com voc. Ela parecia... bem chateada. Ela rosnou
pra mim."
"O que?" Edward disse raivosamente.
Carlisle ps a mo no brao dela. "Ela estava aflita. Eu vou atrs dela."
"Eu vou com voc," Edward insistiu.
Eles trocaram um longo olhar - talvez Carlisle estivesse medindo a irritao de Edward com Irina contra sua utilidade de leitor de mentes. Finalmente, Carlisle concordou
e eles saram pra encontrar a trilha sem chamar Emmett ou Jasper.
Jacob rufou impacientemente e me cutucou com seu nariz. Ele queria que Renesmee voltasse  segurana da casa, por via das dvidas. Eu concordei com ele, e ns corremos
pra casa com Seth e Leah bem atrs de ns.
Renesmee estava complacente nos meus braos, uma mo ainda no meu rosto. Uma vez que abortamos a caada, ela teria que se contentar com o sangue doado. Os pensamentos
dela eram meio presunosos.

28 -  O futuro
Carlisle e Edward no tiveram chances de conversar com Irina antes que seu rastro desaparecesse entre o som. Eles nadaram ao outro banco pra ver se seu rastro estava
em uma linha reta, mas no tinha sinal dela em nenhuma direo por quilmetros.
Era tudo minha culpa. Ela tinha vindo, como Alice tinha visto, pra fazer as pazes com os Cullen, e ficou com raiva por causa da minha camaradagem com Jacob. Eu desejei
ter percebido ela antes, antes que Jacob tivesse se transformado. Eu desejei que ns fossemos caar em algum outro lugar.
No havia muito que pudesse ser feito. Carlisle ligou pra Tanya com as desapontadoras notcias. Tanya e Kate no tinham visto Irina desde que eles decidiram vir
pro casamento, e eles estavam desacreditados que Irina tinha vindo to perto e ainda no tenha retornado pra casa; no era fcil pra elas perder sua irm, sem como
a separao temporria seria, eu imaginei que isso trouxe de volta memrias duras de perder a me h tantos sculos atrs.
Alice podia pegar alguns flashes do futuro imediato de Irina, nada muito concreto. Ela no estava voltando pra Denali, Alice podia dizer. A imagem estava fraca.
Tudo que Alice podia ver era que Irina estava chateada; ela vagava pela neve -para o norte? Para o oeste?- com uma expresso devastada. Ela no tomou decises
para um novo caminho depois de sua parada sem direo.
Dias passaram, e  claro que eu no esqueci nada, Irina e sua dor se moviam de volta pra minha mente. Havia coisas mais importantes pra se pensar agora. Eu ia viajar
pra Itlia daqui alguns dias. Quando eu voltasse, todos ns amos pra Amrica do Sul.
Cada detalhe tinha sido passado umas mil vezes. Ns amos comear com os Ticunas, traando suas lendas o melhor que pudssemos na fonte. Agora que estava aceito
que Jacob viria conosco, ele se imaginou nos planos-  claro que qualquer pessoa que acreditasse em vampiros iria falar conosco sobre suas histrias. Se ns parssemos
nos Ticunas, haviam muitas tribos na rea pra procurar. Carlisle tinha alguns velhos amigos na Amaznia; se pudssemos encontr-los, talvez eles tivessem informaes
pra ns, tambm. Ou pelo menos uma sugesto de onde tivssemos que ir pra ter respostas. Era improvvel que os trs vampiros da Amaznia tinham algo a ver com as
lendas que vampiros fecundavam a si prprios, como foram todas mulheres. No tinha jeito de saber quanto tempo nossa pesquisa ia levar.
Eu no tinha dito a Charlie sobre a maior viagem ainda, ento eu fiquei pensando sobre isso enquanto a discusso de Edward e Carlisle continuava. Como contar as
notcias pra ele do jeito certo?
Eu olhei pra Renesmee enquanto eu debatia internamente. Ela estava curvada no sof agora, sua respirao devagar enquanto dormia, seus cachos espalhados pelo rosto.
Como sempre, eu e Edward voltamos pra nossa casa de campo pra coloca-la pra dormir, mas  noite ns amos pra famlia, ele e Carlisle em suas profundas sesses de
planejamento.
Enquanto isso, Emmett e Jasper estavam mais animados em planejar as possibilidades de caa. A Amaznia fornecia uma mudana na nossa presa normal. Jaguares e panteras,
por exemplo. Esme e Rosalie estavam resolvendo o que elas deveriam colocar nas malas. Jacob estava fora com o bando de Sam, arrumando suas prprias coisas pra quando
estivesse fora.
Alice se moveu devagar - pra ela - pelo grande cmodo, colocando ordem no j imaculado espao, arrumando os arranjos de Esme que j estavam perfeitos. Ela re-centrando
os vasos de Esme. Eu pude ver pelo seu rosto que flutuava - e ento ficava alerta, ento em branco, ento em alerta de novo - que ela estava procurando o futuro.
Eu presumi que ela estava tentando ver por trs dos pontos cegos que Jacob e Renesmee faziam em suas vises assim como as coisas que estavam esperando por ns na
Amrica do Sul antes de Jasper dizer, "Deixe pra l, Alice; ela no  nossa preocupao," e ento uma nuvem de serenidade roubou silenciosamente e invisivelmente
o cmodo. Alice devia estar se preocupando com Irina de novo.
Ela mostrou a lngua pra Jasper e ento levantou um vaso de cristal que estava cheio de rosas brancas e vermelhas e virou em direo  cozinha. S havia uma ptala
murcha em uma das rosas brancas, mas Alice tinha a inteno de manter tudo perfeito como uma distrao pra sua falta de vises essa noite.
Encarando Renesmee de novo, eu no vi quando o vaso escorregou pelos dedos de Alice. Eu s ouvi o woosh do ar passando pelo cristal, e meus olhos se viraram pra
ver bem em tempo de ver o vaso se quebrar em dez mil peas de diamante sobre o cho de mrmore da cozinha.
Ns todos ficamos perfeitamente parados enquanto o cristal pulava e jorrava pra todas as direes sem um som musical, todos os olhos nas costas de Alice.
Meu primeiro pensamento sem lgica foi que Alice estava pregando uma pea em ns. Porque no tinha jeito de Alice ter derrubado o vaso por acidente. Eu podia ter
corrido pelo cmodo pra pegar o vaso em tempo, se eu no tivesse pensado que ela ia pegar. E como ia escorregar de seus dedos primeiramente? Seu dedos eram perfeitamente
bons...
Eu nunca vi nenhum vampiro derrubar algo por acidente. Jamais.
E ento Alice estava nos olhando, num movimento to rpido que nem existiu.
Seus olhos estavam metade aqui e metade trancada no futuro, largo, enchendo seu rosto at que pareceu que comeou a transbordar. Olhar pra seus olhos era a mesma
coisa que olhar fora de uma cova; estava enterrada no pnico e desespero e agonia no seu olhar.
Eu ouvi Edward ofegar; era um cortado, um som de engasgo.
"O que?" Jasper latiu, indo pro lado dela em um movimento rpido que ficou borrado, apertando o cristal quebrado embaixo de seus ps. Ele pegou seus ombros e os
balanou-os. Ela estava fazendo alguns barulhos enquanto ele a mexia. "O qu, Alice?!"
Emmett se moveu na minha viso perifrica, seus dentes a mostra enquanto seus olhos iam pra janela, antecipando um ataque.
Houve silncio por Esme, Carlisle e Rose, que estavam congelados como eu estava.
Jasper balanou Alice de novo. "O que ?"
"Eles esto vindo por ns," Alice e Edward sussurraram juntos, perfeitamente sincronizados. "Todos eles."
Silncio.
Pelo menos por uma vez, eu fui a mais rpida e entender- porque alguma coisa nas suas vozes desengataram minhas prprias vises. Era s a memria distante de um
sonho- fraca, transparente, indistinta como se eu estivesse vendo por uma grossa camada...
Na minha cabea, eu vi uma linha em preto avanando pra mim, o fantasma do meu meio-esquecido pesadelo humano. Eu no podia ver o brilho de seus olhos vermelhos
a imagem, ou o brilho de seus afiados dentes molhados, mas eu soube que o brilho deveria ser...
Mais forte que a memria da viso veio a memria de sentir- a necessidade de proteger a preciosa coisa atrs de mim.
Eu queria pegar Renesmee nos meus braos, esconde-la atrs dos meus cabelos e braos, faze-la invisvel. Mas eu no podia nem olhar pra ela. Eu no me sentia como
pedra mas sim gelo. Pela primeira vez desde que eu virei vampira, eu senti frio.
Eu nem ouvi a confirmao dos meus medos. Eu no precisava. Eu j sabia.
"Os Volturi," Alice gemeu.
"Todos eles," Edward grunhiu no mesmo tempo.
"Por qu?" Alice sussurrou pra si mesma. "Como?"
"Quando?" Edward sussurrou.
"Por qu?" Esme ecoou.
"Quando?", Jasper repetiu numa voz como gelo.
Os olhos de Alice no piscaram, mas era como se um vu os cobrisse; porque eles ficaram perfeitamente brancos. S sua boca ficou aberta por sua expresso de horror.
"No muito," ela e Edward disseram juntos. E ento ela falou sozinha. "H neve na floresta, neve na cidade. Um pouco mais que um ms."
"Por qu?" Carlisle foi o que perguntou dessa vez.
Esme respondeu. "Eles precisam ter uma razo. Talvez pra ver..."
"No  sobre Bella." Alice disse vazia. "Todos eles esto vindo- Aro, Caius, Marcus, e todos os membros da guarda, at as esposas."
"As esposas nunca deixam a torre," Jasper a contradisse com uma voz plana. "Nunca. No durante a rebelio do sul. Nem quando os Romanos tentaram os expor. Nem quando
estavam caando as crianas imortais. Nunca."
"Elas esto vindo agora," Edward sussurrou.
"Mas por qu?? Carlisle disse de novo. "Ns no fizemos nada! E se ns tivssemos feito, e mesmo que tivssemos, o que poderia chegar a esse ponto?"
"H muitos de ns," Edward respondeu duramente. "Eles querem ter certeza de que..." Ele no terminou .
"Isso no responde a pergunta Crucial! Por qu?!"
Eu senti que sabia a resposta pra pergunta de Carlisle, e ao mesmo tempo no sabia. Renesmee era a razo, eu tinha certeza. De algum jeito eu sempre soube que eles
viriam atrs dela. Meu subconsciente me avisou antes de ela estar dentro de mim. Eu me senti estranhamente esperando agora. Como se de algum jeito eu sempre soube
que os Volturi viriam e levariam minha felicidade embora.
Mas ainda assim no respondia a pergunta.
"Volte, Alice," Jasper implorou. "Procure pelo gatilho. Procure."
Alice balanou sua cabea devagar, seus ombros tremendo. "Veio do nada, Jazz. Eu no estava procurando por eles, ou at por ns. Eu s estava procurando por Irina.
Ela no estava onde eu esperava que ela estaria..." Alice parou, seus olhos embaando de novo. Ela encarou o nada por muito tempo.
Ento sua cabea levantou, seus olhos duros. Eu ouvi Edward tomar respirao.
"Ela decidiu ir a eles," Alice disse. "Irina decidiu ir at os Volturi. E ento eles vo decidir...  como se eles estivessem esperando por ela. Como se a deciso
deles j estivesse feita, s esto esperando ela..."
Ficou tudo silencioso de novo enquanto ns digeramos. O que Irina contaria pros Volturi que teria o resultado da viso de Alice?
"Ns podemos par-la?" Jasper perguntou.
"No h jeito. Ela est quase l."
"O que ela est fazedo?" Carlisle estava perguntando, mas eu no estava prestando ateno na discusso agora. Toda a minha ateno estava na figura que vinha cheia
de dor na minha cabea.
Eu imaginei Irina parada em um penhasco, olhando. O que ela tinha visto? Um vampiro e um lobisomem que eram melhores-amigos. Eu fiquei concentrada naquela imagem,
uma que iria provavelmente explicar sua reao mais tarde. Mas no era tudo o que ela tinha visto.
Ela tambm tinha visto uma criana. Uma linda criana esquisita, sendo mostrada na neve, claramente mais clara que humano...
Irina... as irms rfs... Carlisle disse que perder a me para a justia dos Volturi tinha feito Tanya, Kate e Irina pacificadoras quando a questo era lei.
Um minuto atrs, Jasper disse as palavras ele mesmo: Nem quando estavam caando as crianas imortais... As crianas imortais- a banio no mencionada, o tabu...
Com o passado de Irina, como ela podia aplicar qualquer outra leitura ao que ela viu aquele dia no campo? Ela no esteve perto o suficiente pra ouvir o corao de
Renesmee, pra sentir o calor radiando de seu corpo. As bochechas rosadas de Renesmee podiam ter sido um truque da nossa parte por tudo que ela sabia.
Depois de tudo, os Cullen estavam ligados  lobisomens. Pelo ponto de vista de Irina, talvez isso significada que nada podia nos deter...
Irina, mexendo suas mos na loucura da neve - no por Laurent, mas ela sabia que era seu trabalho fazer os Cullen serem dedurados, sabendo o que aconteceria com
eles se ela fizesse isso. Aparentemente ganhou contra as centenas de anos de amizade.
E ento a resposta dos Volturi  esse tipo de infrao era to automtica, j estava decidido.
Eu me virei e deixei-me cair em cima de Renesmee que estava dormindo, a cobrindo com meu rosto, enterrando meu rosto em seus cachos.
 "Pense no que ela disse hoje  tarde," eu disse em uma voz baixa, interrompendo o que fosse que Emmett ia comear a falar. "A algum que perdeu uma me por causa
de uma criana imortal, o que Renesmee pareceria?"
Tudo estava em silncio de novo enquanto os outros chegavam  onde eu j estava.
"Uma criana imortal," Carlisle sussurrou.
Eu senti Edward agachar ao meu lado, abraando ns dois ao mesmo tempo.
"Mas ela est errada," eu continuei. "Renesmee no  como aquelas crianas. Elas estavam congeladas, mas ela cresce tanto a cada dia. Eles estavam fora de controle,
mas ele nunca machuca Charlie ou Sue e nem mostra coisas que iria chatear eles. Ela pode se controlar. Ela j  mais inteligente do que muitos adultos. No haveria
razo..."
Eu balbuciei, esperando pra algum exalar com alvio, esperando que a tenso gelada no cmodo ia relaxar enquanto eles percebessem que eu estava certa. O cmodo
parecia s ficar mais gelado. Eventualmente, minha voz no quebrou o silncio.
Ningum falou por algum tempo.
E ento Edward sussurrou no meu cabelo. "No  o tipo de crime que eles do uma segunda chance, amor," ele disse silenciosamente. "Aro viu a prova nos pensamentos
de Irina. Eles vm pra destruir, e no pra serem convencidos."
 "Mas eles esto errados," eu disse teimosamente.
"Eles no vo esperar pra ns mostrarmos isso pra eles."
Sua voz estava baixa, gentil, como veludo...e mesmo assim a dor e a desolao no som eram inevitveis. Sua voz estava como os olhos de Alice antes- como se o interior
fosse uma tumba.
"O que ns podemos fazer?" eu exigi.
Renesmee estava to quente e perfeita nos meus braos, sonhando pacificamente. Eu me preocupei tanto que Renesmee estava crescendo rpido- preocupada que ela teria
s um pouco mais de uma dcada de vida... Aquele terror parecia irnico agora.
Pequena por um ms...
Esse era o limite, ento? Eu tinha muito mais felicidade do que muitas pessoas nunca nem imaginaram ter. Havia alguma lei de igualdade que ns teramos que dividir
nossa felicidade e misria pelo mundo? A minha felicidade estava balanando o equilibro? Quatro meses era tudo o que eu podia ter?
Foi Emmett quem respondeu minha pergunta retrica.
"Ns vamos lutar..." ele disse calmamente.
"Ns no podemos ganhar," Jasper grunhiu. Eu podia imaginar como seu rosto ia parecer, como seu corpo ia se curvar protegendo Alice.
 "Bem, ns no podemos correr. No com Demetri por perto." Emmett fez um barulho de nojo, e ento eu sabia instintivamente que ele no estava chateado com o rastreador
dos Volturi, mas sim com a idia de ter que fugir. "E eu no sei se ns no podemos vencer." Ele disse. "H algumas opes que podemos considerar. Ns no temos
que lutar sozinhos."
Minha cabea se levantou na hora. "Ns no precisamos sentenciar a morte dos Quileutes tambm, Emmett!"
"Calma, Bella." Sua expresso no era diferente de quando ele estava contemplando a lutar com anacondas. Nem a ameaa de aniquilao podia mudar a idia de Emmett,
sua nsia por um desafio. "Eu no quis dizer o bando, Bella. Seja realista- voc acha que Jacob ou Sam ir ignorar uma invaso? Mesmo se no fosse sobre Nessie?
Sem mencionar que, graas  Irina, Aro sabe sobre a nossa aliana com o bando, tambm. Mas eu estava pensando em outros amigos."
Carlisle ecoou em um sussurro. "Outros amigos que ns no temos que sentenciar  morte."
"Hey, ns deixaremos eles decidirem," Emmett disse em um tom de placar. "Eu no estou dizendo que eles tm que lugar com a gente." Eu pude ver o plano se fazendo
em sua mente enquanto ele falava. "Se eles s ficarem ao nosso lado, s por tempo suficiente pra fazer os Volturi hesitarem. Bella est certa, ainda. Se ns pudssemos
faze-los parar e escutar. Talvez isso mande embora qualquer razo pra luta..."
Havia uma pista de sorriso no rosto de Emmett agora. Eu estava surpresa que ningum tinha batido nele ainda. Eu queria.
"Sim," Esme disse. "Isso faz sentido, Emmett. Tudo o que precisamos  que os Volturi parem por um momento. O suficiente pra ouvir.
"Ns precisamos de algumas testemunhas," Rosalie disse duramente, sua voz limpa como vidro.
Esme concordou, como se ela tivesse ouvido o sarcasmo na voz de Rosalie. "Ns podemos pedir isso pros nossos amigos. S pra testemunhar."
"Ns faramos isso por eles," Emmett disse.
"Ns vamos ter que perguntar a eles," Alice murmurou. Eu olhei pra ver que seus olhos estavam escuros de novo. "Eles vo ter que se mostrar muito cuidadosos."
"Mostrar?" Jasper disse.
Alice e Edward olharam pra Renesmee. E ento Alice olhou pra cima.
"A famlia de Tanya," ela disse. "O cl de Siobhan. Amun. Alguns dos nmades- Garrett e Mary, claro. Talvez Alistair."
"E Peter e Charlotte?" Jasper perguntou, como se ele soubesse que a resposta era no, mas seu velho irmo podia aparecer.
"Talvez."
"Os amaznicos?" Carlisle perguntou. "Kachiri, Zafrina e Senna?"
Alice parecia estar profundamente em sua viso pra responder, primeiramente, e ento ela chacoalhou, seus olhos voltaram para o presente. Ela encontrou o olhar de
Carlisle pela menor parte de um segundo, e ento olhou pra baixo.
"Eu no posso ver."
 "O que foi isso?" Edward perguntou, seus sussurro exigente. "Aquela parte na selva. Ns vamos procurar por eles?"
"Eu no posso ver." Alice repetiu, no encontrando seu olhar. Um flash de confuso passou pelo rosto de Edward. "Ns vamos ter que nos dividir e nos apressar- antes
que a neve grude no cho. Ns vamos ter que procurar todo mundo que pudermos pra eles estarem aqui pra mostrar a eles." Ela disse de novo. "Pergunte a Eleazar. H
muito mais do que s uma criana imortal nisso."
O silncio prevaleceu por um longo minuto e ento Alice estava em transe. Ela piscou devagar quando estava acabado, seus olhos peculiarmente opacos tirando o fato
que ela estava claramente no presente.
"H muita coisa. Ns precisamos nos apressar." Ela sussurrou.
"Alice?" Edward perguntou. "Isso foi muito rpido- eu no entendi. O que foi-?"
"Eu no posso ver!" ela explodiu com ele. "Jacob est quase aqui!"
Rosalie deu um passo em direo  porta. "Eu dou um jeito com-"
"No, deixe ele vir," Alice disse rapidamente, sua voz aumentando em cada palavra. Ela pegou a mo de Jasper e comeou a puxa-lo para a porta de trs. "Eu verei
melhor longe de Nessie, tambm. Eu preciso ir. Eu preciso me concentrar. Eu preciso ver tudo que puder. Eu tenho que ir. Vamos, Jasper, no h tempo pra desperdiar!"
Ns todos podamos ouvir Jacob nas escadas. Alice puxou impacientemente a mo de Jasper. Ele a seguiu rapidamente, confuso em seus olhos como nos de Edward. Eles
saram pela porta na noite prateada.
"Rpido!" ela disse pra ns. "Vocs tem que achar eles todos!"
"Achar o que?" Jacob perguntou, fechando a porta da frente atrs dele mesmo. "Onde Alice foi?"
Ningum respondeu, ns todos olhamos.
Jacob balanou a gua em seu cabelo e arregaou as mangas de sua blusa, seus olhos em Renesmee. "Hey, Bells! Eu pensei que vocs deveriam ter ido pra casa por agora..."
Ele olhou pra mim finalmente, piscou e depois encarou. Eu olhei sua expresso enquanto a atmosfera do cmodo finalmente o tocou. Ele olhou pra baixo, os olhos abertos,
para o ponto molhado no cho, as rosas e os cristais quebrados. Seus dedos se mexeram.
"O que?" ele perguntou. "O que aconteceu?"
Eu no conseguia pensar por onde comear. Ningum mais encontrava palavras tambm.
Jacob cruzou o cmodo em trs passos e ento soltou os joelhos do lado de Renesmee e eu. Eu podia sentir o calor balanando pra fora de seu corpo quando os tremores
caam em seus braos at suas mos.
"Ela est bem?" Ele exigiu, tocando sua testa, balanando sua cabea enquanto ouvia seu corao. "No brinque comigo, Bella, por favor!"
"Nada est errado com Renesmee," eu engasguei, as palavras quebrando em lugares estranhos.
"Ento quem?"
"Todos ns, Jacob," eu sussurrei. E tambm estava na minha voz- o som de dentro da cova. "Est acabado. Ns todos fomos sentenciados a morrer."

29 - Defeco
Ficamos a noite inteira sentados, esttuas de horror e pesar, e Alice nunca voltou.
Estvamos nos nossos limites - frenticos pela quietude absoluta. Carlisle mal foi capaz de mover os lbios para explicar tudo a Jacob. Contar a histria novamente
fez tudo parecer pior; at mesmo Emmett ficou em silncio e quieto depois disso.
No foi at que o sol nasceu e eu soube que Renesmee em breve estaria se esticando sob minhas mos que eu me perguntei pela primeira vez o que estava detendo Alice
por tanto tempo. Eu esperava saber algo mais antes de enfrentar a curiosidade da minha filha. Ter algumas respostas. Uma pequena, mnima pequena poro de esperana
de que eu pudesse sorrir e esconder a terrvel verdade dela tambm.
Meu rosto estava permanentemente fixado na mascara que esteve usando durante a noite inteira. Eu no tinha mais certeza de que tinha a habilidade de sorrir.
Jacob estava roncando num canto, uma montanha de plos no cho, se contorcendo ansiosamente no sono. Sam sabia de tudo - os lobos estavam se preparando para o que
estava vindo. No que essa preparao fosse fazer nada por eles, alm de mat-los com a minha famlia.
Os raios de sol passaram pelas janelas do fundo, cintilando na pele de Edward. Meus olhos no haviam se movido desde que Alice foi embora. Ns passamos a noite inteira
olhando para o que nenhum de ns podia perder: um ao outro. Eu vi meu reflexo brilhar em seu olhar agoniado quando a luz do sol tocou a minha prpria pele.
As suas sobrancelhas se moveram s um pouquinho, depois seus lbios.
"Alice", ele disse.
A voz dele era como gelo se partindo enquanto derretia. Todos ns nos quebramos um pouco, amolecemos um pouco. Nos movemos de novo.
"Ela esteve fora por bastante tempo", Rosalie murmurou, surpresa.
"Onde ela pode estar?" Emmett se perguntou, dando um passo em direo  porta.
Esme ps uma mo em seu brao. "Ns no queremos incomodar..."
"Ela nunca ficou longe por tanto tempo antes," Edward disse. Uma nova preocupao apareceu na mscara que o seu rosto havia se tornado. Suas feies estavam vivas
novamente, de repente seus olhos estavam arregalados com um novo medo, pnico extra. "Carlisle voc no acha - algo preventivo? Alice teria tempo de ver se eles
mandassem algum para busc-la?"
O rosto de pele translcida de Aro encheu minha cabea. Aro, que tinha visto todos ops cantos da mente de Alice, que sabia tudo o que ela era capaz -
Emmett xingou alto o suficiente para que Jacob pulasse de p com um rosnado. No jardim, o rosnado dele foi acompanhado pelo seu bando. Minha famlia j estava em
rpida ao.
"Fique com Renesmee" Eu simplesmente gritei pra Jacob enquanto saia correndo pela porta.
Eu ainda era mais forte do que os outros, e usei essa fora para seguir em frente. Eu alcancei Esme em alguns passos, e Rosalie com mais alguns. Eu corri pela floresta
negra at estar logo atrs de Edward e Carlisle.
 "Teriam eles sido capazes de alcan-la?" Carlisle perguntou, a voz dele estava uniforme como se ele estivesse imvel e no correndo a toda velocidade.
"Eu no vejo como," Edward respondeu. "Mas Aro a conhece melhor que qualquer pessoa. Melhor do que eu a conheo."
"Isso  uma armadilha?" Emmett perguntou atrs de ns.
"Talvez", Edward disse. "Mas no h cheiro de Alice e Jasper. Onde eles estavam indo?"
A trilha de Alice e Jasper estava desenhando um largo arco; primeiro ele se esticava a leste da casa, mas depois ia para o norte ao lado do rio, e ento voltava
para o oeste depois de alguns quilmetros.
Ns cruzamos o rio de novo, todos os seis pulando com alguns segundos se diferena do outro. Edward corria na liderana, sua concentrao era total.
"Voc sentiu o cheiro?" Esme perguntou alguns momentos depois que tnhamos pulado o rio pela segunda vez. Ela era a ltima, bem  esquerda do nosso grupo de caa.
Ela fez um gesto para o sul.
"Fiquem na trilha principal - estamos quase no limite dos Quileute", Edward ordenou concisamente. "Fiquem juntos. Vejam se eles viraram ao norte ou sul."
Eu no era to familiar com os limites do acordo como eles, mas eu podia sentir o cheiro de lobo na brisa que soprava do oeste. Edward e Carlisle diminuram um pouco
a velocidade por hbito, e eu podia ver suas cabeas se movendo de um lado para o outro, esperando que a trilha virasse.
Ento o cheiro de lobo de repente ficou mais forte, e a cabea de Edward saltou para cima. Ele parou imediatamente. O resto de ns ficou imvel tambm.
 "Sam?" Edward perguntou com uma voz vazia. "O que  isso?"
Sam veio por entre as rvores a algumas centenas de metros de distncia, caminhando rapidamente em nossa direo em sua forma humanas seguido por dois lobos - Paul
e Jared. Sam levou um tempo para chegar at ns; seus passos humanos me deixaram impaciente. Eu no queria ter tempo para pensar no que estava acontecendo. Eu queria
estar em movimento, estar fazendo alguma coisa. Eu queria colocar meus braos ao redor de Alice, saber que sem dvida ela estava a salvo.
Eu observei o rosto de Edward ficar completamente branco enquanto ele via o que Sam estava pensando. Sam o ignorou, olhando diretamente para Carlisle enquanto parava
de caminhar e comeava a falar.
"Logo aps meia noite, Alice e Jasper vieram a esse lugar e pediram nossa permisso para passar por nossas terras at o oceano. Eu dei a permisso e os acompanhei
pessoalmente at a costa. Eles foram diretamente para a gua e no retornaram. Enquanto caminhvamos, Alice me contou que era muito importante que eu no contasse
a Jacob que havia a visto at que eu falasse com voc. Eu devia esperar aqui at que voc viesse procurar por ela e ento te dar esse bilhete. Ela me disse para
obedecer como se nossas vidas dependessem disso.
O rosto de Sam era severo enquanto ele entregava o papel dobrado, com um texto em preto de pgina inteira. Era a pgina de um livro; meus olhos capazes leram as
palavras impressas enquanto Carlisle virava a pgina para o outro lado. O lado que estava virado pra mim era uma cpia do Mercador de Veneza. Um pouco do meu prprio
cheiro saiu da pgina quando Carlisle desamassou-a. Eu me dei conta de que era uma pgina rasgada de um dos meus livros. Eu tinha trazido algumas coisas da casa
de Charlie para a cabana; algumas mudas de roupas normais, todas as cartas da minha me, e meus livros prediletos. Minha coleo esfarrapada de obras de Shakespeare
estava numa estante da sala de estar da cabana ontem pela manh...
"Alice decidiu nos deixar", Carlisle sussurrou.
 "O qu?" Rosalie gritou.
Carlisle virou a pgina para que todos ns pudssemos ler.
No procurem por ns. No h tempo a perder. Lembrem-se: Tanya, Siobhan, Amun, Alistair, todos os nmades que voc conseguir encontrar. Ns vamos procurar Peter
e Charlotte no caminho. Lamentamos muito por ter tido que deixa-los assim, sem dar adeus ou explicaes.  a nica forma para ns. Ns amamos vocs.
Ficamos congelados novamente, o silncio era total a no ser pelas batidas dos coraes dos lobos, sua respirao. Seus pensamentos deviam ser altos tambm. Edward
foi o primeiro a se mover de novo, falando em resposta ao que havia na mente de Sam.
"Sim, as coisas esto to perigosas assim."
"Suficiente para que vocs abandonem a sua famlia?" Sam perguntou em voz alta, com censura em seu tom. Era claro que ele no havia lido o bilhete antes de entreg-lo
a Carlisle. Agora ele estava aborrecido, como se tivesse se arrependido de ter ouvido Alice.
A expresso de Edward era rgida - para Sam ele provavelmente parecia enraivecido ou arrogante, mas eu podia ver o formato da dor que havia no seu rosto endurecido.
"Ns no sabemos o que ela viu", Edward disse. "Alice no  uma pessoa sem sentimentos e nem covarde. Ela s tem mais informao que ns."
"Ns no iramos -"
"Vocs so diferentes de ns", Edward rebateu. "Cada um de ns tem seu livre arbtrio."
O queixo de Sam se ergueu, e de repente seus olhos estavam completamente pretos.
"Mas vocs deviam ter cuidado com o aviso", Edward continuou. "Isso no  uma coisa na qual vocs vo querer se envolver. Vocs ainda podem evitar o que Alice viu."
Sam sorriu severamente. "Ns no fugimos." Atrs dele, Paul bufou.
"No matem a sua famlia por orgulho", Carlisle inseriu baixinho.
Sam olhou para Carlisle com uma expresso mais suave. "Como Edward apontou, ns no temos a mesma liberdade que vocs tm. Renesmee agora  to parte da nossa famlia
quanto da de vocs. Jacob no pode abandon-la, e ns no podemos abandon-lo." Os olhos dele passaram para o bilhete de Alice. Os lbios dele se apertaram numa
linha fina.
"Voc no a conhece", Edward disse.
"Voc a conhece?" Sam perguntou insensivelmente.
Carlisle ps uma mo no ombro de Edward. "Temos muito a fazer, filho. Qualquer que tenha sido a deciso de Alice, no podemos ser bobos e ignorar seu conselho agora.
Vamos voltar pra casa e comear a trabalhar."
Edward balanou a cabea, seu rosto ainda rgido de dor. Atrs de mim eu podia ouvir os baixos soluos sem lgrimas de Esme.
Eu no sabia como chorar com esse corpo; eu no pude fazer nada alm de olhar. Ainda no haviam sentimentos. Tudo parecia irreal, como se eu estivesse sonhando de
novo depois de todos esses meses. Tendo um pesadelo.
"Obrigado, Sam", Carlisle disse.
"Eu lamento," Sam respondeu. "Ns no devamos t-la deixado passar."
"Voc fez a coisa certa", Carlisle disse a ele. "Alice  livre para fazer o que ela quiser. Eu no negaria a ela essa liberdade."
Eu sempre pensei nos Cullen como um todo, uma unidade indivisvel. De repente, eu me lembrei que nem sempre foi assim. Carlisle criou Edward, Esme, Rosalie e Emmett.
Edward me criou. Ns estvamos fisicamente ligados por sangue e veneno. Eu nunca pensei em Alice e Jasper separadamente - como adotados pela famlia. Mas na verdade,
Alice adotou os Cullen. Ela apareceu com seu passado desconexo, trazendo Jasper com o dele, e se encaixou na famlia que j estava l. Tanto ela quanto Jasper conheceram
outra vida fora da famlia Cullen. Ser que ela realmente havia escolhido viver uma vida nova depois que ela viu que a sua vida com os Cullen estava acabada?
Ento, nosso destino estava selado, no? No final das contas no havia esperana. Nenhuma fagulha, nenhuma centelha que pudesse ter convencido Alice de que havia
uma chance para o nosso lado.
O claro ar da manh pareceu mais grosso de repente, mais escuro, como se estivesse fisicamente escurecido pelo meu desespero.
"Eu no vou desistir sem lutar", Emmett rosnou baixo sob seu flego. "Alice nos disse o que fazer. Vamos fazer isso."
Os outros balanaram a cabea com expresses determinadas, e eu me dei conta de que eles estavam fazendo uma aposta na chance que Alice havia nos dado, fosse ela
qual fosse. Eles no iam cruzar os braos e esperar pra morrer.
Sim, todos ns amos morrer. O que mais podia ser feito? E aparentemente envolveramos outros, porque Alice nos disse para fazer isso antes de ir embora. Como ns
poderamos no seguir o ltimo conselho de Alice? Os lobos, tambm, iam lutar conosco por Renesmee.
Ns amos lutar, eles iam lutar, e todos ns morreramos.
Eu no parecia sentir a mesma determinao que os outros sentiam. Alice conhecia as chances. Ela estava nos dando a nica chance que podia ver, mas a chance era
pequena demais para que ela mesma acreditasse.
Eu j me sentia derrotada quando dei as costas ao rosto crtico de Sam e segui Carlisle para casa.
Agora eu corria automaticamente, no com a mesma pressa movida pelo pnico de antes. Enquanto nos aproximvamos do rio, a cabea de Esme se ergueu.
"Era ali que estava aquela outra trilha. Estava fresca."
Ela gesticulou com a cabea para a frente, na direo de onde ela havia chamado a ateno de Edward no caminho pra c. Enquanto estvamos correndo para salvar Alice...
"Deve ter sido de mais cedo naquele dia. Era s Alice, sem Jasper", Edward disse meio sem vida.
O rosto de Esme se enrugou, e ela balanou a cabea.
Seguindo um pouco atrs, eu fui para a direita. Eu tinha certeza de que Edward estava certo, mas ao mesmo tempo... Afinal de contas, como o bilhete de Alice acabou
numa pgina do meu livro?
 "Bella?" Edward perguntou numa voz sem emoo quando eu hesitei.
"Eu quero seguir a trilha", eu disse a ele, sentindo o leve cheiro de Alice que guiava o caminho da trilha de sua escapada. Eu era nova nisso, mas o cheiro era exatamente
igual para mim, mas sem o cheiro de Jasper.
Os olhos dourados de Edward estavam vazios. "Ela provavelmente s guia de volta  casa."
"Ento eu te encontro l."
No comeo eu pensei que ele me deixaria ir sozinha, mas depois, enquanto eu me afastava uns passos, os olhos vazios dele voltaram  vida.
"Eu vou com voc", ele disse baixinho. "Eu encontro vocs em casa, Carlisle."
Carlisle balanou a cabea e os outros se foram. Eu esperei at que eles estivessem fora de vista, e ento olhei para Edward questionando.
"Eu no podia deixar voc se afastar de mim", ele respondeu numa voz baixa. "S imaginar isso di."
Eu compreendi sem mais explicaes que isso. Eu pensei em estar separada dele, e me dei conta de que sentiria a mesma dor, no importava o quo breve fosse a separao.
Havia to pouco tempo para ficarmos juntos.
Eu estendi minha mo pra ele, e ele pegou.
"Vamos nos apressar", ele disse. "Renesmee estar acordada."
Eu balancei a cabea, e estvamos correndo de novo.
Provavelmente era uma bobagem, perder tempo longe de Renesmee s por curiosidade. Mas o bilhete me incomodou. Alice podia ter cravado o bilhete num tronco de rvore
ou numa pedra se no tivesse com o que escrever. Ela podia ter roubado um bloco de anotaes em qualquer uma das casas na estrada. Porque meu livro? Quando ela o
pegou?
Certamente, a trilha levava de volta  cabana por uma rota em zigue-zague que ficava distante da casa dos Cullen e da floresta dos lobos ali prxima. As sobrancelhas
de Edward se apertaram em confuso quando ficou claro at onde a trilha levava.
Ele tentou racionalizar. "Ela deixou Jasper esperando e veio at aqui?"
Agora estvamos quase na cabana, e eu me senti inquieta. Eu estava feliz por ter a mo de Edward na minha, mas tambm sentia que devia estar aqui sozinha. Arrancar
a pgina do livro e lev-la at Jasper era uma coisa muito estranha para Alice fazer. Parecia haver uma mensagem na ao dela - uma que eu no entendia nem um pouco.
mas era o meu livro, ento a mensagem devia ser para mim. Se fosse algo que ela quisesse que Edward soubesse, ela no teria arrancado uma pgina dos livros dele...?
"S me d um minuto", eu disse, libertando minha mo enquanto chegamos na porta.
A testa dele enrugou. "Bella?"
"Por favor? Trinta segundos."
Eu no esperei que ele respondesse. Eu passei pela porta, fechando-a atrs de mim. Eu fui direto para a prateleira de livros. O cheiro de Alice estava fresco - tinha
menos de um dia. Eu fogo que eu no acendi estava queimando baixo, mas quente, na lareira. Eu puxei O mercador de Veneza da prateleira e coloquei na pgina onde
havia o ttulo.
L, perto dos restos deixados pela pgina arrancada, embaixo das palavras O Mercador de Veneza, de William Shakespeare, havia um bilhete.
Destrua isso.
Logo embaixo havia um nome com um endereo em Seattle.
Quando Edward passou pela porta depois de treze segundos, e no trinta, eu estava olhando o livro queimar.
"O que est havendo Bella?"
"Ela esteve aqui. Ela rasgou a pgina do meu livro para escrever o bilhete nela."
"Porqu?"
"Eu no sei porque."
"Porque voc o est queimando?"
"Eu - eu", eu fiz uma careta, deixando toda a minha dor e frustrao aparecer no meu rosto. Eu no sabia o que Alice estava tentando me contar, s que ela tinha
ido bem longe para esconder isso de todos menos de mim. A nica pessoa cuja mente Edward no podia ler. Ento ela devia estar querendo mant-lo no escuro, e provavelmente
havia um bom motivo pra isso. "Pareceu apropriado."
"Ns no sabemos o que ela est fazendo", ele disse baixinho.
Eu olhei para as chamas. Eu era a nica pessoa no mundo que podia mentir para
Edward. O que Alice queria de mim? Um ltimo pedido?
"Quando estvamos no avio para a Itlia", eu sussurrei - isso no era uma mentira, exceto talvez em contexto - "indo resgatar voc... ela mentiu para Jasper para
que ele no viesse atrs de ns. Ela sabia que se ele enfrentasse os Volturi, morreria. Ela estava preferindo morrer a coloca-lo em risco. E preferindo que eu morresse
tambm. Preferindo que voc morresse."
Edward no respondeu.
"Ela tem suas prioridades", eu disse. Meu corao doeu ao perceber que o que eu dizia no parecia realmente uma mentira.
"Eu no acredito nisso", Edward disse. Ele no disse isso como se estivesse discutindo comigo - ele disse como se estivesse discutindo consigo mesmo. "Talvez fosse
Jasper que estivesse em perigo. O plano dela funcionaria com todos ns, mas ele teria perdido se tivesse ficado. Talvez..."
"Ela podia ter nos contado sobre isso. Podia t-lo mandado embora."
"Mas ser que Jasper teria ido? Talvez ela esteja mentindo pra ele novamente."
"Talvez", eu fingi concordar. "Devamos ir pra casa. No h tempo."
Edward pegou minha mo, e ns corremos.
O bilhete de Alice no me deixou mais confiante. Se houvesse alguma forma de evitar os assassinatos que estavam por vir, Alice teria ficado. Eu no podia ver outra
possibilidade. Ento talvez fosse outra coisa que ela estava me dando. No uma escapatria. Mas o que mais ela acharia que eu ia querer? Talvez uma forma de salvar
alguma coisa? Havia algo que eu ainda pudesse salvar?
Carlisle e os outros no ficaram parados em nossa ausncia. Ns ficamos separados deles por cinco minutos, e todos eles j estavam preparados para ir embora. No
canto, Jacob era humano de novo, com Renesmee no colo, os dois nos observando com os olhos arregalados.
Rosalie havia trocado seu vestido de seda por um par de calas jeans folgadas, tnis, e uma camisa de botes feita com o material grosso que mochileiros usavam para
viagens longas. Esme estava vestida similarmente. Havia um globo na mesa de centro, mas eles j haviam terminado de olh-lo, s esperando por ns.
A atmosfera agora era mais positiva do que antes; era bom para eles estar em ao. As esperanas deles estavam centradas nas instrues de Alice.
Eu olhei para o globo e me perguntei para onde amos primeiro.
"Ns vamos ficar?" Edward perguntou, olhando para Carlisle. Ele no parecia feliz.
"Alice disse que teramos que mostrar Renesmee s pessoas, e que devamos ter cuidado com isso", Carlisle disse. "Mandaremos quem quer que encontremos para vocs
aqui - Edward, voc ser o melhor nesse campo minado em particular."
Edward deu um forte aceno de cabea, ainda infeliz. "H muito terreno para cobrir."
"Vamos nos separar", Emmett respondeu. "Rose e eu vamos procurar nmades."
"Voc vai ficar com as mos cheias por aqui", Carlisle disse. "A famlia de Tanya estar aqui pela manh, e eles nem fazem idia do por qu. Primeiro, precisamos
persuadi-los a no reagir da forma que Irina reagiu. Segundo, voc precisa arranjar um jeito de descobrir o que Alice quis dizer sobre Eleazar. Ento, depois de
tudo isso, ser que eles vo ficar por ns? Vamos comear novamente quando outros vierem - se conseguirmos persuadir algum a vir pra comeo de histria." Carlisle
suspirou. "O seu trabalho pode ser o mais difcil. Voltaremos para ajudar assim que possvel."
Carlisle colocou as mos sobre os ombros de Edward por um segundo e ento me deu um beijo na testa. Esme abraou ns dois, e Emmett agarrou ns dois com um brao
s. Rosalie forou um sorriso rgido para ns dois, e jogou um beijo para Renesmee, e ento fez uma careta de adeus para Jacob.
"Boa sorte", Edward disse a eles.
"E para vocs", Carlisle disse. "Todos ns precisaremos."
Eu os observei ir embora, desejando ter qualquer que fosse a esperana que os sustentava, e desejando ficar a ss com o computador s por uns segundos. Eu tinha
quem era esse J. Jenks e porque Alice fez tudo isso para deixar o nome dele s para mim.
Renesmee se mexeu nos braos de Jacob para tocar sua bochecha.
"Eu no sei se os amigos de Carlisle vo vir. Eu espero que sim. Parece que somos um nmero bem inferior agora", Jacob murmurou para Renesmee.
Ento ela sabia. Renesmee j havia entendido muito claramente o que estava acontecendo. A coisa toda de que lobisomens que sofriam impresso davam tudo o que o objeto
de sua impresso queria estava perdendo fora bem rpido. Protege-la no era mais importante do que responder suas perguntas?
Eu olhei cuidadosamente para o rosto dela. Ela no parecia assustada, apenas ansiosa e muito sria enquanto ela conversava com Jacob em seu jeito silencioso.
"No, no podemos ajudar; temos que ficar aqui", ele continuou. "As pessoas vm para ver voc, no a paisagem."
Renesmee fez uma careta pra ele.
"No, eu no preciso ir a lugar algum", ele disse para ela. Ento ele olhou para Edward, chocado realizao de que ele podia estar enganado. "Preciso?"
Edward hesitou.
"Fala logo", Jacob falou, sua voz rspida de tenso. Ele estava em seu limite, como todos ns.
"Os vampiros que esto vindo nos ajudar no so iguais a ns", Edward disse. "A famlia de Tanya  a nica alm da nossa em reverncia pela vida humana, e nem mesmo
eles gostam muito de lobisomens. Eu acho que seria mais seguro -"
"Eu posso cuidar de mim mesmo", Jacob interrompeu.
"Mais seguro para Renesmee", Edward continuou. "se a escolha de acreditarem em nossa histria sobre ela no fosse envolvida a uma associao com lobisomens."
"Belos amigos. Eles dariam as costas a vocs s por causa das companhias que vocs tem agora?"
"Eu acho que a maioria deles seria tolerante sob circunstncias normais. Mas voc precisa compreender - aceitar que Nessie no ser uma coisa simples para nenhum
deles. Porque dificultar as coisas mesmo que seja um pouco?"
Carlisle havia explicado as leis sobre crianas imortais para Jacob na noite passada. "As crianas imortais realmente eram ruins assim?" Ele perguntou.
"Voc no pode imaginar as cicatrizes que eles deixaram na mente de todos os vampiros."
"Edward..." Ainda era estranho ouvir Jacob usar o nome de Edward sem amargura.
"Eu sei, Jake. Eu sei que  difcil pra voc ficar longe dela. Ns vamos fazer um teste - ver como eles reagem a ela. Em qualquer caso, Nessie ter que permanecer
em segredo pelas prximas semanas. Ela precisar ficar na cabana at o momento certo de ns apresentarmos ela. Contanto que voc mantenha uma distncia segura da
casa principal..."
"Eu posso fazer isso. Companhia pela manh, huh?"
"Sim. Seus amigos mais prximos. Nesse caso em particular, ser melhor se esclarecermos as coisas o mais rpido possvel. Voc pode ficar aqui. Ela sabe sobre voc.
Ela at j conheceu Seth."
"Certo."
"Voc devia contar ao Sam o que est acontecendo. Pode haver estranhos na floresta logo em breve."
"Bem pensado. Eu achei que devia um pouco de silncio a ele pela noite passada."
"Escutar Alice geralmente  a coisa certa."
Jacob apertou seus dentes, como se dividisse os sentimentos de Sam sobre o que Alice e Jasper haviam feito.
Enquanto eles estavam conversando, eu vaguei em direo s janelas do fundo, tentando parecer distrada e ansiosa. No era uma coisa muito difcil de fazer. Eu encostei
minha cabea na janela de vidro que se afastava da sala de estar, indo para a sala de jantar, bem perto de uma das mesas de computador. Eu passei os dedos correndo
pelas teclas, tentando fazer parecer um gesto totalmente ausente. Ser que vampiros faziam coisas ausentes? Eu no achava que algum estava prestando ateno particular
em mim, mas no me virei pra ter certeza. O monitor de acendeu. Eu passei os dedos nas teclas novamente. Ento bati os dedos muito baixinho na mesa de madeira, s
para parecer randmica. Outra batida nas teclas.
Eu observei a tela com minha viso perifrica.
No havia nenhum J. Jenks, mas havia um Jason Jenks. Um advogado. Eu alisei o teclado, tentando manter um ritmo, como alisar preocupadamente um gato que voc simplesmente
tinha esquecido em seu colo. Jason Jenks tinha um site chique para a sua firma, mas o endereo na homepage estava errado. Em Seattle, mas com um cdigo postal errado.
Eu notei o nmero e ento alisei o teclado mantendo o ritmo. Dessa vez eu procurei pelo endereo, mas nada apareceu, como se o endereo no existisse. Eu queria
olhar um mapa, mas eu decidi que estava abusando da sorte. S mais uma alisada, para deletar a histria...
Eu continuei a olhar pela janela e alisei a madeira algumas vezes. Eu ouvi passos leves cruzando o cho vindo para mim, e eu me virei com o que eu esperava ser a
mesma expresso de antes.
Renesmee se inclinou pra mim e eu abri os braos. Ela se lanou pra dentro deles, cheirando forte a lobisomem, e descansou a cabea no meu pescoo.
Eu no sabia se podia agentar isso. Mesmo temendo pela minha vida, pela de Edward, pela do resto da minha famlia, no era o mesmo terror que embrulhava o estmago
que eu sentia pela minha filha. Tinha de haver uma forma de salva-la, mesmo se essa fosse a ltima coisa que eu fizesse.
De repente, eu soube que era isso o que eu queria. O resto eu agentaria de tivesse que agentar, mas no a vida dela ser ceifada. No isso.
Ela era a nica coisa que eu simplesmente tinha que salvar.
Ser que Alice sabia como eu me sentiria?
A mo de Renesmee tocou levemente minha bochecha.
Ela mostrou meu prprio rosto, o de Edward, o de Jacob, o de Rosalie, o de Esme, o de Carlisle, o de Alice, o de Jasper, passando por todos os rostos da famlia,
mais e mais rpido. Seth e Leah. Charlie, Sue e Billy. Uma vez e mais outra. Se preocupando, como o resto de ns. Mas ela estava apenas se preocupando. Jake havia
escondido o pior dela, at onde eu sabia. A parte sobre ns no termos esperanas, sobre como ns amos morrer dentro de um ms.
Ela parou no rosto de Alice, com saudade e confusa. Onde estava Alice?
"Eu no sei", eu sussurrei. "Mas ela  Alice. Ela est fazendo a coisa certa, como sempre."
A coisa certa para Alice, pelo menos. Eu odiava pensar nela dessa forma, mas de que outra forma essa situao podia ser entendida?
Renesmee suspirou, e a saudade aumentou.
"Eu tambm sinto falta dela."
Eu senti meu rosto trabalhando, tentando encontrar a expresso que combinava com o pesar que havia por dentro. Meus olhos pareciam estranhos e secos; eles piscaram
pela sensao desconfortvel. Eu mordi o lbio. Na prxima vez que eu respirei, o ar se prendeu em minha garganta, como se eu estivesse engasgada com ele.
Renesmee se afastou para olhar pra mim, e eu vi meu rosto refletido em seus pensamentos e em seus olhos. Eu parecia com Esme essa manh.
Ento chorar era assim.
Os olhos de Renesmee brilharam molhados enquanto ela olhava meu rosto. Ela alisou meu rosto, sem me mostrar nada, s tentando me acalmar.
Eu nunca pensei que veria o lao me-filha reservado para ns, como acontecia entre Renee e eu. Mas eu no tinha visto o futuro muito claramente.
Uma lgrima se construiu no canto do olho de Renesmee. Eu a limpei com um beijo. Ela tocou o olho, assombrada, e ento olhou a umidade em seu dedo.
"No chore", eu disse a ela. "Tudo vai ficar bem. Voc vai ficar bem. Eu vou encontrar uma forma de sair disso."
Se no houvesse mais nada que eu pudesse fazer, eu ainda ia salvar Renesmee. Eu tinha mais certeza que nunca de que era isso que Alice queria me dar. Ela saberia.
Ela teria me deixado uma forma de fazer isso

30 - Irresistvel
Havia muito no que se pensar.
Como eu ia ter tempo pra ficar sozinha e procurar por J. Jenks, e por que Alice queria que eu soubesse sobre ele?
Se a idia de Alice no tivesse anda a ver com Renesmee, o que eu faria pra salvar a minha filha?
Como Edward e eu iramos explicar as coisas pra famlia de Tanya de manh? E se eles reagissem como Irina? E se eles quisessem brigar?
Eu no sabia lutar. Como eu ia aprender em apenas um ms? Havia alguma chance de eu ser ensinada rpido o suficiente de modo que eu pudesse ser perigosa pra algum
membro dos Volturi? Ou eu seria totalmente intil? Apenas mais uma descartvel recm-nascida?
Tantas respostas que eu precisava, mas eu no teria sequer chance de fazer minhas perguntas.
Querendo alguma normalidade pra Renesmee, eu insisti em lev-la pra nossa casa de campo na hora de dormir. Jacob estava mais confortvel em sua forma de lobo agora;
era mais fcil lidar com o stress se ele estivesse pronto pra lutar. Eu queria pode sentir o mesmo, pode me sentir pronta. Ele correu pelas rvores, em guarda de
novo.
Quando ela dormia profundamente, eu pus Renesmee em sua cama e fui pra sala da frente pra fazer  Edward as minhas perguntas. Os nicas que eu era capaz de fazer,
pelo menos; uma das coisas mais difceis era a idia de tentar esconder qualquer coisa dele, mesmo com a vantagem dos meus pensamentos silenciosos.
Ele ficou de costas pra mim, olhando pro fogo.
"Edward, eu-"
ELe correu e estava do outro lado no que no pareceu levar tempo algum, nem mesmo a menor parte de um segundo. Eu tive tempo de registrar a expresso feroz em seu
rosto antes que seus lbios estivessem se chocando aos meus e seus braos estivessem em volta de mim como vigas metlicas.
Eu no pensei nas minhas perguntas de novo pelo resto daquela noite. No demorou muito pra que eu percebesse a razo de seu humor, e menos tempo ainda pra me sentir
do mesmo jeito.
Eu tinha planejado precisar de anos apenas para organizar a paixo esmagadora que sento por ele fisicamente. E ento, sculos pra aproveitar isso. Se ns tivssemos
apenas mais um ms juntos... Bem, eu no via como ficar esperando isso acabar. No momento eu no podia evitar, exceto ser egosta. Tudo o que eu queria era am-lo
o mximo que eu pudesse no tempo que nos foi dado.
Foi difcil me separar dele quando o sol nasceu, mas ns tnhamos trabalho pra fazer, um trabalho que poderia ser mais difcil que a busca feitas pela nossa famlia.
Assim que eu consegui pensar no que estava vindo, eu estava toda tensa; era como se meus nervos estivessem sendo esticados em tortura, cada vez mais.
"Eu queria que tivesse um jeito de achar as informaes que precisamos de Eleazar antes de falar com eles sobre Nessie," Edward disse enquanto nos vestamos apressadamente
no enorme closet que me lembrava de Alice mais do que eu queria naquele momento. "S pra garantir."
"Mas ele no entenderia as perguntas para respond-las," Eu concordei. "Voc acha que eles vo nos deixar explicar?"
"Eu no sei."
Eu tirei Renesmee, ainda dormindo, de sua cama e a abracei forte, de modo que seus cachos ficaram pressionados no meu rosto; seu doce cheiro, to perto, mais poderoso
que qualquer outro cheiro.
Eu no podia desperdiar nenhum segundo hoje. Havia muitas respostas que eu precisava, eu no estava certa de quanto tempo Edward e eu teramos a ss hoje. Se corresse
tudo bem com a famlia de Tanya, ento teramos companhia por mais tempo.
"Edward, voc vai me ensinar a lutar?" Eu perguntei a ele, tensa esperando sua reao enquanto ele segurava a porta pra mim.
Era o que eu esperava. Ele congelou e ento seus olhos olharam pra mim com um significado profundo, como se estivesse olhando pra mim pela primeira vez. Os olhos
dele deslizaram pra nossa filha, dormindo em meus braos.
"Se isso se tornar uma lutar, no vai haver muito que a gente possa fazer," ele cercou.
Eu mantive minha voz serena. "Voc seria capaz de me deixar incapaz de me defender?"
Ele engoliu seco compulsivamente, tremeu, dobradias protestando, suas mos apertadas. E ento ele concordou. "Quando voc coloca isso desse jeito... eu pensei que
ns tnhamos que trabalhar o mais cedo possvel."
Eu concordei tambm e ns fomos em direo  casa. No estvamos com pressa.
Eu me perguntei o que eu poderia fazer pra que houvesse a esperana de alguma diferena. Eu era um pouquinho especial, do meu jeito - se ter um esqueleto sobrenatural
pudesse ser considerado especial. Havia alguma utilidade que eu pudesse usar?
"Qual voc diria que  a maior vantagem deles? Eles tm alguma fraqueza?"
"Edward no precisava perguntar pra saber que eu estava falando dos Volturi.
"Alex e Jane so os melhores ataques deles," ele disse, sem emoo, como se ns estivssemos falando de um jogo de baseball. "O soldados de defesa raramente so
vistos em ao."
"Porque Jane pode te queimar onde voc estiver - mentalmente, pelo menos. O que Alec faz? Voc no disse que ele  ainda mais perigoso que Jane?"
"Sim. De um jeito, ele  o antdoto pra Jane. Ela pode te fazer sentir a pior dor imaginvel. Alec, por sua vez, faz voc no sentir nada. Absolutamente nada. Algumas
vezes, quando os Volturi esto se sentindo bonzinhos, eles pedem Alec pra anestesiar a algum que vai ser executado. Se voc tiver se rendido a eles ou agradado
a eles de uma outra forma."
"Anestsico? Mas por que ele  mais perigoso que Jane?"
"Porque ele corta todos os seus sentidos. Sem dor, mas tambm sem viso, sem audio ou olfato. Privao total de sentidos. Voc fica completamente sozinho na escurido.
Voc no sentiria mesmo se eles te queimassem."
Eu me arrepiei. Essa era o melhor que eu podia esperar? No ver ou sentir a morte chegar?
"Isso faria dele to perigoso quanto Jane," Edward continuou na mesma voz destacada, "de modo que se ambos podem te incapacitar, fazendo de voc um alvo fcil. A
diferena entre eles,  como a diferena entre Aro e eu. Aro ouve a mente de apenas uma pessoa de cada vez. Jane pode machucar apenas a pessoa em que est focada.
Eu posso ouvir todo mundo ao mesmo tempo."
Eu senti frio quando percebi onde ele queria chegar. "E Alec pode incapacitar todos ns ao mesmo tempo?" Eu sussurrei.
"Sim," ele disse. "Se ele usa seu dom contra ns, ficaremos todos cegos e surdos at que eles nos matem - talvez eles apenas nos queimem sem se importar em nos despedaar
antes. Oh, ns podemos tentar lutar, mas ns provavelmente machucaramos mais uns aos outros do que a um deles."
Ns andamos em silncio por alguns segundos.
Uma idia estava surgindo na minha cabea. No muito promissora, mas melhor que nada.
"Voc acha que Alec  um bom lutador?"Eu perguntei. "Apesar do que ele pode fazer, quero dizer. Se ele tivesse que lutar sem o seu dom. Eu me pergunto se alguma
vez ele j tentou..."
Edward olhou pra mim curioso. "No que voc est pensando?"
"Eu olhei diretamente pra frente."Ele provavelmente no pode me atingir. Se o que ele faz funciona como Aro e como Jane e como voc. Talvez.. se ele nunca tivesse
tido que defender si mesmo... Se eu aprendesse alguns movimentos - "
"Ele est com os Volturi h sculos," Edward me cortou, sua voz apavorada. Ele provavelmente estava vendo a mesma imagem que eu estava: Os Cullen parados, pilares
sem sentidos no campo da morte - todos menos eu. Eu seria a nicaque poderia lutar. "Sim, voc certamente  imune ao poder dela, mas voc  apenas uma recm-nascida,
Bella. Eu no posso fazer de voc uma grande lutadora em apenas algumas semanas. Eu tenho certeza que ele esteve praticando."
"Talvez sim, talvez no.  a nica coisa que eu posso fazer que ningum mais pode.Mesmo se eu apenas puder distra-lo por um momento --" Eu duraria o suficiente
pra fazer com que os outros tivessem alguma chance?
"Por favor, Bella," Edward disse entre seus dentes. "No vamos falar disso."
"Seja razovel."
"Eu vou tentar te ensinar o que eu puder, mas por favor, no me faa pensar no seu sacrifcio como uma diverso-" Ele ficou chocado e no terminou.
Eu concordei. Eu podia manter meus planos pra mim mesmo, ento. Primeiro Alec, e se eu milagrosamente fosse sortuda o bastante pra vencer, Jane. Se eu pudesse ao
menos tirar - remover a vantagem ofensiva dos Volturi. Talvez ento houvesse uma chance... minha mente voou. E se eu fosse capaz de distra-los ou menos abat-los?
Honestamente, por que Alec ou Jane teriam que aprender golpes de luta? Eu no podia imaginar a pequena Jane rendendo-se, mesmo pra aprender.
Se eu fosse capaz de mat-los, que diferena faria!
"Eu tenho que aprender tudo. O quanto voc puder enfiar na minha cabea pelo prximo ms," eu murmurei.
Ele agiu como se eu no tivesse falado.
Quem seria o prximo ento? Eu tambm poderia ter meus planos em ordem, de modo que, se eu sobrevivesse ao ataque de Alec, no haveria hesitao no meu golpe. Eu
tentei pensar em outra situao onde meu esqueleto forte me daria vantagem. Obviamente, lutadores como Feliz estavam acima de mim. Eu poderia apenas dar a Emmett
uma luta justa. Eu no sabia muito da guarda dos Volturi, exceto Demetri...
Meu rosto estava completamente tranqilo quando eu pensei sobre Demetri. Sem dvidas, ele seria um lutador. No haveria outro jeito dele ter sobrevivido por tanto
tempo, sempre na frente de a cada ataque. E ele sempre guiava, porque ele era o perseguidor deles - O melhor perseguidor do mundo, sem duvida. Se houvesse outro
melhor, os Volturi j teriam trocado. Aro no manteria ao lado dele o segundo melhor.
Se Demetri no existisse, ento poderamos correr. Quem quer que tenha sobrado de ns, em todo o caso. Minha filha, quente nos meus braos ... Algum poderia correr
com ela. Jacob ou Rosalie, seja quem for que sobrasse.
E ... se Demetri no existisse, ento Alice e o Jaspe podem estar seguros para sempre.  isto o que Alice tinha visto? Aquela parte da nossa famlia pode continuar?
Dois deles, no mnimo.
Eu poderia deixar de invej-los??
"Demetri ...," eu disse.
"O Demetri  meu," disse Edward em uma voz dura, apertada. Olhei o rapidamente e vi que a sua expresso tinha ficado violenta.
"Por que?" Sussurrei.
Ele no respondeu no incio. Estvamos no rio quando ele finalmente murmurou, "para Alice. Esse  o nico agradecimento que posso lhe dar agora pelos cinqenta anos
passados."
Portanto os seus pensamentos estiveram de acordo com o meu.
Ouvi pesadas patas de Jacob que baterem contra a terra congelada. Em segundos, ele estava andando junto de mim, os seus olhos escuros concentraram-se em Renesmee.
Acenei-lhe com cabea uma vez, e depois retornei s minhas perguntas. Havia to pouco tempo.
"Edward, por que voc acha que Alice nos disse para perguntar a Eleazar sobre so Volturi? Ele esteve na Itlia recentemente ou algo assim? O que ele pode saber?"
"Eleazar sabe tudo quando se trata do Volturi. Esqueci-me que no sabia. Ele costumava ser um deles.."
Assobiei involuntariamente. Jacob rosnou junto de mim.
"O Que?" Exigi, na retratando o belo homem de cabelo escuro em nosso casamento envolto em uma longa manta cinza.
A cara de Edward era mais suave agora - ele sorriu um pouco. "Eleazar  uma pessoa muito gentil. Ele no estava totalmente satisfeito com o Volturi, mas ele respeitou
a lei e sua necessidade de ser acolhido. Ele sentiu que ele estava trabalhando em direo ao bem maior. Ele no lamento o seu tempo com eles. Mas quando ele encontrou
Carmen, ele encontrou seu lugar neste mundo. Eles so pessoas muito semelhantes, ambos muito compassivo para vampiros.." Ele sorriu novamente. "Eles se reuniram
com Tanya e suas irms, e ele nunca olhou a trs. Eles esto bem adaptados a este estilo de vida. Se eles no tivessem encontrados Tanya, eu imagino que eles poderiam
ter, eventualmente, descoberto uma maneira de viver sem sangue humano por suas prprias maneira".
As imagens em minha cabea eram incompatveis Eu no podia compreender-las. Um soldado Volturi compassivo?
Edward olhou os olhos de Jacob e respondeu a uma pergunta silenciosa. "No, ele no era um dos seus guerreiros, por assim dizer. Ele tinha um dom que acharam conveniente."
Jacob deve ter feito a pergunta seguinte bvia.
"Ele tem uma instintiva para sentir os dons - as capacidades extra que alguns vampiros tm," Edward lhe disse. "Ele podia dar a Aro uma idia geral de que qualquer
vampiro era capaz apenas estando prximo a ele ou ela. Isto foi til quando os Volturi entraram na batalha. Ele pode avis-los se algum no grupo oposto de cls
tinha uma habilidade que poderia dar-lhes um pouco de preocupao. Isso era raro; precisa ter bastante habilidade para gerar transtorno aos Volturi durante um momento.
Outras vezes, a advertncia daria a Aro chance de salvar algum que pode ser til para ele. O dom de Eleazar funciona. at com seres humanos, a uma extenso. Entretanto,
ele realmente tem de se concentrar com seres humanos, porque a capacidade latente  to nebuloso. Aro fazia com que ele testasse as pessoas que queriam se juntar,
para ver se eles tiveram algum potencial. O Aro sentiu de v-lo partir. "
"Eles o deixam ir?" Perguntei. "Como isto?"
O seu sorriso era mais escuro agora, um pouco torcido. "Os Volturi no so os viles, que possam parecer a voc. Eles so a fundao da nossa paz e civilizao.
Cada membro do guarda decide servir a eles.  bastante de prestgio; todos esto orgulhoso estar l, esto obrigados."
Fiz carranca para o cho.
 "Eles s so alegados como odiosos pelos criminosos, Bella."
"Ns no somos criminosos!"
Jacob bufou de raiva em concordncia.
"Eles no sabem disso."
"Voc realmente acha que ns podemos faz-los parar e escutar?"
Edward hesitou pelo menor momento e ento encolheu os ombros. "Se ns encontrarmos amigos suficientes para ficar do nosso lado. Talvez."
Se. Eu de repente senti a urgncia do que ns tnhamos  nossa frente hoje. Edward e eu comeamos a nos mover mais rpido, rompendo numa corrida. Jacob nos alcanou
rapidamente.
"Tanya no deve estar muito longe." Edward disse. "Ns precisamos estar prontos."
Como estar pronto, de qualquer forma? Ns arrumamos e re-arrumamos, pensamos e repensamos. Renesmee a plena vista? Ou escondida no comeo? Jacob na sala? Ou do lado
de fora? Ele disse ao seu bando para ficar por perto, mas invisveis. Ele deveria fazer o mesmo?
No final, Renesmee, Jacob - em sua forma humana de novo - e eu esperamos perto do canto da porta da frente na sala de jantar, sentando na grande mesa polida. Jacob
me deixou segurar a Renesmee; ele queria espao caso precisasse se transformar rpido.
Apesar de estar contente por t-la em meus braos, isso fez com que eu me sentisse intil. Isso me lembrou que em uma luta com vampiros maduros, eu no era nada
mais do que um alvo fcil; eu no precisava das minhas mos livres.
 "Eles so apenas para os seres abominveis e pelos criminosos, Bella."
"No somos criminosos."
Jacob bufar de raiva em acordo.
"Eles no sabem isto."
"Voc realmente acha que podemos faz-los parar e escutar?"
Edward hesitou apenas um pequeno momento e logo encolheu os ombros. "Se encontramos bastantes amigos para estar junto de ns. Talvez."
Se. Eu senti a urgncia de repente do que tnhamos diante de ns hoje. Edward e eu comearam a nos mover mais rpido, comeando a correr. Jacob rapidamente nos acompanhou.
"Tanya no deve estar muito longe" disse Edward. "Temos de estar prontos."
Como estar pronto, de qualquer forma? Estamos dispostos e reorganizados, pensamento e reconsideramos. Renesmee a vista? Ou ocultada no incio? Jacob na sala? Ou
fora? Ele tinha dito para ficar perto mas invisvel. O que ele deve fazer mesmo?
No fim, Renesmee, Jacob - em sua forma humana novamente - e eu passamos pela porta da frente da sala de jantar, e me sentei na grande mesa polida. Jacob me deixou
segurar Renesmee; ele queria espao em caso de que ele precisasse executar a fases seguinte rapidamente.
Embora eu estivesse contente de t-la nos meus braos, isso me fez sentir intil. Isso me lembrou de que em uma luta de vampiros maduros, eu no seria mais que um
alvo fcil; no precisei das minhas mos livres.
Eu tentei me lembrar de Tanya, Kate, Carmen e Eleazar do casamento. Seus rostos estavam turvos em minhas memrias mal iluminadas. Eu apenas sabia que eles eram lindos,
dois loiros e dois morenos. Eu no conseguia me lembrar se havia alguma bondade em seus olhos.
Edward se inclinou de volta ficando imvel na janela contra o muro, fitou em direo a porta da frente. Ele no encarou como se estivesse vendo a sala a sua frente.
Tinhamos ouvido as viaturas passando mais alto sobre a auto-estrada, nenhuma delas devagar.
Renesmee se aninhou em meu pescoo, e colocou sua mo sobre a minha bochecha mas nenhuma imagem em minha mente. Ela no tinha imagens para seus sentimentos agora.
"O que eles no gostam de mim?" ela sussurrou, e todos os nossos olhos queimaram sobre sua face.
" claro que eles gostam..", Jacob comeou a dizer, mas eu silenciei-o com um olhar.
"Eles no compreendem, Renesmee, porque eles nunca conheceram algum como voc," eu disse a ela, no querendo mentir para ela com promessas que no poderiam vir
a verdadeiro. "Para eles, entender  como um problema."
Ela suspirou, e na minha cabea havia imagens de todos ns, em um rpido estouro. Vampiro, humanos, lobisomens. Elas no se encaixam em nenhum lugar.
"Voc  especial, isso no  uma coisa ruim."
Ela sacudiu a cabea em desacordo. Ela pensou, seu rosto estava tenso, e disse, "Isto  minha culpa".
"No," Jacob, Edward, e eu todo dissemos exatamente o mesmo tempo, mas antes de que possamos discutir alm disso, ouvimos o som pelo que tnhamos estado esperando:
a reduo de velocidade de um motor na auto-estrada, os pneus se movem no pavimento a lama suave.
Edward se lanou para esperar na porta. O Renesmee se ocultou no meu cabelo. Jacob e eu fitamos um a outro atravs da mesa, havia desespero nas nossos rostos.
O carro se movia rapidamente pelas madeiras, mais rpido do que Charlie ou Sue dirigiam. Ouvimo-lo puxar o freio e parar em frente ao alpendre. Quatro portas se
abriram e se fecharam. Eles no falaram entre si enquanto se aproximavam da porta. Edward a abriu antes de que eles possam bater.
"Edward!" uma voz feminina se entusiasmou.
"Ol, Tanya, Kate, Eleazar, Carmen."
Os trs disseram oi.
"Carlisle disse que precisa conversar conosco urgentemente," a primeira voz disse, Tanya. Eu podia ouvir que todos eles continuavam l fora. Eu imaginei Edward no
caminho da porta, bloqueando a entrada deles. "Qual o problema? Confuso com os lobisomens?"
Jacob rolou os olhos.
"No," Edward disse. "Nosso trato com os lobisomens est mais forte que nunca."
A mulher riu.
"Voc no vai nos convidar a entrar?" Tanya perguntou. Ento ela continuou sem esperar por uma resposta. "Onde est Carlisle?"
"Carlisle teve que sair."
Houve um curto silncio.
"O que est acontecendo, Edward?"
"Se vocs puderem me dar o benefcio da dvida por apenas alguns minutos, "Ele respondeu. "Eu tenho uma coisa difcil pra explicar, e eu vou precisar de suas mentes
abertas at vocs entenderem."
"Carlisle est bem?" Uma voz masculina perguntou ansiosamente. Eleazar.
"Nenhum de ns est bem, Eleazar," Edward disse, e colocou a mo em alguma coisa, talvez os ombros de Eleazar. "Mas fisicamente, Carlisle est bem."
"Fisicamente?" Tanya perguntou rapidamente. "O que voc quer dizer?"
"Quero dizer que toda a minha famlia est correndo perigo. Antes de explicar, eu quero que vocs prometam. Ouam tudo o que eu tenho dizer antes de reagir. Eu imploro
pra que vocs me ouam."
Um longo silncio pelo seu pedido. Embora estressados, Jacob e eu nos olhamos sem palavras. Seus lbios estavam brancos.
"Estamos ouvindo,"Tanya disse, finalmente. "Ns vamos ouvir antes de julgar."
"Obrigado, Tanya," Edward disse fervorosamente. "Ns no envolveramos vocs se tivssemos outra escolha."
Edward se moveu. Ns ouvimos os passos dele andando pela porta.
Algum fungou. "Eu sei que h lobisomens envolvidos," Tanya murmurou.
"Sim, eles esto do nosso lado. De novo."
O lembrete calou Tanya.
"Cad a sua Bella?" uma das vozes femininas perguntou. "Como ela est?
"Ela vai se juntar a ns em breve. Ela est bem, obrigado. Ela est levando a imortalidade com espantosa elegncia."
"Nos conte sobre o perigo, Edward," Tanya disse calmamente. "Ns vmos ouvir e vamos ficar ao seu lado, onde ns pertencemos."
Edward respirou fundo. "Ns vamos precisar do testemunho de vocs, primeiramente. Escutem - no outro cmodo. O que vocs ouvem?"
Estava quieto, e ento houve um movimento.
"Apenas escutem primeiro, por favor, "Edward disse.
"Um lobisomem, eu suponho. Eu posso ouvir seu corao,"Tanya disse.
"O que mais?" Edward perguntou.
Houve uma pausa.
"O que  essa vibrao?" Kate ou Carmen perguntaram. "Seria... alguma espcie de pssaro?"
"No, mas se lembre do que voc est ouvindo. Agora, qual o cheiro? Alm do lobisomem?"
"Tem um humano ali?" Eleazar suspirou.
"No,"Tanya discordou. "No  humano... mas... mais prximo do humano do que os outros cheios por aqui. O que  isso, Edward? Eu acho que nunca senti esse cheiro
antes."
"Voc certamente no sentiu, Tanya. Por favor, por favor, se lembrem que isso  algo completamente novo pra vocs. Descartem suas noes pr-concebidas."
"Eu prometi que iria escutar, Edward."
"Tudo bem, ento. Bella, traga Renesmee, por favor."
Minhas pernas se pareciam dormentes, mas eu sabia que era coisa da minha cabea. Eu me forcei a no voltar atrs, no me mover lentamente, enquanto ficava de p
e andava alguns passos pro canto. O corao de Jacob acelerou atrs de mim, enquato ele me seguia.
Eu dei um passo pra grande sala e ento congelei, incapaz de me forar a ir alm. Renesmee respirou fundo e ento deu uma bisbilhota pra fora do meu cabelo, seus
pequenos ombro retrados, esperando pela rejeio.
Eu pensei que estivesse preparada pra reao deles. Pra acusaes, xingametos, pra todo o estresse.
Tanya deslizou-se quatro passos pra trs, seus cachos cor de morango tremendo, como uma humana defrontando uma cobra venenosa. Kate pulou pra trs por todo caminho
at a porta e se colocou contra a parede, um assobio de medo saiu de seus dentes. Eleazar colocou-se  frente de Carmen, em uma posio de proteo.
"Oh, por favor," eu ouvi Jacob reclamar sob sua respirao.
Edward colocou seu brao sobre Renesmee e eu. "Vocs prometeram escutar," ele os lembrou.
"Algumas coisas no podem ser escutadas!"Tanya exclamou. "Como voc pde, Edward? Voc sabe o que isso significa?"
"Temos que sair daqui," Kate disse ansiosamente, sua mo na maaneta.
"Edward..," Eleazar parecia sem palavras.
"Esperem,"Edward disse, sua voz mais dura agora. "Vocs se lembram do que ouviram, do cheiro. Renesmee no  o que vocs esto pensando que ela e."
"No h excees pra essa regra, Edward," Tanya voltou.
"Tanya," Edward disse rispidamente."Voc pode ouvir o corao dela bater! Pare e pense o que isso significa."
"O batimento do corao?" Carmen sussurrou, olhando pelo ombro de Eleazar.
"Ela no  completamente vampira," Edward respondeu, voltando sua ateno pra expresso menos hostil de Carmen. " Ela  meio humana."
Os quatro vampiros olharam pra ele como se ele estivesse falando numa lngua que eles no entendiam.
"Me escutem." A voz de Edward mudou pra um aveludado tom de persuaso. "Renesmee  nica. Eu sou o pai dela. No o criador dela - o pai biolgico dela."
A cabea de Tanya estava balanando, num pequeno movimento. Ela no parecia atenta quilo.
"Edward, voc no pode esperar que ns -," Eleazar comeou a dizer.
"Me d outra explicao, Eleazar. Voc pode sentir o calor do corpo dela no ar. Corre sangue nas veias dela, Eleazar. Voc pode sentir o cheiro."
"Como?" Kate respirou.
"Bella  a me biolgica dela," Edward disse a ela. "Ela concebeu, esperou e deu a luz  Renesmee enquanto ela ainda era humana. Isso quase a matou. Eu fui pressionado
a colocar veneno suficiente diretamente em seu corao pra salv-la."
"Eu nunca ouvi tal coisa,"Eleazar disse. Seus ombros estava tensos, sua expresso congelada.
"Relaes fsicas entre humanos e vampiros no so comuns,"Edward respondeu, um pouco de humor negro em seu tom. "Humanos sobreviventes a isso so menos comuns ainda.
Vocs concordam, primos?"
Kate e Tanya fizeram carrancas pra ele.
"Veja, Eleazar. Voc pode perceber as semelhanas."
Foi Carmen quem respondeu a Edward. Ela saiu de trs de Eleazar, ignorando a posio de alarme dele, e caminhando cuidadosamente pra ficar de frente pra mim. Ela
encostou de leve, olhando cuidadosamente pro rosto de Renesmee.
"Voc parece ter os olhos da sua me," ela disse numa voz baixa e calma, "mas o rosto do seu pai." E ento, como se no pudesse evitar, ela sorriu pra Renesmee.
O sorriso de Renesmee, em resposta, era deslumbrante. Ela tocou o meu rosto sem tirar os olhos de Carmen. Ela se imaginou tocando o rosto de Carmen, se perguntando
se estava tudo bem.
"Voc se importa se Renesmee te falar sobre ela?" Eu perguntei a Carmen. Eu ainda estava muito estressada pra falar alm de um sussurro. "Ela tem um dom pra explicar
as coisas."
Carmen ainda sorria pra Renesmee." Voc fala, pequenina?"
"Sim," Renesmee respondeu em sua vozinha de soprano. Toda famlai de Tanya se estremeceu ao som de sua voz. "Mas eu posso te mostrar mais do que falar."
Ela colocou sua mozinha no rosto de Carmen.
Carmen se contraiu como num choque eltrico tivesse passado por ela. Eleazar estava a seu lado num instante, suas mos nos seus ombros, como que pra tir-la de l.
"Espere," Carmen disse, sem flego, seus olhos, sem piscar, olhando pra Renesmee.
Renesmee mostrou a Carmen sua explicao por um longo tempo. O rosto de Edward mostrava que ele estava vendo com Carmen e eu quis muito que eu pudesse ouvir o que
ele ouvia tambm. Jacob deslocou seu peso impacientemente atrs de mim, e eu sabia que ele queria o mesmo.
"O que Nessie est mostrando a ela?" Ele resmungou sob sua respirao.
"Tudo,"Edward murmurou.
Outro minuto se passou, e Renesmee tirou sua mo do rosto de Carmen. Ela sorriu vitoriosa pra chocada vampira.
"Ela  realmente sua filha, no ?" Carmen respirou,movendo seus olhos pra Edward. "Que dom mais vivo! Ele s poderia ter vindo de um pai com dom tambm."
"Voc acredita no que ela te mostrou?" Edward perguntou, sua expresso intensa.
"Sem dvida," Carmen disse, simplesmente.
O rosto de Eleazar estava rgido. "Carmen!"
Carmen segurou suas mos e as sacudiu. "Parece impossvel, mas Edward te disse a verdade. Deixa a criana te mostrar."
Carmen levou Eleazar pra perto de mim e falou com Renesmee. "Mostre a ela, minha querida."
Renesmee sorriu, claramente feliz com a aceitao de Carmen, e tocou o rosto de Eleazar suavemente na testa.
"Ay caray! ele gritou, e saiu de perto dela.
"O que ela fez com voc?" Tanya perguntou, se aproximando cautelosamente. Kate se aproximou tambm.
"Ela est apenas tentando te mostrar o lado dela da histria," Carmen disse ele numa voz tranqilizadora.
Renesmee fez uma careta impaciente. "Assista, por favor." Ela disse pra Eleazar. Ela esticou sua mo pra ele e deixou apenas alguns centmetros entre sua mo e o
rosto dele, esperamos.
Eleazar olhou suspeito e ento olhou pra Carmen, procurando ajuda. Ela balanou a cabea, encorajando -o. Eleazar respirou fundo e se moveu pra mais perto at que
sua testa tocasse a mo dela de novo.
Ele se estremeceu quando comeou mas ficou parado dessa vez, olhos fechados em concentrao.
"Ahh," ele suspirou quando seus olhos reabriram alguns minutos depois. "Eu vejo."
Renesmee sorriu pra ele. Ele hesitou e ento sorriu um sorriso leve em resposta.
"Eleazar?" Tanya perguntou.
" tudo verdade, Tanya. No  uma criana imortal. Ela  meio humana. Veja voc mesma."
Em silncio, Tanya caminhou cautelosamente at a mim, e ento Kate, ambas mostrando-se chocadas que as pegou quando Renesmee as tocou. Mas ento, assim como Carmen
e Eleazar, eles pareciam completamente vencidos assim que acabou.
Eu lancei um olhar pro sereno rosto de Edward, me perguntando se seria realmente to fcil. Seus olhos dourados estavam claros, sem sombras. No havia decepo neles.
"Obrigado por ouvir," ele disse calmamente.
"Mas h um grande perigo para o qual voc nos alertou," Tanya disse. "No diretamente dessa criana, eu vejo, mas certamente vindos dos Volturi, ento. Como eles
ficaram sabendo sobre ela? Quando eles esto vindo?"
Eu no estava surpresa que ela entendesse to rapidamente. Depois de tudo, o que poderia ser mais forte que os laos da minha famlia? S os Volturi.
"Quando Bella viu Irina nas montanhas," Edward explicou," ela viu Renesmee com ela."
Kate assobiou, seus olhos viraram apenas uma linha. "Irina fez isso? Contra voc? Contra Carlisle? Irina?
"No," Tanya disse. "Outra pessoa..."
"Alice viu ela indo at eles," Edward disse. Eu me perguntei se os outros perceberam o modo trmulo que ele disse o nome de Alice.
"Como ela pde fazer isso?" Eleazar perguntou pra ningum.
"Eu imagino que se vocs tivessem visto Renesmee  distncia. Se vocs no tivessem esperado a nossa explicao."
Os olhos de Tanya se apertaram. "No importa o que ela pensou... Voc  da nossa famlia."
"No h nada que possamos fazer quanto a deciso de Irina agora.  tarde demais. Alice nos deu um ms."
As cabeas de Eleazar e Tanya se viraram pra testa franzida de Kate.
"Tanto?" Eleazar perguntou.
"Eles esto todos vindo. Isso deve requerer alguma preparao."
Eleazar ofegou."A guarda inteira?"
"No apenas a guarda," Edward disse, sua mandbula trancada. "Aro, Caius, Marcus. At as esposas."
O choque percorreu o olho de todos eles.
"Impossvel,"Eleazar disse, sem expresso.
"Eu diria o mesmo h dois dias atrs,"Edward disse.
Eleazar fez uma careta, e quando ele falou, foi quase um rosnado. "Mas isso no faz o menos sentido. Por que eles se colocariam e as esposas em risco?"
"No faz o menor sentido desse ngulo. Alice disse que h mais que apenas punio pelo que ns fizemos. Ela pensou que voc pudesse nos ajudar."
"Mais que punio? Mas o que mais h?! Eleazar comeou a caminhar, em direo  porta e depois deu a volta, como se ele estivesse sozinho ali, suas sobrancelhas
levantadas enquanto ele olhava o cho.
"Onde esto os outros, Edward? Carlisle e Alice e o restante?" Tanya perguntou.
A hesitao de Edward era quase imperceptvel. Ele respondeu apenas parte da pergunta. "procurando por amigos que podem nos ajudar."
Tanya se dirigiu a ela, apertando as mos em frente a ele. "Edward, no importa quantos amigos vocs consigam, isso no vai ajudar a vencer. Ns podemos apenas morrer
com voc. Voc deve saber disso. Claro, talvez ns quatro mereamos isso depois do que Irina fez, depois que ns te deixamos na mo - pro prprio bem dela, naquele
tempo tambm."
Edward balanou a cabea calmamente. "Ns no vamos pedir que vocs lutem e morram conosco, Tanya. Voc sabe que Carlisle jamais pediria isso."
"Ento o que, Edward?"
"Ns estamos apenas procurando por testemunhos. Se ns pudermos faz-los parar, apenas por um momento. Se eles nos deixarem explicar..." Ele tocou a bochecha de
Renesmee; ela acariciou sua mo e a manteve pressionada contra sua pele. " difcil duvidar da histria quando voc a v voc mesmo."
Tanya concordou devagar. "Voc acha que o passado dela vai importar muito pra eles?"
"Apenas como pressgios pra seu futuro. O objetivo da restrio  nos proteger da exposio, do excesso de crianas que no podem ser contidas."
"Eu no sou perigosa,"Renesmee interveio. Eu escutei sua voz alta e clara com outra percepo, imaginando como ela pareceria pras outras pessoas. "Eu nunca machuquei
o vov ou Sue ou Billy. Eu amo os humanos. E os lobos, como o meu Jacob." Ela soltou a mo de Edward para alcanar o brao de Jacob.
Tanya e Kate trocaram um rpido olhar.
"Se Irina no tivesse vindo to cedo," Edward meditou, "ns poderamos ter evitado isso. Renesmee cresce numa taxa sem precedentes. Com o passar do ms, ela ter
ganhado mais meio ano de desenvolvimento."
"Bem, isso  algo que ns certamente poderemos testemunhar," Carmen disse num tom decidido. "Ns seremos capazes de jurar que a vimos crescer ns mesmo. Como os
Volturi ignorariam tal evidncia?"
Eleazar murmurou, "Como, de fato?" Mas ele noolhou pra cima, e continuou andando como se no tivesse prestando ateno.
"Sim, ns podemos testemunhar por voc," Tanya disse."Certamente que sim. Ns vamos ver o que mais podemos fazer."
"Tanya," Edward protestou, ouvindo mais em seus pensamentos do que em suas palavras, "ns no esperamos que vocs lutem com a gente."
"Se os Volturi no pararem pra escutar nossos testemunhos, ns no podemos esperar," Tanya insistiu. "Claro, eu s posso falar por mim mesma."
Kate bufou. "Voc realmente duvida de mim, irm?"
Tanya sorriu selvagem pra ela. " uma misso suicida, no fim das contas."
Kate olhou pra trs e ento disse, indeferente. "Eu estou dentro."
"Eu tambm vou fazer o que eu puder pra proteger a menina," Carmen concordou. Ento, como se ela no pudesse resistir, ela esticou seus braos pra Renesmee. "Posso
te segurar, beb linda?"
Renesmee se esticou em direo  Carmen, encantada com sua nova amiga. Carmen a abraou, murmurando pra ela em espanhol.
Era como se tivesse sido com Charlie e antes com os Cullen. Renesmee era irresistvel. Como era isso dela fazer as pessoas se encantarem como ela, a ponto de faz-las
arriscarem a prpria vida em defesa dela?"
Por um momento, eu pensei que o que queramos fosse possvel. Talvez Renesmee pudesse fazer o impossvel e vencer nossos inimigos assim como fez com nossos amigos.
E ai, eu lembrei que Alice tinha nos deixado, e minha esperana se dissipou to rapidamente quanto apareceu.

31. TALENTED
"Qual  a parte dos lobisomens nisso?" Tanya perguntou a eles, observando Jacob.
Jacob falou antes que Edward pudesse responder. "Se os Volturi no pararem para ouvir sobre Nessie, digo, Renesmee," ele se corrigiu, lembrando que Tanya no entenderia
seu estpido apelido, "Ns vamos par-los."
"Muito corajoso, criana, mas isso seria impossvel at para lutadores mais experientes que vocs."
"Voc no sabe do que somos capazes."
Tanya deu de ombros. " sua prpria vida, certamente, para passar da maneira que voc escolheu."
Os olhos de Jacob se desviaram para Renesmee - ainda nos braos de Carmen com Kate as pairando - e era fcil de ler o desejo delas.
"Ela  especial, esta pequenininha," Tanya meditou. "Difcil resistir."
"Uma famlia muito talentosa," Eleazar murmurou enquanto andava. Seu ritmo aumentando; ele disparava da porta at Carmen e voltava a cada segundo. "Um leitor de
mentes para um pai, uma defensora para a me, e ento no importa a mgica extraordinria com a qual esta criana tenha nos enfeitiado. Me pergunto se existe um
nome para o que ela faz, ou se isso  a normal para um vampiro mestio. Isso se essa coisa puder ser considerada normal! Um vampiro mestio, de fato!"
"Desculpe," Edward disse com uma voz de choque. Ele estendeu a mo e pegou os ombros de Eleazar quando este estava para virar  porta novamente. "Do que voc acabou
de chamar minha mulher?"
Eleazar olhou para Edward curiosamente, seu passo manaco foi esquecido naquele momento. "Uma defensora, eu acho.Ela est me bloqueando agora, ento no posso ter
certeza."
Eu encarei Eleazar, minha testa se enrugou em confuso. Defensora? O que ele quis dizer sobre meu bloqueio a ele? Eu estava parada bem aqui ao seu lado, no estava
defensiva de nenhuma forma.
 "Uma defensora?" Edward repetiu, desnorteado.
"Ora, Edward! Se eu no consigo ler a mente dela, duvido que voc possa tambm. Consegue ouvir seus pensamentos agora?" Eleazar perguntou.
"No," Edward murmurou. "Mas nunca fui capaz de fazer isso. At quando ela era humana."
"Nunca?" Eleazar piscou. "Interessante. Isso indicaria um latente e poderoso talento, se era manifestado to claramente at antes da transformao. Eu no sinto
muito de sua defesa para pegar alguma sensao. Mas ela deve ser muito nova ainda - tem somente alguns meses de vida." O olhar que ele deu a Edward agora foi quase
exasperado. "E aparentemente completamente inconsciente do que ela est fazendo. Totalmente inconsciente. Irnico. Aro me mandou por todo o mundo a procura de anomalias,
e voc simplesmente topa com uma por acidente e nem mesmo percebe o que tem." Eleazar sacudiu a cabea em descrena.
Eu franzi as sobrancelhas. "Do que voc est falando? Como eu posso ser uma defensora? O que isso significa?" Tudo o que passou em minha cabea foi uma ridcula
armadura medieval.
Eleazar inclinou sua cabea para um lado enquanto me examinava. "Suponho que ns ramos formais demais sobre isso na ateno. Na verdade, categorizar talentos 
um negcio subjetivo, e casual; todo talento  nico, nunca exatamente igual. Mas voc, Bella,  fcil de classificar. Talentos que so puramente defensivos, que
protegem algum aspecto do portador, so sempre chamados de defensores. Voc alguma vez j testou suas habilidades? Bloqueou algum alm de mim e seu colega?"
Me levou alguns segundos, apesar do quo rpido meu novo crebro trabalhava, para organizar minha resposta.
"S funciona com certas coisas," eu disse a ele. "Minha cabea meio que ... privada. Mas isso no pra Jasper de ser capaz de bagunar com meu humor ou Alice de
ver meu futuro."
 "Uma defesa puramente mental." Eleazar balanou a cabea para si mesmo. "Limitada, mas forte."
"Aro no podia ouvi-la," Edward se interrompeu. "Apesar de que ela ainda era humana quando eles se encontraram."
Os olhos de Eleazar se arregalaram.
"Jane tentou me machucar, mas ela no pode," eu disse. "Edward acha que Demetri no pode me encontrar, e que Alec no pode me incomodar tambm. Isso  bom?"
Eleazar concordou, ainda boquiaberto. "Muito."
"Uma defensora!" Edward disse, profunda satisfao saturando em seu tom. "Eu nunca pensei nisso desta forma. A nica que eu j encontrei antes foi Renata, e o que
ela fazia era muito diferente."
Eleazar tinha se recuperado um pouco. "Sim, nenhum talento se manifesta precisamente da mesma maneira, porque ningum pensa exatamente da mesma forma."
"Quem  Renata? O que ela faz?" perguntei. Renesmee estava interessada tambm, se inclinando para longe de Carmen para que pudesse ver ao redor de Kate.
"Renata  a guarda-costas pessoal de Aro," Eleazar disse. "Um tipo muito prtico e forte de defensor."
Me lembrei vagamente de uma pequena platia de vampiros pairando prximos  Aro em sua torre macabra, alguns homens, algumas mulheres. No conseguia me lembrar dos
rostos das mulheres em uma inconfortvel, aterrorizante memria. Uma devia ser Renata.
"Me pergunto se...," Eleazar meditou. "Voc v, Renata  uma defensora poderosa contra um ataque fsico. Se algum se aproximar dela - ou de Aro, j que ela est
sempre ao lado dele em uma situao hostil - eles se encontram... desviados. Existe uma fora ao redor dela que repele, apesar de ser quase no notvel. Voc simplesmente
se encontra indo a uma direo diferente da que planejou, com uma memria confusa enquanto se pergunta se queria ir para aquela direo no comeo. Ela pode projetar
sua defesa h muitos metros de onde est. Ela tambm protege Caius e Marcus, quando eles precisam, mas Aro  a prioridade.
 "O que ela faz no  fsico, contudo. Como se a vasta maioria de nossos dons tomassem lugar dentro da mente dela. Se ela tentar te parar, eu me pergunto, quem ganharia?"
Ele sacudiu a cabea. "Nunca ouvi dos dons de Aro ou Jane serem frustrados."
"Mame, voc  especial," Renesmee me disse sem nenhuma surpresa, como se ela estivesse comentando da cor das minhas roupas.
Me senti desorientada. No estava pronta para o meu dom? Eu tinha meu super auto-controle que tinha me permitido pular o ano horripilante dos recm-nascidos. Vampiros
tinham somente uma habilidade extra em sua maioria, certo?
Ou Edward esteve correto no incio? Antes Carlisle sugeriu que meu auto-controle pudesse ser algo alm do natural, Edward tinha pensado que minha moderao era apenas
um produto de uma boa preparao - foto e atitude, ele tinha declarado.
Qual deles estava certo? Tinha algo mais que eu pudesse fazer? Um nome e uma categoria para isso?
"Voc pode projetar?" Kate perguntou instantaneamente.
"Projetar?" perguntei.
"Expelir isso de si mesma," Kate explicou. "Defender algum alm de si mesma."
"Eu no sei. Eu nunca tentei. No sei se deveria fazer isso."
"Oh, voc talvez no seja capaz de fazer," Kate disse rapidamente. "Os cus sabem que eu venho trabalhando nisso por sculos e o melhor que posso fazer  passar
uma corrente sobre minha pele."
Eu a encarei, mistificada.
"Kate tem uma habilidade ofensiva," Edward disse. "Algo como a Jane."
"No sou sadista com isso," ela me assegurou. " apenas algo que aparece utilmente durante uma luta."
As palavras de Kate estavam entrando em minha mente, comeando a fazer conexes. Defender algum alm de si mesma, ela disse. Como se existisse alguma maneira para
mim de incluir outra pessoa em minha estranha e maluca cabea.
Me lembrei de Edward se contraindo com os ancios de pedra na torre do castelo dos Volturi. Apesar de ser uma memria humana, era aguda, mais dolorosa do que a maioria
das outras - como se tivesse marcado o tecido do meu crebro.
E se eu pudesse parar o acontecimento para sempre? E se eu pudesse proteg-lo? Proteger Renesmee? E se tivesse at mesmo o mais fraco reflexo da possibilidade de
que eu pudesse defend-los tambm?
"Voc tem que me ensinar o que fazer!" Eu insisti, agarrando com fora o brao de Kate. "Voc tem que me mostrar como!"
Kate recuou. "Talvez - se voc parar de tentar esmagar meus ossos."
"Oops! Desculpe!"
"Voc est defendendo, ok," Kate disse. "Esse movimento deveria ter chocado seus braos pra for a. Voc no sentiu nada agora?"
"Isso no foi realmente necessrio, Kate. Ela no quis causar nenhum mal," Edward murmurou sob sua respirao. Nenhum de ns prestou ateno nele.
"No, no senti nada. Voc estava fazendo sua corrente eltrica?"
"Estava. Hmm, eu nunca encontrei ningum que no a sentisse, imortal ou no."
"Voc disse que projeta ela? Na sua pele?"
Kate consentiu. "Costuma ficar na palma das minhas maos. Meio que como Aro."
"Ou Renesmee," Edward interrompeu.
"Mas depois de muita prtica, eu consigo radiar a corrente por todo meu corpo.  uma boa defesa. Qualquer um que tenta me tocar cai como um humano que foi eletrocutado.
S o deixa cado por um segundo, mas  tempo suficiente."
Eu estava apenas ouvindo metade do que Kate dizia, meus pensamentos correndo por volta da idia de que eu poderia ser capaz de proteger minha pequena famlia se
pudesse aprender rpido o bastante. Desejei fervorosamente que eu pudesse ser boa com essa coisa de projeo tambm, como se eu de alguma forma misteriosamente boa
em relao aos outros aspectos de ser um vampiro. Minha vida humana no tinha me preparado para coisas que viessem naturalmente, e eu no podia me fazer confiar
que esta aptido iria durar.
Era como se nunca tivesse querido qualquer coisa antes tanto quanto isso: ser capaz de proteger o que eu amo.
Porque eu estava to preocupada, que no notei o silncio que havia entre Edward e Eleazar at que se iniciou uma conversa.
"Voc pode pensar em alguma exceo, pelo menos?" Edward perguntou.
Eu analisei para ver a lgica de seu comentrio, e percebi que todo mundo estava os encarando. Eles estavam se encurvando um ao outro intencionalmente, a expresso
de Edward apertada com suspeita, Eleazar estava triste e relutante.
"Eu no quero pensar neles daquele jeito," Eleazar disse atravs de seus dentes. Eu estava surpresa com a repentina mudana na atmosfera.
"Se voce estiver certo -," Eleazar recomeou.
Edward o cortou. "O pensamento foi seu, no meu."
"Se eu estiver certo... no consigo nem mesmo entender o que voc quis dizer. Mudaria tudo em relao ao mundo que ns criamos. Mudaria o significado da minha vida.
O que eu teria sido parte de."
 "Suas inteno sempre foram as melhores, Eleazar."
"Isso importaria? O que eu tenho feito? Quantas vidas..."
Tanya ps sua mo no ombro de Eleazar como um gesto de conforto. "O que ns perdemos, meu amigo? Eu quero saber para que possa argumentar com estes pensamentos.
Ns nunca fizemos nada para que valha a pena ficar se punindo desta forma."
"Oh, no?" Eleazar resmungou. Ento ele encolheu os ombros para tirar a mo dela, e comeou a andar novamente, mais rpido do que antes.
Tanya o obvservou por meio segundo e depois se focou em Edward. "Explique."
Edward acenou com a cabea, seus olhos intensos seguindo Eleazar enquanto ele falava. "Ele estava tentando entender porque tantos dos Volturi viriam nos punir. No
 a maneira com que eles fazem as coisas. Certamente, ns somos a maior conveno madura com que eles j lidaram, mas no passado, outras convenes se juntaram para
proteger a eles mesmos, e eles nunca apresentaram um desafio, apesar de seus nmeros. Ns somos aproximadamente mais garantidos, e este  um motivo, mas no um grande
motivo.
Ele estava se lembrando dos outros tempos em que as convenes haviam sido punidas, por uma coisa ou outra, e um padro passou por sua cabea. Era um padro que
o resto da guarda nunca teria notado, desde que Eleazar fosse o passageiro de pertinente inteligncia particular para Aro. Um padro que seria repetido somente a
cada outro sculo mais ou menos."
"Qual era esse padro?" Carmen perguntou, observando Eleazar conforme Edward estava.
"Aro no se preocupa pessoalmente com uma expedio de punio frequentemente," Edward disse. "Mas no passado, quando Aro queria alguma coisa em particular, nunca
aparecia alguma evidncia para provar que esta ou aquela conveno tinha cometido algum crime imperdovel. Os antigos decidiriam continuar observando a guarda da
justia administrativa. E ento, uma vez que a conveno fosse tudo, menos destruda, Aro concedia um perdo para um membros cujos pensamentos ele alegaria, se fossem
particularmente arrependidos. Sempre se concentrava no vampiro que tivesse o dom que Aro admirasse. Sempre, esta pessoa tinha um lugar cedido na guarda. O vampiro
agraciado era persuadido rapidamente, sempre muito agradecido por aquela honra. No haviam excees."
"Deve ser uma coisa emocionante ser escolhido," Kate sugeriu.
"H!" Eleazar resmungou, ainda em movimento.
"Tinha um no meio da guarda," Edward disse, explicando a reao irritada de Eleazar. "Seu nome era Chelsea. Ela tinha influncia sob as ligaes emocionais entre
as pessoas. Ela podia se livrar ou segurar estas ligaes. Ela podia fazer algum se sentir unido aos Volturi, querer pertencer a eles, querer satisfaz-los..."
Eleazar deu uma parada abrupta. "Todos ns entendemos porque Chelsea era importante. Em uma luta, se ns podamos separar lealdade entre convenes aliadas, ns
podamos derrot-los muito mais facilmente. Se ns podamos nos distanciar os membros inocentes de uma conveno emocionalmente da culpa, a justia poderia ser feita
sem brutalidade desnecessria - a culpa podia ser punio sem interferncia, e o inocente poderia ser poupado. Por outro lado, era impossvel manter a conveno
longe da luta, de modo geral. Ento Chelsea quebraria as ligaes daqueles laos que os mantinham juntos. Parecia uma tima bondade para mim, a piedade evidente
de Aro. Eu suspeitei que Chelsea manteve nosso prprio lao mais conectado, mas isso tambm era uma coisa boa. Isso nos fez mais efetivos. Isso nos ajudou a coexistir
mais facilmente."
Isso esclareceu as antigas memrias para mim. No fazia sentido antes o quanto a guarda obedecia aos seus mestres to alegremente, com quase devoo de amante.
"Quo forte  o dom dela?" Tanya perguntou com uma voz cortante. Sua observao rapidamente tocou cada membro da famlia dela.
Eleazar deu de ombros. "Eu estava disposto a partir com Carmen." E ento ele sacudiu a cabea. "Mas qualquer coisa mais fraca que a ligao entre parceiros est
em perigo. Em uma conveno normal, ao menos. Aqueles so laos mais fracos do que os de nossa famlia, apesar disso. Abstinncia de sangue humano nos faz mais civilizados
- nos deixa formar verdadeiros laos de amor. Eu duvido que ela possa nos transformar em aliados, Tanya."
Tanya acenou com a cabea, parecendo mais calma, enquanto Eleazar continuou com suas anlises.
"Eu poderia pensar somente que a reao de Aro de ter decidido vir por si mesmo, trazer muitos com ele,  porque seu objetivo no  punio, mas aquisio," Eleazar
disse. "Ele precisa estar l para controlar a situao. Mas ele precisa da guarda inteira para proteo de uma larga, agraciada conveno. Por outro lado, isso deixa
os outros antigos desprotegidos em Volterra. Arriscado demais - algum poderia tentar tomar vantagem. Ento eles todos vieram juntos. De que outra forma ele podia
ter certeza de preservar os dons que quer? Ele deve quer-los muitos," Eleazar meditou.
A voz de Edward estava baixa como sua respirao. "Pelo que eu vi de seus pensamentos na primavera passada, Aro nunca quis nada mais do que Alice."
Senti que minha boca se abriu, me lembrando das imagens apavorante que tinha imaginado h muito tempo atrs: Edward e Alice em capas pretas com olhos avermelhados,
seus rostos frios e distantes enquanto eles paravam prximos na escurido, as mos de Aro em seus... Alice tinha visto mais isso recentemente? Ela tinha visto Chelsea
tentando tirar seu amor por ns, liga-la a Aro e Caius e Marcus?
" por isso que Alice partiu?" perguntei, minha voz se quebrando ao dizer seu nome.
Edward ps as mos em minha bochecha. "Acho que deve ser. Para manter Aro de conseguir aquilo que ele quer mais que tudo. Para manter os poderes dela longe das mos
dele."
Ouvi Tanya e Kate murmuraram com vozes perturbadas, e lembraram que elas no tinham conhecido Alice.
"Ele te quer tambm," eu sussurrei.
Edward encolheu os ombros, seu rosto repentinamente um pouco controlado demais. "No tanto, eu no posso realmente lhe dar alguma coisa que ele j no tenha. E claro
que isso depende de encontrar uma maneira de me forar a fazer a vontade dele. Ele me conhece, e ele sabe o quanto isso  improvvel." Ele ergueu uma sobrancelha
cinicamente.
Eleazar franziu a sobrancelha ao descuido de Edward. "Ele tambm sabe sua fraqueza," Eleazar lembrou, e ento olhou para mim.
"Nada que precisamos discutir agora," Edward disse rapidamente.
Eleazar ignorou seu conselho e continuou. "Ele provavelmente quer sua mulher tambm. Deve ter sido intrigado por um talento que podia ir contra ele em sua encarnao
humana."
Edward no estava confortvel com este assunto. Eu no gostei tambm. Se Aro me quisesse para alguma coisa - qualquer coisa - tudo o que ele tinha que fazer era
ameaar Edward, e eu obedeceria. E vice-versa.
A morte era a menor preocupao? Era realmente a captura que deveramos temer?
Edward mudou o assunto. "Eu acho que os Volturi estavam esperando por isso - por algum pretexto. Eles no podiam saber qual seria sua desculpa, mas o plano j estava
pronto para quando conseguissem uma.  por isso que Alice viu sua deciso antes de Irina pr em prtica. A deciso j estava tomada, apenas esperando por uma justificativa."
 "Se os Volturi esto abusando da confiana que todos os imortais tm dado a eles...," Carmen murmurou.
"Isso importa?" Eleazar perguntou. "Qual acreditaria nisso? E mesmo se os outros pudessem ser convencidos de que os Volturi esto explorando seus poderes, de que
forma isso faria diferena? Ningum pode ir contra eles."
"A no ser que alguns de ns sejam aparentemente insanos o suficiente para tentar," Kate resmungou.
Edward balanou a cabea. "Voc  a nica testemunha aqui, Kate. No importa o objetivo de Aro, eu no acho que ele esteja preparado para manchar a reputao dos
Volturi por isso. Se ns pudermos levar seu argumento contra ns, ele ser forado a nos deixar em paz."
"Claro," Tanya sussurrou.
Ningum parecia convencido. Por alguns longos minutos ningum disse nada.
Ento eu ouvi o som de pneus virando o a estrada principal para a trilha at os Cullens.
"Oh merda, Charlie," eu resmunguei. "Talvez os Denalis podiam ficar la em cima at -"
"No," Edward disse com uma voz distante. Seus olhos estavam longe, encarando diretamente a porta. "No  seu pai." Ele encarou focado em mim. "Alice mandou Peter
e Charlotte, depois de tudo. Hora de se preparar para a prxima rodada."

32 - Companhia
A casa dos Cullen estava mais cheia de convidados do que qualquer um podia achar ser confortvel. Isso s estava dando certo porque nenhum dos convidados dormia.
Mas as horas das refeies eram complicadas. Nossos acompanhantes cooperavam como podiam. Eles deram uma boa abertura a Forks e La Push, s caando fora do estado;
Edward era um gracioso conviva, emprestando seus carros quando era necessrio sem sequer fazer um pio. O compromisso me fazia sentir desconfortvel, apesar de eu
tentar dizer a mim mesma que eles estariam caando em outras partes do mundo, da mesma forma.
Jacob estava ainda mais aborrecido. Os lobisomens existiam para evitar a perda de vida humana, e aqui estava uma chacina acontecendo quase ao lado das fronteiras
do bando. Mas sob essas circunstncias, com Renesmee em tal perigo, ele manteve a boca fechada e preferia olhar para o cho a olhar para os vampiros.
Eu estava surpresa com a aceitao que os visitantes tiveram a Jacob; os problemas que Edward antecipou, nunca chegaram a se materializar. Jacob parecia mais ou
menos invisvel para eles, no exatamente uma pessoa, mas tambm no era uma comida. Eles o tratavam como pessoas que no gostavam de animais tratavam os animais
de estimao dos amigos.
Leah, Seth, Quil e Embry estavam correndo com Sam agora, e Jacob teria se juntado a eles muito feliz, exceto pelo fato de que ele no conseguia ficar longe de Renesmee,
e Renesmee estava ocupada fascinando a estranha coleo de amigos de Carlisle.
Ns fizemos um replay da apresentao de Renesmee aos Denali uma dzia de vezes. Primeiro a Peter e Charlotte, que Alice e Jasper haviam mandado para ns sem nenhuma
explicao sequer; como a maioria das pessoas que conheciam Alice, eles confiaram em suas instrues apesar de sua falta de informao. Alice no os disse nada sobre
a direo que ela e Jasper estavam tomando. Ela no fez nenhuma promessa de voltar a v-los no futuro.
Peter e Charlotte nunca havia visto uma criana imortal. Apesar deles saberem sobre a regra, a reao negativa deles no foi to negativa quanto a dos vampiro Denali,
que foram os primeiros. A curiosidade deles os fez aceitar a "explicao" de Renesmee. E foi s isso. Agora eles estavam to comprometidos a ajudar quanto a famlia
de Tanya.
Carlisle mandou amigos da Irlanda e do Egito.
O cl irlands chegou primeiro, e eles foram surpreendentemente fceis de convencer. Siobhan - uma mulher de grande presena cujo imenso corpo era lindo e hipnotisante
enquanto se movia com suas leves ondulaes - era a lder, mas ela e seu companheiro de cara fechada, Liam, estava acostumados a muito tempo a confiar no julgamento
do membro mais novo de seu grupo. A pequena Maggie, com seus cachos ruivos balanantes, no era fisicamente marcante como eles, mas ela tinha o dom de saber quando
mentiam para ela, e suas sentenas nunca eram contestadas. Maggie declarou que Edward estava falando a verdade, e ento Siobhan e Liam aceitaram absolutamente a
histria antes mesmo de tocar Renesmee.
Amun e os outros vampiros Egpcios foram outra histria. Mesmo depois dos dois membros mais novos de seu bando, Benjamin e Tia, serem convencidos pela expliao
de Renesmee, Amun se recusou a toc-la e ordenou que seu cl fosse embora. Benjamin - um vampiro estranhamente alegre que parecia pouco mais velho que um garoto
e parecia absolutamente confiante e descuidado ao mesmo tempo - persuadiu Amun a ficar com algumas ameaas de desfazer sua aliana. Amun ficou, mas continuou se
recusando a tocar Renesmee, e no permitiu sua parceira, Kebi, a tocasse tambm. Parecia um agrupamento estranho - apesar dos vampiros Egpcios se parecerem bastante,
com seus cabelos escuros e pele com um tom oliva, a ponto de poder se passar por uma famlia biolgica. Amun era o membro mais velho e lder falante.
Kebi no se afastava mais de Amun do que se afastava de sua sombra, e eu nunca a ouvi falar uma palavra sequer. Tia, a companheira de Benjamin, tambm era uma mulher
quieta, apesar de quando ela falar, sempre haver grande intuio e gravidade em tudo o que ela dizia. Ainda assim, parecia que era a Benjamin que eles todos obedeciam,
como se ele tivesse algum magnetismo invisvel do qual os outros dependiam para manter o equilbrio. Eu observei Eleazar olhando o menino com olhos arregalados e
presumi que Benjamin tinha o poder de atrair os outros para ele.
"No  isso", Edward me disse quando estvamos a ss naquela noite. "O dom dele  to singular que Amun morre de medo de perd-lo. Quase tanto quanto planejamos
evitar que Aro soubesse de Renesmee" - ele suspirou. - "Amun andou tentando evitar que Benjamin receba ateno de Aro. Amun criou Benjamin, sabendo que ele seria
especial."
"O que ele pode fazer?"
"Uma coisa que Eleazar nunca viu antes. Algo de que ele nunca ouviu falar. Algo que nem o seu escudo poderia deter." Ele deu seu sorriso torto pra mim. " Na verdade
ele pode manipular os elementos - terra, vento, gua, e fogo. Verdadeira manipulao fsica, no uma iluso da mente. Benjamin ainda est fazendo experincias com
isso, e Amun planeja conseguir transforma-lo numa arma. Mas voc v como Benjamin  independente. Ele no ser usado."
"Voc gosta dele", eu imaginei pelo tom na voz dele.
"Ele tem um senso muito claro do que  certo e errado. Eu gosto da atitude dele."
A atitude de Amun era outra coisa, e ele e Kebi se mantinham fechados para si mesmos, apesar de que Benjamin e Tia estavam sendo rpidos em fazer amizade tanto com
os Denali quanto com o cl Irlands. Espervamos que Carlisle pudesse voltar para amainar a tenso restante com Amun.
Emmett e Rose mandaram indivduos separados - qualquer amigo de Carlisle que eles pudessem encontrar.
Garrett veio primeiro - um vampiro alto, com membros longos com ansiosos olhos cor de rub longos cabelos cor de areia que ele mantinha presos com uma tira de couro
- ficou imediatamente claro que ele era um aventureiro. Eu imaginei que poderamos far qualquer desafio a ele, e ele aceitaria, s pra se testar. Ele se deu rapidamente
bem com as irms Denali, fazendo perguntas sem fim sobre seu estilo de vida incomum. Eu me perguntei se o vegetarianismo era outro desafio que ele tentaria, s pra
ver se conseguia.
Mary e Randall tambm vieram - eles j eram amigos, apesar de no viajarem juntos. Eles ouviram a histria de Renesmee e ficaram para ver ajudar como os outros.
Tal como os Denali, eles se consideraram o que fazer se os Volturi no parassem para ouvir explicaes. Todos os trs nmades consideraram a idia de ficar ao nosso
lado.
 claro, Jacob ficava mais mal humorado com cada nova adio. Ele mantinha a distncia quando podia, e quando no podia, ele rosnava para Renesmee que algum teria
que arrumar uma lista se queriam que ele lembrasse direito do nome de todos os sugadores de sangue.
Carlisle e Esme voltaram uma semana depois de terem partido, Emmett e Rosalie apenas alguns dias depois, e todos ns nos sentimos melhor quando eles chegaram em
casa. Carlisle trouxe mais um amigo com ele, apesar de que amigo podia ser o termo errado. Alistair era um vampiro ingls misantropo que tinha Carlisle como seu
conhecido mais prximo, apesar dele dificilmente poder fazer mais de uma visita a cada sculo.
Alistair preferia muito andar sozinho, e Carlisle cobrou um monte de favores para traz-lo at ali. Ele afastava todo tipo de companhia, e era claro que ele no
tinha nenhum admirador entre os outros cls reunidos.
O pensativo vampiro de cabelos escuros aceitou a palavra de Carlisle sobre as origens de Renesmee, se recusando, como Amun, a toca-la. Edward disse a Carlisle, Esme
e eu que Alistair estava com medo de ficar aqui, mas tinha mais medo ainda do final disso. Ele era profundamente suspeito de todo tipo de autoridade, e portanto,
naturalmente suspeito dos Volturi. O que estava acontecendo agora parecia confirmar seus medos.
" claro, agora eles vo saber que eu estive aqui", ns o ouvimos murmurar pra si mesmo no sto - seu local preferido pra se enterrar. "No tem jeito de esconder
isso de Aro agora. Sculos de fuga,  isso nisso que vai acabar. Eu no acredito que me enfiei nessa enrascada. Que bela forma de tratar os amigos."
Mas se ele estava certo sobre ter que fugir dos Volturi, pelo menos ele tinha mais esperana de fazer isso do que ns. Alistair era um perseguidor, apesar de no
ser to preciso e eficiente quando Demetri. Alistair simplesmente sentia uma forte atrao ao que quer que ele estivesse perseguindo. Mas essa atrao seria suficiente
pra diz-lo em que direo seguir - a direo oposta a de Demetri.
E ento um par inesperado de amigos chegou - inesperado porque nem Carlisle nem Rosalie havia sido capazes de encontrar as Amazonas.
"Carlisle", a mais alta das duas mulheres felinas o cumprimentou quando elas entraram. As duas pareciam ter sido esticadas - longos braos e pernas, longos dedos,
longas tranas negras, e rostos longos com longos narizes. Elas no usavam nada alm de peles de animais - tapa-tudo e calas apertadas que estavam presas no lado
com tiras de couro. No eram apenas suas roupas excntricas que as deixavam selvagens, mas tudo nelas, desde seus incansveis olhos vermelhos at seus sbitos movimentos.
Eu nunca conheci vampiros menos civilizados.
Mas Alice as havia mandado, e essas eram notcias interessantes, pra dizer o mnimo. Porque Alice estava na Amrica do Sul? S porque ela havia visto que ningum
mais teria sido capaz de entrar em contato com as Amazonas?
"Zafrina e Senna! Mas onde est Kachiri?" Carlisle perguntou. "Eu nunca as vi separadas."
"Alice nos disse que precisvamos nos separar", Zafrina respondeu com uma voz rspida, profunda, que correspondia com sua aparncia selvagem. " desconfortvel ficarmos
separadas, mas Alice nos assegurou que precisavam de ns aqui, enquanto ela precisava muito de Kachiri em outro lugar. Isso foi tudo o que ela nos disse, exceto
que havia uma grande pressa...?" A afirmao de Zafrina foi cortada no fim e, - com um tremor que nunca ia embora no importa quantas vezes eu fizesse isso - eu
trouxe Renesmee para conhec-las.
Apesar de sua aparncia feroz, elas escutaram muito calmamente a nossa histria, e ento permitiram que Renesmee provasse tudo. Elas ficaram exatamente to fascinadas
com Renesmee quanto os outros vampiros, mas eu no pude deixar de me preocupar observando seus movimentos rpidos, inquietos, to perto dela. Senna estava sempre
perto de Zafrina, sem nunca falar, mas no era o mesmo que acontecia com Amun e Kebi. As maneiras de Kebi pareciam obedientes; Senna e Zafrina pareciam mais duas
partes de um s corpo - e acontecia que Zafrina era a boca.
As notcias sobre Alice eram estranhamente reconfortantes. Claramente ela estava em alguma misso obscura por conta prpria enquanto evitava o que quer que Aro tivesse
planejado para ela.
Edward estava muito alegre por ter Amazonas conosco, porque Zafrina tinha um talento enorme; seu dom podia ser uma perigosa arma ofensiva. No que Edward estivesse
pedindo que Zafrina ficasse ao nosso lado numa batalha, mas se os Volturi no parassem para ouvir as nossas testemunhas, talvez eles parassem por um motivo diferente.
" uma iluso bastante avanada", Edward explicou, quando eu acabei sem entender nada, como sempre. Zafrina ficou intrigada e divertida pela minha imunidade - coisa
que ela nunca encontrou antes - e se mexeu inquieta enquanto Edward me explicava o que eu estava perdendo. Os olhos de Edward perderam um pouco o foco enquanto ele
continuava. "Ela pode fazer as pessoas verem o que ela quiser que elas vejam - ver isso e nada mais. Por exemplo, agora mesmo eu pareo estar sozinho no meio de
uma floresta chuvosa.  to claro que eu possivelmente acreditasse, exceto pelo fato de que eu ainda posso te sentir em meus braos."
Os lbios de Zafrina contorceram em sua verso dura de um sorriso. Um segundo depois os olhos de Edward estavam focados de novo, e ele sorriu de volta.
"Impressionante", ele disse.
Renesmee estava fascinada com a conversa, e ela se inclinou sem medo na direo de Zafrina.
"Posso ver?" Ela perguntou.
"O que voc quer ver?" Zefrina perguntou.
"O que voc mostrou ao papai."
Zafrina balanou a cabea, e eu observei ansiosamente enquanto os olhos de Renesmee encararam vazios o espao. Um segundo depois, o deslumbrante sorriso de Renesmee
iluminou seu rosto.
"Mais", ela comandou.
Depois disso, foi difcil afastar Renesmee de Zafrina e suas fotos bonitas. eu fiquei preocupada, porque eu tinha certeza de que Zafrina podia criar imagens que
no eram nem um pouco bonitas. Mas atravs dos pensamentos de Renesmee eu mesma podia ver as iluses de Zafrina - elas eram claras como as memrias da prpria Renesmee,
como se fossem reais - e isso julgou por mim se elas eram apropriadas ou no.
Apesar de eu no deix-la facilmente, eu tinha que admitir que era bom que Zafrina mantinha Renesmee entretida. Eu precisava das minhas mos. Eu tinha tanto a aprender,
fsica e mentalmente, e o tempo era to curto.
Minha primeira tentativa de aprender a lutar no foi bem.
Edward me levou ao cho em cerca de dois segundos. Mas ao invs de me deixar tentar ficar livre - que eu totalmente teria conseguido - ele levantou e se afastou
de mim. Eu soube imediatamente que havia algo errado; ele estava rgido feito pedra, olhando atravs da clareira onde estvamos praticando.
"Me desculpe, Bella", ele disse.
"No, eu estou bem", eu disse. "Vamos de novo."
"Eu no posso."
"O que voc quer dizer? Ns acabamos de comear."
Ele no respondeu.
"Olha, eu no sou boa nisso, mas eu no posso melhorar se voc no me ajudar."
Ele no respondeu nada. De brincadeira, eu saltei nele. Ele no se defendeu, e ns dois camos no cho. Ele ficou imvel quando eu pressionei meus lbios  sua jugular.
"Eu ganhei", eu anunciei.
Seus olhos se estreitaram, mas ele no disse nada.
"Edward? O que h de errado? Porque voc no quer me ensinar?"
Um minuto inteiro se passou antes que ele falasse de novo.
"Eu s... no posso agentar. Emmett e Rosalie sabem tanto quanto eu. Tanya e Eleazar provavelmente sabem mais. Pea a outra pessoa."
"Isso no  justo! Voc  bom nisso. Voc ajudou Jasper antes - voc lutou com ele e com os outros tambm. Porque no comigo? O que eu fiz de errado?"
Ele suspirou, exasperado. Seus olhos estavam escuros, mal havia dourado para iluminar o preto.
 "Olhar pra voc desse jeito, te analisar como alvo. Vendo todas as formas de te matar..." ele enrijeceu. "Isso parece real pra mim. Ns no temos tempo suficiente
pra que faa alguma diferena quem vai te ensinar. Qualquer pessoa pode te ensinar o fundamental."
Eu fiz uma careta.
Ele tocou o meu beicinho e sorriu. "Alm do mais,  desnecessrio. Os Volturi vo parar. Vamos faz-los entender."
"Mas e se no entenderem! Eu preciso aprender isso."
"Encontre outro professor."
Essa no foi nossa ltima discusso sobre o assunto, mas eu nunca consegui afast-lo um centmetro da sua deciso.
Emmett estava mais afim de ajudar, apesar das aulas dele parecerem muito ser uma revanche por todas as quedas de brao que ele perdeu. Se eu ainda pudesse ter machucados,
eu estaria roxa da cabea aos ps. Rose, Tanya e Eleazar foram todos pacientes e encorajadores. As lutas deles me fizeram lembrar das aulas de luta de Jasper com
os outros em Junho passado, apesar dessas memrias estarem confusas e indistintas. Alguns dos visitantes acharam minhas aulas divertidas, e alguns at ofereceram
ajuda. O nmade Garrett deu algumas aulas - ele era um professor surpreendentemente bom; ele interagia to facilmente com todos os outros que eu me perguntei como
ele nunca tinha encontrado um grupo. Eu at lutei com Zefrina uma vez enquanto Renesmee assistia dos braos de Jacob. Eu aprendi vrios truques, mas nunca pedi a
ajuda dela novamente. Na verdade, eu gostei muito de Zefrina e sabia que sabia que ela nunca me machucaria, mas a mulher selvagem me assustava at no poder mais.
Eu aprendi muitas coisas com os meus professores, mas eu tinha a sensao de que o meu conhecimento ainda era impossivelmente bsico. Eu no tinha idia de quantos
minutos duraria com Alec e Jane. Eu s rezei para que fosse tempo suficiente para ajudar.
Todos os minutos do dia quando eu no estava com Renesmee ou aprendendo a lutar, eu estava no quintal com Kate, tentando puxar meu escudo interno para fora do meu
crebro para proteger outra pessoa. Edward me encorajou nesse treinamento. Eu sabia que ele esperava que eu encontrasse uma forma de contribuir que me satisfizesse
ao mesmo tempo que me mantinha longe da linha de tiro.
Era simplesmente to difcil. No havia nada para segurar, nada slido para trabalhar. Eu s tinha meu desejo enfurecido para usar, para manter Edward, Renesmee
e todos da famlia que eu pudesse manter a salvo comigo. Eu tentei uma e outra vez forar o escudo nebuloso para fora de mim, s com uns poucos sucessos espordicos.
Parecia que eu estava lutando para esticar um elstico invisvel - um elstico que se transformaria em uma fumaa no substancial de concreta solidez a qualquer
momento.
S Edward estava querendo ser a nossa cobaia - receber choque aps choque de Kate enquanto eu lutava incompetentemente com o interior da minha cabea. Ele trabalhava
por horas em todas as vezes, e eu sentia que devia estar coberta de suor pelo esforo, mas  claro que meu corpo perfeito no me traiu desse jeito. Meu cansao era
puramente mental.
Me matava que era Edward quem precisava sofrer, meus braos inutilmente ao redor dele enquanto ele gemia uma e outra vez com as cargas "leves" de Kate. Eu tentei
o mximo que pude colocar o meu escudo ao nosso redor; de vez em quando eu conseguia, e ento ele fugia de novo.
Eu odiava esse treino, e eu desejei que Zafrina pudesse ajudar ao invs de Kate. Ento tudo que Edward teria que fazer era olhar as iluses de Zafrina at que eu
pudesse impedi-lo de v-las. Mas Kate insistiu que eu precisava de uma motivao melhor - e com isso ela estava se referindo ao meu dio  dor de Edward. Eu estava
comeando a duvidar de sua afirmao desde o primeiro dia que nos conhecemos - de que ela no era sdica sobre o uso do seu poder. Pra mim ela parecia estar se divertindo.
"Hey", Edward disse alegremente, tentando esconder qualquer evidncia de angstia em sua voz. Tudo pra me manter afastada dos treinos de luta. "Essa quase no doeu.
Bom trabalho, Bella."
Eu respirei fundo, tentando entender exatamente o que eu havia feito certo. Eu tentei o elstico, lutando para mant-lo slido enquanto ele se afastava pra longe
de mim.
"De novo, Kate", eu rosnei atravs dos meus dentes travados.
Kate pressionou a palma ao ombro de Edward.
Ele suspirou aliviado. "Nada dessa vez."
Ela ergueu a sobrancelha. "E essa tambm no foi leve."
"Bom", eu bufei.
"Prepare-se", ela me disse, e eu alcancei Edward de novo.
Dessa vez ele estremeceu, e uma respirao lenta passou pelos seus dentes apertados.
"Desculpa! Desculpa! Desculpa!" Eu pedi, mordendo o lbio. Porque eu no conseguia fazer isso?
 "Voc est fazendo um timo trabalho, Bella", Edward disse, me puxando pra ele com fora. "Na verdade voc s est trabalhando nisso por alguns dias e voc j est
projetando esporadicamente. Kate, diga como ela est indo bem."
Kate entortou os lbios. "Eu no sei. Ela obviamente tem uma tremenda habilidade, e estamos apenas comeando a explor-la. Ela pode fazer melhor, eu tenho certeza.
Ela s precisa de incentivo."
Eu a encarei sem acreditar, meus lbios automaticamente se erguendo sobre meus lbios. Como ela podia acreditar que eu estava sem motivao quando ela estava dando
choques em Edward bem aqui na minha frente?
Eu ouvi murmrios da platia que havia crescido silenciosamente enquanto eu treinava - s Eleazar, Carmen, e Tanya, no comeo, mas depois Garrett se juntou, e ento
Benjamin e Tia, Siobhan e Maggie, e agora at mesmo Alistair estava espirando de uma janela no terceiro andar. Os espectadores concordavam com Edward; eles achavam
que eu j estava indo bem.
"Kate..." Edward disse numa voz de aviso quando um novo curso de ao ocorreu a ela, mas ela j estava se movendo. Ela caminhou na curva do rio para onde Zafrina,
Senna e Renesmee estavam caminhando lentamente, Renesmee de mos dadas com Zafrina enquanto elas trocavam fotos. Jacob seguia atrs delas a alguns metros de distncia.
"Nessie", Kate disse - os recm chegados haviam pegado rapidamente seu irritante apelido, "voc gostaria de vir ajudar a sua me?"
"No" eu meio rosnei.
Edward me abraou me tranqilizando. Eu o afastei enquanto Renesmee atravessava o gramado para mim, com Kate, Zafrina e Senna logo atrs dela.
"Absolutamente no, Kate", eu assobiei.
Renesmee me alcanou e eu abri os braos automaticamente. Ela se enroscou em mim, com a cabea no espao abaixo da minha garganta.
"Mas mame, eu quero ajudar", ela disse com uma voz determinada. A mo dela descansou em meu pescoo, reforando seu desejo com as imagens de ns duas juntas, um
time.
"No", eu disse, rapidamente dando um passo pra trs. Kate deu um passo deliberado em minha direo, sua mo esticada em nossa direo.
"Fique longe de ns, Kate", eu avisei ela.
"No", ela comeou a me seguir. Ela sorriu como um caador cercando a presa.
Eu mudei Renesmee de posio at que ela estava pendurada nas minhas costas, ainda me afastando numa velocidade que combinava com a de Kate. Agora minhas mos estavam
livres, e se Kate quisesse manter as dela grudada nos pulsos, era melhor ela manter distncia.
Kate provavelmente no entendia, nunca tendo sentido a paixo de uma me pela sua filha. Ela no se dava conta do quo longe demais ela havia chegado. Eu estava
to furiosa que minha viso adquiriu um tingimento vermelho estranho, e minha lngua tinha gosto de metal queimando. A fora que eu geralmente mantinha trancada
fluiu pros meus msculos, e eu sabia que a transformaria em fragmentozinhos de diamante se ela me forasse a isso.
A fora trouxe todos os aspectos do meu ser a um foco agudo. Eu podia sentir a elasticidade do meu escudo ainda mais agora - sentir que no era mais um elstico,
e sim uma camada, um fino vu que me cobria dos ps  cabea. Com a raiva se espalhando pelo meu corpo, eu conseguia senti-lo melhor, me agarrar a ele com mais fora.
Eu o estiquei ao redor de mim mesma, pra fora de mim mesma, colocando Renesmee completamente dentro dele, s no caso de Kate conseguir passar da minha guarda.
Kate deu outro passo calculado para a frente, e um violento rugido escapou pela minha garganta e atravs dos meus dentes.
"Tenha cuidado, Kate", Edward precaveu.
Kate deu outro passo, e cometeu o erro que mesmo algum inexperiente como eu pude reconhecer. A apenas um salto de distncia de mim, ela desviou o olhar, virando
a ateno de mim para Edward.
Renesmee estava segura em minhas costas; eu me curvei para dar um salto.
"Voc consegue ouvir algo de Nessie?" Kate perguntou a ele, sua voz estava calma e tranqila.
Edward se lanou no espao entre ns, bloqueando a minha linha para Kate.
"No, absolutamente nada", ele respondeu. "Agora d um espao para Bella se acalmar, Kate. Voc no devia provoc-la assim. Eu sei que ela no parecer ter a idade
que tem, mas ela s tem uns meses."
"Ns no temos tempo para fazer isso com gentileza, Edward. Vamos ter que for-la. Ns s temos algumas semanas, e ela tem potencial para -"
"D um minuto, Kate."
Kate fez uma careta mas levou o aviso de Edward mais a srio do que havia levado o meu.
A mo de Renesmee estava no meu pescoo; ela estava lembrando do ataque de Kate, me mostrando que ela no queria machucar, que Papai estava l...
Isso no me pacificou. O espectro de luz que eu vi ainda parecia tingido de vermelho. Mas eu estava mais controlada, e eu podia ver a sabedoria nas palavras de Kate.
A raiva me ajudou. Eu aprenderia melhor sob presso.
Isso no significava que eu gostava disso.
 "Kate", eu rosnei. Eu descansei minha mo na parte de baixo das costas de Edward. Eu ainda podia sentir meu escudo como um forte cobertor flexvel ao redor de Renesmee
e eu. Eu o puxei mais pra frente, forando-o ao redor de Edward. No havia sinal de falha no tecido elstico, nenhum rasgo ou furo. Eu resfoleguei pelo esforo,
e minhas palavras saram mais cansadas do que furiosas. "De novo", eu disse a Kate. "S em Edward."
Ela revirou os olhos mas veio  frente e pressionou a palma no ombro de Edward.
"Nada", Edward disse. Eu ouvi o sorriso na voz dele.
"E agora?" Kate perguntou.
"Nada ainda."
"E agora?" Dessa vez, havia um som de esforo em sua voz.
"Absolutamente nada."
Kate rosnou e se afastou.
"Consegue ver isso?" Zafrina perguntou numa voz profunda, selvagem, encarando ns trs atentamente. O ingls dela tinha um sotaque estranho, as palavras dela se
puxavam em lugares inesperados.
"Eu no vejo nada que no devia ver", Edward disse.
"E voc, Renesmee?" Zafrina perguntou.
Renesmee sorriu para Zafrina e balanou a cabea.
Minha fria tinha aplacado quase inteiramente, e eu apertei os dentes, resfolegando mais rpido enquanto tirava o escudo elstico; parecia que ele estava ficando
mais pesado  medida que eu o segurava. Ele retrocedeu, puxando-se para dentro.
"Ningum entre em pnico", ela avisou ao pequeno grupo me olhando. "Eu quero ver at onde ela pode ir."
Houve um som chocado de todos ali - Eleazar, Carmem, Tanya, Garrett, Benjamin, Tia, Siobhan, Maggie - todos menos Senna, que parecia preparada para o que quer que
Zafrina estivesse fazendo. Os olhos de todos os outros estavam pasmos, suas expresses ansiosas.
"Ergam as mos quando tiverem sua viso de volta", Zafrina instruiu. "Agora, Bella, veja quantos voc consegue proteger."
Minha respirao veio num flego s. Kate era a pessoa mais prxima a mim alm de Edward e Renesmee, mas at mesmo ela estava a dez metros de distncia. Eu travei
a mandbula e empurrei, tentando afastar a resistente proteo elstica pra longe de mim. Centmetro por centmetro, eu o empurrei na direo de Kate, lutando a
reao que lutava comigo a cada frao que eu ganhava. Eu apenas observei a expresso ansiosa de Kate enquanto eu trabalhava, eu gemi baixinho de alvio quando seus
olhos piscaram e entraram em foco. Ela ergueu a mo.
"Fascinante!" Edward murmurou baixo. " como um vidro que s tem uma face. Eu posso ler tudo o que eles esto pensando, mas eles no podem me alcanar aqui. E eu
posso ler Renesmee, apesar de no poder quando estava do lado de fora. Eu aposto que Kate pode me dar um choque agora, porque ela est embaixo do guarda chuva. Eu
ainda no consigo te ouvir... hmmm. Como isso funciona? Eu me pergunto se..."
Ele continuou murmurando para si mesmo, mas eu no consegui ouvir as palavras. Eu apertei os dentes, lutando para forar o escudo para Garrett, que era o mais prximo
a Kate. A mo dele subiu.
 "Muito bom", Zafrina cumprimentou. "Agora -"
Mas ela falou rpido demais; com um resfolego agudo, eu senti meu escudo se recolher como um elstico de borracha que foi puxado alm do limite, voltando  forma
original com um estalo. Renesmee, experimentando pela primeira vez a cegueira que Zafrina havia imposto aos outros, estremeceu s minhas costas. Cansada, eu lutei
com o puxo elstico, forando o escudo a inclu-la tambm.
"Posso ter um minuto?" Eu respirei. Desde que eu havia me tornado uma vampira, eu no havia sentido necessidade de descansar antes desse momento. Era enervante me
sentir to exaurida e to forte ao mesmo tempo.
" claro", Zefrina disse, e todos os espectadores relaxaram quando ela os deixou enxergar novamente.
"Kate", Garrett chamou enquanto os outros murmuravam e se afastavam um pouco, perturbados por esse momento de cegueira; vampiros no estavam acostumados a se sentirem
vulnerveis. O alto Garrett com cabelos cor de areia era o nico imortal sem um dom que parecia atrado s minhas aulas prticas. Eu me perguntei o que atraa o
aventureiro.
"Eu no faria isso, Garrett", Edward avisou.
Garrett continuou na direo de Kate apesar do aviso, seus lbios torcidos em especulao. "Eles dizem que voc consegue atirar um vampiro no cho."
"Sim", ela concordou. Ento, com um sorriso, ela meneou os dedos de brincadeira. "Curioso?"
Garrett ergueu os ombros. "Isso  uma coisa que eu nunca vi. Parece ser um pouco de exagero..."
"Talvez", Kate disse, seu rosto repentinamente srio. "Talvez s funcione nos fracos e jovens. Eu no tenho certeza. Mas voc parece forte. Talvez voc consiga suportar
meu dom." Ela esticou a mo para ele, com a palma pra cima - um convite claro. Os lbios dela se torceram, e eu tenho certeza que a expresso grave dela era apenas
uma forma de instig-lo.
Garrett sorriu do desafio. Muito confiante, ele tocou a palma dela com o dedo indicador.
E ento, com um resfolego alto, seus joelhos se dobraram e ele caiu pra trs. A cabea dele bateu num pedao de granito com um barulho agudo de algo se partindo.
Assistir aquilo era chocante. Meus instintos se retesaram ao ver um imortal incapacitado daquele jeito; era profundamente errado.
"Eu te disse", Edward murmurou.
As plpebras de Garrett flutuaram uns segundos, e ento seus olhos se arregalaram. Ele olhou para a sorridente Kate, e um sorriso especulativo iluminou seu rosto.
"Wow", ele disse.
"Voc gostou disso?" Ela perguntou ceticamente.
"Eu no sou louco", ele riu, balanando a cabea enquanto ficava de joelhos lentamente "mas isso com certeza foi algo mais!"
" o que eu ouo."
Edward revirou os olhos.
e ento houve uma pequena comoo no quintal da frente.Eu ouv Carlisle falando por cima de um rudo de vozes surpresas.
"Alice mandou voc?" Ele perguntou a algum, sua voz incerta, um pouco aborrecida.
Outro convidado inexperado?
Edward entrou na casa e a maioria dos outros o imitou. Eu segui mais lentamente, Renesmee ainda agarrada nas minhas costas. Eu daria um momento a Carlisle. Deix-lo
preparar o convidado novo, prepar-lo ou ela ou eles para ter uma idia do que estava acontecendo.
Eu puxei Renesmee pros meus braos enquanto caminhava cuidadosamente ao redor da casa para entrar pela cozinha, escutando o que eu no conseguia ouvir.
"Ningum nos mandou", uma profunda voz baixa respondeu  pergunta de Carlisle. Eu imediatamente lembrei das vozes ancis de Aro e Caius, e eu congelei dentro da
casa.
Eu sabia que a sala da frente estava lotada - quase todo mundo tinha ido ver os novos visitantes - mas mal havia qualquer barulho. Respiraes superficiais, isso
era tudo.
A voz de Carlisle estava cautelosa quando ele respondeu. "O que os traz aqui agora?"
"Viagens pelo mundo", uma voz diferente respondeu, to leve quanto a outra. "Ns ouvimos boatos de que os Volturi estavam se movendo contra vocs. Haviam rumores
de que vocs no se moveriam sozinhos. Obviamente, os rumores eram verdadeiros.  uma junta impressionante."
"Ns no estamos desafiando os Volturi", Carlisle respondeu num tom puxado. "Houve um mal entendido, isso  tudo. Um mal entendido muito srio, para ser exato, mas
ns esperamos esclarec-lo. O que vocs esto vendo so testemunhas. ns s precisamos que os Volturi ouam. Ns no -"
"Ns no nos importamos com o que eles dizem que vocs fizeram", a primeira voz interrompeu. "E ns no nos importamos de vocs quebraram a lei."
"No importa quo notrio tenha sido", a segunda inseriu.
"Ns esperamos um milnio para que a escria Italiana fosse desafiada", disse o primeiro. "Se houver alguma chance de que eles caiam, estaremos l para ver."
"Ou at mesmo para ajudar a derrot-los", a segunda adicionou. Eles falavam em dueto, suas vozes eram to similares que ouvidos menos sensveis pensariam que s
havia uma pessoa falando. "Se ns acharmos que vocs tm uma chance de sucesso."
"Bella?" Edward me chamou com uma voz dura. "Traga Renesmee aqui, por favor. Talvez devssemos testas o que nossos visitantes Romenios dizem."
Ajudou saber que provavelmente metade dos outros vampiros na sala sairiam em defesa de Renesmee caso os vampiros Romenos ficassem bravos com ela. Eu no gostei do
som das vozes deles, a ameaa obscura em suas palavras. Enquanto eu entrava na sala, eu pude ver que no estava s com minha opinio. A maioria dos vampiros imveis
os encarava com olhares hosts, e alguns - Carmem, Tanya, Zefrina e Senna - se reposicionaram repentinamente numa pose defensiva entre os recm chegados e Renesmee.
Os vampiros na porta era ambos magros e baixos, um com cabelo escuro e outro com um cabelo to loiro que parecia cinza plido. Eles tinham a mesma pele com aspecto
poroso dos Volturi, apesar de eu achar que no era to evidente. Eu no podia ter certeza disso, j que eu nunca havia visto os Volturi exceto com meus olhos humanos;
eu no podia fazer uma comparao perfeita. Seus olhos agudos, estreitos, eram de uma cor vermelha forte, sem o aspecto leitoso. Eles usavam roupas pretas bastante
simples que podiam passar por modernas mas davam sinais de designs mais velhos.
O vampiro de cabelo escuro sorriu quando eu apareci. "Ora, ora, Carlisle. Voc foi um danadinho, no foi?"
"Ela no  o que voc acha, Stefan."
"E ns no nos importamos do mesmo jeito", o loiro respondeu. "Como dissemos antes."
"Ento vocs so bem vindos a observar,Vladimir, mas desafiar os Volturi decididamente no  nosso plano, como ns dissemos antes."
"Ento simplesmente vamos cruzar os dedos", Stefan comeou.
"E esperar que tenhamos sorte", Vladimir terminou.
No final, ns havamos conseguido juntar dezessete testemunhas - os Irlandses, Siobhan, Liam, Maggie; os Egpcios, Amun, Kebi, Benjamin, e Tia; as Amazonas, Zafrina
e Senna; os Romenos, Stefan e Vladimir; e os nmades, Charlotte e Peter, Garrett, Alistair, Mary e Randall - para suplementar a nossa famlia de onze. Tanya, Kate,
Eleazar e Carmen insistiam em ser contados como parte da famlia.
Alm dos Volturi, provavelmente era o maior grupo de vampiros maduros amigveis na histria dos imortais.
Todos ns estvamos comeando a nos sentir um pouco esperanosos. At eu podia sentir. Renesmee havia conquistado tantos e em to pouco tempo. Os Volturi s precisavam
ouvir pelo mais breve dos segundos...
Os dois sobreviventes Romenos - focados em seu amargo ressentimento pelos que haviam ganho seu imprio mil e quinhentos anos antes - pegaram a coisa no meio do caminho.
Eles no tocaram Renesmee, mas no mostraram nenhuma averso a ela. Eles pareciam misteriosamente deliciados pela nossa aliana com os lobisomens. Eles me observaram
praticar meu escudo com Zefrina e Kate, observaram Edward responder perguntas que no tinham sido feitas, observaram Benjamin puxar geisers na gua do rio ou transformar
o vento parado numa rajada apenas com sua mente, e seus olhos brilharam com sua forte esperana de que os Volturi finalmente tivessem encontrado desafiantes  altura.
Ns no esperavamos a mesma coisa, mas todos tnhamos esperana.

33 - Falsificao
"Charlie, ns ainda estamos com aquelas compainhias extremamente necessrias. Eu sei que faz mais de uma semana que voc no v Renesmee, mas uma visita no  uma
boa idia agora. Qual eu levar Renesmee pra te ver?
Charlie ficou quieto por tanto tempo que eu me perguntei se ele tinha ouvido a estranheza por trs da minha voz.
Mas a, ele murmurou,"Necessrias, ugh," e eu percebi que ele demorou a responder devido ao seu cuidado com coisas sobrenaturais.
"Okay," Charlie disseo. "Voc pode traz-la esta manh? Sue vai me levar pra almoar. Ela est to horrizada com o meu talendo pra cozinha quanto voc quanto chegou.
Charlie riu e depois suspirou pelo passado.
"Essa manh est perfeita." Quanto antes, melhor. Eu j tinha adiado bastante.
"Jake est vindo com vocs?"
Embora Charlie no soubesse sobre a impresso dos lobisomens, ningum podia dvidar do apgo de Renesmee e Jacob.
"Provavelmente." No havia como Jacob voluntariamente recusar passar uma tarde com Renesmee sem os vampiros.
"Talvez eu devesse convidar Billy tambm," Charlie meditou. "Mas... hmm. Talvez outro dia."
Eu quase no prestava ateno ao que Charlie dizia - o bastante pra notar a relutncia em sua voz quando ele falou de Billy, mas no o suficiente pra me preocupar
com o por que disso. Charlie Billy era amigos de infncia; se havia algo de errado entre eles, eles poderiam resolver pro si prprios. Eu tinha coisas muito mais
importantes pra me preocupar.
"Vejo voc daqui a pouco," eu disse a ele e desliguei.
Essa visita era muito mais do que proteger o meu pai dos vinte e sete esquisitos vmpiros - que concordaram em no caar ningum num raio de quinhentos quilmetros,
mas ainda assim... Obviamente, nenhum humano ia querer ficar perto desse grupo. Foi a desculpa que eu dei pra Edward: Eu estava levando Renesmee pra que Charlie
no resolvesse fazer uma visita. Era uma boa razo pra deixar a casa, mas no era a minha razo, contudo.
"Por que ns no vamos na sua Ferrari?" Jacob perguntou quando me encontrou na garagem. Eu j estava no Volvo de Edward com Renesmee.
Edward deu voltas pra revelar qual era o meu carro de depois; como ele suspeitou, eu no fui capaz de mostrar o entusiasmo apropriado. Claro, ele era bonito e veloz,
mas eu gostoava de correr.
"Muito visvel,"eu respondi. "Ns poderamos ir  p, mas Charlie estranharia."
Jacob resmungou mas sentou no banco da frente. Renesmee pulou do meu colo pro colo dele.
"Como voc est?" Eu perguntei pra ele enquanto saa da garagem.
"Como voc acha?" Jacob perguntou, rspido. "Eu estou cansado de todos esses vampiros fedorentos." Ele olhou minha expresso e falou antes que eu pudesse falar.
", eu sei, eu sei. Eles so caras legais, eles esto aqui pra ajudar, eles vo salvar a vida de todo mundo, etcetera, etcetera. Diga o que quiser, eu ainda acho
que o Dracula Um e o Dracula Dois no so espetaculares."
Eu tive que sorrir. Os romanos no eram meus favoritos, tambm. "Nisso eu tenho que concordar com voc."
Renesmee balanou a cabea, mas no falou nada; deferentemente do resto de ns, ela achou os romanos estranhamente interessantes. Ela fez o esforo de falar com
eles, uma vez que nenhum deles permitiu que ela os tocasse. A pegunta dela era sobre o tipo incomum de pele delese, embora eles pudessem ficar ofendidos, eu fiquei
feliz que ela tivesse perguntado. Era estava curiosa, tambm.
Eles pareceram no ficar aborreciso com a pergunta dela. Talvez um pouco sentidos.
"Ns ficamos sentados, parados por muito tempo, menina," Vladimir disse e Stefan concordo mas no continuou a frase de Vladimir, como ele fazia frequentemente. "Comteplando
a nossa prpria divindade. Era um sinal de poder que tudo viesse a ns. Presas, diplomatas, pessoas pedindo favores. Ns sentamos nos nossas tronos e imaginamos
ns mesmo como deuses.Ns no percebemos por muito tempo que ns estvamos mudando - quase petrificando. Eu suponho que os Volturi nps fizeram um favor colocando
fogo em nosso castelo. Stefn e eu, pelo menos, no ficamos petrificados. Agora os olhos dos Volturi esto cobertos por uma espuma empoeirada, mas os nossos no.
Eu imagino que isso vai nops dar alguma vantagem quando arrancarmos os deles de suas rbitas."
Eu tentei manter Renesmee longe deles depois disso.
"Quanto tempo ns vamos ficar com Charlie?" Jacob perguntou, interrompendo meus pensamentos. Ele estava visivelmente mais relaxado assim que ns samos da casa a
pra longe dos nossos convidados. Fiquei feliz em saber que ele no me tratava como uma vampira. Eu ainda era s a Bella.
"Por algum tempo, na verdade."
O tom da minha voz chamou a ateno dele.
"T rolando mais alguma coisa, alm da visita ao seu pai?"
"Jake, voc sabe o quo voc  bom em controlar seus pensamentos perto de Edward?"
Ele levantou sua grossa sobracelha negra. "?"
Eu s concordei, cortando o meu olhar pra Renesmee. Ela estava olhando pra janela, e eu no poderia dizer o quo interessada ela estava em nossa conversa, mas eu
decidi no arriscar inso mais longe.
Enquanto dirigia em silncio, eu pisquei por causa do incmodo causado pelas lentes na chuva fria; no estava frio o bastante pra nevar. Meu olhos no estavam to
macrabros quanto no comeo - definitivamente mais prximo de um tom alaranjado do que do carmin brilhante. Logo eles estariam mbar o suficiente pra que eu me livrasse
das lentes. Eu esperava que Charlie no se chateasse muito com a mudana.
Jacob ainda estava pensando intrigado com a nossa conversa quando chegamos na casa de Charlie. Ns no falamos enquanto caminhvamos apressadamente pela chuva. Meu
pai estava esperando por ns e j estava com a porta aberta antes mesmo que ns pudssemos bater.
"Hei, gente! Parece que foram anos! Olhe pra voc, Nessie! Venha para o vov! Eu posso jurar que voc cresceu uns quinze centmetros. E voc parece mais magra, Ness."
Ele olhou pra mim. "Eles no esto te dando comida l no?"
" s porque ela est crescendo," eu murmurei. "Hei, Sue," eu falei, acima de seus ombros. O cheiro de galinha, tomate, alho, e queijo vinham da cozinha; aquilo
provavelmente cheirava a bem para qualquer outra pessoa. Eu tambm podia sentir o cheiro de pinho fresco e poeira.
Renesmee mostrou suas covinhas. Ela nunca falava na frente de Charlie.
"Bem, saiam do frio e entrem. Onde est meu genro?"
"Distraindo uns amigos," Jacob disse, e ento bufou. "Voc tem muita sorte em estar fora disso, Charlie,  tudo o que eu vou dizer."
Eu soquei Jacob de leve no rim enquanto Charlie se encolheu.
"Ai," Jacob reclamou sob sua respirao; bem, eu achei que tinha sido devagar.
"Na verdade, Charile, eu tenho algumas mensagens para passar.'
Jacob lanou um olhar pra mim, mas no disse nada.
"Atrs das suas compras de Natal, Bells? Voc s tem mais alguns dias, sabe."
", compras de Natal," eu disse insegura. Isso explica a poeira. Charile deve ter colocado todas as decoraes velhas.
"No se preocupe, Nessie," ele sussurrou no ouvido dela. "Eu tenho um presente pra voc se sua me se esquecer."
Eu rolei meus olhos para ele, mas na verdade, eu no tinha pensado nas festas de fim de ano.
"O almoo est na mesa," Sue chamou da cozinha. "Venham, gente."
"Vejo voc daqui a pouco, pai," eu disse, e troquei um olhar rpido com Jacob. mesmo se ele no pudesse evitar pensar nisso perto de Edward, ao menos no haveria
muito que dividir com ele. Ele no fazia menor idia do que eu ia fazer.
Claro, eu pensei comigo mesmo quando entrei no carro, eu tambm no tinha muita idia.
As ruas estavam escorregadias e escuras, mas dirigir no me assustava muito mais. Meus reflexos eram muito bons e eu mal prestava ateno  rua. O problema era manter
a velocidade de um jeito que no chamasse a ateno quando eu tivesse companhia. Eu queria terminar com a misso de hoje, pra descobrir um pouco do mistrio de modo
que eu pudesse voltar s minhas lies. Aprendo a proteger, aprendendo a matar os outros.
Eu estava ficado cada vez melhor com meu escudo. Kate no sentiu mais necessidade de me motivar - no era difcil achar motivos para ficar com raiva, uma vez que
eu descobri que essa era a chave - e ento eu trabalhava mais com Zafrina. Ela estava impressionada com o tamanho: eu podia cobrir uma rea de quase trs metros
por mais de um minuto, embora isso me cansasse. Essa manh ela estava tentando descobrir se empurrar o escudo da minha mente por completo. Eu no sabia que uso isso
teria, mas Zafrina pensou que poderia ajudar a me fortalecer, como exercitar msculos da barriga ao invs de s os dos braos. Eventualmente, voc pode levantar
mais peso se todos os seus msculos esto mais fortes.
Eu no era muito boa naquilo. Eu apenas conseguia vislumbrar o rio que ela tentava me mostrar.
Mas havia jeitos diferentes de me preparar pro que estava vindo, e faltando apenas duas semanas, eu estava preocupada em poder estar esquecendo o mais importante.
Hoje eu ia consertar aquele descuido.
Eu memorizei os mapas apropriados, e eu no tive problemas em encontrar o caminho pro endereo que no existia online, o do J.Jenks. Meu passo seguinte seria Jason
Jenks no outro endereo, o que Alice no me deu.
Dizer que aquela no era uma vizinhana agradvel era um eufemismo. qualquer um dos luxuoso carros dos Cullen seriam um ultraje naquela rua. A minha velha Chevy
ia parece saudvel aqui. Durante meus anos como humana, eu teria fechado a porta e dirigido o mais rpido que pudesse assim que visse. Mas eu estava um pouco fascinada.
Eu tentei imaginar Alice nesse lugar por qualquer razo, mas isso falhou.
As construes - todas de trs andares e exprimidas como se tivessem se inclinado na chuva - eram em sua maioria velhas casas divididas em vrios apartamentos. Era
difcil dizer de qual cor a pintura da fachada estava suposta de ser. Tudo tinha tons de cinza. Algumas das construes tinha lojas nos primeiros pisos: um bar sujo,
com as janelas pintadas de preto, uma loja de suprimentos esotricos com anncio em neon e cartas de taro piscando na porta, um estdio de tatuagem, e um servio
de acompanhantes com fita adesiva colando a janela quebrada. No havia luz no interior de nenhuma das lojas, embora estivesse escuro o bastante do lado de fora,
para que humanos precisassem de luz. Eu podia escutar o zumbido baixo de vozes  distncia; parecia uma TV.
Havia duas pessoas, se arrastando pela chuva em direes opostas e uma se sentou na soleira coberta do barato escritrio, lendo um jornal molhado e assobiando. O
som era muito confiante pro cenrio.
Eu fiquei to perturbada pelo assobio despreocupado, que no notei que o prdio abandonado era exatamente no endereo que eu estava procurando. No havia nmero
do depredado lugar, mas o estdio de tatuagem ao lado era dois nmeros abaixo.
Eu parei no meio-fio e esperei por um minuto. Eu estava ido para aquele lugar de um jeito ou de outro, mas como faz-lo sem que o assobiador me visse? Eu podia estacionar
na rua seguinte e voltar... Poderiam haver mais testemunhas do outro lado. Talvez os telhados? Estaria escuro o suficiente pra isso?
"Hei, senhora," o assobiador me chamou.
Eu abri a janela do passageiro como se eu no pudesse escut-lo.
O homem colocou seu jornal de lado, e suas roupas me surpreenderam, agora que eu podia v-lo. Sob seu irregular cabelo, ele estava bem vestido. No havia um ventilo
pra me mostrar o cheiro, mas o resplendor em sua camisa vermelho escura parecia seda. Seu enrolado cabelo negro estava embolado e bagunado, mas sua pele escura
era suave e perfeita, seus dentes brancos e retos. Uma contradio.
"Talvez voc no devesse parar o seu carro aqui, moa," ele disse. "Ele pode no estar aqui quando voc voltar."
"Obrigada pelo aviso," eu disse.
Eu desliguei o carro e sa. Talvez meu amigo assobiador pudesse me dar as respostas que eu queria mais rpido do que se eu quebrasse e entrasse. Eu abri minha grande
sombrinha cinza - no que eu me importasse, De verdade, em proteger o longo vestido de cashimira que eu vestia. Isso era o que humanos fariam.
O homem piscou pela chuva, olhando pra mim, e seus olhos se arregalaram. Ele engoliu seco, e eu ouvi seu corao se acelerar quando eu me aproximei.
"Eu estou procurando por algum," eu comecei.
"Eu sou algum," ele ofereceu um sorriso. "O que eu posso fazer por voc, belezura?"
"Voc  J.Jenks?" Eu perguntei.
"Oh," ele disse e sua expresso mudou pra uma previso de entendimento. Ele ficou de p e me analisou com olhos esteiros. "Por que voc est procurando por J?"
"Isso  da minha conta." Por outro lado, eu no tinha idia. "Voc  o J?"
"No."
Ns olhamos um para o outro por um longo tempo enquanto seus olhos iam de cima a baixo no cinza perolado vestido que eu usava. O seu olhar finalmente encontrou o
meu. "Voc no se parece com as pessoas de costume."
"Eu provavelmente no sou a de costume," eu admiti. "Eu preciso v-lo o quanto antes.
"Eu no tenho certeza do que fazer," ele admitiu.
"Por que voc no me diz o seu nome?"
Ele sorriu. "Max."
"Prazer em conhec-lo, Max. Agora, por que no me diz o que voc faz para de costume?
Seu sorriso se transformou em uma careta. "Bem, os clientes costumeiros do J parecem um pouco com voc. O seu tipo no se incomoda como escritrio no subrbio. Voc
s tem que subir direto para escritrio dele no ltimo andar."
Eu repeti o outro endereo que eu tinha, fazendo da lista de nmeros uma pergunta.
", esse  o lugar," ele disse, suspeitando de novo. "Como voc no foi parar l?"
"Esse foi o endereo que me deram - de uma fonte bem segura."
"Se voc fosse fazer algo bom, no estaria aqui."
Eu apertei meus lbios. Eu nunca tinha sido boa em blefes, mas Alice no me deixou muitas alternativas. "Talvez eu no v fazer algo bom."
O rosto de Max ficou em tom de desculpas. "Olha, moa"
"Bella."
"Certo. Bella. Veja, eu preciso desse emprego. J me paga bem para ficar aqui o dia inteiro. Eu quero ajudar voc, quero sim, mas - e  claro que eu estou sendo hipottico,
certo? Ou do registro, ou o que quer que se aplique a voc - mas se eu deixo passar algum que vai trazer problemas pra ele, eu estou fora do servio. Voc v meu
problema?"
Eu pensei por um minuto, mordendo meu lbio. "Voc nunca viu ningum como eu antes? Bem, parecido comigo. Minha irm, um pouco mais baixa que eu, e ela tem o cabelo
escuro e espetadinho."
"J conhece sua irm?"
"Eu acho que sim."
Max poderou por um momento. Eu sorri para ele e sua respirao falhou. "Vou te dizer o que eu vou fazer. Eu vou ligar pro J e descrever voc. Vamos deixar ele decidir."
O ue J.Jenks sabe? Minha descrio significava alguma coisa para ele? Esse era o problema.
"Eu sobrenome  Cullen," eu disse a Max, me perguntadno se era muita informao. Eu estava comeando a me irritar com Alice. Eu tinha que ser assim t cega? Ela
podia ter me dado uma ou duas informaes mais...
"Cullen, entendi."
Eu observei enquanto ele discava, facilmente decorando os nmeros. Bem, eu poderia ligar pro J. Jenks eu mesmo se isso no funcionasse.
"Hei, J,  o Max. Eu sei que eu no devo te ligar nesse nmero a no ser em emergncias..."
H alguma emergncia? Eu podia ouvir vagamente a voz do outro lado da linha.
"Bem, no exatamente. Tem uma garota que quer ver voc..."
Eu no vejo emergncia nisso. Por que voc no seguiu o procedimento normal?
"Eu no segui o procedimento normal porque ela no me parece um tipo normal - "
Ela  uma policial?
"No - "
Voc no pode ter certeza disso. Ela parece com algum dos Kubarev?
"No - deixa eu falar, okay? Ela disse que voc conhece a irm dela ou algo assim."
Provavelmente no. Com o que ela se parece?"
"Ela parece..." Seus olhos foram das minha cabea aos ps, apreciando. "Bem, ela parece com uma super modelo,  o que ela parece pra mim." Eu sorri e ele piscou
pra mim, e ento continuou. "Corpo legal, branca como papel, cabelo castanho escuro at sua na cintura, precisa de uma boa noite de sono - alguma coisa soa familiar?"
No, no soa. Eu no estou feliz que voc deixou a sua fraqueza por mulheres bonitas -
", eu sou louco por garotas bonitas, o que h de errado com isso? Sinto muito ter te incomodado, cara. Esquece isso."
"Nome," eu sussurrei.
"T certo. Espera," Max disse. "Ela disse que o nome dela  Bella Cullen. Isso ajuda?"
Um momento de silncio, e ento a voz do outro lado da linha comeou a gritar abruptamente, usando muitas palavras que eu no tinha escutado, a no ser em paradas
de caminho. Toda a expresso de Max mudou; toda a graa acabou e seu lbio ficou branco.
"Porque voc no perguntou!" Max gritou de volta, aterrorizado.
Houve uma outra pausa enquanto J se recompunha.
Bonita e plida? J perguntou, um pouquinho mais calmo.
"Eu disse isso, no disse?"
Bonita e plida? O que esse homem sabia sobre vampiros? Ser que ele era um? Eu no estava preparada para aquele tipo de confronto. Eu tranquei meus dentes. No que
 que Alice tinha me colocado?
Max esperou por um minuto durante outro ataque de insultos e instrues e ento olhou para mim com os olhos quase assustados. "Mas voc s v os clientes do subrbio
 quintas - okay, okay! Entendido." Ele desligou seu telefone.
"Ele quer me ver?" Eu perguntei, empolgada.
Max me olhou furiosamente. "Voc devia ter me dito que era cliente prioritria."
"Eu no sabia que era."
"Eu pensei que voc pudesse ser uma policial," ele admitiu. "Quero dizer, voc no se parece uma policial. Mas voc age um pouco esquisita, belezura."
Eu me encolhi.
"Cartel de drogas?"
"Quem, eu?" Eu perguntei.
". Seu namorado ou quem quer que seja."
"No, me desculpe. Eu no sou uma f de drogas, e nem o meu marido. Apenas diga no para todas elas."
Max fungou. "Casada. Sem chances."
Eu sorri.
"Mfia?"
"No."
"Contrabando de diamantes?"
"Por favor!  com esse tipo de gente que voc est acostumado a lidar, Max? Talvez voc precise de um novo emprego."
Eu tinha que admitir, eu estava me divertindo um pouco. Eu no tinha interagido com humanos a no ser Charlie e Sue. Foi divertido v-lo titubear. Eu tambm estava
feliz de como tinha sido fcil no mat-lo.
"Voc deve estar envolvida em algo grande. E mau." Ele meditou.
"Realmente no  isso."
" o que todos eles dizem. Mas quem mais precisa de papis? Ou podem pagar os preos de J por eles, eu devia dizer. No  da minha conta, de qualquer maneira," ele
disse, e ento murmurou a palavra casada de novo.
Ele me deu um endereo totalmente diferente, com direes bsicas, e ento me viu dirigir com desconfiados, lamentveis olhos.
Nessa hora, eu estava pronta pra quase tudo - algum tipo de vilo do James Bond com algum esconderijo com alta tecnologia parecia apropriado. Ento eu pensei que
Max devia ter me dado o endereo errado como um teste. Ou talvez o esconderijo fosse subterrneo, debaixo de um lugar comum, responsado em uma colina florestada
com uma vizinhana familiar.
Eu estacionei num ponto aberto e olhei para uma sutil placa que dizia JASON SCOTT, REPRESENTANTE DE JUSTIA.
O escritrio l dentro era bege com troncos verdes, inofensivos e imperceptveis. No havia cheiro de vampiro aqui, e aquilo me ajudou a relaxar. Nada, exceto humanos
desconhecidos. Tinha um aqurio na parede, e uma bonita recepcionista loira sentada atrs do balco.
"Ol," ela me cumprimentou. "Como posso ajudar?"
"Eu estou aqui para ver o Sr. Scott."
"Voc tem hora marcada?"
"No exatamente."
Ela sorriu amarelado para mim. "Pode demorar um pouco, ento. Por que voc no se senta um pouco enquanto eu -"
April! uma voz de homem gritou no telefone em sua mesa. Eu estou esperando pela Srta. Cullen logo.
Ela sorriu e apontou para mim.
Mande-a entrar imediatamente. Entendeu? Eu no me importo o que esteja interrompendo.
Eu podia ouvir algo mais em sua voz alm de impacincia. Stress. Tenso.
"Ela acabou de chegar," April disse assim que pode falar.
O que? Mande-a entrar! O que voc est esperando?
"J vai, Sr. Scott." Ela ficou de p, balanando as mos enquanto me guiava pelo pequeno corredor, me oferecendo caf, gua ou qualquer outra coisa que eu pudesse
querer.
"Aqui est," ela disse quanto me colocou para dentro de um grande escritrio, com uma pesada mesa de madeira.
"Feche a porta," uma ruidosa voz de tenor ordenou.
Eu examinei o homem atrs da mesa enquanto April retirada rpida. Ele era baixo e meio calvo, provavelmente tinha em torno de cinqenta e cinco anos, com uma pana.
Ele vestia uma gravata vermelha com uma blusa listrada de azul e branco, seu terno azul marinho colocado atrs de sua cadeira. Ele tambm estava tremendo, esbranquiado
numa cor de pastosa, com suor escorrendo pela sua testa; eu imaginei uma lcera gritando debaixo daquela barriga.
J recobrou-se e se levantou de sua cadeira. Ele esticou sua mo pela mesa.
"Srta. Cullen. Que prazer."
Eu fui at ele e balancei sua mo rapidamente uma vez. Ele se encolheu um pouco por causa da minha mo gelada mas no parecia particularmente surpreso quanto a isso.
"Sr. Jenks. Ou voc prefere Sr. Scott?"
Ele tremeu de novo. "O que voc quiser."
"O que voc acha de me chamar de Bella e eu chamar voc de J?"
"Como velhos amigos," ele concordou, passando um leno em sua testa. Ele gesticulou para mim, para que eu sentasse. "Eu tenho que perguntar, eu estou finalmente
conhecendo a adorvel esposa de Sr.Jasper?"
Eu ponderei por um momento. Era Jasper quem ele conhecia e no Alice. Conhecia ele e parecia ter medo, tambm. "A cunhada dele, na verdade."
Ele apertou os lbio, como se procurasse por resposta to desesperadamente quanto eu.
"Eu creio que Sr. Jasper goze de boa sade?" Ele perguntou cuidadosamente.
"Tenho certeza de que ele est em perfeita sade. Ele est de frias no momento."
Isso pareceu desfazer um pouco da confuso de J. Ele concordou e tamboriloiu os dedos. "Ento. Voc devia ter vindo ao meu escritrio principal. Meus assistentes
devia ter te mandado diretamente para mim - sem precisar passar por canais desagradvel."
Eu apenas concordei. Eu no tinha certeza de por que Alice tinha em dado esse endereo."
"Ah, bem, voc est aqui agora. O que eu posso fazer por voc?"
"Papis," eu disse, tentando fazer com que a minha voz parecesse ter certeza do que eu estava falando.
"Certamente," J concordou. "Ns estamos falando de certides de nascimento, de bito, carteiras de motorista, passaportes, cartes de seguro social...?
Eu respirei fundo e sorri. Eu devia muito a Max.
E ento meu sorriso se apagou. Alice me mandou aqui por alguma razo, e eu tinha certeza que era para proteger Renesmee. Seu ltimo presente pra mim. A nica coisa
que ela sabia que eu precisava.
Se Edward e eu fugssemos juntos com ela, ela no precisaria desses documentos. Eu tenho certeza que identidades eram coisas que Edward sabia como conseguir ou fazer
ele mesmo, e eu tinha certeza que eles conhecia jeitos de fugir sem precisar deles. Ns poderamos nadar com ela pelo oceano.
Se fosse para salv-la.
E todo o segredo para deixar isso fora da cabea de Edward. Porque havia uma grande chance de tudo o que ele soubesse, Aro ficar sabendo. Se ns perdssemos, Aro
certamente pegaria a informao que ele queria antes de destruir Edward.
Isso era tudo que eu tinha suspeitado. Ns no poderamos ganhar. Mas ns tnhamos que ter um grande lance, matando Demetri antes de perder, dando a Renesmee a chance
de fugir.
Meu corao ainda parecia uma pedra no meu peito - muito pesado. Toda a minha esperana se dissipou com um nevoeiro  luz do sol. Meus olhos petrificaram.
Quem eu colocaria nisso? Charlie? Mas ele  s um humano indefeso. E como eu daria Renesmee a ela? Ele no iria ficar lugar algum perto daquela briga. E isso deixava
uma pessoa. No poderia ser ningum mais.
Eu pensei nisso to rpido que J nem notou a minha pausa.
"Duas certides de nascimento, dois passaportes e uma carteira de motorista," eu num tom baixo e forte.
Se ele notasse a mudana na minha expresso, ele fingiria.
"Os nomes?"
"Jacob... Wolfe. E... Vanessa Wolfe. Nessie parecia ser um sobrenome legal pra Vanessa. Jacob reclamaria por causa do Wolfe.
A caneta dele escorregou pela pelo bloco. "Nomes do meio?"
"Coloque apenas esses."
"Se voc prefere. Idades?"
"Vinte e sete pro homem, cinco para garota." Jacob poderia disfarar. Ele era enorme. E na velocidade que Renesmee estava crescendo, era melhor colocar mais. Ele
poderia ser seu padrasto.
"Eu vou precisar de fotos se voc quiser os documentos prontos," J disse, interrompendo meus pensamentos. "Sr Jasper geralmente gosta de termin-los ele mesmo."
Bem, isso explica porque J no sabia como Alice era.
"Espere," eu disse.
Era uma sorte. Eu tinha vrias fotos de famlia na minha carteira, e uma perfeita - Jacob segurando Renesmee na frente de casa - apenas um ms atrs. Alice me deu
ela alguns dias antes de... Oh. Talvez no tivesse tanta sorte assim. Alice sabia que eu tinha essa foto. Talvez ela at mesmo tivesse tido uma viso dizendo que
eu precisaria dela antes de me dar.
"Aqui est."
J examinou a foto. "Sua filha parece muito com voc."
Eu fiquei tensa. "Ela parece mais com o pai."
"Que no  esse homem. "Ele tocou o rosto de Jacob.
Meus olhos estreitaram, e novas gotas de suor saram da testa brilhante de J."
"No. Esse  um amigo prximo da famlia."
"Me perdoe," ele murmurou, a caneta comeando a escrever de novo.
"Em quanto tempo voc vai precisar dos documentos?"
" um pedido bem grande. Vai custar o dobro - mas perdoe. Eu esqueci com quem estou falando."
Claramente, ele conhecia Jasper.
"Apenas me d o nmero."
Ele pareceu hesitante em dizer aquilo alto, embora eu tivesse certeza que trabalhando para Jasper, ele devia saber que preo no era importante. Nem mesmo levando
em considerao as vrias contas bancrias que os Cullen tinham pelo mundo em seus vrios nomes, havia dinheiro suficiente pela casa que manteria um pequeno pas
por uma dcada; isso me lembrou do jeito que que havia uma centena de anzis numa gaveta na casa de Charlie. Eu duvido que ningum nunca tenha reparado na pequena
pilha que eu tirei me preparando para hoje.
J escreveu o preo no final do bloco.
Eu concordei, calmamente. Eu no tinha mais que aquilo comigo. Eu abri minha bolsa e contei a quantia - eu tinha ela separada em montes, ento no levou muito tempo.
"Aqui."
"Ah, Bella, voc no precisa me dar toda a soma agora.  de costume que voc pague metade na entrega."
Eu sorri palidamente para o nervoso homem. "Mas eu confio em voc, J. Alm disso, eu vou ter dar um bnus - o mesmo quando eu pegar os documentos."
"No  necessrio, te asseguro."
"No se preocupe." No era como se eu pudesse trazer comigo. "Ento, eu te vejo na semana que vem, na mesma hora?"
Ele me lanou um olhar dolorido. "Na verdade, eu prefiro fazer esse tipo de transao e lugares no relacionados aos meus variados negcios."
"Claro. Eu tenho certeza eu no estou fazendo as coisas como voc esperava."
"Eu costumo no ter expectativas em se tratando dos Cullen." Ele fez uma cara sofredora e ento recomps seu rosto de novo. "Poderamos nos encontrar s oito daqui
uma semana no Pacifico?  em Union Lake, e a comida  muito boa."
"Perfeito." No que eu fosse jantar com ele. Ele provavelmente no gostaria muito se eu o fizesse.
Eu levantei e balancei sua mo de novo. Dessa vez ele no estremeceu. Sua boca estava rachada, suas costas tensas.
"Voc vai ter algum problema com o prazo?" Eu perguntei.
"O que?" Ele olhou, pego de surpresa pela minha pergunta. "O prazo? Oh, no. No se preocupe. Eu vou ter os seus documentos pronto a tempo."
Seria bom ter Edward ali, e ento eu saberia de onde vinham as preocupaes de J. Eu suspirei. Guardar segredos para Edward era ruim demais; ficar longe dele era
muito mais.
"Ento eu te vejo em uma semana."

34. DECLARADO
Eu ouvi a msica antes de sair do carro. Edward no havia tocado seu piano desde a noite em que Alice partiu. Agora, enquanto fechava a porta do carro, ouvi a morfema
da msica pela ponte, e ela mudou para minha cano de ninar. Edward estava me recebendo em casa.
Me movimentava lentamente enquanto arrastava Renesmee - dormindo profundamente; ns tnhamos sado o dia todo de carro. Deixamos Jacob na casa de Charlie - ele disse
que ia pegar uma carona para casa com Sue. Eu me perguntei se ele estava tentando encher a mente com coisas superficiais o bastante para comprimir a imagem que meu
rosto estava quando caminhei pela porta de Charlie.
Conforme andava lentamente para a casa dos Cullen agora, reconheci que a esperana e o nimo que pareciam quase uma aura visvel ao redor da grande casa branca,
tinham sido meus tambm nesta manh. Parecia estranho pra mim agora.
Eu quis chorar novamente ao ouvir Edward tocar para mim. Mas me recuperei. No queria faz-lo suspeitar. No deixaria pistas em sua mente para Aro, se podia ajudar
nisso.
Edward virou a cabea e sorriu quando eu entrei pela porta, mas continuou tocando.
"Bem-vinda ao lar," ele disse, como se este fosse qualquer dia normal. Como se no tivesse outros 12 vampiros na sala envolvidos em vrias perseguies, e mais uma
dzia espalhada em algum lugar por a. "Passou um bom tempo com Charlie hoje?"
"Sim. Desculpe ter demorado tanto. Eu sa para fazer compras de Natal para Renesmee. Sei que no ser bem um evento, mas..." eu encolhi os ombros.
Os lbios de Edward se viraram. Ele parou de tocar e se virou no banco para que todo seu corpo me encarasse. Ps uma mo em minha cintura e me puxou para perto.
"Eu no tinha pensado muito nisso. Se voc quiser fazer uma festa -"
"No," Eu o interrompi. Hesitei internamente a idia de tentar fingir mais entusiasmo que o mnimo. "Eu s no quis deixar o natal passar sem dar nada a ela."
"Posso ver?"
 "Se voc quiser.  s uma coisinha."
Renesmee estava completamente inconsciente, roncando delicadamente contra meu pescoo. Eu a invejei. Seria legal escapar da realidade, mesmo que por algumas horas.
Cuidadosamente peguei a bolsa de jias de veludo das minhas coisas, sem abrir o suficiente para que Edward visse o dinheiro que eu ainda carregava.
"Me chamou a ateno na vitrine de uma loja de antiguidades quando eu estava dirigindo por l."
Eu balancei o pequeno medalho na palma dele. Era redondo com uma fina borda videira cravada ao redor, na beira do crculo do lado de fora. Edward o pegou e olhou
dentro dele. Tinha um espao para uma pequena figura e, no lado oposto, uma inscrio em francs.
"Voc sabe o que isso diz?" ele perguntou com um tom de voz diferente, mais amortecido do que antes.
"O vendedor me disse que dizia algo como as linhas de 'mais do que minha prpria vida.'. Est certo?"
"Sim, ele disse certo."
Ele ergueu os olhos para mim, seus olhos de topzio me analisando. Encontrei seu olhar por um momento, ento fingi estar distrada com a televiso.
"Espero que ela goste," murmurei.
"Claro que ela vai," ele disse suavemente, casualmente, e tive certeza naquele segundo que ele sabia que eu estava escondendo alguma coisa dele. Tambm tive certeza
que ele no tinha idia especfica.
"Vamos lev-la para casa," ele sugeriu, se levantando e colocando os braos em volta dos meus ombros.
Eu hesitei.
"O que foi?" ele perguntou.
 "Eu queria praticar com Emmett um pouco..." eu perdi o dia todo para minha misso vital; isso fez eu me sentir atrasada.
Emmett - no sof com Rosalie e segurando o controle, claro - levantou os olhos e sorriu em antecipao. "Excelente. A floresta precisa diminuir."
Edward franziu as sobrancelhas para Emmett e depois para mim.
"Tem muito tempo para isso amanh," ele disse.
"No seja ridculo," eu reclamei. "No existe essa coisa de um monte de tempo mais. Este conceito no existe. Eu tenho muito o que aprender e -"
Ele me cortou. "Amanh."
E sua expresso era de como se nem mesmo Emmett pudesse discutir.
Eu estava surpresa no quo duro seria voltar a rotina que era, depois de tudo, nova. Mas me livrar at mesmo da pequena esperana que eu vinha estimulando, fez tudo
parecer impossvel.
Eu tentei focar nos lados positivos. Havia uma boa chance de que minha filha iria sobreviver ao que estava por vir, e Jacob tambm. Se eles tinham um futuro, ento
era um tipo de vitria, certo? Nossa pequena ligao deve manter as deles, se Jacob e Renesmee tivessem oportunidade de fugir em primeiro lugar. Sim, a estratgia
de Alice s faria sentido se ns propusermos uma luta realmente boa. Ento, havia um tipo de vitria l tambm, considerando que os Volturi nunca tivessem sido seriamente
desafiados em um milnio.
No seria o fim do mundo. Apenas o fim dos Cullen. O fim de Edward, e o meu fim.
Eu preferia desse jeito - a ltima parte, ao menos. Eu no viveria sem Edward de novo; se ele fosse deixar este mundo, ento eu estaria bem atrs dele.
Me perguntei agora sem tomar nenhuma atitude, se existisse qualquer coisa para ns do outro lado. Eu sabia que Edward no acreditava nisso, mas Carlisle sim. Eu
no pude me imaginar nisso. Por um lado, no podia imaginar Edward no existindo de alguma maneira, em qualquer lugar. Se ns podamos ficar juntos em qualquer lugar,
ento era um final feliz.
E ento o padro dos meus dias continuaria, s um pouco mais difcil do que antes.
Ns fomos ver Charlie no Natal, Edward, Renesmee, Jacob e eu. Todo o bando de Jacob estava l, e tambm Sam, Emily e Sue. Foi uma grande ajuda t-los l nos pequenos
quartos de Charlie, seus grandes e quentes corpos esquentando os cantos ao redor de sua esparsa rvore decorada - voc podia ver exatamente onde ele tinha perdido
o interesse e abandonado - e inundava-se em seus mveis. Voc podia sempre contar com os lobisomens para saber do cochicho sobre uma prxima luta, no importa o
quo suicida. A eletricidade de seus excitamentos proveu uma corrente legal que se disfarava em minha total falta de esprito. Edward estava, como sempre, melhor
ator do que eu.
Renesmee usava o medalho que eu tinha dado a ela de madrugada, e no bolso de sua jaqueta estava o MP3 player que Edward tinha lhe dado - uma pequena coisa que tinha
capacidade de 5 mil msicas, j cheia com as favoritas de Edward. Em seu pulso tinha um anel de promessa Quileute, complexamente tranado. Edward tinha cerrado os
dentes por aquilo, mas no me incomodou.
Breve, muito breve, eu daria ela a Jacob por proteo. Como poderia ficar incomodada com qualquer smbolo do comprometimento ao qual eu estava confiando?
Edward tinha salvado o dia por comprar um presente para Charlie tambm. Tinha aparecido ontem - prioridade remessa durante a noite - e Charlie passou a manh toda
lendo o grosso manual de instrues para seu novo sistema de sonda de pesca.
Da maneira que os lobisomens comiam, o esparramado almoo de Sue devia estar bom. Me perguntei como a reunio pareceria para um estranho. Ns interpretamos nossos
papis bem o suficiente? Algum estranho pensaria que somos um feliz crculo de amigos, aproveitando o feriado com prazer casual?
Acho que Edward e Jacob estavam to aliviados quanto eu quando chegou a hora de ir. Pareceu estranho gastar energia com fachada de humano quando tinham tantas coisas
importantes para fazer.
Eu tive dificuldade de me concentrar. Ao mesmo tempo, talvez esta tenha sido a ltima vez que veria Charlie. Talvez fosse uma coisa boa que eu estivesse to dormente
para registrar aquilo de fato.
No tinha visto minha me desde o casamento, mas descobri que podia ficar feliz pela distncia gradual que tinha comeado h dois anos atrs. Ela era frgil demais
para o meu mundo. Eu no queria que ela fosse parte disso. Charlie era mais forte.
Talvez forte o bastante para um adeus agora, mas eu no.
Estava muito quieto no carro; ao lado de fora, a chuva era s uma nvoa, pairando na esquina, entre lquido e gelo. Renesmee sentou no meu colo, brincando com seu
medalho, abrindo e fechando-o. A observei e imaginei as coisas que diria a Jacob agora, se no tivesse que guardar minhas palavras da mente de Edward.
Se for seguro novamente algum dia, leve-a para Charlie. Conte a ele toda a histria um dia. Diga o quanto eu o amei, o quanto sofri para deix-lo at mesmo quando
minha vida humana tinha se acabado. Diga que ele foi o melhor pai. Diga para passar meu amor  Rene, todas as minhas esperanas de que ela estar feliz e bem....
Eu teria dado Jacob as instrues antes que fosse tarde demais. Eu daria a ele um bilhete para Charlie tambm. E uma carta para Renesmee. Alguma coisa para ela ler
quando eu no pudesse mais dizer a ela que a amava.
No havia nada incomum ao lado de fora da casa dos Cullen quanto ns chegamos  campina, mas eu pude ouvir algum tipo de barulho sutil ao lado de dentro. Muitas
vozes baixas murmuravam e rosnavam. Parecia intenso, e parecia como um argumento. Eu podia ouvir as vozes de Carlisle e Amun mais frequentemente que a dos outros.
Edward preferiu estacionar na frente da casa a ir para a garagem. Ns trocamos um olhar desconfiado antes de sair do carro.
A posio de Jacob mudou; seu rosto se tornou srio e cuidadoso. Imaginei que ele estava como um Alfa agora. Obviamente, alguma coisa tinha acontecido, e ele iria
conseguir a informao que ele e Sam precisariam.
"Alistair se foi," Edward murmurou enquanto andvamos.
Dentro da sala dianteira, o confronto principal era fisicamente aparente. Forrando as paredes tinha um anel de espectadores, cada vampiro que tinha se juntado a
ns, exceto por Alistair e os trs envolvidos na briga. Esme, Kebi e Tia estavam mais perto dos trs vampiros no centro; no meio da sala, Amun estava assobiando
para Carlisle e Benjamin.
A mandbula de Edward estava apertada, e ele se moveu rapidamente ao lado de Esme, me rebocando com a mo. Eu agarrei Renesmee com fora contra meu peito.
"Amun, se voc quiser ir, ningum te forar a ficar," Carlisle disse calmamente.
"Voc est roubando metade da minha famlia, Carlisle!" Amun gritou, apunhalando um dedo em Benjamin. " por isso que me chamou aqui? Para me roubar?"
Carlisle suspirou, e Benjamin rolou os olhos.
"Sim, Carlisle escolheu uma luta com os Volturi, ps em risco toda sua famlia, aprenas para me seduzir aqui para morrer," Benjamin disse sarcasticamente. "Muito
lgico, Amun. Estou comprometido a fazer a coisa certa aqui - No vou me juntar a nenhuma outra conveno. Voc pode fazer o que quiser, claro, como Carlisle bem
disse."
"Isso no acabar bem," Amun rosnou. "Alistair era o nico equilibrado aqui. Ns deveramos todos fugir."
"Olhe quem voc est chamando de controlado," Tia murmurou em um silncio a parte.
"Todos ns seremos massacrados!"
"Isso no vai dar em uma luta," Carlisle disse com a voz firme.
" o que voc diz!"
"Se der, voc sempre pode trocar os lados, Amun. Estou certo de que os Volturi apreciaro sua ajuda."
Amun zombou. "Talvez esta seja a resposta."
A resposta de Carlisle foi suave e sincera. "Eu no usaria isso contra voc, Amun. Ns somos amigos h muito tempo, mas eu nunca te pediria para morrer por mim."
A voz de Amun ficou mais controlada tambm. "Mas voc est levando meu Benjamin contigo."
Carlisle ps sua mo no ombro de Amun; ele a sacudiu.
"Eu ficarei, Carlisle, mas talvez isso seja seu detrimento. Eu irei me juntar a eles se essa for a maneira para sobreviver. Vocs todos so todos de pensar que podem
desafiar os Volturi." Ele olhou feio, ento suspirou, olhando de relance para Renesmee e eu, e adicionando em um tom exasperado. "Eu testemunharei que essa criana
tem crescido. No  nada, mas a verdade. Qualquer um veria isso."
"Isso  tudo o que temos questionado."
Amun fez careta, "Mas nem todos vocs esto vendo isso, parece." Ele se virou para Benjamin. "Eu te dei a vida. Voc a est destruindo."
O rosto de Benjamin pareceu mais frio do que eu jamais tinha visto; a expresso contrastou estranhamente com suas feies de menino. " uma pena que voc no tenha
podido substituir minha vontade com a sua prpria vontade no processo; talvez voc estivesse mais satisfeito comigo."
Os olhos de Amun se estreitaram. Ele gesticulou abruptamente a Kebi, e eles seguiram por ns para a porta da frente.
"Ele no est partindo," Edward disse silenciosamente para mim, "Mas ele manter distncia de agora em diante. No estava blefando quando disse que se juntaria aos
Volturi."
"Por que Alistair se foi?" sussurrei.
"Ningum pode saber ao certo; ele no deixou um bilhete. Por seus resmungos, est claro que ele acha que a luta  inevitvel. A despeito de seu comportamento, na
verdade ele se importa muito com Carlisle para ficar com os Volturi. Suponho que decidiu que o perigo era demais." Edward deu de ombros.
Apesar de nossa conversa ser claramente entre ns dois, claro que todos podiam ouvi-la. Eleazar respondeu ao comentrio de Edward como se tivesse sido para todos.
"Do som de seus resmungos, foi um pouco mais que isso. Ns no falamos muito da agenda dos Volturi, mas Alistair estava preocupado que no importa o quo decididamente
ns pudssemos provar sua inocncia, os Volturi no iriam ouvir. Ele acha que eles encontraro uma desculpa para alcanar seus objetivos aqui."
Os vampiros se olharam desconfortavelmente. A idia de que os Volturi manipulariam sua prpria lei de sacrossanto para ganhar no era uma idia aceita. Apenas os
Romenos eram governados, seus meio-sorrisos irnicos. Eles pareciam meditar sobre como os outros queriam pensar bem de seus antigos inimigos.
Muitas discusses baixas comearam ao mesmo tempo, mas foram os Romenos que eu ouvi. Talvez porque o loiro Vladimir manteve olhares em minha direo.
"Espero muito que Alistair esteja certo sobre isso," Stefan murmurou para Vladimir. "No importa a conseqncia, as palavras se espalhao.  tempo do nosso mundo
ver para o que os Volturi se transformaram. Eles nunca cairo se algum acreditar nesta tolice deles protegerem nosso modo de vida."
"Ao menos quando ns mandamos, ramos honestos sobre o ramos," Vladimir replicou.
Stefan concordou. "Ns nunca colocarmos nossos chapus brancos e nos chamamos de santos."
"Estou achando que chegou a hora de lutar," Vladimir disse. "Como voc pode imaginar que encontraremos uma fora melhor parar estar junto? Outra chance boa assim?"
"Nada  impossvel. Talvez algum dia -"
 "Ns temos esperado por 150 anos, Stefan. E eles s se tornaram mais forte ao passar dos anos." Vladimir pausou e olhou para mim novamente. Ele no se mostrou surpreso
ao ver que eu o estava observando tambm. "Se os Volturi ganharem este conflito, eles partiro com mais poder do que quando chegaram. A cada conquista eles adicionam
sua fora. Pense no que aquela recm-nascida poderia dar a eles" - ele sacudiu seu queixo para mim - "e ela mal descobriu seus dons. E o que se mudou." Vladimir
acenou para Benjamin, que endureceu. Quase todos estavam escutando os Romenos agora, assim como eu. "Com seus gmeos bruxos, eles no precisam de ilusionistas ou
toque de fogo." Seus olhos de moveram para Zafrina, e ento para Kate.
Stefan olhou para Edward. "Nem o leitor de mentes  exatamente necessrio. Mas vejo seu ponto. Realmente, eles levaro muito, caso venam."
"Mais do que ns podemos dar o luxo de ganharem, no acha?"
Stefan suspirou. "Acho que devo concordar. E isso significa..."
"Que ns devemos ficar contra eles, enquanto ainda houver esperana."
"Se ns pudermos enfraquec-los, at mesmo os expor..."
"Ento, algum dia, outros terminaro o trabalho."
"E nossa longa vingana ser retribuda. Finalmente."
Eles fecharam os olhos por um momento e murmuraram em harmonia. "Parece que  o nico caminho."
"Ento ns lutaremos," Stefan disse.
Mesmo que eu pudesse ver que eles estavam despedaados, auto-preservao lutando com vingana, o sorriso que eles trocaram foi cheio de antecipao.
"Ns lutaremos," Vladimir concordou.
Suponho que isso era uma coisa boa; como Alistair, eu estava certa de que a batalha era impossvel de evitar. Neste caso, mais dois vampiros lutando ao nosso lado
s ajudaria.. Mas a deciso dos Romenos me fizeram encolher os ombros.
"Ns lutaremos tambm," Tia disse, sua voz grave normalmente estava mais solene do que nunca. "Ns acreditamos que os Volturi excedero sua autoridade. No temos
o desejo de pertencer a eles." Seus olhos permaneceram em seu parceiro.
Benjamin sorriu e lanou um olhar travesso aos Romenos. "Aparentemente, sou uma mercadoria tentadora. Parece que tenho de ganhar o certo para ser livre."
"Esta no ser a primeira vez que luto para me manter longe da regra do rei," Garrett disse em um tom irritado. Ele caminhou e deu palmadas nas costas de Benjamin.
"Aqui  liberdade de opresso."
"Ns ficaremos com Carlisle," Tanya disse. "E lutaremos com ele."
O pronunciamento dos Romenos parece ter feito os outros sentirem necessidade de se declarar tambm.
"Ns no decidimos," Peter disse. Ele olhou para baixo para sua pequena companheira; os lbios de Charlotte estavam descontentes. Parece que ela havia tomado sua
deciso. Me perguntei qual era.
"O mesmo para mim," Randall disse.
"E para mim," Mary acrescentou.
"Os bandos lutaro com os Cullens," Jacob disse repentinamente. "Ns no temos medo de vampiros," ele acrescentou com um sorriso falso.
"Crianas," Peter murmurou.
"Bebs," Randall corrigiu.
Jacob sorrindo de forma zombeteira.
 "Bem, estou dentro tambm," Maggie disse, encolhendo os ombros da mo reprimida de Siobhan. "Eu sei que a verdade est do lado de Carlisle. No posso ignorar isso."
Siobhan encarou o membro mais jovem de sua conveno com olhos preocupados. "Carlisle," ela disse como se estivessem sozinhos, ignorando o sentimento repentinamente
formal da reunio, a inesperada exploso de declaraes, "No quero que isso vire uma luta."
"Nem eu Siobhan. Voc sabe que esta  a ltima coisa que eu quero." Ele deu um meio-sorriso. "Talvez voc devesse se concentrar em manter a paz."
"Voc sabe que isso no ajudar," ela disse.
Me lembrei da discusso de Rose e Carlisle do lder irlands; Carlisle acreditava que Siobhan tinha alguns dons sutis, mas poderosos para fazer as coisas de sua
maneira - ainda que a prpria no acreditasse nisso.
"No poderia machucar," Carlisle disse.
Siobhan rolou os olhos. "Eu poderia visualizar a conseqncia que desejo?" ela perguntou sarcasticamente.
Carlisle estava sorrindo abertamente agora. "Se voc no se importa."
"Ento no h necessidade da minha conveno de se declarar, h?" ela retorquiu. "J que no j possibilidade de uma luta." Ela ps as mos de volta no ombro de
Maggie, puxando a garota para mais perto dela. O parceiro de Siobhan, Liam, ficou em silncio de sem expresso.
Quase todo mundo na sala parecia mitificado pela clara troca de piadas entre Carlisle e Siobhan, mas eles no se explicaram.
Aquilo foi o fim do discurso dramtico na noite. O grupo vagarosamente se dispersou, alguns para caar, alguns para passar o tempo com os livros de Carlisle, televises
ou computadores.
Edward, Renesmee e eu fomos caar. Jacob foi junto.
"Estpidos sanguessugas," murmurou para si mesmo quando fomos para fora. "Se acham to superiores." Ele bufou.
"Eles ficaro chocados ao verem os bebs salvando suas vidas superiores, no?" Edward disse.
Jacob sorriu e socou seu ombro. " diabos, eles ficaro."
Esta no foi nossa ltima viagem de caa. Ns todos caaramos de novo perto da hora que espervamos os Volturi. Como o prazo final no era exato, ns estvamos
planejando ficar por algumas noites fora na grande clareira de beisebol que Alice tinha visto, s pra garantir. Todos ns sabamos que eles viriam no dia que a neve
tocasse no cho. Ns no queramos que os Volturi ficassem perto da cidade, e Demetri os conduziria para qualquer que fosse o lugar que estivssemos. Me pergunto
quem ele rastrearia, e imagino que seria Edward j que no poderia me perseguir.
Pensei em Demetri enquanto caava, dando pouca ateno a minha presa ou aos flocos de neve que tinham finalmente aparecido, mas derretiam antes de tocar a o solo
rochoso. Demetri perceberia que ele no podia me rastrear? O que ele faria? O que Aro faria? Ou Edward estava errado? Tinham aquelas pequenas excees para as quais
eu podia resistir, aquelas formas de minha defesa. Tudo que estava ao lado de fora da minha mente era vulnervel - aberto para coisas que Jasper, Alice e Benjamin
poderiam fazer. Talvez o trabalhoso talento de Demitri esteja um pouco diferente tambm.
E eu tinha um pensamento que me trouxe de volta brevemente. O alce meio-drenado cado de minhas mos para o pedregoso cho. Flocos de neve vaporizados a pouca distncia
do corpo quente com pequenos sons chamuscando. Eu encarei inexpressivamente minhas mos ensangentadas.
Edward viu minha reao e correu ao meu lado, deixando sua prpria vtima no-drenada.
"O que h de errado?" ele perguntou com a voz baixa, seus olhos se arrastando pela floresta ao nosso redor, procurando pelo que quer que seja que tivesse provocado
meu comportamento.
"Renesmee," eu sufoquei.
"Ela est por aquelas rvores," ele me assegurou. "Eu posso ouvir os pensamentos dela e de Jacob. Ela est bem."
"No foi isso que eu quis dizer," eu disse. "Eu estava pensando em minha defesa - voc realmente acha que vale alguma coisa, que pode ajudar de alguma forma. Eu
sei que os outros esto esperando que eu seja capaz de defender Zafrina e Benjamin, mesmo se eu puder fazer isso por apenas alguns segundos. Mas e se isso for um
erro? E se sua confiana em mim for o motivo de nossa derrota?"
Minha voz estava beirando a histeria, apesar de eu ter controle o suficiente para mant-la baixa. No queria deixar Renesmee chateada.
"Bella, o que trouxe isso a tona? Claro,  maravilhoso que voc possa se proteger, mas voc no  responsvel para salvar ningum. No sofra sem necessidade."
"Mas e se eu no puder proteger nada?" sussurrei em arfadas. "Essa coisa que eu fao,  falha,  irregular! No h ritmo ou razo para acontecer. Talvez no seja
nada contra Alec."
"Shh," ele me acalmou. "No fique em pnico. E no se preocupe com Alec. O que ele faz no  diferente do que Jane ou Zafrina faam.  s uma iluso - ele no pode
entrar em sua cabea mais do que eu posso."
"Mas Renesmee pode!" eu assobiei freneticamente pelos meus dentes. "Isso parece to natural, eu nunca questionei antes. Sempre foi parte de quem ela . Mas ela pe
seus pensamentos em minha mente como faz com qualquer outra pessoa. Minha defesa tem falhas, Edward!"
Eu o encarei desesperadamente, esperando que ele reconhecesse minha terrvel revelao. Seus lbios estavam apertados, como se ele estivesse tentando decidir como
expressar alguma coisa. Sua expresso estavam perfeitamente relaxada.
 "Voc pensou nisso h muito tempo atrs, no pensou?" eu disse, me sentindo como uma idiota por meses de no perceber o bvio.
Ele acenou com a cabea, um fraco sorriso posto na beira de sua boca. "Na primeira vez que ela te tocou."
Eu suspirei  minha prpria estupidez, mas sua calma tinha me suavizado um pouco. "E isso no te incomodou? Voc no v isso como um problema?"
"Eu tenho duas teorias, uma mais aceitvel que a outra."
"Me d primeiro a menos aceitvel."
"Bem, ela  sua filha," ele apontou. "Geneticamente parte de voc. Eu costumava te provocar sobre como sua mente estava em uma freqncia diferente do resto das
nossas. Talvez ela tenha a mesma freqncia."
Isso no serviu para mim. "Mas voc ouve a mente dela muito bem. Todo mundo ouve a mente dela. E se Alec tiver uma freqncia diferente? E se - ?"
Ele ps um dedo em meus lbios. "Eu considerei isso. Este  o motivo de ter pensado na prxima teoria mais aceitvel."
Eu cerrei os dentes e esperei.
"Voc se lembra o que Carlisle disse pra mim sobre ela, logo depois que ela te mostrou sua primeira memria?"
Claro que me lembrava. "Ele disse, 'Essa foi uma mudana interessante.  como se ela estivesse fazendo exatamente o oposto do que voc pode.'"
"Sim. E eu me perguntei. Talvez ela tenha pegado o seu dom e o modificou tambm."
Eu considerei aquilo.
"Voc mantm todos fora," ele comeou.
"E ningum a mantm fora?" eu completei hesitante.
"Essa  minha teoria," ele disse. "E se ela pode entrar em sua mente, eu duvido que haja algum defensor no planeta que possa angusti-la. Isso ajudar. Do jeito
que vemos, ningum pode duvidar da verdade de seus pensamentos, uma vez que eles a permitem mostr-los. E eu acho que ningum pode evitar que ela os mostre, se ela
se aproximar o suficiente para isso. Se Aro a permitir explicar..."
Eu encolhi os ombros ao pensar em Renesmee muito prxima ao insacivel Aro, olhos leitosos.
"Bem," ele disse, esfregando meus ombros. "Ao menos no h nada que o evite de ver a verdade."
"Mas a verdade ser o suficiente para par-lo?" eu murmurei.
Para isso, Edward no tinha resposta.

35 - FIM DA LINHA
"Saindo?" Edward perguntou, seu tom desinteressado. Havia uma certa compostura forada em sua expresso. Ele abraou Renesmee com um pouco mais de fora ao seu peito.
"Sim, umas coisas de ltima hora..." Eu respondi com igual casualidade.
Ele sorriu meu sorriso favorito. "Volte depressa pra mim."
"Sempre."
Eu peguei o Volvo de novo, me perguntando se ele havia sentido o cheiro depois da minha ltima escapadinha. Quantas peas ele havia conseguido ligar? Ser que ele
teria deduzido a razo pela qual eu no confidenciei a ele? Ser que ele adivinhou que em breve Aro saberia tudo o que ele soubesse? Eu achava que Edward podia ter
chegado a essa concluso, o que explicava porque ele no havia tentado tirar explicaes de mim. Eu imaginei que ele estava tentando no especular demais, tentando
manter meu comportamento longe de sua mente. Ele tinha descoberto tudo com o meu estranho comportamento na manh que Alice foi embora, queimando meu livro na lareira?
Eu no sabia se ele conseguiria chegar to longe.
Foi uma tarde nublada, j escura ao meio dia. Eu acelerei na escurido, meus olhos nas nuvens pesadas. Nevaria essa noite? O suficiente para cobrir o cho e criar
a cena na viso de Alice? Edward estimava que tnhamos mais ou menos dois dias. Ento iramos nos colocar na clareira, levando os Volturi ao lugar da nossa escolha.
Enquanto eu avanava pela floresta escurecida, eu considerei minha ltima viagem a Seattle. Eu pensei que sabia o propsito de Alice ao me mandar para o ponto dilapidada
onde J. Jenks recebia seus clientes mais sombrios. Se eu fosse aos seus outros escritrios, mais legtimos, ser que eu teria sabido o que perguntar? Se eu tivesse
conhecido Jason Jenks ou Jason Scott, advogado legtimo, ser que eu teria revelado o J. Jenks, fornecedor de documentos ilegais? Eu tinha que seguir pelo caminho
que deixava claro que as minhas intenes no eram boas. Essa era a minha deixa.
Estava tudo negro quando eu encostei no estacionamento de um restaurante alguns minutos adiantada, ignorando os valetes ansiosos na entrada. Eu coloquei minhas lentes
de contato e ento fui esperar por J dentro do restaurante. Apesar de estar com pressa de acabar com essa necessidade depressiva e correr de volta para a famlia,
J parecia cuidadoso para se manter imaculado por suas associaes mais bsicas; eu tinha a sensao de que fazer as negociaes num estacionamento escuro ofenderia
suas sensibilidades.
Eu dei o nome Jenks na bancada, e o obsequioso maitre me guiou escadas acima at uma pequena sala privada com uma lareira acesa no centro de uma pedra. Ele pegou
o casaco marfim que eu usava e ia at a altura dos meus calcanhares para disfarar o fato de estar usando aquilo que Alice considerava uma roupa apropriada, e resfolegou
baixinho com meu vestido de coquetel de cetim cor de ostras. Eu no pude deixar de me sentir um pouco lisonjeada; eu ainda no estava acostumada a ser linda pra
ningum a no ser s Edward.
O maitre tinha gaguejado uns elogios mal formados enquanto retrocedia cambaleando at a porta.
Eu fiquei perto da lareira para esperar, segurando meus dedos perto da chama para aquec-los um pouco para o inevitvel aperto de mo. No que J fosse ignorante
ao fato de que havia algo diferente com os Cullen, mas praticar ainda era um bom hbito.
Por meio segundo, eu me perguntei como seria se eu colocasse minha mo no fogo. Qual seria a sensao quando eu queimasse...
A entrada de J distraiu minha morbidade. O maitre pegou seu casado tambm, e ficou claro que eu no era a nica que tinha me arrumado para este encontro.
"Desculpa, eu estou atrasado", J disse assim que estvamos sozinhos.
"No, voc chegou na hora exata."
Ele ergueu a mo, e enquanto balanamos as mos, eu pude perceber que a dele era notoriamente mais quente que a minha. Isso no pareceu perturb-lo.
"Se eu puder ser indiscreto, voc est estonteante, Sra. Cullen."
"Obrigada, J. Por favor, me chame de Bella."
"Eu devo dizer que  uma experincia diferente, trabalhar com voc e no com o Sr. Jasper. Muito menos... desconcertante." Ele sorriu hesitantemente.
"Mesmo? Eu sempre achei que Jasper tivesse uma presena bastante tranqilizadora."
Ele uniu as sobrancelhas. " mesmo?" ele murmurou educadamente ao mesmo tempo que discordava claramente. Que estranho. O que Jasper tinha feito a esse homem?
"Voc conhece Jasper a bastante tempo?"
Ele suspirou, parecendo desconfortvel. "Eu estou trabalhando com o Sr. Jasper h mais de vinte anos, e meu parceiro antigo o conheceu por quinze anos antes disso...
Ele no muda nunca." J estremeceu delicadamente.
", Jasper  meio engraado desse jeito."
J balanou a cabea como se pudesse expulsar os pensamentos perturbadores. "Voc no quer se sentar, Bella?"
"Na verdade, eu estou com um pouco de pressa. Eu tenho que dirigir um longo caminho pra casa." Enquanto falava com ele , eu peguei o envelope grosso com o bnus
dele na minha bolsa e o entreguei a ele.
"Oh", ele disse, um pequeno tom de decepo em sua voz. Ele enfiou o envelope num bolso no interior de seu terno sem se importar em checar a soma. "Eu estava esperando
que pudssemos conversar por um momento."
"Sobre?" Eu perguntei curiosamente.
"Bom, deixe-me te entregar seus itens primeiro. Eu quero ter certeza de que voc est satisfeita."
Ele se virou, colocou sua maleta em cima da mesa, e abriu as trancas. Ele tirou l de dentro um grande envelope de cor bege.
Apesar de no ter idia do que eu devia estar procurando, eu abri o envelope e dei uma olhada superficial no que havia l dentro. J tinha mexido na foto de Jacob
e mudado a colorao para que no ficasse imediatamente evidente que havia a mesma foto em seu passaporte e sua carteira de motorista. Ambos pareciam perfeitamente
bons pra mim, mas isso no significava muito. Eu olhei para a foto no passaporte de Vanessa Wolfe por uma frao de segundo, e ento desviei o olhar rapidamente,
um caroo crescendo em minha garganta.
"Obrigada", eu disse a ele.
Os olhos dele se estreitaram um pouco, e eu senti que ele estava decepcionado por meu exame no ter sido mais profundo. "Eu posso te assegurar que est tudo perfeito.
Tudo ir passar nos exames mais rigorosos feitos por experts."
 "Eu tenho certeza que iro. Eu realmente aprecio o que voc fez por mim, J."
"Foi um prazer pra mim, Bella. No futuro, sinta-se livre para vir me procurar quando a famlia Cullen precisar." Ele no deu sinais verdadeiros disso, mas isso parecia
um convite para tomar o lugar de Jasper como negociadora.
"H alguma coisa que voc queria discutir?"
"Er, sim.  um pouco delicado..." Ele fez um gesto para a lareira de pedra com uma expresso questionadora. Eu sentei na beira da pedra e ele sentou ao meu lado.
Havia suor em sua testa novamente, e ele puzou um leno azul de seu bolso e comeou a enxug-lo.
"Voc  irm da esposa do Sr. Jasper? Ou casada com o seu irmo?" Ele perguntou.
"Casada com seu irmo", eu esclareci, me perguntando onde isso levaria.
"Voc seria noiva do Sr. Edward, ento?"
"Sim."
Ele sorriu pedindo desculpas. "Eu j vi todos os nomes muitas vezes, entende. Meus sinceros parabns.  bom que o Sr. Edward tenha encontrado to adorvel parceira
depois de todo esse tempo."
"Muito obrigada."
Ele parou, enxugando o suor. "Atravs dos anos, voc deve imaginar que eu desenvolvi um saudvel nvel de respeito pelo Sr. Jasper e pela famlia inteira."
Eu balancei a cabea cautelosamente.
Ele respirou fundo e ento exalou sem falar nada.
"J, por favor diga o que precisa dizer."
Ele respirou mais uma vez e ento tagarelou rapidamente, ligando umas palavras s outras.
"Se voc simplesmente me assegurar no esto planejando seqestrar essa garotinha se seu pai, eu dormiria melhor esta noite."
"Oh", eu disse, surpresa. Me levou um minuto para compreender as concluses errada s quais ele tinha chegado. "Oh, no. No  nada assim." Eu sorri fracamente,
tentando reassegur-lo. "Eu estou apenas preparando um local seguro para ela caso acontea algo a mim e ao meu marido."
Os olhos dele se estreitaram. "Vocs esto esperando que algo acontea?" Ento ficou vermelho, se desculpando. "No que seja da minha conta."
Eu observei uma onda vermelha se espalhar atrs da delicada membrana da sua pele e fiquei feliz - como frequentemente ficava - por no ser uma recm nascida comum.
J parecia ser um bom homem, deixando de lado seu comportamento criminoso, e teria sido uma pena mata-lo.
"Nunca se sabe", eu suspirei.
Ele fez uma careta. "Ento, eu lhes desejo a melhor sorte. E por favor no me leve a mal, minha querida, mas... se o Sr. Jasper vier me perguntar que nomes eu coloquei
nesses documentos..."
" claro que voc deve dizer imediatamente. Nada seria melhor para mim do que deixar o Sr. Jasper inteiramente cnscio de toda a nossa transao."
Minha sinceridade transparente pareceu aliviar um pouco de sua tenso.
"Muito bom", ele disse. "E eu no posso contar com voc para ficar para o jantar?"
"Eu lamento, J. No presente momento eu tenho pouco tempo."
"Ento, novamente, meus melhores votos de sade e felicidades. Qualquer coisa que a famlia Cullen precise, por favor no hesite em me ligar, Bella."
"Obrigada, J."
Eu fui embora com meu contrabando, olhando pra trs para ver que J estava me olhando, sua expresso era uma mistura de ansiedade e arrependimento.
A viagem de volta me tomou menos tempo. A noite estava negra, ento eu desliguei os faris e pisei fundo. Quando eu cheguei em casa, a maioria dos carros, incluindo
o Porsche de Alice e a minha Ferrarri estavam faltando. Os vampiros tradicionais estavam indo o mais longe possvel para saciar sua sede. Eu tentei no pensar em
sua caada pela noite, estremecendo com a imagem de suas vtimas.
Apenas Kate e Garrett estavam na sala da frente, descutindo de brincadeira sobre o valor nutricional do sangue de animais. Eu deduzi que Garrett havia tentado uma
caado ao estilo vegetariano e tinha achado difcil.
Edward devia ter levado Renesmee para casa pra dormir. Jacob, sem dvida, estava na floresta, perto da cabana. O resto da minha famlia tambm devia estar caando.
Talvez eles estivesse fora com os outros Denali.
Isso basicamente deixava a casa s pra mim, e eu fui rpida em tirar vantagem.
Pelo cheiro eu pude saber que era a primeira a entrar no quarto de Alice e Jasper em um bom tempo, talvez a primeira desde que eles foram embora. Eu procurei silenciosamente
no armrio deles at encontrar o tipo certo de mala. Ela devia ter sido de Alice; era uma pequena mala de mo preta e de couro, o tipo que geralmente era usado como
bolsa, pequena o suficiente para que at mesmo Renesmee pudesse carregar sem parecesse estranho.
Ento eu assaltei o dinheiro deles, pegando mais ou menos o dobro da renda anual de uma famlia americana comum. Eu imaginei que o meu roubo seria menos notado aqui
do que em qualquer outro lugar na casa, j que esse quarto deixava todo mundo triste. O envelope com os passaportes e identidades falsos foi pra dentro da mala acima
do dinheiro. Eu sentei na beira da cama de Alice e Jasper e olhei para a pequena bagagem de fazer pena que era tudo o que eu podia dar  minha filha e meu melhor
amigo para ajudar a salvar suas vidas. Eu me encostei na cabeceira da cama, me sentindo intil.
O que mais eu podia fazer?
Eu sentei l por vrios minutos at que minha cabea se incrinou antes a idia vagamente boa que me apareceu.
Se...
Se eu podia imaginar que Jacob e Renesmee iam fugir, ento isso incluia a idia que Demetri estaria morto. Isso daria aos sobreviventes um pouco de espao, incluindo
Alice e Jasper.
Ento porque Alice e Jasper no ajudaram Jacob e Renesmee? Se eles estivessem reunidos, Resnesmee teria a melhor proteo imaginvel. No havia nenhuma razo pela
qual isso no pudesse acontecer, exceto pelo fato de que Jake e Renesmee eram pontos cegos para Alice. Como ela comearia a procurar por eles?
Eu pensei por um momento, e ento fui embora do quarto, cruzando o corredor at a sute de Carlisle e Esme. Como sempre, a escrivaninha de Esme estava lotada de
planos e fotocpias, tudo cuidadosamente arrumado em pilhas altas. A escrivaninha tinha alguns escaninhos sobre a superfcie de trabalho; em uma delas havia uma
caixa de utenslios de escritrio. Eu peguei uma folha limpa de papel e uma caneta.
Ento eu olhei para a pgina marfim em branco por uns cinco minutos, me concentrando na minha deciso. Alice podia no ser capaz de ver Jacob ou Renesmee, mas ela
podia me ver. Eu a visualizei vendo esses momentos, esperando desesperadamente que ela no estivesse ocupada demais pra prestar ateno.
Lentamente, deliberadamente, eu escrevi as palavras RIO DE JANEIRO em letras maisculas na pgina.
O Rio parecia ser o melhor lugar para manda-los: era longe daqui, na ltima notcia que tivemos, Alice e Jasper j estavam na Amrica do Sul, e no era como se nossos
problemas antigos tivessem desaparecido s porque agora tnhamos problemas maiores. Ainda havia o mistrio sobre o futuro de Renesmee, o terror de seu rpido envelhecimento.
Ns j amos para o sul do mesmo jeito. Agora seria trabalho de Jacob, e com sorte, de Alice tambm, procurar as lendas.
Eu abaixei a cabea novamente por causa de uma urgente necessidade de soluar, apertando meus dentes. Era melhor para Renesmee ir sem mim. Mas eu j sentia tanto
a falta dela que mal podia agentar.
Eu respirei fundo e coloquei o bilhete no fundo da mala de mo, onde Jacob o encontraria em breve.
Eu cruzei meus dedos para que - j que era altamente improvvel que a escola dele ensinasse Portugus - Jake pelo menos tivesse feito Espanhol em sua aula de lnguas.
Agora no havia mais nada a fazer do que esperar.
Por dois dias, Edward e Carlisle ficaram na clareira onde Alice havia visto os Volturi chegando. Era o mesmo campo de batalha onde Victoria e seus exrcito havia
atacado no vero passado. Eu me perguntei se isso parecia repetitivo para Carlisle, como um Dj vu. Para mim, tudo seria novidade. Dessa vez, Edward e eu ficaramos
com a nossa famlia. Ns s podamos imaginar que os Volturi estariam procurando Edward ou Carlisle. Eu me perguntei se eles ficariam surpresos por sua presa no
ter escapado. Isso os deixaria mais desconfiados? Eu no conseguia imaginar os Volturi sentindo necessidade de ter cuidado
Apesar de eu ser - eu esperava - invisvel para Demetri, eu fiquei com Edward.  claro. Ns s tnhamos mais algumas horas para ficar juntos.
Edward e eu no tivemos uma ltima grande cena de adeus, e eu no havia planejado uma. Falar a palavra era como tornar tudo definitivo. Seria o mesmo que escrever
as palavras O FIM na ltima pgina de um manuscrito. Ento ns no dissemos adeus, e ns ficamos sempre perto um do outro, sempre nos tocando. No importava qual
o fim que fosse nos encontrar, ele no nos encontraria separados.
Ns fizemos uma tenda segura para Renesmee alguns metros floresta adentro, e ento houve mais dj vu quando ns nos encontramos acampando no frio com Jacob de novo.
Era quase impossvel acreditar em quanta coisa havia mudado desde Junho. Sete meses atrs, nosso relacionamento triangular parecia impossvel, trs tipos diferentes
de coraes quebrados que no podiam ser evitados. Agora tudo parecia em perfeito equilbrio. Parecia horrivelmente irnico que o quebra cabeas se juntasse bem
a tempo para que todos eles fossem destrudos.
Comeou a nevar novamente na noite anterior  Vspera de Ano Novo. Dessa vez, os pequenos flocos no de dissolveram no cho duro da clareira. Enquanto Renesmee e
Jacob dormiam - Jacob roncando to alto que eu me perguntei como Renesmee no acordava - a neve fez uma fina camada de gelo sobre a terra, e ento se transformou
em pedaos mais grossos. Quando o sol nasceu, a cena da viso de Alice j estava completa. Edward demos as mos enquanto olhvamos para o campo brilhando de branco,
e nenhum de ns falou.
Cedo da manh, os outros se juntaram, seus olhos demonstrando uma silenciosa evidncia de sua preparao - alguns dourado-claros, outros de um vermelho rico. Pouco
depois de estarmos todos juntos, ns pudemos ouvir os lobos se movendo pela floresta. Jacob emergiu da tenda, deixando Renesmee ainda dormindo para se juntar a eles.
Edward e Carlisle estavam organizando os outros numa formao meio solta, nossas testemunhas ficaram lado a lado como numa galeria.
u observei  distncia, esperando perto da tenda para quando Renesmee acordasse. Quando ela acordou eu a ajudei a vestir as roupas que eu havia escolhido cuidadosamente
dois dias atrs. Roupas que pareciam frgeis e femininas mas que na verdade eram fortes o suficiente para no demonstrar nenhum desgaste - mesmo se a pessoa as usava
atravessasse dois estados montada num lobo gigante. Embaixo de seu casaco eu coloquei a bolsa com os documentos, o dinheiro, a pista sobre onde eles iriam, e minhas
cartas de amor por ela e Jacob, Charlie e Rene. Era forte o suficiente para que isso no fosse peso demais pra ela.
Os olhos dela eram enormes enquanto ela via a agonia no meu rosto. Mas ela havia adivinhado o suficiente pra no me perguntar o que eu estava fazendo.
"Eu amo voc", eu disse a ela. "Mais do que tudo."
"Eu amo voc tambm mame", ela respondeu. Ela tocou o medalho em seu pescoo, que agora guardava uma foto dela, Edward e eu. "Vamos ficar sempre juntos."
"Em nossos coraes estaremos sempre juntos", eu corrigi num murmrio que era baixo como uma respirao. "Mas quando chegar a hora hoje, voc vai ter que me deixar."
Os olhos dela arregalaram, e ela tocou minha bochecha com a mo. O no silencioso foi mais alto do que se ela tivesse gritado.
Eu lutei para engolir, minha garganta parecia inchada. "Voc vai fazer isso por mim? Por favor?"
Ela pressionou os dedos com mais fora no meu rosto. Por que?
"Eu no posso te contar", eu sussurrei. "Mas logo voc vai entender. Eu prometo."
Na minha cabea eu vi o rosto de Jacob.
Eu balancei a cabea, ento afastei seus dedos. "No pense nisso", eu respirei em seu ouvido. "No diga a Jacob at que eu te diga pra ir, okay?"
Isso ela entendeu. Ela balanou a cabea tambm.
Eu tirei do meu bolso um ltimo detalhe.
Enquanto arrumava as coisas de Renesmee, um inesperado brilho de cor chamou minha ateno. Um raio de sol que tinha entrado pela clarabia e tinha batido na antiga
caixa preciosa guardada no alto de uma estante num canto intocado. Eu considerei por um momento e ento ergui os ombros. Depois de juntas as pistas que Alice tinha
dado, eu no conseguia esperar que o fim desse confronto se resolvesse pacificamente. Mas porque no tentar comear as coisas da forma mais pacfica possvel? Eu
perguntei a mim mesma. No que isso machucaria? Ento eu achei que, afinal de contas, eu tinha alguma esperana - esperana cega, sem sentido - porque eu escalei
as estantes e peguei o presente de casamento de Aro para mim.
Agora eu amarrei o grosso cordo de ouro no meu pescoo e senti o peso do enorme diamante descansando na base da minha garganta.
"Bonito", Renesmee sussurrou. Ento ela passou os braos com fora pelo meu pescoo. Eu a apertei contra o meu peito. Grudadas desse jeito, eu a carreguei pra fora
da tenda e para a clareira.
Edward ergueu uma sobrancelha enquanto eu me aproximava, mas de outra forma no fez nenhum comentrio sobre o meu acessrio ou o de Renesmee. Ele s passou os braos
ao redor de ns duas por um longo momento e ento, com um profundo suspiro, nos soltou. Eu no conseguia ver um adeus em lugar nenhum em seus olhos. Talvez ele tivesse
mais esperana de que havia algo depois dessa vida do que havia admitido.
Ns fomos para nossos lugares, Renesmee subindo agilmente em minhas costas pra deixar minhas mos livres. Eu fiquei alguns metros atrs da linhas feita por Carlisle,
Edward, Emmett, Rosalie, Tanya, Kate e Eleazar. Perto ao meu lado estavam Benjamin e Zafrina; era meu trabalho proteger-los enquanto eu conseguisse. Eles eram as
nossas melhores armas ofensivas. Se os Volturi no conseguissem enxergar, mesmo que s por uns poucos momentos, isso mudaria tudo.
Zafrina estava rgida e feroz, com Senna quase como um espelho dessa imagem ao seu lado. Benjamin estava sentado no cho com as palmas pressionadas no cho, e murmurou
baixinho alguma coisa sobre defesa. Noite passada ele conseguiu retirar pedrinhas dos prados, agora cobertos de neve, que cercavam a clareira. Elas no eram o suficiente
para machucar um vampiro, mas pelo menos, com sorte seriam o suficiente para distrair um.
As testemunhas se espalhavam  nossa direita e esquerda, alguns mais prximos que outros - aqueles que haviam se declarado eram os mais prximos. Eu reparei em Siobhan
esfregando as tmporas, seus olhos fechados de concentrao. Ela estava pensando em Carlisle? Tentando visualizar uma resoluo diplomtica?
Na floresta atrs de ns, os lobos invisveis estavam rgidos e prontos; ns s podamos ouvir suas respiraes pesadas, seus coraes batendo.
As nuvens rolaram, difundindo a luz at que parecia ser manh ou tarde. Os olhos de Edward se apertaram enquanto ele observava a vista, e eu tinha certeza de que
ele estava vendo a mesma cena pela segunda vez - a primeira vez foi na viso de Alice. Ela pareceria a mesma quando os Volturi chegassem. Agora ns s tnhamos mais
alguns minutos ou segundos.
Toda a nossa famlia e aliados se prepararam.
Da floresta, o enorme lobo Alpha com pelo acobreado veio  frente pra ficar ao meu lado; deve ter sido difcil pra ele manter a distncia de Renesmee quando ela
estava em perigo to imediato.
Renesmee se inclinou para enrolar os dedos no plo do seu ombro enorme, e o corpo dela relaxou um pouco. Ela ficava mais calma com Jacob por perto. Eu me sentia
um pouquinho melhor tambm. Enquanto Renesmee estivesse com Jacob, ela ficaria bem.
Sem se arriscar a olhar pra trs, Edward colocou a mo pra trs pra me alcanar. Eu estiquei meu brao para poder agarrar a mo dele. Ele apertou meus dedos.
Outro minuto se passou, e eu me descobri fazendo esforo para captar algum som de aproximao.
E ento Edward enrijeceu e rosnou baixinho por entre os dentes. Os olhos dele se focaram na floresta ao norte de onde estvamos.
Ns olhamos para onde ele olhou, e esperamos enquanto os ltimos segundos se passavam.

36. Sede de Sangue
ELES VIERAM COM ESPLENDOR, COM UM TIPO DE BELEZA.
Eles vieram em uma rgida, formal formao. Eles se moveram juntos, mas no era uma marcha; eles correram pelas rvores em perfeita sincronia - uma escura, contnua
forma que parecia flutuar no ar alguns centmetros acima da neve branca, ento deslizamento era o avano.
O permetro externo era cinza; a cor escurecia com cada linha de corpos at que o corao da formao era preto profundo. Todos os rostos estavam cobertos, sombreados.
O fraco som do toque dos ps deles era to regular que era como msica, uma complicada batida que nunca vacilava.
A algum sinal que eu no vi - ou talvez no havia sinal, s milnios de prtica - a configurao dobrou-se para fora. O movimento era firme demais, quadrado demais
para lembrar a abertura de uma flor, embora a cor sugerisse aquilo; era a abertura de um leque, gracioso, mas bem angular. As figuras de capa cinza se espalharam
para os lados enquanto as formas mais escuras surgiram precisamente  frente, no centro, cada movimento rigorosamente controlado.
O avano deles era devagar, mas deliberado, sem pressa, sem tenso, sem ansiedade. Era a marcha dos invencveis.
Isso era quase meu velho pesadelo. A nica coisa faltando era o olhar de desejo que eu via nos rostos no meu sonho - os sorrisos de vingativa alegria. At aqui,
os Volturi eram disciplinados demais para mostrar qualquer emoo de modo algum. Eles tambm no mostravam surpresa ou horror  coleo de vampiros que esperavam
por eles aqui - uma coleo que repentinamente parecia desorganizada e despreparada, em comparao. Eles no mostraram surpresa ao gigante lobo que estava parado
em nosso meio.
Eu no pude deixar de contar. Tinham trinta e dois deles.
Mesmo se voc no contasse os dois em deslocamento, abandonadas figuras de capa preta bem atrs, quem eu entendi serem as esposas - sua protegida posio sugerindo
que elas no se envolveriam no ataque - ns ainda estvamos em menor nmero.
Haviam apenas dezenove de ns que iriam lutar, e ento mais sete para nos assistir sendo destrudos. Mesmo contando os dez lobos, eles nos tinham.
"Os de capa vermelha esto vindo, os de capa vermelha esto vindo," Garrett murmurou misteriosamente para ele mesmo e ento riu uma vez. Ele deslizou um passo mais
perto de Kate.
"Eles vieram sim," Vladimir sussurou para Stefan.
"As esposas," Stefan sussurou de volta. "Toda a guarda. Todos eles juntos.  bom que no tentamos Volterra."
E ento, como se o nmero deles no fosse o suficiente, enquanto os Volturi devagar e majestosamente avanavam, mais vampiros comearam a entrar na clareira atrs
deles.
Os rostos nesse infindvel fluxo de vampiros eram antteses  falta de expresso disciplicana dos Volturi - eles eram um caleidoscpio de emoes. Primeiramente,
havia choque e at mesmo alguma ansiedade quando eles viram a fora que aguardava por eles. Mas aquilo pareceu passar rpido; eles estavam seguro em seu grande nmero,
seguros em sua posio por de trs dos Volturi. Seus traos voltaram pra expresso que eles carregavam antes de ns os surpreendermos.
Era fcil demais entender o que passava pela cabea deles - estava escrito em seus rostos. Era um bando raivoso, chicoteados por um frenesi e esperando por justia.
Eu ainda no tinha percebido completamente os sentimentos dos vampiros para com as crianas imortais at olhar na cara deles.
Era notrio naquele agrupamento estranho, desorganizado - mais que quarenta vampiros - era o tipo de testemunhas dos Volturi. Quando eles eram mortos, eles espalhavam
que os criminosos tinham sido erradicados, que os Volturi tinham agido imparcialmente. A maioria gostava que eles esperassem por mais que uma oportunidade de testemunhar
- eles queriam ajudar a picar e tacar fogo.
Ns no tnhamos que rezar. Mesmo se de alguma forma ns pudessemos neutralizar as vantagens dos Volturi, eles ainda poderiam nos enterrar. Mesmo se matssemos Demetri,
jacob no seria capaz de fugir dali.
Eu podia ver a mesma compreenso ao meu redor. E o ar pesado, me puxando pra baixo ainda mais que antes.
Um vampiro do lado oposto no parecia pertencer ao grupo deles; eu reconheci Irina quando ela hesitou entre duas companhias. O olhar aterrorizado de Irina estava
preso na posio de Tanya na primeira linha. Edward rosnou, bem baixo, mas fervorosamente.
"Alistair tinha razo," ele murmurou para Carlisle.
Olhei de relance para Carlisle e Edward interrogativamente.
"Alistair tinha razo?" Tanya sussurrou.
"Eles- Caius e Aro- vieram para destruir e adquirir," respirou Edward atrs quase silenciosamente; s o nosso lado podia ouvir. "Eles tm muitas formas da estratgia
no lugar. Se a acusao de Irina fosse provada ser de qualquer maneira ser falsa, eles iriam encontrar outra razo para tomar a ofensa. Mas eles podem ver Renesmee
agora, portanto eles so perfeitamente otimistas sobre o seu curso. Ainda podemos tentar defender contra seus outros encargos previsto, mas primeiro eles tm de
parar, ouvir a verdade sobre Renesmee." Ento, ainda mais baixo. "O que eles no tm nenhuma inteno de fazer."
Jacob deu uma pequena bufada de raiva estranha.
E ento, inesperadamente, dois segundos depois, a procisso realmente parou. A msica baixa de movimentos perfeitamente sincronizados ficou em silencio. A disciplina
impecvel permaneceu intacta; o Volturi congelaram-se em absoluta calma.
Atrs de mim, aos lados, ouvi o batimento de grandes coraes, mais perto do que antes. Arrisquei olhar de relance  esquerda e a direita pelos cantos dos meus olhos
para ver o que tinha parado o avano de Volturi.
Os lobos tinham se juntado a ns.
De ambos os lados da nossa linha desigual, os lobos se diversificaram em longos, e continua armas. S dispensei uma frao de um segundo para observar que havia
mais de dez lobos, reconheci os lobos que eu conhecia e aqueles eu nunca tinha visto antes. Havia dezesseis deles espalhados em volta de ns, dezessete total, contando
Jacob. Era claro pela altura e patas enormes que os recm-chegados eram todos muito, muito jovens. Acho que eu deveria ter previsto isto. Com tantos vampiros formados
acampamento na vizinhaa, uma exploso de populao de lobisomem era inevitvel.
Mais crianas que morreriam. Me admirei por Sam ter permitido isto, e logo percebi que ele no tinha escolha. Se algum dos lobos estivesse conosco, o Volturi seria
seguro de descobrir o resto. Eles tinham apostado sua espcie inteira a nesta luta.
E amos perder.
Abruptamente, eu fiquei furiosa. Alm furiosa, estava sanguinariamente enfurecida. O meu desespero desapareceu inteiramente. Um fraco brilho avermelhada destacou
as figuras escuras em minha frente, e tudo que eu queria naquele momento era a possibilidade de afundar os meus dentes neles, rasgar os seus membros dos seus corpos
e empilh-los para queimar. Estava to enlouquecida que poderia dana em volta da fogueira onde eles se assaram vivo. Eu teria rido enquanto as suas cinzas queimaram
lentamente. Os meus lbios se curvaram automaticamente, e uma baixa, feroz rosnada saiu da minha garganta da at o fundo do meu estmago. Eu percebi os cantos da
minha boca se transformou num sorriso. Junto de mim, Zafrina e a Senna ecoaram a minha rosnada silenciada. Edward apertou a minha mo que ele ainda segurava, me
prevenindo.
As escuras caras dos Volturi ainda eram inexpressivas em sua maioria. S dois pares de olhos traram a todos de no mostrar nenhuma emoo. No centro, tocando as
mos, Aro e Caius tinham feito uma pausa para avaliar, e a guarda inteira tinha feito uma pausa com eles, esperando pela ordem para matar. Os dois no olhavam um
para o outro, mas era bvio que eles se comunicavam. Marcus, embora estivesse segurando a outra mo de Aro, parecia no fazer parte da cominucao. A sua expresso
no era to descuidada como os guardas, mas era quase como espao em branco. Tal como eu o tinham visto antes, ele parecia estar completamente entediado.
A corporao des testemunhas dos Volturi inclinaram-se em direo a ns, com os seus olhos fixos furiosamente em Renesmee e em mim, mas eles ficaram perto da orla
da floresta, deixando um largo espao entre eles e os soldados de Volturi. S Irina pairou atrs de Volturi, alguns passos longe das antigas fmeas - ambos com cabelos
claros com peles porosas e olhos opacos- e os seus dois macios guarda-costas
Havia uma mulher com um capuz cinzas mais escuros atrs de Aro. No posso estar certa, mas pareceu que ela poderia estar tocando de fato as suas costas. Era o outro
escudo, Renata? Eu me perguntei, como tinha Eleazar, se ela seria capaz de me deter.
Mas eu no desperdiaria a minha vida que tenta pegar Caius ou Aro. Eu tinha outros objetivos vitais.
Procurei a linha eles agora e no tive nenhuma dificuldade escolhendo dois capuzes cinzas pequenos, escondidos perto do corao da organizao. Alec e Jane, facilmente
os membros mais pequenos do guarda, estavam ao lado de Marcus, ladeado por Demetri no outro. Seus rostos encantadores estavam lisas, no entregando nada; eles usavam
os capuzes mais escuros perto dos preto puro dos ancies. Os gmeos do cl, como Vladimir os tinha chamado. Os seus poderes eram a pedra angular ofensiva dos Volturi.
As jias na coleo de Aro.
Os meus msculos dobrados, e veneno subiu  minha boca.
Os olhos vermelhos cobertos de nuvens de Aro e Caius tremularam atravs da nossa linha. Li a decepo no rosto de Aro como o seu olhar fixo em nossos rostos muitas
vezes, procurando aquele que falhava. A decepo apertou os seus lbios.
Naquele momento, eu estava agradecida que Alice tinha figido.
Como a pausa se alongou, ouvi a velocidade de respirao de Edward.
"Edward?" Carlisle perguntou, baixo e ansioso.
 "Eles no esto certos de como proceder. Eles esto pesando nas opes, escolhendo objetivos-chave - eu, naturalmente, voc, Eleazar, Tanya. Marcus est lendo a
fora dos nossos laos um com o outro, procurando pontos frocos. A presena dos romenos os irrita. Eles esto preocupados com os rostos eles no reconhecem- Zafrina
e Senna e, em particular-e os lobos, naturalmente. Eles nunca tinham excedidos em nmero antes. Isto  o que os parou."
"Excedido em nmero?" Tanya sussurrou incredulamente.
"Eles no contam as suas testemunhas," respirou Edward. "Eles so insignificantes, sem sentido para a guarda. Aro apenas gosta de um pblico."
"Devo falar?" Carlisle perguntou.
Edward hesitou, logo acenou com cabea. "Isto  a nica possibilidade que voc ter."
O Carlisle enquadrou seus ombros e andou vrios passos  frente da nossa linha defensiva. Odiei por v-lo sozinho, desprotegido.
Ele estendeu os seus braos, apoiando as suas palmas como em uma saudao. "Aro, meu velho amigo. J se passaram sculos."
A clareira branca esteve silenciosamente morta durante um momento longo. Pude sentir a tenso que saide de Edward quando ele escutou a avaliao de Aro sobre as
palavras de Carlisle. A tenso cresceu enquanto os segundos se passaram.
E logo Aro deu passos a frente para fora do centro da formao dos Volturi. O escudo, Renata, moveu-se com ele como se as pontas dos seus dedos estivessem pregados
ao seu manto. Pela primeira vez, a fileira dos Volturi reagiram. Uma rosnadura murmurada rolou pela linha, um olhar feroz sob as sobrancelhas, lbios enrolados atrs
de dentes. Alguns do guarda inclinaram-se para frente agachados.
Aro apoiou uma mo em direo a eles. "Paz".
Ele andou somente mais alguns passos, logo inclinou sua cabea para o lado. Os seus olhos leitosos reluziram com a curiosidade.
"Palavras justas, Carlisle," ele falou em sua voz fina. "Elas parecem fora do lugar, considerando o exrcito que voc reuniu para me matar, e matar os meus queridos."
O Carlisle sacudiu a sua cabea e esticou a sua mo direita para frente como se no houvesse ainda quase cem metros entre eles. "Voc tem apenas que tocar a minha
mo para saber que essa no nunca foi a minha inteno."
Os olhos perspicazes de Aro se estreitaram. "Mas como a sua inteno possivelmente pode importar, querido Carlisle, em vista ao que voc fez?" Ele franzir as sobrancelhas,
e uma sombra da tristeza cruzou seu rosto - se era verdadeira ou no, no posso saber.
"No cometi o crime para o que voc deve me puni aqui."
"Ento d passagem para punir os responsveis. Realmente, Carlisle, nada me agradaria mais do que conservar a sua vida hoje."
"Ningum violou a lei, Aro. Deixe-me explicar." Novamente, Carlisle ofereceu a sua mo.
Antes que Aro pudesse responder, Caius veio rapidamente para a frente ao lado de Aro.
 "Tantas regras inteis, tantas leis desnecessrias que voc cria para voc, Carlisle," o antigo cabelo branco assobiou. "Como  possvel que voc defenda a quebra
daquele que realmente importa?"
"A lei no foi quebrada. Se voc escutar-"
"Vimos a criana, Carlisle," Caius rosnou. "No nos trate como tolos."
"Ela no  imortal. Ela no  vampira. Posso comprovar facilmente isto somente alguns momentos-
Caius o corta. "Se ela no  um dos proibido, ento por que voc reuniu um batalho para proteg-la?"
"Testemunhas, Caius, assim como voc trouxe." Carlisle gesticulou irritado com a horda na borda da floresta; alguns deles rosnaram em resposta. "Algum desses amigos
pode lhe dizer a verdade da criana. Ou voc pode apenas ver ela, Caius. Ver o rubor do sangue humano nas suas faces."
"Artifcios!" O Caius repreendeu. "Onde est o informante? Deixe-a vim aqui na frente!" Ele olhou por cima de seu pescoo at para olhar Irina que se estava atrs
das esposas. "Voc! Venha!"
Irina o fitou sem compreenso, seus rosto parecia como o de algum que no despertou inteiramente de um pesadelo horrvel. Impacientemente, Caius estalou os seus
dedos. Um dos enormes guarda-costas das esposas se moveu ao lado de Irina e a empurrou nas costas. Irina pestanejou duas vezes e logo andou lentamente em direo
a Caius pasma. Ela parou vrios metros longe, seus olhos ainda em suas irms.
O Caius percorreu a distncia entre eles e lhe esbofeteou na a cara.
Ele no pode ter dodo, mas havia algo terrivelmente degradvel na ao. Foi como assistir algum chutar um cachorro. Tanya e Kate assobiaram sincronizadamente.
O corpo de Irina estava rgido e os seus olhos finalmente concentraram-se em Caius. Ele apontou seu dedo para Renesmee, que estava s minhas costas, com seus dedos
ainda entrelaados na pele de Jacob. Caius ficou inteiramente vermelho com a viso furiosa. Uma rosnada se escapou pelo peito de Jacob.
"Esta  a criana que voc viu?" Caius exigido. "Aquela que era obviamente mais do que um ser humano?"
Irina olhou para ns, examinando Renesmee pela primeira vez desde sua entrada na clareira. Sua cabea inclinou-se ao lado, a confuso cruzou seu rosto.
"Bem?" Caius rosnou.
"Eu ... no estou certa," ela disse, seu tom era desconcertado.
A mo de Caius se contraiu como se ele quisesse lhe esbofetear novamente. "O que voc acha?" ele disse em um sussurro de ao.
"Ela no  a mesmo, mas acho que  a mesma criana. Acho que  ela modificada. Esta criana  maior do que aquela que vi, mas-"
A respirao furiosa de Caius crepitou repentinamente ele mostrou os dentes, e Irina parou de falar. Aro foi para o lado de Caius e ps uma mo em seu ombro.
"Ser componha, irmo. Temos todo tempo para classificar isto. Nenhuma necessidade de ser rpido."
Com uma expresso taciturna, Caius voltou a Irina.
"Agora, querida," disse Aro em um murmrio quente, doce. "Me explique o que voc est tentando dizer." Ele esticou sua mo a vampira confusa.
Incertamente, Irina tomou a sua mo. Ele manteve s por cinco segundos.
"Voc v, Caius?" ele disse. "Isso  coisa mais simples de resolver do que precisamos."
O Caius no respondeu. Do conto dos seus olhos, Aro lanou os olhos uma vez ao seu pblico, a sua mfia, e logo voltou a Carlisle.
"E portanto, parece que temos um mistrio s nossas mos. Parece que a criana cresceu. Mesmo que na memria de Irina era claramente uma criana imortal. Curioso."
"Isto  exatamente o que estou tentando explicar," Carlisle disse, e a modificao na sua voz, pude perceber seu alvio. Isto era resposta na que tnhamos pedido
em todas as nossas esperanas nebulosas.
No senti nenhum alvio. Esperei, quase entorpecida de raiva, para as estratgia que Edward tinha prometido.
Carlisle esticou sua mo novamente.
O Aro hesitou durante um momento. "Prefiro ter a explicao de algum mais central  histria, meu amigo. Estou errado em presumir que esta violao no foi sua
criao?"
"No houve nenhuma violao."
 "Seja como for, eu terei cada faceta da verdade." A voz emplumada de Aro endurece. "E a melhor maneira de obter essa verdade diretamente do seu talentoso filho."
Ele inclinou a sua cabea na direo de Edward. "Como a criana est acompanhada de sua recm-nascido, estou presumindo que Edward est envolvido."
Naturalmente ele queria Edward. Uma vez que ele pudesse ver a mente de Edward, ele saberia todos os nossos pensamentos. Exceto meu.
Edward virou para beijar rapidamente a minha testa e Renesmee, no olhando nos meus olhos. Ento ele andou com passos largos atravs do campo com neve, batendo no
ombro de Carlisle quando passou por ele. Ouvi uma choradeira baixa atrs de mim - o terror de Esme abrindo passagem.
A neblina vermelha que vi em volta do exrcito dos Volturi ardeu mais brilhante do que antes. No podia suportar olhar Edward cruzar o espao branco vazio sozinho
- mas tambm no suportar a ter Renesmee um passo mais perto de nossos adversrios. As necessidades opostas se rasgaram em mim; fiquei congelado to firmemente que
senti que meus ossos poderiam se quebrar pela presso dele.
Vi Jane sorriso quando Edward cruzou o ponto central na distncia entre ns, quando ele estava mais perto deles do que de ns.
Fez aquele pequeno sorriso presunoso. A minha fria chegou ao ponto mximo, mais alto at do que a sede de sangue feroz que tinha sentido no momento que os lobos
chegaram para essa luta destinada. Pude saborear a loucura na minha lngua- Eu sentiu que ela flua por mim como uma onda de mar de puro poder. Os meus msculos
se apertaram, e agi automaticamente. Lancei o meu escudo com toda a fora na da minha mente, atirar na impossvel distncia do campo - dez vezes maior que minha
melhor distncia - como um dardo. A minha respirao se tornou apressada pela ira do esforo.
O escudo soprou para fora de mim em uma bolha da energia absoluta, uma nuvem de ao lquido. Ele pulsou como uma coisa- eu podia senti-lo, avanar lentamente..
Agora o tecido elstico no retrocedia mais; era uma nua fora instantnea, eu v que a resistncia de antes era minha prpria culpa - eu estive me agarrando quela
parte invisvel de mim em auto-defesa, inconscientemente querendo desistir. Agora o liberei, e meu escudo explodiu uns bons 100 metros pra fora de mim sem esforo,
necessitando apenas de uma frao da minha concentrao.
Podia sentir que ele dobrava como outro msculo, obediente  minha vontade. Empurrei-o, para longe, na forma oval. Tudo embaixo do escudo de ferro flexvel era repentinamente
uma parte de mim - Eu pode sentir a fora de vida de tudo que ele cobria como pontos do calor brilhante, deslumbrando as fascas da luz que me rodiavam. Empurrei
o escudo ao comprimento da clareira, e respirando de alvio quando senti a luz brilhante de Edward dentro da minha proteo. Mantive l, este novo msculo para que
ele rodeasse Edward, uma folha fina mas inquebrvel entre o seu corpo e os nossos inimigos.
Abertamente um segundo tinha passado. Edward ainda andava at Aro. Tudo tinha absolutamente mudado, mas ningum tinha notado a exploso exceto eu. Um riso escapou
dos meus lbios. Senti os outros que me olharem e vi o grande de olho preto de Jacob me fitar como se eu tivesse perdido a cabea.
Edward parou alguns passos longe de Aro, e pensei que embora eu certamente pudesse, no deveria impedir esta troca de acontecer. Isto era o ponto de todas as nossas
preparaes: obter que Aro ouvisse nosso lado da histria. Foi quase fisicamente doloroso fazer, mas com relutncia removi o meu escudo e de Edward e o expus novamente.
O humor o meu sorriso desapareceu. Enfoquei totalmente Edward, pronta para proteg-lo imediatamente se algo desse errado.
O queixo de Edward subiu arrogantemente, e ele ergueu a sua mo a Aro como se ele lhe conferisse grande honra. S Aro pareceu encantado com a sua atitude, mas o
seu prazer no era universal. Renata tremulou nervosamente na sombra de Aro. O rosto de Caius era to profunda que pareceu que sua pele era semelhante a papel, permanentemente
translcida. A pequena Jane mostrou os seus dentes, e ao lado do seu Alec olhos estreitaram na concentrao. Eu imaginei que ele estava pronto para agir, como eu,
no aviso de um segundo.
O Aro encerrou a distncia entre eles sem para - e realmente, o que ele tinha a temer? As sombras pesadas dos capuzes cinzas mais leves - os lutadores fortes como
Felix -esto s alguns metros longe. Jane e o seu dom ardente poderiam lanar Edward no cho, se torcendo de agonia. Alec poderia deixa-lo cego e surdo antes de
que ele possa tomar providncias na direo de Aro. Ningum sabia que eu tinha o poder para par-los, nem mesmo Edward.
Com um sorriso no incomodado, Aro tomou a mo de Edward. Os seus olhos se fechado ao mesmo tempo, e logo os seus ombros curvados sob o ataque violento da informao.
Cada pensamento secreto, cada estratgia, cada discernimento - tudo que Edward tinha ouvido nas mentes em volta dele durante o ms passado - era agora de Aro. E
alm disso - cada viso de Alice, cada momento tranqilo com a nossa famlia, cada imagem na cabea de Renesmee, cada beijo, cada toque entre Edward e eu ... Todo
disto era de Aro agora, tambm.
"Calma, Bella," Zafrina sussurrado para mim.
Juntei firme meus dentes.
Aro continuou concentrar-se em memrias de Edward. A cabea de Edward curvou, tambm, os msculos no seu pescoo apertado quando ele leu novamente tudo que Aro tirou
dele, e a resposta de Aro a tudo.
Esta conversa de duas vias mas desigual continuou muito tempo que at a guarda se tornou preocupada. Os murmrios baixos examinaram a linha at que Caiu desse uma
ordem aguda do silncio. Jane foi para a frente como se ela no pudesse ajudar, e a cara de Renata estava rgida com a aflio. Durante um momento, examinei este
escudo poderoso que pareceu to sujeito a pnico e precrio; embora ela fosse til a Aro, posso dizer que ela no era nenhuma guerreira. No era o seu trabalho lutar
mas proteger. No havia nenhuma sede de sangue nela. Ferida como fui, eu sabia que se isto esteve entre ela e eu, eu a destruiria.
Me centrei em Aro se endireitado, os seus olhos aberto, acesso, a sua expresso aterrorizada e cuidadosa. Ele no largou a mo de Edward.
Os msculos de Edward desataram ficaram flexveis.
"Voc v?" Edward perguntou, sua voz calma como veludo.
"Sim, vejo, de fato," Aro concordou, e surpreendentemente, ele soou quase divertido. "Duvido se alguns dois entre deuses ou mortais alguma vez viu com mais clareza."
As caras disciplinadas da guarda mostraram a mesma descrena que eu.
"Voc me deu muito para refletir, jovem amigo," continuou Aro. "Muito mais do que esperei." Ainda ele no largou a mo de Edward, e a posio tensa de Edward era
de que escutava.
Edward no respondeu.
"Posso encontr-la?" Aro perguntou - quase implorando - num sbito interesse ansioso. "Nunca sonhei na existncia de tal coisa em todos os meus sculos. Que complemento
para a nossa histria!!"
"Sobre o que, Aro?" O Caius cortou antes de Edward pudesse responder. Apenas a pergunta me fez puxar Renesmee em volta dos meus braos, defendendo ela como proteo
do meu peito.
"Algo voc nunca sonhou, o meu prtico amigo. Tire um momento para refletir, a justia estamos destinados a aplicar j no  possvel."
O Caius assobiou surpresa das suas palavras.
"Paz, irmo," advertiu Aro de maneira calma.
Isso deveria ter sido uma boa notcia- essas eram as palavras que tnhamos estado esperando, a prorrogao que nunca realmente tnhamos achado possvel receber.
Aro tinha escutado a verdade. Aro tinha admitido que a lei no tinha sido quebrada.
Mas os meus olhos estavam fixos em Edward, e vi os msculos nas suas costas se apertar. Eu repeti na minha cabea a instruo Aro para Caius refletir, e ouvi o duplo
sentido.
"Voc me apresentar sua filha?" Aro perguntou novamente a Edward.
O Caius no foi o nico que assobiou nesta nova revelao.
Edward balanou com cabea com relutncia. E, no entanto, Renesmee tinha conquistado tantos outros. Aro sempre pareceu o lder dos ancies. Se ele esteve ao seu
lado, os outros podem ficar contra ns?
Aro ainda segurava a mo de Edward, e ele agora respondeu a uma pergunta que o resto de ns no tinha ouvido.
"Acho que um compromisso neste ponto  certamente aceitvel, nas circunstncia. Vamos nos encontrar no meio."
Aro largou a sua mo. Edward voltou atrs em nossa direo, e Aro o seguiu, colocando um brao casualmente no do ombro de Edward como eles fossem os melhores de
amigos todo o tempo que manteve contato com a pele de Edward. Eles comearam a cruzar o campo ao nosso lado.
a guarda inteira deu um passo atrs deles. Aro levantou uma mo negando sem olha-los.
"Mantenha, os meus queridos. Na verdade, eles no nos faro nenhum dano se formos pacficos."
O guarda reagiu a isto mais abertamente do que antes, com rosnados e assobios do protesto, mas manteve a sua posio. Renata, apegando-se mais perto a Aro do que
antes, choramingou inquieta.
"Mestre," ela sussurrou.
"No se preocupe, meu amor," ele respondeu. "Est tudo bem."
"Talvez voc deve trazer alguns membros de sua guarda com a gente," sugeriu Edward. "Eles ficaro mais confortveis."
Aro acenou com cabea como se isto fosse uma observao sbia que ele mesmo deveria ter pensando. Ele estalou os seus dedos duas vezes. "Felix, Demetri."
Os dois vampiros estavam instantaneamente ao seu lado, precisamente os mesmo como na ltima vez que eu tinha-os encontrado. Ambos eram altas e de cabelo escuro,
Demetri muito e magros como a lmina de uma espada, Felix pesado e ameaador como um porrete pregado por ferro.
Cinco deles parado no meio do campo nevado.
"Bella," Edward chamou. "Traga Renesmee ... e alguns amigos."
Respirei profundamente. O meu corpo estava apertado com a oposio. A idia de colocar Renesmee no centro do conflito ... Mas confiei em Edward. Ele saberia se Aro
planejava alguma traioneste ponto.
O Aro tinha trs protetores no seu lado, portanto eu levaria dois comigo. Isso s levou um para me decidir.
"Jacob? Emmett?" Perguntei calmamente. Emmett, porque ele estaria morrendo de vontade de ir. Jacob, porque ele no seria capaz de ser deixado para trs.
Ambos acenaram com cabea. O Emmett sorriu.
Cruzei o campo com eles me acompanhando
Ouvi outro estrondo da guarda quando eles viram minhas escolhas claramente, eles no confiaram no lobisomem. Aro levantou a sua mo, acenando para o protesto novamente.
"Companhia interessante que voc mantm," murmurou Demetri a Edward.
Edward no respondeu, mas uma rosnadura baixa deslizou pelos dentes de Jacob.
Paramos algumas metros de Aro. Edward saiu debaixo do brao de Aro e rapidamente se juntou anos, segurando a minha mo.
Por um momento ficamos nos confrontados em silncio. Ento Felix me cumprimentou-  parte.
"Ol novamente, Bella." Ele ousadamente sorriu ainda seguindo cada passo de Jacob por sua viso periferica.
Eu sorri tortamente para montanhoso vapiro. "Ei, Felix."
Felix deu risada. "Voc parece bem. A imortalidade se ajustou a voc."
"Muito obrigado."
"Por favor.  to ruim...".
Ele deixou o seu comentrio diminuir no silncio, mas no precisei do dom de Edward para imaginar o final.  to ruim que vamos matar voc em seguida.
"Sim, muito ruim, no ?" Murmurei.
Felix piscou.
Aro no prestou nenhuma ateno no nossa conversa. Ele apoiou a sua cabea a um lado, fascinado. "Ouo o seu estranho corao," ele murmurou com um ritmo animado
quase musical s suas palavras. "Tem um cheiro estranho." Ento os seus olhos nebulosos foram para mim. "Na realidade, jovem Bella, a imortalidade realmente a faz
mais extraordinria," ele disse. " como se voc fosse projetada para esta vida."
Acenei com cabea uma vez em reconhecimento da sua lisonja.
"Voc gostou do meu presente?" ele perguntou, olhando o pingente que eu usava.
" lindo, e muito, muito generoso da sua parte. Obrigado. Provavelmente deveria ter lhe enviado uma carta."
Aro riu encantadoramente. " s um pouco de algo tive que mentir uma vez mentir. Eu achei que ele poderia complementar o seu novo rosto, e ele fez."
Ouvi um pequeno assobio do centro da linha dos Volturi. Olhei por cima do ombro de Aro.
Hm. Pareceu que Jane no ficou feliz sobre o fato de Aro ter me dado um presente.
Aro compensou a sua garganta para chamar minha ateno. "Posso cumprimentar sua filha, encantada Bella ?" ele perguntou docemente.
Isto era o que tnhamos esperado, eu me lembrei. Lutando com o impulso de pegarr Renesmee e correr, dei dois passos lentos para a frente. O meu escudo ondulou atrs
de mim como uma capa, protegendo o resto da minha famlia enquanto Renesmee era deixada exposta. Sentiu-se incorreta, horrvel.
O Aro ns encontrou, sua rosto radiante.
"Mas ela  especial," ele murmurou. "Assim como voc e Edward." E depois mais alto, "Ol, Renesmee."
O Renesmee me olhou. Acenei com cabea.
"Ol, Aro," ela respondeu formalmente na sua voz alta, em troca.
Os olhos de Aro ficaram confusos.
"O que  isso?" Caius assobiou. Ele pareceu enraivecido pela necessidade de perguntar.
"Metade Mortal, metade imortal," Aro anunciado para ele e o resto da guarda sem tirar o seu olhar fixo encantados de Renesmee. "Concebido assim, e transportado esta
recm-nascida enquanto ela era ainda humana."
"Impossvel," Caius ridicularizou.
"Voc acho que eu deixei eles me enganaram, ento, irmo?" A expresso de Aro era muito divertida, mas Caius estremeceu. " a batida do corao voc ouve uma fraude
tambm?"
O Caius fez uma carranca, olhando mortificado como se as perguntas doces de Aro tivessem sido socos.
"Calma e cuidado, irmo, irmo," acautelou Aro, ainda sorrindo para Renesmee. "Sei bem como voc ama a sua justia, mas no h nenhuma justia na atuando contra
seu filho.  tanto para aprender, tanto para aprender! Sei que voc no tem o meu entusiasmo para reunir histrias, mas  tolerante comigo, irmo, que acrescento
um captulo para abalar sua a sua improbabilidade. Viemos esperando s justia e a tristeza de falsos amigos, mas olhe o que ganhamos em vez disso! Um conhecimento
novo, brilhante de ns, as nossas possibilidades.
Ele esticou sua mo para Renesmee como um convite. Mas isto no era o que ela queria. Ela se inclinou, se estendendo para cima, para tocar suas pontas dos dedo no
rosto de Aro.
Aro no reagiu com o choque como quase todos os outros tinham reagido a esta realizao de Renesmee; ele j havia visto isso dos pensamentos e memria de outras
mentes como Edward tinha.
O seu sorriso se alargou, e ele suspirou em satisfao. " Brilhante", ele sussurrou.
Renesmee relaxada nos meus braos, e seu pequeno rosto ficou muito serio.
"Por favor?" ela o perguntou.
O seu sorriso virou doce. "Naturalmente no tenho nenhum desejo de prejudicar os seus amados, preciosa Renesmee."
A voz de Aro era to reconfortante e afetuosa, que ele me enganou por um segundo. E logo ouvi os dentes de Edward ranger, longe atrs de ns, o assobio ultrajado
de Maggie, era mentira.
"Estou surpreso," disse Aro pensativamente, parecendo ignorar a reao s suas palavras. Seus olhos se moveram inesperadamente para Jacob, e em vez da repugnncia
em examinar o lobo gigantesco, os olhos de Aro estavam cheios de desejo que no compreendi.
"Isso no funciona assim," Edward disse, a neutralidade cuidadosa do seu tom repentinamente ficou spero.
"S um pensamento errado," disse Aro, avaliando Jacob abertamente, e logo os seus olhos se moveram lentamente para a linha de atrs de ns. Tudo o que Renesmee lhe
tinha mostrado, fez os lobos repentinamente interessantes para ele.
"Eles no nos pertencem, Aro. Eles no seguem as nossas ordens aquele desse jeito. Eles esto aqui porque eles querem."
Jacob rosnou ameaadoramente.
"Eles parecem bastante preso a voc, entretanto," disse Aro. "E o sua jovem companheira a sua... famlia Leal." A sua voz acariciou a palavra.
"Eles so comprometidos  proteo da vida das pessoas, Aro. Isto os faz capazes de coexistir conosco, mas dificilmente com voc. A menos que voc esteja repensando
seu estilo de vida."
Aro riu alegremente. "Apenas um pensamento errado," ele se repetiu. "Voc sabe como . Nenhum de ns pode controlar inteiramente os nossos desejos subconscientes."
Edward sorriu. "Realmente sei como . E tambm sei a diferena entre esse tipo de pensamento e um com um objetivo atrs dele. Isso nunca iria funcionar, Aro."
A vasta cabea de Jacob virou na direo de Edward, e um assobiu deslizou entre seus dentes.
"Ele est intrigado com a idia de... guarda de ces" murmurou Edward atrs.
Houve um segundo de silncio, e logo o som do rasgamento de rosnados furioso do grupo todo encheu a gigantesca clareira.
Houve um latido agudo da ordem - de Sam, eu acho, embora eu no me virasse para olhar- a reclamao interrompeu-se um uma tranqilidade fatal.
"Suponho que responde quela pergunta," disse Aro, rindo novamente. "Este grupo escolheu o seu lado."
Edward assobiou e inclinou-se para a frente. Apertei no seu brao, me perguntando o que pode Aro pode estar em pensamento que o fariam reagir to violentamente,
enquanto Felix e Demetri deslizaram em agacha sincronizadamente. Aro balanou sua mo novamente. Todos voltaram  sua antiga postura, incluindo Edward.
"Tanto para discutir," disse Aro, o seu tom repentinamente parecida de um homem de negcios. "Tanto para decidir. Voc e o seu protetor peludo me desculpe, meu querido
Cullen, mas devo conferir com meus irmos."

37. PLANOS
Aro no respondeu  sua ansiosa guarda que esperava ao lado norte da clareira; na verdade, ele acenou para eles.
Edward comeou a recuar imediatamente, puxando meu brao e o de Emmett. Ele correu para trs, mantendo os olhos no perigo que avanava. Jacob recuou vagarosamente,
a pele em seus ombros ficou de p enquanto mostrava seus caninos para Aro. Renesmee se agarrou com fora em seu rabo enquanto recuvamos; ela o segurou como uma
correia, o forando a ficar conosco. Ns alcanamos nossa famlia ao mesmo tempo em que as capas escuras cercaram Aro novamente.
Agora tinham somente 12 metros entre ns - uma distncia que qualquer um de ns podia saltar em frao de um segundo.
Caius comeou a argumentar com Ato ao mesmo tempo.
"Como voc pode continuar com esta vergonha? Por que estamos parados aqui impotentemente diante de um crime exorbitante, cobertos por uma ridcula decepo?" Ele
segurou os braos rigidamente em seus lados, as mos enroladas em suas unhas. Me perguntei porque ele simplesmente no tocou Aro para compartilhar sua opinio. J
estvamos vendo uma diviso em seus nveis? Ns podamos ser sortudos assim?
"Porque  tudo verdade," Aro disse a ele calmamente. "Cada palavra dita. Veja quantas testemunhas prontas para dar uma evidncia de que eles tm visto esta milagrosa
criana crescer e amadurecer no pouco tempo em que a conhecem. Que eles tem sentido o calor do sangue que pulsa em suas veias." O gesto de Aro se arrastou de Amun
at Siobhan do outro lado.
Caius reagiu estranhamente s palavras de Aro, comeando to levemente pela meno de testemunhas. A raiva drenou de suas feies, substituda por uma fria avaliao.
Ele olhou de relance s testemunhas dos Volturis com uma expresso de quem parecia vagamente... nervoso.
Eu observei a multido furiosa tambm, e vi imediatamente que a descrio no se aplicava nem de longe. O frenesi por ao tinha se transformado em confuso. Conversas
sussurradas fervilhavam-se pela platia enquanto eles tentavam buscar o sentido no que havia acontecido.
Caius franziu a testa, entregue aos pensamentos. Sua expresso especulativa alegrou as chamas da raiva que me queimava, ao mesmo tempo em que me preocupou. E se
a guarda agisse novamente com algum sinal invisvel enquanto eles marchavam? Ansiosamente eu inspecionei meu escudo; ele parecia to impenetrvel quanto antes. Eu
o flexionei agora para baixo, uma cpula domada que arqueava sobre nosso corpo.
Pude sentir penas afiadas da luz onde minha famlia e amigos estavam parados - cada um dos aromas que pensei que seria capaz de reconhecer com prtica. Eu j conhecia
o de Edward - o dele era o mais brilhante de todos. Um espao extra vazio em volta do ponto onde o brilho estava me incomodou; no tinham uma barreira fsica para
o escudo, e se qualquer um dos talentosos Volturi fossem para baixo dele, ento no protegeria mais ningum, exceto eu. Carlisle era o mais distante; Eu absorvi
de volta o escudo passo a passo, tentando embal-lo o mais exatamente que pude em seu corpo.
Meu escudo pareceu querer cooperar. Ele adorou sua forma; quando Carlisle se mexeu para o lado para ficar mais perto de Tanya, o elstico esticou com ele, atrado
por seus estmulos.
Fascinada, eu puxei mais um pouco para envolver cada figura fraca que fosse um amigo ou um aliado. O escudo se pegou a eles com vontade, se movendo conforme eles
se moviam.
Somente um segundo tinha se passado; Caius ainda estava discutindo.
"Os lobisomens," ele murmurou por ltimo.
Com repentino pnico, percebi que a maioria dos lobisomens estava desprotegida. Eu estava prestes a alcan-los quando notei que, estranhamente, podia sentir seus
estmulos. Curiosa, tracei o escudo para eles, at Amun e Kebi - nossa beira mais distante do grupo - estavam do lado de fora com os lobos. Uma vez que eles estavam
do lado de fora, suas luzes desapareciam. Eles no existiam mais para aquele novo sentido. Mas os lobos ainda tinham chamas brilhantes - ou melhor, metade deles
tinha. Hmm.. eu avancei para fora de novo, e assim que Sam ficou coberto, todos os lobos estavam brilhantes novamente.
Suas mentes devem ser mais interconectadas do que eu imaginava. Se o Alfa estivesse dentro do meu escudo, o resto de suas mentes estava to protegido quando ele.
"Ah, irmo.." Aro respondeu  opinio de Caius com um olhar penoso.
"Voc defende aquela aliana tambm, Aro?" Caius perguntou. "As Crianas da Lua tm sido nossos amargos inimigos desde o comeo dos tempos. Ns temos caado-os quase
 extino da Europa e sia. Ainda que Carlisle encoraje sua relao familiar com esta enorme infestao - sem dvidas para tentar nos destruir. O melhor para proteger
seu deturpado estilo de vida."
Edward coou alto a garganta, e Caius olhou furiosamente para ele. Aro ps uma fina e delicada mo sobre seu prprio rosto, como se ele estivesse embaraado pelo
outro ancio.
"Caius,  o meio do dia," Edward indicou, gesticulando para Jacob. "Estas no so Crianas da Lua, claramente. Eles mal se relacionam com seus inimigos do outro
lado do mundo."
"Voc criou mutantes aqui," Caius cuspiu de volta a ele.
Edward apertou a mandbula e abriu o punho, e respondeu de maneira justa, "Eles nem mesmo so lobisomens. Aro pode te contar sobre isso, se voc no acredita em
mim."
No so lobisomens? Eu disparei um olhar mistificado para Jacob. Ele ergueu seus grandes ombros e os deixou cair - dando de ombros. Ele no sabia do que Edward estava
falando tambm.
"Querido Caius, eu teria te alertado para no pressionar neste ponto, se voc tivesse me dito seus pensamentos," Aro murmurou. "Apesar das criaturas pensarem em
si mesmas como lobisomens, elas no so. O nome mais exato para eles seria transmorfos. A escolha pela forma de um lobo foi puramente casual. Poderia ter sido um
urso ou um abutre ou uma pantera quando a primeira transformao foi feita. Estas criaturas realmente no tm nada a ver com as Crianas da Lua. Eles meramente herdaram
as habilidades de seus pais.  gentico - eles no continuam com sua espcie por infectar outros, do modo que verdadeiros lobisomens fazem."
Caius olhou furioso para Aro, com irritao e algo a mais - uma acusao de traio, talvez.
"Eles sabem nosso segredo," ele disse diretamente.
Edward parecia estar prestes a responder esta acusao, mas Aro foi mais rpido. "Eles so criaturas de nosso mundo supernatural, irmo. Talvez ainda mais dependentes
de discrio do que ns; eles dificilmente podem nos expor. Cuidado, Caius. Alegaes ilusrias no nos leva a lugar algum."
Caius respirou fundo e acenou. Eles trocaram um longo e significante olhar.
Pensei que entenderia a instruo por trs da expresso cuidadosa de Aro. Acusaes falsas no ajudavam a convencer as testemunhas que observavam do outro lado;
Aro estava alertando Caius a se mover na prxima estratgia. Eu me perguntei a razo por trs da aparente tenso entre os dois ancios - Caius de m vontade para
dividir seus pensamentos com toque - era porque Caius no se importava em mostrar tanto quanto Aro. Se o massacre que viria era muito mais essencial para Caius do
que uma reputao limpa.
"Eu quero falar com o informante," Caius anunciou abruptamente, e desviou seu olhar para Irina.
Irina no estava prestando ateno na conversa de Caius e Aro; seu rosto estava deformado em agonia, seus olhos fechados em suas irms, alinhadas para morrer. Estava
claro em seu rosto que ela sabia que sua acusao tinha sido totalmente falsa.
"Irina," Caius gritou, infeliz por ter que se dirigir a ela.
Ela ergueu os olhos, assustada e instantaneamente com medo.
Caius estalou seus dedos.
Hesitante, ela se mexeu da extremidade da formao dos Volturi, para ficar em frente  Caius novamente.
"Ento voc parece ter cometido um grande erro em suas alegaes," Caius comeou.
Tanya e Kate se inclinaram ansiosamente.
"Me desculpe," Irina sussurrou. "Eu devia ter tido certeza do que estava vendo. Mas eu no tinha idia..." ela gesticulou sem defesa em nossa direo.
"Querido Caius, voc pode esperar que ela tivesse adivinhado num instante uma coisa to estranha e impossvel?" Aro perguntou. "Qualquer um de ns teria feito a
mesma suposio."
Caius deu um tapa em Aro para silenci-lo.
"Todos ns sabemos que voc cometeu um erro," ele disse bruscamente. "Eu quis dizer falar de suas motivaes."
Irina esperou nervosamente que ele continuasse, e ento repetiu, "Minhas motivaes?"
"Sim, por vim espion-los, em primeiro lugar."
Irina hesitou com a palavra espionar.
"Voc estava infeliz com os Cullens, no ?"
Ela virou seus olhos miserveis para o rosto de Carlisle. "Estava," ela admitiu.
"Por que...?" Caius estimulou.
"Porque os lobisomens mataram meu amigo," ela sussurrou. "E os Cullens no se mantiveram longe do caminho para me deixar ving-lo."
"Os transmorfos," Aro corrigiu calmamente.
"Ento os Cullens ficaram ao lado dos transmorfos e contra nossa prpria espcie - contra a amiga de um amigo, ainda mais," Caius sumarizou.
Eu ouvi Edward um som repugnante sob sua respirao. Caius estava sinalizando lista, procurando por uma acusao que funcionaria.
Os ombros de Irina se endureceram. " assim que eu via."
Caius esperou novamente, e estimulou. "Se voc gostaria de fazer uma reclamao formal contra os transmorfos - e contra os Cullens por apoiar suas aes - agora
seria a hora." Ele sorriu um pequeno e cruel sorriso, esperando que Irina o desse a prxima desculpa.
Talvez Caius no entendesse famlias verdadeiras - relaes baseadas em amor do que amor por poder. Talvez ele superestimasse a potncia da vingana.
Irina sacudiu a mandbula, seus ombros se ajustaram.
"No, eu no tenho reclamao contra os lobos ou os Cullens. Voc veio aqui hoje para destruir uma criana imortal. No existem crianas imortais. Este foi meu erro,
e eu assumo toda a responsabilidade por ele. Mas os Cullens so inocentes, e voc no tem motivo para continuar aqui. Eu sinto muito," ela nos disse, e ento virou
seu rosto para as testemunhas dos Volturi. "No houve nenhum crime. No existe nenhuma razo vlida para vocs continuarem aqui."
Caius levantou suas mos enquanto ela falava, e tinha um objeto estranho de metal, gravado e ornado.
Era um sinal. A resposta foi to rpida que todos ns encaramos em chocante descrena enquanto acontecia. Antes tinha tempo para reagir, agora acabou.
Trs dos soldados dos vampiros saltaram adiante, e Irina estava completamente obscurecida por suas capas cinza. No mesmo instante, um horrvel grito metlico rasgou
pela clareira. Caius deslizou para o centro da cinza confuso, e o chocante grito pareceu explodir em um banho de fagulhas assustadoras, e lnguas de chama. Os soldados
pularam de volta do repentino inferno, imediatamente retomando seus lugares na perfeita linha reta da guarda.
Caius ficou sozinho ao lado dos resqucios flamejantes de Irina, o objeto de metal em sua mo ainda lanando um grosso jato de chama.
Com um pequeno barulho de um click, o jato de fogo da mo de Caius desapareceu. Uma arfada atravessou a massa de testemunhas por trs dos Volturi.
Ns tambm estvamos horrorizados por fazer qualquer barulho. Era a nica coisa para saber que a morte estava chegando com uma velocidade feroz, impossvel de ser
parada; era outra coisa para assistir acontecer.
Caius sorriu friamente. "Agora ela assumiu toda a responsabilidade por seus atos."
Seus olhos dispararam at nossa linha frontal, tocando ligeiramente as formas congeladas de Tanya e Kate.
Naquele segundo eu entendi que Caius nunca tinha subestimado os laos de uma famlia de verdade.Essa era a ttica.Ele no queria que Irina reclamasse; ele queria
desafi-la. Sua desculpa para destru-la, para a incendiar a violncia que encheu o ar como uma grossa nuvem de combustvel. Ele tinha feito uma partida.
A tensa paz deste pico j balanou de forma mais precria do que um elefante ou uma corda fina. Uma vez que a luta comeou, no haveria jeito de par-la. Ela s
iria se expandir at que um dos lados fosse totalmente extinto. Nosso lado. Caius sabia disso.
E Edward tambm.
 "Parem eles!" Edward gritou, pulando para agarrar o brao de Tanya enquanto ela recuava de um sorridente Caius com um grito enlouquecido de pura raiva. Ela no
pde se livrar de Edward antes que Carlisle tivesse trancado seus braos ao redor de sua cintura.
" tarde demais para ajud-la," ele justificou urgentemente enquanto ela lutava. "No o d o que ele quer!"
Kate foi difcil de refrear. Gritando sem pronunciar palavras como Tanya, ela quebrou no primeiro passo do ataque que terminaria com algum morto. Rosalie estava
mais perto dela, mas antes que Rose pudesse agarr-la pelo pescoo, Kate se chocou to violentamente que Rose se dobrou para o cho. Emmett pegou o brao de Kate
e a atirou para baixo, ento se balanceou para trs, seus joelhos se rendendo. Kate rolou aos seus ps, e parecia que ningum podia par-la.
Garrett se lanou para ela, a pressionando no cho novamente. Ele prendeu seus braos em volta dos dela, fechando as mos contra sua prpria cintura. Eu vi seu corpo
se contrair conforme ela se chocava. Seus olhos rolaram, mas ele no a soltou.
"Zafrina," Edward berrou.
Os olhos de Kate ficaram vazios e seus gritos se transformaram em lamrias. Tanya parou de se esforar.
"Me d uma viso," Tanya assobiou.
Desesperadamente, mas com toda a delicadeza que eu pude, arrastei meu escudo ainda mais estreito contra as fagulhas de meus amigos, o descascando cuidadosamente
de Kate enquanto tentava mant-lo ao redor de Garrett, fazendo uma pele fina entre eles.
E ento Garrett estava no comando de si mesmo novamente, segurando Kate.
"Se eu te soltar, voc me bater de novo, Katie?" ele sussurrou.
Ela rangeu os dentes em resposta, ainda batendo cegamente.
 "Me escutem, Tanya, Kate," Carlisle disse em um sussurro baixo, mas intenso. "Vingana no vai ajud-la agora. Irina no queria que vocs perdessem suas vidas desta
forma. Pensem no que esto fazendo. Se vocs os atac-los, todos ns morreremos."
Os ombros de Tanya arquearam com pesar, e ela se inclinou em Carlisle como apoio. Kate estava finalmente parada. Carlisle e Garrett continuaram a consolar as irms
com palavras urgentes demais para soar confortante.
E minha ateno voltou para o peso dos olhares que se comprimiram em nosso momento de caos. Do canto dos meus olhos eu podia ver que Edward e todo mundo, exceto
Carlisle e Garrett, estavam em suas guardas novamente tambm.
O brilho mais pesado veio de Caius, encarando com irritada descrena para Kate e Garrett no meio da neve. Aro tambm estava observando os dois, incredulidade era
a emoo mais forte em seu rosto. Ele sabia o que Kate podia fazer. Ele tinha sentido a potncia dela pelas memrias de Edward.
Ele entendeu o que estava acontecendo agora - ele viu que meu escudo tinha crescido com tanta fora e sutileza, mais do que o que Edward pensou que eu fosse capaz?
Ou ele pensou que Garrett tinha aprendido sua prpria forma de imunidade?
A guarda dos Volturi esteve na mais disciplinada ateno - eles estavam agachados para frente, esperando para saltar a contratacar no momento que atacarmos.
Atrs deles, quarenta e trs testemunhas olharam com expresses muito diferentes aquelas que eles tinham usado na entrada da clareira. A confuso tinha virado suspeita.
A destruio muito rpida de Irina tinha assustado todos. Qual tinha sido o seu crime?
Sem o ataque imediato em que Caius tinha contado distrair com seu ato apresado, as testemunhas dos Volturi interrogando exatamente o que continuava aqui. O Aro tirou
seus olhos prontamente quando o olhei, a sua cara o traindo com um relmpago de vergonha. A sua necessidade de um pblico tinha sado errado.
Ouvi o murmrio de Vladimir e Stefan de alegria e tranqilidade com o desconforto de Aro.
Aro estava obviamente preocupado com o cuidado do seu chapu branco, como os romenos tiveram admitido. Mas no acreditava que o Volturi nos abandonasse em paz apenas
para salvar a sua reputao. Depois que eles terminaram conosco, seguramente eles matariam suas testemunhas. Senti uma sbita compaixo estranha, da massa dos estrangeiros
que o Volturi tinha trazido para me olhar morrer. Demetri os caaria at que eles fossem extintos tambm.
Por Jacob e Renesmee, por Alice e Jasper, por Alistair, e para esses estrangeiros que no sabiam o que hoje lhes custaria, Demetri tinha de morrer.
Aro tocou o ombro de Caius ligeiramente. "Irina foi punido pelo falso testemunho contra esta criana." Isso deveria ser deveria ser a sua desculpa. Ele seguiu. "Talvez
devssemos voltar ao assunto que temos em mos?"
Caius se arrumou, e a sua expresso endurecida em sua ilegibilidade. Ele olhou para frente, no vendo nada. A sua cara me lembrou, esquisitamente, de uma pessoa
que acabava de saber que tinha sido rebaixada.
O Aro foi a frente, Renata, Felix, e Demetri automaticamente se moveram com ele.
"Apenas para ser completo," ele disse, "gostaria de falar com algumas das suas testemunhas. Procedimento, voc sabe." Ele tremulou uma mo com desprezo".
Duas coisas aconteceram ao mesmo tempo. Os olhos de Caius se concentraram em Aro, e o sorriso cruel muito pequeno voltou. E Edward assobiou, as suas mos se fecharam
em punhos to apertados que pareceu que os ossos dos ns dos seus dedos iriam se partir pela sua pele dura de diamante.
Estava desesperada para lhe perguntar oq eu estava acontecendo, mas Aro estava bastante perto para ouvir at a quieta respirao. Eu vi Carlisle olhar ansiosamente
para o rosto de Edward, e depois a seu prpria rosto endureceu.
Enquanto Caius tinha tentado com acusaes inteis e tentativas sem juzo de provocar uma luta, Aro devia estado tentando uma estratgia mais eficaz.
Aro mover-se como um fantasma atravs da neve para o fim da nossa linha, parando aproximadamente dez metros de Amun e Kebi. Os lobos prximos estiveram furiosamente
eriados mas mantiveram as suas posies.
"Ai, Amun, meu vizinho do Sul!" Aro disse calorosamente. "Faz tanto tempo que voc me visitou."
O Amun ficou imvel com ansiedade, Kebi era uma esttua ao seu lado. "O tempo significa pouco; nunca noto sua passagem," disse Amun por lbios que no se moviam.
" verdadeiro," concordou Aro. "Mas talvez voc tivesse outra razo para ficar afastado?"
Amun no disse nada.
"Pode ser terrivelmente que exigente organizar recm-chegados em um grupo de cls. Sei isto muito bem! Sou grato que existam outros para tratar desse tdio. Estou
contente as suas novas adies tm se ajustado to bem. Eu gostaria de ter sido apresentado. Estou certo de que voc estava pensando em vir me logo."
"Naturalmente," Amun disse, o seu tom foi to sem emoes que foi impossvel ver se havia medo ou sarcasmo no seu consentimento.
"Oh bem, estamos todos juntos agora! No  encantador?"
Amun acenou com cabea, seu rosto era um espao em branco.
"Mas a razo da sua presena aqui no  to agradvel, infelizmente. O Carlisle convidou-o a testemunhar?"
"Sim."
 "E o que voc testemunhou por ele?"
Amun falou com a mesma falta fria da emoo. "Observei a criana em questo. Ficou evidente quase imediatamente que ela no era uma criana imortal-"
"Possivelmente devemos definir a nossa terminologia," interrompeu Aro, "agora que parecem haver novas classificaes. Uma criana imortal, voc naturalmente acredita
ser uma criana humana que foi mordida e assim transformada em um vampiro."
"Sim, isto  o que penso."
"O que voc observou sobre a criana?
"As mesmas coisas que voc seguramente viu na mente de Edward. Que a criana  sua biologicamente. Que ela cresce. Que ela aprende."
"Sim, sim," disse Aro, uma pitada de impacincia no seu outro tom amvel. "Mas especificamente em suas poucas semanas aqui, o que voc viu?"
A testa de Amun enrugou. "Que ela cresce ... rapidamente."
Aro sorriu. "E voc acredita que deve se permiti que ela viva?"
Um assobio passou por meus lbios, e no foi o nico. A metade dos vampiros na nossa linha ecoou o meu protesto. O som foi um chiado baixo da fria que suspendeu
no ar. Do outro lado da clareira, algumas das testemunhas dos Volturi fizeram o mesmo barulho. Edward retrocedeu e enrolou sua mo em meu pulso.
Aro no se virou ao barulho, mas Amun olhou em volta inquietamente.
"No vim para fazer julgamento," ele usou expresses ambguas.
O Aro riu ligeiramente. "Somente sua opinio."
Amun levantou o queixo. "No vejo nenhum perigo na criana. Ela aprende mais rpido do que ela cresce."
O Aro acenou com cabea, considerando. Depois de um momento, ele virou para sair.
"Aro?" Amun chamou.
O Aro girou atrs. "Sim, amigo?"
"Dei o meu testemunho. No tenho nenhum negcio aqui. Minha companheira e eu gostaramos de poder ir agora."
Aro sorriu calorosamente. "Naturalmente. Estou to contente por que fomos capazes de conversar para um pouco. E estou certo de que nos veremos em breve."
Os lbios de Amun estavam uma linha apertada quando ele inclinou a sua cabea uma vez, reconhecendo a ameaa oculta. Ele tocou o brao de Kebi, e logo eles correram
rapidamente para a orla do Sul e desapareceram entre asrvores. Eu sabia que eles no deixariam de correr para um longo tempo.
Aro deslizava ao longo da nossa linha ao Leste, os seus guardas que pairam tensamente. Ele parou quando esteva em frente a forma macia de Siobhan.
"Ol, querido Siobhan. Voc est to encantador como sempre."
Siobhan inclinou sua cabea, esperando.
"E voc?" Ele perguntou. "Voc responderia minhas perguntas do mesmo jeito que Amun fez?"
"Eu responderia," Siobhan disse. "Mas eu talvez acrescentasse um pouco mais. Renesmee entende as limitaes. Ela no  perigosa pros humanos - ela se mistura melhor
do que ns. Ela no constitui um risco de exposio."
"Voc no consegue pensa em nenhum?" Aro perguntou sobriamente.
Edward rosnou, um som baixo saindo de sua garganta.
Olhos nebulosos olhos cor de carmin de Caius brilharam.
Renata se esticou de modo protetor na direo de seu mestre.
E Garrett liberou Kate a dar um passo  frente, ignorando a mo de Kate enquanto ela tentava alert-lo dessa vez.
Siobhan respondeu devagar, "Eu no acho que sigo voc."
Aro virou-se ligeiramente, casualmente, mas em direo ao resto de sua guarda. Renata, Felix e Demetri estavam mais prximos que sua sombra.
"Nenhuma lei foi quebrada," Aro disse numa voz aplacada, mas todos ns podamos ouvir que uma qualificao estava por vir. Eu lutei contra a raiva que tentou arranhar
pela minha garganta e rosnei em desafio. Eu transferi minha fria pro meu escudo, engrossando-o, tendo a certeza de que estavam todos protegidos.
"Sem leis quebradas," Aro repetiu. "Contudo, mas isso significa que no haja perigo? No." Ele balanou a cabea gentilmente. "Isso  outra coisa."
A nica resposta foi que os nervos, j tensos, se contraram ainda mais, e Maggie, no fim da nossa linha de combatentes, balanando sua cabea com raiva.
Aro caminhou pensativo, parecendo que ele flutuava ao invs tocar o cho com seus ps. Eu percebi que cada passo o levava pra mais prximo de sua guarda.
"Ela  nica... completa e impossivelmente nica. Que desperdcio seria, destruir algo to adorvel. Especialmente quando poderamos aprender tanto..." Ele suspirou,
como se no estivesse disposto a continuar. " Mas h perigo, perigo esse que no pode ser simplesmente ignorado."
Ningum respondeu  sua afirmao. Era um silncio enquanto ele prosseguia em seu monlogo que mais parecia como se ele estivesse falando pra si mesmo.
"Que irnico  que enquanto os avanos humanos, enquanto eles acreditam em seus avanos cientficos e controlam seu mundo, mais longe ns estamos de ser descobertos.
Ainda, enquanto nos tornamos mais desinibidos por conta de sua descrena no sobrenatural, eles ficam fortes o suficiente com sua tecnologia que, se eles quisessem,
eles poderiam nos expor e at mesmo destruir alguns de ns.
"Por milhares e milhares de anos, nosso segredo foi mais uma questo de convenincia, de tranqilidade, do que realmente segurana. Essa ltima duro, nervoso sculo
deu  luz armas de tal poder que poderiam ser perigosos at para imortais. Agora o nosso status de meramente mitos nos protege dessas criatura fracas que caamos.
 "Essa incrvel criana" - ele levantou a palma de sua mo como se fosse coloc-la em Renesmee, embora ele estivesse a quase quarenta metros de distncia dela, quase
junto  formao dos Volturi de novo - "se ns poderamos conhecer seu potencial - saber com absoluta certeza que ela pode permanecer coberta juntamente com a abscuridade
que nos protege. Mas ns no sabemos nada do que ela pode se tornar! Seus prprios pais tm medo quanto a seu futuro. Ns no podemos saber o que ela vai saber quando
crescer." Ele fez uma pausa, olhando primeiramente pras nossas testemunhas, e ento, significativamente, pras dele. Sua voz deu uma boa impresso de estar sendo
rasgadas pelas prprias palavras.
Ainda olhando pras nossas testemunhas, ele falou de novo. "Apenas o conhecido  seguro. Apenas o conhecido  tolervel. O desconhecido ... vulnerabilidade."
O sorriso de Caius se abriu.
"Voc est conseguindo, Aro," Carlisle disse em uma voz desolada.
"Paz, amigo," Aro sorriu, seu rosto gentil, sua voz doce, como sempre. "No sejamos apressados. Vamos ver os dois lados."
"Poderia oferecer um lado a ser considerado?" Garrett pediu num tom elevado, dando um passo a frente.
"Nmade," Aro disse, dando permisso.
O queixo de Garrett elevou-se. Seus olhos focados na grande massa no fundo da clareira, e ele falou diretamente s testemunhas dos Volturi.
"Eu vim aqui a pedido de Carlisle, como as outras testemunhas," ele disse. "Isso certamente no  mais necessrio, quanto  criana. Ns todos vemos o que ela .
"Eu fiquei pra testemunhar algo mais. Vocs." Ele apontou seu dedo aos cuidadosos vampiros. "Dois de vocs eu conheo - Makenna, Charles - e eu posso ver que muitos
de vocs so viajantes, vagabundos como eu mesmo. Respondendo por ningum. Pensem cuidadosamente no que eu lhes digo.
"Os antigos no vieram aqui por justia, como eles disseram. Ns suspeitamos, e agora est provado. Eles vieram, enganados, mas com uma desculpa pra ao deles.
Testemunhem agora que eles procuram por uma outra desculpa pra continuar a verdadeira misso deles. Testemunhem eles lutarem pra achar uma justificativa pro verdadeiro
propsito deles - destruir essa famlia aqui." Ele apontou pra Carlisle e Tanya.
"Eu testemunhei os laos entre essa famlia - eu digo famlia e no cl. Esses seres de olhos dourados negam sua prpria natureza. Mas em compensao, eles acharam
algo que valesse mais a pena, talvez, que satisfao do desejo? Eu fiz um pequeno estudo sobre eles no meu tempo aqui, e me parece que intrnseco lao familiar -
que os faz possveis -  o carter pacificador dessa vida de sacrifcio. No h agresso aqui como ns todos vemos nos grandes cls do sul, que cresceram e desapareceram
to rpido em suas contendas selvagens. No h pensamento sobre dominao. E Aro sabe disso melhor que eu."
Eu observei o rosto de Aro diante das palavras de condenao de Garrett, aguardando tensamente por alguma resposta. Mas o rosto de Aro estava educadamente divertido,
como se esperasse um furor infantil pra perceber que ningum estava prestando ateno em suas teatralidades.
"Carlisle nos assegurou, quando ele nos disse o que estava por vir, que ele no nos chamou pra lutar. Essas testemunhas - Garrett apontou pra Siobhan e Liam - "concordaram
em dar evidncias, para conter o avano dos Volturi com sua presena de modo que Carlisle tivesse a chance de apresentar a situao.
 "Mas alguns de ns imaginaram" - os olhos dele foram em direo a Eleazar - "se a verdade de Carlisle seria o suficiente para os chamdos juticeiros. Os Volturi
esto protegendo o nosso segredo, ou esto protegendo seu prprio poder? Eles vieram destruir uma criao ilegal, ou um modo de vida? Eles poderiam ficar satisfeitos
quando o perigo se mostrasse como apenas um mal-entendido? Ou eles prosseguiriam sem a desculpa de justia?
"Ns temos a resposta pra todas essas perguntas. Ns ouvinmos nas palavras mentirosas de Aro - ns temos um dom de saber algumas coisas com certeza - e ns vemos
isso agora no sorriso malicioso de Caius. A guarda deles  apenas uma arma, uma ferramenta de dominao de seus mestres.
"Ento agora h mais perguntas, perguntas essas que voes devem responder. Quem comanda vocs, nmades? Vocs respondem pela vontade de algum a no ser a de vocs
mesmo? Vocs so livres pra escolher seu caminho, ou os Volturi vo decidir como vocs vo viver?
"Eu vim pra testemunhar. Fico pra lutar. Os Volturi no se importam com a morte da criana. Eles procuram pela morte da nossa liberdade de escolha."
Ele voltou seu rosto, ento, pros antigos. "Ento venham, eu digo! No nos faa ouvir mais mentiras. Sejam honestos em suas intenes e ns seremos honestos nas
nossas. Ns vamos defender nossa liberdade. Vocs vo ou no atac-la? Escolham agora, e deixem essas testemunhas verem o que realmente est sendo discutido aqui."
Mais uma vez ele olhou pras testemunhas dos Volturi, seus olhos provando cada face. O poder das palavras dele era evidente em suas expresses. "Vocs deviam considerar
se juntar a ns. Se vocs acham que os Volturi vo deixar vocs viverem pra contar essa histria, vocs esto enganados. Ns todos devemos ser destrudos" - ele
se encolheu - "mas de novo, talvez no. Talvez ns estamos mais apoiados do que eles sabem. Talvez os Volturi finalmente encontraram seu desafio. Eu prometo a vocs
isso, embora - se ns cairmos, vocs tambm cairo."
Ele encerrou seu caloroso discurso voltando ao lado de Kate e ento, se agachando um pouco, preparado pro ataque violento.
Aro sorriu."Um belo discurso, meu amigo revolucionrio."
Garrett permaneceu em sua posio de ataque. "Revolucionrio?" Ele rosnou. "Eu estou me revoltando contra quem, devo perguntar? Voc  o meu rei? Voc espera que
eu te chame de mestre tambm, como sua obediente guarda?
"Paz, Garrett," Aro disse, tolerante. "Eu quis apenas fazer referncia ao tempo em que voc nasceu. Ainda um patriota, eu vejo."
Garrett olhou de volta furiosamente.
"Vamos perguntar  nossas testemunhas," Aro sugeriu. "Vamos ouvir o que eles pensam antes de tomarmos a nossa deciso. Digam-nos, amigos" - e ele se voltou casualmente
pra gente, movendo alguns metros em direo  sua massa de observadores parados ainda mais perto dos limites da floresta - "o que vocs acham disso tudo? Eu posso
lhes assegurar que a criana no  o que temamos. Deveramos correr o risco de deix-la viver? Deveramos pr nosso mundo em perigo pra manter a famlia deles intacta?
Ou Garrett realmente est certo quanto a isso? Vocs se juntaro a eles numa luta contra a nossa repentina vontade de dominao?"
As testemunhas olharam pra ele com semblantes cuidadosos. Uma, uma mulher de cabelos negros, olhou rapidamente pro homem loiro a seu lado.
"So apenas essas as nossas opes?" Ela perguntou de repente, olhar em direo  Aro. "Concordar com voc, ou lutar contra vocs?"
 "Claro que no, charmosa Makenna," Aro disse, parecendo horrorizado que algum pudesse chegar quela conluso. "Vocs podem ir em paz, claro, assim como Amun fez,
mesmo se discordarem da deciso do conselho."
Makenna olhou pra cara de seu parceiro de novo, e ele concordou no mesmo instante.
"Ns no viemos pra lutar." Ela fez uma pausa, respirou, ento disse, "Ns viemos pra testemunhar. E nosso testemunho  que a famlia  inocente, Tudo que Garrett
disse  verdade."
"Ah," Aro disse, tristemente. "Eu sinto muito que voc nos veja dessa maneira. Mas  a natureza do nosso trabalho."
"No  o que eu vejo, mas o que sinto," o parceiro de Makenna disse numa voz alta e nervosa. Ele olhou pra Garrett. "Garrett disse que eles tm meios de saber a
verdade. Eu tambm sei quando eu estou escutando a verdade, e quando eu no estou." Com olhos assustados ele se moveu pra mais perto de sua parceira, esperando pela
reao de Aro.
"No nos tema, amigo Charles. Sem dvidas o patriota acredita no que ele diz," Aro riu suavemente, e os olhos de Charlie se comprimiram.
"Este  o nosso testemunho," Makenna disse. "Estamos indo embora agora."
Ela e Charles se foram lentamente, no se virando antes de serem perdidos de vista nas rvores. Um outro estranho comeou a retirada do mesmo jeito, ento mais trs
dispararam atrs ele.
Eu avaliei os trinta e sete vampiros que ficaram. Alguns deles pareciam muitos confusos pra se decidir. Mas a maioria parecia mais consciente ao confronto que se
seguiria. Eu achei que eles estivessem inclinados por saber exatamente quem estaria correndo atrs deles.
Eu tinha certeza que Aro viu a mesma coisa que eu. Ele se virou, indo em direo  sua guarda com um grande passo. Ele parou em frente deles, e se dirigiu a eles
com uma voz clara.
"Ns estamos em maior nmero, queridos,"ele disse. "No podemos esperar ajuda de fora. Deveramos deixar essa questo a decidir pra salvar vocs mesmo?"
"No, mestre," eles sussurraram unissonamente.
"A proteo do nosso mundo vale a perda de alguns do nosso nmero?"
"Sim," eles respiraram. "Ns no estamos com medo."
Aro sorriu e virou-se pro seus companheiros de preto.
"Irmos," Aro disse sombriamente, "h muito a se considerar aqui."
"Vamos aos conselhos," Caius disse malicioso.
"Vamos aos conselhos," Marcus repetiu num tom desinteressado.
Aro se virou de costas pra ns de novo, olhando pros outros antigos.Eles juntaram as mos pra formar um tringulo cober to de preto.
Assim que a ateno de Aro se voltou ao sliencioso conselho, mas duas de suas testemunhas desapareceram silenciosamente na floresta. Eu esperava, pelo seu prprio
bem, que eles fossem rpidos.
Foi isso. Cuidadosamente, eu fui tirando os braos de Renesmee do meu pescoo.
"Voc se lembra do que eu te disse?"
Lgrimas invadiram seus olhos, mas ela concordou. "Eu amo voc," ela sussurrou.
Edward estava nos observando agora, seus olhos cor de topzio arregalados. Jacob nos olhava pelos cantos de seus olhos negros.
"Eu te amo tambm," eu disse e ento eu toquei seu medalho. "Mais que a minha prpria vida." Eu beijei sua testa.
Jacob lamentou inquietamente.
Eu me estiquei na ponta dos ps e sussurrei em seu ouvido. "Espere at que eles estejam totalmente distrados, ento, corra com ela. V o mais longe que voc conseguir.
Uando vocs estiverem o mais longe que puderem a p, ela tem o que vocs precisam pra fugir pelo ar."
As caras de Edward e Jacob eram quase mscaras de terror, apesar de que um deles era um animal.
Renesmee se estivou pra Edward, e ele a pegou em seus braos. Eles se abraaram fortemente.
"Era isso que voc escondeu de mim?" Ele sussurrou acima da cabea dela.
"De Aro," eu respirei.
"Alice?"
Eu concordei.
O rosto dele se contorceu de dor e entendimento. Foi aquela a expresso no meu rosto quando eu percebi as idias de Alice?
Jacob estava rosnando calmamente, num som baixo que era contnuo como um ronronado. Seu focinho estava tenso e seus dentes pra fora.
Edward beijou a testa de Renesmee e suas bochechas, e ento a levantou at os ombros de Jacob. Ela subiu com agilmente para as suas costas, colocando-se no lugar
e agarrando-se a seu plo e se posicionou facilmente no espao entre os ossos de seu ombro.
Jacob se virou pra mim, seus olhos expressivos cheios de agonia, o Ruidoso rosnado ainda sonoro em seu peito.
 "Voc  o nico a quem eu a confiaria," eu murmurei pra ele. "Se voc no a amasse tanto, eu nunca faria isso. Eu sei que voc pode proteg-la, Jacob."
Ele lamentou de novo, e abaixou sua cabea no ombro.
"Eu sei," eu sussurrei. "Eu te amo tambm, Jake. Voc vai sempre ser meu melhor amigo."
Uma lgrima do tamanho de uma bola de baseball rolou no plo embaixo de seus olhos.
Edward conduziu sua cabea pro mesmo ombro em que ele tinha colocado Renesmee. "Adeus, Jacob, meu irmo... meu filho."
Os outros no estavam conscientes da cena de despedida. Os olhos deles estavam presos ao tringulo preto, mas eu diria que eles estava, ouvindo.
"No h esperana, ento?" Carlisle sussurrou. No havia medo em sua voz. Apenas determinao e aceitao.
"Claro que h esperana," eu murmurei de volta. Poderia ser verdade, eu disse a mim mesma. "Eu sei apenas do meu destino."
Edward pegou minha mo. Ele sabia que ele estava includo. Quando eu disse meu destino, no havia dvida que eu falava por ns dois. Ns ramos metades de um inteiro.
A respirao de Esme estava irregular atrs de mim. Ela se moveu pra gente, tocando nossos rostos enquanto passava, pra ficar ao lado de Carlisle e segura sua mo.
De repente, ns estvamos rodeados por murmrios de adeus e "eu te amo."
"Se ns sobrevivermos a isso," Garrett sussurou pra Kate, "eu vou seguir voc pra qualquer lugar, mulher."
 "Agora que ele me fala," ela meditou.
Rosalie e Emmett se beijaram rpida, mas apaixonadamente.
Tia acariciou o rosto de Benjamin. Ele sorriu de volta alegremente, pegando sua mo e segurando-a contra sua bochecha.
Eu no vi todas as expresses de dor e amor. Eu estava distrada pela repentina presso contra o meu escudo. Eu no poderia dizer de onde ela vinha, mas ela parecia
direcionada s pontas do grupo, Siobhan e Liam particularmente. A presso no causou danos, e ento tinha se dissipado.
No havia mudado o silncio, o conselho ainda se reunia. Mas talvez houvesse algum sinal que eu perdi.
"Se preparem," eu sussurrei pros outros. "Est comeando."

38 - PODER
"Chelsea est tentando quebrar nossas defesas", Edward sussurrou. "Mas ela no consegue encontra-las. Ela no consegue nos sentir aqui..." Os olhos dele viraram
pra mim. "Voc est fazendo isso?"
Eu sorri severamente pra ele. "Isso  tudo culpa minha."
Edward saiu de perto de mim de repente, sua mo se lanando para Carlisle. Ao mesmo tempo, eu senti um golpe muito mais forte no escudo onde ele se esticava ao redor
de Carlisle. No era doloroso, mas tambm no era agradvel.
"Carlisle? Voc est bem?" Edward respirou freneticamente.
"Sim. Porque?"
"Jane", Edward respondeu.
No momento que ele disse seu nome, uma dzia de ataques concentrados nos atacou em um segundo, atingindo todo o escudo elstico, mirados em doze diferentes pontos
brilhantes. Eu me mexi, pra ter certeza de que o escudo continuava sem danos. No parecia que Jane tinha sido capaz de perfur-lo. Eu olhei ao redor rapidamente;
todos estavam bem.
"Incrvel", Edward disse.
"Porque eles no esto esperando pela deciso?" Tanya assobiou.
"Procedimento normal", Edward respondeu bruscamente. "Eles geralmente tiram a capacidade dos que esto sob julgamento para que eles no fujam."
Eu olhei atravs do escudo para Jane, que estava encarando o meu grupo com furiosa descrena. Eu tinha certeza, alm de mim, que ela nunca havia visto ningum continuar
de p durante seus violentos golpes.
Isso provavelmente no era muito maduro. Mas eu me dei conta que Aro levaria cerca de meio segundo para adivinhar - se  que ele j no havia - que o meu escudo
era mais poderoso do que Edward havia imaginado; eu tinha um grande alvo na minha testa e j no havia nenhuma necessidade de manter a extenso do que eu podia fazer
em segredo. Ento eu abri um sorriso enorme, convencido, direto pra Jane.
Os olhos dela se estreitaram, e eu senti outra pontada de presso, dessa vez dirigida a mim.
Eu abri mais os lbios, mostrando os dentes.
Jane rosnou to alto que mais pareceu um grito. Todo mundo deu um salto, at a disciplinada guarda. Todos menos os ancies, que nem sequer olharam pra cima de sua
conferncia. Seu gmeo agarrou seu brao quando ela se preparava para saltar.
Os Romenos comearam a rir com obscura antecipao.
"Eu te disse que essa  nossa hora," Vladimir disse a Stefan.
"Olha s para o rosto da bruxa", Stefan riu.
Alec bateu no ombro da irm para tranqiliz-la, e ento passou o brao dela por baixo do dele. Ele virou o rosto pra ns, perfeitamente calmo, completamente angelical.
Eu esperei por alguma presso, algum sinal do seu ataque, mas no senti nada. Ele continuou a olhar na nossa direo, seu rosto perfeitamente composto. Ele estava
atacando? Ele estava ultrapassando meu escudo? Eu era a nica que ainda conseguia v-lo? Eu apertei a mo de Edward.
"Voc est bem?" Eu resfoleguei.
"Sim", ele sussurrou.
"Alec est tentando?"
Edward balanou a cabea. "O dom dele  mais lento que o de Jane.  assustador. Ir nos tocar em alguns segundos."
A eu vi, quando eu tinha uma idia do que eu estava procurando.
Uma estranha nvoa estava atravessando a neve, praticamente invisvel contra o branco. Me fez lembrar de uma miragem - uma pequena deformidade na vista, algo como
um vislumbre. Eu empurrei meu escudo para a frente de Carlisle e o resto da linha de frente, com medo de ficar perto demais da nvoa quando ela de aproximasse. E
se ela passasse direto pela minha proteo intangvel? Devamos correr?
Um estrondo baixo murmurou no cho a nossos ps, e uma rajada de vendo fez a neve voar em pingos repentinos entre a nossa posio e a dos Volturi. Benjamin tambm
tinha visto a assustadora ameaa, e agora ele tentava afastar a nvoa de ns. A neve deixava fcil de ver pra onde ele jogava o vento, mas mesmo assim a nvoa no
reagiu. Era como o ar soprando uma sombra sem causar danos; a sombra era imune.
A formao triangular dos ancies finalmente se quebrou quando, com um gemido atormentador, uma fissura profunda, estreita, em formato de zigue zague, se abriu no
meio da clareira. A terra sob meus ps balanou um momento. A neve caiu no buraco, mas a nvoa passou direto por ele, to intocado pela gravidade quanto pelo vento.
Aro e Caius olharam a terra se abrindo com os olhos arregalados. Marcus olhou na mesma direo sem emoo.
Eles no falaram; eles tambm esperaram, enquanto a nvoa se aproximava de ns. O vento soprou mais alto, mas no mudou o curso da nvoa. Agora Jane estava sorrindo.
E ento a nvoa atingiu a parede.
Eu pude sentir assim que ela tocou meu escudo - ela era densa, tinha um gosto doce que me deixava saciada. Isso me fez lembrar do efeito leve dormente que Novocana
deixava na minha lngua.
A nvoa se curvou pra cima, procurando uma brecha, uma fraqueza. No encontrou nenhuma. Os dedos da neblina em movimento se mexeram para cima e para os lados, tentando
encontrar uma forma de entrar, e no processo, ilustrando o incrvel tamanho da tela protetora.
Houve rudos nos desfiladeiros dos dois lados de Benjamin.
"Muito bem, Bella!" Benjamin torceu numa voz baixa.
Meu sorriso retornou.
Eu podia ver os olhos estreitos de Alec, dvida em seu rosto pela primeira vez enquanto a nvoa dele arrodeava os cantos do meu escudo sem causar danos.
E ento eu soube que conseguiria. Obviamente, eu seria a prioridade nmero um, a primeira a morrer, mas enquanto eu segurasse, ns estvamos a mais um p de igualdade
com os Volturi. Ns ainda tnhamos Benjamin e Zafrina; eles no tinham absolutamente nenhum poder super natural. Enquanto eu agentasse.
"Eu vou ter que me concentrar", eu sussurrei pra Edward. "Quando chegar a hora do mano a mano, ser mais difcil manter o escudo ao redor das pessoas certas."
"Eu vou mant-los longe de voc."
"No. Voc tem que pegar Demetri. Zafrina os manter longe de mim."
Zafrina balanou a cabea solenemente. "Ningum tocar essa jovem", ela prometeu a Edward.
"Eu mesma iria atrs de Jane e Alec, mas eu posso fazer mais daqui."
"Jane  minha", Kate assobiou. "Ela precisa sentir o gosto do seu prprio remdio."
"E Alec me deve muitas vidas, mas eu vou acertar as contas", Vladimir rosnou do outro lado. "Ele  meu."
"Eu s quero Caius", Tanya disse uniformemente.
Os outros tambm comearam a dividir oponentes, mas foram rapidamente interrompidos.
Aro, olhando calmamente para a nvoa ineficaz de Alec, finalmente falou.
"Antes de voltarmos", ele comeou.
Eu balancei a cabea com raiva. Eu estava cansada dessa charada. A sede de sangue estava me iniciando de novo, e eu lamentei no poder ajudar mais os outros ficando
em p direito. Eu queria lutar.
"Deixe-me lembra-los", Aro continuou. "que qualquer que seja a deciso do conselho aqui, no h necessidade de violncia aqui."
Edward rosnou uma risada obscura.
Aro o encarou tristemente. "Ser uma perda lastimvel para a sua espcie perder qualquer um de vocs. Mas voc, especialmente, jovem Edward, e sua companheira recm
nascida. Os Volturi ficariam felizes em receber muitos de vocs em nosso grupo. Bella, Benjamin, Zafrina, Kate. Existem muitas escolhas  sua frente. Considerem-nas."
A tentativa de Chelsea de nos atacar flutuou sem potncia pelo meu escudo. O olhar de Aro passou por cima das nossas cabeas, procurando algum sinal de hesitao.
Pela expresso dele, ele no encontrou nenhuma.
Eu sabia que ele estava desesperado para ficar com Edward e eu, para nos aprisionar da mesma forma que queria escravizar Alice. Mas essa luta era grande demais.
Se eu vivesse, ele no venceria. Eu estava violentamente feliz por ser forte o suficiente para no dar a ele uma chance de me matar.
"Vamos votar, ento", ele disse com aparente relutncia.
Caius falou com ansiosa pressa. "Essa criana  um risco desconhecido. No h razo de permitir que tal risco exista. Ela deve ser destruda, junto com todos que
a protegem." Ele sorriu em expectativa.
Eu lutei com um grito de desafio em resposta ao seu sorriso cruel.
Marcus ergueu os olhos sem se importar, parecendo olhar atravs de ns enquanto votava.
"Eu no vejo nenhum perigo imediato. A criana  segura por enquanto. Ns sempre podemos reavaliar mais tarde. Vamos viver em paz." A voz dele era mais fraca que
os suspiros leves de seu irmo.
Ningum da guarda relaxou suas posies preparadas pelas palavras de discordncia. O sorriso antecipatrio de Caius no se esvaiu. Foi como se Marcus nem tivesse
falado.
"Eu devo dar o voto de deciso, aparentemente", Aro meditou.
De repente, Edward enrijeceu ao meu lado. "Sim!" Ele assobiou.
Eu arrisquei uma olhada pra ele. seu rosto brilhava com uma expresso de triunfo que eu no compreendi - era a expresso que um anjo da destruio devia usar enquanto
o mundo queimava. Linda e assustadora.
Houve uma baixa reao da guarda, um murmrio inquieto.
"Aro?" Edward chamou, praticamente gritou, vitria indisfarada em sua voz.
Aro hesitou por um segundo, acessando esse novo humor antes de responder cautelosamente. "Sim, Edward? Voc tem algo mais...?"
"Talvez", Edward disse agradado, controlando sua inesperada excitao. "Primeiro, eu poderia esclarecer um ponto?"
"Certamente", Aro disse, erguendo as sobrancelhas, nada agora alm de um educado interesse em seu tom. Meus dentes se prenderam; Aro nunca era mais perigoso do que
quando era gracioso.
 "O perigo que voc prev vir da minha filha - isso se baseia inteiramente em nossa inabilidade de saber como ela se desenvolver? Essa  a raiz do problema?"
"Sim, amigo Edward", Aro concordou. "Se pudssemos saber... ter certeza de que, enquanto cresce, ela ser capaz de se manter longe do mundo humano - sem colocar
em perigo a segurana da nossa obscuridade..." Ele parou, erguendo os ombros.
"Ento, se pudssemos ter certeza", Edward sugeriu, "exatamente de como ela crescer... no h absolutamente nenhuma necessidade para um conselho?"
"Se houver alguma forma de ter absoluta certeza", Aro concordou, sua voz suave levemente mais estridente. Ele no podia ver onde Edward o estava levando. Eu tambm
no. "Ento, sim, no h questo a debater."
"E nos separaramos em paz, bons amigos mais uma vez?" Edward perguntou com uma pontada de ironia.
Ainda mais estridente. " claro, meu jovem amigo. Nada me agradaria mais."
Edward gargalhou exultantemente. "Ento eu tenho algo mais a oferecer."
Os olhos de Aro se estreitaram. "Ela  absolutamente nica. Seu futuro s pode ser adivinhado."
"No absolutamente nico", Edward discordou. "Raro, certamente, mas no nico."
Eu senti o choque, a repentina esperana comeando a viver, enquanto ela ameaava me distrair. A nvoa de aparncia doentia ainda arrodeava os cantos do meu escudo.
E, enquanto eu lutava para me concentrar, eu senti de novo a forte, penetrante presso contra minha proteo.
"Aro, voc pediria a Jane pra parar de atacar a minha esposa?" Edward pediu cortesmente. "Ainda estamos discutindo as evidncias."
Aro ergueu a mo. "Paz, meus queridos. Vamos ouvi-lo."
A presso desapareceu. Jane mostrou os dentes para mim; eu no pude evitar sorrir de volta pra ela.
"Porque voc no se junta a ns, Alice?" Edward chamou alto.
"Alice", Esme sussurrou chocada.
Alice!
Alice! Alice! Alice!
"Alice" "Alice", outras vozes murmuraram ao meu redor.
"Alice", Aro respirou.
Alvio e violenta alegria me invadiram. Toda a minha fora de vontade foi necessria para manter o escudo onde ele estava. A nvoa de Alec ainda testava, procurando
uma fraqueza - Jane veria se eu deixasse buracos.
E ento eu os ouvi correndo pela floresta, voando, fechando a distncia to rapidamente quanto podiam sem diminuir os esforos com o silncio.
Ambos os lados estavam em expectativa. As testemunhas Volturi fizeram careta com uma confuso fresca.
E ento Alice danou clareira adentro vindo do sul, e eu me senti como se a alegria de v-la de novo fosse me derrubar. Jasper estava apenas a centmetros dela,
seus olhos penetrantes ferozes. Perto, logo atrs deles, corriam trs estranhos; a primeira era uma mulher alta, musculosa, com cabelos escuros - obviamente Kachiri.
Ela tinha os mesmos membros alongados e feies das outras Amazonas, at mais pronunciadas no caso dela.
A prxima era uma mulher pequena com uma pele tom de oliva com uma longa trana de cabelo preto batendo em suas costas. Seus olhos vermelhos passaram nervosamente
pelo confronto  sua frente.
O ltimo era um jovem homem... no to fluido ou rpido em sua corrida. A pele dele era de um marrom impossivelmente rico, escuro. Os olhos dele passaram pela reunio,
eles tinham eram de um marrom meio amarelado. O seu cabelo era preto e tambm estava numa trana, como o da mulher, apesar de no ser to longo. Ele era lindo.
Enquanto ele se aproximava de ns, um novo som mandou ondas de choque  multido que observava - o som de outro corao batendo, acelerado pelo esforo.
Alice se aproximou levemente dos cantos da nvoa que comeava a se dissipar do meu escudo e parou sinuosamente ao lado de Edward. Eu me inclinei para tocar seu brao,
assim como Edward, Esme, Carlisle. No havia tempo para outras boas vindas. Jasper e os outros a seguiram para dentro do escudo.
Toda a guarda observou, especulao em seus olhos, enquanto os recm chegados atravessaram a barreira invisvel sem esforo. Os encapuzados, Felix e os outros como
ele, focaram seus olhos repentinamente esperanosos em mim. Eles no tinham certeza do que o meu escudo repelia, mas agora estava claro que no pararia um ataque
fsico. Assim que Aro desse a ordem, uma guerra relmpago comearia, eu como nico objeto. Eu me perguntei quantos deles Zafrina seria capaz de cegar, e o quanto
isso seguraria. Tempo suficiente para que Kate e Vladimir tirassem Jane e Alec da equao? Isso era tudo o que eu podia pedir.
Edward, apesar de absorvido na direo do seu golpe, enrijeceu furiosamente em resposta aos pensamentos deles. Ele se controlou e falou com Aro novamente.
"Nesses ltimos dias Alice esteve procurando sua prpria testemunha", ele disse ao ancio. "E ela no voltou com as mos vazias. Alice, porque voc no apresenta
a testemunha que voc trouxe?"
Caius rosnou. "A hora das testemunhas j passou! D o seu voto, Aro!"
Aro ergueu um dedo para silenciar seu irmo, seus olhos grudados no rosto de Alice.
Alice deu um passo  frente levemente e apresentou os estranhos. "Essa  Huilen e esse  seu sobrinho, Nahuel."
Ouvindo a voz dela... era como se ela nunca tivesse ido embora.
Os olhos de Caius se apertaram quando ele ouviu o grau de parentesco existente entre os recm chegados. As testemunhas Volturi rosnaram entre si. O mundo dos vampiros
estava mudando, e todos podiam sentir isso.
"Fale, Huilen", Aro comandou. "Nos d o testemunho que voc foi trazida para sustentar."
A mulher pequena olhou nervosamente para Alice. Alice balanou a cabea encorajando, e Kachiri ps a longa mo no ombro da pequena vampira.
"Eu sou Huilen", a mulher anunciou num ingls claro mas com um sotaque estranho. Enquanto ela continuava, ficou aparente que ela havia se preparado para contar essa
histria, que ela havia praticado. Parecia uma histria de crianas bem conhecida. "A um sculo e meio atrs, eu vivia com o meu povo, os Mapuche. Minha irm era
Pire. Nossos pais deram a ela o nome das neves das montanhas por causa de sua pele clara. E ela era muito bonita - bonita demais. Ela veio at mim um dia e me contou
que um anjo tinha a encontrado na floresta, que havia visitado-a  noite. Eu avisei ela." Huilen balanou a cabea pesarosamente. "Como se os machucados na pele
dele no fossem aviso suficiente. Eu sabia que era o Libishomen das nossas lendas, mas ela no me ouviu. Ela estava enfeitiada.
 "Quando teve certeza ela me contou que um filho do seu anjo escuro estava crescendo dentro dela. Eu no tentei desencorajar seu plano de fugir - eu sabia que at
nosso pai e nossa me concordariam que a criana precisava ser destruda, e Pire com ela. eu fui com ela at as partes mais profundas da floresta. Ela procurou por
seu anjo demonaco mas no encontrou nada. Eu cuidei dela, cacei por ela quando suas foras faltaram. Ela comia animais crus, bebendo seu sangue. Eu no precisava
de mais informaes sobre o que ela carregava na barriga. Eu esperava salvar a vida dela antes de matar o monstro.
"Mas ela amava a criana dentro dela. Ela o chamou Nahuel, como um cato selvagem, quando ele cresceu, ficando forte, e quebrou seus ossos - e ela ainda o amava.
"Eu no pude salv-la. A criana a rasgou por dentro para escapar, e ela morreu rapidamente, implorando o tempo inteiro para que eu cuidasse de Nahuel. Era seu derradeiro
desejo - e eu concordei.
"Ele me mordeu, no entanto, quando eu tentei levanta-lo do corpo dela. Eu engatinhei na floresta para morrer. Eu no cheguei longe - a dor era demais. Mas ele me
encontrou; a criana recm nascida engatinhou pela mata baixa at o meu lado e esperou por mim. Quando a dor acabou, ele estava enroscado ao meu lado, dormindo.
"Eu cuidei dele at que ele fosse capaz de caar sozinho. Ns caamos nos vilarejos ao nosso redor da nossa floresta, ficando sozinhos. Ns nunca nos afastamos tanto
de casa, mas Nahuel queria ver a criana daqui."
Huilen fez uma mesura com a cabea quando terminou sua histria e se moveu para trs at estar parcialmente escondida atrs de Kachiri.
Os lbios de Aro entortaram. Ele observou o jovem de pele escura.
"Nahuel, voc tem um sculo e meio de idade?" ele questionou.
 "D ou tire uma dcada", ele respondeu com uma voz clara, lindamente clida. O sotaque dele mal podia ser notado. "Ns no ficamos contando."
"E voc atingiu a maturidade com que idade?"
"Cerca de sete anos depois do meu nascimento, mais ou menos, meu crescimento estava completo."
"Voc no mudou desde ento?"
Nahuel ergueu os ombros. "No que eu tenha reparado."
Eu senti um tremor passar pelo corpo de Jacob. Eu ainda no queria pensar sobre isso. eu esperaria at o perigo ter passado e eu poder me concentrar.
"E sua dieta?" Aro pressionou, parecendo interessado a despeito de si mesmo.
"Em maioria sangue, mas um pouco de comida humana tambm. Eu posso sobreviver de ambos."
"Voc foi capaz de criar um imortal?" Aro gesticulou para Huilen, sua voz abruptamente intensa. Eu foquei novamente no meu escudo; talvez ele estivesse procurando
uma nova desculpa.
"Sim, mas nenhum dos outros pode."
Um murmrio chocado atravessou os trs grupos.
As sobrancelhas de Aro subiram. "Os outros?"
"Minhas irms", Nahuel ergueu os ombros novamente.
Aro o encarou selvagemente um momento antes de compor seu rosto.
"Talvez voc nos conte o resto de sua histria, pois parece haver mais."
Nahuel fez uma careta.
"Meu pai veio procurar por mim alguns anos depois da morte de minha me." Seu lindo rosto de distorceu um pouco. "Ele ficou feliz em me encontrar." O tom de Nahuel
sugeriu que o sentimento no era mtuo. "Ele tinha duas filhas, mas no filhos. Ele esperava que eu me juntasse a ele, como minhas irms
"Eu fiquei surpreso por no estar sozinho. Minhas irms no eram venenosas, mas se isso tem a ver com o sexo ou com a sorte... quem sabe? Eu j tinha a minha famlia
com Huilen, e eu no estava interessado" - ele entortou a palavra - "em mudar isso. eu o vejo de vez em quando. Eu tenho uma irm nova; ela atingiu a maturidade
h cerca de dez anos."
"Qual o nome do seu pai?" Caius perguntou atravs dos dentes apertados.
"Joham", Nahuel respondeu. "Ele se considera um cientista. Ele acha que est criando uma nova super-raa." Ele no tentou disfarar o tom enojado de sua voz.
Caius olhou para mim. "Sua filha, ela  venenosa?" Ele quis saber duramente.
"No", eu respondi. A cabea de Nahuel havia levantado na pergunta de Aro, e seus olhos amarelados se viravam para se cravar em meu rosto.
Caius olhou para Aro para confirmar, mas Aro estava absorvido em seus prprios pensamentos. Seus lbios entortaram e ele encarou Carlisle, e ento Edward, e em fim
seus olhou pousaram em mim.
Caius rosnou. "Ns damos conta da aberrao aqui e seguimos para o sul", ele apressou Aro.
Aro me olhou nos olhos por um momento longo, tenso. Eu no fazia idia do que ele estava procurando, ou o que ele havia encontrado, mas depois de me medir naquele
momento, algo em seus rosto mudou, uma breve mudana no formato de sua boca e seus olhos, e eu soube que Aro tinha tomado sua deciso.
 "Irmo", ele disse suavemente para Caius. "No aparenta haver perigo. Esse  um desenvolvimento incomum, mas eu no vejo ameaa. Essas crianas meio vampiras so
muito como ns, aparentemente."
"Este  o seu voto?" Caius quis saber.
"."
Caius fez uma careta. "E esse Joham? Esse imortal to interessado em experincias?"
"Talvez devssemos falar com ele", Aro concordou.
"Parem Joham se vocs quiserem", Nahuel disse calmamente. "Mas deixem minhas irms em paz. Elas so inocentes."
Aro balanou a cabea, sua expresso solene. Ento ele virou de volta para seus guardas com um clido sorriso.
"Queridos", ele chamou. "No lutamos hoje."
A guarda balanou a cabea em unssono e saiu de sua posio. A nvoa desapareceu rapidamente, mas eu mantive meu escudo no lugar. Talvez isso fosse outro truque.
Eu analisei suas expresses quando Aro virou de volta para ns. Seu rosto estava to benigno como sempre, mas diferente de antes, eu senti um estranho vazio por
trs daquela fachada. Como se o plano dele tivesse se acabado. Caius estava claramente infeliz, mas agora sua raiva estava virada pra dentro; ele estava resignado.
Marcus parecia... entediado; no havia outra palavra pra isso. A guarda estava impassiva e disciplinada de novo; no havia indivduos entre eles, apenas um inteiro.
Eles estavam em formao, prontos para ir embora. As testemunhas dos Volturi ainda estavam sendo cautelosas; um aps o outro, eles foram embora, desaparecendo na
floresta. Enquanto seu nmero diminua, os que restavam iam se apressando. Logo, todos eles haviam desaparecido.
Aro ergueu a mo para ns, quase apologtico. Atrs dele, a maior parte da guarda, com Caius, Marcus, e as silenciosas, misteriosas esposas, j estavam indo embora
rapidamente, sua formao precisa novamente. Apenas trs que pareciam ser seus guardas pessoas ficaram com ele.
"Eu fico muito feliz que isso tenha se resolvido sem violncia", ele disse docemente. "Meu amigo, Carlisle - como eu fico agradado em cham-lo de amigo de novo!
Eu espero que no haja ressentimentos. Eu espero que voc compreenda o fardo pesado que nosso dever pe sobre nossos ombros."
"Deixe em paz, Aro", Carlisle disse rigidamente. "Por favor lembre-se que ainda temos uma anonimidade a proteger aqui, e evite que sua guarda cace nessa regio."
" claro, Carlisle", Aro o assegurou. "Eu lamento merecer sua desaprovao, meu querido amigo. Talvez, com o tempo, voc me perdoe."
"Talvez, com o tempo, quando voc se provar nosso amigo de novo."
Aro fez uma mesura com a cabea, a imagem do arrependimento, e andou pra trs por um momento antes de se virar. Ns observamos em silncio enquanto os ltimos quatro
Volturi desapareciam nas rvores.
Ficou muito quieto. Eu no baixei meu escudo.
"Est realmente acabado?" Eu cochichei para Edward.
O sorriso dele era enorme. "Sim. Eles desistiram. "Como todos os valentes, eles so covardes embaixo daquela pose." Ele gargalhou.
Alice riu com ele. "Srio, gente. Eles no vo voltar. Todos podem relaxar agora."
Houve outro minuto de silncio.
 "Por toda a falta de sorte", Stefan murmurou.
Ento a ficha caiu.
Gritos de alegria surgiram. Rosnados ensurdecedores encheram a clareira. Maggie saltou nas costas de Siobhan. Rosalie e Emmett se beijaram de novo - por mais tempo
e mais ardentemente dessa vez. Benjamin e Tia estavam trancados nos braos um do outros, assim como Carmen e Eleazar. Esme agarrou Alice e Jasper num abrao apertado.
Carlisle estava agradecendo calidamente aos Sul americanos recm chegados que haviam nos salvado. Kachiri ficou muito perto de Zafrina e Senna, as pontas de seus
dedos se tocando. Garrett tirou Kate do cho e a rodou num crculo. Stefan cuspiu na neve. Vladimir apertou os dentes com uma expresso amargurada.
E eu meio que escalei o lobo ruivo para arrancar minha filha de suas costas e ento a apertei contra meu peito. Os braos de Edward estavam ao nosso redor no mesmo
segundo.
"Nessie, Nessie, Nessie", eu cantarolei.
Jacob deu uma risada meio latida e bateu na parte de trs da minha cabea com o nariz.
"Cala a boca", eu murmurei.
"Eu vou ficar com vocs?" Nessie quis saber.
"Pra sempre" eu prometi pra ela.
Ns tnhamos a eternidade. E Nessie ficaria bem e saudvel e forte. Como o meio humano Nahuel, em cento e cinqenta anos, ela ainda seria jovem. E todos ns ficaramos
juntos.
Felicidade se expandiu dentro de mim - to extrema, to violenta, que eu no tinha certeza se sobreviveria.
"Pra sempre", Edward ecoou no meu ouvido.
Eu no podia falar mais. Eu levantei minha cabea e beijei ele com uma paixo que provavelmente podia incendiar a floresta.
Eu no teria reparado.

39 -O FINAL FELIZ
"Ento houve uma combinao de coisas l no final, mas o que realmente pegou fogo foi... Bella", Edward estava explicando. Nossa famlia e os dois convidados que
restaram na grande sala dos Cullen enquanto a floresta ficava escura do lado de fora das grandes janelas.
Vladimir e Stefan sumiram antes que acabssemos de celebrar. Eles estavam muito decepcionados pela forma como as coisas acabaram, mas Edward disse que eles gostaram
tanto da covardia dos Volturi que isso quase redimiu a frustrao deles.
Benjamin e Tia foram rpidos em seguir Amun e Kebi, ansiosos por deix-los saber o desfecho do conflito; eu tinha certeza que os veramos novamente - Benjamin e
Tia, pelo menos. Nenhum dos nmades ficou por muito tempo. Peter e Charlotte tiveram uma breve conversa com Jasper, e foram embora tambm.
As Amazonas reunidas estavam ansiosas pra voltar pra casa tambm - elas tiveram dificuldades em ficar longe de sua amada floresta - apesar delas estarem mais relutantes
para ir embora do que alguns outros.
"Voc deve trazer a criana para me ver", Zafrina insistiu. "Prometa-me, jovem."
Nessie tinha colocado a mo em meu pescoo, implorando tambm.
" claro, Zafrina", eu concordei.
"Seremos grandes amigas, minha Nessie", a mulher selvagem declarou antes de ir embora com suas irms.
O cl Irlands continuou o xodo.
"Muito bem, Siobhan", Carlisle parabenizou enquanto eles diziam adeus.
"Ah, o poder do pensamento positivo", ela respondeu sarcasticamente, revirando os olhos. E ento ela ficou sria. " claro, isso no est acabado. Os Volturi no
vo perdoar o que aconteceu aqui."
Foi Edward quem respondeu isso. "Eles foram seriamente abalados; a sua confiana est estremecida. Mas, sim, eu tenho certeza que eles iro se recuperar do golpe
algum dia. E ento..." Os olhos dele estreitaram. "Eu imagino que eles tentaro nos pegar separadamente."
"Alice nos avisar quando eles atacarem", Siobhan disse com uma voz segura. "E vamos nos juntar novamente. Talvez chegue o tempo em que o nosso mundo esteja completamente
livre dos Volturi."
"Esse dia pode chegar", Carlisle replicou. "Se chegar, estaremos juntos."
"Sim, meu amigo, estaremos", Siobhan concordou. "E como poderemos falhar quando eu quero o contrrio?" Ela deixou escapar uma risada alta.
"Exatamente", Carlisle disse. Ele e Siobhan se abraaram, e ento ele balanou a mo de Liam. "Tente encontrar Alistair e dizer o que aconteceu. eu odiaria pensar
nele escondido embaixo de uma pedra pela prxima dcada."
Siobhan riu de novo. Maggie abraou Nessie e eu, e ento o cl Irlands se foi.
Os Denali foram os ltimos a partir, Garrett com eles - como estaria de agora em diante, eu tinha certeza. A atmosfera de celebrao era demais para Tanya e Kate.
Elas precisavam ficar de luto por sua irm perdida.
Huilen e Nahuel foram os nicos a ficar, apesar de eu ter achado que esses dois iriam embora com as Amazonas. Carlisle estava profundamente fascinado numa conversa
com Huilen; Nahuel estava sentado atrs dela, escutando Edward contar o resto da histria sobre nosso conflito como s ele sabia.
"Alice deu  Aro a desculpa que ele precisava para escapar da luta. Se ele no estivesse to aterrorizado de medo de Bella, ele provavelmente teria ido em frente
com seu plano original."
"Aterrorizado?" Eu disse ceticamente. "Por mim?"
Ele sorriu pra mim com uma cara que eu no reconhecia inteiramente - era carinhosa, mas tambm surpresa e at exasperada. "Quando voc vai se ver claramente?" ele
perguntou suavemente. Ento ele falou mais alto, para os outros e para mim tambm. "Os Volturi no lutam uma luta justa h cerca de dois mil e quinhentos anos. E
eles nunca, nunca lutaram numa em que eles estivessem em desvantagem. Especialmente desde que eles ganharam Jane e Alec, eles s se envolveram em assassinatos sem
oponentes.
"Vocs deviam ver como ns parecamos para eles! Geralmente, Alec corta todo o sentido e sentimento de suas vtimas enquanto eles passam pela charada do conselho.
Dessa forma, ningum pode correr quando  dada a sentena. Mas l estvamos ns, prontos, esperando, em nmero maior que o deles, com nossos prprios dons enquanto
os dons deles eram tornados inteis por Bella. Aro sabia que com Zafrina ao nosso lado, os cegos seriam eles quando a batalha comeasse. Eu tenho certeza que o nosso
nmero seria severamente dizimado, mas eles tinham certeza que o deles tambm seria. Havia at uma possibilidade deles perderem. Eles nunca tiveram que lidar com
essa possibilidade antes. Hoje eles no lidaram bem com isso."
 " difcil se sentir confiante estando cercado de lobos do tamanhos de cavalos", Emmett riu, dando um murro no brao de Jake.
Jacob deu um sorriso pra ele.
"Foram os lobos que os pararam pra comeo de histria", eu disse.
"Com certeza foram", Jacob concordou.
"Absolutamente", Edward concordou. "Isso foi outra coisa que eles nunca viram. Verdadeira Crianas da Lua raramente andam em bandos, e eles nunca tem muito controle
sobre si mesmos. Dezesseis lobos arregimentados foram uma surpresa que eles no esperavam. Caius na verdade morre de medo de lobos. Ele quase perdeu uma luta contra
um h uns milhares de anos atrs e nunca esqueceu."
"Ento existem lobisomens de verdade?" Eu perguntei. "Com luz cheia e balas de prata e isso tudo?"
Jacob bufou. "De verdade. Isso faz de mim imaginrio?"
"Voc sabe o que eu quero dizer."
"Lua cheia, sim", Edward disse. "Balas de prata, no - isso foi s mais um daqueles mitos que os humanos inventaram para sentir que tinham uma chance de vitria.
J no restam muitos deles. Caius fez que os caassem at a quase extino."
"E voc nunca mencionou isso porque...?"
"O assunto nunca apareceu."
Eu rolei os olhos, e Alice riu, se inclinando para a frente - ela estava enfiada debaixo do outros brao de Edward - pra piscar para mim.
Eu encarei de volta.
Eu a amava insanamente,  claro. Mas agora que eu tinha uma chance de me dar conta de que ela realmente estava em casa, de que a fuga dela foi apenas um ardil porque
Edward tinha que acreditar que ela havia nos abandonado, eu estava comeando a me sentir bastante irritada com ela. Alice tinha umas explicaes para dar.
Alice suspirou. "Tire isso do seu peito, Bella."
"Como voc pde fazer isso comigo, Alice?"
"Foi necessrio."
"Necessrio!" Eu explodi. "Voc me deixou totalmente convencida de que todos amos morrer! Eu fiquei um caco por semanas!"
"Podia ter sido dessa forma", ela disse calmamente. "Nesse caso voc precisava estar preparada para salvar Nessie."
Instintivamente, eu abracei Nessie - agora adormecida no meu colo - com mais fora em meus braos.
"Mas voc tambm sabia que havia outras formas", eu acusei. "Voc sabia que havia esperana. Ser que te ocorreu que voc poderia ter me contado tudo? Eu sei que
Edward tinha que pensar que era o fim da linha por causa de Aro, mas voc podia ter contado a mim."
Ela olhou especulativamente pra mim por um momento. "Eu acho que no", ela disse. "Voc simplesmente no  uma atriz to boa."
 "O que isso tem a ver com as minhas habilidades em atuao?"
"Oh, Bella, abaixa um pouco o tom. Voc tem idia de como foi complicado arrumar isso tudo? Eu nem podia ter certeza de que Nahuel existia - tudo que eu sabia era
que eu estaria procurando uma coisa que eu no conseguia ver! Tente imaginar procurar um ponto cego - no  a coisa mais fcil que eu j fiz. Alm do mais, precisvamos
mandar de volta as testemunhas mais importantes, como se j no estivssemos com pressa suficiente. E ento manter os olhos abertos o tempo todo pro caso de vocs
decidirem me mandar mais instrues. Em algum ponto voc vai ter que me contar exatamente o que h no Rio. Antes disso tudo, e tinha que tentar ver os truques que
os Volturi podiam inventar e dar a vocs as pequenas pistas que podia sobre a estratgias deles, e eu tinha apenas algumas horas para traar as possibilidades. Acima
de tudo, eu tinha que ter certeza de que vocs todos acreditassem que eu os havia abandonado, porque Aro tinha que ter certeza de que vocs no tinham mais nada
escondido na manga, ou ele no teria se comprometido do jeito que fez. E se voc acha que eu no me senti uma babaca -"
"Okay, okay!" Eu interrompi. "Desculpa! Eu sei que foi difcil pra voc tambm.  s que... bem, eu senti sua falta feito louca, Alice. No faa isso comigo de novo."
A risada alegre de Alice ecoou pela sala, e todos ns sorrimos ao ouvir aquela msica de novo. "Eu senti sua falta tambm, Bella. Ento me perdoe, e tente se contentar
em ser a super-herona do dia."
Agora todo mundo riu, e eu escondi meu rosto no cabelo de Nessie, envergonhada.
Edward voltou a analisar todas as mudanas de inteno e controle que aconteceram na clareira hoje, declarando que foi o meu escudo que fez os Volturi correrem com
os rabos entre as pernas. O jeito que todo mundo olhou pra mim me fez sentir desconfortvel. At Edward. Edward como se eu tivesse crescido cem metros no curso da
manh. Eu tentei ignorar seus olhares impressionados, mantendo meus olhos no rosto de Nessie e na expresso de Jacob que no havia mudado. Para ele eu seria s Bella,
e isso era um alvio pra mim.
O olhar mais difcil de ignorar tambm era o que mais me confundia.
Eu no era como essa meio-humana, meio-vampira como Nahuel havia se acostumado a pensar em mim. At onde ele sabia, eu saa por a detendo ataques de vampiros todos
os dias e a cena de hoje no era nada incomum. Mas o rapaz nunca tirou os olhos de mim. Ou talvez ele estivesse olhando para Nessie. Isso tambm me deixou desconfortvel.
Ele no podia estar inconsciente do fato de que Nessie era a nica fmea de sua espcie que no era sua meia irm.
Eu no achava que essa idia j tinha ocorrido a Jacob. Eu meio que esperava que no ocorresse to logo. Eu j tive brigas suficientes por algum tempo.
Eventualmente, os outros ficaram sem perguntas para Edward, e a discusso se dissolveu em um monte de conversas menores.
Eu me senti estranhamente cansada. No sonolenta,  claro, mas exatamente como se o dia tivesse sido longo o suficiente. Eu queria um pouco de paz, um pouco de normalidade.
Eu queria Nessie na cama dela; queria as paredes da minha prpria casinha ao meu redor.
Eu olhei para Edward e por um momento senti que consegui ler a mente dele. Eu podia ver que ele se sentia da mesma forma. Pronto para um pouco de paz.
 "Devemos levar Nessie..."
"Essa provavelmente  uma boa idia", ele concordou rapidamente. "Eu tenho certeza que ela no dormiu bem noite passada, com todos aqueles roncos."
Ele sorriu para Jacob.
Jacob revirou os olhos e ento bocejou. "J faz um tempo que eu no durmo numa cama. Eu aposto que meu pai vai ficar vem feliz por me ter embaixo do teto dele de
novo."
Eu toquei a bochecha dele. "Obrigada, Jacob."
"Quando quiser, Bella. Mas voc j sabe disso."
Ele levantou, se esticou, e beijou o topo da cabea de Nessie, e depois o topo da minha. Finalmente, ele deu um murro no ombro de Edward. "Vejo vocs amanh, pessoal.
Eu acho que as coisas vo ficar bem tediosas agora, no vo?"
"Eu espero fervorosamente que sim", Edward disse.
Ns levantamos quando ele foi embora; eu equilibrei meu peso cuidadosamente para que Nessie no fosse balanada. Eu estava profundamente agradecida por v-la dormindo
to profundamente. Tanto peso havia sido colocado em seus pequenos ombros. Estava na hora dela conseguir ser criana de novo - protegida e segura. Mais alguns anos
de infncia.
A idia de paz e segurana me lembrou de algum que no sentia isso o tempo todo.
"Oh, Jasper?" Eu perguntei enquanto nos virvamos para a porta.
Jasper estava esmagado entre Alice e Esme, de alguma forma parecendo mais adequado  imagem da famlia que o normal. "Sim, Bella?"
"Eu estou curiosa - porque J. Jenks fica rgido de medo s de ouvir o seu nome?"
Jasper gargalhou. "Foi s por causa da minha experincia que alguns relacionamentos de trabalho so mais motivados pelo medo do que pelo ganho monetrio."
Eu fiz uma careta, prometendo a mim mesma que ia tomar a frente desses relacionamentos de negcios de agora em diante e poupar J. Jenks do ataque do corao que
com certeza j estava  caminho.
Ns fomos beijados, abraados e nossa famlia nos desejou boa noite. A nica coisa estranha foi Nahuel, que ficou olhando atentamente para ns, como se quisesse
poder nos seguir.
Quando estvamos do outro lado do rio, ns andamos apenas um pouco mais rpido que a velocidade dos humanos, sem pressa, de mos dadas. Eu estava cansada de me sentir
no fim da linha, e eu s queria passar o tempo. Edward devia sentir o mesmo.
"Eu devo dizer, estou completamente impressionado com Jacob agora", Edward me disse.
"Os lobos causam um grande impacto, no ?"
"No foi isso que eu quis dizer. Nenhuma vez hoje ele pensou no fato de que, de acordo com Nahuel, Nessie ser complemente madura em seis anos e meio."
Eu considerei isso por um minuto. "Ele no a v desse jeito. Ele no tem pressa pra que ela cresa. Ele s quer que ela seja feliz."
"Eu sei. Como eu disse, impressionante. Dizer isso vai contra a correnteza, mas ela podia escolher coisa pior."
Eu fiz uma careta. "Eu no vou pensar nisso por mais aproximadamente seis anos e meio."
Edward riu e ento suspirou. " claro, parece que ele vai ter um pouco de competio com que se preocupar quando o momento chegar."
Minha careta se intensificou. "Eu percebi. Eu estou agradecida a Nahuel por hoje, mas aquela observao toda foi meio estranha. No me importa se ela  a nica meio
vampira que no  parente dele."
 "Oh, ele no estava olhando pra ela - ele estava olhando pra voc."
Isso era o que parecia... mas isso no fazia sentido. "Porque ele faria isso?"
"Porque voc est viva", ele disse baixinho.
"Eu me perdi."
"Toda a vida dele", ele explicou, "- e ele  cinqenta anos mais velho que eu -"
"Decrpito", eu inseri.
Ele me ignorou. "Ele sempre pensou em si mesmo como uma criao malfica, um assassino por natureza. Todas as suas irms mataram suas mes tambm, mas elas no acharam
nada disso. Joham as criou para pensar nos humanos como animais, enquanto eles eram deuses. Mais Nahuel foi ensinado por Huilen, e Huilen amava sua irm mais do
que a ningum mais. Isso definiu toda a perspectiva dele. e, de algumas formas, ele sinceramente se odiava."
"Isso  to triste", eu sussurrei.
"E ento ele viu ns trs - e ele se deu conta pela primeira vez que s porque ele  meio mortal, isso no significa que ele herdou o mau. Ele olha pra mim e v...
o que seu pai devia ter sido."
"Voc  realmente ideal em todos os sentidos."
Ele bufou e ficou srio de novo. "Ele olha pra voc e v a vida que sua me devia ter tido."
"Pobre Nahuel", eu murmurei, e ento suspirei porque eu sabia que nunca mais ia conseguir pensar mal dele depois disso, no importava o quanto os olhares dele me
deixassem desconfortvel.
 "No fique triste por ele. Ele est feliz agora. Hoje, ele finalmente comeou a se perdoar."
Eu sorri pela felicidade de Nahuel, e ento pensei que o dia de hoje pertencia  felicidade. Apesar do sacrifcio de Irina ser uma sombra escura contra a luz branca,
evitando que o momento fosse perfeito, a alegria era impossvel de negar. A vida pela qual eu lutei estava a salvo de novo. Minha famlia estava reunida. Minha filha
tinha um futuro se esticando sem fim  sua frente. Amanh eu ia ver meu pai, ele veria que o medo nos meus olhos havia sido substitudo por alegria, e ele ficaria
feliz tambm. De repente, eu tive certeza que no o encontraria l sozinho. Eu no fui to observadora quanto podia ter sido nas ltimas semanas, mas nesse momento
era como se eu soubesse o tempo todo que Sue estaria com Charlie - a me do lobisomem com o pai da vampira - e ele no estaria mais sozinho. Eu sorri largamente
com esse novo insight.
Mas a onda mais significante dessa mar de felicidade era o fato mais certo: Eu estava com Edward. Pra sempre.
No que eu quisesse repetir as ltimas semanas, mas eu tinha que admitir que isso me fez apreciar mais que nunca o que tenho.
A cabana era um lugar de perfeita paz na noite azul prateada. Ns carregamos Nessie para a sua cama e a deitamos gentilmente. Ela sorriu enquanto dormia.
Eu tirei o presente de Aro para mim do pescoo e o atirei num canto do quarto dela. Ela brincaria com ele se quisesse; ela gostava de coisas brilhantes.
Edward e eu caminhamos lentamente para fora do quarto, passando os braos ao redor um do outro.
 "Uma noite para comemoraes", ele murmurou, e ele colocou a mo embaixo do meu queixo para erguer meus lbios aos dele.
"Espere", eu hesitei, me afastando.
Ele olhou pra mim confuso. Como regra geral, eu no me afastava. Okay, era mais que uma regra geral. Essa era a primeira vez.
"Eu quero tentar uma coisa", eu o informei, sorrindo um pouco da expresso desnorteada dele.
Eu coloquei minhas mos nos lados do rosto dele e fechei os olhos com concentrao.
Eu no fiz isso muito bem quando Zafrina tentou me ensinar antes, mas eu sabia que meu escudo estava melhor agora. Eu entendi a parte que havia lutado contra a separao
de mim, o instinto automtico de se auto-proteger acima de tudo.
Ainda no era nem de perto to fcil quanto proteger outras pessoas comigo mesma. Eu senti o elstico recuar novamente enquanto o escudo lutava para me proteger.
Eu tive que me esforar para afast-lo inteiramente de mim; todo meu foco foi necessrio.
"Bella!" Edward murmurou chocado.
Ento eu soube que estava funcionando, ento eu me concentrei ainda mais, trazendo  tona as memrias especiais que eu havia guardado para esse momento, deixando-as
flurem em meu pensamento, e com alguma sorte as dele tambm.
Algumas das memrias no eram claras - memrias humanas nubladas, vistas atravs de olhos fracos e ouvida por ouvidos fracos: a primeira vez que eu vi o rosto dele...
o jeito que eu me senti quando ele me abraou na clareira... o som da sua voz na escurido da minha conscincia que ia embora quando ele me salvou de James... o
rosto dele enquanto ele esperava embaixo de um bero de flores para casar comigo... todos os momentos preciosos na ilha... suas mos frias tocando o nosso beb pela
minha pele...
E as memrias penetrantes, perfeitamente lembradas: seu rosto quando eu abri meus olhos para minha nova vida, o amanhecer sem fim da imortalidade... aquele beijo...
aquela primeira noite...
Seus lbios, repentinamente ferozes sobre os meus, quebraram minha concentrao.
Com um resflego, eu perdi o controle do peso relutante que eu estava segurando longe de mim mesma. Ele bateu de volta como um elstico repuxado, protegendo meus
pensamentos de novo.
"Oops, perdi!" eu suspirei.
"Eu ouvi voc", ele respirou. "Como? Como voc fez isso?"
"Idia de Zafrina. Ns praticamos algumas vezes."
Ele estava deslumbrado. Ele piscou duas vezes e balanou a cabea.
"Agora voc sabe", eu disse levemente, e ergui os ombros. "Ningum jamais amou algum tanto quanto eu amo voc."
 "Voc est quase certa." Ele sorriu, e seus olhos ainda estavam um pouco mais arregalados que o normal. "Eu s sei de uma exceo."
"Mentiroso."
Ele comeou a me beijar de novo, mas a parou abruptamente.
"Voc consegue fazer de novo?" ele se perguntou.
Eu fiz uma careta. " muito difcil."
Ele esperou, sua expresso ansiosa.
"Eu no consigo manter se estiver mesmo que seja um pouco distrada", eu o avisei.
"Eu serei bonzinho", ele prometeu.
Eu entortei os lbios, meus olhos estreitando. Ento eu sorri.
Eu pressionei minhas mos ao rosto dele de novo, expulsei o escudo da minha mente, e ento comecei exatamente de onde eu havia parado - com a memria clara feito
cristal da primeira noite da minha vida... me prendendo aos detalhes.
Eu ri sem flego quando o beijo urgente dele interrompeu meus esforos de novo.
"Maldio", ele rugiu, beijando esfomeadamente a linha da minha mandbula.
"Temos bastante tempo para trabalhar nisso", eu o lembrei.
"Pra sempre e pra sempre e pra sempre", ele murmurou.
"Isso parece exatamente certo pra mim."
E ento ns continuamos em xtase nesse pequeno mas perfeito pedao do nosso para sempre.

THE END
